Também acumularam uma fortuna incalculável, recebendo doações de terras, castelos e outros bens. Graças à sua força militar, assumiram ainda o papel de banqueiros da época, coletando e transportando riquezas entre a Europa e a Terra Santa. Com o tempo, porém, nobres e reis importantes se sentiram incomodados com o crescente poder econômico e político dos templários. Felipe IV, rei da França, que - como vários outros soberanos - devia dinheiro à ordem, resolveu enfrentá-la, ordenando o confisco dos bens e a prisão dos cavaleiros que viviam em seu reino. A perseguição se espalhou para outras regiões e os templários passaram a ser acusados de blasfêmia e heresia, corrupção, aliança com o Islã e homossexualismo. "Todas as acusações eram provavelmente falsas", afirma o historiador Carlos Roberto Figueiredo Nogueira, da USP. Mesmo assim, por pressão do rei francês, o papa Clemente V determinou que a ordem fosse dissolvida em 1312.
Apesar da extinção, os mitos criados em torno dos templários permaneceram vivos. Muitos europeus acreditavam que os cavaleiros remanescentes tinham poderes sobrenaturais e tesouros escondidos pelo mundo. Uma das lendas diz que esse dinheiro teria financiado a descoberta da América e do Brasil. Mais tarde, foi sugerido o envolvimento da ordem em conspirações nos bastidores da Revolução Francesa. Nos séculos que se seguiram à extinção da ordem, inúmeros grupos esotéricos, como a maçonaria, afirmaram ser herdeiros de seus segredos, para incredulidade total da maioria dos historiadores modernos.
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