18.11.13

As moedas eróticas romanas

As moedas romanas com imagens sexuais são conhecidas como spintriae e eram cunhadas em bronze ou latão no primeiro século da Era Cristã. O propósito de tais moedas não é ainda definido com clareza, mas especula-se que elas eram utilizadas nos bordéis em lugar das moedas usuais – que costumavam ter efígies de governantes. As spintriae foram encontradas em diversos locais diferentes que fizeram parte dos domínios romanos, o que sugere que eram amplamente adotadas.




Fonte: http://historiablog.wordpress.com/

14 de novembro de 1921: Morre Princesa Isabel, a Redentora



por: Lucyanne Mano

O telegrama enviado de Paris pelo conde D'Eu à baronesa de Loreto, no Rio, informava que a princesa Isabel morrera aos 75 anos, com fraqueza cardíaca agravada por congestão pulmonar. A herdeira do imperador dom Pedro II ficou conhecida como a "redentora", por ter assinado a Lei Áurea, que pôs fim a três séculos de escravidão no Brasil. A princesa sabia que, ao sancionar a lei corria o risco de perder o trono, já que os republicanos planejavam um golpe apoiados pelos escravocratas. Entretanto a monarca não se intimidou, e inclusive compareceu a todas as festas pela libertação dos escravos realizadas pelo povo. As comemorações duraram 15 dias. O centro do Rio foi enfeitado com flores e a população saiu às ruas para festejar.

Por ter acabado com a escravidão no Brasil , que vitimou 12 milhões de africanos, o papa João XIII ofereceu à princesa a comenda da Rosa de Ouro.

Em 1889, Isabel partiu, com a família real, para o exílio em Paris, onde montou uma embaixada informal. Entre os brasileiros que passaram por lá e receberam o apoio de Isabel estava o jovem Santos Dumont.

A princesa foi a primeira chefe de Estado das Américas, tendo sido uma das nove mulheres a governar uma nação durante todo o século 19.

A monarca substituiu o pai, o imperador dom Pedro II nas três vezes em que ele se ausentou por motivo de viagem. A primeira de 1871 a 1872, a segunda, de 1876 a 1877, e a última de 1877 a 1888. A princesa foi também a primeira senadora do Brasil, cargo a que tinha direito como herdeira do trono a partir dos 25 anos de idade, segundo a Constituição do Império, de 1824. Defendia a reforma agrária e o voto feminino. Antes da Lei Áurea, Isabel sancionou as leis do primeiro recenseamento do império, naturalização de estrangeiros e relações comerciais com países vizinhos.

A princesa e a abolição dos escravos
O nome de Isabel esteve ligado à abolição muito antes da assinatura da Lei Áurea. A princesa financiava a alforria de escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo. Documentos descobertos recentemente revelaram que a princesa estudou indenizar os ex-escravos com recursos do Banco Mauá.

Em 28 de setembro de 1871, foi também ela quem sancionou a Lei do Ventre Livre, que estabelecia que todos os filhos de escravos, que nascessem a partir da assinatura da lei estariam livres.
Fonte: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=28688

1969 - Apollo 12 faz pouso de precisão na Lua

por: denisedealmeida



A Apollo 12, a segunda missão tripulada do programa Apolo, e a primeira a fazer um pouso de precisão na superfície lunar foi um sucesso. Os cosmonautas Charles Conrad e Alan Bean conseguiram resgatar partes da sonda não tripulada Surveyor-3, enviada dois anos antes, para estudar os efeitos sobre os materiais da permanência na Lua. O terceiro integrante da tripulação, Richard Gordon, ficou no módulo de comando Yankee Clipper a cem quilômetros acima da Lua, dando as coordenadas para Conrad e Bean para a alinusagem. Os astronautas pousaram no local chamado de Oceano das Tormentas, a 200 metros da sonda. Bean e Conrad recolheram 40 quilos e meio de rochas, amostras do solo, retiraram cinco peças da Surveyor e tiraram muitas fotos coloridas da superfície lunar. A Apollo 12 deixou na Lua ferramentas, botas, instrumentos científicos e lixo. Os cientistas só lamentaram a perda da câmera de TV colorida, que deixou de funcionar quando Bean movia-se para fora do módulo Intrépido, que os levou até a Lua.

A jornada foi bastante tranqüila e descontraída, apesar de um incidente na hora do lançamento na estação de Cabo Canaveral, na Flórida, quando um raio atingiu o foguete Saturno 5 e desabilitou praticamente todos os circuitos elétricos do módulo de comando. A tripulação se manteve calma e logo resolveu o problema.

Depois do vôo da Apollo 12, Alan Bean deixou a Nasa e tornou-se pintor. Ele enriqueceu pintando telas com as paisagens lunares que havia visto.

Quatro meses antes, a Apollo 11 tinha sido a primeira nave tripulada a pousar na Lua. A missão histórica de oito dias de duração, da qual participaram os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins, teve seu ponto alto com as duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin no solo lunar.
Fonte: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=10639


18 de novembro de 1814: Morre Aleijadinho, o artista familiarizado com a dor



por: Lucyanne Mano


A vida de Aleijadinho sempre esteve à mercê de histórias contadas pelo povo. Embora muitos historiadores tenham se dedicado em resgatar passagens de sua biografia, ainda há incertezas e contradições. Unânime, contudo, é a importância de sua contribuição ao Barroco mineiro e o legado deixado para a história da cultura brasileira.


Antônio Francisco Lisboa nasceu em 29 de agosto de 1738, no arrabalde de Bom Sucesso, em Vila Rica, filho bastardo de uma escrava com o português Manuel Francisco Lisboa, que lhe deu alforria ao nascer, e mais tarde seria o seu grande incentivador na arquitetura e na escultura. Durante a infância frequenta um internato, onde dedica-se aos estudos. Já na adolescência , aprende o ofício de entalhar. O seu primeiro projeto é um desenho a sanguínea para o chafariz do pátio do Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes, em Ouro Preto feito em 1752.

Exímio detalhista, aproveita até as viagens para a evolução da sua linguagem artística. E continua a produzir suas obras empreendendo sua experiência como marceneiro, entalhador, escultor e, mais tarde, de arquiteto. Imagens sacras, chafarizes, altares, entre outras intervenções de características arquitetônicas.

No ano de 1768, Alista-se no Regimento da Infantaria dos Homens Pardos de Ouro Preto e pelos três anos seguintes presta serviço militar conciliando com intensa produção artística, de caráter religioso na sua maioria. O ritmo de atividades se mantém pela década seguinte até que por volta de 1777, começa a conviver com os primeiros sintomas de uma doença degenerativa (acredita-se que lepra), que evidencia a deformidade das extremidades de seu corpo, em particular as mãos, e coloca em risco até seus movimentos mais simples. É desta época que vem a alcunha Aleijadinho. Mesmo sob sofrimento físico continuado, a doença não o impede de seguir com seu trabalho. Ao contrário. Em nome da arte e cada vez mais requisitado, há sempre encomendas a providenciar. Os pedidos vem de toda parte: Ouro Preto, Congonhas, Mariana, Sabará, Tiradentes... em talha, projetos arquitetônicos, relevos e estatuária, e resultam numa contribuição ímpar e esplêndida ao barroco brasileiro num legado de mais de 400 obras, entre elas, a portada da Igreja do Santuário do Senhor do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, MG, com 66 estátuas da via Crucis, em cedro-rosa, e 12 estátuas dos profetas, em pedra-sabão.

Em 1812, perde sua capacidade motora e passa a depender extremamente de cuidados de terceiros. Indigente e quase cego, transfere-se da casa em que morava para a casa da nora, onde permanece entrevado numa cama nos seus dois últimos anos de vida. Falece em 18 de novembro de 1814. Uns dizem que com 84 anos, embora conste 76 anos no seu registro de óbito.

Fonte: JBlog

Ramsés III e a invasão dos Povos do Mar




Após ter submetido à fogo e sangue a Ásia Menor, a Grécia e o Levante, esses povos, que passaram à posteridade sob o nome de "Povos do Ma", chegam as portas do Egito. O perigo e considerável: os invasores já destruíram a capital dos hititas e varreram seu império. Devastaram a Cilicia (a sudeste da Turquia atual), assolaram Creta e Chipre, pilharam e incendiaram as cidades do Levante. E foram engrossados por numerosas populações atraídas pelas riquezas das regiões circunvizinhas, Em 1189, a coalizão se apodera do estado de Amurru, na costa síria, e nele estabelece provisoriamente seu acampamento. Os refugiados afluem para o Egito, portadores de notícias alarmantes. Avançando rapidamente, os invasores logo cruzam a fronteira entre o extinto Império hitita e o Império Egípcio, fronteira que havia sido definida pelo tratado de paz assinado após a batalha de Kadesh. As guarnições egípcias resistem. No mesmo momento, navios inimigos dirigem-se para o delta do Nilo.





Uma reação enérgica

Consciente da gravidade da situação, Ramsés III prepara-se rapidamente para o enfrentamento. Reforça a fronteira terrestre entre o Egito e a Palestina com o envio de tropas, aferrolhando a costa mediterrânea e a foz do Nilo, graças à instalação de uma linha de defesa de navios. A seguir, em Pi-Ramsés, sua capital, situada no noroeste do Delta, convoca os responsáveis do governo e seu estado-maior para planejar a batalha e dar suas ordens. A administração egípcia, hierarquizada e disciplinada, mostra então aquilo de que é capaz.

As diretivas reais são executadas imediatamente e as unidades, convocadas para o arsenal real, desfilam em ordem para receber suas armas: arcos, Flechas e aljavas espadas e dardos, capacetes, escudos e couraças. A conta do material é cuidadosamente controlada pelos escribas. Paradoxalmente, entre os soldados figuram Shardanes, que pertencem aos Povos do Mar. Mas faz pelo menos três séculos que os homens desse povo se alistam no exército egípcio como mercenários: esses combatentes de elite, de resto, mostraram sua eficiência na batalha de Kadesh. Sem esperar mais, Ramsés III assume o comando do exército e marcha para a Palestina. Torna-se cada vez mais urgente aumentar as tropas que se esforçam em conter a pressão dos invasores.





A batalha terrestre

Ramsés III chegou à Judéia, entre as cidades de Gezer e Lakish, numa região de colinas, quando surpreende um comboio dos Povos do Mar. Os carros de combate, conduzidos por guerreiros armados com longas espadas e dardos e protegidos por couraças e escudos redondos, precedem pesados carros de rodas maciças, puxados por bois. Esses veículos transportam as mulheres, as crianças e as posses dos imigrantes.

A coluna forma provavelmente a vanguarda dos invasores, a caminho do Egito. Aproveitando sua vantagem, O exército de Ramsés III ataca o comboio por trás e o cerca. O adversário, surpreendido, sofre grandes baixas. Os sobreviventes são capturados. A vitória é completa, mas não garante ainda a segurança do Egito.





A batalha naval

De fato, a ameaça doravante vem do mar. Os invasores, amontoados em navios, tentam desembarcar na costa da Palestina, em Gaza, não muito longe do Egito. Mas o faraó reage prontamente de novo. Enquanto os inimigos manobram para desembarcar os combatentes na praia, a frota de Ramsés III, propelida por remadores, passa ao ataque. Cerca os barcos e os bombardeia com intenso arremesso de flechas e outros projéteis. A resistência dos Povos do Mar enfraquece. Alguns navios encalham, outros afundam, enquanto os egípcios se lançam à abordagem. Os atacantes que põem pés em terra são esperados por Ramsés III e seus arqueiros. Dispostas em fileiras cerradas, as tropas egípcias formam uma muralha intransponível. Para muitos invasores, a aventura termina aqui. Não há mais como contar os corpos que flutuam no mar ou que estão estendidos na praia. Os prisioneiros são inumeráveis.

Dessa vez, o rei triunfou definitivamente sobre os Povos do Mar. Por sua coragem e sue firmeza, evitou para o Egito o funesto destino que múltiplas cidades e estados do Oriente Médio conheceram. Mas o equilíbrio estabelecido na região pelos Impérios egípcio e Hitita é definitivamente terminado. A paz e a prosperidade desaparecem por longo tempo.




Referências Bibliográficas


AUDOIN-RUZEAU, Stéphane. As grandes batalhas da história: São Paulo, Larousse, 2009.


História dos Combustíveis




A busca por fontes de energia aparece desde os tempos da Pré-História.




Ao longo da História, a relação do homem com a natureza foi responsável por uma série de transformações significativas. A busca por condições de vida mais confortáveis acabou trilhando o desenvolvimento dos vários combustíveis que marcam a história humana. Nesse percurso, podemos destacar que a mais recente preocupação de cientistas e estudiosos é desenvolver fontes de energia com impacto ambiental reduzido ou nulo.

A madeira é a mais antiga fonte de energia que se tem conhecimento. Nos tempos pré-históricos, a lenha era instrumento fundamental afastar as temperaturas extremas do inverno, afugentar animais ferozes e incrementar o preparo dos alimentos. Apesar de muito poluente, a madeira ainda é largamente utilizada em países que apresentam um tímido desenvolvimento industrial.

Com a Revolução Industrial, a exploração das fontes de energia sofreu uma de suas mais importantes guinadas. O desenvolvimento de novas tecnologias e a produção em larga escala motivou a busca por novos combustíveis. Nesse contexto, entre os séculos XVIII e XIX, o carvão mineral se tornou indispensável para o funcionamento dos primeiros motores movidos a vapor. Nos dias de hoje, após sofrer uma acentuada queda em seu uso, o carvão mineral dá sinais de recuperação com as crises do setor petrolífero.

Nos primeiros anos do século XX, a popularização dos automóveis ampliou ainda mais a demanda internacional por combustíveis de alto desempenho. Dessa forma, os combustíveis fósseis (então somente empregados na obtenção do querosene) passaram a ser fonte de obtenção da gasolina. Algumas décadas mais tarde, essa mesma tendência transformou o diesel em um combustível de grande uso a partir da Segunda Guerra Mundial.

Na década de 1940, o desenvolvimento da física possibilitou que a energia nuclear fosse explorada por conta do potencial de produção energética. Mesmo com este argumento atrativo, a construção de usinas nucleares gerou grande preocupação entre as autoridades políticas e ambientais. A manutenção desse tipo de unidade energética envolve um rigoroso controle e qualquer acidente pode promover um impacto de sérias proporções.

Ao longo da década de 1970, as duas crises do petróleo instigaram a busca por novas fontes de energia, incluindo o Brasil. Por meio da fermentação da sacarose, o álcool anidro passou a ser empregado em veículos e oferecia índices menores na emissão de gases poluentes. Obtido pela cana-de-açúcar, esse tipo de combustível teve grande demanda até a década de 1980. Atualmente, a sua presença no mercado internacional ganhou novo impulso com o desenvolvimento dos veículos bicombustíveis.

Nas últimas décadas, a preocupação com os impactos ambientais causados pela emissão de gases poluentes demarcou uma fase inédita na história dos combustíveis. A construção das usinas hidrelétricas, as placas de captação da energia solar e a energia eólica ganharam destaque enquanto fontes limpas de energia. Apesar de seu alto custo de produção, esses recursos alternativos respondem à emergência de problemas muito mais urgentes.


Por Rainer Sousa

Fonte: http://www.brasilescola.com/historia/historia-dos-combustiveis.htm


Por que estudar história?



As pessoas vivem no presente. Eles planejar e se preocupar com o futuro. História, no entanto, é o estudo do passado.Dadas todas as demandas que a imprensa no de viver no presente e antecipar o que ainda está para vir, por que se preocupar com o que foi?. Considerando todos os ramos desejáveis e disponível de conhecimento, por que insistir, como a maioria dos americanos programas educacionais fazer-nos um bom bocado da história?

Qualquer objeto de estudo precisa de justificação: os seus defensores devem explicar por que merece atenção.

Assuntos-e mais amplamente aceitos da história é certamente um deles a atrair algumas pessoas que simplesmente gostam da informação e modos de pensamento envolvido. Mas o público menos espontaneamente atraída para o assunto e mais dúvidas sobre o porquê de se preocupar precisa saber qual é a finalidade.

Os historiadores não realizar transplantes de coração, melhorar o design rodovia, ou criminosos de prisão. Em uma sociedade que muito corretamente espera que a educação para servir a propósitos úteis, as funções de história pode parecer mais difícil de definir do que os de engenharia ou medicina. A história é de fato muito útil, realmente indispensável, mas os produtos de estudo histórico são menos tangíveis, às vezes menos imediato, do que aqueles que resultam de algumas outras disciplinas.

Na história tem sido justificada por razões que não iria mais aceitar. Por exemplo, uma das razões história mantém o seu lugar na educação atual é porque os líderes anteriores acreditavam que o conhecimento de certos fatos históricos ajudaram a distinguir o educado do inculto; a pessoa que poderia desfiar a data da conquista normanda da Inglaterra (1066 ) ou o nome da pessoa que veio com a teoria da evolução em aproximadamente ao mesmo tempo que Darwin fez (Wallace) foi considerado superior-um candidato melhor para o curso de direito ou mesmo a promoção de uma empresa. Conhecimento dos fatos históricos tem sido usado como um dispositivo de rastreamento em muitas sociedades, da China para os Estados Unidos, eo hábito ainda está conosco até certo ponto.

Infelizmente, esse uso pode favorecer a memorização, um estúpido aspecto real, mas não muito atraente da disciplina.

História deve ser estudada, pois é essencial para os indivíduos e para a sociedade, e porque abriga beleza. Há muitas maneiras de discutir as funções reais do sujeito, pois há muitos diferentes talentos históricos e muitos caminhos diferentes para o significado histórico. Todas as definições de utilidade da história, no entanto, dependem de dois fatos fundamentais.

História nos ajuda a compreender as pessoas e sociedades

Em primeiro lugar, a história oferece um arsenal de informações sobre como as pessoas e as sociedades se comportar. Compreender as operações de pessoas e sociedades é difícil, apesar de um número de disciplinas de fazer a tentativa. Uma dependência exclusiva dos dados atuais seriam desnecessariamente prejudicar nossos esforços. Como podemos avaliar se a guerra a nação está em paz a menos que nós usamos materiais históricos? Como podemos entender o gênio, a influência da inovação tecnológica, ou o papel que as crenças desempenham na construção da vida familiar, se não usarmos o que sabemos sobre as experiências no passado? Alguns cientistas sociais tentam formular leis ou teorias sobre o comportamento humano. Mas mesmo esses recursos dependem de informações históricas, exceto em limitado, muitas vezes casos artificiais em que os experimentos podem ser planejados para determinar como as pessoas agem.

Aspectos importantes da operação de uma sociedade, como as eleições de massa, atividades missionárias, ou alianças militares, não pode ser configurado como experimentos precisos. Consequentemente, a história deve servir, ainda que imperfeitamente, como nosso laboratório, e dados do passado deve servir como nossa prova mais vital na busca inevitável para descobrir por que a nossa espécie complexo se comporta como ele faz em contextos sociais.

Este é, fundamentalmente, porque nós não podemos ficar longe da história: ele oferece a base probatória só extensivo para a contemplação e análise de como as sociedades funcionam, e as pessoas precisam ter algum sentido de como as sociedades funcionam simplesmente para executar suas próprias vidas.

História nos ajuda a entender mudança e como a sociedade em que vivemos

A história segundo motivo é inevitável como sujeito de estudo sério, segue de perto o primeiro. O passado faz com que o presente, e assim o futuro.

Toda vez que tentamos saber por que algo aconteceu-se uma mudança na dominância partido político no Congresso americano, uma grande mudança na taxa de suicídio na adolescência, ou uma guerra nos Balcãs ou no Médio Oriente, temos de olhar para os fatores que levaram moldar anteriormente. Às vezes a história bastante recente será suficiente para explicar um grande desenvolvimento, mas muitas vezes precisamos olhar mais para trás para identificar as causas da mudança.

Somente através do estudo da história podemos compreender como as coisas mudam, apenas através da história podemos começar a compreender os fatores que causam a mudança, e só através da história podemos compreender quais os elementos de uma instituição ou uma sociedade persistem apesar da mudança.

A importância da história para explicar e compreender a mudança no comportamento humano não é mera abstração. Tome um fenômeno importante humana como o alcoolismo. Através de experimentos biológicos cientistas identificaram genes específicos que parecem causar uma inclinação para o vício do álcool em alguns indivíduos. Este é um avanço notável.

Mas o alcoolismo, como uma realidade social, tem uma história: as taxas de alcoolismo subiram e caíram, e eles têm variado de um grupo para a próxima.

Atitudes e políticas sobre o alcoolismo também mudaram e variadas. História é imprescindível para entender por que tais mudanças ocorrem. E de muitas maneiras a análise histórica é um tipo mais desafiador de exploração de experiências genéticas. Os historiadores têm, de fato, muito contribuiu nas últimas décadas para o nosso entendimento das tendências (ou padrões de mudança) em alcoolismo e à nossa compreensão das dimensões do vício como um problema social em evolução.

Uma das preocupações principais da política americana contemporânea é baixa afluência às urnas, mesmo para as eleições principais. Uma análise histórica das mudanças na participação dos eleitores pode nos ajudar a começar a entender o problema que enfrentamos hoje. Quais foram ramais no passado?

Quando é que o declínio fixado em? Uma vez que podemos determinar quando a tendência começou, podemos tentar identificar quais os fatores presentes no momento combinado para definir a tendência em movimento. Será que os mesmos fatores sustentar a tendência ainda, ou existem novos ingredientes que contribuíram para que nas décadas mais recentes? Uma análise puramente contemporâneo pode lançar alguma luz sobre o problema, mas uma avaliação histórica é claramente fundamentais e essenciais para quem se preocupa com a saúde política americana hoje.

História, em seguida, fornece os materiais apenas extensivas disponíveis para estudar a condição humana. Ele também chama a atenção para os complexos processos de mudança social, incluindo os fatores que estão causando mudanças ao nosso redor hoje. Aqui, na base, são as duas razões relacionadas com muitas pessoas tornam-se encantado com o exame do passado e por que nossa sociedade exige e estimula o estudo da história como um tema importante para as escolas.

A importância da história em nossas próprias vidas

Estas duas razões fundamentais para o estudo de história subjacentes usos mais específicos e bastante diversificada da história em nossas próprias vidas.

História bem contada é linda. Muitos dos historiadores que mais apelo ao público leitor em geral conhecem a importância da escrita dramática e hábil, bem como de precisão. Biografia e apelo história militar, em parte por causa dos contos que eles contêm. História como arte e entretenimento serve a um propósito real, por motivos estéticos, mas também ao nível da compreensão humana. Histórias bem feitas são histórias que revelam como as pessoas e sociedades que realmente funcionava, e que suscitam reflexões sobre a experiência humana em outros tempos e lugares. A mesma estética e objetivos humanistas inspirar as pessoas a mergulhar nos esforços para reconstruir um passado bastante remotas, distantes de imediato, a utilidade atual. Explorando o que os historiadores às vezes chamam de "pastness do passado", as maneiras como as pessoas em épocas distantes construíram suas vidas envolve um senso de beleza e emoção, e, finalmente, uma outra perspectiva sobre a vida humana e da sociedade.

História contribui para a compreensão Moral

História também fornece um terreno para a contemplação moral. Estudar as histórias de pessoas e situações do passado permite que um estudante de história para testar o seu próprio senso moral, para aprimorar-lo contra algumas das complexidades reais individuais que se defrontaram em ambientes difíceis. As pessoas que têm resistido a adversidade não apenas em alguns trabalhos de ficção, mas em reais, as circunstâncias históricas podem servir de inspiração.

"Ensino de História por exemplo," é uma frase que descreve este uso de um estudo do passado, um estudo não só de heróis certificáveis, os grandes homens e mulheres da história que trabalharam com sucesso através de dilemas morais, mas também de mais pessoas comuns, que fornecem lições de coragem, diligência ou protesto construtivo.

História Fornece Identidade

A história também ajuda a fornecer a identidade, e esta é sem dúvida uma das razões todas as nações modernas incentivam o seu ensino de alguma forma.

Os dados históricos incluem evidências sobre como as famílias, grupos, instituições e países inteiros foram formadas e sobre como eles evoluíram, mantendo a coesão. Para muitos americanos, estudar a história da própria família é o uso mais óbvio da história, pois ela fornece fatos sobre genealogia e (em um nível um pouco mais complexo) uma base para a compreensão de como a família tem interagido com maior mudança histórica. Identidade da família está estabelecida e confirmada. Muitas instituições, empresas, comunidades e unidades sociais, tais como grupos étnicos nos Estados Unidos, usar a história para fins de identidade semelhantes. Apenas a definição do grupo nos empalidece presentes contra a possibilidade de formar uma identidade baseada em um passado rico.

E, claro, nações usar a história como identidade bem e às vezes abusar dela. Histórias que contam a história nacional, enfatizando características distintivas da experiência nacional, são destinadas a conduzir para casa um entendimento dos valores nacionais e um compromisso de lealdade nacional.

Estudar história é essencial para a Cidadania

Um estudo da história é essencial para a boa cidadania. Esta é a justificativa mais comum para o lugar da história nos currículos escolares. Às vezes, os defensores da história da cidadania espero apenas para promover a identidade nacional e lealdade através de uma história temperada por histórias vivas e lições de sucesso individual e da moralidade. Mas a importância da história para a cidadania vai além deste objetivo estreito e pode até mesmo desafiá-lo em alguns pontos.

História que estabelece as bases para retornos verdadeira cidadania, em certo sentido, os usos essenciais do estudo do passado. A história fornece dados sobre o surgimento de instituições nacionais, problemas e valores-que é o depósito apenas significativa desses dados disponíveis. Ele oferece evidências também sobre como as nações têm interagido com outras sociedades, fornecendo perspectivas internacionais e comparativos essenciais para a cidadania responsável.

Além disso, o estudo da história nos ajuda a entender como as mudanças recentes, atuais e potenciais que afetam as vidas dos cidadãos são emergentes ou podem surgir e que causas estão envolvidos. Mais importante história, estudando incentiva hábitos da mente que são vitais para o comportamento público responsável, seja como líder nacional ou comunitário, um eleitor informado, um peticionário, ou um simples observador.

Que habilidades que um estudante de História Desenvolver?

O que faz um aluno bem treinado da história, educado para trabalhar em materiais do passado e em estudos de caso na mudança social, aprender a fazer?

A lista é administrável, mas contém várias categorias que se sobrepõem.

A capacidade de avaliar as evidências. O estudo da história baseia-se experiência em lidar com e avaliar vários tipos de evidências, os tipos de historiadores evidências usar na definição das imagens mais precisas do passado que podem. Aprender a interpretar as declarações de líderes políticos do passado-um tipo de evidência ajuda a formar a capacidade de distinguir entre o objetivo eo auto-serviço entre declarações atuais líderes políticos. Aprender a combinar diferentes tipos de provas públicas, declarações, registos privados, dados numéricos, visuais de materiais desenvolve a capacidade de apresentar argumentos coerentes com base em uma variedade de dados. Esta habilidade pode também ser aplicada a informação encontrada na vida diária.

A capacidade de avaliar interpretações conflitantes. História Aprender significa ganhar alguma habilidade na triagem através de diversas e interpretações muitas vezes conflitantes. Compreender como as sociedades funcionam, o objetivo central do estudo histórico é inerentemente imprecisa, e certamente o mesmo vale para entender o que está acontecendo nos dias de hoje. Aprender a identificar e avaliar interpretações conflitantes é uma habilidade essencial para a cidadania que a história, como um laboratório, muitas vezes disputada da experiência humana, fornece treinamento. Esta é uma área em que o pleno benefícios do estudo histórico, por vezes, colidir com os usos mais estreitos do passado para construir a identidade. Experiência em análise de situações passadas fornece um senso crítico construtivo que pode ser aplicado às reivindicações partidárias sobre as glórias de identidade nacional ou de grupo. O estudo da história em nenhum sentido mina de fidelidade ou compromisso, mas ensina a necessidade de avaliar argumentos, e oferece oportunidades para participar de debate e alcançar perspectiva.

Experiência em Avaliação exemplos passados ??de Mudança. Experiência na avaliação exemplos passados ??de mudança é vital para o entendimento da mudança na sociedade de hoje, é uma habilidade essencial no que estamos regularmente disse é o nosso "mundo em constante mudança." Análise dos meios de mudança em desenvolvimento de alguma capacidade para determinar a magnitude ea importância da mudança, pois algumas mudanças são mais fundamentais do que outros. Comparando mudanças específicas para exemplos relevantes do passado ajuda a estudantes de história desenvolver essa capacidade.

A capacidade de identificar as continuidades que sempre acompanham o mesmo as mudanças mais dramáticas também vem estudando a história, assim como a habilidade para determinar as causas prováveis da mudança. Aprendizagem história ajuda uma figura para fora, por exemplo, se um fator de-tal principal como uma inovação tecnológica ou alguns deliberadas novos formuladores de contas para uma mudança ou se, como é mais geralmente o caso, um número de fatores combinam-se para gerar a alteração real que ocorre.

O estudo histórico, em suma, é crucial para a promoção dessa criatura indescritível, o cidadão bem informado. Ele fornece informações factuais básicas sobre o fundo de nossas instituições políticas e sobre os valores e os problemas que afetam o nosso bem-estar social. Também contribui para a nossa capacidade de usar evidências, avaliar as interpretações e analisar mudanças e continuidades. Ninguém pode bem lidar com o presente como os negócios historiador com o passado, não temos a perspectiva para este feito, mas nós podemos avançar nessa direção, aplicando hábitos históricos da mente, e que funcionará como melhores cidadãos no processo.

História é útil no Mundo do Trabalho

A história é útil para o trabalho. Seu estudo ajuda a criar boa empresários, profissionais e líderes políticos. O número de trabalhos profissionais explícitas para os historiadores é considerável, mas a maioria das pessoas que estudam a história não se tornam historiadores profissionais. Os historiadores profissionais ensinam a vários níveis, trabalho em museus e centros de mídia, fazer pesquisa histórica para empresas ou órgãos públicos, ou participar do crescente número de consultorias históricos. Essas categorias são importantes de fato vital para manter a empresa básico da história vai, mas a maioria das pessoas que estudam a história usar seu treinamento para fins profissionais mais amplas.

Estudantes da história encontram a sua experiência diretamente relevante para os trabalhos em uma variedade de carreiras, bem como para posterior estudo em áreas como direito e administração pública. Os empregadores muitas vezes deliberadamente buscar os alunos com os tipos de capacidades estudo histórico promove.

As razões não são difíceis de identificar: os estudantes de história adquirir, por estudar as diferentes fases das sociedades passadas e diferente no passado, uma perspectiva ampla que lhes dá o alcance ea flexibilidade necessária em muitas situações de trabalho. Eles desenvolvem habilidades de pesquisa, a capacidade de encontrar e avaliar fontes de informação e os meios para identificar e avaliar diversas interpretações. Trabalho na história também melhora a escrita básica e habilidades de falar e é diretamente relevante para muitos dos requisitos analíticos, nos setores público e privado, onde a capacidade de identificar, avaliar e explicar as tendências é essencial. O estudo histórico é sem dúvida uma mais valia para uma variedade de situações de trabalho e profissional, apesar de isso não acontecer, para a maioria dos alunos, conduzir o mais diretamente a um slot de trabalho específico, como fazem alguns campos técnicos.

Mas a história particularmente prepara os alunos para o longo prazo em suas carreiras, suas qualidades ajudando adaptação e avanço além de nível de entrada emprego. Não há como negar que, em pessoas de nossa sociedade muitos que são atraídos para preocupação estudo histórico sobre a relevância.

Em nossa economia em mudança, há uma preocupação sobre futuros empregos na maioria dos campos. Formação histórica, não é, no entanto, uma indulgência, que se aplica diretamente a muitas carreiras e pode claramente nos ajudar em nossas vidas profissionais.



Que tipo de história que devemos estudar?

A questão de por que devemos estudar a história envolve questões de várias filiais sobre o tipo de história deve ser estudada. Os historiadores e do público em geral pode gerar uma grande quantidade de calor sobre o cursos de história específicas devem aparecer em que parte do currículo. Muitos dos benefícios da história derivam de vários tipos de história, seja local ou nacional ou focada em uma cultura ou do mundo. Segurando as instâncias de história como narrativa, como exemplo moral, e como a análise vêm de todos os tipos de configurações. Os debates mais intensos sobre o que a história deve cobrir ocorrer em relação à história e identidade na tentativa de argumentar que o conhecimento de certos fatos históricos marca uma como uma pessoa educada. Algumas pessoas acham que para se tornarem bons cidadãos os alunos devem aprender a recitar o preâmbulo da Constituição norte-americana ou ser capaz de identificar Thomas Edison, embora muitos historiadores seria a dissidência de uma lista longa de obrigações excessivamente factuais. Do mesmo modo, algumas feministas, ansiosas para usar a história como parte de sua luta, quer certificar-se que os alunos saibam os nomes dos principais líderes do passado, como Susan B. Anthony.

A gama de pesquisa possível e tarefas de memorização é considerável e um motivo que os textos de história são muitas vezes bastante longo.

Há uma tensão fundamental no ensino e aprendizagem história entre cobrindo fatos e desenvolver hábitos históricos da mente. Porque a história fornece um fundo imediato para a nossa própria vida e idade, é altamente desejável para aprender sobre as forças que surgiram no passado e continuam a afetar o mundo moderno. Este tipo de conhecimento requer um pouco de atenção para compreender o desenvolvimento das instituições nacionais e tendências. Ela também exige uma certa compreensão histórica das forças-chave em todo o mundo. A tensão permanente entre o cristianismo eo islamismo, por exemplo, requer algum conhecimento de padrões que tomou forma ao longo de 12 séculos atrás. De fato, a necessidade premente de aprender sobre questões de importância em todo o mundo é a razão básica que a história mundial tem vindo a ganhar terreno nos currículos americanos. Hábitos históricos da mente são enriquecidas quando aprendemos a comparar diferentes padrões de desenvolvimento histórico, o que significa algum estudo de outras tradições nacionais e civilizações.

A chave para o desenvolvimento de hábitos históricos da mente, no entanto, é ter a experiência repetida em pesquisa histórica. Essa experiência deve envolver uma variedade de materiais e uma diversidade de problemas analíticos. Os fatos são essenciais neste processo, para a análise histórica depende dos dados, mas não importa se esses fatos vêm de locais, nacionais ou história mundial, embora seja mais útil para estudar uma variedade de configurações.

O que importa é aprender a avaliar diferentes magnitudes de mudança histórica, exemplos diferentes de interpretações conflitantes, e vários tipos de provas.

Desenvolver a capacidade repetir fundamentais hábitos de pensamento por meio de exercícios cada vez mais complexos é essencial.

Processos históricos e as instituições que são considerados especialmente importantes para os currículos específicos podem, é claro, ser usado para ensinar investigação histórica. Equilíbrio adequado é o objetivo óbvio, com uma insistência no conhecimento factual não tem permissão para ofuscar a necessidade de desenvolver hábitos históricos da mente.

A exposição a certos episódios históricos essenciais e experiência em pesquisa histórica são fundamentais para qualquer programa de estudo histórico, mas exigem suplemento. Nenhum programa pode ser totalmente funcional se não permitir a extravagância e gosto individual. Prosseguindo histórias particulares ou tipos de problemas, simplesmente porque acertar na fantasia, contribui para uma vida intelectual arredondada. Da mesma forma, nenhum programa na história é completa, a menos que fornece alguma compreensão do papel contínuo de investigação histórica em expandir nosso conhecimento do passado e, com ele, do comportamento humano e social. As últimas duas décadas, houve uma explosão genuína de informação histórica e análise, como facetas adicionais do comportamento humano foram submetidas à pesquisa e interpretação. E não há qualquer sinal de que os historiadores continuam a expandir a nossa compreensão do passado. É claro que a disciplina de história é uma fonte de inovação e não apenas um quadro de representações repetidas de dados estabelecidos e histórias familiares.

Por que estudar história?

A resposta é porque nós praticamente deve, para ter acesso ao laboratório da experiência humana. Quando estudamos razoavelmente bem, e assim adquirir alguns hábitos de utilização de mente, bem como alguns dados básicos sobre as forças que afetam nossas vidas, nós saímos com competências e uma maior capacidade para a cidadania informada, o pensamento crítico ea consciência simples . Os usos da história são variados. Estudar a história pode nos ajudar a desenvolver alguns literalmente "vendáveis" habilidades, mas seu estudo não deve ser fixado até o estreito utilitarismo. Um pouco de história, que limita a recordações pessoais sobre as mudanças e continuidades no imediato ambiente é essencial para funcionar além da infância.

Um pouco de história depende do gosto pessoal, onde se encontra desafio beleza, a alegria da descoberta, ou intelectual.

Entre o mínimo inevitável eo prazer de profundo compromisso vem a história que, através da habilidade acumulada na interpretação do registro desdobramento humano, fornece uma compreensão real de como o mundo funciona.

Peter N. Stearns

Leitura

Holt, Thomas C. Pensar Historicamente: Narrativa, imaginação, compreensão e Nova York:. College Board Vestibular de 1990.
Howe., Bárbara Carreira para Estudantes de História Washington, DC: American Association. Histórico, 1989.
Hexter, JH Primer A História de Nova York:. Basic Books, 1971.
Gagnon, Paulo, ed literacia histórica Nova York:.. MacMillan, 1989.
.. Oakeshott, Michael On History Totowa, NJ: Barnes and Noble, 1983.
Stearns, Peter N. Significado sobre Memória:. Reformulação do Ensino de História e Cultura Chapel Hill, NC: University of North Carolina Press, 1993.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/capas/historia-geral/historia-geral.php


Administração Colonial no Brasil



Em dezembro de 1530, partiu de Lisboa uma esquadra que mudaria a história das terras conquistadas pelos portugueses na América. Seu comandante era Martim Afonso de Sousa, que, à frente de quatrocentos homens, deu início à ocupação efetiva do território brasileiro.

A ocupação: primeiras providências

Uma das razões pelas quais o governo de Portugal decidiu colonizar as novas terras, a partir de 1530, foi o fato de que na Europa e no Oriente a situação não era mais tão favorável para os portugueses. Os holandeses também haviam entrado no comércio de especiarias das Índias, concorrência que provocava a queda nos preços dos produtos.

Assim, para os portugueses, já não compensava investir em viagens longas e custosas para buscá-los nas Índias e vendê-los a preços pouco atraentes na Europa. Além disso, os franceses faziam constantes incursões ao litoral das novas terras para extrair pau-brasil. Entretanto, uma razão mais forte atraía as atenções da Coroa portuguesa para o Novo Mundo: a notícia de que na América Espanhola havia grandes jazidas de ouro e prata.

Martim Afonso de Sousa na colônia

Martim Afonso de Sousa recebeu do governo português ordens para combater os navios franceses, explorar o rio da Prata (segundo alguns, via de acesso a um reino cheio de riquezas) e criar núcleos de povoamento nas novas terras. Para isso, dispunha de poderes tais como o de distribuir sesmarias (grandes propriedades rurais), de nomear tabeliães e de estabelecer um sistema administrativo no novo território.

Martim Afonso percorreu o litoral até chegar à região do rio da Prata, navegando rumo ao norte. Aportou no litoral do atual estado de São Paulo, onde fundou a vila de São Vicente, em janeiro de 1532, e nessa região implantou a primeira unidade produtora de açúcar da colônia, o Engenho do Senhor Governador ou São Jorge dos Erasmos (1534). Não muito longe de São Vicente foram fundadas, naquele mesmo período, duas outras vilas: Santo André da Borda do Campo, por João Ramalho, e Santos, por Brás Cubas.

As estruturas de poder no início da colonização

Com o planejamento das estruturas político-administrativas da colônia, a Coroa portuguesa buscava viabilizar o processo de ocupação do território e criar condições para o desenvolvimento de atividades econômicas rentáveis, de acordo com o modelo de mercantilismo europeu. Para tanto, resolveu adotar na colônia os padrões administrativos da metrópole, aliados à experiência portuguesa nas ilhas do Atlântico.

Em 1532, o rei dom João III decidiu aplicar na colônia da América uma divisão administrativa que havia dado bons resultados nos Açores e na ilha da Madeira: o sistema de capitanias hereditárias.

Quase duas décadas depois, criou-se um poder central, o govemo-geral, e, no âmbito local, foram instituídas as câmaras municipais, semelhantes às já existentes em Portugal.
As capitanias hereditárias

As capitanias hereditárias eram enormes faixas de terra que se limitavam a leste com o oceano Atlântico e a oeste com a linha de Tordesilhas. Essas terras foram doadas pelo rei a militares, burocratas e comerciantes portugueses, que receberam o título de “capitães donatários”.

Para formalizar seus direitos e deveres, o governo português lançou mão de dois documentos: a Carta de Doação e o Foral.

De acordo com a Carta de Doação, o capitão donatário detinha a posse da capitania, mas não a sua propriedade.

Dessa forma, não podia nem vendê-la nem dividi-la. Já o Foral dava-lhe amplos poderes: ele podia, entre outras coisas, fundar vilas, conceder terras (as sesmarias) e arrecadar impostos. Ele também podia receber tributos sobre a produção das salinas, as moendas de água e os engenhos, além de monopolizar a navegação fluvial.

Cabia-lhe, ainda, a aplicação das leis em suas possessões, bem como a defesa militar da capitania.
Com as capitanias hereditárias foi criado um sistema político-administrativo descentralizado, ou seja, não havia um governo central. Todos os donatários reportavam-se diretamente ao rei. Os donatários eram os responsáveis pelos custos do processo de implantação e do funcionamento das capitanias. Dessa forma, a Coroa portuguesa transferia para particulares o ônus da colonização. Para si, o rei reservou o monopólio das drogas-do-sertão, que eram as especiarias da floresta Amazônica (castanha-do-pará, cravo, guaraná, canela etc.), e uma parte dos impostos arrecadados.
O governo-geral

As capitanias não desapareceram imediatamente. Pouco a pouco, foram retomando ao domínio da Coroa portuguesa, por confisco ou por meio do pagamento de indenizações aos donatários. Com isso, perderam seu caráter privado, passando à esfera pública. Entretanto, mantiveram a função de unidade administrativa até o início do século XIX, quando transformaram-se em províncias.

A transferência das capitanias para o domínio da Coroa só foi concluída no período entre 1752 e 1754, sob as ordens do marquês de Pombal, espécie de primeiro-ministro de dom José I. Contudo, em 1548 o fracasso desse sistema já havia levado o governo de Portugal a criar um órgão central para administrar a colônia: o govemo-geral.

No ano seguinte, chegou à Bahia Tomé de Sousa, o primeiro govemador-geral. Ele veio acompanhado de aproximadamente mil pessoas, entre elas um grupo de padres jesuítas chefiado por Manuel da Nóbrega, além de funcionários da administração, militares, artesãos e degredados.

O governo-geral tornou-se o centro político da administração portuguesa na América. Sua legitimidade foi estabelecida pelo Regimento de Tomé de Sousa, de 1548, que determinava as funções administrativas, judiciais, militares e tributárias do governador-geral. Para assessorá-lo, havia três altos funcionários: o ouvidor-mor, responsável pela justiça; o provedor-mor, encarregado da tributação; e o capitão-mor, responsável pela defesa.

O cargo de govemador-geral subsistiu até o século XVIII, quando foi substituído pelo de vice-rei. Os três primeiros govemadores-gerais foram:

• Tomé de Sousa (1549-1553): durante seu governo foi fundada a cidade de São Salvador, que se tomou sede do govemo-geral e capital da colônia. A Bahia passou a ser a Capitania Real do Brasil. Foram estabelecidos o primeiro bispado e o primeiro colégio da colônia. Na imagem ao lado, a representação de Tomé de Sousa desembarcando na Terra de Santa Cruz, de autor anônimo.

• Duarte da Costa (1553-1558): enfrentou grande instabilidade política, causada, entre outros fatores, pela invasão francesa do Rio de Janeiro (1555); entrou em atrito com o bispo do Brasil, Pero Fernandes Sardinha, que criticava o comportamento e a violência de seu filho, dom Álvaro da Costa. Um dos marcos de seu governo foi a fundação do Colégio de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554. O colégio, fundado pelos jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, deu origem à cidade de São Paulo.

• Mem de Sá (1558-1572): fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1565; juntamente com seu sobrinho, Estácio de Sá, expulsou os franceses do Rio de Janeiro. É considerado o melhor govemador-geral do século XVI.
O poder local: as câmaras municipais

A partir de cerca de 1550, a administração das cidades e vilas ficou nas mãos das câmaras municipais. Esses órgãos administrativos eram formados por três ou quatro vereadores, dois juízes ordinários, um procurador, um escrivão e um tesoureiro, eleitos pelos chamados "homens bons”. Além disso, contavam com alguns funcionários nomeados, conhecidos como "oficiais da Câmara”. Cabia aos membros da Câmara elaborar as leis e fiscalizar o seu cumprimento, assim como nomear juízes, arrecadar impostos e cuidar do patrimônio público (estradas, ruas, pontes etc.), do abastecimento e da regulamentação das profissões e do comércio.

As câmaras municipais representavam os interesses dos proprietários locais. Esse poder, delegado pelos senhores de engenho aos vereadores (membros eleitos da Câmara), às vezes entrava em conflito com o poder central, representado pelo govemador-geral. Exemplo disso foi a Câmara de Olinda, na capitania de Pernambuco, que em 1710 chegou a comandar uma luta armada contra as tropas do governo porque se opunha à elevação do Recife à condição de vila.

A partir de 1642, com a criação do Conselho Ultramarino, que detinha forte controle político-administrativo sobre a colônia, as câmaras municipais foram pouco a pouco perdendo seu poder.

Mudanças na organização administrativa colonial

A organização administrativa da colônia passou por várias mudanças entre os séculos XVI e XVIII. Em 1548 foi dado o nome de Estado do Brasil pelo governo português. Os limites territoriais do Brasil atual não eram, nem de perto, os do período colonial. Durante anos, a Coroa ficou apenas na exploração das faixas litorâneas e aos poucos foi ampliando as terra para o oeste. Em 1572 foram estabelecidos dois govemos-gerais: um ao norte, com capital em Salvador, e outro ao sul, com sede no Rio de Janeiro. Seis anos depois, os governos foram reunificados, com a capital tendo permanecido em Salvador.

Em 1621, uma nova divisão administrativa criou o Estado do Brasil, com sede em Salvador (e a partir de 1763 no Rio de Janeiro), e o Estado do Maranhão, com capital em São Luís (mais tarde, Estado do Maranhão e Grão-Pará, com sede em Belém). Em 1641, houve uma reorganização administrativa e a capital foi transferida para Salvador. Em 1774, a colônia voltou a ser reunificada administrativamente.

O papel da Igreja na administração colonial

A Igreja católica foi a grande parceira da Coroa portuguesa na tarefa de administrar a colônia. Para a instituição, os principais objetivos da conquista e da colonização das novas terras eram difundir a fé cristã em sua versão católica apostólica romana, bem como promover a catequese dos índios e administrar a vida espiritual dos colonos segundo os preceitos estabelecidos pela Santa Sé. Além de cristianizar os indígenas, buscava evitar o desregramento dos costumes entre os colonos, combater sua tendência à poligamia com as índias e educar os filhos desses colonos dentro dos preceitos religiosos da Igreja católica.

Para isso, os primeiros religiosos a chegar trataram de construir igrejas, capelas e escolas, criar paróquias e dioceses. Aos poucos ia surgindo uma estrutura material e administrativa de enorme interesse para o governo português e para a Santa Sé, que estavam preocupados em manter um rígido controle sobre as atividades e a vida religiosa da colônia.


Por: Paulo Magno da Costa Torres


A prostituição na Antiguidade


O lugar da prostituição no mundo antigo ainda é alvo de discórdia entre historiadores.

Por Rainer Sousa

A questão sexual é tema que intriga vários historiadores ao longo do tempo. Afinal de contas, o exame sério e detalhado desse tema tem o grande poder de reavaliar o lugar que as práticas sexuais possuem no mundo contemporâneo e estabelecer a construção de outras lógicas de sentido para uma ação que não tem nada de universal. Além disso, a observância de relatos sobre a prática sexual também abre espaço para a compreensão de outras questões políticas, sociais e econômicas que extrapolam a busca pelo prazer.

Com respeito à prostituição, vemos que diversos autores relataram o oferecimento do sexo em troca de alguma compensação. Na Grécia Antiga, por exemplo, observamos uma hierarquia entre prostitutas que poderiam não passar de meras escravas, mas que também detinham dotes artísticos ou circulavam livremente entre a elite. Já entre os romanos, a atividade era reconhecida, regulamentada, e as chamadas “lobas” chegavam até mesmo a pagar imposto em cima de seus ganhos.

Quando atingimos o mesmo tema na Antiguidade Oriental, é comum ouvirmos falar sobre a prática da prostituição com fins rituais. O geógrafo grego Strabo, por exemplo, relatou que os assírios ofereciam suas filhas ainda muito jovens para praticarem a prostituição ritual com aproximadamente 12 anos de idade. Heródoto, considerado o pai da História, descreveu de forma repugnante a prostituição babilônica realizada no interior do templo da deusa Ishtar.

Não se restringindo ao mundo acadêmico, vemos que essa noção do ato sexual com fins religiosos ainda tem o seu imaginário explorado. No fim da obra “O código da Vinci” temos uma cena em que a prática sexual é resignificada de modo a se afastar dos tabus e valores que assentaram o sexo na cultura ocidental. Entre relatos e representações, observamos que alguns historiadores vêm questionando fortemente essas narrativas que vinculam o sexo e a prostituição na antiguidade com algum ato sagrado.

Para essa corrente revisionista, a descrição do ato sexual entre algumas civilizações antigas partiu de cronistas e observadores interessados em detrair a cultura estrangeira sob o ponto de vista moral. Além disso, eles buscam e citam, entre os vários povos do Crescente Fértil, a presença da prostituição como meio de sobrevivência e a sua oferta pelas ruas dos centros urbanos. Observamos assim uma tendência que busca o fim da mitificação e da mistificação da prostituição entre os antigos.

Entre essa disputa, observamos que a sacralização do sexo na Antiguidade tende a produzir um modo de interpretação que não questiona devidamente alguns documentos trabalhados nessa época. Por outro lado, advoga em favor de uma reconstrução do passado em que o tom exótico dado à prática sexual cede lugar a outras narrativas em que a prostituição teria significados mais próximos aos que reconhecemos no mudo contemporâneo.
Fonte: http://www.historiadomundo.com.br/idade-antiga/a-prostituicao-na-antiguidade.htm

A história da única experiência de administração comunista do Brasil


Natal, no Rio Grande do Norte, foi governada por revolucionários, na única experiência de administração soviética no Brasil

Texto Marcus Lopes


Durante quatro dias, o Brasil viveu a experiência de um governo comunista. Foi em 1935, em Natal, no Rio Grande do Norte. Após um levante militar ocorrido no Batalhão do Exército, a capital potiguar caiu nas mãos dos rebeldes, que destituíram os governantes locais dos seus cargos - incluindo o governador do estado e a Assembleia - e assumiram o poder com apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB), liderado por Luís Carlos Prestes. Sob o lema "pão, terra e liberdade", os revolucionários almejavam dar o pontapé inicial para a instalação de um regime soviético no Brasil.

O levante começou na manhã de 23 de novembro, um sábado. O dia em Natal, que contava com cerca de 40 mil habitantes, começou calmo e prometia poucas novidades. A principal notícia era a formatura de um grupo de contabilistas do Colégio Santo Antônio no Teatro Carlos Gomes, à noite, que contaria com a presença do governador Rafael Fernandes.



No quartel militar do 21º Batalhão de Caçadores (21º BC) o dia também corria tranquilo até que chegou a informação de que o general Manuel Rabello, comandante da 7ª Região Militar, no Recife, havia autorizado o licenciamento de alguns cabos, soldados e tenentes que estavam com tempo vencido na carreira militar e a expulsão de outros, acusados de envolvimento em incidentes de rua ocorridos dias antes em Natal, incluindo assaltos a bondes.

O documento com a ordem de expulsão precipitou um movimento que estava sendo articulado havia vários dias entre lideranças militares e sindicatos locais junto com membros do PCB estadual. O objetivo era apoiar a revolução nacional que estava sendo preparada pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), no Rio.

"Havia uma preparação para o levante sob a direção do Partido Comunista, que atuava no 21º Batalhão de Caçadores e em vários sindicatos locais. Eles apenas aguardavam as orientações do comitê central", afirma Homero de Oliveira Costa, professor de ciências políticas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e estudioso da insurreição de Natal. Somando-se a isso, Costa lembra que a cidade já vivia momentos de tensão política desde o ano anterior. "O Rio Grande do Norte teve uma das mais tumultuadas eleições do país, com diversos conflitos de ruas, assassinatos, prisões e repressão. Isso criou uma situação muito tensa no Estado, e em Natal em particular", diz.

Os acontecimentos daquele sábado se precipitaram de tal maneira que não houve tempo nem de avisar a ANL, cujos líderes (incluindo Prestes) aguardavam o melhor momento para eclodir a revolução em nível nacional. Em função das expulsões ordenadas pelo comando militar no Recife, o PCB estadual e os integrantes do Batalhão decidiram dar início ao motim naquele mesmo dia.



Ilustração Sergio Bergocce

Por volta das 19h30, um grupo de militares rebeldes, liderados pelo sargento Quintino Clementino de Barros, rendeu os oficiais de plantão do quartel e, com fuzis apontados para a cabeça dos soldados, ordenaram: "Os senhores estão presos em nome do capitão Luís Carlos Prestes". Não houve resistência e, a partir daí, os revolucionários, liderados por Quintino e apoiados por grupos civis organizados (como o sindicato dos estivadores, que era muito forte na cidade), tomaram o quartel e ocuparam locais estratégicos: o palácio do governo, a Vila Cincinato - residência oficial do governador -, a central elétrica, a estação ferroviária e as centrais telefônica e telegráfica.

Informado sobre a confusão e a organização dos amotinados ainda na cerimônia dos contabilistas, o governador e demais autoridades civis e militares fugiram e se esconderam na casa de aliados, inclusive na do cônsul da Itália no Rio Grande do Norte. No quartel da Força Pública, cuja sede ficava próxima ao batalhão rebelado, ensaiouse uma resistência legalista com policiais fiéis ao governo, vencida pelos militares rebeldes, no momento mais organizados e bem-armados.

Na manhã seguinte, Natal estava completamente dominada. Na residência do governador, sede dos rebelados, formou-se uma junta provisória de governo, autodenominada Comitê Popular Revolucionário, que era formada pelo sapateiro José Praxedes (secretário de Abastecimento); sargento Quintino Barros (Defesa); Lauro Lago (Interior e Justiça); estudante João Galvão (Viação); e José Macedo (Finanças), este último funcionário dos Correios e Telégrafos.

Em seguida, o Comitê Revolucionário começou a tomar medidas práticas. A primeira foi um decreto com a destituição do governador do cargo e a dissolução da Assembleia Legislativa "por não consultar mais os interesses do povo". As tarifas de bondes foram extintas e o transporte coletivo tornou-se gratuito. Na segunda-feira, o comércio e os bancos não abriram. À tarde, foi ordenado o saque dos cofres da agência do Banco do Brasil e Recebedoria de Rendas. O dinheiro foi confiscado em nome do governo revolucionário e parte dele distribuído à população, que adorou a novidade, mesmo sem ter muita noção do que estava acontecendo.


Pura farra

"A população confraternizava com os rebeldes. Era mais uma festa popular ou um carnaval exaltado, do que uma revolução", explica o historiador Hélio Silva em seu livro 1935 ¿ A Revolta Vermelha. "Casas comerciais foram despojadas de víveres, roupas e utensílios domésticos que aquela gente não podia comprar. Houve populares que, pela primeira vez, comeram presunto", de acordo com o historiador.

Um dos líderes do movimento, João Galvão, relatou posteriormente o que aconteceu naqueles dias: "O povo de Natal topou a revolução de pura farra. Saquearam o depósito de material do 21º BC e todos passaram a andar fantasiados de soldado. Minha primeira providência como 'ministro' foi decretar que o transporte coletivo seria gratuito. O povo se esbaldou de andar de bonde sem pagar".

Para se comunicar com a população, um avião foi confiscado no aeroporto e sobrevoou a cidade despejando milhares de folhetos. No curto período em que se mantiveram no poder, os revolucionários também distribuíram o primeiro ¿ e único ¿ número do jornal A Liberdade, impresso nas oficinas da Imprensa Oficial do Estado. Nele, foi publicado o expediente do novo governo e um manifesto, inspirado no programa do PCB e sob o lema "todo poder à ANL".


Cada um por si

Segundo o professor Homero Costa, o pouco tempo em que permaneceram no poder impediu que os revolucionários tomassem outras medidas práticas. "Houve boatos de que na Vila Cincinato estavam distribuindo alimentos à população, o que levou muita gente a se deslocar para lá, mas não era verdade", diz Costa.

Mesmo assim, algumas medidas típicas de regimes de exceção foram tomadas naquele começo de semana, como salvo-condutos para circulação nas ruas e ordens para que o comércio e os bancos funcionassem normalmente, o que, claro, não aconteceu. "Os comerciantes foram orientados a negociar como de costume, sem estocarem alimentos para elevar os preços. Caso isso ocorresse, os estoques seriam confiscados pelo governo", diz Elias Feitosa, professor de história do Brasil do Cursinho da Poli, lembrando que alguns gêneros alimentícios, como o pão, também tiveram o preço reduzido.

O levante não ficou restrito a Natal. Houve uma interiorização do movimento no Rio Grande do Norte rumo a Mossoró e à divisa com a Paraíba. "Foram formadas três 'colunas guerrilheiras' que ocuparam 17 dos 41 municípios do estado, destituindo prefeitos e nomeando outros", diz Homero Costa. Pequenas localidades, como São José de Mipibu, Ceará Mirim e Baixa Verde foram ocupadas sem resistência e os prefeitos substituídos por simpatizantes da ANL. Agências bancárias e do governo (as coletorias de renda) foram saqueadas e o dinheiro enviado para a capital. Na terça-feira, a intentona potiguar começou a revelar sua fragilidade com a movimentação de tropas do Exército da Paraíba e de Pernambuco rumo a Natal para debelar o movimento e restabelecer a ordem.

Em uma localidade chamada Serra do Doutor, um dos grupos da ANL foi preso por tropas leais a Getúlio Vargas. Informados de que tropas federais entrariam em Natal e com a possibilidade de bombardeamento aéreo, os líderes do "governo revolucionário" fugiram na base do cada um por si. Um deles, Praxedes, viveu foragido durante anos. Os demais foram capturados e enviados para o Rio de Janeiro com outros presos políticos, como o escritor Graciliano Ramos.

O mesmo aconteceu nas cidades do interior. Com a fuga, os militares enviados pelo governo federal não tiveram dificuldades de controlar a situação. O governador Rafael Fernandes foi reconduzido ao cargo e, a partir de quarta-feira, dia 27 de novembro, a vida voltou ao normal na cidade que, durante cerca de 90 horas, abrigou, como escreveu Hélio Silva, "o primeiro, único e fugaz governo soviete na história do Brasil."




No mesmo dia em que o "governo comunista" era encerrado no Rio Grande do Norte, o movimento tenentista deflagrava, no Rio de Janeiro, uma insurreição para derrubar o presidente Getúlio Vargas e instaurar um regime comunista no Brasil. Liderado por Luís Carlos Prestes, o levante ficou conhecido como Intentona Comunista, ou Revolta Vermelha. Os amotinados se rebelaram em vários regimentos e batalhões do Rio, mas foram rapidamente sufocados pelas forças de segurança nacional.

A insurreição estava sendo preparada desde o ano anterior. No final de 1934, Prestes, que estava na União Soviética havia três anos, retornou ao Brasil para organizar a revolução comunista. Acompanhado de sua mulher, Olga Benário, militante do partido comunista alemão, eles desembarcaram clandestinamente com os nomes falsos de Antônio Villar e Maria Villar. Além do casal, vieram outros estrangeiros para ajudar na revolução. Entre eles, o argentino Rodrigo Ghioldi e sua mulher, Carmen; o casal alemão Elisa Sabarowski e Arthur Ewert; os belgas Lion Valle e sua mulher, Alphonsine; o alemão Franz Gruber e o norte-americano Victor Allen Baron.

Todos, incluindo Prestes, eram militantes da Internacional Comunista, que via no Brasil um terreno fértil para a revolução. "O PCB era uma seção da Internacional Comunista e estava inserido no que a entidade chamava de 'países coloniais e semicoloniais', para os quais havia estratégias revolucionárias distintas. No caso, ao contrário dos países capitalistas 'avançados', a estratégia era a via insurrecional", explica o cientista político Homero Costa, da UFRN, sobre a participação do Komintern no movimento de 1935, que registrou ações em Natal, Recife e no Rio. Após a rebelião em Natal, ocorreu um efeito dominó em outras praças que também estavam sendo preparadas e treinadas para a revolução.

"O que ocorreu em Natal pegou todos de surpresa, inclusive o comitê central. Os levantes no Recife, no dia seguinte ao de Natal, e no Rio de Janeiro, foram em consequência dessa precipitação", diz Costa, lembrando que a insurreição nacional estava planejada apenas para o início de 1936.

"O levante de Natal fez parte do contexto da Intentona Comunista. A ideia era que a revolução fosse em escala nacional. Porém, nem todas as guarnições envolvidas se engajaram ao mesmo tempo", diz o historiador Elias Feitosa. A ação da Internacional serviu como justificativa para que Getúlio Vargas instaurasse o Estado Novo, em 1937.




Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/historia-unica-experiencia-administracao-comunista-brasil-759382.shtml

GUERRA IRÃ-IRAQUE





O então presidente iraquiano Saddam Hussein.



A Guerra Irã-Iraque foi um conflito militar entre o Irã e o Iraque entre 1980 e 1990. Foi o resultado de disputas políticas e territoriais entre ambos os países.

Em 1980, o presidente Saddam Hussein, do Iraque, revogou um acordo de 1975 que cedia ao Irã cerca de 518 quilômetros quadrados de uma área de fronteira ao norte docanal de Shatt-al-Arab em troca de garantias, pelo Irã, de que cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque que lutava por independência.

Exigindo a revisão do acordo para demarcação da fronteira ao longo do Shatt-al-Arab (que controla o porto de Bassora), a reapropriação de três ilhas no estreito de Ormuz(tomado pelo Irã em 1971) e a cessão de autonomia às minorias dentro do Irã, o exército iraquiano, em 22 de Setembro de 1980, invadiu a zona ocidental do Irã.

O Iraque também estava interessado na desestabilização do governo islâmico de Teerã e na anexação do Kuzestão, a província iraniana mais rica em petróleo. Segundo os iraquianos, o Irã infiltrou agentes no Iraque para derrubar o regime de Saddam Hussein. Além disso, fez intensa campanha de propaganda e violou diversas vezes o espaço terrestre, marítimo e aéreo iraquiano. Ambos os lados foram vítimas de ataques aéreos a cidades e a poços de petróleo.

O exército iraquiano engajou-se em uma escaramuça de fronteira numa região disputada, porém não muito importante, efetuando posteriormente um assalto armado dentro da região produtora de petróleo iraniana. A ofensiva iraquiana encontrou forte resistência e o Irã recapturou o território.

Em 1981, somente Khorramshahr caiu inteiramente em poder do Iraque. Em 1982, as forças iraquianas recuaram em todas as frentes. A cidade de Khorramshahr foi evacuada. A resistência do Irã levou o Iraque a propor um cessar-fogo, recusado pelo Irã (os iranianos exigiram pesadas condições: dentre elas a queda de Hussein). Graças ao contrabando de armas (escândalo Irã-Contras), o Irã conseguiu recuperar boa parte dos territórios ocupados pelas forças iraquianas. Nesse mesmo ano, o Irã atacou o Kuwait e outros Estados do Golfo Pérsico. Nessa altura, as Organização das Nações Unidas e alguns Estados Europeus enviaram vários navios de guerra para a zona. Em 1985, aviõesiraquianos destruíram uma usina nuclear parcialmente construída em Bushehr e depois bombardearam alvos civis, o que levou os iranianos a bombardear Bassora e Bagdá.

O esforço de guerra do Iraque era financiado pela Arábia Saudita, pelos EUA e pela União Soviética, enquanto o Irã contava com a ajuda da Síria e da Líbia. Mas, em meados da década de 80, a reputação internacional do Iraque ficou abalada quando foi acusado de ter utilizado armas químicas contra as tropas iranianas.

A guerra entrou em uma nova fase em 1987, quando os iranianos aumentaram as hostilidades contra a navegação comercial dentro e nas proximidades do golfo Pérsico, resultando no envio para a região de navios norte-americanos e de outras nações. Oficiais graduados do exército iraniano começaram a perder credibilidade à medida que suas tropas sofriam perdas de armas e equipamentos, enquanto o Iraque continuava a ser abastecido pelo Ocidente.

No princípio de 1988, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo. O Iraque aceitou, mas o Irã, não. Em Agosto de 1988, hábeis negociações levadas a cabo pelo secretário-geral da ONU, Perez de Cuéllar, e a economia caótica do Irã levaram a que o país aceitasse que a Organização das Nações Unidas (ONU) fosse mediadora do cessar-fogo. O armistício veio em julho e a paz foi restabelecida em 15 de agosto.

Em 1990, o Iraque aceitou o acordo de Argel de 1975, que estabelecia fronteira com o Irã. Não houve ganhos e as perdas foram estimadas em cerca de 1,5 milhão de vidas. A guerra destruiu os dois países e diminuiu o ímpeto revolucionário no Irã. Em 1989, o aiatolá Khomeini morreu. A partir de então, o governo iraniano passou a adotar posições mais moderadas. Em Setembro de 1990, enquanto o Iraque se preocupava com a invasão do Kuwait, ambos os países restabeleceram relações diplomáticas.





Fonte: Wikipédia


Descubra a origem de 5 logos famoso

New York, New York

Todo mundo conhece alguém que conhece alguém que tem a famosa camiseta “Eu amo NY” (ou alguma versão adaptada para outra para outro lugar do mundo), mas pouca gente sabe que ela foi criada em 1981 pelo ilustrador nova-iorquino Milton Glaser.



A simples substituição da palavra “amor” pelo coração foi responsável por criar um dos símbolos mais reproduzido de toda a história.

Glaser nasceu na Big Apple em 1929 e é cofundador da conhecida revista “New York Magazine”.



Uma obra de arte

Ficamos tão acostumados a ver certas marcas no nosso dia-a-dia que esquecemos que algumas delas podem ser verdadeiras obras de arte. É o caso da logo do pirulito catalão chupa-chups, criado pelo famoso pintor surrealista Salvador Dalí.



Entre relógios derretidos e bigodes pontudos, o famoso pintor teve tempo para tomar um café com seu amigo Enrico Bernat, que reclamava que o pirulito que tentava lançar no mercado ainda não tinha um símbolo definido.

De acordo com os relatos de Bernat, Dalí começou a trabalhar naquele exato momento, e em uma hora foi capaz de conceber o símbolo rabiscando nas bordas dos jornais que tinha a seu redor (em troca de uma boa quantia em dinheiro, é claro). Ele insistiu para que a marca fosse colocada no topo do produto, e não nas laterais, como costumam fazer a maioria dos concorrentes. Isso garantiria que a imagem estivesse sempre voltada ao consumidor e não se rasgasse quando a embalagem fosse aberta.



Just do it

35 dólares: esse foi o preço pago à estudante de design Carolyn Davidson, em 1971, pela criação do símbolo que mais tarde seria mundialmente famoso como logotipo da Nike. Ela criou o conceito antes mesmo de se graduar na universidade de Portland, nos Estados Unidos.



Comenta-se que em 1983 ela teria recebido de presente da companhia um anel de diamantes com a marca criada por ela, e certa quantidade de ações da empresa, cujo valor não foi revelado.



Olha o passarinho!

O passarinho que simboliza a rede social Twitter é um dos poucos logotipos mundialmente famosos que custaram ainda mais barato que o logo da Nike. Pois é, você não leu errado não, o passarinho azul custou exatos 15 dólares! Ele surgiu a partir de uma imagem armazenada em um banco de dados, comprada por essa quantia – o artista responsável por sua criação, Simon Oxley, recebeu pouco mais de seis dólares. O logo sofreu pequenas alterações para se “modernizar” no início de 2011.



Aqui você pode descobrir quanto custaram outras marcas famosas que estamos acostumados a ver por ai.

Outras marcas também apostaram em modernizar um pouco suas aparências. Descubra aqui se você sabe relacionar os símbolos antigos com os novos.



Dinheiro na mão é vendaval

Talvez você não saiba, mas dois dos símbolos que você mais encontra por ai foram 0800, na faixa, não custaram nadica de nada: Google e Coca-Cola não pagaram nada para os criadores de suas logomarcas. No caso do Google, foi o próprio fundador, Sergey Brin, quem concebeu a ideia da marca, em 1998.



Já o autor do símbolo da Coca é Frank Manson Robinson, que era o escriturário de John Pemberton, o criador da bebida. Foi ele quem sugeriu que a logomarca fosse feita com a fonte Spencerian Script, que existia desde a metade do século XIX. Detalhe: ele não ganhou nada por isso.

Assim como a Spencierian Script, outras fontes de logos famosos podem ser baixadas de graça. Descubra aqui.

Fontes: FastcoDesign, Exame e Muy Interessante

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"Monuments Men" preservaram patrimônio cultural europeu na 2ª Guerra



Unidade especial americana tinha como missão rastrear e resgatar obras de arte roubadas pelos nazistas e proteger monumentos. Livro, filme e caso recente do "Tesouro de Munique" remetem à história dos "Monuments Men".


Comandante Dwight D. Eisenhower inspeciona obras de arte recuperadas


Os chamados "Monuments Men" (literalmente "homens dos monumentos") foram uma unidade especial de peritos em arte que, durante e após a Segunda Guerra Mundial, tinham como missão proteger obras artísticas das consequências da guerra e recuperar itens roubados pelos nazistas. Sua história tornou-se tema de um livro e, mais recentemente, de um filme com lançamento previsto para o início do próximo ano.

Os detetives da arte investigaram, entre outros, Hildebrand Gurlitt, marchand que ganhou notoriedade recente, após 1.406 obras – entre as quais 315 peças modernistas da chamada "arte degenerada", confiscada pelos nazistas – serem apreendidas no apartamento de seu filho, Cornelius Gurlitt, em Munique.

Hildebrand era velho conhecido dos "Monuments Men": afinal, ele contava entre os principais negociantes de arte alemães da época nazista. Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, os investigadores não o interrogaram sobre a "arte degenerada", desejando, antes, obter informações sobre obras de origem francesas. Entre 1942 e 1944 o marchand comprara, de forma totalmente legal, 200 quadros e gravuras de seus colegas de Paris.

História contada em livro e filme

O nome oficial da unidade especial era Monuments, Fine Arts, and Archives Section (Seção de Monumentos, Belas-Artes e Arquivos). Composta por 350 homens e mulheres – em sua maioria americanos, mas também ingleses, franceses e alemães emigrados –, ela rastreava pinturas e esculturas, sobretudo na França, Alemanha e Itália.
George Stout (e), líder dos "Monuments Men", durante escavação

A história dos "Monuments Men" é conhecida há décadas por historiadores e peritos de arte, mas chegou ao grande público após a publicação, em 2009, do livro Monuments Men: Allied heroes, nazi thieves and the greatest treasure hunt in history (Heróis aliados, ladrões nazistas e a maior caça de tesouro da história), do historiador amador americano Robert M. Edsel.

O ator e diretor George Clooney adquiriu os direitos do livro para realização de um filme sobre o esquadrão em defesa da arte. Rodado em meados de 2013, The Monuments Men tem estreia prevista para fevereiro próximo, no festival internacional de cinema Berlinale.

O caso de Hildebrand e Cornelius Gurlitt conferiu atualidade adicional aos "Monuments Men". No entanto, não se trata de um episódio concluso da história passada, pois pinturas e esculturas seguem sendo alvo de pilhagens em tempos de guerra. Edsel enfatiza que sempre foi assim, e ainda é. Ele estabelece, por exemplo, paralelos entre incidentes da Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, e da guerra no Iraque, em 2003.

Missão: resgatar arte e cultura

Comparada ao sofrimento da população civil, de mulheres e crianças, a destruição de bens materiais parece, para muitos, ficar em segundo plano. Mas, como questionou o líder dos "Monuments Men", George Stout, ao iniciar a missão em 1944: "E se nós vencermos a guerra e perdermos os últimos 500 anos da nossa história cultural?" O comandante supremo americano, Dwight D. Eisenhower, também tinha essa questão em mente, ao declarar a preservação dos bens culturais europeus como meta de guerra.
Matt Damon (e) e George Clooney em cena de "The Monuments Men"

Quando as tropas aliadas repeliram os alemães da Normandia e da Itália, alguns dos "Monuments Men" também estavam entre as centenas de milhares de soldados. A pequena unidade especial tinha como única tarefa proteger o patrimônio cultural ameaçado, rastreando e pondo a salvo obras de arte saqueadas.

Ao bater em retirada, os militares alemães muitas vezes adotavam a tática da terra arrasada, não poupando nem mesmo monumentos de valor histórico-cultural. Além disso, a sede de colecionar e ganância dos nazistas levaram à pilhagem de centenas de milhares e pinturas e esculturas de museus, igrejas e coleções particulares. Mas também os bombardeios dos Aliados e os saques pelos soldados ameaçavam o rico patrimônio cultural europeu.

"Perigo, minas!"

Entre museólogos, restauradores, arquitetos e arquivistas, a maioria dos "Monuments Men" tinha formação artística. Em meio ao pandemônio da guerra e o caos das invasões, seu trabalho era árduo e perigoso. A primeira tarefa era o registro dos monumentos.

Também os soldados aliados não mostravam grande consideração pela arte e cultura, mesmo depois de os nazistas já haverem batido em retirada. Assim, os peritos de arte tinham que lançar mão de truques. Quando faixas de isolamento com os dizeres "Monumento – Acesso proibido" não surtiam o resultado desejado, pregava-se então uma placa de "Perigo, minas!". Desse modo, muitas igrejas e palácios – sobretudo no norte da França, mas também na Bélgica e na Holanda – foram salvos da destruição.
Unidade era formada por 350 homens e mulheres, na maioria americanos

Nos últimos dias da ocupação, os alemães agiam com selvageria, descreveu em 1944 George Stout, em carta a sua esposa. "Olhando daqui, eles não parecem mais ser um povo inocente com líderes criminosos. Todos parecem criminosos." Isso ficou evidente quando, nas últimas semanas da guerra, os "Monuments Men" encontraram os numerosos depósitos onde os nazistas haviam armazenado e escondido as obras de arte saqueadas.

Geralmente em minas de sal e de carvão abandonadas, mas também em palácios e fortalezas, os líderes nazistas obcecados pela arte haviam ocultado pinturas de Leonardo da Vinci e Vermeer, Rembrandt e Michelangelo: tesouros culturais europeus de valor inestimável haviam ido parar debaixo da terra.

Retorno tardio

Os depósitos foram localizados pelos "Monuments Men", as obras de arte resgatadas dos túneis de mineração e levadas a um ponto central de coleta. De lá, nos primeiros anos do pós-guerra, elas eram transferidas para museus. Nesse processo, muitas vezes se ignorou o fato de não serem estes os proprietários de direito, e que originalmente grande parte do quadros e esculturas fora subtraída de donos judeus.

Apenas décadas mais tarde, após a queda da chamada Cortina de Ferro entre os blocos ocidental e comunista, empreenderam-se esforços para devolver grande parte dessas obras de arte aos verdadeiros proprietários ou a seus descendentes.

A história contada por Robert M. Edsel em seu livro, e levada as telas dos cinemas por George Clooney, pertence a um passado distante, mas nunca foi esquecida. Nas últimas décadas, toda vez que se discutia sobre a origem e propriedade original de uma determinada obra, era inevitavelmente lembrado o trabalho dos "Monuments Men".

Fonte: DW.DE

História dos Ciganos

Introdução à história dos ciganos

Autora: Denize Carolina Auricchio Alvarenga da Silva Historiadora e Educadora

Não podemos lidar com a trajetória cigana da mesma forma com que tratamos do percurso de outros povos que possuem documentos e registros escritos pelos próprios. Sua história é contada a partir do contato com outras sociedades; os interessados na reconstrução de sua história usaram, principalmente, acervos de arquivos oficiais de locais por onde eles passaram. Alguns utilizaram-se do contato no cotidiano e de história oral como Maria de Lourdes Sant’ Ana que conviveu durante dois anos em Campinas com seus habitantes Ciganos e Alexandre Mello Moraes Filho e seus colaboradores do Rio de Janeiro.
Lendas e Hipóteses sobre as origens
Para uns eles seriam indianos, outros acreditam que egípcios. Não faltaram também hipóteses de que teriam vindo de algum outro lugar da Ásia como a Tartária, Silícia, Mesopotâmia, Armênia, Cáucaso, Fenícia ou Assíria. Alguns deram crédito às hipóteses de serem europeus de regiões afastadas da Hungria, Turquia, Grécia, Alemanha, Bohemia ou Espanha (em um misto de mouros e judeus), ou mesmo de africanos de outras regiões (que não o Egito) como a Tunísia. Mas através de pesquisas estas hipóteses foram sendo descartadas e delas apenas duas continuaram sendo examinadas pelos ciganólogos: a origem egípcia e a indiana.
Ao longo de suas andanças seculares os ciganos incorporaram culturas de diversos países, o que dificulta enormemente os estudos que tentam reconstruir sua origem e dispersão pelo mundo.
Ciganos e alguns estudiosos recorreram a Bíblia para explicar suas origens; definiram-se como descendentes de Caim “Sela, de seu lado deu à luz Tubal Caim, o pai de todos aqueles que trabalham o cobre e o ferro” (Gênesis, capítulo 4,versículo 22). Aplicou se também um texto de Ezequiel (capítulo 30, versículo 23) “Dispersarei os egípcios entre as nações, eu os disseminarei em diversos países”, este último trecho foi associado, pois eles eram conhecidos como egípcios quando chegaram a Europa.
Outras versões ainda resistiram ao tempo como a descendência de Caim e por isso o castigo de vagar pelo mundo, a hipótese de terem sido os fabricantes dos pregos que crucificaram Jesus, ou que teriam roubado o quarto prego tornando assim mais dolorosa a pena dele. E ainda que eles seriam os responsáveis pela segurança de Jesus, mas não puderam impedir que o levassem pois estavam bêbados. Há também a teoria que antes da Natividade os egípcios teriam recusado hospitalidade a Santa Família e como punição seus dependentes foram condenados a levar uma vida errante.
Apenas no século XVIII começou a ser discutido o assunto com mais seriedade e lingüistas apontaram indícios mais palpáveis da origem indiana em 1753 quando se comparou o idioma romani com o sânscrito, mais precisamente o hindi que é uma de suas derivações. A partir de análises comparativas de seus costumes e linguagem com outros de diferentes povos, os estudiosos foram apontando datas aproximadas de sua presença nos locais onde passaram um tempo considerável e adquiriram parte de sua bagagem cultural. Ainda há divergência entre pesquisadores da ciganologia, mas os estudos mais recentes apontam para a origem indiana.
Ao chegarem a Europa diziam ter vindo do Egito condenados por Deus a viverem desterrados devido ao pecado de seus antepassados de se negarem a acolher a Virgem Maria e seu filho. Mais tarde se verificou que não eram originários do Egito, mas já estavam conhecidos popularmente como egípcios, apesar de não saberem informar onde ficava essa região. Também não é provado que a denominação de egípcios tenha vindo dos ciganos, pode ter sido uma definição dos europeus para explicá-los, se baseando na escritura de Ezequiel que fala da dispersão dos egípcios. Outra evidência é a falta de elementos egípcios no dialeto cigano.
Comparando se a língua, tipo físico e algumas crenças religiosas delineia-se uma trilha geográfica que permite localizar os ciganos na Índia. Mas a região exata ainda não está definida, acredita se que teriam vindo Sind, Punjab ou de outro ponto. Outro estudo foi feito a respeito de características físicas e relatos dos caracteres dos ciganos comparando com os hindus e as principais semelhanças são o rosto comprido e estreito na altura dos pômulos, cabelos e olhos negros, pele bronzeada, nariz um pouco agudo, boca pequena, estatura variando de regular a alta, corpo robusto e algo que apesar de não ser físico era notável: a agilidade.

A Dispersâo - Uma História de Perseguiçao e Sofrimento
Infelizmente pouco sabemos a respeito dos ciganos que, sempre, em grupos numerosos vem há tantos séculos penetrando em diversos territórios pelo mundo.
Alcançaram os Balcãs nos primeiros anos do século XIV e depois de um período de cem anos já estavam espalhados por toda a Europa. O surgimento desses errantes na Europa coincide com uma época de perturbações sociais e intenso movimento nas estradas.
Independente da precisão da entrada dos ciganos na Europa sabe-se que o caráter misterioso deles transformou a curiosidade inicial em hostilidade devido a seus hábitos muito diferenciados. Eram considerados inimigos da Igreja que condenava suas práticas sobrenaturais como a cartomancia e a leitura das mãos. A partir do século XV esses ciganos migraram também para a Europa Ocidental, onde quase sempre afirmavam que sua terra de origem era o Pequeno Egito, por isso foram denominados egípcios, egitano, gipsy entre outros. Alguns grupos se apresentaram como gregos e atsinganos e ficam conhecidos com grecianos na Espanha, ciganos em Portugal e Zingaros na Itália. Na Holanda a partir do século XVI se utiliza a denominação heiden, que significa pagão. Na França também foram chamados de tsi – ganes, manouches, romaniche e boémiens.
Distribuíram-se por várias zonas da Europa, mas as razões históricas que levaram ao seu nomadismo devem-se essencialmente à sua difícil integração social. Devido ao tom escuro da sua pele, eram vistos nas terras aonde chegavam pelos gadje (estrangeiros em romani) como malditos ou enviados do demônio. Também pelo fato de alimentarem práticas de quiromancia e adivinhação fez com que fossem repudiados pela Igreja Católica e pelas diferentes religiões cristãs.
Os preconceitos e a hostilidade geraram diversos tipos de perseguições. Na Europa, a perseguição aos ciganos não se fez esperar. O Estado que viu no seu nomadismo uma ameaça social, mais propriamente através da Inquisição, desencadeou os seus mecanismos de perseguição. Os ciganos foram assim proibidos de usar os seus trajes típicos, cujas cores berrantes e gosto extravagante fugiam à norma social, de falar a sua língua, de viajar, de exercer os seus ofícios tradicionais ou até mesmo de se casar com pessoas do mesmo grupo étnico. Isto fez com que os traços fisionômicos dos ciganos se alterassem, e por isso não é hoje invulgar encontrar ciganos de olhos claros e cabelo louro. Em alguns países foram mesmo reduzidos à escravidão: na Romênia, os escravos ciganos só foram libertados em meados do séc. XIX, através da apresentação de um projeto resultado de uma campanha de libertação apresentado a Assembléia e em 1855 libertaram-se os duzentos mil ciganos feitos escravos pelos senhores moldo valáquios, outros pertenciam ao Estado e ao clero. Também foram escravos na Hungria e Transilvânia sob as acusações de roubo, antropofagia e outras violações da lei. Na Boêmia os ciganos tinham a orelha esquerda cortada se aparecessem na região e lá também foram acusados de canibalismo. Em períodos mais recentes, juntamente com os judeus, prevê-se que talvez cerca de meio milhão tenha perecido no Holocausto. Os seus cavalos foram mortos a tiro, os seus nomes alterados (daí que não seja invulgar encontrar ciganos com nomes dos gadje) e as suas mulheres foram esterilizadas. Os seus filhos foram brutalmente retirados às suas famílias e entregues a famílias não-ciganas.
Na Hungria e Pensilvânia sob pretexto da antropofagia são esquartejados e enterrados vivos nos pântanos.
Na Sérvia também foram mantidos escravos até meados do século XIX e a sua caça era feita com muita crueldade. Deportações, torturas e matanças ocorreram em vários pontos desse país.
Hordas de ciganos vindos dos Pirineus chegam a Espanha banidos dos países que já tinham passado. Foi um período de paz durante o reinado de Carlos III que os utilizou nas artes, mas governos posteriores derramaram contra eles perseguições, tirando seus empregos e privilégios. Numerosos emigraram para Portugal, indo mais tarde alimentar as chamas da fogueira da Inquisição de D. João II que promulgou leis de punição. Documentos atestam que chegaram na Inglaterra por volta de 1430 e logo se espalharam pelas Ilhas Britânicas, País de Gales, Irlanda e Escócia, onde também foram perseguidos e em 1563 as autoridades ordenam que abandonem o país em três meses sob pena de morte. Acreditando que os ciganos vinham do Egito, os ingleses chamaram os de "gypsies". Trabalhavam como menestréis e mercenários, ferreiros, artistas, e damas de companhia.
Na Espanha um decreto de 1449 ordena o desterro de todos os que não tenham ofício reconhecido, nos séculos XVI e XVII são perseguidos e torturados para confessarem seus crimes. Em 1663 Felipe IV os proíbe de se reunirem, de usarem seu idioma, suas roupas e danças. O objetivo era a desculturalização e desintegração como grupo até que em 1783 sob o reinado de Carlos II fez se uma política mais favorável e foram, considerados neo castelhanos.
Depois de atravessarem a Pérsia e viverem durante séculos no Império Bizantino, foram para norte no séc. XIV. Portugal foi um dos países que deportou muitos ciganos para as suas colônias, neste caso África e Brasil.
No século XVIII os ciganos são o avesso do ideal social da época, o século das luzes honra o trabalho.
No final do séc. XIX houve uma terceira migração de ciganos do leste Europeu para os EUA. Sem pátria, num mundo onde tudo muda a uma velocidade alucinante, o destino previsto para os ciganos é, muitas vezes, sombrio.
Após a Segunda Guerra Mundial, muitos ciganos das áreas rurais da Eslováquia foram forçados pelos governos a trabalhar nas fábricas da Morávia e da Boémia, as regiões centrais, mais industrializadas, do território checo. Porém, em 1989, com a Revolução de Veludo e o fim do comunismo no país, os ciganos foram os primeiros a perder os seus empregos, até então garantidos por um regime que pregava a igualdade e homogenia social. É verdade que existe uma pequena e assimilada elite intelectual cigana, mas a maioria dos ciganos da Europa Central ainda vivem em esquálidos cortiços das grandes cidades. Junte-se a isso as perspectivas econômicas sombrias, um surto de ataques neonazistas e o fascínio que a prosperidade ocidental exerce e temos um panorama desolador da região do mundo que mais ciganos alberga. O resultado é que milhares de ciganos emigram para países ocidentais, onde trabalham ilegalmente, pedem esmola ou buscam asilo político. Estima se hoje que existam 10 milhões de ciganos, 60% vivendo na Europa Oriental. A Romênia com 2,5 milhões de ciganos abriga a maior concentração mundial. Em vários países europeus e em demais continente onde emigraram vivem populações flutuantes em que se atribui origem nômade, mas com marcas culturais bem definidas. As denominações variam conforme o lugar que estão. Mesmo possuindo uma só origem, o povo cigano, durante perseguições e injustiças ao longo dos séculos, tentam conservar sua cultura e tradição inalteradas até os dias de hoje. Uma prova disto é o romanês, o idioma universal cigano falado pelos clãs no mundo. Atualmente, dentre dezenas de grupos ciganos, os que predominam são os seguintes:
Grupo Kalon – falam o calon, são originários do Egito; durante séculos situaram-se na Península Ibérica (Portugal e Espanha) e se espalharam por outros países inclusive da América do Sul deportados ou migrantes. Os Kalons, em algumas situações, tiveram que ocultar sua origem, criando um dialeto próprio, extraído da língua regional. O nomadismo é maior entre esse grupo.
Os Rom ou Roma falam a língua romani e são divididos em vários sub grupos com denominações próprias como os Matchuaia (originários da Iugoslávia), Lovara e Churara (Turquia), Moldovano (originários da Rússia), Kalderash (originários da Romênia) Marcovitch (Sérvia), .
Sinti falam a língua sintó e são mais encontrados na Alemanha, Itália e França, onde também são chamados Manouche. Fazem parte desta divisão as famílias Valshtiké, Estrekárja e Aachkane todas francesas.
Ciganos, ao contrário dos judeus, nunca demonstraram um desejo de ter o seu próprio país, assumindo-se párias. Nas palavras de Ronald Lee, escritor cigano nascido no Canadá, "a pátria dos roma é onde estão os meus pés".
Fonte: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=965