29.1.15

Colonização do Brasil



A decisão de Portugal colonizar o Brasil se baseou em dois motivos principais: o perigo de perder a colônia na América devido às invasões e a crise econômica ocasionada pela queda do comércio de produtos do oriente. A expedição colonizadora chegou em 1530 e era comandada por Martim Afonso de Sousa. As tarefas dessa expedição eram combater os franceses; estabelecer e organizar administrativamente feitorias e vilas de povoamento e, o mais importante, embrenhar-se no interior do território em busca dos metais preciosos que salvariam Portugal da crise.

Martim Afonso de Sousa ficou no Brasil até 1532 e deixou lançadas as bases da colonização. Fundou a vila de São Vicente, doou sesmarias, iniciou a organização da justiça com a nomeação de oficiais, ergueu feitorias e fez as primeiras experiências agrícolas, principalmente com a cana-de-açúcar. Mas viu frustrado o principal objetivo de sua viagem e grande desejo do rei de Portugal e de todos os exploradores que vinham para a América, que era o de encontrar ouro e outros metais e pedras de valor.




Fundação de São Vicente, a primeira vila do Brasil, por Marfim Afonso de Sousa. Na gravura aparece João Ramalho que, além de colaborar na fundação de São Vicente, ajudou também na fundação de São Paulo.

A Empresa Colonial

A colonização do Brasil teve como principal característica a exploração das riquezas naturais, sem a preocupação em desenvolver e beneficiar a terra explorada. As riquezas aqui encontradas, tanto minerais como vegetais, eram levadas à Europa, por meio dos navios portugueses, onde iriam financiar os mais variados acontecimentos, desde o luxo para­sitário da corte portuguesa, até a Revolução Industrial na Ingla­terra. A colônia somente podia produzir o que era de interes­se da metrópole e era proibida de fazer concorrência aos pro­dutos portugueses.

A extração das riquezas que interessavam aos comer­ciantes portugueses era feita de forma predatória, sem qual­quer preocupação com a pre­servação das matas, do solo, das águas, da fauna e dos primeiros habitantes da região.


Quando não queriam cooperar e não fugiam, os índios eram mortos em combates desi­guais, já que as armas dos eu­ropeus eram mais eficientes para matar, outras vezes mor­riam, sem poder se defender, em armadilhas preparadas pe­los invasores, como o envene­namento das águas consumidas pela tribo.

Ao refletir sobre os acontecimentos dos quase 300 anos em que o Brasil foi colônia de Portugal não devemos nos distanciar da ideia princi­pal de colônia de explora­ção, caso contrário corremos o risco de interpretar de forma equivocada as razões desses acontecimentos.


A colonização da América seguiu os princípios mercantilistas do Pacto Colonial ou Exclu­sivo Colonial, sistema que determinava que toda a riqueza produzida ou encontrada em solo colonial pertencia à metrópole ou ao seu soberano. No caso do Brasil tudo pertencia a Portugal ou ao seu rei, e a exploração só podia ser feita por pessoas devidamente autorizadas por ele. Ainda pelas leis do Pacto, os colonos que aqui viviam só podiam comprar mercadorias dos comerciantes licenciados pela Coroa portuguesa. Ou seja, o comércio, que foi a grande fonte de riquezas da Idade Moderna, era um privilégio do rei que, evidentemente, também beneficiava a burguesia lusitana, sua grande parceira desde os tempos das primeiras navegações.

Uma vez que se fundamentava nos princípios do mercantilismo, cujo principal interesse é o lucro gerado pelo comércio, a colonização só se justificava se o seu resultado fosse produtos de alto valor comercial ou os metais preciosos que eram a base da riqueza mercantil. Como de imediato estes não foram encontrados no Brasil, os portugueses optaram por desenvolver produtos agríco­las de boa aceitação no mercado europeu. Dos produtos deixados por Martim Afonso de Sousa para serem experimentados no solo e climas brasileiros, a cana-de-açúcar mostrou-se boa para o cultivo e foi escolhida como o produto que justificaria os gastos com a colonização, já que o açúcar era um produto raro e muito procurado na Europa.

Já vimos anteriormente que o governo de Portugal encontrava-se em grave crise econômi­ca; portanto não tinha recursos para financiar os grandes gastos exigidos na instalação de uma lavoura de cana e de um engenho de produção de açúcar, sobretudo se pensarmos que essas empresas deveriam ser montadas no lado de cá do Atlântico, em uma terra que não oferecia qualquer recurso para essa empreitada. Sem recursos oficiais, a solução era apelar para a iniciativa privada. Empresários portugueses financiaram a instalação da empresa açucareira no Brasil visando aos lucros futuros no comércio. Também os holandeses participaram do financiamento já que tinham grande interesse no melaço que refinavam, trans­formavam em açúcar e vendiam com grande lucro nos mercados da região de Flandres.

Conclusão

A colonização portuguesa no Brasil decorreu, basicamente, da decadência do comércio português nas índias. no receio de perder a colônia e na esperança de encontrar metais preciosos. Fundamentou-se no mercantilismo e teve como organização administrativa as Capitanias Hereditárias, que já haviam sido aplicadas nas ilhas do Atlântico. Foram estruturadas na Carta de Doação e no Foral. Das 15 capitanias, apenas duas tiveram sucesso: Pernambuco e São Vicente.

Por: Renan Bardine

Fonte: http://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/colonizacao-do-brasil

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