11.8.14

Evidências da Evolução



As contribuições da teoria da evolução foram fundamentais para a compreensão da Biologia. Hoje em dia, há inúmeras evidências que demonstram a ocorrência de evolução.

Pode-se comprovar a evolução?

É difícil observar diretamente como atua a evolução. No entanto, estudando os seres vivos, observam-se fatos que apontam com clareza para o processo de evolução biológica. Esses fatos são conhecidos como evidência de evolução e são divididos em seis grupos principais.


EVIDÊNCIAS TAXONÔMICAS

Taxonomia é a classificação dos seres vivos a partir de suas características. Cada espécie de ser vivo é reunida com outras parecidas em grupos. Por sua vez, esses grupos formam categorias de maior tamanho; dessa forma, chega-se ao grupo denominado reino.

Esse tipo de classificação surgiu antes do desenvolvimento da Teoria da Evolução. No entanto, a visão evolutiva explica que espécies semelhantes apresentam parentesco e originaram-se de antepassados comuns. De fato, hoje em dia se fala de classificações evolutivas; o que reflete a taxonomia são as relações de parentesco entre todas as espécies de seres vivos.


Os seres vivos podem ser classificados em grupos ou táxons segundo suas semelhanças.

Nesta árvore da classificação dos mamíferos carnívoros, pode-se observar que as hienas, por exemplo, estão mais aparentadas com os felinos do que com os lobos e as raposas.


EVIDÊNCIAS BIOGEOGRÁFICAS


A fauna e a flora de duas regiões são mais parecidas à medida que estão mais próximas. Essa relação não teria por que ocorrer se cada espécie tivesse sido criada de forma isolada. Ao contrário, explica-se que as espécies estão relacionadas: as espécies de zonas próximas são parecidas e têm antepassados comuns. As faunas da América do Sul e da África são diferentes, mas estão relacionadas.

Por exemplo, existem macacos nos dois continentes. Deve-se a isso o fato de que estes se separaram há milhões de anos, mas as faunas atuais evoluíram desde então, a partir desses antepassados comuns. Em contrapartida, a Austrália tem uma fauna radicalmente diferente: separou-se muito antes; assim, os antepassados comuns com o sudeste da América e África são muito distantes. Nos arquipélagos afastados dos continentes é frequente encontrar espécies de animais próprias de cada ilha, mas muito relacionadas entre si. Isso se deve ao fato de que tais ilhas foram colonizadas por uma espécie inicial que ocupou todas as ilhas e em cada uma delas originou uma espécie diferente. É o caso do macaco capuchino da América Central e o chimpanzé africano.


EVIDÊNCIAS PALEONTOLÓGICAS

Ao estudar os fósseis, deve-se observar que os seres vivos que habitaram a Terra modificaram-se e que algumas espécies foram substituídas por outras. É difícil encontrar uma cadeia de fósseis que explique perfeitamente o processo evolutivo que leva até uma determinada espécie atual, pois o registro fóssil não é perfeito; mas existem algumas séries contínuas que permitem seguir a evolução de alguma espécie. Um exemplo clássico é o registro fóssil do cavalo, que permite seguir as alterações anatômicas sofridas desde um animal do tamanho de um cão com quatro dedos em suas patas até o atual, de grande estatura e com somente um dedo em cada pata.

Outras vezes, encontram-se fósseis de formas intermediárias entre dois grupos de seres vivos. OArchaeopteryx é um réptil cujas penas são perfeitamente visíveis (característica das aves), mas com dentes em seu bico (característica de répteis).


EVIDÊNCIAS EMBRIOLÓGICAS


Nas fases iniciais do desenvolvimento embrionário dos animais há muitas semelhanças, e mais ainda quanto mais próximos são os animais em termos de parentesco evolutivo. Por exemplo, todos os embriões de vertebrados possuem cauda e fendas branquiais nas primeiras fases do desenvolvimento embrionário. A medida que o desenvolvimento avança, alguns animais conservam essas estruturas, enquanto outros a perdem. Parece evidente que os embriões que apresentam características similares têm um antepassado comum.

Veja na figura a comparação dos embriões de um peixe e de uma ave. Observa-se que as fendas branquiais e os arcos aórticos são equivalentes.


EVIDENCIAS ANATÔMICAS



Os órgãos dos animais, em função de sua estrutura interna e de sua função, podem ser homólogos ou análogos:

• Órgãos homólogos têm a mesma estrutura interna, ainda que sua forma externa e sua função sejam diferentes. Por exemplo, a nadadeira de um golfinho, um braço humano e a asa de um morcego têm a mesma origem e estrutura anatômica. As espécies com esses órgãos sofreram evolução divergente.

• Órgãos análogos possuem uma mesma função, mas suas estruturas internas são distintas; por exemplo, a asa de um inseto e a asa de uma ave têm estruturas internas totalmente distintas, mas com a mesma função, voar. Nesse caso, falamos de evolução convergente.


EVIDÊNCIAS BIOQUÍMICAS

Quanto mais parecidos são os organismos, mais coincidências existem entre as moléculas que os formam. As moléculas que costumam ser estudadas são as proteínas e o DNA. Baseando-se nelas, podem-se confeccionar árvores filogenéticas entre espécies. Essas árvores, em geral, confirmam as classificações taxonômicas clássicas, além de apresentar surpresas. No caso da espécie humana, comprovou-se que o animal com o qual possui mais semelhanças é o chimpanzé. Isso não quer dizer que descendemos desse animal, mas, sim, que as pessoas e os chimpanzés têm um antepassado comum.


Na figura está a árvore evolutiva de alguns vertebrados, elaborada a partir do estudo das diferenças entre as proteínas dos organismos.


Por: Paulo Magno da Costa Torres

Fonte: http://www.coladaweb.com/biologia/evolucao/evidencias-da-evolucao

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