<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256</id><updated>2012-01-26T21:54:07.102-04:00</updated><title type='text'>HISTORIA LICENCIATURA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hid0141.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4782</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-4931079035120434392</id><published>2012-01-26T21:53:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:54:07.209-04:00</updated><title type='text'>Os nomes do Brasil</title><content type='html'>* Pindorama (nome Índigena)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ilha de Vera Cruz (1500)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terra Nova (1501)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terra dos Papaguaios (1501)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terra de Vera Cruz (1503)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terra de Santa Cruz (1503)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terra de Santa Cruz do Brasil (1505)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terra do Brasil (1505)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Brasil ( a partir de 1517)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.tarefadecasa.hpg.ig.com.br/osnomesdobrasil.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-4931079035120434392?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4931079035120434392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4931079035120434392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/os-nomes-do-brasil.html' title='Os nomes do Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-1090610812808896293</id><published>2012-01-26T21:51:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:52:00.348-04:00</updated><title type='text'>A primeira maratona</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Primeira%20Maratona%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg" /&gt;Pintura representando o desfalecido Filípedes ao chegar à cidade grega de Atenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerada como uma das mais prestigiadas modalidades dos jogos olímpicos, a maratona é tida como uma daquelas modalidades esportivas que marcam a história do esporte mundial. Não se limitando ao evento olímpico, vemos que diversas provas se espalharam pelo mundo e determinaram a constituição de um calendário fixo que reúne atletas espalhados no mundo inteiro. No Brasil, a Maratona de São Paulo é o evento de maior expressão na prática dessa antiga modalidade esportiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em antiguidade, a prática da maratona é bem mais antiga que a realização dos jogos olímpicos modernos. Segundo alguns estudiosos, esse tipo de corrida foi originalmente inventada durante as Guerras Médicas, quando gregos e persas lutavam entre si pelo controle da Ásia Menor e da Península Balcânica. Na primeira parte deste conflito, os gregos venceram os persas em uma eficiente estratégia de batalha executada na planície de Maratona, que dá nome ao esporte hoje praticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela ocasião, a notícia da batalha deveria ser urgentemente repassada aos gregos que habitavam a cidade de Atenas. Para que a tarefa fosse realizada, as tropas gregas elegeram o habilidoso soldado Filípides para percorrer a distância de quarenta e dois quilômetros que separava a cidade de Atenas e a planície de Maratona. O esforço que Filípedes empregou em sua missão foi tão grande que, ao chegar a seu destino, noticiou a vitória grega e logo morreu com o desgaste da missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira homenagem feita ao grego que percorreu heroicamente esses 42 quilômetros foi realizada em Atenas, nas Olimpíadas de 1896. Naquela ocasião, o corredor Spiridon Louis venceu a competição com um tempo de duas horas, cinquenta e oito minutos e cinquenta segundos. Em 1908, nas Olimpíadas de Londres, a distância da competição foi ligeiramente aumentada para a distância de quarenta e dois quilômetros e cento e noventa e cinco metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 2010, uma nova homenagem ao corredor Filípides foi realizada na Maratona de Atenas. Nessa edição especial, a corrida contou com a exata inscrição de doze mil competidores. Esse foi o mesmo número de soldados gregos que participaram da batalha contra os persas. Ao contrário do lendário soldado grego, o vencedor dessa edição especial da prova foi agraciado com um belo prêmio e teve seu nome marcado na história de tal modalidade esportiva.&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Por Rainer Sousa&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-1090610812808896293?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1090610812808896293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1090610812808896293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/primeira-maratona.html' title='A primeira maratona'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-6505514768630885786</id><published>2012-01-26T21:50:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:50:57.806-04:00</updated><title type='text'>A origem do sobrenome</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Origem%20do%20Sobrenome%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg" /&gt;A invenção dos sobrenomes foi realizada das mais distintas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ei! você conhece o fulano?”; “Que fulano?”; “Fulano de Sousa, Guimarães ou Rocha?”. Sem dúvida, muitas pessoas já tiveram a oportunidade de desenvolver um diálogo como esses. Contudo, não ache você que os sobrenomes sempre estiveram por aí, disponíveis em sua função de distinguir pessoas que tivessem o mesmo nome ou revelando a árvore genealógica dos indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até por volta do século XII, os europeus tinham o costume de dar apenas um nome para os seus descendentes. Nessa época, talvez pelo próprio isolamento da sociedade feudal, as pessoas não tinham a preocupação ou necessidade de cunharem outro nome ou sobrenome para distinguir um indivíduo dos demais. Contudo, na medida em que as sociedades cresciam, a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem só! Como poderia repassar uma propriedade a um herdeiro sem que sua descendência fosse comprovada? Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. Entretanto, não podemos achar que uma regra ou critério foi amplamente divulgado para que as pessoas adotassem os sobrenomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo. Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, algumas pessoas têm o interesse de remontarem a sua arvore genealógica ou conhecer as origens da família que lhe deu sobrenome. Talvez, observando algumas características do próprio sobrenome, elas possam descobrir um pouco da história que se esconde por detrás do mesmo. Afinal de contas, o importante é saber que a ausência desses “auxiliares” nos tornaria mais um entre os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Por Rainer Sousa&lt;/span&gt;&lt;br style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); " /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-6505514768630885786?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6505514768630885786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6505514768630885786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/origem-do-sobrenome.html' title='A origem do sobrenome'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-2470515540053275585</id><published>2012-01-26T21:49:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:50:10.975-04:00</updated><title type='text'>A origem das notas musicais</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Notas%20Musicais%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg" /&gt;Guido de Arezzo convencionou nossa notação musical com um hino de louvor a São João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito tempo, as diferentes civilizações não só vivenciam a experiência musical como também elaboram métodos e teorias capazes de padronizar um modo de se compor e pensar o universo musical. Na Grécia Antiga, já observamos formas de registro e concepção das peças musicais através de sistemas que empregavam as letras do alfabeto grego. Ao longo do tempo, várias foram as tentativas de sistematização interessadas em formular um modo de se representar e divulgar as peças musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média, a questão da música foi assumindo uma importância muito grande entre os clérigos daquela época. Por um lado, essa importância deve ser entendida porque os monges tinham tempo e oportunidade de conhecer todo o saber musical oriundo da civilização clássica através das bibliotecas dos mosteiros. Por outro lado, também pode ser entendida porque o uso da música foi assumindo grande importância na realização das liturgias que povoavam as manifestações religiosas da própria instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse contexto que um monge beneditino francês chamado Guido de Arezzo, nascido nos fins do século X, organizou o sistema de notação musical conhecido até os dias de hoje. Nos seus estudos, acabou percebendo que a construção de uma escala musical simplificada poderia facilitar o aprendizado dos alunos e, ao mesmo tempo, diminuir os erros de interpretação de uma peça musical. Contudo, de que modo ele criaria essa tal escala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resolver essa questão, o monge Guido aproveitou de um hino cantado em louvor a São João Batista. Em suas estrofes eram cantados os seguintes versos em latim: “Ut quant laxis / Resonare fibris / Mira gestorum / Famuli tuorum / Solve polluti / Labii reatum / Sancte Iohannes”. Traduzindo para nossa língua, a canção faz a seguinte homenagem ao santo católico: “Para que teus servos / Possam, das entranhas / Flautas ressoar / Teus feitos admiráveis / Absolve o pecado / Desses lábios impuros / Ó São João”. Mas qual a relação da música com as notas musicais hoje conhecidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando as iniciais de cada um dos versos dispostos na versão em latim, o monge criou a grande maioria das notas musicais. Inicialmente, as notas musicais ficaram convencionadas como “ut”, “ré”, “mi”, “fá”, “sol”, “lá” e “si”. O “si” foi obtido da junção das inicias de “Sancte Iohannes”, o homenageado da canção que inspirou Guido de Arezzo. Já o “dó” foi somente adotado no século XVII, quando uma revisão do sistema concebido originalmente acabou sendo convencionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Por Rainer Sousa&lt;/span&gt;&lt;br style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); " /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-2470515540053275585?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2470515540053275585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2470515540053275585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/origem-das-notas-musicais.html' title='A origem das notas musicais'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-454159986831319302</id><published>2012-01-26T21:48:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:49:20.133-04:00</updated><title type='text'>Andreas Baader</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Andreas%20-%20BRESCOLA.jpg" /&gt;Andreas Baader: o terrorista que estremeceu a Alemanha Ocidental na década de 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1944, nasceu Andreas Badder, um filho da “geração de Auschmitz” que viveu os tempos de prosperidade da Alemanha Ocidental financiada pelo poderoso Plano Marshall. Cercado pelo cuidado de diversas figuras femininas, Badder cresceu como um jovem mimado e sem grandes planos. Em sua adolescência tinha uma grande admiração pelos automóveis. No entanto, ao invés de adquirir um carro próprio, preferia roubá-los nas ruas de Munique pelo simples prazer da aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avesso aos estudos, não concluiu os estudos secundários e passou a vaguear pelos bares e cafés espalhados na metrópole germânica. Com visual despojado, olhos claros e cabelos negros, Badder não parecia buscar nenhum tipo de causa política extremista. No entanto, sua postura marginal e controversa acabou aproximando-o de um grupo terrorista nacional chamado “Facção do Exército Vermelho”, comumente conhecido pela sigla alemã RAF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo essencial do grupo era bastante “simples”: abalar a ordem capitalista por meio de ações terroristas e incitar uma revolução de esquerda. A primeira ação criminosa do grupo liderado por Andreas foi a explosão de uma bomba na loja de departamentos Kaufhaus e Schneider, em 2 de abril de 1968. Sem muito preparo, o grupo, ainda composto por Horst Söhnlein, Thorwald Proll e Gudrun Ensslin, foi preso logo após o ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o julgamento, Baader e Ensslin foram os únicos a se responsabilizarem pela ação e, com isso, pegaram quatro anos de prisão. Em novembro de 1969, o casal de terroristas aproveitou uma saída da prisão para fugirem da Alemanha Ocidental. Pouco tempo depois Andreas foi pego pelas autoridades alemãs e retornou para a prisão. Entretanto, graças à ação de outros comparsas do RAF, Andreas conseguiu fugir da prisão em um ousado plano de fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, o RAF procurou treinamento com grupos terroristas mais experientes para executar planos de maior complexidade. Durante dois meses, o grupo se instalou na Jordânia em um campo de treinamentos do grupo terrorista muçulmano Fedaín. As diferenças culturais entre os resignados muçulmanos e os extrovertidos alemães acabaram forçando a expulsão dos integrantes da RAF do treinamento. Entretanto, já havia passado tempo suficiente pra que Baader pudesse armar ações com maior vigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 1972, logo depois do início das ofensivas norte-americanas no Vietnã, o RAF arquitetou dois bem-sucedidos atentados terroristas. O primeiro foi armado em uma base americana sediada na Alemanha e o segundo na central de polícia de Ausburg. Por fim, a ação acabou matando um oficial norte-americano e ferindo cinco policiais alemães. Logo em seguida, outra série de bombas no Escritório de Investigação Criminal explodiu dezenas de veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época, uma bomba foi instalada no carro de um dos juízes que emitiam mandatos de prisão contra o RAF. Os vários atentados acabaram sendo refreados pelas autoridades alemãs que conseguiram aprisionar Andreas Baader. Depois disso, diversos outros membros da RAF foram presos e julgados pelas autoridades alemãs. A grande maioria dos integrantes, incluindo Andreas Baader, foi aprisionada em Stammheim, uma das mais seguras penitenciárias da Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de desarticular os remanescentes da RAF, a prisão motivou ações ainda mais sofisticadas. Em setembro e outubro de 1977, os terroristas seqüestraram um membro da diretoria de uma das maiores montadoras de carro da Alemanha e um avião na cidade de Frankfurt. Durante a ação aérea, o grupo foi surpreendido em uma parada feita na Somália. Um grupo especial antiterrorismo alemão, conhecido como GSG 9, conseguiu invadir o avião e executar três membros da “Facção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, os corpos de Andreas Baader, Gudrun Ensslin e Jan-Carl Raspe foram encontrados sem vida em suas respectivas celas. De acordo com o relato oficial, os terroristas teriam cometido suicídio coletivo após saberem dos fracassos do RAF. Ainda hoje existe uma grande polêmica em torno da morte de Baader e seus comparsas. No entanto, nenhuma prova concreta consegue provar a tese que defende a execução dos terroristas sumária feita por autoridades alemãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); " /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-454159986831319302?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/454159986831319302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/454159986831319302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/andreas-baader.html' title='Andreas Baader'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-3289760431213389249</id><published>2012-01-26T21:47:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:48:17.522-04:00</updated><title type='text'>Abimael Guzmán Reynoso</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/guzman.jpg" /&gt;Guzmán: o ortodoxo líder comunista que espalhou o terror no Peru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América Latina do pós-Segunda Guerra Mundial se transformou em um palco de diversas experiências políticas. Depois da experiência colonial e a ingerência das potências anglo-americanas, o processo de urbanização e o sucesso da Revolução Cubana fizeram com que diferentes movimentos surgissem no continente. Nesse sentido, algumas tendências próximas do ideário socialista se prontificaram a revirar algumas dessas nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, na década de 1930, nasceu Abimael Guzmán Reynoso, filho bastardo de um rico comerciante que por anos não o reconheceu como filho. Com apenas cinco anos de idade, Abimael perdeu a mãe e viveu parte de sua infância e adolescência sob os cuidados de alguns parentes. Tempos mais tarde, foi reconhecido pelo seu pai e, com isso, teve a oportunidade de estudar em bons colégios e construir uma carreira universitária. Nesse período, o jovem Abimael se interessou pelos diálogos da filosofia alemã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo tempo, na década de 1960, a nação peruana sofria com diversos incidentes políticos marcados pela tentativa de golpe de pequenas milícias de esquerda. Enquanto isso, Abimal Guzmán se aprofundava no estudo de textos marxistas e, em 1965, decidiu visitar a China Revolucionária com o objetivo de formar uma guerrilha revolucionária. No curto período em que esteve no Oriente aprendeu a organizar assaltos, emboscadas, fabricar bombas e administrar ações revolucionárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à sua terra natal, Guzmán formou um grupo guerrilheiro chamado Sendero Luminoso. O movimento era uma homenagem explícita ao movimento revolucionário da década de 1920, liderado por José Carlos Mariátegui, chefe da “Frente Estudantil Revolucionária de Sendero Luminoso de Mariátgui”. Nos primeiros anos a organização do grupo de Guzmán foi realizada em segredo. O Sendero Luminoso buscava congregar e treinar seus partidários para só depois entrar em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da década de 1970, Abimael ingressou em uma discreta carreira acadêmica na Universidade de Huamanga, na cidade de Ayacucho, foco das ações de seu partido. A partir daquele local, o líder guerrilheiro aglomerou o apoio de diversos simpatizantes de esquerda interessados em instalar uma guerra civil no país. Ao longo desse período o regime ditatorial peruano – vigente entre 1968 e 1980 – dava seus sinais de enfraquecimento e alertava o Sendero para preparação de sua ação revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 1980, o regime autoritário se rendeu às pressões políticas da época convocando eleições diretas. Nesse momento, o Sendero Luminoso se preparou para suas primeiras ações armadas. Um dia antes do pleito, companheiros de Abimael invadiram uma escola na cidade de Chuschi e incendiaram as urnas, cédulas e títulos eleitorais ali armazenados. Esse foi o primeiro sinal de oposição do grupo contra o regime democrático que se encaminhava nos quadros políticos peruanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, o Sendero Luminoso começou a se colocar contra o governo do presidente Fernando Belaúnde Terry (1980 – 1985). A partir disso, o movimento passou a gerar diversas ações terroristas com a formação de pequenas células isoladas que executavam diferentes ações criminosas. Inseridos nessas células guerrilheiras, os participantes do movimento eram apresentados ao pensamento revolucionário de esquerda e treinados para o manuseio de armas e explosivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento do movimento transformou o líder do Sendero em um megalômano obstinado na realização de uma revolução em escala mundial. Com o passar do tempo, Guzmán acreditava que estaria predestinado a tornar-se uma figura histórica e passou a exigir reverência de seus comandados. Nesse período, o líder terrorista proclamou a criação da República Popular do Peru, onde se tornou chefe máximo de um Estado financiado pelo lucro de suas ações terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ampliar o número de seguidores do Sendero, Abimael organizou ações de contato dos guerrilheiros com as populações indígenas peruanas. Muitas das vezes, não concordando com os princípios radicais dos revolucionários, aldeias inteiras eram massacradas e suas crianças raptadas para o uso em missões do grupo. Em alguns casos o terror propagado pelo “camarada Gonzalo”, apelido dado à Guzmán, chegou ao extremo de empregar crianças-bomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1990, o Sendero Luminoso começou a dar seus primeiros sinais de colapso. O enfraquecimento é usualmente explicado pela crise dos países socialistas, representada pelo fim da União Soviética, e o interesse da população em promover a estabilização social e política de seu país. Aos poucos, os focos da guerrilha passaram a ser denunciados pela própria população e seus atos criminosos repudiados publicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, o Sendero caiu em descrédito, principalmente depois de matar e explodir o corpo da líder pacifista Maria Elena Moyano. Em setembro de 1992, a prisão de Abimael Guzmán deu fim às atividades dos senderistas. Muitos comemoram esse feito como o início do processo de pacificação da nação peruana. Ao longo de sua existência, os revolucionários comandados por Guzmán foram responsáveis por mais de trinta mil assassinatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); " /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-3289760431213389249?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/3289760431213389249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/3289760431213389249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/abimael-guzman-reynoso.html' title='Abimael Guzmán Reynoso'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-7079768648699635227</id><published>2012-01-26T21:46:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:47:36.484-04:00</updated><title type='text'>Carlos Marighella</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Mariga%20-%20BRESCOLA.jpg" /&gt;Marighella: o mentor das ações guerrilheiras empreendidas pela Ação Libertadora Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sujeito que viveu a repressão dos regimes autoritários. Essa poderia ser a primeira impressão constatada ao visualizarmos a trajetória do baiano Carlos Marighella. Nascido em 1911, na cidade de Salvador, esse famoso militante político teve a oportunidade de vivenciar o autoritarismo do Estado Novo (1937-1945) e, décadas mais tarde, assistir ao golpe que instalou a ditadura militar no Brasil no ano de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua trajetória política aconteceu nos primeiros anos do governo provisório de Getúlio Vargas, quando participou de algumas manifestações que exigiam a reorganização do cenário político nacional com a elaboração de uma nova Carta Constituinte. Durante os protestos acabou sendo preso pelas autoridades e, com isso, começou a enxergar com importância maior a sua atuação política mediante os problemas sociais e econômicos vividos naquele período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1936, decidiu abandonar seus estudos de Engenharia Civil e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que na época era dirigido por figuras históricas como Astrojildo Pereira e Luís Carlos Prestes. Sua chegada ao partido se deu em uma época bastante complicada, pois, um ano antes, os dirigentes comunistas haviam tentado derrubar Getúlio Vargas com a deflagração da Intentona Comunista. Mais uma vez, Marighella fora alvo das forças repressoras do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na primeira detenção conheceu os métodos escusos com que as forças policiais da época agiam contra os inimigos do regime. Carlos foi brutalmente espancado e sofreu várias torturas ao longo de um mês. Saindo da cadeia um ano depois, prosseguiu em sua luta política buscando aumentar os militantes do ideário comunista. Em 1939, foi mais uma vez preso e torturado, sofreu novas sessões de tortura para que delatasse as atividades de seu partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente com a queda do Estado Novo, em 1945, Carlos Marighella saiu da prisão para viver uma nova fase de sua luta política. Naquele ano, venceu as eleições como um dos mais bem votados deputados federais da época. No entanto, seguindo instruções políticas do governo norte-americano, o governo Dutra realizou a cassação de todos os políticos que estivessem filiados a partidos de inspiração comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, impedido de atuar pelos meios legais, Marighella continuou a buscar apoio político entre trabalhadores e estudantes. No ano de 1959, o triunfo da Revolução Cubana e a falta de uma ação transformadora pelo PCB levaram o apaixonado idealista a questionar sobre a possibilidade de uma revolução popular armada capaz de transformar o cenário político nacional. Com o estouro da Ditadura Militar, foi mais uma vez perseguido pelas forças policias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no primeiro ano da ditadura, entrou em confronto direto com o regime ao trocar tiros com a polícia e bradar a favor do comunismo. Novamente encarcerado, aproveitou o tempo de reclusão para produzir “Por que resisti à prisão”, obra onde explicava a necessidade de se organizar um movimento armado em oposição aos sombrios tempos da repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1967, mais uma vez liberto, resolveu romper com o marasmo dos comunistas para formar com outros companheiros dissidentes a Ação Libertadora Nacional. Essa organização clandestina teria como principal objetivo treinar grupos guerrilheiros com o objetivo de formar um expressivo movimento armado urbano. Após treinar os guerrilheiros na zona rural, o segundo objetivo era arrecadar meio milhão de dólares com a realização de uma série de assaltos a banco na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira ação, conseguiu pilhar 10 mil dólares de uma instituição bancária da época. Contudo, a penosa missão de manter esse grupo sob a onipresente repressão militar foi se tornando cada vez mais difícil, principalmente, pela falta de preparo de seus comandados. No ano de 1968, um militante capturado por policias confirmou Carlos Marighella com um dos articuladores daquela onda de assaltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de imediato, os meios de comunicação subservientes aos interesses do regime militar distorceram toda a trajetória de lutas de Marighella, descrevendo-o como um “líder terrorista”. No final de 1968, o cerco em torno de Carlos piorou com a publicação do AI-5. No ano seguinte, o seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick reforçou a perseguição sobre todos aqueles que representassem uma ameaça à ordem imposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 4 de novembro de 1969, em uma ação planejada pela Delegacia de Ordem Política e Social, Carlos Marighella foi morto na cidade de São Paulo, aos 57 anos de idade. Sua morte representou um dos mais incisivos golpes contra os setores radicas da esquerda nacional e contribuiu para que a Ditadura Militar alcançasse sua própria estabilidade. Somente com a crise do regime, no final da década de 1970, a imagem desse ativista foi redimida como um dos símbolos contra a repressão política no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); " /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-7079768648699635227?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7079768648699635227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7079768648699635227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/carlos-marighella.html' title='Carlos Marighella'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-9148946578720682762</id><published>2012-01-26T21:45:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:46:41.933-04:00</updated><title type='text'>Carlos Chacal</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Chacal%20-%20BRESCOLA.JPG" /&gt;Carlos, “O Chacal”: um terrorista que ficou mundialmente conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Chacal é conhecido como um dos mais lendários terroristas da História Contemporânea. A ousadia de suas ações terroristas seria explicada por uma série de mitos e lendas que tentam fazer do criminoso um tipo de indivíduo sádico e inescrupuloso. No entanto, sua trajetória começa na Venezuela, país de origem do afamado terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu verdadeiro nome é Ilich Ramirez Sánchez, nome escolhido pelos pais comunistas que admiravam o revolucionário russo Vladmir Ilich Lênin. Ao contrário do que noticiavam alguns órgãos de imprensa, Ilich não se envolveu com atividades terroristas desde sua adolescência. De acordo com o relato de alguns colegas de escola, Ilich era um jovem calado e sem muita presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira mudança que faria de Ilich um temido terrorista foi tomada pelo pai, que decidiu envia-lo à Universidade Patrice Lumumba (Rússia) para estudar engenharia. Durante os anos em Moscou, Ilich e o irmão organizaram um grupo de estudantes venezuelanos que acumulariam todo conhecimento possível para apoiar o líder esquerdista Douglas Bravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outras ações empreendidas pelo grupo revolucionário, organizou-se um treinamento de guerra no Oriente Médio que seria realizado nas férias de 1970. Devido à facilidade de Ilich em falar diferentes línguas, ele foi escolhido para obter conhecimento bélico-militar junto aos integrantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP). O grupo defendia que os palestinos poderiam se opor à presença judaica no Oriente Médio por meio da ação terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo, Ilich simpatizou-se à causa anti-sionista. Em contrapartida, os terroristas palestinos também ficaram atraídos pela inteligência do “intercambista revolucionário”. A ausência de traços árabes fazia de Ilich um agente discreto que poderia atravessar as alfândegas a serviço dos terroristas palestinos. Depois de uma temporada de treinamento, Ilich foi recrutado para assassinar o embaixador jordaniano Zaid Rifai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o plano foi adiado por conta de uma tentativa de assassinato que aconteceu pelas mãos do grupo terrorista Setembro Negro. Entre 1970 e 1973, Ilich viveu na cidade de Londres quando foi incumbido de assassinar Joseph Edward Sieff, um dos mais ricos e influentes sionistas da Grã-Bretanha. A sua missão foi mal sucedida, já que o vitimado conseguiu escapar do atentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não conseguir atingir o objetivo da missão, Ilich ganhou a confiança da FPLP. A partir de então Ilich passou a se chamar Carlos, uma homenagem ao presidente venezuelano Carlos Andrés Pérez, presidente da Venezuela. O codinome Chacal foi dado pelos policiais franceses que ao vasculharem o apartamento do terrorista encontraram um livro chamado “O dia do Chacal”, que contava a história de um terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda ação terrorista do Chacal foi sugerida por ele mesmo: realizar um atentado à bomba ao banco israelense Hapoalim. O crime não foi bem sucedido e o terror espalhado pelas ruas de Londres forçaram o Chacal a se mudar para a França. Nesse meio tempo começou a organizar pequenos atentados em cafés, jornais e embaixadas de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua fama de terrorista internacional só aconteceu com o famoso caso da Rua Toullier. No mês de fevereiro de 1975, Michel Moukharbel, um dos líderes da FPLP, foi preso e interrogado pelas autoridades francesas. Durante seu depoimento, disse que viajava a negócios com o objetivo de se encontrar com Carlos. Ao ser procurado pelas autoridades, o Chacal teve a ousadia de assassinar três policias que o procuraram e o próprio Moukharbel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do dia para a noite, o jovem Ilich tinha se transformado em um agente da KGB, ex-guerrilheiro cubano e culpado por todos os atentados ocorridos na Europa desde o começo dos anos de 1970. A fama de Chacal como defensor da causa Palestina e de terrorista, sua invejável ousadia, correu o mundo a fora. Até que Saddam Hussein pediu para que o Chacal comandasse uma ação terrorista contra os dirigentes da OPEP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o plano, o presidente da Argélia ofereceu asilo aos terroristas e “uma pequena quantia” de 10 milhões de dólares por cada liberto. Nesse momento, o Chacal abandonou seus ideais políticos e encheu os bolsos de dinheiro. De revolucionário, o Chacal se transformou em um mercenário de aluguel que apavorou o mundo com uma lista de quase 2 mil possíveis assassinatos. Entre outros grandes atentados, seu nome esteve ligado ao incidente do aeroporto de Lod, em Israel, e ao assassinato de 11 atletas judeus durante as Olimpíadas de Munique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo das décadas seguintes, o Chacal foi dado como morto, culpado de outros atentados terroristas. Foi até que, em dezembro de 1997, o serviço secreto francês conseguiu prendê-lo na cidade de Taiff, na Arábia Saudita. Depois de preso, passou por um processo judicial que o condenou à prisão perpétua. No ano de 2001 casou-se com a advogada Isabelle Coutant-Peyre, mas ainda segue cumprindo pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(0, 0, 0); " /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-9148946578720682762?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/9148946578720682762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/9148946578720682762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/carlos-chacal.html' title='Carlos Chacal'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-8019467917181667738</id><published>2012-01-26T21:44:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:45:33.918-04:00</updated><title type='text'>Brasil Pré-Cabralino</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Brasil-Pre-Cabralino-BRASIL-ESCOLA.jpg" /&gt;A diversidade de culturas já era um dado vigente no Brasil antes da chegada de Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dos portugueses alcançarem terras brasileiras, nosso território era ocupado por uma infinidade de povos que rompiam as compreensões de mundo do homem europeu. De forma equivocada, ao chegarem aqui, os portugueses acreditavam que os índios formavam uma cultura comum portadora de pequenas variações de comportamento e costume. Ainda hoje, essa primeira constatação de nossos colonizadores está bem afastada das atuais 218 etnias e 218 línguas e dialetos proferidos por nossos indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo alguns estudos, as migrações pioneiras para o continente americano foram encerradas há cerca de cinco mil anos. Já nesse momento, temos o desenvolvimento de diferentes grupos humanos, da atividade coletora, da agricultura e a formação de sociedades complexas dotadas de vários centros urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os coletores, os sambaquis aparecem em diferentes pontos do litoral brasileiro, principalmente em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Sambaqui é o nome utilizado para nomear os grandes depósitos de detritos ósseos e orgânicos que se formaram nas proximidades das regiões ocupadas por grupos humanos coletores. Entre os nativos brasileiros, os índios Pataxó e Nambikwara são os que frequentemente adotaram esse tipo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na porção norte do território, os povos ceramistas se destacaram pelo desenvolvimento de uma rica cultura material marcada pela presença de vasos, urnas funerárias, bacias e outros utensílios. Habitando a ilha de Marajó, entre os anos 500 e 1300 d.C., os povos marajoaras foram um dos mais proeminentes representantes do trabalho com artefatos em cerâmica. Antes que os colonizadores europeus surgissem no continente, essa civilização havia desaparecido completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na totalidade do território brasileiro, a família linguística tupi-guarani foi a que se encontrava em maior número. Presentes em variadas porções do subcontinente sul-americano, os tupis eram conhecidos pelo desenvolvimento de aldeias compostas por uma população variando entre 500 e 800 habitantes. Além disso, praticavam a agricultura com a plantação de batata-doce, milho, pacova, abacaxi, mandioca, entre outras culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, entre os tupis englobamos uma infinidade de povos que podem ser distinguidos por costumes bastante específicos. Paralelamente, também devemos citar os grupos humanos que se inserem nos grupos linguísticos aruaque, jê e xavante. Sem dúvida, percebemos que a diversidade de culturas é uma realidade que antecede a chegada das caravelas de Pedro Álvares Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-8019467917181667738?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8019467917181667738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8019467917181667738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/brasil-pre-cabralino.html' title='Brasil Pré-Cabralino'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-5975577593069454177</id><published>2012-01-26T21:42:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:43:26.046-04:00</updated><title type='text'>Formação dos Estados Nacionais e Cartografia</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/D3803.jpg" /&gt;Espanha, Inglaterra, França e Holanda surgem como Estados, devido à aliança da burguesia com o rei. O Estado Nacional português surgiu de uma relação vassálica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartografia:&lt;br /&gt;Nos séculos XIII e XIV e meados do século XV, a China era a maior potência do mundo civilizado. A partir de meados do século XV, a China se isolou do mundo Ocidental, devido ao contato mais maléfico do que benéfico com os comerciantes europeus. A china procura restaurar uma antiga filosofia de vida, para qual a conquista e o exercício das armas eram inadequados e indesejáveis. As maiores contribuições chinesas para a História do Capitalismo são a bússola, o papel, o astrolábio e a pólvora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos meados do século XV, os europeus assumem o projeto das navegações marítimas, principalmente no Oceano Atlântico, relegando à China e ao Japão a categoria de segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sentido Ideológico da Cartografia Européia:&lt;br /&gt;Europa: Apresenta uma senhora bem vestida com um cetro nas mãos e uma coroa, ao lado de um globo terrestre.&lt;br /&gt;Representa a Europa como centro do universo.&lt;br /&gt;Representa-a como o centro divulgador da cultura civilizatória.&lt;br /&gt;A Europa, na verdade, não é o centro do mundo. Ela se impôs ao mundo através do saque, das armas e da força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;América: Uma mulher quase sempre deitadas, com a cabeça ornada de penas, trazendo sobre o corpo nu apenas um saiote e carregando um arco e flecha e uma maçã, tendo aos pés um tatu ou um jacaré e a cabeça de um homem&lt;br /&gt;Representa o ócio indígena, através da mulher deitada.&lt;br /&gt;Representa o canibalismo, através do arco, flecha e a cabeça decapitada do homem.&lt;br /&gt;Representa o erotismo demoníaco: corpo nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ásia: Mostra-se de pé, com vestido, chapéu, turbante, trazendo nas mãos ramos de canela ou pimenta, turíbulo com especiarias e acompanhada por um camelo.&lt;br /&gt;Representa a riqueza que as especiarias asiáticas proporcionavam à Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;África: tem o aspecto de uma negra pobremente vestida, tendo aos pés cobras e um leão, numa das mãos ela segura um escorpião.&lt;br /&gt;Representa a pobreza africana&lt;br /&gt;Apresenta os africanos como selvagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/formacao-cartografia.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-5975577593069454177?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5975577593069454177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5975577593069454177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/formacao-dos-estados-nacionais-e.html' title='Formação dos Estados Nacionais e Cartografia'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-6790681178510895401</id><published>2012-01-26T21:42:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:42:45.681-04:00</updated><title type='text'>Dicionário Tupi-Guarani</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/A40DE.jpg" /&gt;Fernando AP Silva&lt;br /&gt;Pequeno Dicionário Tupi-Guarani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;Aaru: Espécie de bolo preparado com um tatu moqueado, triturado em pilão e misturado com farinha de mandioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abá: avá - auá - ava - aba - homem - gente - pessoa - ser humano - índio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ababá: tribo indígena tupi-guarani que habitava as cabeceiras do rio Corumbiara (MT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abacataia: peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo - abacutaia - abacatuaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaçaí: pessoa que espreita, persegue - gênio perseguidor de índios - espírito maligno que perseguia os índios, enlouquecendo-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abacatina: aracangüira - abacataia - peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo. Abacatuaia: abacataia - aracangüira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abacatuia: aracangüira - abacataia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaetê: pessoa boa - pessoa de palavra - pessoa honrada - abaeté.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaetetuba: lugar cheio de gente boa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaité: gente ruim - gente repulsiva - gente estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abanã: (gente de) cabelo forte ou cabelo duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abanheém: awañene - língua de gente - a língua que as pessoas falam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaquar: senhor (chefe)do vôo - abequar - homem que voa (aba - ara - jabaquara - iabaquara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaré: amigo -(aba - ré - rê - abaruna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaruna: amigo de roupa preta - padre de batina preta - amigo preto - (abuna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abequar: - senhor (chefe)do vôo - abaquar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abati: milho - cabelos dourados - louro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abuna: abaruna - padre de batina preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Açaí: yasaí - fruta que chora - fruta de onde sai líquido - coquinho pequeno amarronzado, que dá em cachos no açaizeiro (palmeira com o tronco de pequeno diâmetro e folhas finas, que também produz palmito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acag: cabeça - (jaguaracambé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acamim: uma das espécies de pássaros; uma das espécies de vegetais (iacamim, jacamin).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acará: garça, ave branca (acaraú).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaraú: acaraí, acará, rio das garças (i, acará, ara) (diz-se que a grafia com a letra u, com o som de i fechado, vem dos colonizadores franceses, que os portugueses representavam, às vezes, por y).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acemira: acir, o que faz doer, o que é doloroso (moacir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Açu: grande, considerável, comprido, longo (ant.: mirim) (iguaçu, paraguaçu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguapé (tupi): awa'pé - redondo e chato, como a vitória-régia - plantas que flutuam em águas calmas -uapé - (awa - pewa - peba - peua).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aimara: árvore, araçá-do-brejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aimará: túnica de algodão e plumas, usada principalmente pelos guaranis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aimbiré: aimoré; amboré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aimirim: aimiri, formiguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Airequecê: aamo (xavante) - lua - iaé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Airumã: estrela-d'alva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Airy: uma variedade de palmeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aisó: formosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aiyra: filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajajá: aiaiá - ayayá - colhereiro (espécie de garça, de bico comprido, alargado na ponta e parecido com uma colher)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajeru: ajuru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajubá: amarelo (itajubá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajuhá: fruta com espinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajuru: ayu'ru - árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível - papagaio - ajeru - jeru - juru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Akag: cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Akitãi: baixo , baixa estatura (irakitã - muirakitã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amana: amanda, chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanaci: amanacy, a mãe da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanaiara: a senhora da chuva ou o senhor da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanajé: mensageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanara: dia chuvoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda: amana, chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amandy: dia de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amapá: ama'pá - árvore da família das apocináceas (Parahancornia amapa), de madeira útil, e cuja casca, amarga, exsuda látex medicinal, de aplicação no tratamento da asma, bronquite e afecções pulmonares, tendo seu uso externo poder resolutivo e cicatrizante de golpes e feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amary: uma espécie de árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ama-tirí: amãtiti, raio, corisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amboré: aimoré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amerê: fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ami: aranha que não tece teia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anamí: uma das espécies de árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ananã: fruta cheirosa (ananás).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anauê: salve, olá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anassanduá: da mitologia indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andira: o senhor dos agouros tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andirá: morcego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anhangüera: aanhangüera, diabo velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anhana: empurrado - impelido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anama: grosso, espesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anomatí: além, distante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antã, atã: forte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anacê: parente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anajé: gavião de rapina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anãmiri: anão, duende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aondê: coruja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apicu: ape'kü - apicum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ape'kü: apicum - mangue - brejo de água salgada (à borda do mar) - apicu - picum - apecum - apecu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apecu: ape'kü - coroa de areia feita pelo mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aapecum: ape'kü - apecu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apicu: ape'kü - apecu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apicum: ape'kü - apicu - apecu - apicum - mangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoena: aquele que enxerga longe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apuama: andejo, que não para em casa, veloz, que tem correnteza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquitã: curto, pequeno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ara: (de modo geral - com poucas exceções) relativo a aves, às alturas e (mais raramente) àquilo que voa (insetos) - pássaro - jandaia - periquito (ave pequena) - (arara - Ceará - aracê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araçary, arassary: variedade de tucano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aracê: aurora, o nascer do dia, o canto dos pássaros (pela manhã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aracema: bando de papagaios (periquitos, jandaias, araras), bando de aves (ara, arara, piracema)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aracy: a mãe do dia, a fonte do dia, a origem dos pássaros (v. aracê, cy, ara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aram: sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arani: tempo furioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aracangüira: peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo - abacataia - abacutaia - abacatuaia - abacatuia - abacatúxia - abacatina - aleto - aracambé - peixe-galo-do-brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arapuã: abelha redonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arapuca: armadilha para aves, consistindo numa pirâmide de gravetos (pequenos paus) superpostos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arara: jandaia grande, ave grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araraúna: arara preta (arara, una, araruna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ararê: amigo dos papagaios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araruna: araúna, ave preta(araraúna, ara, una, itaúna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aratama, ararama, araruama: terra dos papagaios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araueté: araweté ou araueté, povo de língua da família tupi-guarani, que vive na margem esquerda do igarapé Ipixuna, afluente do Xingu, na área indígena Araweté/Igarapé-Pixuna, no sudeste do Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araxá: lugar alto onde primeiro se avista o sol (segundo definição da cidade Araxá-MG) - lugar alto e plano - tribo indígena procedente dos cataguás (ses) - (ara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assurini: tribo pertencente a família lingüística tupi-guarani, localizadas em Trocará, no rio Tocantins, logo abaixo de Tucuruí/PA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ati: gaivota pequena - (atiati).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atiati: gaivota grande - (ati).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auá: avá - abá - homem - mulher - gente - índio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auati: gente loura - milho - que tem cabelos louros (como o milho) - abati - avati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aauçá: uaçá - caranguejo - auçá - guaiá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avá: abá, auá, homem, índio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;avanheenga: awañene - língua de gente - a língua que as pessoas falam, ao contrário dos animais - a língua geral dos tupis-guaranis - abanheenga - abanheém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaré: awa'ré - abaré - amigo - missionário - catequista - (abaruna - abuna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avati: gente loura - milho - abati - auati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Awañene: abanheém - língua de gente - a língua que as pessoas falam, ao contrário dos animais - a língua geral dos tupis-guaranis - abanheenga - avanheenga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Awa: redondo - ava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Awaré: avaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aymberê: lagartixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ayty: ninho (parati).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ayuru: ajuru - árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B&lt;br /&gt;bapo: maracá - mbaraká - chocalho usado em solenidades - maracaxá - xuatê - cascavel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;baquara: mbaekwara - biquara - sabedor de coisas - esperto - sabido - vivo - (nhambiquara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;biquara: baquara - mbaekwara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C&lt;br /&gt;Caá: kaá - mato - folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caapuã: aquele ou aquilo que mora (vive) no mato - caipora - kaapora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caba: marimbondo, vespa (v. cacira, laurare)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caboclo: kariboka - procedente do branco - mestiço de branco com índio - cariboca - carijó - antiga denominação do indígena - caburé - tapuio - personificação e divinização de tribos indígenas segundo o modelo dos cultos populares de origem africana, paramentada, porém, com os trajes cerimoniais dos antigos tupis (folcl.) - atualmente, designação genérica dos moradores das margens dos rios da Amazônia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caburé (tupi): kaburé - cafuzo - caboclo - caipira - indivíduo atarracado, achaparrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cacira: vespa de ferroada dolorosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caingangue: grupo indígena da da região Sul do Brasil, já integrado na sociedade nacional, cuja língua era outrora considerada como jê, e que hoje representa uma família própria - coroado - camé - xoclengues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caipora: caapora - kaa'pora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camb: peito - seio - teta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camé (jê): subtribo do grupo caingangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camuá: palmeira de caule flexível, cheia de pelos espinhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camu-camu: fruta pouco conhecida que possui grande quantidade de vitamina C, e cuja produção vem substituindo, no Acre, a exploração dos seringais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canoa: embarcação a remo, esculpida no tronco de uma árvore; uma das primeiras palavras indígenas registradas pelos descobridores espanhóis; montaria (designação atual usada pelos caboclos da Amazônia); (ubá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capim: caapii - mato fino - folha delgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carapeba: tipo de peixe - acarapeba - acarapeva - acarapéua - (acará - peba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cari: o homem branco - a raça branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cariboca: kari'boka - caboclo - procedente do branco - mestiço de branco com índio - curiboca - carijó - caburé - tapuio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carijó: procedente do branco - mestiço, como o galináceo de penas salpicadas de branco e preto - caboclo - antiga denominação da tribo indígena guarani, habitante da região situada entre a lagoa dos Patos (RS) e Cananéia (SP) - carió - cário - cariboca - curiboca caburá - tapuio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carió: procedente do branco - caboclo - antiga denominação da tribo indígena guarani, habitante da região situada entre a lagoa dos Patos (RS) e Cananéia (SP) - carijó - cário - cariboca - curiboca caburé - tapuio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carioca: kari'oka - casa do branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuica: ku'ika - espécie de rato grande com o rabo muito comprido, semelhante ao canguru - instrumento de percussão feito com um pequeno cilindro em uma de cujas bocas se prende uma pele bem estirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiboca: caboclo - kari'boka - procedente do branco - mestiço de branco com índio - cariboca - carijó - caburé - tapuio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curumim: menino (kurumí).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D&lt;br /&gt;Damacuri: tribo indígena da Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damanivá: tribo indígena de RR, da região do Caracaraí, Serra Grande e serra do Urubu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deni: tribo indígena aruaque, que vive pelos igarapés do vale do rio Cunhuã, entre as desembocaduras dos rios Xiruã e Pauini, no AM. Somam cerca de 300 pessoas, e os primeiros contatos com a sociedade nacional ocorreram na década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Eçaí: olho pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eçabara: o campeador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eçaraia: o esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etê: bom - honrado - sincero - eté.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G&lt;br /&gt;Galibi: tribo indígena da margem esquerda do alto rio Uaçá (AP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geribá: nome de um coqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goitacá: nômade, errante, aquele que não se fixa em nenhum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guará (i): iguara, ave das águas, pássaro branco de mangues e estuários com grande amplitude de maré ou de fluviometria (i, ig, ara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guará (2): aguará, aguaraçu, mamífero (lobo) dos cerrados e pampas (açu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarani(1): raça indígena do interior da América do Sul tropical, habitante desde o Centro Oeste brasileiro até o norte da Argentina, pertencente à grande nação tupi-guarani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarani (2): grupo lingüístico pertencente ao grande ramo tupi-guarani, porém mais característico dos indígenas do centro da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guaratinguetá: reunião de pássaros brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guariní: guerreiro, lutador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;I: água - pequeno - fino - delgado - magro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iacamim: acamim (jacamim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iaé (kamaiurá): lua - aamo (xavante) - airequecê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iandé: a constelação Orion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iandê: você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iapuçá: uma das espécies de macacos (japuçá, jupuçá, jauá, sauá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iba (1): iwa - iua - iva - ruim - feio - imprestável - (paraíba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iiba (2): variação de ubá - madeira - árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibi: terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibitinga: terra branca (tinga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ig: água - (i).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iguaçu: água grande - lago grande - rio grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indaiá: um certo tipo de palmeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ira: mel (Iracema, irapuã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iracema: lábios de mel (ira, tembé, iratembé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irapuã: mel redondo (ira, puã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iratembé: lábios de mel (Iracema, ira, tembé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irupé: a vitória régia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ita: pedra (itaúna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itajubá: pedra amarela (ita, ajubá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itatiba: muita pedra, abundância de pedras (tiba).&lt;br /&gt;Itaúna: pedra preta (ita, una).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ité: ruim - repulsivo - feio - repelente - estranho (abaité).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iu: yu - ju - espinho - (jurumbeba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iua: iva - iua - iba - ruim - feio - imprestável - (paraíba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iuçara: juçara - jiçara - palmeira que dá palmito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iva: iwa - iua - iba - ruim - feio - imprestável - (paraíba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iviturui: - serro frio; frio na parte mais alta de uma serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iwa: iva - iua - iba - ruim - feio - imprestável - (paraíba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J&lt;br /&gt;Jabaquara: - rio do senhor do vôo (iabaquara, abequar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacamim: ave ou gênio, pai de muitas estrelas (Yacamim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaçanã: ave que possui as patas sob a forma de nadadeiras, como os patos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacaúna: indivíduo de peito negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacu: yaku - uma das espécies de aves vegetarianas silvestres, semelhantes às galinhas, perus, faisões, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacuí: jacu pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaguar: yawara - cão - lobo - guará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaguaracambé: cão de cabeça branca (ya'wara = cão)+(a'kãg = cabeça)+(peba = branco) - aracambé - cachorro-do-mato-vinagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Japira: mel, ira (yapira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Japuçá: uma das espécies de macacos (iapuçá, jauá, sauá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jauá: japuçá (iapuçá, sauá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Javaé: tribo indígena que habita o interior da ilha do Bananal, aparentada com os carajás, da mesma região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Javari: competição cerimonial desportiva religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jé: grupo etnográfico a que pertence o grosso dos tapuias - jê - gê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeru: ayu'ru - árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível - papagaio - ajeru - ajuru - juru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ju: yu - iu - espinho - (jurumbeba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juçara: palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito, típica da mata atLântica - piná - iuçara - juçara - (açaí).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jumana: tribo do grupo aruaque, habitante da região dos rios Japurá e Solimões (amazônia Ocidental) - ximana - xumana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jumbeba: cacto (ou uma espécie de) - jurumbeba - (ju - mbeb).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jupuçá: iapuçá; japuçá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juru: árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível - papagaio - ajeru - jeru - ajuru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurubatiba: lugar cheio de plantas espinhosas (ju - ru - uba -tiba).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurubeba: planta (espinhosa) e fruta tida como medicinal (o fruto é, normalmente, verde e perfeitamente redondo, sendo muito amargo - é pouco maior que a ervilha) - jurumbeba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurumbeba: folha chata com espinhos - cacto (ou uma espécie de) - jumbeba - (ju - mbeb).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K&lt;br /&gt;Kaá: caá - mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaapora: aquilo ou quem vive no mato - caapora - caipora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kabu'ré: caburé - cafuzo - caboclo - caipira - indivíduo atarracado, achaparrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kamby: leite - líquido do seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaluana: lutador de uma lenda da tribo kamaiurá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kamaiurá: camaiurá - tribo indígena tupi que vive na região dos formadores do Xingu, entre a lagoa Ipavu e o rio Culuene (MT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karioka: carioca - casa do branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ki'sé: faca velha e/ou enferrujada e/ou cheia de dentes e/ou sem cabo - quicé - quicê - quecé - quecê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ku'ika: cuica - espécie de rato grande com o rabo muito comprido, semelhante ao canguru - instrumento de percussão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kurumí: menino (curumim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L&lt;br /&gt;Laurare (karajá): marimbondo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lauré (pauetê-nanbiquara): arara vermelha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M&lt;br /&gt;Macaba: fruto da macaúba (comestível - coco de catarro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macaúba: ma'ká ï'ba - árvore da macaba (fruta do sertão) - macaíba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macaíba: macaúba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manau: tribo do ramo aruaque que habitava a região do rio Negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manauara: natural de, residente em, ou relativo a Manaus (capital do estado do Amazonas) - manauense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mairá: uma das espécies de mandioca, típica da região Norte; mandiocaçu; mandioca grande (mandioca, açu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maní: deusa da mandioca, amendoim (maniva)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manioca: mandioca (a deusa Maní, enterrada na própria oca, gerou a raiz alimentícia), (v. mani, oca, mandioca, mairá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maniua: maniva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maniva: tolete ou folha da planta da mandioca; usa-se na alimentação da região Norte, especialmente no Pará. (maniua, mairá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandioca: aipim, macaxeira, raiz que é principal alimento dos índios brasileiros (v. manioca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maracá: mbaraká - chocalho usado em solenidades - bapo - maracaxá - xuatê - cascavel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massau: uma das espécies de macaco, pequeno e de rabo comprido, comum na região amazônica - sa'wi - sagüim - sauim - soim - sonhim - sagüi - tamari - xauim - espécie de mico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mbaracá: maracá - chocalho usado em solenidades - bapo - maracaxá - xuatê - cascavel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mbeb: chato - achatado - mbeba (jurubeba)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membira: filho ou filha (v. raira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moponga: mu'põga - Pescaria em que se bate na água, com uma vara ou com a mão, para que os peixes sejam desviados para uma armadilha - mupunga - batição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motirõ: mutirão - reunião para fins de colheita ou construção (ajuda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mu'põga: moponga - mupunga - batição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mutirão (port/tupi): motirõ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&lt;br /&gt;Nanbiquara: fala inteligente, de gente esperta - tribo do Mato Grosso (pauetê-nanbiquara - baquara - biquara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nhe: nhan - nham - falar - fala - língua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nheengatu: nhegatu - língua boa - língua fácil de ser entendida (pelos tupis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nhenhenhém: nheë nheë ñeñë, falação, falar muito, tagarelice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;br /&gt;oapixana: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - vapixana - uapixana - wapixana - vapidiana - oapina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oapina: oapixana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oca: cabana ou palhoça, casa de índio (v. ocara, manioca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocara: praça ou centro de taba, terreiro da aldeia (v. oca, manioca, ocaruçu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocaruçu: praça grande, aumentativo de ocara (v. açu, ocara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P&lt;br /&gt;Pará (1): rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pará (2): prefixo utilizado no nome de diversas plantas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paracanã: tribo indígena encontrada durante a construçao hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins/PA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraíba (1): paraiwa - rio ruim - rio que não se presta à navegação (imprestável) - (para - iba)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraíba (2): parabiwa - madeira inconstante (variada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraibuna: rio escuro e que não serve para navegar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraitunga: designação dada aos paracanãs pelos assurinis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pauá (tupi): pawa - pava - tudo - muito (no sentido de grande extensão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pauetê-nanbiquara: - tribo da região do Mato Grosso (nanbiquara, nhambiquara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peba: branco - branca - tinga - peva - peua - pewa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peua: peba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peva: peba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pewa: peba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Picum: ape'kü - apecum - mangue - brejo de água salgada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piná: palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito, típica da mata atlântica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pitiguar: - potiguar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poti: - camarão, piti (potiguar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Potiguar: - pitiguar, potiguara, pitaguar, indígena da região NE do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puã: - redondo (irapuã)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puca: armadilha (arapuca, puçá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puçá: armadilha para peixes (e outros animais aquáticos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puçanga: mezinha, remédio caseiro (receitado pelos ajés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q&lt;br /&gt;Quecé: faca velha e/ou enferrujada e/ou cheia de dentes e/ou sem cabo - ki'sé - quicê - quicé - quecê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quibaana: tribo da região Norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quicé: faca velha e/ou enferrujada e/ou cheia de dentes e/ou sem cabo - ki'sé - quicê - quecé - quecê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R&lt;br /&gt;Raira: - filho (v. membira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ré: - amigo - rê (geralmente usado como sufixo) (abaré, araré, avaré)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rudá: deus do amor, para o qual as índias cantavam uma oração ao anoitecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ru: folha (jurubeba)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S&lt;br /&gt;Sauá: uma das espécies de macacos - iapuçá - japuçá - jupuçá - sawá - saá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sauim: sagüi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sawi: sagüi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surui: tribo do parque do Aripuanã, região do Madeira, Rondônia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T&lt;br /&gt;Tapuia: tapii - tapuio - designação antiga dada pelos tupis aos gentios inimigos - índio bravio - mestiço de índio - índio manso (AM) - qualquer mestiço trigueiro e de cabelos lisos e negros (BA) - caboclo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapuio: tapii - tapuia - designação antiga dada pelos tupis aos gentios inimigos - índio bravio - mestiço de índio - caboclo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tembé: lábios (Iracema, iratembé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiba: tiwa, tiua, tuba, abundância, cheio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tijuca: tiyug - líquido podre - lama - charco - pântano - atoleiro - tijuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tijucupaua: tiyukopawa - lamaçal - tijucupava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Timburé: uma das espécies de peixes de rio, com manchas e/ou faixas pretas (ximburé, timburê)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Timburê: Timburé (ximburé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinga: branco - branca - peba -(ibitinga)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiririca: tiririka - arrastando-se (alastrando-se) - erva daninha famosa pela capacidade de invadir velozmente terrenos cultivados - estado nervoso das pessoas, provocado por um motivo que parece incessante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiyukopauá: tijucopaua - lamaçal - tijucupava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiyug: tijuca - líquido podre - lama - charco - pântano - atoleiro - tijuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiwa: tiba, tiua, tiba, tuba, abundância, cheio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tupi (1): povo indígena que habita(va) o Norte e o Centro do Brasil, até o rio Amazonas e até o litoral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tupi (2): um dos principais troncos lingüísticos da América do Sul, pertencente à família tupi-guarani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tupi-guarani: um das quatro grandes famílias lingüísticas da América do Sul tropical e equatorial; indígenas pertencentes a essa família&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U&lt;br /&gt;Uaçá: caranguejo - auçá - guaiá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uaçaí: açaí - yasaí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uaná: vagalume (urissanê)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uapixana: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - vapixana - vapidiana - wapixana - oapixana - oapina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ubá: canoa (geralmente feita de uma só peça de madeira); árvore usada para fazer canoas (canoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una: preto, preta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urissanê: vagalume (uaná)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;Vapidiana: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - Vapixana - uapixana - wapixana - oapixana - oapina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;W&lt;br /&gt;Wapixana: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - vapixana - uapixana - vapidiana - oapixana - oapina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wa'riwa: guariba - macaco de coloração escura, barbado. Wasaí: açaí - uaçaí - yasaí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;br /&gt;Xaperu: tribo da região Norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xauim: uma das espécies de macaco, pequeno e de rabo comprido, comum na região amazônica - sa'wi - sagüim - sauim - soim - sonhim - massau - tamari - sagüi - espécie de mico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xavante: tribo indígena pertencente à família lingüística jê e que, junto com os xerentes, constitui o maior grupo dos acuéns. Ocupa extensa área, limitada pelos rios Culuene e das Mortes (MT)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ximaana: tribo habitante da região do rio Javari, na fronteira do Brasil com o Peru&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ximana: tribo do grupo aruaque, habitante da região dos rios Japurá e Solimões (Amazônia Ocidental) - xumana - xumane - jumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ximburé: uma das espécies de peixes de rio (timburé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xoclengue: tribo caingangue do Paraná (rio Ivaí)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xuatê: mbaraká - maracá - chocalho usado em solenidades - bapo - maracaxá - cascavel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xumana: ximana - jumana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xumane: - ximana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y&lt;br /&gt;Yacamim: ave ou gênio; pai de muitas estrelas (jaçamim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yamí (tucano): noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yapira: mel (japira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yara: deusa das águas - mãe d'água - senhora - iara - lenda da mulher que mora no fundo dos rios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;yasaí: açaí - fruta que chora - fronta de onde sai líquido - coquinho pequeno amarronzado, que dá em cachos no açaizeiro (palmeira com o tronco de pequeno diâmetro e folhas finas, que também produz palmito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;yawara (tupi): jaguar - cão - cachorro - lobo - gato - onça - jaguaracambé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;br /&gt;Fernando AP Silva&lt;br /&gt;http://cledir.hpg.ig.com.br/historia/02f.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-6790681178510895401?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6790681178510895401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6790681178510895401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/dicionario-tupi-guarani.html' title='Dicionário Tupi-Guarani'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-1564137594291282429</id><published>2012-01-26T21:38:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:41:41.710-04:00</updated><title type='text'>As influências da Antiguidade</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/As%20influ%C3%AAncias%20da%20Antiguidade%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg" /&gt;Do pãozinho às guerras: a Antiguidade influencia nosso cotidiano em vários campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estudamos as civilizações da Antiguidade, muitas vezes não sabemos por que razão temos que compreender muitos dos hábitos e tradições arraigadas entre povos que viveram há tanto tempo atrás. Contudo, existe uma série de coisas que nos pode indicar que nossa era tão “moderna” e “tecnológica” deve muito para as idéias que surgiram há vários séculos. Se examinarmos bem, a Antiguidade está presente até no café da manhã, já que o pão é uma invenção dos egípcios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo militar, os antigos puderam nos oferecer grandes contribuições na hora de dominar os inimigos. Os babilônios, por exemplo, foram os primeiros a aproveitar os seus conquistados para formarem uma rentável força de trabalho com a adoção do escravismo. Por outro lado, os gregos quiseram melhorar os planos quando entravam em choque com os inimigos criando a chamada falange: um grupo de soldados bem munidos que ataca de maneira sincronizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de construir, contar e transportar devemos nos lembrar das contribuições obtidas nas ciências exatas e na engenharia. Antes do fim do século XIX, a pirâmide de Gizé ocupou durante quatro mil anos o posto de construção mais alta de todo o mundo. Já os sumérios, preocupados com o gasto de suas obras, desenvolveram a primeira calculadora do Mundo Antigo. Os fenícios, antes da tal globalização, criaram embarcações ágeis que os permitiam realizar comércio com vários povos estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, muitos apontam para os benefícios estabelecidos pelo regime democrático em nosso país. Contudo, mesmo tendo influência dos ideais do liberalismo, várias de nossas ações políticas e institucionais foram, em certa medida, experimentadas pelos gregos. Em Atenas, os legisladores Clístenes e Péricles lançaram as bases de uma nova forma de governo que inspirou nossa democracia moderna. Além disso, foram os primeiros povos a criarem concursos para a ocupação de cargos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a grande disponibilidade de recursos estéticos, cirúrgicos e terapêuticos para cuidar do corpo nos leva a crer que pertencemos à era do “culto ao corpo”. Contudo, não podemos pensar que os antigos não tinham suas preocupações e vaidades. No campo das artes, os greco-romanos desenvolveram técnicas de reprodução corporal que, passados dois mil anos, impressionavam os renascentistas. Na medicina, os egípcios se aventuravam na realização de várias cirurgias, inclusive, cerebrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são apenas umas das poucas comparações que nos mostram a riqueza de capacidades e invenções que marcaram a Antiguidade e influenciam o mundo de hoje. Se possível fosse, haveria ainda outras discussões e análises que nos mostrariam que os povos do passado disponibilizaram conhecimento que, de forma alguma, pode ser considerado inferior em relação ao saber produzido na contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-1564137594291282429?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1564137594291282429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1564137594291282429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/as-influencias-da-antiguidade.html' title='As influências da Antiguidade'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-6528990994958617693</id><published>2012-01-26T21:37:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:38:45.871-04:00</updated><title type='text'>25 de janeiro de 1947: O Fim do gângster Al Capone</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.jblog.com.br/media/57/20120124-Capone.jpg" alt="Al Capone." /&gt;"Ei! Al Capone vê se te emenda.&lt;br /&gt;Já sabem do teu furo, nego, no imposto de renda&lt;br /&gt;Ei! Al Capone, vê se te orienta.&lt;br /&gt;Assim desta maneira, nego, Chicago não aguenta..."&lt;br /&gt;Raul Seixas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O temido gângster que liderou o grupo criminoso dedicado ao contrabando e à venda de bebidas, entre outras atividades ilegais, durante a Lei Seca norte americana nos anos 20 e 30, Al Capone, morreu de hemorragia cerebral na Flórida, EUA, uma semana após completar 48 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de imigrantes italianos, Alphonse Gabriel Capone nasceu em 17 de janeiro de 1899, no bairro novaiorquino do Brooklin, EUA. Com apenas 11 anos começou a trabalhar no grupo criminoso Five Pointers, onde conheceu o gângster Johnny Torrio. Convocado por seu tio Big Jim Colisimo, Torrio se mudou para Chicago e levou Capone com ele. Após tramar a morte do tio, Torrio assumiu seus negócios. Em 1925, o gângster decidiu se aposentar e deixou seu império de US$ 50 milhões para Al Capone comandar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Capone prosseguiu no mundo da prostituição e do jogo, sendo que o negócio mais lucrativo era a venda ilegal de bebidas durante a Lei Seca. Diante de seu poder, mesmo com a extensa lista de ilegalidades, poucos poderiam imaginá-lo atrás das grades. Até que no dia 24 de outubro de 1931, Al Capone foi sentenciado a 11 anos de prisão e ao pagamento de US$ 80 mil. O mais surpreendente é que a condenação não ocorreu devido aos muitos assassinatos que sempre lhe foram atribuídos, mas por sonegação de impostos. O gângster reclamou: “O governo não pode recolher imposto legal de dinheiro ilegal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Jblog&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-6528990994958617693?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6528990994958617693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6528990994958617693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/25-de-janeiro-de-1947-o-fim-do-gangster.html' title='25 de janeiro de 1947: O Fim do gângster Al Capone'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-5409601739520281309</id><published>2012-01-26T21:35:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:37:28.245-04:00</updated><title type='text'>24 de janeiro de 1965: Morre Winston Churchill</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.jblog.com.br/media/57/20120124-2659287.jpg" alt="Adeus ao estadista Winston Churchill. Reprodução" /&gt;"Quantos nomes restarão entre todos os destas últimas gerações atribuladas, duramente vergastadas por duas guerras mundiais? Um deles - é certo - inscreveu-se, definitivamente, no Livro da História: Winston Chruchill. Sua vida acaba de apagar-se, ao fim de 90 anos. Mas seu vulto permanecerá indelével na memória de sempre. Foi um Homem - e os homens o reverenciarão". Jornal do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores homens de seu tempo, Winston Churchill, 90 anos, morreu após estar internado em coma, desde que sofreu uma trombose. A notável resistência física do velho estadista cedeu, após uma vida inteira de graves enfermidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Winston Churchill encerrou o destino de um homem que poderia, sozinho, encarnar toda a grandeza, toda a tragédia e toda a esperança de uma época. Não apenas o último e certamente o maior político vitoriano que desaparece. Nem um estadista de envergadura mundial, dotado de um poder de liderança que venceu a prova da mais terrível de todas as guerras. Não é só um escritor de fôlego insuperável, nem um inexcedível orador de gênio, capaz de uma força de comunicação que acendeu no mundo inteiro, em dado momento, a chama da resistência e a certeza da vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fabuloso nonagenário, que agora mergulhou no reino das sombras, foi mais que um extraordinário homem de ação e um estupendo homem de pensamento. Seu destino arrebentou os limites, por mais extensos e singulares que tenham sido, de um prodigioso grande homem. Nenhum contemporâneo subiu mais alto do que ele às culminâncias do espírito humano, em dimensões universais... Aqui se encerra um ciclo da História. Seu exemplo, porém, é daqueles que não se perdem e renovam, na sua seiva perene, as razões de esperança e de confiança de que o mundo necessita para sobreviver com dignidade e em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Winston Leonard Spencer Churchill nasceu prematuramente a 30 de novembro de 1874, em Blenheim Palace, Oxfordshire, na Inglaterra. Depois de uma carreira militar de pouco sucesso, incluindo o fracasso da Operação Dardanelos, em 1915, durante a I Guerra Mundial, Veio a se destacar como um dos maiores estadistas da história. Nomeado primeiro-ministro em 1940, seu nome está relacionado às vitórias que a Grã-Bretanha conseguiu na II GUerra, ao comandar a resistência européia contra a Alemanha nazista. Embora o sucesso da vitória seja incontestável, Churchill não teve o apoio necessário dos ingleses, quando tentou a reeleição, e foi derrotado pelos trabalhistas nas eleições de 1945. Retornou ao poder em 1951, ano em que foi premiado com o NObel da Literatura pela publicação de suas memórias. Em 1955, retirou-se da vida política. Morreu em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://news.google.com/newspapers?id=o9MRAAAAIBAJ&amp;amp;sjid=sO4DAAAAIBAJ&amp;amp;pg=2244%2C3083149" style="color: rgb(101, 86, 42); font-family: Verdana, Arial, Helvetica, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 22px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(101, 86, 42); "&gt;Leia aqui, na íntegra, o especial do Jornal do Brasil sobre a trajetória de Winston Churchill&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: Jblog&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-5409601739520281309?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5409601739520281309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5409601739520281309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/24-de-janeiro-de-1965-morre-winston.html' title='24 de janeiro de 1965: Morre Winston Churchill'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-599953158359611270</id><published>2012-01-26T21:32:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:32:32.362-04:00</updated><title type='text'>Alcântara Machado</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/29189.jpg" /&gt;Antônio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira nasceu em São Paulo, a 25 de maio de 1901, filho de ilustre e tradicional família paulistana. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco. Apesar de colaborar periodicamente com artigos sobre cultura no Jornal do Comércio, só tomou contato direto com os modernistas de São Paulo a partir de 1925. Sua estréia literária se deu em 1926, com um livro de crônicas intitulado Pathé-Baby, com prefácio de Oswald de Andrade. Em 1928, participou ativamente da primeira "dentição" da Revista de Antropofagia; após 1929, por divergências ideológicas, afastou-se de Oswald, ao mesmo tempo que estreitou laços de amizade com Mário de Andrade. Morreu em 14 de abril de 1935, em São Paulo, aos 34 anos de idade.&lt;br /&gt;Alcântara Machado teve seu nome definitivamente consagrado com a publicação dos livros de contos Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) e Laranja da China (1928). A maior característica de sua obra está no retrato, ao mesmo tempo crítico, anedótico, apaixonado, mas sobretudo humano, que faz da cidade de São Paulo e de seu povo, com particular atenção para os imigrantes italianos, quer os moradores de bairros mais pobres, quer os que se vão aburguesando. Todo esse painel é narrado no verdadeiro dialeto paulistano resultante da mistura do linguajar do imigrante italiano com o falar do povo brasileiro, que se convencionou chamar de "português macarrônico", já brilhantemente utilizado por Juó Bananére. Em Brás, Bexiga e Barra Funda, o autor define seus contos como "notícias" e o livro como um "jornal - órgão dos ítalo-brasileiros de São Paulo".&lt;br /&gt;Transcrevemos, a seguir, um trecho do "editorial" desse "jornal".&lt;br /&gt;"Do consórcio da gente imigrante com o ambiente, do consórcio da gente imigrante com a indígena nasceram os novos mamalucos.&lt;br /&gt;Nasceram os intalianinhos. &lt;br /&gt;O Gaetaninho.&lt;br /&gt;A Carmela.&lt;br /&gt;Brasileiros e paulistas. Até bandeirantes. &lt;br /&gt;E o colosso continuou rolando.&lt;br /&gt;No começo a arrogância indígena perguntou meio zangada: &lt;br /&gt;Carcamano pé-de-chumbo &lt;br /&gt;Calcanhar de frigideira &lt;br /&gt;Quem te deu a confiança &lt;br /&gt;De casar com brasileira? &lt;br /&gt;O pé-de-chumbo poderia responder tirando o cachimbo da boca e cuspindo de lado: A brasileira, per Bacco! Mas não disse nada. Adaptou-se. Trabalhou. Integrou-se. Prosperou.&lt;br /&gt;E o negro violeiro cantou assim: &lt;br /&gt;Italiano grita&lt;br /&gt;Brasileiro fala &lt;br /&gt;Viva o Brasil&lt;br /&gt;E a bandeira da Itália!&lt;br /&gt;Brás, Bexiga e Barra Funda, como membro da livre imprensa que é, tenta fixar tão somente alguns aspectos da vida trabalhadeira, íntima e quotidiana desses novos mestiços nacionais e nacionalistas. É um jornal. Mais nada. Notícia. Só. Não tem partido nem ideal. Não comenta. Não discute. Não aprofunda.&lt;br /&gt;Principalmente não aprofunda. Em suas colunas não se encontra uma única linha de doutrina. Tudo são fatos diversos. Acontecimentos de crônica urbana. Episódios de rua. O aspecto étnico-social dessa novíssima raça de gigantes encontrará amanhã o seu historiador. E será então analisado e pesado num livro. &lt;br /&gt;Brás, Bexiga e Barra Funda não é um livro.&lt;br /&gt;Inscrevendo em sua coluna de honra os nomes de alguns ítalo-brasileiros ilustres este jornal rende uma homenagem à força e às virtudes da nova fornada mamaluca. São nomes de literatos, jornalistas, cientistas, políticos, esportistas, artistas e industriais. Todos eles figuram entre os que impulsionam e nobilitam neste momento a vida espiritual e material de São Paulo. &lt;br /&gt;Brás, Bexiga e Barra Funda não é uma sátira."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-599953158359611270?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/599953158359611270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/599953158359611270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/alcantara-machado.html' title='Alcântara Machado'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-8250862187055031148</id><published>2012-01-26T21:31:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:31:54.684-04:00</updated><title type='text'>Rock Brasil - Anos 80</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/204A3.jpg" /&gt;O começo dos anos 80 não foi nada propício para o rock. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dominava era a MPB de FM, e apesar da relativa abertura política, a sombra da repressão e a censura desanimavam que tentava ser mais ousados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "som jovem" que rolava era o pop-rock de gente como Guilherme Arantes, Marina, Ney Matogrosso, 14 Bis, Eduardo Dusek, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, A Cor do Som e Rádio Táxi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda assim a rapaziada queria que temas como amor, diversão, trabalho e família fossem tratados de forma mais clara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o rock básico e os cabelos curtos e espetados da new wave, o Rock Brasil começa a se renovar no início da década. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligado nas novidades, o jornalista e discotecário Júlio Barroso fundou a Gang 90 &amp; As Absurdetes, no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estouro aconteceu no Festival Shell de MPB de 1981, quando tocaram "Perdidos na Selva", um reggae que fala de um acidente de avião com final feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só uma mostra do que estaria por vir nos próximos anos. Seguindo os mesmo passos da Gang 90, o integrante do grupo de teatro carioca Asbrúbal Trouxe a Irreverência, Evandro Mesquita, junto com o baterista Lobão, tiveram a idéia de montar uma banda de rock teatral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da banda foi dado por Lobão: Blitz, já que eles sempre eram parados pelas batidas policiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda trouxe junto ao humor praieiro do grupo Asdrúbal um rock básico e uma dupla de belas vocalistas, Márcia Bulcão e Fernanda Abreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão de 1982 abriu na praia do Arpoador um espaço para shows: o Circo Voador, aonde a banda se apresentou inúmeras vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho do mesmo ano, a Blitz gravou um compacto com a música "Você Não Soube Me Amar", que vendeu 100 mil cópias em 3 meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro foi lançado o disco "As Aventuras da Blitz", o que transformou a banda em fenômeno nacional, mas um pouco depois do lançamento do disco, Lobão deixa a banda para lançar seu primeiro disco solo, "Cena de Cinema", aonde começa uma das mais importantes carreiras do rock brasileiro, de um artista sempre inconformista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1982 apareceriam outros artistas de relevância do Rock Brasil, com o Eduardo Dusek com seu disco "Cantando no Banheiro", que contava com a participação de uma banda carioca que fazia um rock estilo anos 50 com muito bom humor: João Penca &amp; Seus Miquinhos Amestrados, que tinha entre seus integrantes um excelente compositor, Léo Jaime, que escreveu o sucesso do disco, "Rock da Cachorra". João Penca seguiria depois sem Dusek e sem Léo Jaime, que fez uma carreira solo de sucesso. No mesmo ano ainda surgiria Lulu Santos, Barão Vermelho (que não foi tão bem acolhido na época) e a Rádio Fluminense, grande divulgadora das fitas e dos discos dos artistas do rock nacional. Paralelamente, em São Paulo, ocorria o festival "O Começo do Fim do Mundo", com bandas punk como Inocentes, Ratos de Porão, Cólera e Olho Seco. Em 1983, o rock já havia ganho seu espaço na Música Popular Brasileira (MPB), fazendo com que as gravadoras perdessem o medo de contratar bandas deste gênero. Foi lançado o disco "Rock Voador" (parceria do Circo Voador com a rádio Fluminense), que revelou o Kid Abelha e Seus Abóboras Selvagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das bandas que tinha sua fita divulgada na rádio, Os Paralamas do Sucesso, gravaram um compacto que, com seu relativo sucesso, levou a gravar no fim do ano seu primeiro disco, "Cinema Mudo". Mas quem arrebentaria um sucesso naquele ano foi um inglês, chamado Ritchie, com a música "Menina Veneno", cujo compactoo vendeu mais de 800 mil cópias, levando o cantor a gravar um disco, Vôo de Coração, que vendeu mais de 1 milhão de cópias, batendo naquele ano até o grande recordista de vendas da gravadora, Roberto Carlos. O Rock Brasil ganhava respeito comercial. Fenômeno predominando o Rio de Janeiro, o rock começa a ferver também em São Paulo em 83. A cidade já estava sendo sacudida pelos punks e também pela música de vanguarda (Arrigo Barnabé, Premeditando o Breque, Língua de Trapo), revelou uma das grandes bandas do rock brasileiro: os Titãs, um octeto que misturava new-wave e tropicalismo com o rock e ficava cada vez mais popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tinha bandas do rock paulistano como Magazine (tendo Kid Vinil como um dos integrantes), o pós-punk Ira! e a irreverência do Ultraje a Rigor. 1984 foi o ano de grandes lançamentos em disco. "Titãs" (seu primeiro disco), "Seu Espião" (estréia do Kid Abelha), "O Passo do Lui" (segundo disco dos Paralamas), "Tudo Azul" (Lulu Santos), "Ronaldo Foi Pra Guerra" (Lobão), "Maior Abandonado" (último disco do Barão com o vocalista Cazuza) e "Phodas 'C'" (Léo Jaime). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bandas cada vez mais apareciam em programas de auditório na TV e até no cinema, com o filme "Bete Balanço", com música-tema do Barão Vermelho. Se até então o Rock Brasil tinha uma cara romântica e idealista, iria mudar apartir de janeiro de 1985, graças a um evento: o Rock In Rio 10 dias de muito som num terreno na Barra da Tijuca, no maior concerto de rock de todos os tempos, com um público aproximado de 1 milhão e meio de pessoas. Ao lado de grandes nomes da música mundial da época, como Queen, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Scorpions, Yes, AC/DC, entre outros, estavam artistas consgrados da MPB e a nova rapaziada: Blitz, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, Lulu Santos e Kid Abelha. No maior palco de suas carreiras iniciantes, as bandas não tremeram na base. O resultado foi que o rock entrou de vez na música brasileira, as bandas internacionais incluíram o Brasil em suas turnês e os nossos roqueiros aprenderam muito com verdadeiros profissionais da música. O jovem público viu as bandas nacionais fazerem bonito junto aos ídolos estrangeiros e ainda presenciaram a eleição de Tancredo Neves como o primeiro presidente civil do país desde o golpe militar de 1964. O Rock Brasil emergiu desde então, com um jeito ousado, contestador e geograficamente disperso. De São Paulo apareceu dois dos maiores êxitos comerciais do ano. Um deles, "Nós Vamos Invadir Sua Praia", álbum de estréia do Ultraje a Rigor, que tinha a música "Inútil", que foi tocada pelos Paralamas no Rock In Rio e comentada pelo senhor Diretas Já Ulysses Guimarães, causou um certo comentário sobre sua letra. Quase todas as músicas foram sucesso no rádio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro êxito foi o RPM, com a música "Louras Geladas" estourada nas rádios, lançou o disco "Revoluções Por Minuto", que teve várias outras faixas de sucesso. O empresário Manoel Poladian foi responsável por uma super produção para a banda: o show "Rádio Pirata". Nunca se havia visto nada igual no Brasil: efeitos de raio laser, gelo seco e sofisticado equipamento de som. O show percorreu o Brasil, aumentando cada vez mais a popularidade do grupo, que foi forçado pela gravadora a gravar um álbum ao vivo, com a versão de "London, London" (de Caetano Veloso) que já começava a tocar nas rádios. Lançado em 1986, "Rádio Pirata Ao Vivo", tornou-se o recordista de venda de todos os gêneros no Brasil: 2,2 milhões de cópias. Em pouco tempo, com toda a pressão de sua popularidade e o uso abusivo de drogas, o grupo gravou mais 1 álbum e acabou sem muito alarde em 1989. Em 1º de Janeiro de 1985, uma banda de Brasília lançava seu disco de estréia - um disco que marcaria a história do nosso rock. Legião Urbana mostrava ao país a poesia de Renato Russo, em letras que mostrava os anseios, medos e reivindicações de uma geração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecida pela música Química (que os amigos Paralamas gravaram em seu primeiro álbum), a Legião ganhou o público com aquele disco cheio de energia rock´n´roll e sentimentos à flor da pele. Era a primeira das bandas de Brasília influenciada pelo punk-rock, que tomariam conta da mídia. As outras foram Capital Inicial e a Plebe Rude. Também de origem punk e fora do eixo Rio-São Paulo, os baianos do Camisa de Vênus, liderada por Marcelo Nova, apareceriam em 1985. Depois de um álbum sem repercussão, ganharam seu lugar com o som "Eu Não Matei Joana D´arc". Depois disto o país chegou a conhecer outras músicas como "Bete Morreu" e o "Adventistas", de seu álbum anterior. Em São Paulo, os ecos do punk seriam responsáveis por uma outra banda de talento a aparecer, com seu álbum de estréia, Mudança de Comportamento: o Ira!, do guitarrista Edgard Scandurra (um dos melhores do Brasil até hoje) e o vocalista Nasi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquato isso o underground paulistano fervia, com bandas inspiradas no pop-rock inglês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Calanca lançou neste mesmo ano o selo Baratos Afins, que lançou os discos de todo esse underground paulistano, antecipando em pelo menos 10 anos a realidade dos pequenos selos que ajudaram a fazer o rock alternativo um fenômeno. No Rio de Janeiro, houve uma separação no Barão Vermelho, saindo Cazuza para sua bem sucedida carreira solo, e o guitarrista Roberto Frejat assumindo os vocais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos ainda no Rio o lançamento de excelentes disco. "Sessão da Tarde", de Léo Jaime, que voltava ao rock dos anos 50 e à Jovem Guarda; "Educação Sentimental", segundo disco do Kid Abelha e no fim do ano o disco-solo de Cazuza. 1986 foi o ano da consolidação artística e da fartura de lançamentos. Graças ao Plano Cruzado e a explosão de consumo que ele causou, as gravadoras contratavam qualquer banda que cheirasse a rock. A coletânea "Rock Grande do Sul", só com bandas de Porto Alegre revelou os Engenheiros do Hawaii, que no mesmo ano lançou seu disco de estréia com o irônico título "Longe Demais das Capitais". E com a música "Surfista Calhorda", Os Replicantes com influência punk-hardcore, lançaram seu disco: "O Futuro é Vortex". Também estrearam naquele ano os cariocas do Biquíni Cavadão ("Cidades em Torrente"), a Plebe Rude ("O Concreto Já Rachou"), Capital Inicial ("Capital Inicial") e os Inocentes ("Pânico em SP", primeiro disco do punk brasileiro a sair por uma grande gravadora). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três álbuns marcaram naquele ano o Rock Brasil até hoje. Com "Selvagem?", os Paralamas fizeram uma ousada conexão Brasil-Jamaica-Inglaterra-África via música negra. "Dois", disco da Legião revelou-se mais lírico e acústico, com faixas que até hoje fazem a história da banda. Finalmente, "Cabeça Dinossauro", dos Titãs (que recentemente foi considerado o melhor disco do Rock Brasil), que deram uma guinada punk em sua música, que mais pareceria um risco, mas que deu bons resultados artisticos e comerciais para a banda. A boa fase do rock nacional continuaria em 1987, com a explosão de Lobão (com o LP "Vida Bandida") e outros álbuns. "A Revolta dos Dândis" (Engenheiros), "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" (Titãs), "Que País é Este" (Legião) e "Sexo!" (Ultraje a Rigor). Houve a surpresa com o aparecimento do carioca Fausto Fawcett e seus Robos Efêmeros, com "Kátia Flavia". Outra surpresa foi o selo Plug, da RCA, que apostou em discos de novíssimos nomes do rock brasileiro que não faziam nada parecido com as outras bandas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrearam os cariocas Picassos Falsos e Hojerizah, o paulistano Violeta de Outono, os gaúchos do De Falla, TNT e o Nenhum de Nós, entre outros. Das raras exceções que deram certo, está o Nenhum de Nós, que estourou com a música "Camila, Camila", e depois em 1989, com "O Astronauta de Mármore", versão de "Starman" de David Bowie. De 1988 em diante, o Rock Brasil passa por um período de baixa, com as bandas com dificuldades para recuperar as baixas vendagens e execução. Mas mesmo assim, existe discos clássicos desta época. "Ideologia", de Cazuza, que já luta contra a Aids, e aos 16 anos de idade, Ed Motta chega com pinta de veterano, injetando soul no rock nacional, com seu disco de estréia com a Conexão Japeri. A Legião experimentou um sucesso estrondoso com "Faroeste Caboclo" naquele ano, mas viu o inverso da moeda num show em 18 de junho, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Confusão total, com Renato Russo sendo atacado por um fã no palco e a polícia descendo o pau na platéia, que saiu revoltado do show(que foi interrompido). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incidente bateu forte na Legião que ainda teve a perda do baixista Negrete, que deixou a banda, mas mesmo assim, em 1989, finalizou seu quarto disco, "As Quatro Estações", com a maior vendagem em disco da banda e a maior nos últimos anos do Rock Brasil. Em 7 julho de 1989, o clima era de luto: Cazuza havia morrido e em 21 de agosto do mesmo ano, morreria Raul Seixas. Era o fim de uma era do Rock Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blitz&lt;br /&gt;Um dos maiores fenômenos de venda de discos do início da década de 1980, foi o primeiro grande estouro da década de 1980 que, com apenas quatro anos de existência (1982-1986) e três discos, mudou o cenário da música popular brasileira, abrindo os caminhos que em seguida seriam percorridos por toda uma geração de bandas brasileiras, todas elas fortemente ligados ao gênero rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas músicas leves e dançantes contavam verdadeiras crônicas da juventude dourada da Zona Sul do Rio de Janeiro, que eram apresentadas nos seus shows, sempre superlotados, com a característica teatralidade do grupo, do qual faziam parte alguns dos maiores nomes do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que dominou a cena teatral carioca na década de 1970. Entre os seus integrantes, figuravam Evandro Mesquita(sua música Você não soube me amar, de 1982, é sucesso nacional.), Fernanda Abreu e Lobão, que posteriormente iniciaram bem-sucedidas carreiras solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titãs&lt;br /&gt;Apareceu no cenário pop com oito integrantes: Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Antônio Carlos Liberati Belotto, Paulo Roberto de Souza Miklos, José Fernando Gomes dos Reis , Ciro Pessoa, Sérgio de Britto Álvares Affonso, Joaquim Cláudio Correia de Mello Júnior e André Jungman, formada em São Paulo, o nome de Titãs do Iê-iê-iê e uma estética muito influenciada pela chamada new wave, com muita mise-en-scène, roupas coloridas e letras leves como a de Sonífera ilha. Ciro Pessoa sai da banda em 1984 e forma o grupo Cabine C. No ano seguinte o baterista André Jung transfere-se para a banda Ira!, dando lugar a Charles Gavin. Arnaldo Antunes desliga-se em 1992 para seguir carreira solo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1984 lançam o primeiro disco pela Warner, já com o nome definitivo Titãs. Ao longo de sua trajetória a sonoridade do grupo alternou entre o rock básico, o som mais pesado da década de 80 e o flerte com o pop na década de 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo disco da banda, Televisão, foi apenas um prenúncio da contundente postura que seus integrantes iriam adotar a partir do vigoroso Cabeça dinossauro, no qual começaram a utilizar guitarras distorcidas, beats tribais e eletrônicos e letras de uma contundência poucas vezes vista na história da MPB, nas quais fazem ácidas críticas a todas as instituições da sociedade burguesa. O disco seguinte, de 1986, acrescenta peso às composições e aos arranjos. Vieram, em seguida, Jesus não tem dentes no país dos banguelas, Go back, Õ blésq blom, Tudo ao mesmo tempo agora e Titanomaquia, nos quais foram radicalizando cada vez mais tal postura, chegando a um ponto de cansar o seu até então fiel público. Em 1994, resolveram rever o trabalho que vinham fazendo até então, lançando Um dois. O sucesso maior foi em 1997, com o lançamento do Acústico MTV, um álbum com releituras dos maiores êxitos em quinze anos de carreira (com algumas inéditas), que atingiu quase dois milhões de cópias vendidas. Volume II, lançado no ano seguinte, repete a fórmula do Acústico, incluindo sucessos que não entraram no disco anterior, mas não alcança o mesmo resultado. As Dez Mais (1999) é o último álbum lançado pela Warner, com repertório composto por versões para músicas de outros autores. Voltam a se reunir em junho de 2001 para a gravação de um novo disco, mas dias antes um acidente vitima fatalmente o guitarrista Marcelo Fromer. Outro fato marcante foi a saída de Nando Reis no final de 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barão Vermelho&lt;br /&gt;Cazuza é considerado o principal letrista da geração anos 80 do rock brasileiro. Integra o grupo Barão Vermelho, responsável por sucessos como Bete balanço, Maior abandonado e Codinome beija-flor. Seu principal parceiro é Roberto Frejat, guitarrista que permanece à frente do Barão Vermelho. Descobre ter Aids em 1987, mas não se deixa abater pela doença, prosseguindo suas atividades artísticas. A maneira como resiste, até morrer, contribui em muito para derrubar os preconceitos que envolvem portadores de HIV. O Tempo não pára, seu último sucesso, foi gravado ao vivo em 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barão Vermelho interrompeu o trabalho de composição e fez o disco Álbum, no qual visitou velhos sucessos de Rita Lee, Luís Melodia e Ângela Ro Ro, entre outros grandes nomes de um passado recente da MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralamas do Sucesso&lt;br /&gt;Paralamas do Sucesso, grupo de rock brasileiro formado pelo guitarrista e vocalista Herbert Vianna, pelo baixista Bi Ribeiro e pelo baterista João Barone. Surgiu em 1982 com a despretensiosa Vital e sua moto, executada com freqüência na hoje extinta Rádio Fluminense FM do Rio de Janeiro, um dos principais berços da geração de bandas de rock. Chamaram a atenção da gravadora EMI, pela qual lançaram Cinema mudo (1983) e Passo do Lui (1984). A consagração só veio com Selvagem, em 1986, a partir do qual começou a tomar forma a eclética sonoridade do grupo, que mescla os ricos ritmos brasileiros como o ska, o reggae e o rock. O sucesso desse trabalho levou a banda para o festival de Montreux, onde gravou ao vivo o álbum D, que, no entanto, não foi lançado comercialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1989, foi realizado Big-bang, considerado pela crítica o melhor trabalho da banda. Nele, gravaram obras-primas como Lanterna dos afogados ("Uma noite longa pra uma vida curta"). A partir de 1991, começaram a trabalhar o público latino-americano e o sucesso foi tão grande que justificou a versão para o espanhol de dez sucessos da banda em um CD que chegou a vender mais de 1 milhão de cópias em dez países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legião Urbana&lt;br /&gt;Em meados de 1980, Renato Russo formou uma banda chamada Aborto Elétrico, começou no baixo e logo passou para a guitarra. Com o fim do Aborto Elétrico, Renato intitulou-se O Trovador Solitário e, com um violão, tocava abrindo shows de outros grupos locais e apresentando novas composições, como "Faroeste Caboclo". Mas Renato não queria seguir sozinho. Ele achava que era importante ter uma banda no mundo do rock. Nesse mesmo ano Renato formou a Legião Urbana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras formações do Legião contam ainda com Paulo Paulista (teclados), Eduardo Paraná (guitarra), substituído por Ico Ouro-Preto, e Marcelo Bonfá, na bateria. Em 1983, o guitarrista Dado Villa-Lobos entra no lugar de Ouro-Preto e cristaliza com um trio (Dado, Bonfá e Russo) a formação clássica da banda. O baixista Renato Rocha "Negrete" participa de shows e da gravação dos três primeiros discos. Já em 1983 o grupo se apresenta fora de Brasília, com grande sucesso graças ao compacto Será (1984). Ao longo da década consolida-se como uma das mais importantes bandas no cenário do rock brasileiro, e acumula sucessos como Eduardo e Mônica, Que País É Este, Pais e Filhos, Meninos e Meninas, Faroeste Caboclo e Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto. A banda termina em 1996, com a morte do vocalista e principal compositor, Renato Russo, em decorrência de Aids. Marcelo Bonfá segue carreira solo e Dado Villa-Lobos é dono de uma gravadora, a RockIt.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-8250862187055031148?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8250862187055031148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8250862187055031148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/rock-brasil-anos-80.html' title='Rock Brasil - Anos 80'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-8567062855506726953</id><published>2012-01-26T21:30:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:30:44.842-04:00</updated><title type='text'>A Doutrina Nazista</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/773FD.jpg" /&gt;Grupo Escolar - Rafael Queiroz&lt;br /&gt;Foi na prisão militar de Landsberg que Adolf Hitler escreveu a primeira parte do livro "Mein Kamph (Minha Luta)" que se tornou o livro sagrado do nazismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro Hitler expôe as bases de sua doutrina: Um conjuto de idéias fanáticas e pseudocientíficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as pricipais teses hitleristas destam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º A Superioridade da Raça Ariana: Hitler afirma que o povo alemão descendia de uma raça superior (Os Arianos) e, por isso, tinha o direito de dominar as raças inferiores (Judeus, Eslavos...etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º O anti-senitismo: Hitler declarava que os judeus (semitas) faziam parte de uma raça inferior, sendo capazes de corromper e destruir a pureza alemã. Os casamentos entre judeus e alemães deveriam ser proibidos; e os judeus aniquilados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º O total fortalecimento do Estado: Hitler defendia a total submissão do indivíduo á autoridade soberana do Estado personificada na figura de Führer (chefe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º O expansionismo: Hitler afirmava que o povo alemão tinha direito de conquistar seu espaço vital, expandido militarmente seu território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando do sistema educacional, Hitler escreveu as seguintes palavras no Mein Kamph:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O povo alemão, hoje destruído, morrendo, entregue, sem defesa, aos pontapés do resto do mundo, tem absoluta necessidade de força que a confiança em si proporciona. Todo o sistema educacional deve ter como objetivo dar as crianças de nosso povo à certeza de que são absolutamente superiores aos outros povos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-8567062855506726953?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8567062855506726953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8567062855506726953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/doutrina-nazista.html' title='A Doutrina Nazista'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-2788535241328317121</id><published>2012-01-26T21:29:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:29:32.274-04:00</updated><title type='text'>O que é o TNP - Tratado de Não Proliferação Nuclear?</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/B835E.jpg" /&gt;Juliana, Grupo Escolar&lt;br /&gt;O TNP - Tratado de Não Proliferação Nuclear é um acordo que impõe restrições às grandes potências mundiais com relação ao desenvolvimento de armas nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratado foi firmado em 1967 e legitimou a posse de armas nucleares pelos Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China e tentou evitar que outras nações desenvolvessem esse tipo de tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TNP foi o resultado de uma barganha diplomática, ou seja, um acordo foi firmado para garantir que países abririam mão do acesso a armas nucleares em troca do desarmamento progressivo das grandes potências. Além disso, as nações que aceitavam desistir da produção de armas nucleares ganhavam o direito de receber a transferência de energia nuclear para fins pacíficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TNP acabou dividindo o mundo em dois grupos: os "que têm" e "os que não têm" armas nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As restrições do TNP têm sido aceitas voluntariamente por muitos países. O Brasil assinou o tratado em 1992, ao perceber que a posse de armas nucleares não traria vantagens ao país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o tratado, os países que insistirem em desenvolver armas nucleares estarão sujeitos a restrições às importações de certos materiais e equipamentos e medidas retaliatórias de maior ou menor intensidade, como aconteceu com Iraque, Líbia, Irã e Coréia do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte da Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:NPT_Participation.svg&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-2788535241328317121?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2788535241328317121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2788535241328317121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/o-que-e-o-tnp-tratado-de-nao.html' title='O que é o TNP - Tratado de Não Proliferação Nuclear?'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-1376929592137885326</id><published>2012-01-26T21:28:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:28:55.750-04:00</updated><title type='text'>O declínio do Segundo Reinado no Brasil</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/54D55.jpg" /&gt;Juliana do Grupo Escolar&lt;br /&gt;A queda do Segundo Reinado no Brasil começou a dar sinais de que iria ocorrer durante a crise do Império em meados do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um período de muitas transformações econômicas e sociais no Brasil, com o advento da cafeicultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cafeicultores e a camada média da população estavam insatisfeitos com a monarquia e passaram a apoiar os republicanos na derrubada do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período também houve intensa movimentação a favor da abolição e, após a guerra do Paraguai, em 1870, vários segmentos sociais começaram a se posicionar em defesa da libertação dos escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esses motivos o reinado de Dom Pedro II, que começou em 23 de julho de 1840, só se estendeu até 1889. Isso porque a própria população pedia mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí a República começou a ganhar forças, graças também ao apoio dos grandes proprietários de terras nordestinos, a quem a monarquia já não favorecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com novas pretensões políticas e sociais, a República foi implantada no Brasil, no dia 15 de novembro de 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca assumiu o governo transitório.&lt;br /&gt;Fonte:http://www.grupoescolar.com/pesquisa/o-declinio-do-segundo-reinado-no-brasil.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-1376929592137885326?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1376929592137885326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1376929592137885326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/o-declinio-do-segundo-reinado-no-brasil.html' title='O declínio do Segundo Reinado no Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-453719723813950310</id><published>2012-01-26T21:27:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:28:14.109-04:00</updated><title type='text'>Arte Brasileira</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/7E1C0.jpg" /&gt;á havia manifestações quando os europeus o descobriram, em 1500. Os indígenas brasileiros praticavam a pintura ritual do próprio corpo, eram exímios artesãos, trabalhando em madeira, pluma ou fibras vegetais, possuíam uma arquitetura simples, adaptada às condições climáticas das regiões que habitavam e produziam esplêndidos objetos de cerâmica, tanto para fins utilitários, como para fins cerimoniais .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos séculos dezesseis e dezessete as primeiras manifestações de pintura do Brasil-colônia foram surgindo em igrejas e conventos, não só sob a forma de painéis com temas religiosos, mas também de imitações pictóricas de talha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Segunda Guerra Mundial provoca uma interrupção por contatos dos artistas brasileiros com a arte internacional, embora já vivesse no Brasil uma série de artistas estrangeiros. Terminado o conflito, os tempos melhorariam em consequência sobre tudo da alta do preço do café no exterior e do impulso da industrialização no Eixo São Paulo-Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse processo cultural a tônica foi dada pela cultura européia, o que se reflete também na produção de bens utilitários na colônia. Porém a influência das culturas negra e indígena aparece principalmente nos objetos de cunho mais popular: cerâmica e cultária. Do escasso mobiliário indígena, uma das poucas coisas que restaram foi a rede de dormir a peça mais comum nos alpendres e varanda das moradias contemporânea, de norte a sul do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;Imagem: http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/jackdesenhos.arteblog.com.br/images/gd/1227990405/INDIO-AEROGRAFIA-EM-PAPEL-40-KG-PINTURA.jpg&lt;br /&gt;http://br500.tripod.com/Cultura_Arte.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-453719723813950310?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/453719723813950310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/453719723813950310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/arte-brasileira.html' title='Arte Brasileira'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-8153001487697828538</id><published>2012-01-26T21:27:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:27:40.612-04:00</updated><title type='text'>Grécia - Terra dos Deuses</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/50BD9.jpg" /&gt;Grécia Antiga&lt;br /&gt;O relevo fragmentário opunha-se a uma fácil circulação e provocava a multiplicidade de "Países" naturais. Freqüentemente minúsculos, reforçando o particularismo das cidades helênicas. Os recursos insuficientes do solo e do subsolo levaram os gregos a desenvolver uma atividade intensa marítima; as ilhas do mar Egeu tornaram-se escalas da rota da Trácia, do ponto Euxino e da Ásia Menor; as do mar Jônio foram escalas para a Itália e a Sicília. A civilização helênica estendia-se apenas sobre metade do território da Grécia moderna; a Tessália, o Épiro e a Macedônia foram integradas progressivamente, em compensação, todas as terras ganhas pelas migrações e pelos movimentos de colonização ( Ásia Menor,Trácia, e Magna - Grécia) sempre foram consideradas como prolongamentos da própria Grécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos pré-helenicos&lt;br /&gt;Na época neolítica a Grécia passou por várias ondas de povoamento; na Tessália descobriam-se em sesklo e dhimini, importantes vestígios de comunidades agrícolas e pastoris. De 2600 1900 a.C., o período dito heládico antigo corresponde ao bronze antigo, o conjunto do território grego povoou-se pouco a pouco, e as relações marítimas com as ilhas do mar Egeu, estabelecidas ha. muito, intensificaram-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização Micênica&lt;br /&gt;No inicio do segundo milênio, o mundo Egeu foi dominado pela Creta minoama. De 1900 a 1600 a.C. ( bronze médio), chegaram a Grécia os primeiros Helenos, vindos da Europa central e do Bálcãs. Desenvolveram uma civilização vigorosa, dita micênica, devido a particular importância do sítio de Micenas. Em meados do Séc. XV a.C. , os micênicos e constituíram, na Grécia, poderosos reinos ( no peloponeso, Micênas, Tirinto, Pilos; na Beócia, Gla). De 1200 a 900 a.C. , essa civilização entrou em declínio e a invasão de novos gregos, os Dórios, constituiu um dos fatores dessa evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.pegue.com/grecia/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-8153001487697828538?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8153001487697828538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8153001487697828538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/grecia-terra-dos-deuses.html' title='Grécia - Terra dos Deuses'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-3387393262874658853</id><published>2012-01-26T21:26:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:27:06.863-04:00</updated><title type='text'>Saddam Hussein</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/65C27.jpg" /&gt;Juliana, Grupo Escolar&lt;br /&gt;Saddam Hussein foi um ditador nascido no norte do Iraque. Aos 20 anos ele se filiou ao partido Baath e aos 26 anos foi nomeado vice-secretário do partido, tornando-se vice do presidente Ahmed Hasan al Bakr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saddam se tornou influente na década de 1970, quando deu um golpe de Estado e assumiu a Presidência do Iraque como ditador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979 comandou a revolução dos xiitas e, no ano seguinte, começou a maior guerra da década, que durou até 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saddam sempre esteve envolvido em conflitos internacionais, o que o tornou alvo das grandes potências mundiais, em especial dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conflitos comandados pelo ditador estavam quase sempre associados a divergências em relação à política de preços do petróleo e o controle de portos que lhe dariam novo acesso ao Golfo Pérsico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saddam teve muitos problemas com os Estados Unidos e seus aliados durante e após a Guerra do Golfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi atacado, em 1998, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido com o objetivo de impedir que o Iraque produzisse armas de destruição em massa. Já em março de 2003, o país foi invadido novamente para que os Estados Unidos passassem a controlar reservas de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, Saddam ficou desaparecido por vários meses até que, em 13 de dezembro de 2003, o ditador foi localizado escondido num buraco subterrâneo uma fazenda da cidade de Adwar, próxima a Tikrit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-ditador foi acusado de violações dos Direitos Humanos, incluindo crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. E em 5 de novembro de 2006, foi condenado à forca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saddam Hussein foi enforcado em 30 de dezembro de 2006, aos 69 anos.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.grupoescolar.com/2011/img/logotipo.jpg" alt="Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-3387393262874658853?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/3387393262874658853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/3387393262874658853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/saddam-hussein.html' title='Saddam Hussein'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-4753326722216718018</id><published>2012-01-26T21:24:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:24:57.352-04:00</updated><title type='text'>Influência negra no Brasil</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.coladaweb.com/files/influencia-negra(1).jpg" /&gt;Esse texto abordará a influência da cultura negra africana no Brasil, como o samba, a capoeira, o candomblé, a contribuição dos negros para a cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola de Samba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capoeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capoeira é uma dança de luta, ritualizada e estilizada, que tem sua própria música e é praticada principalmente na cidade de Salvador, estado da Bahia. É uma das expressões características da dança e das artes marciais brasileiras. Evoluiu a partir de um estilo de luta originário de Angola. Nos primeiros anos da escravidão havia lutas permanentes entre os negros e quando o senhor de escravos as descobria, castigava ambos os bandos envolvidos. Os escravos consideravam essa atitude injusta e criavam "cortinas de fumaça" por meio da música e das canções, para esconder as verdadeiras brigas. Ao longo dos anos, essa prática foi sendo refinada até se converter em um esporte sumamente atlético, no qual dois participantes desfecham golpes entre si, usando apenas as pernas, pés calcanhares e cabeças, sem utilizar as mãos. Os lutadores deslizam com grande rapidez pelo solo fazendo estrelas e dando espécies de cambalhotas. O conjunto musical que acompanha a capoeira inclui o berimbau, um tipo de instrumento de madeira em forma de arco, com uma corda metálica que vai de uma extremidade à outra. Na extremidade inferior do berimbau há uma cabaça pintada, que funciona como caixa de som. O músico sacode o arco e, enquanto ressoam as sementes da cabaça, toca a corda tensa com uma moeda de cobre para produzir um tipo de som único, parecido com um gemido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candomblé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa religiosa dos negros jeje-nagôs na Bahia, mantida pelos seus descendentes e mestiços, é um culto africano introduzido no Brasil pelos escravos. Algumas de suas divindades são: Xangô, Oxum, Oxumaré e Iemanjá, representando esta, por si só, um verdadeiro culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cerimônias religiosas do Candomblé, são realizadas de um modo geral em terreiros, que são locais especialmente destinados para esse fim, e recebem os seguintes nomes: Macumba no Rio de Janeiro, Xangô em Alagoas e Pernambuco. As cerimônias são dirigidas pela mãe-de-santo, ou pai-de-santo. Cada orixá tem uma aparência especial e determinadas preferências. O toque de atabaque, uma expécie de tambor e a dança, individualizam um determinado orixá. Os orixás são divindades, santos do candomblé, cada pessoa é protegida por um dos orixás e pode ser possuída por ele, quando, então ela se transforma em cavalos de santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pratos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Nordeste a marca africana é profunda, sobretudo na Bahia, em pratos como vatapá, caruru, efó, acarajé e bobó, com largo uso de azeite-de-dendê, leite de coco e pimenta. São ainda dessa região a carne-de-sol, o feijão-de-corda, o arroz-de-cuxá, as frigideiras de peixe e a carne-seca com abóbora, sempre acompanhados de muita farinha de mandioca. A feijoada carioca, de origem negra, é o mais tipicamente brasileiro dos pratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoria: Erasmo Lopes&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.coladaweb.com/imgs/logo3.gif" alt="Cola da Web" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-4753326722216718018?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4753326722216718018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4753326722216718018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/influencia-negra-no-brasil.html' title='Influência negra no Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-7382499422955678777</id><published>2012-01-26T21:23:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:24:05.586-04:00</updated><title type='text'>Atenas, Esparta e as mulheres</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Atenas,%20Esparta%20e%20mulher%20-%20BRESCOLA.jpg" /&gt;Os papéis assumidos pela mulher em Esparta e Atenas eram marcados por várias diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estudamos o desenvolvimento do mundo grego, percebemos que a variedade de povos que se espalham ao longo dos acidentados terrenos da Hélade são responsáveis pela formação de culturas bastante peculiares. Em cada uma das cidades-Estado temos instituições, transações comerciais, hierarquias sociais e outros hábitos que definem a singularidade de cada foco de ocupação desta grande região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, as cidades-Estado de Esparta e Atenas servem como parâmetro para a compreensão dessa natureza diversa. Em muitos livros de História chegamos a encontrar alguns quadros-resumo em que as características dessas duas culturas são colocadas em paralelo para demonstrar as profundas mudanças entre as mesmas. Apesar de seu aspecto didático, tais esquemas acabam gerando algumas percepções incoerentes sobre estas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por valorizar a formação intelectual, alguns leitores são levados a crer que os atenienses eram “mais desenvolvidos” que os integrantes da sociedade espartana. Além disso, o laconismo (hábito de se expressar com poucas palavras) praticado pelos espartanos também reforça esse tipo de julgamento. No entanto, quando discutimos o papel desempenhado pelas mulheres em cada uma destas cidades-Estado vemos que essa noção se mostra completamente falha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os atenienses, mesmo sendo esses os criadores da democracia, percebemos que a atuação da mulher era reduzida. Educada para ser dócil e reservada ao mundo doméstico, as mulheres atenienses eram subjugadas pelo pai até ele escolher qual homem poderia com ela se casar. Após o matrimônio, a subserviência feminina era destinada ao marido. Mesmo após as reformas políticas, as mulheres não participavam das questões políticas por serem consideradas inaptas para esse tipo de tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo espartano essa posição era bem diferente. Reforçando o seu caráter militar, os espartanos acreditavam que a mulher deveria ser fisicamente preparada para que pudesse dar origem a indivíduos aptos para compor o exército daquela cidade. Por isso, era comum que essas mulheres se dedicassem à disputa de jogos e outros tipos de atividade esportiva. Além disso, podiam controlar as finanças domésticas e participar das reuniões públicas ligadas à vida política espartana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio desse interessante exemplo, podemos notar que a hierarquização dessas duas civilizações não trata de forma coerente as peculiaridades de cada cidade-Estado. Na verdade, estes critérios de “melhor” e “pior” acabam simplesmente reproduzindo aquilo que se aplica aos valores de quem observa cada uma das antigas cidades gregas. Dessa forma, devemos perceber que as diferenças entre cada uma das culturas concebidas na Grécia Antiga em nada têm a ver com esse tipo de parâmetro compreensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Fonte:http://www.brasilescola.com/historiag/atenas-esparta-as-mulheres.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-7382499422955678777?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7382499422955678777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7382499422955678777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/atenas-esparta-e-as-mulheres.html' title='Atenas, Esparta e as mulheres'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-5761523411665866792</id><published>2012-01-26T21:21:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:23:20.762-04:00</updated><title type='text'>Crânio de animal pré-histórico 'russo' é encontrado no Brasil</title><content type='html'>Fóssil ajuda a entender distribuição de ancestral dos mamíferos pela Terra.&lt;br /&gt;É o 1º fóssil de carnívoro terrestre da Era Paleozoica na América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Barra&lt;br /&gt;Do G1, em São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crânio de um ancestral dos mamíferos só encontrado antes em terras russas e africanas foi descoberto em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, anunciaram cientistas brasileiros nesta segunda-feira (16). O fóssil é o primeiro descoberto na região de um carnívoro terrestre que teria vivido na América do Sul durante a Era Paleozoica – entre 540 milhões e 250 milhões de anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chamados "terápsidos" viveram há 260 milhões de anos e se alimentavam de pequenos herbívoros.&lt;br /&gt;O crânio completo encontrado tem aproximadamente 32 centímetros de comprimento e foi visto pela primeira vez em dezembro de 2008 na região dos pampas, dentro de uma fazenda. Depois de três anos de análises, os cientistas conseguiram identificar a espécie do animal e a anunciaram nesta segunda.&lt;br /&gt;Para os pesquisadores responsáveis pela descoberta, as comparações com os “parentes” russos e africanos permitem estimar que o carnívoro brasileiro tinha 3 metros de extensão, pesando mais do que um leão.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/01/16/foto-e-desenho-do-cranio-de.jpg" alt="O crânio encontrado na região dos pampas, no RS. (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros / Divulgação)" /&gt;&lt;br /&gt;O crânio encontrado na região dos pampas, no RS. (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros / Divulgação)&lt;br /&gt;O nome científico do bicho (Pampaphoneus biccai) significa “matador dos pampas”, explica um dos autores da descoberta, o pesquisador Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).&lt;br /&gt;O animal pertence a um grupo particular de terápsidos conhecidos como "dinocefálios". Este grupo de animais já extintos também recebeu um apelido ameaçador na tradução do latim: “cabeça terrível”.&lt;br /&gt;A bravura está ligada aos ossos grossos dos dinocefálios, reforçados por rugas e cristais no crânio. “Essa característica era voltada para proteção. Algumas espécies usavam a cabeça para brigar, como fazem as cabras hoje em dia”, diz o pesquisador.&lt;br /&gt;Mesmo bravos, a maior parte dos dinocefálios era herbívora. As poucas espécies carnívoras mediam até 6 metros e eram os maiores predadores terrestres na época em que P. biccai viveu.&lt;br /&gt;“Carnívoros são raros. Até hoje, se você vê um documentário na África, vai ver um monte de zebra, mas poucos leões”, diz Cisneros. “Eles são limitados pelo volume de alimento disponível, há sempre menos carnívoros do que herbívoros.&lt;br /&gt;Caça a fósseis&lt;br /&gt;O achado foi divulgado na revista da Academia de Ciências Americana, a PNAS, nesta segunda. Cisneros já esperava encontrar fósseis no Rio Grande do Sul que fossem parecidos com os de outras partes do globo.&lt;br /&gt;“A gente tinha uma suspeita de que esse animal pudesse existir no Brasil”, afirma.&lt;br /&gt;Entre 2008 e 2009, a equipe de Cisneros visitou 50 localidades no país, procurando por sítios paleontológicos relevantes. Eles escolheram dez lugares, sendo que um deles rendeu a descoberta de outro animal pré-histórico, mas herbívoro: o Tiarajudens eccentricus, um terápsido com dentes no céu da boca (palato), cujo fóssil também foi achado em São Gabriel.&lt;br /&gt;“Procurávamos sempre por lugares sem vegetação e, dependendo das cores observadas e da erosão no local, nós avaliamos as chances de encontrar fósseis ou não”, explica o especialista. “Essa área dos pampas gaúchos apresenta grande potencial, há rochas sedimentares ali, que cobrem os restos mortais dos seres vivos com areia e lama.”&lt;br /&gt;&lt;img src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/01/16/pampaphoneus-cacando-um-par.jpg" alt="Ilustração mostra como seria o 'Pampaphoneus biccai'. (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros / Divulgação)" /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração mostra como seria o 'Pampaphoneus biccai'. (Crédito: Voltaire Neto / Divulgação)&lt;br /&gt;Passeio pela Pangeia&lt;br /&gt;Cisneros defende que o estudo é uma prova da grande mobilidade dos vertebrados terrestres por todos os cantos do supercontinente Pangeia, que unia, no passado, todos os continentes atuais.&lt;br /&gt;O fóssil é muito parecido com as espécies encontradas atualmente na Rússia, no Cazaquistão, na China e na África do Sul. Com a versão brasileira deste tipo de animal, especialistas acreditavam que uma distribuição mais cosmopolita dos terápsidos pode ter ocorrido muito antes do que se imaginava.&lt;br /&gt;Até então, os cientistas afirmavam que este tipo de interação teria ocorrido somente mais tarde, durante o período Triássico – entre cerca de 250 milhões e 200 milhões de anos atrás.&lt;br /&gt;'Pais' dos mamíferos&lt;br /&gt;Apesar de serem muito parecidos com répteis, os terápsidos se encontram mais próximos dos mamíferos na arvore genealógica dos animais pré-históricos. Isso os distancia também das comparações com os dinossauros.&lt;br /&gt;Os mamíferos atuais possuem ossos dentro do ouvido que participam da audição, além de dentes mais complexos, cauda menor e uma postura mais ereta. No caso de P. biccai, a semelhança com répteis aparece somente quando se leva em conta a forma como os dentes se encaixavam: os de cima entre os debaixo, como ocorre em uma boca de jacaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:G1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-5761523411665866792?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5761523411665866792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5761523411665866792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/cranio-de-animal-pre-historico-russo-e.html' title='Crânio de animal pré-histórico &apos;russo&apos; é encontrado no Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-277333429945967303</id><published>2012-01-26T21:20:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:21:41.492-04:00</updated><title type='text'>Cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.mundoeducacao.com.br/upload/conteudo_legenda/cd9f4adb672a532f844b66d1ac194fdd.jpg" /&gt;Família puritana indo para a igreja&lt;br /&gt;Pensar em como viviam as famílias dos ingleses que vieram da Inglaterra e dos colonos nascidos na América é um tanto complexo, pois, geralmente, a constituição de uma família era um empreendimento difícil dentro de uma lógica de colonização de exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que todas as formas de colonização foram somente de exploração é um fato recorrente e perpetuado entre vários estudiosos do assunto. Recentemente, novos estudos ressaltaram a importância de analisarmos as colonizações ocorridas durante o processo das Grandes Navegações Marítimas Europeias (séculos XV ao XVIII), dentro de uma perspectiva que incluísse a colonização de povoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudiosos apontam para a seguinte questão: todas as formas de colonização fundamentaram suas ações e práticas na exploração e povoamento dos novos territórios conquistados. Dessa maneira, devemos pensar a colonização europeia na América como colonização de exploração e colonização de povoamento ao mesmo tempo: essas formas de colonização não existem sozinhas, acontecem mutuamente e reciprocamente. Toda a colonização visa à ocupação do território e à exploração dos recursos minerais e vegetais e, às vezes, humanos (escravidão dos nativos) deste território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns esclarecimentos, voltemos ao nosso objetivo: o cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas. Como essas famílias viviam? Como se alimentavam? Como se vestiam? Como trabalhavam? Todas essas indagações serão nossos objetos de análise no presente texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias constituídas nas Treze Colônias inglesas assemelhavam-se muito às famílias europeias. Existia uma média de sete filhos em cada família, mas a mortalidade infantil com menos de um ano de idade era altíssima – dos sete, menos da metade chegava a sobreviver. A família colonial era patriarcal, o pai ou o marido era a principal autoridade da casa e nessas famílias o trabalho era exercido por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres geralmente trabalhavam dentro e fora de casa, produziam alimentos, roupas, velas, entre outros, portanto, o papel social desempenhado pela mulher era extremamente importante – a partir de suas mãos a família se vestia e comia. As mulheres das colônias, no século XVIII, quase todas se casavam, era muito difícil uma mulher ficar solteira. Casavam-se a partir dos 24 anos de idade, enquanto as mulheres europeias do século XVIII casavam-se bem mais novas. As mulheres não tinham autonomia nas colônias, ficavam às sombras de seus maridos ou pais. Uma mulher poderia se casar uma única vez. O divórcio existiu por um curto tempo, mas posteriormente foi extinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seio das famílias existia o resultado direto do matrimônio entre o homem e a mulher (marido e esposa), que eram os filhos. Nas Treze Colônias inglesas, as crianças eram vestidas como adultos a partir dos sete anos de idade, aprendiam a ler e a escrever e geralmente seguiam o ofício dos pais. O principal trabalho exercido pelas crianças era em casa, lá exerciam vários afazeres domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente nas Colônias do Norte, desenvolveu-se o comércio juntamente com as atividades manufatureiras, entretanto a grande parte da população estava desempenhando o trabalho no campo, ou seja, praticando a agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte da população das Treze Colônias inglesas era puritana (protestantes), principalmente os colonos do norte. A população puritana quase sempre se vestia com roupas com tons escuros e as mulheres não ostentavam joias e luxo. Era uma sociedade dedicada ao trabalho, havia pouco tempo para as diversões. As reuniões festivas dos colonos aconteciam no momento da construção de algum celeiro, ou seja, misturavam lazer ao trabalho. Uma das principais características dos colonos ingleses foi a ética do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Leandro Carvalho&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.mundoeducacao.com.br/img/logo.png" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-277333429945967303?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/277333429945967303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/277333429945967303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/cotidiano-das-familias-nas-treze.html' title='Cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-8922912877836025026</id><published>2012-01-26T21:20:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:20:51.856-04:00</updated><title type='text'>A Grande Explosão (Big Bang)</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/7A9B3.jpg" /&gt;Duas descobertas astrofísicas importantes, feitas no decênio de 1960, foram as. Primeiras de outras que convenceram a maioria dos cientistas sobre a Variabilidade do universo no tempo e sobre o seu início num único evento num Certo instante do passado, a grande explosão e a sua posterior evolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Primeira das duas descobertas que suportam o modelo do universo em evolução foi A descoberta, por Martin Ryle, de o número de radiogaláxias distantes ser maior. Que o número das próximas. Uma vez que as observações de corpos distantes Correspondem a instantes mais remotos no passado, isto significava que o. Universo era diferente, no passado, do que é hoje, isto é, significava que teria. Havido uma evolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Segunda descoberta foi monumental, tão importante quanto à descoberta de Edwin. Hubble sobre a própria expansão do universo. Ao investigar a abundância cósmica Dos elementos mais pesados que o hidrogênio, os cosmologistas reconheceram que a. Nucleossíntese nas estrelas poderia explicar a abundância dos elementos mais Pesados que o hélio, mas não a abundância do hélio. Portanto, o hélio deveria. Ter sido formado em outro evento, numa grande explosão primordial. A síntese da Quantidade de hélio capaz de justificar a abundância presente exige que a Explosão tenha ocorrido numa temperatura inicial extremamente elevada, capaz de. Garantir uma velocidade de reação muito grande, antes de a fusão se tornar. Impossível pela rápida diminuição da densidade na expansão inicial. &lt;br /&gt;A Temperatura elevada inicial está associada a um campo de radiação térmica (de). (Corpo negro) que iria se resfriar à medida que a expansão fosse avançando. A Análise teórica prevê que, desde o instante da explosão inicial até o presente, Os remanescentes do campo de radiação inicial deveriam Ter se resfriado até uma Temperatura de ordem de 3 K, o que corresponderia a um espectro de radiação do. Corpo negro com um pico de comprimento de onda l Max na região das microondas. Em 1965, a radiação cósmica de fundo foi detectada por Arno Penzias e Robert. Wilson, do Laboratório Bell. Desde esta descoberta fundamental, a análise. Cuidadosa das observações mostrou que a temperatura do campo de radiação é 2,7 ± 0,1 K e mostrou também que tem uma distribuição espacial isotrópica que é Absolutamente essencial num universo que satisfaça ao princípio cosmológico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-8922912877836025026?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8922912877836025026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8922912877836025026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/grande-explosao-big-bang.html' title='A Grande Explosão (Big Bang)'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-984309459557316761</id><published>2012-01-26T21:19:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:20:10.185-04:00</updated><title type='text'>História da conservação dos alimentos</title><content type='html'>A conservação dos alimentos surgiu com a civilização. O homem pré-histórico logo ce-do compreendeu que deveria guardar as sobras de alimentos dos dias de fartura, para os tempos de escassez. Os primeiros métodos de conservação deveriam ser e foram extremamen-te simples. Tudo indica que os primeiros pedaços de mamute deveriam ter sido apenas secos ao sol; a secagem rápida da camada externa possibilita a conservação da parte interna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a descoberta do fogo, surgiu a defumação, ainda hoje utilizada. Seguiu-se a des-coberta da salga, um processo simples e muito prático. Homero e Hesíodo mostram que na Grécia antiga, a salga da carne e do peixe era utilizada em grande escala. Herodoto afirma que os egípcios faziam o mesmo. Os fenícios em suas longínquas viagens, alimentavam-se com peixes e carnes salgados. Comiam também caças provenientes de distantes regiões conserva-das no mel. Os gauleses da Armórica alimentavam-se com carne seca pulverizada, de fácil transporte. O mesmo hábito tinham alguns povos da Ásia Menor ao tempo dos imperadores Cômado e Pertinax , quando se conservavam carnes imersas na banha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais causas da deterioração dos alimentos são: a respiração, a fermentação e a putrefação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respiração (mesmo que oxidação) causa alteração principalmente em frutas, verdu-ras e legumes, que permanecem vivos algum tempo depois de colhidos. Nesse processo, o oxi-gênio do ar reage com os carboidratos neles presentes, causando desprendimento de dióxido de carbono, água e energia sob forma de calor. Como ocorre consumo de materiais, sem repo-sição, os alimentos se deterioram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contato com o ar, certos alimentos, como o leite e os sucos de frutas, podem sofrer outros tipos de reação química que, no conjunto, recebem o nome de fermentação. Nesse processo, os carboidratos dos alimentos, pela ação de certos fungos microscópicos, são trans-formados em produtos como álcool e ácido, com desprendimento de dióxido de carbono e e-nergia sob forma de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro tipo de alteração dos alimentos é a putrefação, que consiste na decomposi-ção pela ação de bactérias. As carnes e os produtos delas derivados são os alimentos que pas-sam por esse processo, quando em contato com ar, umidade e calor. Nessas condições, as bac-térias proliferam e realizam a decomposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-984309459557316761?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/984309459557316761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/984309459557316761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/historia-da-conservacao-dos-alimentos.html' title='História da conservação dos alimentos'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-4901380859683375466</id><published>2012-01-26T21:18:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:19:39.854-04:00</updated><title type='text'>Tigres Tâmeis</title><content type='html'>&lt;img src="http://guerras.brasilescola.com/upload/conteudo_legenda/bf90182b64dfa9617f67620dfa3cb0f4.jpg" /&gt;A morte de Velupillai Prabhakaran estabeleceu o fim dos Tigres Tâmeis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situado ao sul da Índia, o Sri Lanka foi o espaço colonial de diferentes nações europeias ao longo de sua história. Depois de passar pelas mãos dos portugueses e holandeses, essa pequena ilha foi dominada pelos ingleses a partir do século XIX. Naquele momento, o quadro étnico e religioso do Sri Lanka dividia-se entre a maioria budista, compondo três quartos da população, e os hinduístas (também conhecidos como tâmeis), que eram privilegiados pela administração colonial britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o processo de descolonização afro-asiático acabou transformando o quadro político, até então estabelecido. A partir de 1948, ano em que os ingleses se retiraram do Sri Lanka, a maioria budista assumiu o controle do país. Em pouco tempo, a inversão de papéis inflamou a rivalidade política e religiosa entre esses dois grupos. No ano de 1976, era anunciada a formação do grupo terrorista Tigres de Libertação do Elam Tâmil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais conhecidos como Tigres Tâmeis, esse grupo terrorista almejava a formação de um estado independente hinduísta na porção norte da ilha. No ano de 1983, os conflitos entre o grupo terrorista e o governo budista fomentaram um enorme conflito civil, que resultou na morte de várias pessoas. De lá pra cá, os tâmeis ficaram conhecidos pela adoção de táticas de ação terrorista que se popularizaram entre outros grupos terroristas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1991, o uso de um cinturão-bomba ocasionou a morte do estadista indiano Rajiv Gandhi. Considerado o primeiro homem-bomba da história, o jovem terrorista Thenmozhi Rajaratnam aplicou seu plano ao se abaixar para tocar os pés do ministro indiano. O resultado da ação acabou ceifando a vida de mais catorze pessoas que se encontravam nas proximidades do terrível evento. Foi só então que outros grupos radicais decidiram utilizar dessa mesma tática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do famigerado cinturão, os Tigres Tâmeis inovaram com a utilização de ônibus para o detonamento de bombas explosivas. Somada à ação de radicais armados, esse mesmo grupo inovou, ao fazer uso de uma força aérea e aeronáutica próprias. No mar, os tigres formaram um grupo de lanchas explosivas que atacaram embarcações e outras regiões litorâneas. Em 2006, utilizaram-se de aviões tchecos Zlin Z-143 para bombardearem Colombo, capital do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ataque descumpria um acordo de cessar fogo, assinado em 2002, e foi o pretexto usado pelo governo do Sri Lanka para o início de uma articulada ação de combate aos Tigres Tâmeis. Em maio de 2009, o anúncio da morte do líder Velupillai Prabhakaran determinou a vitória das forças oficiais e a desarticulação dos terroristas hindus. Segundo os representantes dos Tigres, o movimento decidiu “silenciar suas armas” para não justificar a matança dos últimos representantes de seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Fonte:http://guerras.brasilescola.com/seculo-xx/tigres-tameis.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-4901380859683375466?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4901380859683375466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4901380859683375466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/tigres-tameis.html' title='Tigres Tâmeis'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-2993033139049631733</id><published>2012-01-26T21:18:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:18:37.136-04:00</updated><title type='text'>O comércio e a escrita entre os fenícios</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Comerico%20e%20Escrita%20Fenicios%20-%20BRESCOLA.jpg" /&gt;A origem do alfabeto esteve ligada ao desenvolvimento das atividades comerciais entre os fenícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No progresso de suas atividades comerciais, os fenícios tiveram expressivo destaque no desenvolvimento de embarcações que pudessem lhes colocar em contato com as diversas civilizações do mar Mediterrâneo. O deslocamento pelo mar acabou firmando uma ampla rede de rotas comerciais que garantia a circulação dos vários produtos que despertavam o interesse da poderosa classe mercante mantenedora desse tipo de atividade econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os barcos eram equipados com velas e proas de madeira onde, geralmente, havia a representação da cabeça de um cavalo. As mercadorias negociadas eram todas estocadas no porão dos navios e protegidas em grandes vasos de argila preenchidos com areia. Dessa maneira, os fenícios conseguiam preservar as mercadoria e minimizar as perdas materiais ocorridas durante o transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de se preocuparem com a acomodação dos bens comercializados, os fenícios também tinham de enfrentar a cobiça de outros navegantes que cruzavam a extensão do Mar Mediterrâneo. A pirataria e os saques já eram práticas comuns ao comércio marítimo daquela época. Por isso, algumas embarcações se deslocavam com a proteção de outros navios de guerra equipados com remos e aríetes capazes de interceptar a ação de uma embarcação pirata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada ponto comercial espalhado pelo Mar Mediterrâneo havia grandes habitações que abrigavam os marinheiros, artesãos e comerciantes envolvidos nessa movimentada atividade econômica. Quando as condições climáticas impediam as viagens pelo mar, tais abrigos poderiam servir de pouso durante meses inteiros a uma determinada tripulação. Foi por meio dessa impressionante estrutura envolvida é que os fenícios se destacaram no campo comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, toda essa estrutura não foi capaz de controlar as riquezas que passavam de mão em mão. O controle sobre os estoques, os acordos comerciais, encomendas, preços e outras negociações teriam de ser devidamente registrados para que todo esse esforço fosse apropriadamente recompensado. Foi então que a cultura fenícia estabeleceu o desenvolvimento de um sistema de símbolos que pudesse facilitar o processo de comunicação entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de símbolos fenício consistia em um alfabeto fonético composto por vinte e duas letras. Esse sistema de comunicação teve grande importância não só para os fenícios, mas também influenciou no longo processo que deu origem às letras que integram o alfabeto ocidental contemporâneo. A civilização greco-romana, considerada berço de várias línguas atuais, teve visível influência do sistema gráfico fenício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-2993033139049631733?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2993033139049631733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2993033139049631733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/o-comercio-e-escrita-entre-os-fenicios.html' title='O comércio e a escrita entre os fenícios'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-5091166480865212576</id><published>2012-01-26T21:16:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:17:55.143-04:00</updated><title type='text'>História dos Negros Tratado de Methuen:  A Primeira Desgraça Imperialista Inglesa</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/AA28A.jpg" /&gt;Tratado de Methuen:&lt;br /&gt;A Primeira Desgraça Imperialista Inglesa&lt;br /&gt;A grande desgraça que a Inglaterra fez abater sobre Portugal é o Tratado de Methuen em 1703.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados do tratado foram desfavoráveis a Portugal. Os panos ingleses fabricados com técnica apurada, aos poucos mataram a indústria portuguesa de tecidos e o acréscimo na exportação de vinho não bastou para equilibrar a balança comercial entre ambos os países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os fatores que tornaram precária a situação econômica de Portugal, conta-se o célebre Tratado de Methuen, assim chamado devido ao nome do embaixador britânico que dirigiu as respectivas negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio inglês com português começava entrar numa faixa de perigosa transição, pois os produtos que Portugal vendia à Inglaterra eram o fumo e o açúcar. O primeiro a ficar fora da importação inglesa foi o fumo, logo em seguida, a produção açucareira nas colônias britânicas substituiu a cota comprada de Portugal pela Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tratado de Methuen terá piores conseqüências, porque através dele a Inglaterra lançará mão do ouro que Portugal carrega do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ouro do Brasil trouxe muita riqueza para Portugal sob a forma de impostos, mas Portugal já não era um país rico, mesmo no Brasil a situação não era boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal não tinha quase nenhuma indústria. Seu principal produto era o vinho, quase todos os produtos industrializados consumidos em Portugal, eram comprados na Inglaterra, por preços altos. Em troca, Portugal vendia aos ingleses vinho, mas o que conseguia com essas vendas não dava para pagar tudo que importava da Inglaterra. Por isso, Portugal ficou cada vez mais dependente da Inglaterra e para pagar suas dívidas, só tinha uma maneira: gastar o ouro que retirava do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte do ouro que ficava no Brasil era pequena, a que ia para Portugal também não ficava lá, portanto, quem mais se com o ouro brasileiro foi a Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal devia muito dinheiro aos ingleses e, além disso, o comércio com a Inglaterra era muito importante para a economia portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esses motivos, em 1807, a França invadiu Portugal e a fim de se prevenir dessa invasão D. João mudou o seu governo para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil D. João assinou o decreto de abertura das portas, que foi muito importante para a economia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Saga Marítima à Exploração da Bela Colônia&lt;br /&gt;A partir de mapas, cartas os navegantes registram a existência do Brasil a partir de 1436.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Bianco, em 1436, registra a existência do Brasil junto a descoberta das Antilhas e do mar de Sargaços. Em 1448, registra que o Brasil está a 500 milhas entre as ilhas de Cabo Verde e o Cabo de São Roque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilha das Flores e a Terra do Labrador foram encontradas em 1452, por Diogo de Teive e seu filho. Terra Nova, na América do Norte, em 1472, por João Vaz Corte Real. A Terra do Lavrador foi visitada em 1442 por João Fernandes Lavrador e Pedro de Barcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dados são registrados antes que Colombo descobrisse a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os portugueses chegam ao Brasil, vão a, procura de ouro e especiarias. Na primeira expedição em 1501, foi constatado a existência de grande quantidade de pau-brasil, em longas faixas do litoral brasileiro. A segunda expedição trouxe um grupo de comerciantes interessados na exploração comercial do pau-brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei assinou o contrato com esses comerciantes, o mais importante foi Fernão de Noronha. O pau-brasil foi a nossa primeira riqueza econômica. Os portugueses utilizavam o trabalho do índio para cortar as enormes árvores. Em troca, os índios recebiam objetos de grande valor para eles. Essa forma de aproveitar o trabalho dos índios chamou-se escambo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os comerciantes só estavam interessados nos lucros, não se preocupavam com a conservação das florestas nativas do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exploração do pau-brasil logo após o Descobrimento e a destruição das matas fez desaparecer quase totalmente essa árvore. Atualmente restam pouquíssimo exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para colonizar o Brasil era preciso desenvolver aqui atividades econômicas que dessem maiores lucros que o pau-brasil e que ajudassem a defender a terra dos estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atividades escolhidas pelos portugueses foram a plantação de cana e a fabricação do açúcar. O açúcar era um produto muito procurado pelos europeus, era vendido a preços altos, dando muito lucro aos comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A monocultura foi uma das características da lavoura canavieira, esta, necessitava ser praticada em grandes propriedades, latifúndios a perder de vista, para que sempre houvesse terras em reserva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os portugueses que vieram para o Brasil eram movidos pela ambição de riquezas e poder, sabiam que não estava em seus planos trabalhar de enxada na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a Colônia só pode prosperar depois de resolvido o problema de mão-de-obra, primeiro com a escravidão dos índios e depois com a dos negros africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do pioneirismo de São Vicente, foi em Pernambuco que a cana encontrou o rico solo e o clima ideal para se desenvolver, ajudando a transformar Pernambuco na capitania do açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Ilha da Madeira que a cana foi para Duarte Coelho plantar na sua capitania de Pernambuco. Em 1548 a cana chegava à Bahia, como a São Paulo e ao Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitando cada vez mais terras, o latifúndio apelava à coivara, provocando um desastre ecológico. Para desenvolver a atividade açucareira, os portugueses precisavam de muitas pessoas para trabalhar, então passaram a utilizar os africanos, pois o comerciantes de escravos queriam ter mais lucros, vendendo negros para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O açúcar brasileiro encontrou grandes vantagens: saía pronto para o consumo; devido a liderança no mercado, ele é o principal produto no mercado mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ia bem, enquanto o comércio exterior alimentava com altos preços e bom consumo de açúcar. Um sistema dominou durante cem anos devido a decadência da produção nas Antilhas, que sofreria no século XVIII a grande baixa dos preços. Essa baixa no preço do açúcar, foi uma política elaborada pelos ingleses, com sucesso quando a Inglaterra começou a produzir o açúcar em Barbados e na Jamaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1627, os ingleses ocupam Barbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1646, forneceu as primeiras cargas de açúcar para Inglaterra. Dessa maneira, Barbados é conhecida como o “celeiro da América”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1770, a França entra no negócio do açúcar. Com isso, Portugal fica sem ação não podendo enfrentar grandes potências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três fatores são essenciais para o produção de açúcar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- terra, engenho e o escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses resolveram aproveitar a terra plantando cana de açúcar, porque, era um produto muito procurado pelos europeus, por isso, seu preço era bem alto e tinha lucros garantidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dinheiro, os colonizados foram buscar financiamento com os holandeses. Tão bom negócio revelou-se o açúcar no Brasil, que os holandeses resolveram seres donos da produção, em lugar de financias os senhores de engelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os holandeses conquistam Angola, principal mercado de escravos, para garantir a produção de açúcar sua mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da expulsão dos holandeses, Portugal a essa altura outra vez independente, tentou reativar a economia açucareira, mas nada conseguiu. Ao despontar do século XVIII o açúcar é controlado pela Inglaterra e França, mas Portugal continua exportando açúcar só que em pequenas quantidades. Mas, outra fonte de riqueza é descoberta: ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O açúcar não pode ser esquecido, porque não favorecia aos portugueses, mas o ouro salva Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da expulsão dos holandeses, Portugal a essa altura outra vez independente, tentou reativar a economia açucareira, nada conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no Brasil não havia qualquer outro produto capaz de ocupar o lugar do açúcar no mercado internacional, a Colônia entrou numa fase de paralisação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prosperidade só volto no início do século XVIII, quando foi descoberto ouro. Era o início de um novo período da economia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta do ouro iniciou uma nova época para o Brasil. A riqueza trazida pelo ouro fez surgiu cidades importantes e foi responsável por grandes mudanças na vida da colônia, mesmo sabendo que o ouro trouxe muita riqueza e benefício à Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal nada lucrou enquanto estada, e a colônia, o Brasil teve seus problemas agravados e sua formação desestruturada. Portugal lucrou menos com o ouro da colônia do que com a produção de açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Pedro de Martins assinala pontos em que há desequilíbrio devido a mineração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- morte da indústria nascente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- deslocamento da população;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- transferência do eixo econômico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- criação de uma vida imaginária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção do ouro atingiu seu auge em 1750 e sua decadência começou em 1760, devido as condições precárias de mineração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciclo da mineração foi marcado não só com a febre do ouro , mas também com a extração de pedras preciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se a introdução de café, no Brasil, ao fidalgo português Francisco de Melo Palheta. Da colônia francesa de Caiena, trouxe ele, em 1727 as primeiras sementes do planeta que, mais tarde, e por muito tempo, iria constituir a base de nossa vida econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café foi o nosso mais importante produto de exportação do século XIX e o que consumiu o menor número de escravos. Os Estados Unidos se tornou um dos maiores compradores de café. O café era um ótimo negócio para o fazendeiro , os preços e o mercado eram favoráveis ao Brasil, com isso os norte-americanos compraram cerca de 5 da Produção brasileira, superando a Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café do Vale assume grande importância na economia brasileira, mantido pelo trabalho escrava, mas sua decadência começa a partir de 1880, devido ao fim do tráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de o café ter passado a constituir o elemento básico da riqueza nacional não acarretaria transformações de vulto na estrutura econômica e social do Brasil. A própria organização das fazendas e o sistema de trabalho nelas existentes só podiam concorrer para perpetuar o regime escravagista e latifundiário, herdado dos tempos coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É irregável que esta rápida expansão no cultivo do café no sul do país apenas acompanhou o próprio crescimento da demanda do produto no mercado mundial. Importa não esquecer, aliás, que a estrutura da economia brasileira continuava inalterada, ou seja, baseada na exploração dos latifundiários, do trabalho escravo, e absolutamente dependente dos estímulos do mercado externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fumo tem grande importância, porque foi cultivado em terras de pouco valor, e mandado para África, onde os portugueses trocavam no pelos negros. O fim do tráfico fez o fumo perder seu valor, valor de troca por negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido o contrabando do fumo, muitos conflitos surgem entre a colônia e a metrópole, porque Portugal quer o melhor fumo, fazendo com que para África vá o fumo de inferior qualidade. Como o contrabando era grande quantidade, foi editada uma lei determinando a qualidade e a quantidade do melhor fumo para a África, enquanto os portugueses ficavam com o fumo de pior qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lucros no comércio negreiro são de tal soma, que devido ao final do tráfico ele passa a ser um produto secundário, onde não haverá competições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São registrados, importantes acontecimentos econômicos, quando o algodão é introduzido na Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;decadência na indústria de lã;&lt;br /&gt;expansão industrial inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, proporcionou créditos aos lavradores, adiantando-lhes ferramentas e escravos, com isso mostra que o produto muda mas o modo de produção continua sendo a base do trabalho do negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se ao surto do algodão à extraordinária procura, que na Europa, vinha tendo esse produto, devido ao aperfeiçoamento da indústria de tecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ciclos de nossa produção econômica, duram bastante enquanto, a Inglaterra consome a produção exportada por Portugal. Os negros foram utilizados em maior parte na lavoura de açúcar (40,9%) em meados do século XVII a XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as bases calculadas sobre a produção, exportação, são bases que nunca existiram se não fosse o negro, porque a escravidão era o motor dessa expansão agrícola e precisava ser defendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua Santidade Autoriza a Matança dos Negros&lt;br /&gt;Muitos negros eram escravizados para o trabalho escravo, para que muitos portugueses, ingleses e outros pudessem produzir riquezas. Ninguém se aliava aos negros, nem a própria Igreja, por isso foram escravizados, mortos, torturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa gente humilhada constituía, mas primeiras décadas do século XVIII, um terço da população total da Colônia. Nas extensas plantações de cana, fumo, algodão ou café, na mineração, cada vez que se abria uma nova frente econômica, aumentavam as levas de negros trazidos para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa Nicolau V, em 1454, assinou a bula, dando direito aos portugueses nos negócios da África, inclusive capturar os negros e mandá-los para o reino. Os seguidores do Papa achavam melhor batizar os negros, porque seria o motivo para salvar-lhes as almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Portugal fazia o tráfico e trazia os negros para a fé cristã, com isso, o tráfico era rentável trazendo lucro aos portugueses e a Igreja ganhava comissões no desprezível comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal é o único país autorizado a realizar esse negócio, pois os Papas Calixto III e Sixto IV afirmam que o ouro, e os escravos são os produtos principais da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira expedição mandada à África foi chefiada por Lançarote de Freitas, em 1444, onde muitos negros, mulheres e crianças foram mortos e outros capturados. Na volta da esquadra, mais negros encontrados no caminho foram capturados e ao chegarem em Lagos eram recebidos com festa, achando que o que fizeram fosse uma coisa bonita de se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronista Eanes de Zurara, emocionado escreve as reações vistas com muita tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos negros com a cabeça baixa chorando, outros olhando para o céu com lágrimas correndo, mães sendo chicoteadas para não serem separadas dos filhos, enfim, a tristeza marca o momento de sofrimento daqueles negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, Portugal encheu o reino de escravos, e muitas outras expedições foram à África, trazendo até 1448, cerca de mil escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tráfico negreiro causou alguns problemas à África, como a desestruturação social e econômica com reflexos culturais e demográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzando-se com os naturais da terra e com os denominados dela, os africanos contribuíram seriamente para a formação do povo brasileiro, diferente dos outros, povo nascido da terra, crescido nela, de sentimentos mais ou menos iguais em todas a extensão territorial do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tirar o máximo de lucro de suas Colônias e contornar sua escassez populacional, a coroa portuguesa precisou recorrer ao trabalho escravo. Diante da falta de mão-de-obra para a exploração econômica de um território imenso como o Brasil, a primeira saída encontrada pelos colonizadores foi a escravidão dos indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa estratégia teve vida curta, porque a partir de 1550, a mão-de-obra escrava do indígena foi substituída pelo trabalho negro africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economicamente mais atraente, o negro escravo permitia um lucro duplo, aos portugueses que já ganhavam com o tráfico, que trazia essa mão-de-obra da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Terrorismo Inglês contra o Tráfico de Africanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses conquistaram a costa africana, com o apoio de alguns chefes tribais, e deram início à captura de homens e mulheres para o trabalho escravo. Os negros capturados vinham acorrentados em porões superlotados, úmidos e com pouca ventilação, pelo menos 40% deles morriam durante o projeto. Ao desembarcarem no Brasil, os negros eram reunidos em grandes galpões, e para serem vendidos melhoravam a aparência deles, dando-lhes refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia leilões públicos de lotes de escravos e seus preços variavam conforme a demanda ou a caracterização do grupo, ou seja, a força de trabalho escravo, antes de começar a produzir, já rendia muito á Coroa Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deve haver dúvidas sobre a ênfase em relação à formação de vínculos entre senhores e escravos, vínculos responsáveis até por uma certa colonização do português pelo negro, e é indispensável reconhecer que ele nunca deixa de destacar o ambiente violento e despótico que cercava estes vínculos. Na verdade, este ambiente é realçado e detalhado a tal ponto, concretizando-se em torturas, estrupos, mutilações e sobretudo na cotidiana redução da vontade do cativo à do seu mestre, que não podemos deixar de nos perguntar sobre o efetivo significado de uma sociedade assim dividida entre o despotismo e a confraternização, entre a exploração e a intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, os negros foram a alavanca do comércio inglês, abrindo mercados e acumulando capitais com o lucro vindo pelo tráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos que levam a Inglaterra ter interesse no tráfico de escravos é que obtêem lucros no comércio de negros e que a fim desse comércio será de grande importância para a implantação do sistema econômico que pretendem exportar para o Brasil-Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que a Inglaterra foi o primeiro país a abolir a escravidão (1772) eles utilizaram o trabalho escravos nas suas Colônias da América, além de escravizar egípcios e hindus durante muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1696, Portugal ensaia uma nova atividade no tráfico, mas perdido os franceses controlam o tráfico de 1701 a 1713, pelo Tratado de Utrcht.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guerras e invasões para capturar escravos geravam instabilidade e a perda da população tinha efeitos econômicos negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, o preço que os europeus pagavam pelos escravos, sempre em alta, significava lucro para mercadores e governantes africanos que negociavam escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pressões inglesas para acabar com o tráfico negreiro a partir do fim do século XVIII se intensificaram ano a ano. Os ingleses começaram a se importar com o conceito de igualdade após 1750.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque, para ampliar o mercado consumidor de seus produtos manufaturados, era necessário multiplicar também o número de trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra queria o fim do tráfico, devido à concorrência do açúcar brasileiro com o produzido nas Antilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pressões da Inglaterra para que pusesse fim ao tráfico chocaram-se contra os interesses dos escravagistas. Estes, fazendeiros ou traficantes, argumentando que a influência da Inglaterra lesava a soberania nacional, conseguiu propagar um forte sentimento antibritânico, que se difundiu pelas camadas populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tráfico continuou, e a Inglaterra não desistiu. Sentindo-se prejudicado por medidas protecionistas tomadas pelo Governo imperial, promulgou em 1845, o Bill Aberdeen,.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa lei equiparava o tráfico negreiro à pirataria, dando a marinha o direito de apresentar os navios negreiros que encontrasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses invadiram portos brasileiros, afundaram navios, incendiaram tumbeiros em alto-mar, mataram marinheiros portugueses e jogavam os negros às águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses foram condenados por essas atribulações, mas estavam amparadas por um documento assinado em 1810.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A finalidade do documento era em acabar com o tráfico e abrir o campo para a repressão inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos políticos obrigam a corte a voltar para Lisboa em 11821 e em 1822 o Brasil proclama sua independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1826, para reconhecer a independência, exigiu que o tráfico cessasse até 1830. Como esta medida não foi adotada, passou a pressionar o governo. Por isso, em 07 de Novembro de 1831, foi promulgado a primeira lei proibindo o tráfico negreiro. Essa lei tornava livres todos os negros vindo da África, e ilegal o comércio de escravos. Mas não só não comprida como o tráfico aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, em Agosto de 1845, o parlamento inglês aprovou numa lei (Bill Aberdeen), que declarava ilegal o tráfico de escravos africanos e determinava que seus infratores fossem julgados pelos tribunais da marinha inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer que, de 1845 a 1852, os ingleses capturaram e afundaram 105 navios nas costas brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra estava gastando muito com as esquadras que perseguiam os traficantes. Na verdade todo o sentimento humanitário dos ingleses em favor da abolição pesava bem pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1826, criou-se uma barreira de intolerância aos ingleses. Brasil criou uma barreira de medo e ódio, porque, havendo o fim do tráfico, os ingleses dominariam o Brasil, como dominaram Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, os ingleses sofriam com a oposição interna dos poderosos industriais exportadores do norte, além de perderem com a baixa nas exportações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, a Inglaterra vai obrigar o Brasil a tornar o único caminho capaz de enfrentar o seu imperialismo, quando decide que o tráfico não pode continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta inglesa pelo fim do tráfico vai levar o Estado brasileiro à modernização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1850, a lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico de escravos. Como houvesse muito contrabando de escravos, em 1854 a lei Nabuco de Araújo criou uma fiscalização mais severa e estabeleceu pesadas penas aos traficantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do tráfico vai levar o Império, as fazer as pazes com a Inglaterra, onde surgirão relações com o capitalismo inglês, que permitirá uma modernização do país, aumentando o grau de dependência ao seu imperialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 850, a Lei Eusébio proibiu o tráfico negreiro. Com o preço dos escravos subindo, os produtores foram obrigados a encontrar alternativas mais baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eliminação do tráfico não modificou a estrutura da escravidão, mudou apenas a forma de abastecimento, dando incentivo ao comércio interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dessa maneira que se afirma que o tráfico acabou, mas a escravidão continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra abre as Portas do Brasil, trazendo uma Corte Caricata&lt;br /&gt;A disputa entre a França e Inglaterra resultou em um bloqueio contra os ingleses em 1806. Enquanto esses dois países decidiam o destino de Portugal, a Corte vendia seu apoio as duas potências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra transferiu a Corte portuguesa para o Brasil e Portugal e Inglaterra assinam um acordo em 1807, que permitia que os ingleses utilizassem os portos do Brasil para exportar os seus produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fuga da Corte foi feita em 36 navios onde milhares de cortesãos além de espremidas, levaram o que puderam. As condições higiênicas eram precárias e devido a peste de percevejo e piolhos, as damas chegaram ao Brasil carecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1807, Napoleão ordenou que o general Junot invadisse Portugal. Para a família real chegara o momento de fuga. Lisboa transformou-se me um pandemônio, mulheres do povo choravam, outros tentavam impedir à força aquela debandada geral. Junto ao porto, uma turba furiosa vaiava os fugitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom João embarcou disfarçado, temendo mais seu próprio povo do que as tropas de Napoleão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os degredados eram mandados para as Colônias, porque eram homens de excelentes caráter, revoltados contra as injustiças, opositores políticos dos duros regimes e lutadores contra os privilégios da nobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sustentar a corte, foi criado uma burocracia corrupta que começou a criar os germes da Independência, que iam se fortalecendo com o relacionamento entre Portugal e Inglaterra, depois da invasão francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bahia, a 28 de Janeiro de 1808, Dom João assinou uma carta abrindo os portos do Brasil às nações amigas de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura dos portos também satisfazia aos ingleses, os únicos que podiam, naquele momento, comerciar livremente com o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao assinar esse decreto na Bahia, Dom João estava apenas cumprindo o que lhe fora imposto por Strangford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças as vantagens conseguidas, a Inglaterra aumentou suas vendas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos produtos não eram comercializados na Inglaterra, visto que as Colônias inglesas produziam mercadorias semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências imediatas do Tratado foram benéficas, mas logo se percebeu a dependência de Portugal e Brasil com relação à Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1824, o Brasil contraiu um empréstimo de 3 milhões de libras junto aos centros financeiros ingleses. Agravando a situação, uma série crise econômica atingiu a frágil estrutura de produção brasileira, toda ela voltada para o mercado externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tratados de comércio, impostos pela Inglaterra como condição para o reconhecimento de independência do Brasil, constituíram mais um fator desfavorável para as finanças mais econômicas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de aumentar os recursos governamentais através da cobrança de novos tributos esbarrava em razões políticas, uma vez que os grandes proprietários de terra constituíam a classe dominante do Império do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cima desses empréstimos navegava a alta malandragem da aristocracia do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resultado, nos primeiros anos do Brasil como entidade independente, o país se viu às voltas com uma aguda crise econômica financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os produtos ingleses que vinham para o Brasil eram as manufaturas de algodão, lã, ferragens e outros. Mas, os produtos que o Brasil mandava para a Inglaterra era café, algodão e couro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses foram aliados ao governo imperial, em momentos críticos como na Confederação do Equador. O jovem império brasileiro ainda não tinha organizado seu exército. Dom Pedro I pediu 1 milhão de libras à banqueiros ingleses para que o Império pudesse contratar homens e comprar armas destinadas a submeter as províncias rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1824, a cidade amanheceu bloqueada por uma força naval, comandada pelo almirante Cochrane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia do imperialismo inglês também foi dirigida de forma muito inteligente para assegurar a conquista econômica do Império. A implantação das ferrovias para a expansão do domínio inglês, exerce um papel fundamental, porque facilitará a importação e exportação dos produtos manufaturados ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ferrovias foram as alavancas do progresso, pois as técnicas de produção vão se modernizando e influenciando as relações de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o amparo das chamadas “tarefas Alves Branco”, entre 40 e 60% sobre os produtos estrangeiros, chegados ao Brasil, os percentuais mais altos recaindo sobre produtos com similar nacional, foram dados, entre 1844 e 1860, os primeiros passos da industrialização brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tarifa acabou favorecendo algumas indústrias, como as fábricas de chapéus, indústria de tecidos, bebidas, charutos e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1880, devido as exportações do café, o dinheiro ganho vai para a indústria têxtil, e grande parte dos capitais investidos nessas indústrias, será inglês e garantirão o abastecimento interno,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse crescente progresso se baseia na força do escravo que é o motor de todo esse crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes as terras eram conseguidas através de doações ou simples posse, mas a partir de 1850 surgiu a Lei das Terras, onde era firmado que as terras para serem obtidas só seriam através da compra. A Lei das Terras tinha o propósito de legalizar as posses ilegítimas, os impostos sobre grandes propriedades, mas seu objetivo principal era fixar o trabalhador no latifúndio, em caso de faltar o trabalhador escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Índios escapam da Escuridão: Os Negros são um Bom Negócio da Igreja&lt;br /&gt;Duas razões livraram o índio da escravidão: proteção da Igreja e expansão da cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja estabeleceu um acordo com a Coroa portuguesa: a Igreja ficava com 5% do valor de cada escravo vendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não se organizou a escravidão do negro, era importante ter o índio como aliado e também como escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os portugueses chegaram ao Brasil encontraram tribos nômades, que plantavam mandioca e milho, tinham tecelagem de algodão e boa cerâmica. Quando começou a exploração do pau-brasil, os índios tinham boas relações com os portugueses, derrubando árvores e levando-as aos portos de embarque em troca de coisas inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses resolveram colonizar o Brasil, então, começou a expulsão da terra e a captura dos índios transformando-os em escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O índio era um escravo muito mais barato que o negro, e muito mais maltratado, mas com a proteção da Igreja e a ganância da Coroa portuguesa, a realidade da colônia exigiu escravos índios nos primeiros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autorizadas por uma carta régia de 1570, os escravos foram conseguidos sem provocar desequilíbrio e conflitos perigosos. As guerras justas eram autorizadas pela Coroa ou governadores, contra os índios inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das Guerras Justas, os bandeirantes entraram na mata a fim de capturar índios para a escravidão. Os índios foram vítimas de toda a violenta indignidade que a escravidão provoca. A escravidão indígena começou em 1534 e foi até 1755 e o fim da escravidão indígena se deu pelas leis de 1755 e 1758.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização do tráfico negreiro e a expansão da indústria açucareira uniram-se pondo fim na escravidão indígenas, devido a escassez de índios, quando se matou a maioria e quando se tornam caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O índio só deixa de ser escravo, quando existem condições econômica para comprar negros. Padre Manuel da Nóbrega, é um dos poucos sacerdotes que não concordam com a escravidão negra, enquanto, Padre Vieira, defende a entrada de negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o desempenho dessas atividades econômicas, a mão-de-obra indígena mostrava-se essencial, e essa dependência em relação a mão-de-obra resultou num conflito entre colonos e os jesuítas, que desenvolveram seus trabalhos de catequese e se opunham à escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa dos índios à Vieira, fez com ele tivesse maior prestígio junto à Corte, conseguindo apoio do governador para o partido dos padres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa reação veio em 1661, quando Vieira e seus integrantes foram expulsos e em 1680, os fazendeiros e comerciantes receberam um golpe: O governo português proibiu a escravidão indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja tinha um poder, atribuído-lhe pela Constituição de 1824, mas em 1885 o arcebispo da Bahia, o cargo mais alto da hierarquia da Igreja do Brasil na época, pronunciou-se contra alguns abusos dos senhores e não a escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Santa Sé só vai se pronunciar pelo fim da escravidão no Brasil em 1888, já depois da Lei Áurea e a pedido de Joaquim Nabuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grande Genocídio contra o Negro no Brasil&lt;br /&gt;Negro não é gente e sim coisa, tornando um negócio vantajoso para a ambição de muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os traficantes selecionavam então os futuros trabalhadores segundo a idade e saúde, pensando sempre num aproveitamento máximo de sua capacidade produtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois negro era, considerado objeto máquina e toda máquina precisa estar em bom estado para render.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecionados, os africanos eram embarcados em navios que, muitos sugestivamente eram chamados de tumbeiros. Realmente, eram túmulos móveis. Amontoados em porões infectos, sem nenhuma forma de higiene, pessimamente alimentados, muitos escravos morriam no decorrer da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negros chegaram em péssimas condições físicas, então eram submetidos a um tempo de espera para recuperar a saúde, e depois, serem levados para o mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendidos, os escravos iam para onde seus novos senhores mandassem, famílias inteiras eram separadas, essa separação visava a reduzir ao mínimo o risco de rebeliões coletivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas grandes plantações, os escravos eram alojados em construções precárias. Num lugar ou outro, eram constantemente submetidos a castigos corporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negros trabalhavam de manhã à noite, todos os dias, só tendo direito a folga nas tardes de domingo, e assim mesmo nem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas péssimas condições de trabalho vão gerar uma qualidade de vida infra-humana, depois de serem tratados como animais e máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas batalhas muitos negros foram mortos, por servirem de barreira, por serem tratados como animais e muitas mulheres, foram violentadas, estupradas, pois serviam como forte de prazer sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os velhos não tinham mais forças para o trabalho, para não alimentá-los, os senhores encontravam a saída da alforria, libertando-os e jogando-os na rua, onde morriam abandonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alforria era uma isca quando o escavo já não mais interessava ao senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alforrias raramente funcionavam como meio de libertação dos escravos, e sim, como uma estratégia de muitos senhores cinicamente usada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, pelas condições de trabalho desumanas, onde o alimento fresco nunca existiu, onde a situação higiênica era deplorável e onde as punições eram mais duras e os negros trabalhavam até cair de cansados, tudo é marcado por um período duro na vida do negro escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período da mineração for um dos piores escravos no Brasil. O negro não era utilizado em inúmeras outras atividades. Algumas vezes, um ou outro negro era premiado com a alforria por haver descoberto uma pedra de maior valor. Outros conseguiam contrabandear ouro suficiente para comprar sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente não chega ao fim a história da crueldade sofrida pelos negros durante a escravidão, pois sempre existem fatos que dão amplitude do desespero negro diante da tragédia sofrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Negros vão à Luta, mas não são uma Classe Revolucionário&lt;br /&gt;Em dezembro de 1808, começou o processo de insurreição, eram hauças e nagôs unidos pela fé islâmica. As duas nações juntaram-se na rebelião que terminaria em fuga em 1809, organizada por uma sociedade secreta de governo dos negros, a Obgoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande rebelião baiana, porém seria a de 1835, com os nagôs, pois tinham uma melhor estrutura para resistir à repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1826 à 1820, vários choques entre nagôs e forças comandadas por capitães-do-mato resultaram em muitas mortes, tanto de um lado como do outro. Em 1828, uma parte dos negros nagões fugiram de Salvador para atacarem a capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa violência era o ruarco para uma grande rebelião que explodiria no dia 13, que foi fracassada devido uma negra que foi convidada para participar e denunciou o movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os malês tinham maior liberdade que os das fazendas, já que se mantinham com seu próprio dinheiro. Havia muitos que pertenciam a nações de cultura islâmicas, como os houças e nagôs. No entanto, mesmo os escravos que conseguiram comprar a liberdade continuavam a ser tratados com desprezo e violência, sem qualquer possibilidade de ascensão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1812, surge uma organização negra patrocinada pela Coroa, Companhia de Pretos de Pernambuco, que foi uma respostas às rebeliões negras. Joaquim Nabuco fundou em 1880, a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, que incentivou a campanha abolicionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo do século XVII, já havia no Brasil 2000 escravos negros, submetidos a desumanas condições de vida. Fugiam sempre que possível de seus proprietários, unindo-se em seguida para evitar a recaptura. Formavam, desse niado, verdadeira aldeias nas matas que ficaram conhecidas como quilombos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos quilombos teve curta duração, não resistindo às investidas das entradas expedições organizadas pelo fazendeiras para a busca dos insubmissos. Um deles, porém, enfrentou várias expedições, ao longo de décadas, antes de ser derrotadas: Palmares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmares quase foi um Estado, dividido em várias comunidades que se deslocavam conforme as lutas e perseguições dos brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na floresta, foram construindo os primeiros mocambos, agrupamento de choupanas rústicas cobertas com folhas de palmeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domínio holandês em Pernambuco e a subsequente resistência do lusos brasileiros ao invasor resultaram na desorganização das lavouras, pois a fuga de escravos se intensificou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores de todo o litoral nordeste até a fronteira da Bahia, os holandeses investiram contra o quilombo, mas não tiveram êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmares defendia-se com sucesso, recorrendo a táticas guerrilheiras. Os portugueses hesitaram em tornar a iniciativa dos ataques aos macambos, porque destruir o quilombo tornava-se uma empreitada respeitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As investidas dos brancos se intensificaram, tudo feito para que o bandeirante Domingos Jorge Velho conseguisse uma vitória completa e definitiva. Enfim, sitiados os quilombos enfrentam os ataques com lavouras, porém, são obrigados a recuar cada vez mais. Zumbi consegue escapar com um pequeno grupo de sobreviventes, mas perseguidos quase todo são presos, mas Zumbi não aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traído por um seguidor, foi localizado e morto. Teve a cabeça decepada e exposta em praça pública para servir de exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem escravista triunfara mas, nas senzalas, a história de resistência de Zumbi, passava de geração para geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negro entrava ainda como cidadão de segunda classe nessas revoluções, não deixa de ser sintomática que a historiografia oficial sempre destaca a valentia e o heroísmo dos negros nessas lutas, nunca a sua influência real sobre os acontecimentos, porque as decisões ficavam para os brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Balaiada, a Sabinada e a Insurreição Praieira foram revoltas em que o negro lutou pela fuga de seu sofrimento e não por ações políticas que tivesse um fim revolucionário na mudança da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Racismo e a Ideologia do Branqueamento entram em Cena&lt;br /&gt;Desde a Independência (1822), as representações racistas, enquanto sistema de pensamento institucional, tinham começado a irritar-se no Brasil. Os negros foram deixados do pacto social instaurador da nova ordem, e os índios apenas simbolicamente incluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação social racista impôs-se com mais força à consciência pequena-burguesa depois da abolição da escravatura, no instante em que as antigas hierarquias sociais sentiram-se ameaçadas. Era a época em que o negro despontava como objeto de ciência para alguns setores da intelectualidade nacional, ao mesmo tempo em que se expandia a ideologia do branqueamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideologia do branqueamento, na obra de Vianna, era no fundo uma tentativa de preservar a discriminação contra efeitos colaterais da abolição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era população miscigenada como a do Brasil poderia preservar a sua unidade nacional e desempenhar um papel no mundo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anti-semitismo é o veículo ideológico para Gilberto Freyre, autor típico para demostrar a infiltração do anti-semitismo como traço cultural inseparável de certos teólogos da escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora reconheçam que Casa Grande e Senzala é um livro-marco por ter tirado dos domínios da sociobiologia racista e levado para a sociologia histórica a discussão sobre o papel do negro na formação do povo, acusa-se Freyre de dar pouco importância ou de ocultar a exploração do escravo negro pelo senhor branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nascimento de um Exército Popular: A Guerra do Paraguai&lt;br /&gt;Desde o começo da Guerra do Paraguai à abolição passam-se apenas 24 anos e o Império tem que resolver um problema sério, o racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra do Paraguai só pode ser entendida nos quadros do imperialismo britânico do século XIX. O Paraguai surgia como o país mais desenvolvido da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse desenvolvimento é explicado pela independência e seu natural isolamento, que permitiu ao Estado organizar as forças, inclusive manufatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legitimamente, independente, em um contexto de marcada influência do imperialismo britânico, tornou-se o Paraguai um inimigo pronto para ser destruído pela Inglaterra e seus fiéis seguidores na América, ou seja, Brasil e Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra do Paraguai foi o derramamento da barbaridade que impregnava o Império e a Confederação Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses elaboraram o Tratado da Tríplice Aliança, assinado em 1º de Maio de 1865, e através deste tratado, as forças militares da Argentina, Brasil e Uruguai se reuniram pela Guerra de Secessão nos Estado Unidos, quando a falta de algodão para as fábricas inglesas apavorou o capitalismo britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exército imperial que abrigava milhares de negros em seus batalhões durante o conflito, não poderia ser o sustentáculo de uma sociedade escravocrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra do Paraguai foi só uma idéia do papel do negro, pois foi dele quem a sofreu, morrendo de várias doenças ou das balas e lanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, durante a Guerra o preço dos escravos subiu muito, devido a formação de um exército, pois o exército refletia na sua estrutura e no seu corpo militar o desprezo que recebia do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor do negro como soldado no Brasil é uma tradição que vem desde o século XVI, quando eles formaram as primeiras milícias para defender as capitanias dos ataques dos estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem casos que registram a bravura dos negros como no caso do negro Antonio, em 1625, na luta contra os holandeses, Henrique Dias, organizador da Legião do Henriques, João Batista de Faria, nomeado em 1859 para a guarda pessoal de Dom Pedro II, Cesário Alves da Costa, promovido a sargento, cadete Antonio Francisco de Melo, destacou-se na batalha do Riachuelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram à lenda, os fatos do heroísmo negro na Guerra do Paraguai, como o caso do negro Jesus, que executou o toque de avançar com a corneta presa entre os lábios, pois seus braços foram decepados e André Rebouças, um dos maiores engenheiros do século XIX, projetou um torpedo usado pela Marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as despesas de guerra tinham alcançado quantia relativamente elevada, sobreviveram dificuldades financeiras que contribuíram para enfraquecer bastante a posição do governo Imperial, e facilitar a propaganda dos seus adversários, cada vez mais numerosos e ativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As operações militares, por sinal, tinham posto em relevo um novo aspecto do problema escravagista, ao mostrar inconveniente de não existir uma população campesina livre e numerosa, capaz de fornecer ao exército homens acostumados à maus tempos e a esforços físicos continuados, tal como acontecia na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade racista só quer o negro como escravo, para o trabalho livre, importa imigrantes europeus. Para financiar a mobilização militar tinha sido necessário tomar milhões de libras emprestadas junto aos grupos financeiros britânicos, a partir daí, a abolição e a República ganhariam uma força irresistível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Classes Dominantes Resolveram seu Problema: O Negro vai para os Porões da Sociedade&lt;br /&gt;Começa a marcha para Abolição, que iria precipitar a decadência da aristocracia rural. Perderia, assim, o Império a sua principal base de sustentação: os senhores e os escravos. Foi o que aconteceu, a abolição sacudiu, de maneira violenta e profunda, a velha estrutura econômica e social do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre, abalando os fundamentos da antiga economia agrária e acarretando a decadência e o desprestígio da aristocracia rural, apressou a efetivação do que seria inevitável com o avanço das idéias democráticas, a queda da Trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Abolição tornou-se um imperativo depois da extinção do tráfico, não só pelo decréscimo que se registrava na população escrava, mas porque era mais vantajoso o trabalho livre em virtude de sua maior produtividade e dos menores riscos de investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a abolição do escravismo, sem indenização aos proprietários, a aristocracia escravagista, arruinada, lançou sobre a Monarquia a culpa de sua desgraça, passando a engrossar as fileiras do movimento republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marginalização sócio-econômica do negro liberto tornou-se um fenômeno nacional já nos fins do século XIX, pois à liberdade jurídica não corresponderam as demais liberdades essenciais à sua integração na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abolicionismo foi um debate político, além de importante para a configuração da República, com variações sutis, enquanto que o trabalho livre afirmando-se como principal força produtora do Brasil. Se reveste de lances dramáticos, empolgações românticas e discursos inflamados, que procura amenizar o impacto da liberdade dos negros, atraindo as classes dominantes conformadas com os novos tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1868, o partido liberal assumira, publicamente, o compromisso de bater-se pela emancipação dos escravos; em 1880 organizam-se as sociedades abolicionistas coordenadas pela Confederação Abolicionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, os partidários da abolição começaram a ganhar terreno, contribuindo com as pressões crescentes dos Estados Unidos e o da Inglaterra, em resposta e à opinião pública, o Governo promulgou em setembro de 1871 a lei conhecida como “Lei do Ventre Livre”, a lei do Rio Branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa lei eram emancipados os filhos de mulheres escravas nascidos a partir daquela data. Na realidade, porém, nada se alterava, pois o senhor da mãe escrava conservava o direito aos serviços gratuitos dos menores até os 20 anos completos. Tratava-se apenas de uma medida para apaziguar os ânimos abolicionistas e ganhar tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse objetivo foi alcançado; o movimento perdeu força e só se recuperou na década seguinte. A respostas à nova ofensiva abolicionista foi outra lei. A 28 de Setembro de 1885 era aprovada a “Lei Saraiva - Cotegipe” ou “Lei dos Sexagenários” que emancipava os escravos de mais de 60 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, essa lei apenas liberava o dono de escravos da responsabilidade pela manutenção da mão-de-obra improdutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletindo a nova correlação de forças, o Congresso aprovava, a lie da escravidão no Brasil, “A Lei Áurea”. O jangadeiro Franscisco do Nascimento, ao Rio, deu começo à Questão Militar. Em 1884, Ceará e Amazonas antecipam-se, extinguindo totalmente, em seus territórios o regime escravista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multiplica-se a fuga dos escravos. O Exército convocada para dar-lhes caça, recusa-se a prestar a condição-de-mato, endossado por Deodoro em 1887.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Abolição não significou a emancipação efetiva da população escravizada. Sem medidas institucionais que promovessem sua integração à sociedade, os negros foram entregues à própria sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desprotegidos e descriminados, acabaram engrossando os continentes marginalizados que se aglomeravam na periferia das grandes cidades. Na realidade, a abolição veio afastar alguns dos obstáculos ao desenvolvimento da economia brasileira, cujo pólo dinâmico se baseava cada vez mais no trabalho assalariado. Beneficiavam-se os cafeicultores modernos, de São Paulo, para quem a medida era sinônimo de incentivo à imigração européia; em contrapartida, os decadentes barões do café, de terras já esgotadas e donos de muitos escravos, retiraram seu apoio ao regime imperial, derrubado em 1889.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escravismo vinha sendo a fórmula adequada para o aproveitamento do imenso território brasileiro. A escravidão moderna foi a forma para o capitalismo se efetivar na periferia do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a marca de seu atraso, a escravidão, com suas implicações políticas, econômicas, jurídicas e morais, impossibilita não apenas o progresso material do país, mas impede a formação da própria nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escravos não podiam ser uma classe revolucionária; não podiam reivindicar, ocupando o espaço social que lhes determinavam, enquanto não os transformassem em classe trabalhadora.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.grupoescolar.com/pesquisa/historia-dos-negros.html"&gt;http://www.grupoescolar.com/pesquisa/historia-dos-negros.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-5091166480865212576?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5091166480865212576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5091166480865212576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/historia-dos-negros-tratado-de-methuen.html' title='História dos Negros Tratado de Methuen:  A Primeira Desgraça Imperialista Inglesa'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-2755763719284628445</id><published>2012-01-26T21:16:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:16:23.653-04:00</updated><title type='text'>Glasnost na URSS</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/AF157.jpg" /&gt;Veja&lt;br /&gt;No fim deste 1987 comemoram-se os setenta anos da Grande Revolução de Outubro, como dizem os soviéticos - aquele extraordinário momento de 1917 em que Lênin e um punhado de seguidores, como que pegando a História no contrapé, forçaram passagem entre a falência do reinado dos czares e os escombros da I Guerra Mundial para invadir o século XX com um regime de tipo único no planeta. Eles queriam tudo - o perfeito regime da bonança, da justiça e da igualdade. De Lênin a Gorbachev alguma água passou sob as pontes do Rio Neva, na antiga capital, Petrogrado, rebatizada de Leningrado, e do Rio Moskva, em Moscou, para onde foi retransferida a sede do governo. Hoje, os setenta anos da Revolução coincidem com um fascinante momento de questionamento. Enquanto sob a liderança morna, quase preguiçosa, de Brejnev, os problemas eram jogados debaixo do tapete, com Gorbachev os soviéticos são convidados a encará-los. Brejnev era o líder para quem tudo corria da melhor maneira, no melhor dos mundos. Gorbachev esforça-se por denunciar o que está errado. Se há um traço principal em sua liderança, até agora, é a proclamação incessante de que há problemas e de que esses problemas poderão se transformar em perigos a curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu depois&lt;br /&gt;Com a adoção da glasnost, a abertura política proposta por Gorbachev, a União Soviética enfim tratou de forma aberta de seus principais dilemas: a pobreza da população, a dificuldade de se remodelar a economia, a oposição popular à guerra no Afeganistão e o desafio de manter o status de superpotência global. As mudanças foram rápidas e radicais. Em 1988, na primeira conferência do Partido Comunista em meio século, as práticas de Stálin foram criticadas abertamente. Em 1989, dois anos depois da publicação da reportagem de VEJA, acontecem as retiradas das tropas soviéticas do conflito afegão e as primeiras eleições no país desde 1917. Gorbachev também visitou Pequim e encerrou as tensões com a China, além de pressionar os líderes comunistas da Europa Oriental a adotar doutrinas similares à glasnost. O colapso do bloco soviético, no entanto, não foi evitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descompasso entre o Kremlin e os outros governos comunistas da Europa e os problemas econômicos da superpotência minaram o poder de Gorbachev, que acabou enfraquecido entre os militares e a cúpula do partido - eles queriam um processo de abertura mais lento e gradual. O PIB do país encolheu 4% em 1990 e a agitação política aumentou, com os estados bálticos e a Geórgia exigindo independência. Gorbachev ainda assinou pactos históricos com os EUA e a Alemanha, aumentando ainda mais a insatisfação dos opositores do líder soviético. Em agosto de 1991, apenas dois dias antes da assinatura de um tratado para dar mais autonomia às repúblicas soviéticas, Gorbachev foi alvo de um golpe de estado. A jogada foi neutralizada em três dias, com resistência popular e apoio dos presidentes das repúblicas, sob liderança do russo Boris Yeltsin. Os golpistas foram presos, e Gorbachev, reconduzido ao poder. O comando, no entanto, já estava em outras mãos - Yeltsin e os outros presidentes passaram a governar na prática o império soviético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em agosto de 1991, Boris Yeltsin baniu o Partido Comunista e reconheceu a independência dos estados bálticos e da Ucrânia. Era o começo do fim da União Soviética. Em setembro, a dissolução da superpotência em quinze repúblicas foi decidida. Em 8 de dezembro de 1991, um tratado entre as repúblicas deu origem à Comunidade dos Estados Independentes, a CEI. Seu papel foi de suceder o comando central soviético e coordenar as políticas econômicas, comerciais e até militares dos países-membros. Em 25 de dezembro, Mikhail Gorbachev renunciou ao cargo de presidente da União Soviética. O cargo foi extinto. No dia seguinte, os EUA reconheceram as repúblicas soviéticas como nações independentes. Em 26 de dezembro de 1991, os escritórios e gabinetes soviéticos foram ocupados de forma definitiva pelos russos. A União Soviética deixou de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1996, cinco anos depois do colapso da superpotência comunista, Gorbachev se candidatou à presidência da Rússia - sua primeira disputa eleitoral numa longa carreira política. Com menos de 1% de apoio nas pesquisas de opinião pública, ele fracassou. O homem que galvanizou o mundo ao abrir o bloco soviético, é hoje um semi-aposentado quase sem amigos. Os nostálgicos do comunismo não o perdoam pelo colapso da União Soviética. Os reformistas não esquecem sua hesitação na hora de transformar a perestroika numa opção verdadeira pela economia de mercado. A maioria o vê como o culpado por todos os problemas sociais pós-soviéticos. Em setembro de 1999, Gorbachev sofreu outro duro golpe: a morte da mulher, Raisa, a dama da glasnost, vítima de uma leucemia fulminante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Revista Veja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Revista VEJA em 29 de julho de 1987&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://w3.ufsm.br/mundogeo/geopolitica/more/glasnost.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-2755763719284628445?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2755763719284628445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2755763719284628445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/glasnost-na-urss.html' title='Glasnost na URSS'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-5698277569193715305</id><published>2012-01-26T21:15:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:15:48.467-04:00</updated><title type='text'>Dança das Fitas</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/479FE.gif" /&gt;Tradição muito antiga, dos povos arianos, trazida ao nosso país pelos portugueses e espanhóis. É também praticada em vários outros países das Américas, do México até a Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coreografia principal é o trançado. Um mastro, enfeitado com flores e guirlandas e de cujo topo partem fitas multicoloridas, tantas quantas forem as participantes, geralmente moças, "lindamente enfeitadas", como diz um cronista, é fincado no chão. As moças pegam as pontas livres das fitas e executam um bailado cuja coreografia segue o ritmo dos instrumentos musicais, como sanfona, violão e pandeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dançarinas trançam e destrançam as fitas, de cores diferentes, formando interessantes desenhos pela intercalação das cores. No Brasil, a dança faz parte das festividades natalinas, mas, em diversos países, é somente dedicada às árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É especialmente bonita, até mesmo deslumbrante, a execução dessa dança pelas bailarinas e bailarinos da Geórgia, da ex União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.abrasoffa.org.br/folclore/danfesfol/fitas.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-5698277569193715305?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5698277569193715305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5698277569193715305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/danca-das-fitas.html' title='Dança das Fitas'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-8884647057506883021</id><published>2012-01-26T21:14:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:15:11.591-04:00</updated><title type='text'>Combustíveis fósseis: Petróleo, Carvão e Gás Natural</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/7E8DF.jpg" /&gt;A origem dos combustíveis fósseis&lt;br /&gt;Existem três grandes tipos de combustíveis fósseis: o carvão, o petróleo e o gás natural. Os três foram formados há milhões de anos atrás na época dos dinossauros, daí o nome de combustível fóssil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os combustíveis fósseis são resultado de um processo de decomposição das plantas e dos animais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As plantas armazenam a energia recebida do sol transformando-a no seu próprio alimento. A este processo chama-se fotossíntese. Por sua vez, os animais comem as plantas para adquirirem energia. Finalmente, as pessoas comem os animais e as plantas para obter a energia necessária para trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as plantas, dinossauros e outras criaturas morreram, a terra decompôs os seus corpos enterrados, camada por camada, debaixo da terra. São necessários dois milhões de anos para que estas camadas de matéria orgânica se transformem em pedra preta e dura a que chamamos o carvão, num líquido negro: o petróleo, ou ainda no gás natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os combustíveis fósseis podem ser encontrados debaixo da terra em muitos locais do nosso planeta. Portugal não é um desses locais (não é um país rico em combustíveis fósseis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um dos combustíveis fósseis é extraído de diferente maneira. O carvão retira-se de minas profundas através da escavação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As companhias petrolíferas extraem o petróleo escavando poços muito fundos. O petróleo é então bombeado e trazido para a superfície terrestre (tal como o furo de água existente em algumas das casas campestres). Normalmente são transportados em tanques e barcos próprios até chegar á maioria dos países do mundo (é o que acontece em Portugal, pois quase todo o petróleo é exportado). O petróleo tem de ser transformado ou refinado noutros produtos antes de ser usado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refinarias&lt;br /&gt;O petróleo é armazenado em grandes tanques antes de ser distribuído pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos produtos que derivam do petróleo, como por exemplo, os fertilizantes para as quintas, as roupas que vestes, a pasta de dentes, as garrafas e canetas de plástico, etc. Quase todos os plásticos têm origem no petróleo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas refinarias o petróleo bruto é separado em vários produtos pelo aquecimento deste espesso combustível. Estes produtos são: a gasolina, o gasóleo, o combustível dos aviões, os óleos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gás Natural&lt;br /&gt;O gás natural é mais leve que o ar, sendo constituído maioritariamente por metano. O metano é um composto químico simples constituído por átomos de carbono e hidrogénio. A sua fórmula química é o CH4. Este gás é altamente inflamável e encontra-se em reservatórios subterrâneos perto do petróleo. Desta forma é bombeado e transportado de forma semelhante á do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gás natural não tem odor nem pode ser visto, por isso, antes de ser canalizado por tubos até aos tanques de armazenamento, mistura-se um químico que lhe confere um forte odor parecido com ovos podres. Assim, é facilmente identificada uma fuga de gás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gás armazenado nos tais tanques é distribuído através de tubos até ás nossas casas, fábricas e centrais eléctricas servindo de combustível para produzir electricidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preservação dos combustíveis fósseis&lt;br /&gt;Os combustíveis fósseis demoram dois milhões de anos para se formarem. Atualmente os humanos gastam desmesuradamente recursos que se formaram á mais de 65 milhões de anos no tempo dos dinossauros. Uma vez esgotados não é possível fabricá-los e temos que esperar muito tempo para voltarem a existir. Assim, é melhor preservá-los e poupá-los antes que esgotem. Eles não se renovam nem se fabricam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revisão da matéria dada&lt;br /&gt;1- Os combustíveis fósseis estão em formação desde o tempo dos dinossauros, quando as plantas e animais morreram. A sua matéria orgânica decompôs-se gradualmente ao longo dos anos até se transformar em carvão, petróleo e gás natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Os combustíveis fósseis encontram-se normalmente no subsolo e são extraídos de minas (é o caso do carvão) ou como o petróleo e gás natural retirados através de uma bomba de pressão dos poços petrolíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O petróleo é transportado por tubos largos ou em grandes distâncias por navios petrolíferos para locais onde vai ser transformado noutros produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Muitos produtos como o plástico e fertilizantes derivam do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- O gás natural pode ser encontrado perto do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Este gás é transportado por uma série de tubos até chegar ás nossas casas, escolas e empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Os combustíveis fósseis não são renováveis nem podem ser fabricados, o melhor é a sua preservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.abcdaenergia.com/enervivas/cap05.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-8884647057506883021?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8884647057506883021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/8884647057506883021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/combustiveis-fosseis-petroleo-carvao-e.html' title='Combustíveis fósseis: Petróleo, Carvão e Gás Natural'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-7623707901032233849</id><published>2012-01-26T21:14:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:14:32.873-04:00</updated><title type='text'>Carta da ONU</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/A1564.jpg" /&gt;A Carta das Nações Unidas foi assinada em São Francisco, a 26 de junho de 1945, após o término da Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional, entrando em vigor a 24 de outubro daquele mesmo ano. O Estatuto da Corte Internacional de Justiça faz parte integrante da Carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 17 de dezembro de 1963, a Assembléia Geral aprovou as emendas aos Artigos 23, 27 e 61 da Carta, as quais entraram em vigor a 31 de agosto de 1965. Uma posterior emenda ao Artigo 61 foi aprovada pela Assembléia Geral a 20 de dezembro de 1971 e entrou em vigor a 24 de setembro de 1973. A emenda do Artigo 109, aprovada pela Assembléia Geral a 20 de dezembro de 1965, entrou em vigor a 12 de junho de 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emenda ao Artigo 23 eleva o número de membros do Conselho de Segurança de onze para quinze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Artigo 27 emendado estipula que as decisões do Conselho de Segurança sobre questões de procedimento sejam efetuadas pelo voto afirmativo de nove membros (anteriormente sete) e, sobre todas as demais questões, pelo voto afirmativo de nove membros (anteriormente sete), incluindo-se entre eles os votos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emenda ao Artigo 61, que entrou em vigor a 31 de agosto de 1965, eleva o número de membros do Conselho Econômico e Social de dezoito para vinte e sete. A emenda subseqüente a este Artigo, que entrou em vigor a 24 de setembro de 1973, elevou posteriormente o número de membros do Conselho para cinqüenta e quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emenda ao artigo 109, relacionada com o primeiro parágrafo do referido artigo, estipula que uma Conferência Geral de Estados Membros, convocada com a finalidade de rever a Carta, poderá efetuar-se em lugar e data a serem fixados pelo voto de dois terços dos membros da Assembléia Geral e pelo voto de nove membros quaisquer (anteriormente sete) do Conselho de Segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parágrafo 3 do artigo 109, sobre uma possível revisão da Carta durante o 10º período ordinário de sessões da Assembléia Geral, mantém-se em sua forma original, quando se refere a um “voto de sete membros quaisquer do Conselho de Segurança”, havendo o referido parágrafo sido aplicado em 1955 pela Assembléia Geral durante sua décima reunião ordinária e pelo Conselho de Segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preâmbulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÓS, OS POVOS DAS NAÇÕES UNIDAS, RESOLVIDOS&lt;br /&gt;a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra,que por duas vezes, no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade, e a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direito dos homens e das mulheres, assim como das nações grandes e pequenas, e a estabelecer condições sob as quais a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito internacional possam ser mantidos, e a promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade ampla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E PARA TAIS FINS,&lt;br /&gt;praticar a tolerância e viver em paz, uns com os outros, como bons vizinhos, e unir as nossas forças para manter a paz e a segurança internacionais, e a garantir, pela aceitação de princípios e a instituição dos métodos, que a força armada não será usada a não ser no interesse comum, a empregar um mecanismo internacional para promover o progresso econômico e social de todos os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESOLVEMOS CONJUGAR NOSSOS ESFORÇOS PARA A CONSECUÇÃO DESSES OBJETIVOS.&lt;br /&gt;Em vista disso, nossos respectivos Governos, por intermédio de representantes reunidos na cidade de São Francisco, depois de exibirem seus plenos poderes, que foram achados em boa e devida forma, concordaram com a presente Carta das Nações Unidas e estabelecem, por meio dela, uma organização internacional que será conhecida pelo nome de Nações Unidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(29 de Julho - Dia Mundial da Carta das Nações Unidas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja Mais...&lt;br /&gt;http://www.onu-brasil.org.br/doc1.php&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.onu-brasil.org.br/documentos_carta.php&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-7623707901032233849?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7623707901032233849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7623707901032233849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/carta-da-onu.html' title='Carta da ONU'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-4496449411060618539</id><published>2012-01-26T21:13:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:13:47.540-04:00</updated><title type='text'>Consciência Negra</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/47177.jpg" /&gt;Samantha Buglione&lt;br /&gt;Em Debate por Samantha Buglione&lt;br /&gt;Em 1789, os franceses declararam os direitos universais do homem. Tínhamos, ali, um marco para a história do ocidente que acabaria por influenciar todo o mundo. A declaração dizia, em alto e bom tom, que todos nasciam iguais, que todos tinham os mesmos direitos, que todos estavam livres de crueldade. Mesmo assim, milhares de humanos e não-humanos seguiam explorados, violentados e submetidos a maus-tratos. Os negros cruzavam os mares como escravos em centenas, marcando o primeiro grande genocídio da história moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação fácil para a exploração era retórica e contraditória, mas serviu para aplacar a alma do violador, para quem os negros não faziam parte do humano dos direitos humanos. O esforço, desde sempre, foi o de ampliar a comunidade moral e o próprio sentido de sujeito de direitos e ampliá-lo de forma que diferentes singularidades - dos sujeitos vivos que vivem suas vidas - fossem abarcadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje os negros e os não-brancos recebem salários menores, trabalham mais informalmente e são mais pobres, além de serem a minoria nas universidades e sofrerem discriminação e violência por conta do tom de pele. Em regra, não são as ações dos negros, tampouco o seu caráter, que passam pelo crivo do julgamento público, mas sua melanina. Quando surgem políticas de promoção da igualdade não é a política que é questionada, mas o mérito dos negros e o fato de eles estarem, audaciosamente, em lugares que, segundo os preconceituosos, não lhes compete, como as universidades. Cotas, distribuição de renda e igualdade salarial não ofendem pela proposta, mas por promoverem o sustento de um estado democrático que é o igual reconhecimento de interesses. Algo que não se faz em discurso, mas em ações, e que tira muitos da zona de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não encontrarmos - em igual porcentagem - negros e negras doutores em meteorologia, química, física, matemática, filosofia, medicina, as cotas seguirão como uma política necessária. Os racistas aceitam negro doutor em antropologia que estuda quilombos, mas se incomoda com o negro doutor do Supremo Tribunal Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história se faz por meio da capacidade de resistência e de mobilização. As grandes revoluções foram silenciosas. Foi assim na Índia, com Gandhi, e foi assim nos EUA quando os negros pararam de usar os ônibus públicos - e andavam quilômetros a pé - para protestar contra o apartheid. No dia 20 de novembro, se comemora o Dia da Consciência Negra, que é um chamado à reflexão sobre a sociedade como um todo. É um dia que comemora a resistência do negro à escravidão e à violência. Algo que começou com o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro, em 1594.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanos têm um talento especial para discriminar e criar zonas de conforto e, principalmente, de encontrar argumentos que justifiquem suas escolhas. Foi e é assim com o racismo, com o sexismo (o machismo), com a discriminação de classe e com o especismo. Por isso, pensar a democracia e a Justiça a partir da condição dos negros é pensar nossa própria humanidade. Os não-brancos, no Brasil, são praticamente a metade da população brasileira. As mulheres, mais da metade. Ignorar a qualidade de vida desses humanos e seus interesses é fazer a manutenção de um conceito de humano que só privilegie alguns "bem-aventurados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Professora de direito, bioética e do mestrado em gestão de políticas públicas da Univali. Doutora em ciências humanas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;source=a2719662.xml&amp;template=4187.dwt&amp;edition=13541§ion=882&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.geledes.org.br/em-debate/consciencia-negra.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-4496449411060618539?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4496449411060618539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4496449411060618539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/consciencia-negra.html' title='Consciência Negra'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-2116531236983153035</id><published>2012-01-26T21:09:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:11:22.037-04:00</updated><title type='text'>Erwin Rommel</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.mundoeducacao.com.br/upload/conteudo_legenda/2f52589326688872802c240ef4f4f594.jpg" /&gt;Erwin Rommel era um dos integrantes da alta cúpula militar que integrava o exército alemão na Segunda Guerra Mundial. Nascido em Heidenheim an der Brentz, Rommel não tinha nenhum tipo de relação com as elites que tradicionalmente formavam os exércitos alemães. Isso aconteceu graças às mudanças empreendias por Guilherme II, que permitiu que pessoas de outras classes sociais pudessem fazer parte do exército alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua carreira iniciou-se já na Primeira Guerra Mundial, quando entrou como cadete nas Forças Alemãs. Nos combates da Primeira Guerra, ascendeu ao posto de tenente obtendo grande destaque nos conflitos ocorridos na Itália, França e Romênia. No entanto, a derrota alemã trouxe um período de pouco prestígio à carreira militar de Rommel. As imposições do Tratado de Versalhes reduziram o contingente militar alemão a poucos postos militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo, Rommel produziu um livro onde compartilhava de toda sua experiência bélica. A obra intitulada “Ataques de Infantaria” teve grande sucesso e acabou chamando a atenção do novo líder nazista Adolf Hitler. Nos primeiros anos do regime nazista, Rommel foi designado para treinar os integrantes da “Juventude Hitlerista”. Depois disso, com início da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o militar foi destacado para conduzir o comboio que escoltava as comitivas de Adolf Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hitler que já admirava o trabalho do militar, indagou Rommel sobre qual função ele gostaria de ocupar no conflito. Não perdendo tempo, o militar foi remanejado para a 7ª Divisão de Blindados. Mesmo não tendo experiência com esse tipo de equipamento bélico, Rommel logo se destacou no processo de ocupação à França. A velocidade de penetração territorial da divisão blindada de Rommel era tanta que nem os próprios alemães sabiam localizar a sua famosa “Divisão Fantasma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vitórias obtidas na ocupação francesa foram decisivas para que Rommel fosse indicado para auxiliar as tropas italianas na ocupação do continente africano. Na famosa divisão “Afrika Korps” o afamado militar alemão, também ficou conhecido como “Raposa do Deserto” e começou a perceber as imprudências militares de Adolf Hitler. Apesar de ter prestígio junto ao Füher, Rommel não foi atendido quando clamou por novas tropas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1943, Erwin Rommel se afastou dos campos de combate para recuperar-se dos ferimentos de guerra. No ano seguinte, foi mais uma vez convocado por Adolf Hitler para comandar tropas que deveriam evitar o avanço dos Aliados rumo à França. Insatisfeito com as medidas militares descabidas de Adolf Hitler, Rommel resolveu participar de um golpe que pretendia assassinar o líder nazista e remodelar o projeto militar alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coronel Claus von Stauffenberg foi responsável por executar o atentado contra Adolf Hitler. No entanto, a tentativa acabou não funcionando e a alta cúpula alemã perseguiu cada um dos envolvidos na trama golpista. Em pouco tempo o nome de Rommel apareceu como “novo füher” e, com isso, os líderes nazistas se depararam com uma delicada situação. Como o governo poderia afirmar a coesão política do comando nazista quando um dos seus mais fiéis representantes tenta matar Adolf Hitler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resolver este impasse, Hitler enviou Ernst Maisel e Wihelm Burgdorf à casa de Erwin Rommel. Chegando lá, os dois militares revelaram que ele fora desmascarado e que teria duas opções: ou matar-se envenenado e morrer como um herói alemão ou sofrer uma morte humilhante seguida pela perseguição a todos os seus familiares. Preferindo proteger sua família, Rommel comunicou a situação à sua esposa e saiu de casa trajando a farda nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, sua esposa recebeu uma ligação de um hospital que deu a notícia de sua morte. Nos meios de comunicação da época, deu-se a notícia de que Erwin Rommel não teria resistido aos ferimentos de guerra. Um grande cortejo fúnebre foi organizado em homenagem à “raposa do deserto”, que levava no caixão o segredo de um governo em crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.mundoeducacao.com.br/img/logo.png" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-2116531236983153035?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2116531236983153035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/2116531236983153035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/erwin-rommel.html' title='Erwin Rommel'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-1393834577662832190</id><published>2012-01-26T21:08:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:09:41.219-04:00</updated><title type='text'>Jurema Sagrada</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Jurema%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg" /&gt;Os poderes atribuídos à jurema organizam uma religião típica do Nordeste brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os primeiros tempos da colonização, vários cronistas e observadores falam sobre o desenvolvimento de rituais ligados à população indígena. Por meio de cantos, danças, infusões, cachimbos e dizeres sagrados, os índios se colocavam em contato com seus antepassados e com outros seres do plano espiritual. Logicamente, aos olhos dos colonizadores e dos jesuítas, tais práticas eram um grande empecilho à divulgação da fé cristã em terras brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse conjunto de manifestações, a jurema sagrada, jurema nordestina ou catimbó, aparece como uma religião indígena, mas também influenciada por elementos dos cultos cristãos e afro-brasileiros. Antes de tudo, a jurema é uma árvore da caatinga e do agreste que tem sua casca utilizada para a fabricação de uma bebida mágica que concede força, sabedoria e contato com seres do mundo espiritual. É dessa forma que o uso da árvore desencadeia a formulação de uma experiência religiosa com mesmo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do tempo, a Jurema incorporou uma série de influências que impedem a formulação de um padrão ritualístico mais extenso. Assim, definimos como praticantes da Jurema todos aqueles que se reúnem em terreiros ou casas para realizarem a ingestão da bebida feita a partir da árvore, empregando o uso de tabaco e buscando o contato com um mundo espiritual alcançado através do transe. No mais, observamos variações que abraçam desde os elementos da Umbanda até o Cristianismo Católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cultos da Jurema temos a figura dos mestres que ocupam a função de líderes, responsáveis pela incorporação de espíritos que curam e aconselham os praticantes, mais conhecidos como “juremeiros”. Além de fornecedora de um elo com o chamado “reino dos encantados”, a jurema é considerada poderosa por ter, nos tempos bíblicos, escondido Jesus Cristo quando este fugia para o Egito. Ao entrar em contato com o pé de jurema, o Salvador teria lhe preenchido com poderes diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fabricação da bebida sagrada conta com uma mistura que leva cascas de jurema e uma espécie de vinho preparado com álcool, mel, gengibre, hortelã, cravo e canela. Segundo alguns pesquisadores, a ingestão oral desta mistura não provoca nenhum tipo de transformação em quem a ingere. Dessa forma, tudo indica que os procedimentos ritualísticos que envolvem a ingestão, são indispensáveis para que a fórmula preparada determine o estado de transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas entidades incorporadas em uma sessão de jurema são os mestres que já se foram e os caboclos. O reconhecimento dessas entidades acontece através da observação dos gestos e falas, que o incorporado assume assim que começa dar voz a um determinado ser do mundo espiritual. Nesse âmbito, o mundo dos espíritos construído pela jurema era formado por várias cidades, sendo que cada um deles tinha capacidade de atender uma espécie de pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cercada por uma série de instrumentos, a sessão de Jurema é sonoramente povoada pela execução da maraca (um chocalho indígena feito de cabaça) e o ilu (uma espécie de tambor). Sem um conteúdo fixo, a jurema oferece os seus ditos “segredos” de forma especial a cada um dos “enjuremados”. Dispostos em uma mesma roda, os participantes deste ritual pontuam mais uma das várias religiões que determinam a diversidade da cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Fonte: &lt;img src="http://www.brasilescola.com/img/logo.png" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-1393834577662832190?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1393834577662832190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1393834577662832190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/jurema-sagrada.html' title='Jurema Sagrada'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-905305965742039567</id><published>2012-01-26T21:07:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:08:31.040-04:00</updated><title type='text'>Se o Brasil ainda fosse uma monarquia, quem seria o imperador?</title><content type='html'>por Tarso Araújo&lt;br /&gt;Seria o bisneto da princesa Isabel e do conde D’eu - tataraneto de d. Pedro II, o último imperador a governar o Brasil. O nome do cara é dom Luiz de Orleans e Bragança, que atualmente tem 68 anos e vive em São Paulo (SP). Caso a República não tivesse sido proclamada, Isabel, a filha de Pedro II, o teria sucedido, sendo nossa primeira imperatriz. Ela tinha dois irmãos, mas eles morreram ainda bebês e ela era a mais velha entre as duas mulheres. O herdeiro direto de Isabel seria seu filho mais velho, dom Pedro de Alcântara (1875-1940). Ele apaixonou-se pela condessa Maria Elizabeth Dobrzensky von Dobrzenicz, da Boêmia - uma nobre que, apesar de condessa, não era herdeira de nenhum reino na Europa. Por isso, a princesa Isabel foi contra o casamento. Se quisesse ficar com ela, Pedro de Alcântara teria que renunciar a seus direitos ao trono. Sem esperanças de ver a monarquia restaurada, Pedro de Alcântara preferiu casar-se por amor, em Versalhes, na França, em 1908. A renúncia passava os direitos sucessórios da dinastia para o segundo filho da princesa Isabel, dom Luiz. Mas ele nunca assumiria o trono, pois morreu um ano e oito meses antes da mãe. Quando Isabel morreu, em 1921, o príncipe dom Pedro Henrique virou o chefe da Casa Imperial Brasileira, aos 12 anos. Ele passou dessa para melhor em 1981. A partir de então, dom Luiz de Orleans e Bragança ganhou o "direito" ao trono, numa eventual (e improvável) restauração monárquica.&lt;br /&gt;Que rei sou eu?&lt;br /&gt;Se não houvesse República, três pessoas teriam ocupado o trono brasileiro&lt;br /&gt;D. PEDRO II (1825-1891)&lt;br /&gt;O último homem a governar o Brasil Império ficou no poder por longos 49 anos, de 1840 a 1889. Acabou deposto com a Proclamação da República, em 1889, e exilou-se na França, morrendo em Paris em dezembro de 1891&lt;br /&gt;PRINCESA ISABEL (1846-1921)&lt;br /&gt;Ela teria sido nossa primeira imperatriz, se a monarquia não tivesse sido derrubada em 1889. Mesmo sem coroa, ela já tinha garantido seu nome na história ao assinar a abolição da escravidão em 1888, libertando cerca de 700 mil escravos&lt;br /&gt;D. LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA (1878-1920)&lt;br /&gt;Ele era um cavalheiro, foi para a Guerra do Paraguai e se casou com a princesa Maria Pia de Bourbon-Sicílias. Mas morreu jovem, aos 42 anos, e não usufruiu nem um dia do direito ao Império Brasileiro&lt;br /&gt;D. PEDRO HENRIQUE (1909-1981)&lt;br /&gt;Filho mais velho de d. Luiz, Pedro Henrique teria sido Pedro III por longos 60 anos, de 1921 a 1981. Casou-se com Maria Elizabeth, princesa da Baviera, em 1937, e teve 12 filhos com ela&lt;br /&gt;D. LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA (1938-)&lt;br /&gt;Atual chefe da Casa Imperial do Brasil, d. Luiz nasceu na cidade de Mandelieu, na França, em 6 de junho de 1938. Ele só conheceu o Brasil quando veio para cá no fim da Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, voltou à Europa para estudar química na Universidade de Munique. Desde 1967, vive em São Paulo&lt;br /&gt;Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/se-o-brasil-ainda-fosse-uma-monarquia-quem-seria-o-imperador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-905305965742039567?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/905305965742039567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/905305965742039567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/se-o-brasil-ainda-fosse-uma-monarquia.html' title='Se o Brasil ainda fosse uma monarquia, quem seria o imperador?'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-1568108585881987391</id><published>2012-01-26T21:07:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:07:45.481-04:00</updated><title type='text'>Maçonaria</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/4FC4A.jpg" /&gt;A Rosa-Cruz originou (ou foi encampada) da franco-maçonaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta agremiação serviu de acobertamento para a conspiração contra o imperador francês, mas paralelamente encontramos a maçonaria inglesa, que também se proclama herdeira dos conhecimentos templários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, isso está armado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas ordens maçonicas, cada qual brigando pela descendência espiritual verdadeira da ordem dos templários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de falar pouco mais a respeito, lembremos que isso vai contra tudo o que a maçonaria prega, como a fraternidade, a irmandade e a humildade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o encampamento dos rosa-crucianos pela franco-maçonaria deu a estes o "crédito" de ter promovido a revolução francesa e o guilhotinamento de Luis XVI. Nestas alturas, os franco-maçons já diziam que, para declarar antiguidade, a Ordem Franco-Maçônica teria nascido no Egito e que Moisés comunicou a doutrina secreta aos israelitas que foi transmitida aos Cavaleiros do Templo através do Templo de Salomão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Loja Cavaleiros da Cruz (inglesa), Jacques de Molay teria deixado os "mistérios da ordem do templo", que se constituiam de estudos metafísicos e conclusões templárias acerca de vários assuntos ligados ao esoterismo da Ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse material teria passado à Pedro de Bologna, chefe do clero templário e companheiro de prisão de Molay. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro de Bologna, já com fuga preparada, em posse desses documentos, foi se refugiar na Escócia, na época, uma espécie de redutos dos templários da Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá chegando passou os documentos aos irmãos Hairlss Marschaly e Aumont para que pudessem reestruturar a ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrian templária e seus mistérios foi discutida e incorporada aos rituais maçônicos que afloravam na Escócia. Desta mistura de princípios, de doutrinas, uma das principais contradições da Ordem Inglesa, foi a exigência dos novos iniciados de declararem "católicos romanos", que surgiam de forma estranha para quem tinha sido destruído pela igreja, e também, filosoficamente, pregava uma unidade universal, achando que a igrja católica era apenas mais uma facção religiosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro da época, filosoficamente, era um tanto complicado: a franco- maçonaria francesa era tida como um pretexto para banquetes e reuniões galantes, onde fidalgos, homens de letras e filósofos se reuniam sob o pretexto e a insígnia Rosa-Cruz. Tudo era divertimento até que a Inglaterra, Alemanha, Suiça, Suécia, Dinamarca e Rússia passaram a "invadir" sutilmente os meios maçons franceses, com palavras que iam da filantropia à ciência, passando por felicidade e virtude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o surgimento de pequenos grupos em todas as cidades, que se reuniam sob o pretexto de ciência, beneficência e divertimento, mas que na verdade, alegando liberdade de expressão, começou a mudar o sentir e o pensar da Europa, criando até, de certo modo, uma forma de ditadura discreta, impondo decisões e sem tolerância de resistências. Perante a igraja nada estava acontecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extinta Ordem Templária tinha se tornado a Ordem de Cristo(jesuítas) e estava sob controle total da igreja. Para os templários portugueses - sem esquecer que a primeira estância de fuga dos templários foi Portugal, justamente por terem expulsado os mouros da Península Ibérica, se mantiveram alheios à este Neotemplarismo surgido, como se nada tivesse a ver com a Ordem de Jacques de Molay. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos mais modernos, a decisão foi feita de forma que a franco-maçonaria francesa virou nacionalista e racista, enquanto a inglesa tornou-se humanitária e internacionalista, pregando a doutrina universal. Na referência a doutrina adotada pela franco-maçonaira francesa encontramos até mesmo a alemã, na organização do Partido Nazista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro de Hermann, "Hitler m'a dit" (Hitler me disse), publicado em 1939, em Paris, o autor apresenta um depoimento de Hitler nas seguintes palavras:"O que de perigoso há nestas pessoas é o segredo da sua seita, e foi justamente isto que elas me ensinaram. Formam uma espécie de aristocracia eclesiástica. Reconhecem-se entre si por meio de sinais especiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolveram uma doutrina esotérica que não é formulada em termos lógicos, mas em símbolos que gradualmente se revelam aos iniciados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu com a maçonaria foram acusações mútuas, sobre irregularidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante frisar que a maçonaria propriamente dita é uma forma de associação calcada na ação da necessidade e da inteligência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos como forma de maçonaria a Ordem Rosa-Cruz, os Iluminados, os Martinistas, os Carbonários, a Máfia(que tem propósitos políticos) e outras Ordens e organizações das mais variadas correntes e países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desaparecimento a luz do dia da Ordem do Templo, vieram outras formas de maçonaria, com novos rituais místicos e filosóficos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas, a bem da verdade, agiam sob a bandeira da "liberdade", do laço "fraternal", proporcionando a todos os povos a "igualdade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido universal fez com que aparecessem outras "lojas maçônicas", justamente pelo temor de uma ordem universal tomasse conta do mundo. Por isso, cito a abertura da loja que imitava o Templo de Salomão em Paris, e que teve a benção de Napoleão para enfraquecer a igreja católica. O monopólio doutrinário, filosófico, que, de certa forma atingia o mundo, incomodava as autoridades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido da igualdade como mola mestra da liberdade e da fraternidade, queira ou não coloca sob suspeita, para quem conhece mais a fundo a antiguidade, a gnose e os rituais: é realidade - havia uma organização onde todas as figuras proeminentes tomavam parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se havia necessidade de pessoas que manipulassem secretamente a sociedade, é porque havia esta necessidade popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de qualquer ordem iniciática ou forma de organização, a franco-maçonaria era mais perfeita que todas as organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.pegue.com/religiao/maconaria.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-1568108585881987391?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1568108585881987391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/1568108585881987391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/maconaria.html' title='Maçonaria'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-5205528237636957651</id><published>2012-01-26T21:05:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:06:25.367-04:00</updated><title type='text'>Economia Social e Política do Brasil</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/5E0CC.jpg" /&gt;Geraldo Nobrega&lt;br /&gt;O REGIME MILITAR 1964 - 1985&lt;br /&gt;O movimento de 31 de Março de 1964 tinha sido lançado aparentemente para livrar o país da corrupção e do comunismo e para restaurar a democracia, mas o novo regime começou a mudar as instituições do país através de decretos, chamados Atos Institucionais (AI). Eles eram justificados como decorrência “do exercício do Poder Constituinte”, inerente a todas as revoluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ATO INSTITUCIONAL N.º 1 E A REPRESSÃO&lt;br /&gt;O AI-1 foi baixado a 9 de Abril de 1964, pelos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formalmente manteve a constituição de 1946 com várias modificações, assim como o funcionamento do Congresso. Este último aspecto seria uma das características dos Governos Militares. Embora o poder real se deslocasse para outras esferas e os princípios básicos da democracia foram violados, o regime quase nunca assumiu expressamente sua feição autoritária. Exceto por pequenos períodos de tempo o Congresso foi fechado. Na maior parte do tempo esteve aberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ato Institucional limitou sua vigência até 31 de Janeiro de 1966.&lt;br /&gt;Com o AI, o Presidente da República ficava autorizado a enviar ao congresso projetos de lei que deveriam ser apreciados no prazo de 30 dias na Câmara, e igual data no Senado; caso contrário seriam considerados aprovados. Como era fácil destruir, quase tudo era aprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AI-1 =&gt; Suspendeu as imunidades parlamentares, e autorizou o comando supremo da revolução a cassar mandatos em qualquer nível (Municipal, Estadual e Federal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desses poderes excepcionais, desenvolveram-se perseguições aos adversários do regime, envolvendo prisões e torturas. Mas o sistema ainda não era inteiramente fechado. Existia a possibilidade de se utilizar do recurso de Habeas Corpus perante os tribunais, e a imprensa se mantinha relativamente livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente as instituições fechadas, ou sobre intervenções, foram a UNE e a Universidade de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos funcionários foram mandados embora. Principalmente aqueles que tinham envolvimento com as esquerdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve intervenção em Pernambuco, Sergipe e em Goiás (Mauro Borges).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários políticos foram exilados, outros perdidos seus cargos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos órgãos, criado para controlar o cidadão foi o SNI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GOVERNO CASTELO BRANCO&lt;br /&gt;O AI-1 =&gt; estabeleceu a eleição de um novo Presidente da República, por votação indireta do Congresso Nacional. A 15 de Abril de 1964, o general Humberto Castelo Branco foi eleito Presidente, com mandato até 31 de Janeiro de 1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens que assumiram o Governo formavam em sua maioria um grupo com fortes ligações com ESG. O Presidente fora do Departamento de Estudos de ESG entre Abril de 1956 - 1958.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os civis, o Ministro do Planejamento Roberto Campos não freqüentou a ESG, nem fazia parte de seu corpo permanente. Entretanto desde a década de 50 realizava pelo menos duas palestras por ano naquela instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano da economia, visava reformar o sistema econômico capitalista, modernizando-o como um em si mesmo e como forma de conter a ameaça comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PAEG&lt;br /&gt;O plano econômico lançado foi o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG), sob responsabilidade do ministro do planejamento, Roberto Campos; e da Fazenda, Otávio Gouveia de Bulhões. O PAEG tratou de reduzir o déficit do setor público, contrair o crédito privado e comprimir salários. Buscou controlar os gastos dos Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reequilíbrio da União foi obtido através da melhora da situação das empresas públicas, do corte de subsídios de produtos básicos como o trigo e o petróleo, que era importado a uma taxa de câmbio baixa. As duas primeiras medidas produziram um grande impacto no custo de vida, pois foi necessário aumentar o preço das tarifas públicas e elevar os preços da gasolina e do pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Política queria sair perdendo com uma economia dos Estados. A esta altura, grande parte do entusiasmo pela revolução, entre seus adeptos, declinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do veto a determinados candidatos por parte da chamada linha dura das Forças Armadas, a oposição triunfou em determinados Estados importantes; Venceu na Guanabara, em Minas, o primeiro prefeito de Brasília, Santa Catarina e Mato Grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado das urnas alarmou os meios militares. Os grupos de linha dura, adversários dos castelistas, viram nela a prova de que o governo era muito complacente com seus inimigos. Eles pregavam a implantação de um regime autoritário com controle militar estrito do sistema de decisões para levar mais longe a luta contra o comunismo e a corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS AI-2 E AI-3&lt;br /&gt;Sob pressão desses setores, Castelo baixou o AI-2, a 17 de Outubro de 1965. O AI-2 estabeleceu em definitivo que a eleição para Presidente e Vice-presidente da República seria realizada pela maioria absoluta no Congresso Nacional, em seção pública e votação nominal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AI-2 reforçou ainda mais os poderes do Presidente da república ao estabelecer que ele poderia baixar atos complementares ao ato, bem como decretos leis em matéria de Segurança Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a medida mais importante do AI-2 foi a extinção dos partidos políticos existentes. Os militares consideravam que o sistema multipartidário era um dos fatores responsáveis pelas crises políticas. Desse modo deixaram de existir os partidos criados no fim do Estado Novo que, bem ou mal, exprimiam diferentes correntes de opinião pública. A legislação partidária forçou na prática a organização de apenas dois partidos: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), que agrupava os partidos do Governo, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reunia a oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte da ARENA tinha vindo da UDN e parte do PSD; o MDB foi formado por figuras do PTB, vindo a seguir do PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AI-1 E A CONSTITUIÇÃO DE 1967&lt;br /&gt;Nas eleições legislativas de 1966, a ARENA obteve 63,9% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados e o MDB, 36%. Lembremos porem que a oposição fez campanha pelo voto nulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo Castelo Branco completou as mudanças nas instituições do país, fazendo aprovar pelo congresso uma nova constituição em janeiro de 1967. A expressão “fez aprovar” deve ser tomada literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição de 1967, incorporou a legislação que ampliava os poderes conferidos ao executivo, especialmente em matéria de Segurança Nacional, mas não manteve o dispositivo que permitia a Cassação de Deputados e políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características do regime implantado em 1964 foi o de não ser uma ditadura pessoal - Um general era escolhido para governar por um determinado tempo. A sucessão de fato era realizada no interior das forças armadas, e o Congresso, descontando os votos da oposição, apenas sacramentava a ordem vinda de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GRUPO CASTELISTA&lt;br /&gt;O GOVERNO COSTA E SILVA&lt;br /&gt;O grupo castelista não conseguiu fazer seu sucessor. Foi eleito Artur Costa e Silva. Tomou posse em março de 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Costa e Silva depositava-se as esperanças da linha dura e dos nacionalistas autoritários das forças armadas. Estes estavam descontentes com a política castelista de aproximação com os Estados Unidos e de facilidades concedidas aos capitais estrangeiros. Não havia, aliás, incompatibilidade entre ser “linha dura” e nacionalista. Existia até uma tendência à junção dessas orientações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OPOSIÇÃO DE ARTICULA&lt;br /&gt;Desde de 1966, passado o primeiro impacto da repressão, a oposição vinha se articulando. Muitos membros da hierarquia da Igreja se defrontaram com o Congresso, destacando-se no Nordeste a atuação do Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara. Os estudantes começaram também a se mobilizar em torno da UNE. Em 1968 as mobilizações ganham ímpeto. Foi o ano das agitações na França, EUA. No Brasil, houve repercussões entre os estudantes e suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INÍCIO DA LUTA ARMADA&lt;br /&gt;O início da luta armada, teve como influência a Revolução Cubana, vários grupos de guerrilheiros na América Latina, e também um livro escrito pelo intelectual Régis Debray (Revolução na Revolução, influência). Esse tipo de movimento só poderia ter alguma espécie de êxito, a partir de um grupo armado se instalasse em um determinado ponto do país, e depois se expandisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PCB era contra a luta armada. Sendo assim, surge vários grupos armados; como ALN, MR-8 e VPR. Esta última com forte presença de militares de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos de luta armada começaram suas primeiras ações em 1968. Uma bomba explodiu no Conselho Americano. A ALN assaltou um trem pagador. Os assaltos tinham como objetivo de reunir fundos para o movimento armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses fatos foram suficientes para reforçar a linha dura na sua certeza de que a revolução estava se perdendo e era preciso criar novos instrumentos para acabar com os movimentos subversivos. Dessa forma, em 13 de Dezembro de 1968, Costa Silva baixou o AI-5, fechando o Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AI-5&lt;br /&gt;O AI-5 foi um instrumento de uma revolução dentro da revolução ou, se quiserem, de uma contra-revolução dentro da contra-revolução. Ao contrário das anteriores, não tinha prazo de vigência e não era, pois, uma medida excepcional transitória. Ele durou até o início de 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da República passou a ter poderes para fechar provisoriamente o Congresso. Podia, além disso, intervir nos Estados e Municípios, nomeando interventores. Restabeleciam os poderes presidenciais para cassar mandatos e suspender direitos políticos, assim como demitir ou aposentar servidores públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o AI-2, tribunais militares vinham julgando civis acusados da prática de crimes contra a segurança nacional. Pelo AI-5 ficou suspensa a garantia de habeas corpus ao acusador desses crimes e das infrações contra a ordem econômica popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos muito trágicos aspectos do AI-5 consistiu ao fato de que reforçou a tese dos grupos de luta armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regime parecia incapaz de ceder a pressões sociais e de se reformar. Pelo contrário, seguia cada vez mais o curso da ditadura brutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A JUNTA MILITAR&lt;br /&gt;Em Agosto de 1969, Costa e Silva foi vítima de um derrame que deixou paralisado. Os militares decidiram substituí-lo, violando a regra constitucional que apontava como substituto Pedro Aleixo. Além de civil, não concordava com o AI-5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, através de um ato institucional AI-12, os ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica assumiram temporariamente o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A junta militar com várias medidas formais de repressão, além de tortura, à escalada da esquerda radical. Este começou a seqüestrar membros do corpo da embaixada estrangeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do AI-13, a junta criou a pena de banimento do território nacional, aplicável a todo brasileiro que “se tornar inconveniente, nocivo, perigoso à segurança nacional”. Estabeleceu com AI-14 a pena de morte (mas nunca foi utilizada), porém foi muitos os desaparecidos misteriosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o país vivia um dos períodos políticos mais tenebrosos, o governo alcançava êxitos na política econômica. Reequilibrando as finanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1968 a 1998 o PIB variou em torno de 11,2% e 10,0%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GOVERNO MÉDICE&lt;br /&gt;Costa e Silva ainda vivia, mas sem possibilidades de recuperação. Diante disso a junta militar declarou vago o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários nomes concorriam, mas foi escolhido Imilio Garrastazu Médice, um militar Gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médice dividiu seu governo em três áreas: a militar, a econômica e a política. Resultando em um paradoxo, já que o país viva num período de grande repressão, e o poder supremo ficou dividido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DECLÍNIO DA LUTA ARMADA&lt;br /&gt;Os grupos armados urbanos, que a princípio deram a impressão de desestabilizar o regime com suas ações espetaculares, declinaram e praticamente desapareceram. Isso devido a eficácia da repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restou um foco de guerrilha rural que o PC do B começou a instalar em uma região banhada pelo Rio Araguaia, mas que em 1975 foi derrotada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado a oposição legal chegou no seu nível mais baixo no Governo Médice, como resultado das condições econômicas favoráveis à ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ARMA DA PROPAGANDA&lt;br /&gt;O Governo Médice não se limitou a repressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distinguiu-se claramente entre um setor significativo, mas minoritário da sociedade, adversário do regime, e a massa da população que vivia um dia-dia de alguma esperança nesses anos de prosperidade econômica. A repressão acabou com o primeiro, e a propaganda neutralizou o segundo. Com a expansão do crédito a televisão se massificou. A TV Globo expandiu até tornar-se rede nacional, tornando-se porta-voz oficial da ditadura. Tudo foi explorado como meio de propaganda, o Brasil potência, Campeão da Copa de 70. Foi uma época de grande entusiasmo da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “MILAGRE BRASILEIRO”&lt;br /&gt;O período do chamado “Milagre” estendeu-se de 1969 a 1973, combinando o extraordinário crescimento econômico com taxas relativamente baixas de inflação. O PSB cresceu em média 11,2% ao ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os técnicos planejadores do “Milagre”, com Delfim à frente beneficiaram-se, em primeiro lugar, de uma situação econômica mundial favorável a empréstimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países em desenvolvimento aproveitaram e tomaram empréstimos, entre eles, o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil cresceu no setor Industrial, Agricultura para exportação (diversificação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator a ser destacado é o aumento da capacidade de arrecadar tributos, por parte do Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PONTOS FRACOS DO MILAGRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos Fracos:&lt;br /&gt;- Excessiva dependência dos sistema financeiro e do comércio internacional;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A necessidade cada vez maior de contar com determinados produtos importados, dos quais o mais importante era o petróleo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos Negativos&lt;br /&gt;- Por mais que o PIB crescia, mas isso não significava que estava havendo distribuição econômica. Alias, nesse período houve uma grande concentração de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abandono de políticas sociais, preconizando grandes investimentos estruturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;Fausto, Boas. História do Brasil, 4ª ed. São Paulo. Editora da &lt;br /&gt;Universidade de São Paulo. Fundação para o Desenvolvimento da &lt;br /&gt;Educação, 1996 (Didática 1) pp. 463-515.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-5205528237636957651?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5205528237636957651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5205528237636957651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/economia-social-e-politica-do-brasil.html' title='Economia Social e Política do Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-6500297896014228646</id><published>2012-01-26T21:04:00.002-04:00</published><updated>2012-01-26T21:05:39.058-04:00</updated><title type='text'>História do Movimento Anarquista no Brasil</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/8B7F3.jpg" /&gt;Edgar Rodrigues&lt;br /&gt;Com 8.511.965 km² e uma população de cerca de 160 milhões de habitantes, "encontrado pelos navegadores portugueses em 1500", colonizado à força de chicotadas e da decepação de pares de orelhas com as mãos dos capitães do mato", cresceu pela força do trabalho escravo, como os demais países "descobertos" por espanhóis, italianos, holandeses, franceses, ingleses e outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão social começou quando uns poucos figurões alugaram e compraram braços humanos para desbravar a terra, abrir estradas, construir pontes, moradias, carruagens e tudo o mais capaz de proporcionar uma vida confortável aos comandantes da miséria e do progresso do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos quase 500 anos de história aconteceu de tudo um pouco: compra e venda de gente como nós nos leilões em praça pública, uso de escravos novos para reproduzir filhos (mão-de-obra com pouco custo e nenhum risco) com escravas sadias, trabalho pela comida, trapaças para tomar terras férteis aos nativos, prisões, espancamentos a gosto dos patrões e tudo o mais que o cérebro humano é capaz de imaginar para dominar seus semelhantes. E eram todos boas almas tementes a Deus... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opressão seguiu-se às fugas e à formação dos quilombos, o mais importante foi instalado em Palmares (1602-1695), resistiu quase um século, teve 20 mil habitantes vivendo em comunidade sem leis nem amos. Zumbi e seus companheiros anteciaparam-se a Tiradentes dois séculos tentando formar uma nação dentro do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente em 1822, no grito do português Pedro I (4º de Portugal), o Brasil foi palco de muitas fugas e revoltas populares: a Setembrada e a Novembrada (1831); Levante de Ouro Preto (1833); a Sabinada (1837); a Balaiada (1838); a Cabanagem (1835-1840); a Guerra dos Farrapos (1835-1845); a Revolução Liberal (1842); a Revolução Praieira e a Proclamação da República em 1889. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes (13 de maio de 1888) havia sido promulgada a Lei Áurea acabando com a prática de comprar e vender gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rebeldia iniciada na contramão pretendia mudar a prática patronal, surrada, vergonhosa, anti-humana! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do velho mundo chegavam as idéias revolucionárias de navio, em livros publicados na Europa. Entravam pelos portos do Rio de Janeiro, de Santos, atravessavam as fronteiras invadindo o Brasil um pouco na cabeça de cada imigrante que vinha em busca de liberdade e de terra fértil para semear o anarquismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas últimas décadas do século 19 alguns jovens brasileiros foram estudar na França e em Portugal e lá souberam das idéias libertárias. Outros estudaram no Brasil mesmo e encontraram livros de Kropotkine nas livrarias e na leitura respostas para suas inquietações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dessa época Manuel de Mendonça, autor da novela social "Regeneração". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico e higienista Fábio Luz encontrou na Bahia Palavras de um Revoltado, de Kropotkine, leu essa revolucionária obra e tornou-se anarquista. Escreveu e publicou Ideólogos e Os Emancipados, duas obras libertárias do início do século 20, sendo desde então considerados os primeiros escritores brasileiros a tratar da questão social no romance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dois intelectuais anarquistas juntaram-se Elísio de Carvalho, o estudante de medicina J. Martins Fontes, Pedro do Couto, Rocha Pombo, Pausilipode da Fonseca, João Gonçalves da Silva e Maximino Maciel, formando o grupo que publicou, no Rio de Janeiro, mais adiante, a revista Kurtur, e fundaram a Universidade Popular, em 1904, duas iniciativas anarquistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avelino Foscolo, começou em Minas Gerais, Reinaldo Frederico Greyer, no Rio Grande do Sul, Ricardo Gonçalves (tem uma rua com seu nome em São Paulo), Benjamin Mota, Edgard Leuenroth e João Penteado, em São Paulo; Orlando Corrêa Lopes, Francisco Viotti, Domingos Ribeiro Filho, Lima Barreto e José Oiticica, no Rio de Janeiro. De Portugal chegou Neno Vasco, um ilustre advogado, fez escola como anarquista em São Paulo (1901-1911), entre outros responsáveis pela sementeira anarquista no território brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1890 chegaram da Itália Giovani Rossi e seus companheiros para fundar a Colônia Cecília no Paraná. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A São Paulo, Guararema, chegou o italiano Artur Campagnoli e aos poucos Gigi Damiani, Alexandre Cherchiai, Oresti Ristori, Frederico Kniestedt, valorosos militantes italianos e de outros países que, depois de dar um salto no escuro para se ajustar ao clima tropical, às formas de trabalho, aos costumes, à alimentação, ainda tiveram que aprender o idioma português. A única coisa que pouco diferenciava o Brasil da Europa era a questão social, a exploração do homem pelo homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lícito é destacar que o motor de propulsão do movimento anarquista no Brasil veio da Itália, foram os imigrantes deste país que sacudiram e agitaram com maior intensidade a questão social, as reivindicações e começaram uma propaganda sistemática do anarquismo e do anarco-sindicalismo. Em idioma italiano ou em português, publicaram dezenas de jornais, fizeram centenas de palestras, realizaram espetáculos teatrais com peças revolucionárias e por isso muitos foram presos, expulsos e outros tiveram de mudar de atividades para se esconder, embora uns poucos também tenham melhorado de vida e abandonado as idéias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa sementeira que envolveu em primeiro plano os italianos, seguidos e apoiados por portugueses, brasileiros, espanhóis e outros, circularam pelo Brasil mais de uma centena de jornais e revistas (entenda-se títulos) anarquistas e anarco-sindicalistas, sendo quatro diários; fundaram e dirigiram escolas de ensino racionalista, formaram grupos de teatro e representaram mais de uma centena de peças libertárias e anticlericais, fizeram comícios públicos contra a guerra, o serviço militar obrigatório, reduziram a jornada de trabalho (quando chegaram oscilava entre 16 e 10 horas diárias), bateram-se pela higiene e segurança no trabalho, por uma infinidade de melhorias tornando o trabalho menos penoso para o proletariado do Brasil. Mais de um milhar foram expulsos com a roupa do corpo acusados de agitadores estrangeiros, umas dezenas morreram lutando com a polícia. O primeiro anarquista assassinado foi o italiano Polenice Mattei, em São Paulo, no dia 20 de setembro de 1898. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se entender a trajetória do anarquismo no Brasil, confundido com o movimento sindicalista revolucionário ou anarco-sindicalista, é preciso definir ainda resumidamente o que os distingue e por que se confundem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento Anarquista: ação de grupos anarquistas, em conjunto ou separadamente, composto por células orgânicas, comunas, grupos, centros de estudos, uniões e federações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento anarquista não é exclusivamente uma organização de operários para operários, é ação de indivíduos que se opõem e dão combate ao capitalismo, almejando a derrocada do Estado e a reconstrução de uma Nova Ordem Social, descentralizada horizontalmente, autogestionária. Não é a revolta dos estômagos, é a revolução das consciências! O Movimento Anarquista não se firma na luta de classes ou pretende instalar os governados no lugar dos governantes, seus fins são de acabar com as classes, tornar o homem irmão do homem, independente de cor, idade ou sexo. Não visualiza a igualdade metafísica ou de tamanho, força, necessidades, quer a igualdade de possibilidades, de direito e deveres para todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anarco-Sindicalismo: corrente sindicalista, assim chamada a partir da cisão provocada no 5º Congresso da AIT (Primeira Internacional dos Trabalhadores), em Haia, no ano de 1872, adotada pela maioria dos operários do Brasil até a implantação dos sindicatos fascistas pelo Estado Novo de Vargas, em 1930. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarco-sindicalismo é ao mesmo tempo uma doutrina e um método de luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como doutrina, parte do trabalhador, célula componente da sociedade que pretende aperfeiçoar e desenvolver. Como método de luta, pretende a anulação do sistema capitalista pela ação direta, pela greve geral revolucionária e a substituição por uma sociedade gerida por trabalhadores em autogestão. Sua força reside no conjunto de organizações operárias (sindicatos, uniões e federações) voluntárias, livremente associadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre sindicalismo e anarquismo consiste nos métodos e alcance. O movimento anarquista é de indivíduos, pretende torná-los unidades ativas, independentes, capazes de produzir e gerenciar em autogestão, sem as muletas políticas, religiosas, sem chefes: vai até onde a liberdade e a inteligência o possa levar. O sindicalismo é um movimento de operários (inclusive de ofícios vários), voltado mais para a gerência da produção e do consumo. Seu espaço é limitado, materialista, sem a dimensão e o alcance de filosofia de vida do anarquismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolchevismo: Variedade de socialismo. Doutrina política dos democratas russos que desejavam a aplicação integral do programa máximo de Lenin e Plekhanov. É empregado também como sinônimo do comunismo e do marxismo. Nasceu em agosto de 1903, durante o 2º Congresso do Partido Social Democrata Russo, iniciado em Bruxelas e terminado em Londres. Chegou ao Brasil depois da Revolução Russa de 1917, ganhando corpo com a formação do PCB em 1922. Disputou com os anarco-sindicalistas a supremacia dos sindicatos, transformando-se desde então num sério opositor aos movimentos anarquista e sindicalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revendo a caminhada histórica do movimento libertário brasileiro, descobre-se que andaram pelo Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo socialistas da escola de Fourier, Garibaldines, Maria Baderna da escola de Mazini; anarquistas adeptos de Proudhon e Bakunin e revolucionários da Comuna de Paris chegados clandestinamente ao Brasil em busca de asilo político. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o autor a história do anarquismo em terras brasileiras começou a ser escrita efetivamente em 1888 com a chegada de Artur Campagnoli. Foi este bravo militante italiano, artista joalheiro, falecido em 1944 em São Paulo, quem teve o mérito de fincar o mais visível e incontestável marco anarquista no Brasil. Chegou a São Paulo em 1888, comprou uma área de terra considerada improdutiva e fundou a Colônia Anarquista de Guararema , com ajuda de libertários russos, franceses, espanhóis, italianos (a maioria) e nas décadas de 20 e 30 teve a colaboração de brasileiros. Dois anos mais tarde veio o engenheiro agrônomo Giovani Rossi e cerca de 200 imigrantes da Itália, em duas levas, para fundar a Colônia Cecília no Paraná. Esta experiência ácrata resistiu de 1890 a 1894 às investidas do governo da República, que acabava de implantar-se no Brasil. Asfixiada por cobranças de impostos indevidos, pelas invasões militares, os mais resistentes esperaram a expulsão, radicando-se nas imediações para olhar de longe a palmeira onde por quatro anos tremulou a bandeira preta e vermelha do Anarquismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São desta mesma época os periódicos ácratas: Ghi Schiavi Bianchi, São Paulo, 1892, em idioma italiano e tendo como diretor Gallileu Botti; L'Avenire, São Paulo, 1893, em italiano e português; Il Risveglio, São Paulo, 1893, em italiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Libertário, em português, saiu em 1898, em São Paulo, sob a direção de Benjamim Mota; O Despertar, Rio de Janeiro, em 1898, sob a direção de José Sarmento Marques, e em janeiro do mesmo ano de 1898 realizou-se o Primeiro Congresso Operário no Rio Grande do Sul com a participação de dois centros anarquistas. Em 20 de setembro foi assassinado Polenice Mattei, o primeiro mártir do anarquismo, em São Paulo, Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais de cem anos, o movimento anarquista do Brasil sofreu inúmeros revezes. Chegou a contar com o apoio de quatro diários, dezenas de semanários, mensários, bimensários e periódicos. Atravessou fases dificílimas sem nenhum porta-voz nem poder reunir seus militantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo período foram publicados alguns livros e folhetos, a maioria por iniciativa de grupos libertários que se cotizavam para angariar recursos com os quais custeavam edições. As obras clássicas foram lançadas por editoras comerciais. Somado o esforço dos libertários às iniciativas dos livreiros, o número de títulos de livros publicados em terras brasileiras pouco excede as duas dezenas até 1960. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1964 chegou a ditadura militar e com ela um frutífero período de grande efervescência editorial de obras libertárias. Paralelamente à repressão, escritores e editoras afrontaram a ditadura na década de maior repressão (1970-1980), prosseguiu durante a varrida do entulho autoritário, entrando na "nova-velha república" pesquisando e publicando livros ácratas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarco-sindicalismo e o anarquismo caminharam no Brasil muito entrelaçados enquanto movimento. Sua distinção era notada na imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais preocupados com a ideologia, os anarquistas desenvolviam um trabalho educativo. Viam no elemento humano a "peça" mais importante a preparar, tanto no terreno profissional quanto no cultural, a fim de que cada militante fosse capaz de se autogerir sem muletas religiosas, patronais ou policiais. Colocava sempre os cérebros acima dos estômagos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estes objetivos os anarquistas fundaram escolas livres, universidades populares, grupos de teatro social, desenvolveram intensa propaganda educativa, sociológica, de cultura geral, libertária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas primeiras décadas do século 20 promoveram manifestações estrondosas na defesa do fundador da Escola Moderna, Francisco Ferrer y Guardia, e de companheiros presos, torturados e expulsos do Brasil. Apoiaram e ajudaram os trabalhadores russos quando da revolta de 1905, os mexicanos em 1910, os russos em 1917, reverenciavam os Mártires de Chicago, no dia 1º de maio, e não esqueciam as vítimas do capitalismo selvagem no Brasil e no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a guerra de 1914-1918, os libertários brasileiros atuavam em diversas frentes, em nível de Brasil: contra o desemprego, o aumento do custo de vida, a escassez de alimentos de primeira necessidade, combatiam a burguesia açambarcadora, o clero corruptor das mentes, o Estado "pai de todos", que garantia inclusive a carnificina humana nos campos de batalha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minimizar a fome, o governo, pressionado pelo proletariado libertário que fazia comícios nas portas das fábricas, autorizou a venda de gêneros diretamente do produtor ao consumidor (processo hoje conhecido como feiras livres, um pouco mudado) sem taxação de impostos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nível internacional realizaram o Congresso Pró Paz, no Rio de Janeiro, e enviaram três delegados ao Congresso realizado no Ateneu Sindicalista do Ferrol, em 1915, dissolvido aos tiros pelo governo espanhol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu com os representantes do movimento anarquista brasileiro aparece no seguinte texto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Realizou-se na quarta-feira à tarde, no largo de S. Francisco, um comício convocado pela Comissão Popular de Agitação Contra a Guerra formado de representantes de várias agremiações operárias daquela cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu o meeting às 5 horas e pouco João Gonçalves da Silva, que explicou os fins do mesmo, que era protestar principalmente contra a proibição feita pelo governo espanhol à reunião do Congresso Internacional Pró Paz de Ferrol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se com a palavra José Elias da Silva e Dr. Orlando Corrêa Lopes, atacando os governos da Europa e mostrando que o proletariado é o único a sofrer com a conflagração, devendo ele, portanto, rebelar-se contra e esforçar-se por lhe pôr um paradeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou depois a operária Juana Buela, companheira de João Castanheira, o operário vítima da sanha da polícia de Espanha. Profundamente emocionada Juana Buela, que leu o seu discurso, proclamou bem alto e bem firme os seus ideais revolucionários, que não esmoreceram com a morte daquele que foi o seu companheiro de vida, antes mais se arraigam e mais se acentuam." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Leal Júnior, usou da palavra encerrando o comício com a seguinte moção de protesto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Considerando que o direito de reunião e livre manifestação do pensamento é um direito primordial conquistado, adquirido e reconhecido em todo o mundo civilizado e; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que o Congresso Internacional Pró Paz convocado pelos elementos proletários e revolucionários de Ferrol, Espanha, e tendo por fim combinar uma ação conjunta dos proletários da Europa e da América no sentido de uma afirmação positiva e concreta contrária à guerra e favorável ao estabelecimento de uma paz real baseada na solidariedade efetiva desse proletariado, colimava um escopo altamente humanitário e de verdadeira defesa da civilização; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A massa popular reunida em comício organizado pela Comissão Popular de Agitação Contra a Guerra e realizado no Largo de S. Francisco de Paula, às 5 horas da tarde de hoje, deixa firmadas nesta moção as expressões de seu indignado protesto contra o ato do governo espanhol, proibindo aquele Congresso, perseguindo e deportando os delegados ao mesmo idos de outros países e assassinando, pelo instrumento da sua política, um dos delegados enviados por associações proletárias e libertárias do Brasil, o operário João Castanheira, como consta dos telegramas publicados pela imprensa desta cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 12 de maio de 1915" &lt;br /&gt;O comício do Rio de Janeiro terminou com grande passeata na frente da Federação Operária, no antigo Largo do Capim. Sucederam-lhe manifestações dos libertários do Paraná, Rio Grande do Sul e de diversas cidades do Estado de São Paulo. Os jornais operários e anarquistas também atacaram de rijo os beligerantes, inclusive distribuindo postais com alegorias de repulsa à guerra, produzindo grande impacto ao longo dos quatro anos em todo o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo foi palco de greves insurrecionais em 1906 e 1907 pela conquista da jornada de oito horas diárias; em Santos as greves para conseguir as oito horas só terminaram em 1921. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O proletariado de tendência libertária procurava abrir caminho na selva capitalista deflagrando greves que vieram a desembocar na insurrecional de 1917, nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná, por solidariedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1918, movimento insurrecional explodiu no Rio de Janeiro com um saldo de três operários assassinados pela polícia carioca e cerca de meia centena de presos e deportados. Em 1919, Epitácio Pessoa aproveitou para expulsar do país três dezenas de anarquistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando as expectativas do governo, que acreditava que com as expulsões e deportações reduzia a pujança do movimento libertário, ainda em 1919, formou-se o Partido Comunista do Brasil, de que logo se arrependeriam seus organizadores ao saber que o governo soviético prendia, torturava, matava e expulsava anarquistas que haviam ajudado a derrubar a dinastia dos Romanov. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A burguesia vivia apavorada, exigia respostas imediatas aos "desordeiros..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma onda nacionalista começava a formar-se no Brasil em oposição às "esquerdas". Em 1920 são expulsos do Rio de Janeiro mais de dois mil portugueses, pescadores de Matosinhos e da Póvoa de Varzim, vítimas desse patriotismo brasileiro. Muitos haviam chegado ao Brasil adolescentes, casados e já tinham filhos nascidos no Rio de Janeiro. O único pecado desses trabalhadores do mar era não quererem naturalizar-se brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lei vesga proibia-os de exercer suas profissões, acabando por servir ao integralista capitão Frederico Vilar, para mandar de volta gente honrada, com o aval do presidente Epitácio Pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo ano foram expulsos também anarquistas e anarco-sindicalistas italianos, portugueses, espanhóis, precipitando protestos de operários e intelectuais em todo o país e na Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sul, alemães e russos anarquistas marcavam suas presenças em oposição aos seus patrícios que pretendiam ficar ricos e aos brasileiros xenófobos exploradores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greve na indústria têxtil de Santa Catarina é o pretexto para expulsar dois anarquistas nascidos na Alemanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Porto Alegre o anarquista alemão Frederico Kniestedt abre espaço com os jornais Der Freie Arbeiter, Aktion, Alarm e o Sindicalista, os três primeiros publicados em seu idioma e o último em português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no Sul, mais exatamente em Erebango, (Getúlio Vargas), fixaram residência e formaram uma comunidade várias famílias de russos da Ucrânia. Sua atuação anarquista é-nos contada por um dos seus componentes, Elias Iltchenco que visitamos já muito doente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No ano de 1920 os emigrantes de Getúlio Vargas - ex-Erechim - já tinham condições emocionais e de locomoção e começaram a formar grupos coesos, a reunir-se uma vez por mês. Nosso grupo tinha mais de 40 membros espalhados numa área de 40 a 50 km, englobando grupos de Floresta, Erechim, Erebango e outros lugares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dessa época: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União dos Trabalhadores Rurais Russos, de Getúlio Vargas (antigo Erechim). Seu presidente chamava-se Sérgio Iltchenco, o secretário Paulo Uchacoff e o tesoureiro Simão Poluboiarinoff; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União dos Trabalhadores Russos, de Porto Alegre. Esta tinha como presidente Niquista Jacobchenco; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União dos Trabalhadores Rurais Russos de Guaraní, Campinas e Santo Ângelo. Componentes: João Tatarchenco, Gregório Tatarchenco e outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União dos Trabalhadores Russos de Porto Lucena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais ativos militantes russos no Rio Grande do Sul, distribuidor do jornal Golos Truda, publicado na América do Norte de 1911 a 1963, e de toda a propaganda escrita que chegava da Argentina, chamava-se Demétrio Cirotenco. Durante mais de duas dezenas de anos foi o mais importante elemento de ligação, o aglutinador das Uniões de Trabalhadores em Erechim e Erebango principalmente. Depois sofreu um acidente e morreu, deixando um vazio entre os camponeses russos, que só em 1925 perderam a esperança de ver implantada em seu país uma sociedade de fundo e forma libertária." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais eminente elemento anarquista russo no Brasil, escritor, jornalista, teatrólogo, professor e conferencista carregava uma barba semelhante a de Kropotkine e chamava-se Ossef Stepanovetchi. Era natural da Ucrânia e marcou a sua presença no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba-Paraná, onde faleceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais mais lidos entre os emigrantes chegavam da Argentina, Canadá e dos Estados Unidos (Golos Truda) de 1918-1930; Golos Trujnica, de Detroit, de Nevada, Chicago e Nova Iorque, Dielo Trouda Probuzdenia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda e na terceira décadas do século 20 o movimento anarco-sindicalista e anarquista chegou ao seu ponto mais alto. Além, dos jornais libertários, alguns militantes dispunham de espaços diários na imprensa comercial. Um deles nascido em Portugal, José Marques da Costa, tinha uma coluna diária no jornal A Pátria, do Rio de Janeiro, e publicou a seguinte nota: "Camilo Berneri na reunião do grupo Os Emancipados. Sexta-feira próxima, na sua sede à rua Buenos Aires, 265, às 20 horas em ponto, os anarquistas, simpatizantes e trabalhadores em geral terão oportunidade de ouvir uma brilhante Conferência de Camilo Berneri, sobre Giordano Bruno na Philosofia e na Renascença-Vida e Pensamento do grande filósofo da liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrada franca, tribuna livre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Emancipados &lt;br /&gt;Da Rússia e da Itália chegavam também ao Brasil e fizeram grandes estragos no movimento libertário duas correntes políticas na época batizadas de Bolchevista e de Integralista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira orientada pela Terceira Internacional e a Internacional Sindical Vermelha, com sede em Moscou, agia em nome da Ditadura do Proletariado, no seio do Partido Comunista Brasileiro, criado em março de 1922 por 11 egressos do movimento ácrata e um socialista. Começaram disputando a direção dos sindicatos e acabaram por ajudar os governos de Artur Bernardes, Washington Luiz e Getúlio Vargas a reduzir sensivelmente o movimento libertário e os sindicatos livres. Em 1927 assassinaram os anarquistas Antonino Dominguez e Damião da Silva e feriram mais de 10 militantes no Sindicato dos Gráficos, à rua Frei Caneca, 4, sobrado, Rio de Janeiro. Assaltaram e roubaram o acervo do Sindicato dos Trabalhadores em Calçados, à rua José Maurício, 41. Ajudaram assim a encher o Campo de Concentração do Oiapoque e a implantar a ditadura nazi-fascista no Brasil com seus sindicatos verticais, controlados pelo Ministério do Trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda corrente política veio dos porões do Vaticano com o nome de fascismo. No Brasil, por muitos anos, apelidado de Integralismo O projeto foi elaborado por D. Annunzio, Bertolotti, Papini e outros e tinha como "filosofia": "Poder tudo, absolutamente tudo! O único amor é o poder; o único fim é o poder; extremo sonho o poder!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o chefe, Plínio Salgado, e seu alto comando reuniam a fina-flor dos desordeiros dispostos a tudo fazer para derrubar o governo e chegar ao poder: era o candidato a ditador Plínio lutando contra o ditador Getúlio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Plínio, os decretos nº 19.433 de 26 de novembro de 1930; 19.770 de 19 de março de 1931 e 22.969 de 11 de abril de 1933 obrigando os trabalhadores a aderirem às fileiras "sindicais do Ministério do Trabalho, tornando-os eleitores com representantes profissionais na Assembléia Nacional Constituinte, num total de 40 membros, sendo 18 representantes dos empregados, 17 dos empregadores, dois funcionários públicos e três profissionais liberais". Queriam copiar Mussolini totalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vargas contava, para convencer os recalcitrantes, com a polícia política de Batista Luzardo, Felinto Müller, Emílio Romano, Serafim Braga e outros profissionais do argumento do cassetete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, o jornal O Primeiro de Maio, de 1933, denunciava: "Em um só xadrez da polícia acham-se presos 50 proletários, sem nota de culpa. Muitos deles sofreram castigos corporais por terem protestado com a greve de fome contra a alimentação que nem para os cães prestava." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Porto Alegre, sob a orientação do anarquista Frederico Kniestedt, Aktion, de 1º de maio, fala das pretensões nazistas sobre o Brasil em idioma alemão. E no dia 19 de maio de 1933 um grupo armado invade a Federação Operária de São Paulo, arromba as portas das secretarias do Sindicato dos M. de Pão, Liga Operária da Construção Civil, Trabalhadores em Moinhos e Armazéns, União dos Canteiros e União dos Empregados em Cafés, destrói seus acervos e leva os detidos para a Central de Polícia, onde permanecem 24 horas. Quando chegaram o chefe de polícia e o delegado da "ordem política e social" determinaram que fossem em liberdade, que a ordem de prisão não partiu daquele departamento policial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1933, os jornais A Lanterna, A Plebe e O Trabalhador, a Federação Operária, o Centro de Cultura Social e as Ligas Anticlericais viviam de prontidão para não serem surpreendidos pelas marchas integralistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns bairros de São Paulo, os mensageiros do "Duce" trabalhavam desesperadamente no recrutamento dos "squadristi", que deviam envergar a camisa verde oliva e iniciar a matança, o incêndio e a destruição, fazendo reviver, em pleno século 20, a invasão dos bárbaros inimigos da ciência e da civilização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alerta vinha do Comitê Antifascista Libertário e tinha a data de agosto de 1933. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comandantes do Integralismo Brasileiro formavam pela seguinte ordem nos anos de 1933-1934: "Plínio Salgado (comandante nacional); Gustavo Barroso (vice-comandante e presidente da Academia Brasileira de Letras); Ribeiro Couto; 130 jornalistas do Distrito Federal que "assinaram o manifesto fascista dirigido aos intelectuais do Brasil". Ei-los: D. João Becker; Oswaldo Aranha (um dos comandantes da revolução getulista de 1930); Oliveira Viana (escritor); Madureira de Freitas, Osvaldo Chateaubriand (diretor do Diário da Noite); Tristão de Atayde (escritor e jornalista); Cláudio Ganns; Lourival Fontes; Hélio Viana; Américo Lacombe; Câmara Cascudo (escritor); os sacerdotes inscritos na Ação Integralista Don Nicolau de Flue Gut, os cônegos Matias Freire, Valfredo Gurgel, Helder Câmara, etc.; os professores da Faculdade de Direito Miguel Reale, Alpinolo Lopes Casali, Damião Neto, Domingos Cantola, Ângelo Simões de Arruda, Loureiro Júnior, Rolando Corbusier, Manuel Ferraz de Campos Salles Neto, Walter Moreira Sales, Homero de Sousa e Silva, Paulo Azevedo Barroso, Manuel Tavares da Silva, Guilherme Luis Riberio, Osvaldo de Sousa Shreiner, Antonio Arruda, Sebastião Martins de Macedo, Ziegler de Paula Bueno, Alcebíades Blanco, Ruiz de Arruda Camargo, Alfredo Buzaid, Ernani Silva Bruno, Epaminondas Albuquerque, Vicente Laporta, Sinval Gonçalves de Oliveira, Antonio Dourado, Alberto Zirondi Neto, Nicolino Amato, José de Barros Bernardes, Carlos Schmidt de Barros Júnior, Milton de Sousa Meireles, Agostinho Lúcio Correa, Arual Antonio dos Santos, Waldemiro Dalboni, Augusto de Oliveira Filho, Ítalo Záccaro, Vitório Nascimento, Cândido de Oliveira Barbosa, Francisco Luis de Almeida Sales, Francisco Gottardi, João José Pimenta de Castro, João Edson de Melo, José de Camargo Rocha, Rio Branco Paranhos, Júnio de Carvalho, José Cândido Silveira Lienert, Antenor Santini, Alceu Cordeiro Fernandes, Antonio Barbosa de Lima, José Vila do Conde e Ranulfo Oliveira Lima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com objetivos bem definidos e sem tutores políticos, formava-se no Rio de Janeiro a Aliança Estudantil Pró-Liberdade de Pensamento, cujo manifesto de fundação, A Lanterna, semanário anticlerical e libertário, São Paulo, 9 de novembro de 1933, resume: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Companheiros &lt;br /&gt;O clero romano que sempre tem vivido aliado aos governantes, embora o artigo 72 da Constituição de 1891 e seus parágrafos estabeleçam em nosso território a liberdade de pensamento, neste instante prepara novos golpes contra o direito de pensar, agir e de orar." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O A Plebe, quase ao findar do ano de 1933, alertava os antifascistas: "O Integralismo pretende, como o fascismo, escravizar e acorrentar o povo. Para não termos que chorar depois como energúmenos, defendamos agora a nossa liberdade como homens." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já soou o clarim da redenção humana! Unamo-nos contra todas as guerras, contra todas as tiranias, contra todos os paliativos que nos apresentam. A nossa felicidade, a fraternidade, a liberdade, residem em nós mesmos, na força coesa que há-de triunfar." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem aos arruaceiros integralistas, o escritor Menotti del Picchia, candidato a "Duce", lança as bases do Fáscio Paulista com os Camisas Brancas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Niterói (A Plebe, de 2 de dezembro de 1933), o presidente da Academia Brasileira de Letras, Gustavo Barroso, chefe integralista, atacou às bengaladas e quebrou um braço à jovem operária Nair Coelho, 16 anos, quando esta discursava contra os desordeiros fascistas, em cima de um banco de jardim e em Belo Horizonte; quem precisou fugir do Teatro Municipal foi o professor de línguas Casale. O povo, que assistia ao discurso do arruaceiro integralista, resolveu interrompê-lo, expulsar o vendilhão do palco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, depois da derrota que tiveram no Salão Celso Garcia, o "bando de Plínio Salgado marcou para o dia 24 de dezembro uma demonstração de força destinada a depredar os sindicatos e assassinar os sindicalistas mais ativos" (Nossa Voz, de 1º de dezembro de 1933): "Marchariam no centro de São Paulo 18 Centúrias (companhias) dispostas a exterminar canibalescamente os anarquistas e outros esquerdistas que se opusessem à sua passagem." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalhador anarco-sindicalista resistia às exigências do Ministério do Trabalho. Contra ele tinha os bolchevistas aderentes desde a primeira hora, os patrões, a polícia, os integralistas invasores de sindicatos operários, que segundo substancioso manifesto do Sindicato dos O. em Fábricas de Vidros de São Paulo, fevereiro de 1934, "naquele momento pleiteavam na Assembléia Constituinte a pena de morte para o Brasil!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março de 1934 a Federação Operária de São Paulo, com sede na rua Quintino Bocaiúva, 80, lançava três manifestos de grande significado. Um contra a Lei Monstro, outro contra a guerra e o terceiro em formato de encarte, enfocando as "organizações operárias, a legislação trabalhista, a lei de sindicalização, a caderneta profissional, a nova lei de férias, a nova Constituição e comunica as conferências de Edgard Leuenroth, Germinal Soler e Hermínio Marcos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Rio de Janeiro, sob o comando do acadêmico Gustavo Barroso, chegavam à Praça da Sé "500 guardas verdes de segurança", tropas de choque, treinados para imobilizar opositores. A polícia também montou metralhadoras em pontos estratégicos para coibir possíveis ataques aos integralistas, ainda "bem-vistos" pelo governo. Além do grande contigente policial, o coronel Arlindo de Oliveira tinha 400 homens do 1º, 2º e 6º Batalhões de Infantaria, do Corpo de Bombeiros e Regimento de Cavalaria no local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parade de integralistas contava com a presença de 10 mil soldados do Sigma dentro de suas camisas verdes novinhas em folha empunhando grandes estandartes com o símbolo do integralismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas imediações da Sé haviam começado a formar-se grandes agrupamentos de curiosos de todas as ideologias. E mal a coluna alcançou a escadaria da Catedral ouviram-se gritos de "morte ao fascismo", "Abaixo os Camisas Verdes" e em seguida tiros. Diz-se que foi uma metralhadora da Guarda Civil Montada, em frente à rua Senador, que ao ser movimentada disparou acidentalmente. Outros garantiam que os tiros foram disparados por comunistas que estariam no meio da multidão aguardando o desfile. O certo é que começou o tiroteio antes da hora marcada pelos libertários para atacar os integralistas, desencadeando-se uma correria infernal. Gente fugindo e gritando, outros caindo feridos mortalmente e a parada e o juramento de fidelidade ao comandante integralista, Dr. Plínio Salgado, Fuhrer brasileiro, não aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo nas "estradas" abertas pelos integralistas com a colaboração dos "comunistas" do PCB e dos dirigentes do Partido Católico Brasileiro do Cardeal Sebastião Leme, assessorados por "50 juristas", Getúlio Vargas não teve maiores dificuldades em implantar o Estado Novo, que durou até 1945. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, os anarco-sindicalistas e anarquistas do Brasil realizaram: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Congresso Operário Brasileiro - Centro Galego, rua da Constituição, 30-32, Rio de Janeiro, de 15 a 20 de abril de 1906. Ao todo 12 sessões. Discutiram 23 temas previamente acertados e um acessório. Compareceram delegados de 23 entidades de cinco estados do Brasil. Esteve presente o engenheiro italiano fundador da Colônia Cecília, Giovani Rossi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Congresso Operário Brasileiro - Centro Cosmopolita, rua do Senado, 215, Rio de Janeiro, de 8 a 13 de setembro de 1913. Ao todo os trabalhadores anarquistas e anarco-sindicalistas realizaram 12 sessões, debateram 24 temas com a presença de 117 delegados de 8 estados, sendo dois federações estaduais, cinco federações locais, 52 sindicatos e quatro jornais libertários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro Congresso Operário Brasileiro - Sede da União dos Trabalhadores em Fábricas de Tecidos, rua do Acre, 19, Rio de Janeiro, de 23 a 30 de abril de 1920. Efetuaram 23 sessões com a presença de 39 organismos de 11 estados do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Congresso Estadual de São Paulo - Teve lugar no Salão Excelsior, rua Florêncio de Abreu, 29. Ao todo foram discutidos três temas principais, de 6 a 8 de dezembro de 1906. Objetivo: Pôr em prática as resoluções do 1º Congresso Nacional do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira Conferência Estadual de São Paulo - Realizada em 1907 com o propósito de elaborar e aprovar os temas para o 2º Congresso Estadual. Ao todo discutiram 22 temas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Congresso Estadual de São Paulo - Realizado nos dias 7 e 8 de abril de 1908. Dele participaram 22 organizações operárias comprometidas com o anarco-sindicalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Congresso Estadual do Rio Grande do Sul - Teve lugar nos dias 1º e 2 de janeiro de 1898 com a presença de delegados de 10 associações, um jornal e um grupo anarquista. Foi o primeiro encontro de trabalhadores com idéias sociais no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Congresso Operário Estadual do Rio Grande do Sul - Na rua Comendador Azevedo, 30, dias 21 a 25 de março de 1920. Estiveram presentes delegados de 30 associações todas comprometidas com o sindicalismo revolucionário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro Congresso Operário do Rio Grande do Sul - De 27 de setembro a 2 de outubro de 1925. No total foram 12 sessões com a presença de delegados de 23 entidades operárias e do Comitê Pró-Presos Sociais e de dois jornais. Foi aprovada uma Declaração de Princípios da AIT e criado um Pacto de Solidariedade Internacional Anarquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto Congresso Operário do Rio Grande do Sul - clandestino em data que não ficou registrada. Realizaram três sessões durante dois dias com a presença de 16 entidades operárias, dois jornais, sies grupos anarquistas, vários militantes de São Paulo refugiados naquele estado do sul do Brasil (Florentino de Carvalho, Domingos Passos e outros) e delegados do Uruguai, Paraguai e Argentina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Congresso da Federação de Trabalho do Estado de Minas Gerais - Realizou-se em Belo Horizonte em junho de 1912. Ao todo foram debatidos e aprovados sete temas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso Operário do Paraná - Realizou-se no ano de 1907. Contou com a presença da Federação Operária, fundada por italianos remanescentes da Colônia Cecília, com o Grupo Filo-Dramático, 12 associações operárias e o delegado do jornal O Despertar, fundado e dirigido pelo anarquista italiano, expulso do Brasil em 1919, Gigi Damiani. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros Congressos - Os trabalhadores anarco-sindicalistas brasileiros participaram ou marcaram presença no Congresso dos Operários Chapeleiros Sul-Americano, realizado na Argentina e Uruguai, em julho de 1920. As pesquisas deixam perceber que os anarquistas estiveram na linha de frente de todos os congressos anarco-sindicalistas e ainda realizaram os seus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferência Libertária de São Paulo - Rua José Bonifácio, 39-2º andar. Ao todo realizaram sessões nos domingos 14, 21 e 28 de junho, 5, 12 e 26 de julho de 1914. O objetivo principal era preparar e indicar dois delegados para representar o Brasil no congresso anarquista de Londres que não chegou a acontecer por causa da guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso Anarquista Sul-Americano - Realizou-se no Rio de Janeiro de 18 a 20 de outubro de 1915 na sede da Federação Operária, praça Tiradentes, 71, sobrado. Estiveram presentes delegados do Brasil, da Argentina e do Uruguai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso Internacional da Paz - Realizado de 14 a 16 de outubro de 1915. Seu ponto de debates foi a sede da Federação Operária, na praça Tiradentes, 71, Rio de Janeiro, com a presença de delegados da Federación Obrera Regional Argentina, delegados do Chile e do Uruguai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso Anarquista do Brasil - Realizado na Nossa Chácara, no bairro de Itaim, São Paulo, de 17 a 19 de dezembro de 1948. Este marca o ressurgimento do movimento anarquista no Brasil após a derrubada da ditadura de Getúlio Vargas. Contou com a presença de anarquistas de vários pontos do Brasil e diversos militantes italianos, espanhóis e portugueses residentes no Brasil ou de passagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro Anarquista na Urca - De âmbito nacional. Teve lugar nos dias 9 a 11 de fevereiro de 1953 na rua Osório de Almeida, 67, no Rio de Janeiro, com a presença de mais de três dezenas de anarquistas. Foi um encontro muito proveitoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congresso Anarquista do Brasil - Realizado de 26 a 29 de março de 1959 em Nossa Chácara, no Itaim, São Paulo, com grande presença de militantes de todo o país, exilados espanhóis e alguns italianos. Foi aprovada a reativação dos Centros de Cultura Social e fundada a Editora Mundo Livre, do Rio de Janeiro. Ao todo foram debatidos e aprovados 10 temas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro dos Libertários Espanhóis Exilados - Foi na sede do Centro de Cultura Social, na rua Rubino de Oliveira, 85, São Paulo, nos dias 7 e 8 de outubro de 1961. Estiveram presentes anarquistas brasileiros e exilados da CNT e da FFLL. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro Anarquista - São Paulo de 20 a 22 de abril de 1962. Reuniram-se em Nossa Chácara 100 militantes anarquistas de todo o Brasil, incluindo alguns companheiros estrangeiros. Foram realizadas cinco sessões muito proveitosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décimo Encontro Anarquista - Realizou-se nos dias 15 a 17 de novembro de 1963. Reuniram-se para tratar do rumo do movimento anarquista no Brasil mais de 100 militantes, Os assuntos foram divididos em seis temas principais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio de 1964 - Em Nosso Sítio. Encontro clandestino de avaliação dos anarquistas do Rio de Janeiro e de São Paulo para acertar os rumos diante da ditadura militar implantada em 1º de abril do mesmo ano. Saíram desse encontro algumas resoluções para resguardar o acervo dos anarquistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro em Nosso Sítio - Realizado em 1968, em Mogi das Cruzes, São Paulo. Clandestino. &lt;br /&gt;Encontro dos Grupos Pró COB - Realizado em maio de 1986 na rua Rubino de Oliveira, 85. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento libertário do Brasil participou também do Congresso de Ferrol, Espanha em 1915, com três delegados. Em 1928 com um delegado indireto e depois de 1945 enviou como delegado à França Joseph Tibogue, e mensagens de apoio aos demais congressos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trajetória do anarquismo no Brasil teve a participação de uma confederação, várias federações, mais de 100 grupos especificamente libertários, seis editoras, três livrarias, mais de uma dezena de escolas racionalistas, duas universidades populares, uma intensa propaganda através do teatro ácrata, possui uma propriedade comprada pelos anarquistas, desde 1939, com moradias modestas e arquivo em prédio próprio. Foi uma sementeira que germinou, e hoje alimenta pesquisas, teses de doutoramento e sensibiliza várias editoras comerciais para publicá-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, com o falecimento de José Oiticica em 1957, três militantes libertários tiveram a idéia de formar o Centro de Estudos Professor José Oiticica, na sala onde o mestre dava aulas, à Av. Almirante Barroso, 6-sala 1.101. Nos dias seguintes os três realizaram uma reunião na Avenida 13 de Maio, 23, sala 922, e resolveram procurar companheiros afastados do movimento por razões diversas e convidá-los para fazer parte do centro e subscrever sua ata de legalização em 22 de julho de 1960. (O centro começou suas atividades em 1958) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1969, um "punhado" de militares da aeronáutica rebentaram a porta aos coices, carregaram parte do acervo cultural, máquina de escrever, mimiógrafo e outros objetos "subversivos", depois foram nas moradias dos diretores do centro, "confiscaram livros, etc.", prenderam-nos e formaram um processo contra 16, impernunciando um. Torturaram alguns detidos e finalmente levaram-nos a um julgamento que durou até 1972. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Estudos do Professor José Oiticica, durante sua existência (12 anos), fundou a Editora Mundo Livre por cotas, editou cinco livros, promoveu curso sobre Anarquismo no Teatro Carioca, recebeu anarquistas da América e da Europa, conduziu várias campanhas de protesto e apoio, realizou mais de uma centena de cursos e conferências, e parte de suas atividades foram anunciadas pela imprensa. Acabou por força da ditadura militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode ignorar também os diários: A Plebe, São Paulo, 1919; A Hora Social, Recife, 1919; Voz do Povo, Rio de Janeiro, 1920; Vanguarda, São Paulo, 1921-1923; A Lanterna, São Paulo, 1901-1934. Os semanários: O Amigo do Povo, São Paulo, 1903; A Terra Livre, São Paulo-Rio de Janeiro, 1907-1910; La Bataglia, São Paulo, 1904-1913; Remodelações, Rio de Janeiro, 1945-1947; Ação Direta, Rio de Janeiro, 1946-1959. As revistas: Remodelações, Rio de Janeiro, 1921-1922; Renascença, São Paulo, 1923; A Vida, Rio de Janeiro, 1914-1915; Revista Liberal, Porto Alegre, 1921-1924; e umas centenas de periódicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de professores estudiosos do anarquismo promoveu curso na ABI (Associação Brasileira de Imprensa). O Grupo Anarquista José Oiticica, formado por novos militantes libertários, realizaram, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos dias 9, 16, 23 e 30 de julho de 1987, um curso de anarquismo envolvendo Problemas Atuais do Socialismo; Anarquismo Hoje e Movimentos Alternativos; Movimento Sindical e Anarco-Sindicalismo; e O Estado Hoje. Teve o apoio do Centro de Cultura Social de São Paulo, a Sub-Reitoria 5, a Comissão de Organização Estudantil, Comissão Cultural do IFCS, e mesmo sendo pago, a freqüência foi boa, o salão ficou literalmente cheio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, grupos de libertários e simpatizantes comemoram o Centenário dos Mártires de Chicago e meio século da Revolução Espanhola, os 67 anos do fuzilamento de Francisco Ferrer e outros eventos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital do Brasil os anarquistas realizaram um Simpósio Libertário e fundaram a Editora Novos Tempos, que já produziu várias obras de real valor literário e cultura anarquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo as Universidades de Campinas, São Carlos e da Capital formaram valiosas bibliotecas de História Social, predominando publicações anarquistas e anarco-sindicalistas, e periodicamente promovem cursos sobre anarquismo, sempre com a participação de membros do Centro de Cultura Social que têm uma longa experiência militante e mantêm permanentemente em sua sede, na rua Rubino de Oliveira, 85-2º, no Brás, círculos de conferências libertárias. E apoiado pelos núcleos Pró COB (Confederação Operária Brasileira) e pela AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores), com sede na Espanha, o Centro de Cultura Social de São Paulo continua promovendo sessões comemorativas em defesa da natureza, contra a Bomba Atômica (no aniversário da explosão de Hiroshima), pela passagem dos 70 anos da Greve Insurrecional Libertária de 1917, na cidade de São Paulo, e debatendo a autogestão na luta social e as estratégias da luta sindical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus ciclos de palestras, temas como "Feminismo e a Reapropriação do Corpo", "Feminismo, Reinventando o Feminino e o Masculino"; "Feminismo, Questões que se Levantam"; "Recuperando a Memória" e "Cavernas do Estado de São Paulo". E nos cursos de Extensão Universitária tratam "O que é o Anarquismo"; "As Origens: Da Revolução Francesa a Proudhon"; "A Primeira Internacional: Marx, Bakunin e a Comuna de Paris"; "Anarco-Sindicalismo, Kropotkine e Malatesta"; "Anarquismo no Brasil"; e "Anarquismo Hoje, Liberdade e Autogestão". Estas iniciativas contaram com o apoio da Escola de Sociologia e Política de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua produtiva trajetória, o Centro de Cultura Social de São Paulo realizou recentemente um Ciclo de Educação Libertária enfeixando os seguintes temas: "O Movimento Anarquista e o Ensino Racionalista em São Paulo, 1912-1919"; "Escola e Trabalho no Brasil Hoje"; "Educação Popular: da Educação Libertária à Educação Libertadora"; "Organização e Poder: Estado, Escola, Empresa"; "A Educação pelo Trabalho, pela Pedagogia Freinet"; "Lutas Autônomas e Autogestão Pedagógica"; e "Uma Terapia Anarquista". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento ideológico vem sendo divulgado pela revista Autogestão, pelo próprio Boletim do Centro de Estudos Sociais, prospectos avulsos, cartazes e pela imprensa comercial que noticia alguns cursos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o anarquismo não assusta mais ninguém no Brasil. Palavra temida, ridicularizada, esta filosofia de vida resiste ao tempo e virou tema de teses de doutoramento, peças de teatro, novelas exibidas na televisão e filmes de curta e longa metragem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anarquistas do Brasil – salvo os que se dizem e não se encontraram ideologicamente – continuam com Kropotkine: "Quem acha que uma instituição de formação histórica pode servir para devolver privilégios que ela mesmo desenvolveu mostra com isso a incapacidade de compreender o que significa a vida de uma sociedade, uma formação histórica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa de aprender a lei básica de todo o desenvolvimento orgânico, isto é, que novas funções requerem novos órgãos e que estes se devem criar por si mesmos." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboraram para tornar possível a trajetória anarquista no Brasil: Fábio Luz, João Gonçalves da Silva, Avelino Foscolo, Ricardo Gonçalves, Benjamim Mota, José Martins Fontes, Ricardo Cipola, Rozendo dos Santos, Reinaldo Frederico Greyer, Pedro Augusto Mota, Moacir Caminha, José Ramón, Domingos Passos, João Perdigão Gutierrez, Florentino de Carvalho, Domingos Ribeiro Filho, Lima Barreto, Orlando Corrêa Lopes, Manuel Marques Bastos, José Puicegur, Diamantino Augusto, José Oiticica, José Romero, Edgard Leuenroth, Felipe Gil Sousa Passos, Pedro Catalo, João Penteado, Neno Vasco, Adelino Pinho, Giovani Rossi, Gigi Damiani, Artur Campagnoli, José Marques da Costa, Rodolfo Felipe, Isabel Cerrutti, João Perez, Antonino Dominguez, Manuel Perez, Romualdo de Figueiredo, Juan Puig Elias, Maria Lacerda de Moura, Rafael Fernandes, Angelina Soares, Paula Soares, Elias Iltchenco, Frederico Kniestedt, Jesus Ribas, Cecílio Vilar, Oresti Ristori, Maria Lopes, Manuel Moscoso, Polidoro Santos, Amilcar dos Santos, Pedro Carneiro, Atílio Peçagna, Rudosindo Colmenero, Maria Silva, Maria Rodrigues, Pietro Ferrua, Pedro Ferreira da Silva, Câmara Pires, Ramiro de Nóbrega, Maria Valverde, José Simões, Manuel Lopes, Vitorino Trigo, Mariano Ferrer, Luisi Magrassi, Sofia Garrido, Joaquim Leal Junior, Lírio de Resende, Jaime Cubero e tantos outros intelectuais e operários a quem se homenageia, mesmo ausentes... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Edgar Rodrigues &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.sitinn.hpg.ig.com.br/hist_mov_anarquista.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-6500297896014228646?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6500297896014228646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6500297896014228646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/historia-do-movimento-anarquista-no.html' title='História do Movimento Anarquista no Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-720411177796518700</id><published>2012-01-26T21:04:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:04:49.761-04:00</updated><title type='text'>Limites Territoriais do Brasil</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/C1366.jpg" /&gt;Os primeiros tratados referentes ao Novo Mundo foram a bula Intercoetera de 1493, realizada pelo papa Alexandre VI e o Tratado de Tordesilhas (1494) que dividiam os domínios de Portugal e Espanha a 370 léguas das ilhas Cabo Verde. Sendo que as terras que ficassem a oeste pertenceriam à Espanha e a leste, a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII a expansão territorial da colônia portuguesa aumentou devido ao bandeirismo e à pecuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ameaça das invasões externas (principalmente dos franceses) e as revoltas indígenas obrigam Portugal a uma ocupação efetiva do litoral do Norte e Nordeste. Por outro lado a expansão da pecuária, a ação dos bandeirantes e as missões jesuíticas desrespeitaram por sua vez o Tratado de Tordesilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram necessários então uma série de novos tratados para definir os limites da colônia. Os primeiros foram os Tratados de Utrecht, um em 1713 com a França que definia o rio Oiapoque como limite entre a Guiana Francesa e o Brasil. O outro em 1715 com a Espanha que se comprometia a devolver a colônia de Sacramento para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colônia do Sacramento continuou objeto de disputa entre portugueses e espanhóis, a 13 de janeiro de 1750 foi assinado o Tratado de Madri que definia que a Espanha ficaria com Sacramento e em troca Portugal receberia a região de Sete Povos das Missões (hoje RS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários problemas marcaram este acordo, Portugal não conseguiu ocupar a região das Missões devido à hostilidade dos índios guaranis, organizados pelos jesuítas; além do mais Portugal não queria entregar Sacramento. Esta era de importância vital para o comércio, pois controlava o acesso à região produtora de prata em Potosi, feito por via fluvial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Acordo do Pardo em 1761, o Tratado de Madri foi anulado. Com a Guerra dos Sete Anos, a Espanha aliada a França, invadiu a colônia de Sacramento invadindo a colônia portuguesa e tomando todo o Rio Grande do Sul até a região da Ilha de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1º de outubro de 1777, assinou-se o Tratado de Santo Ildefonso onde os espanhóis concordam em devolver a Ilha de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, mas em troca ficariam com Sacramento e a região das Missões. Este último foi confirmado pelo Tratado de Badajós em 1801.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém por razões político-econômicas, D. João VI em 1816 envia tropas à região e a anexa ao Brasil com o nome Província Cisplatina. A situação só se resolveria em 1828 quando lá foi criada a República do Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1900 a Questão do Amapá vem a baila, os franceses reivindicavam então uma boa parte daquele território, em detrimento do Tratado de Utrecht. O governo da Suíça foi escolhido como mediador e graças a atuação do Barão do Rio Branco o limite do rio Oiapoque foi mantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 1870 houve o desenvolvimento da produção da borracha na região amazônica. Houve então uma invasão de nordestinos na região do atual Estado do Acre, que na época pertencia à Bolívia, no intuito de trabalhar nos seringais. Em 1902 ocorre um movimento de brasileiros para anexar esta região ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1903 foi assinado o Tratado de Petrópolis onde o Acre seria incorporado ao Brasil em troca de uma indenização em dinheiro de 2 milhões de libras além de a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.sosprofessor.hpg.ig.com.br/Historia/limites_territoriais_do_brasil.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-720411177796518700?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/720411177796518700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/720411177796518700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/limites-territoriais-do-brasil.html' title='Limites Territoriais do Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-4098589436770980700</id><published>2012-01-26T21:03:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:04:08.785-04:00</updated><title type='text'>História do Petróleo Brasileiro</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/A7C19.jpg" /&gt;Juliana, Grupo Escolar&lt;br /&gt;O Petróleo, chamado de Ouro Preto, tem uma história recente no Brasil. Em1858, José de Barros Pimentel ganhou o direito de extrair betume em terrenos situados nas margens do rio Marau, na Bahia. Este foi o primeiro registro da exploração de petróleo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 1930, depois de vários poços perfurados sem sucesso, o engenheiro agrônomo Manoel Inácio Bastos soube que na cidade de Lobato, na Bahia, os moradores usavam uma “lama preta”, oleosa, para iluminar suas residências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de pesquisas e coletas de amostras da lama preta, o agrônomo não conseguiu apoio de influentes para dar continuidade à exploração e acabou sendo considerado “maníaco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, Manoel Inácio não desistiu. Em 1932, ele foi recebido pelo presidente Getúlio Vargas, a quem entregou um relatório sobre a presença da substância no município de Lobato. A partir daí, o petróleo ganhou fama no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1938, a atividade petrolífera passou a ser obrigatoriamente realizada por brasileiros e foi criado o Conselho Nacional do Petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1941, um dos poços perfurados deu origem ao campo de Candeias, o primeiro a produzir petróleo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível notar, a descoberta e exploração do petróleo no Brasil começaram pela Bahia. Após essas descobertas, as perfurações prosseguiam em pequena escala o dia até 3 de outubro de 1953, quando o presidente Getúlio Vargas assinou a Lei intensa que instituiu o monopólio estatal da pesquisa e lavra, refino e transporte do petróleo e seus derivados. Esse fato culminou na criação da estatal Petróleo Brasileiro S.A. – a famosa Petrobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história recente do petróleo no Brasil foi marcada pela descoberta do recurso em águas profundas, no mar. A Bacia de Campos, no litoral fluminense, foi por muito tempo a maior produtora de petróleo do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002, a Petrobras começou a buscar novas frentes exploratórias nas bacias de Santos e Espírito Santo e bacias ainda pouco exploradas, como as da costa sul da Bahia, Sergipe, Alagoas e da margem equatorial brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, o Brasil se tornou auto-suficiente na produção de petróleo.&lt;br /&gt;Fonte:&lt;div&gt;&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/2011/img/logotipo.jpg" alt="Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-4098589436770980700?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4098589436770980700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/4098589436770980700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/historia-do-petroleo-brasileiro.html' title='História do Petróleo Brasileiro'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-3935409580079709144</id><published>2012-01-26T21:02:00.001-04:00</published><updated>2012-01-26T21:02:54.908-04:00</updated><title type='text'>Harry Houdini O Grande Mestre do Ilusionismo</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/harry-houdini/imagens/harry-houdini-1.jpg" alt="Harry Houdini" /&gt;1874 / 1926&lt;br /&gt;O mais famoso mágico de todos os tempos, Harry Houdini, nasceu Ehrich Weisz, em Budapeste, Hungria, no dia 24 de março de 1874. Seu pai Mayer Samuel Weisz, era um judeu religioso e professor, mudou-se com a família para Appleton, Winscousin (EUA) em 1876.&lt;br /&gt;Os tempos eram difíceis para a família Weisz, e foram obrigados a mudar várias vezes para fugir de cobradores de dívidas contraídas. Por conta disso e da precária situação financeira da família, todos os filhos começaram a trabalhar cedo. Ehrich aos 8 anos já trabalhava como engraxate e vendedor de jornais.&lt;br /&gt;Certo dia, seu pai o levou para assistir à performance de Dr. Lynn um mágico intinerante, neste dia, o desejo de atuar, tomou conta de Ehrich.&lt;br /&gt;Aos 12 anos fugiu de casa, tendo chegado até Kansas City, onde ficou por quase um ano, mas em seguida juntou-se novamente à sua família na nova casa em Nova Iorque. Em 1888, Ehrich tinha vários trabalhos para ajudar a família.&lt;br /&gt;Gastava seu tempo livre estudando mágica e disputando competições de atletismo, natação e corrida. Nesta época, Ehrich leu um livro entitulado “As Memórias de Robert Houdin” escritas pelo próprio. O livro mudou sua vida – Ehrich adicionou um “i” ao final do nome de seu ídolo e assumiu o nome com o qual se tornaria parte da história – Houdini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os verdadeiros episódios e detalhes da infância de Houdini foram ocultados, inclusive em grande parte pelo próprio Houdini.&lt;br /&gt;Algumas biografias dão conta da data de nascimento de Houdini em 6 de abril de 1874 em Appleton, Winscousin – o que foi divulgado amplamente pelas palavras de Houdini, porém o coreto é que ele nasceu mesmo em Budapeste e seu pai atendendo a uma proposta de emprego de rabino em Appleton (foi o primeiro rabino da cidade) mudou-se com toda a família, por volta de 1875/76.&lt;br /&gt;Quando Houdini tinha 16 anos, seu pai morreu, dando-lhe a liberdade de se tornar um performático em tempo integral. Suas primeiras investidas incluíam truques com cartas, apresentações públicas em parques de diversão e na Chicago World’s Fair em 1893.&lt;br /&gt;Junto com seu irmão Theo, Houdini estava empenhado em criar um mito em torno de seu nome.&lt;br /&gt;Em 1894, Houdini conheceu Beatrice “Bess” Raymond, uma batalhadora cantora e dançarina. Os dois se apaixonaram imediatamente e se casaram em julho do mesmo ano. Bess se juntou ao espetáculo de Houdini e Theo seguiu em frente atuando por conta própria.&lt;br /&gt;Houdini estava constantemente improvisando e incorporando novos truques ao seu ato.&lt;br /&gt;Por muito tempo, passou aperfeiçoando e treinando um truque em que escapava de algemas, incorporou este truque ao seu show e logo passou a desafiar qualquer pessoa que pudesse algemá-lo com eficiência, inclusive oferecendo centenas de dólares caso ele não conseguisse escapar, nunca teve que pagar.&lt;br /&gt;Houdini sempre soube usar com inteligência a mídia para promover seus espetáculos. Seus desafios atraíam um enorme público, no final do século XIX, que queria ver o mágico se desvencilhar de algemas, grilhões e correntes de ferro nos pés, cordas, cabos de aço, camisas de fôrça, jaulas e sarcófagos. Diferente de outros mágicos, Houdini praticava suas “escapadas” aos olhos da platéia.&lt;br /&gt;Suas performances despertaram a atenção de Martin Beck que dirigia a maior cadeia de teatros de “vaudeville” dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Houdini foi contratado por Beck, tendo se tornado um enorme sucesso de público. Provando sua incrível capacidade de se desvencilhar de qualquer tipo de prisão, Houdini tornou-se o ator principal da trupe.&lt;br /&gt;Apesar de sua enorme popularidade, Houdini não estava feliz com o sucesso nos Estados Unidos. Ele e Bess, partiram para uma turnê pela Europa e Rússia na virada do século. Sua primeira apresentação em Londres foi um enorme sucesso, assim como na Alemanha e em todo o continente europeu.&lt;br /&gt;Houdini permaneceu na Europa por 5 anos e foi a principal atração do “vaudeville”.&lt;br /&gt;Em 1905, retornou aos Estados Unidos, determinado a se tornar uma grande estrela, maior ainda do que já era. Ele aprimorou e aumentou ainda mais a dificuldade de suas performances.&lt;br /&gt;É desta época uma de suas maiores escapadas, onde ele era algemado e colocado dentro de um caixote de transporte que tinha sua tampa pregada, a seguir era jogado na água; Houdini no entanto aparelhava o caixote, de modo a poder ficar embaixo d’água por um longo período de tempo, a fim de aumentar o suspense do ato.&lt;br /&gt;Houdini possuía uma força incrível e grande agilidade, o que lhe ajudava em suas performances, ele também gastava horas praticando seu condicionamento físico, para o show em que ficava debaixo d’água, treinava o fôlego numa banheira.&lt;br /&gt;Por mais de duas décadas Houdini permaneceu sob os refletores. De 1916 a 1923 apresentou seus truques no cinema.&lt;br /&gt;Nos seus últimos anos de vida gastou parte de seu tempo desmascarando espiritualistas e mostrando como eram cometidas fraudes em espetáculos de parapsicologia e sessões espíritas. Seu interesse por destruir outros profissionais, teve início após a morte de sua mãe Cecilia Weisz. Por causa de seu passado como ilusionista, ele conhecia a maioria das técnicas utilizadas por médiuns para estabelecer contato com o mundo dos espíritos.&lt;br /&gt;Houdini criou uma espécie de cruzada contra os charlatães que tungavam o dinheiro de famílias inteiras que tentavam contactar seus mortos. Ele frequentemente comparecia disfarçado em sessões espíritas, para desmascarar os médiuns.&lt;br /&gt;Houdini apregoava que se houvesse uma forma verdadeira de contactar os mortos, somente ele poderia conseguir tal proeza.&lt;br /&gt;Houdini inclusive atacou o mito de Robert Houdin, de quem emprestou o nome com o qual alcançou a fama.&lt;br /&gt;O mestre Arthur Conan Doyle, criador do famoso personagem Sherlock Holmes, era um admirador contemporâneo do trabalho de Houdini. Ironicamente Conan Doyle era conhecido por suas explicações lógicas nas histórias de Sherlock, no entando declarou que as escapadas, os ilusionismos e performances de Houdini só podiam ser fruto de um fenômeno sobrenatural.&lt;br /&gt;Os últimos dias de vida de Houdini foram trágicos e patéticos diante de uma vida tão espetacular. Em 22 de outubro de 1926, ele se encontrava em Montreal apresentando uma conferência sobre espiritualismo. Quando se achava em seu camarim conversando com vários estudantes da McGill University, foi questionado se poderia resistir ao soco de qualquer homem no estômago, antes que pudesse se preparar contraíndo a musculatura abdominal, um dos estudantes socou-o por 3 vezes na barriga.&lt;br /&gt;Depois disso Houdini demonstrando não sentir dor, ainda se apresentou por algumas vezes, mas logo caiu doente, porém não foi ver um médico no dias seguintes. Quando finalmente foi diagnosticado, seu apêndice havia sido rompido, sua circulação fora contaminada com germes de estafilococus, infelizmente já era tarde, Houdini morreu de peritonite em 31 de outubro de 1926 aos 52 anos em meio às comemorações do Halloween.&lt;br /&gt;Apesar de seus esforços por desmistificar o espiritismo, Houdini estabeleceu um código secreto com sua esposa Bess, que no caso de sua morte, permitiria que ele estabelecesse contato com ela do além. Em 9 de janeiro de 1929 o jornal The Detroit News apresentava uma reportagem informando que Bess havia recebido mensagens no código secreto, durante uma sessão.&lt;br /&gt;O código era uma combinação antiga que Houdini utilizava com Bess nos números de leitura da mente. Bess declarou mais tarde que estava doente durante tal sessão, depois de recuperada disse não acreditar que a mensagem recebida fosse de Harry Houdini, pois o código secreto poderia ser conhecido por outros participantes da sessão e portanto, suspeitos de fraude. Outras sessões tentaram estabelecer contato com Houdini, sempre no Halloween, por 10 anos seguidos. Em 1936 Bess desistiu, declarando que 10 anos são demais para se esperar por um homem.&lt;br /&gt;Fonte: www.bricabrac.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O performer conhecido mundialmente como Harry Houdini nasceu dia 24 de Março de 1874 em Budapeste, e recebeu o nome de Ehrich Weiss.&lt;br /&gt;Apesar de clamar ter nascido em Appleton, Wisconsin, Houdini só veio para a América quando completo quatro anos de idade. Até os dias de hoje, muitas pessoas conectadas com a pequena cidade de Appleton insistem na inverdade de que Houdini nasceu lá, com a intenção única de atrair turistas.&lt;br /&gt;Esta claro, através de cópias de certidões de nascimento e registros familiares arquivados no Houdini Museum em Scranton, Pensylvania, na região do Pocono, que Houdini nasceu de fato em Budapeste, no dia 24 de Maio em 1874. Historiadores finalmente concordam com este fato.&lt;br /&gt;Anos mais tarde, em uma entrevista em uma revista Houdini fez o comentário que: "A maior fuga que eu já realizei foi quando abandonei Appleton, Wisconsin."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de Houdini era Samuel Weiss, e ele era um Rabino. E por um curto período de tempo ele foi rabino para a German Zoin Jewish Congregation em Appleton. Sua mãe se chamava Cecilia Steiner Weiss.&lt;br /&gt;Existem fotos da família de Houdini expostas no Houdini Museum em Scranton, Pensylvania, na região do Pocono.&lt;br /&gt;Seus pais falavam somente em Yiddish, Húngaro e Alemão. A família era muito humilde, por isso as crianças começaram a trabalhar desde cedo. Com a idade de 8 o jovem Ehrich Weiss (Erik Weisz) vendia jornais e trabalhava como engraxate. É interessante notar que quando vieram para o Estados Unidos houveram muitas mudanças nas grafias dos nomes para se ajustarem ao inglês. Com a idade de 12, o jovem Ehrich saiu de casa para se aventurar pelo mundo em uma tentativa de sustentar sua família. Este era um grande sinal de independência. Isso chega a contrariar aqueles que afirma que ele era obcecado pela mãe, apesar de amá-la muito.&lt;br /&gt;Ehrich viajou através do país por aproximadamente um ano, sempre enviando dinheiro para casa sempre que podia. Finalmente ele se encontrou com seu pai em Nova Iorque. Seu pai morreria em cinco anos, dia 5 de Outubro em 1892. A mudança para Nova Iorque iria mudar sua vida e apresentá-lo ao mundo das mágicas. Sua família se mudou para Nova Iorque na esperança de encontrar uma vida melhor lá.&lt;br /&gt;Houdini trabalhava como mensageiro e cortador numa alfaiataria, Richter &amp; Sons, uma fábrica de gravatas para ajudar a sustentar a família. Ele tinha um porte atlético e chegou a ganhar prêmios em natação e corrida. E mais tarde usaria esses talentos atléticos em seus números de artista de fugas.&lt;br /&gt;Houdini começou suas performances como magico ainda adolescente, primeiro usando o nome de Eric o Grande. Sempre um leitor, e teve sua vida mudada por dois livros. Ele leu, enquanto um adolescente em Nova Iorque "Revelations of a Spirit Medium" por A. Medium, o qual mostrava os truques usados por charlatães psíquicos, que após terem sido amarrados se libertariam e secretamente fariam coisas fantasmagóricas acontecerem em um quarto escuro.&lt;br /&gt;O segundo livro foi "The Memoirs of Robert-Houdini", a autobiografia de um dos maiores mágicos da época. Influenciado pelo que leu e aprendeu sobre o internacionalmente conhecido mágico Robert Houdini, o jovem Ehrich mudou seu nome para Houdini, esperando de alguma forma ser como seu novo mentor.&lt;br /&gt;Os primeiros shows de mágica de Houdini consistiam em truques com cartas e outros truques simples.&lt;br /&gt;Nessa época Houdini se denominava "O Rei das Cartas".&lt;br /&gt;Não demorou muito e Houdini começou a se interessar por algemas, e começou as usá-las como parte de seus shows.&lt;br /&gt;Houdini se apresentava com outro jovem que trabalhava com ele na fábrica de gravatas em Nova Iorque. Eles se denominavam The Houdini Brothers. Após um tempo o irmão mais novo de Houdini, Theo, tomou o lugar do garoto da fábrica.&lt;br /&gt;O pai de Houdini morreu quando Houdini era um adolescente. Junto com seu irmão Theo, ele tentaram sucesso como The Houdini Brothers. Suas primeiras performances incluíam shows em parques de diversão, bares, feiras e na Chicago World’s Fair em 1893.&lt;br /&gt;Em 1894 Houdini conhece Wilhelmina Beatrice Rahner, que estava cantando e dançando como parte da Floral Sisters. Eles estavam trabalhando em Coney Island nessa época.&lt;br /&gt;Após se conhecerem por apenas duas semanas eles se casaram no mês de julho. Bess, como era chamada, trabalhou e viajou com Houdini e o ajudou cantando, dançando e atuando na Metamorfose, um truque que Houdini inventou.&lt;br /&gt;Bess tomou o lugar de Theo no show, que agora passaria a se chamar "The Houdini’s". Ele então viajou através dos Estados Unidos e então através do mundo pelos próximos 33 anos. Desnecessário dizer que novamente ele deixa sua mãe para trás, provando sua independencia dela, ainda que a amasse muito.&lt;br /&gt;Suas viagens iniciais o levaram à Pensylvania, onde o Houdini Museum está localizado hoje em dia, por duas temporadas com o Welch Brothers Circus, que cobria essa área em suas apresentações. Mais tarde ele retornaria à área de Scranton como uma grande estrela, e apresentaria novos desafios, nunca vistos antes. Seu irmão Hardeen também se apresentaria nessa área.&lt;br /&gt;Houdini começou então a oferecer recompensas àqueles que obtivessem sucesso em prendê-lo, primeiro com algemas e mais tarde com um grande número de objetos.&lt;br /&gt;Houdini escapava de algemas, camisas de força, celas de cadeia, uma bolsa do correio, caixas de madeira, um saco de papel gigante (sem nunca rasgar o papel), uma bola de futebol americano gigante, uma panela de pressão, latas de leite, caixões e da famosa cela de tortura chinesa. Na maioria das fugas, após exames posteriores, nunca foi encontrado traço de como Houdini executou a fuga, e isso adicionava glamour ao milagre.&lt;br /&gt;Algumas das fugas de Houdini, como a da camisa de força ou ser amarrado com 3 metros de corda, eram apresentadas em plena vista da platéia. Para ajudar a atrair público e vender ingressos, Houdini fazia desafios, normalmente escapando de delegacias de polícia, com a presença de repórteres, para garantir a propaganda.&lt;br /&gt;Martin Beck, um dos mais importantes impresários de Vaudeville, assistiu a um show de Houdini em 1899 e ficou impressionado com a sua personalidade dinâmica e bancou ele como um "artista de fugas", uma nova forma de entretenimento. Martin Beck bancou o circuito Orpheum, a maior cadeia de teatros vaudeville na pais, e que bancava todas as estrelas vaudeville.&lt;br /&gt;Ele possuía um olho treinado para o talento, e imediatamente colocou Houdini nos teatros como segundo ato.&lt;br /&gt;Houdini então começou a ser a atração principal em vários teatros através do país.&lt;br /&gt;Houdini tento inventado uma nova forma de entretenimento, "O Artista de Fugas" em breve se tornaria uma estrela internacional.&lt;br /&gt;Após algum sucesso nos Estados Unidos, Houdini decide ir para a Europa no ano de 1900, seguindo o conselho de um amigo, o maior mágico de moedas de todos os tempos, T. Nelson Downs.&lt;br /&gt;Houdini é uma grande sensação em Londres, Inglaterra, e parte em uma viagem através de toda a Europa por cinco anos como atração principal. Houdini teve tanto trabalho na Europa que ele chamou seu irmão Theo para trabalhar lá sob o nome de Hardeen.&lt;br /&gt;Houdini retornou aos Estados Unidos, determinado a se tornar uma estrela ainda maior no pais que tanto amava. Ele então dividia seu tempo entre os EUA e a Europa, indo onde conseguisse obter as maiores ofertas. Em uma de suas viagens pelos EUA ele comprou um prédio em Nova Iorque na 113th Street, que se tornaria sua residência para o resto da vida.&lt;br /&gt;Quando imitadores de Houdini começaram a surgir, se aproveitando do sucesso dele, Houdini começou a criar novas e mais complicadas e perigosas fugas.&lt;br /&gt;Houdini inventou a caixa submersa que posteriormente foi copiada por inúmeros artistas. Ele também foi o primeiro a se livrar de uma camisa de força também. E introduziu pela primeira vez a fuga da lata de leite em St. Louis em 27 de Janeiro de 1908.&lt;br /&gt;Ele foi um dos aviadores pioneiros, um fato não muito conhecido, e foi a primeira pessoa a registrar um vôo em um avião na Austrália. Um feito que ficou registrado no Digger’s Rest em 1910. Alguns clamam que ele foi um dos 17 aviadores que quebraram o recorde do dia. Após essa série de vôos ele nunca mais voaria. Em 1913 ele apresentou sua lendária câmara de tortura chinesa.&lt;br /&gt;Esse foi o mesmo ano da morte de sua mãe, o que se tornou um grande choque para Houdini.&lt;br /&gt;Ele estava na Europa nesse tempo e sua família não lhe contou da doença que sua mãe estava sofrendo. Ele foi também o primeiro a fazer o maior desaparecimento em palco até aquele dia, fazendo o maior objeto conhecido naqueles tempos - um elefante - desaparecer. Isso foi feito em 1918 no Hippodrome em Nova Iorque.&lt;br /&gt;De acordo com Houdini a Eloá Jenny, pesava 10,000 libras.&lt;br /&gt;Houdini era muito criativo e introduziu e inventou muitos truques mágicos que estão à mostra no Houdini Museum. Após suas fugas submersas, Houdini se escondia debaixo das docas, fazendo as pessoas acharem que ele havia se afogado.&lt;br /&gt;No momento oportuno Houdini fazia seu reaparecimento. Possuidor de grande força e agilidade, Houdini passava muitas horas estudando, praticando e se condicionando. Para seus truques subaquáticos Houdini praticava prender o fôlego em uma banheira por até quatro minutos. Ele também ficava em um caixão submerso por mais de uma hora.&lt;br /&gt;Em 1916 Houdini começou sua carreira cinematográfica. Isso deu a pessoas no mundo todo a chance de ver o grande mestre das fugas.&lt;br /&gt;Houdini participou de cinco grandes filmes mudos até o ano de 1923. Ele é o único mágico da história que estrelou em cinco filmes. Ele também escreveu muitos deles. Seus filmes incluíram "The Master Mystery", "The Grim Game", "Terror Island" e "The Man From Beyond". Houdini recebeu uma das primeiras estrelas na Calçada da Fama de Hollywood por suas contribuições para a indústria cinematográfica. A estrela tem um lugar privilegiado em frente ao famoso Teatro Chinês.&lt;br /&gt;Durante sua carreira Houdini expôs trapaceiros e fraudes nas áreas de jogatina, espiritualismo e paranormalidade. Ele nunca acreditou em espiritualismo, mas freqüentemente fingia o contrário para ganhar acesso a sessões espíritas, etc... Durante o inicio de sua carreira ele tentou realizar um ato espiritual, mas achou isso de tão mal gosto que desistiu da idéia e passou o resto de sua vida desmascarando os que se utilizavam de tais recursos.&lt;br /&gt;Houdini chegou a escrever vários livros e artigos durante sua vida. Eles incluíram "The Right Way To Do Wrong", um ensaio sobre trapaceiros, "A Magician Among The Spirits", um livro sobre fraudes psíquicas e "The Unmasking of Robert-Houdini", que até aqueles dias foi o maior livro na história da mágica.&lt;br /&gt;Em 22 de Outubro de 1926 Houdini estava se apresentando em Montreal no Pincess Theather. Ele também apresentou uma palestra sobre expor o espiritualismo na McGill University.&lt;br /&gt;Em seu camarim, enquanto descansando em um sofá, recebeu a visita de um jovem atleta que perguntou se Houdini poderia de fato agüentar murros no estômago, como ele havia ouvido falar.&lt;br /&gt;Antes que Houdini pudesse se preparar retesando os músculos do estômago, o aluno começou a esmurrar o legendário mágico.&lt;br /&gt;Houdini não sabia, mas seu apêndice estava rompido. Ele fez mas alguns shows em Montreal e então se dirigiu para Detroit. Após sua primeira performance lá Houdini entrou em colapso e foi levado para o hospital. Ele não morreu tentando escapar de algum lugar como muitos acreditam. O grande "caça-fantasmas" morreu dia 31 de Outubro, em 1926, na noite de dia das bruxas de peritonite.&lt;br /&gt;Houdini amava seus companheiros mágicos, e promovia a mágica e a Society of American Magicians por todo o mundo.&lt;br /&gt;Houdini foi o presidente da Associação por dez anos até o dia de sua morte. Ele também deixou uma grande quantia de dinheiro para a Sociedade.&lt;br /&gt;Houdini sempre clamou que todos seus truques e fugas era realizados por meios naturais, e que ele não possuía poderes supernaturais de nenhum tipo. Um de seus últimos truques era a fuga de um caixão após ter sido enterrado vivo, um ato que ele fez algumas vezes. E por uns 26 anos Houdini foi uma grande atração.&lt;br /&gt;Houdini não só mereceu seu lugar na história como também no dicionário.&lt;br /&gt;Fonte: www.mortesubita.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-3935409580079709144?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/3935409580079709144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/3935409580079709144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/harry-houdini-o-grande-mestre-do.html' title='Harry Houdini O Grande Mestre do Ilusionismo'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-5518968152430999105</id><published>2012-01-26T20:59:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T21:00:41.062-04:00</updated><title type='text'>Gerardus Mercator</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/8982C.jpg" /&gt;Mercator, Gerardus Criador do termo "atlas" para designar uma coleção de mapas, Mercator inventou um sistema de projeção gráfica que facilitou aos marinheiros marcar sua localização e traçar a rota do navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerard de Cremer (ou Kremer), conhecido pelo nome latinizado Gerardus Mercator, nasceu em Rupelmonde, Flandres (hoje na Bélgica), em 5 de março de 1512. Em 1530, ingressou na Universidade de Louvain para estudar ciências humanas e filosofia e, dois anos depois, obteve o grau de mestre. Sofreu na época uma crise religiosa, por não conciliar o relato bíblico sobre a criação do universo com o de Aristóteles. Depois de dois anos em Antuérpia e Mechelen, retornou a Louvain, onde fundou um estabelecimento de estudos geográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus trabalhos em colaboração com Gemma Frisius, matemático e filósofo, e Gaspar à Myrica, impressor e ourives, tornaram Louvain um centro de construção de instrumentos cartográficos e astronômicos. Em 1536, o grupo concluiu um globo terrestre e, em 1537, um celeste. Elaborou também um mapa da Palestina, um mapa-múndi, um mapa de Flandres e um manual sobre caligrafia itálica. Em 1544, acusado de heresia, foi preso pela Inquisição. Defendido pela Universidade de Louvain, voltou a seus estudos e pesquisas. Em 1554 publicou o grande mapa da Europa que lhe consolidou a fama de cartógrafo. Nomeado cosmógrafo do duque Guilherme de Clèves em 1564, dedicou-se ao aperfeiçoamento de sua projeção cilíndrica, conhecida como "projeção de Mercator". Nela, os paralelos são representados como retas paralelas e cada vez mais distanciadas entre si à medida que se afastam da linha do equador. Essa projeção produz planisférios de enorme distorção, mas é muito usada em cartas de marear, pois nela toda reta é uma linha de marcação verdadeira que permite ao navegador traçar um rumo em linha reta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercator elaborou uma série de obras sob o título geral de Atlas. A primeira parte consta de uma cronologia do mundo, desde sua criação até 1568, publicada em 1569, e de uma edição crítica dos 27 mapas do geógrafo grego Cláudio Ptolomeu (1578). A outra parte consiste em mapas da França, Alemanha e Países Baixos, elaborados em 1585, e Balcãs, Itália e Grécia (1589). Mercator morreu em 2 de dezembro de 1594, em Duisburg, hoje na Alemanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://mathematikos.psico.ufrgs.br/disciplinas/ufrgs/mat010392k2/ens22k2/xyz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-5518968152430999105?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5518968152430999105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/5518968152430999105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/gerardus-mercator.html' title='Gerardus Mercator'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-6461562027297075718</id><published>2012-01-26T20:58:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T20:59:16.264-04:00</updated><title type='text'>Consolidação Colonial Brasileira</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/FC37B.jpg" /&gt;Na Europa nesse período ocorreu:&lt;br /&gt;- Na Idade Moderna, a Holanda não aceita o domínio espanhol que estava sendo exercido nos países baixos, pois sua doutrina Calvinista (Religião Calvinista) visava a expansão, e não aceitaria seguir regras impostas pela Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Holanda cria a Companhia das Índias Ocidentais, que voltava aos assuntos relacionados a América do Sul, e a Companhia das Índias Orientais, que cuidava dos assuntos nas colônias Africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil:&lt;br /&gt;O Brasil vivia o seu período do apogeu do açúcar, e a Holanda com a Cia. das Índias Ocidentais tentam invadir Salvador, mas essa missão falha, sendo estes expulsos do Brasil. Mas após o fortalecimento da Holanda com o roubo de navios brasileiros, alguns carregados de prata, outros de açúcar, ela se fortaleceu. Invadiu Pernambuco, mas inicialmente estava sofrendo forte pressão dos grupos locais, que adotavam táticas onde eles se reuniam no interior e atacavam os holandeses de surpresa. Calabar, descontente com a administração Portuguesa se alia aos holandeses e os levam aos grupos reunidos no interior, com isso a Holanda conseguiu massacrar as resistência locais, e formou sua colônia no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Holanda envia Maurício de Nassau para administrar a nova colônia. Este inicialmente trata de solucionar os problemas junto com os Srs. de engenho, oferecendo recursos para modernizar os engenhos, para ampliar o cultivo da cana-de-açúcar e solucionar a falta de mão-de-obra escrava. Ele também investe no saneamento básico de Pernambuco, traz cientistas para cá, aplicou a liberdade de credo pela variedade de religião existente na região, com exceção dos jesuítas, os quais Mauricio expulsou para barrar as forças contra o Protestantismo. Maurício criou também a Câmara dos Escabinos, com a finalidade de administrar politicamente a região. Era formada por holandeses e srs. de engenho, com maior poder para os colonos. Novamente a elite manda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal está acontecendo a Restauração, isto é, retomar a administração do países das mãos da Espanha, tirando Felipe II do trono. Para isto Portugal contou com a ajuda da Inglaterra e Holanda, com esta houve um acordo de trégua dos 10 anos, onde o Duque de Bragança (novo rei) não faria nada contra a Holanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os altos investimentos nesses conflitos, as reservas de dinheiro da Holanda abaixam, e com isso, a Cia. das Índias Ocidentais dá ordem a Maurício de Nassau para cobrar empréstimos antigos, aumentar os impostos e aumentar os juros. Este, consciente das dificuldades que o Brasil estava sofrendo em um período de decadência da cana-de-açúcar, sendo atacada por pragas, sofrendo queimadas, e outros problemas, ele se recusa a cumprir esta ordem, e é demitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como revolta as medidas tomadas pela Holanda, o Maranhão inicia a revolta contra a atual metrópole, e Portugal com o fim da Trégua dos 10 anos, ajuda a expulsa-los. Esta revolta chama-se Insurreição Pernambucana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expulsos, os Holandeses vão para as Antilhas, e conhecendo as técnicas de produção do açúcar, começam a produzir este produto mais barato e de melhor qualidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil que tinha por base os lucros na exportação do açúcar entra em crise, e Portugal, totalmente dependente da produção brasileira, entra em crise também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal na época do apogeu do açúcar, onde mesmo com lucros reduzidos por deixar a refinação e comercialização do açúcar para a Holanda, costumava importar muitos produtos luxuosos, voltados para a corte e a elite. Sua balança comercial permanecia equilibrada nessa época. Mas com a crise açucareira a economia portuguesa entra em déficit, passando a importar mais que exporta, então o Conde de Ericeira aplica as Leis Pragmáticas, proibindo a importação de alguns produtos. As leis não surtiram muito efeito após principalmente a um acordo entre Portugal e a Inglaterra para o vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como outra saída, Portugal decidiu cultivar no Brasil alguns produtos voltados para a exportação e o mercado interno, principalmente português. Plantaram o fumo para usa-lo na troca de escravos, o algodão para fazer roupas e exportar, aguardente para trocar escravos, mandioca e milho para utilizar na alimentação, buscaram as drogas do sertão para ajudar na farmácia, o gado para fazer a interiorização e ajudar no transporte, e o contínuo, mas não tão acentuado cultivo da cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período de crise foi que se acentuou a interiorização do Brasil, pois os fazendeiros criadores de gado só poderiam trabalhar na pecuária à 100 léguas do litoral, então com isso ajuda-se a povoar o interior e a explora-lo. Deste gado se retirava a carne verde (fresca) e seca, couro, chifre, força motriz e leite. O cultivo do gado era feito nos currais, onde o gado ficava solto em uma área atrás do melhor local para se alimentar. O lucro gerado era voltado ao mercado interno, e o pagamento do peão era feito com a quarta, isto é, a cada 4 cabeças de gado, 1 era dele. Com isso ficava possível a mobilidade social, com um peão podendo virar um fazendeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As drogas do sertão como a baunilha, guaraná, ervas aromáticas e ervas medicinais eram retirados principalmente da Amazônia por nativos e jesuítas, e com isso Portugal ajudou a garantir o domínio sobre essa terra frágil ao ataque estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nordeste surgiu as Entradas, expedições oficiais que adentravam o interior em busca de metais preciosos, reconhecimento geográfico ou qualquer outra riqueza para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo surgiram as Bandeiras, que eram expedições particulares que adentravam o interior atrás de riquezas, como ouro. Existia a Bandeira Apresadora, que buscava o nativo gentio para utilizar na mão-de-obra; a Bandeira Prospectora, que visava buscar metais precisos; e a Bandeira de Sertanismo de Contrato, que deviam destruir nativos e quilombos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época surge o Tratado de Madri e o de Badajós, que configuram hoje nosso território, praticamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/bras-col.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-6461562027297075718?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6461562027297075718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/6461562027297075718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/consolidacao-colonial-brasileira.html' title='Consolidação Colonial Brasileira'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-7597575708587151886</id><published>2012-01-26T20:57:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T20:58:28.675-04:00</updated><title type='text'>Brasil - Os primeiros cem anos (1500-1600)</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/E9E4B.jpg" /&gt;Cledir Rocha Pereira&lt;br /&gt;Um mundo conflitivo &lt;br /&gt;Para o século 20, o ano de 1917, o ano da Revolução Russa foi o detonador de décadas de lutas ideológicas que se travaram pelo mundo inteiro até bem recentemente entre o Comunismo, as Democracias Liberais e o Nazi-fascismo, provocando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e, em seguida, a longa Guerra Fria (1947-1989). Para o século 16, o século da descoberta do Brasil, o ano de 1517, a data que assinalou o início da Reforma luterana, teve um papel traumático e divisionista similar ao da Revolução de 1917. A Cristandade, além de enfrentar o seu inimigo secular, o Islã, cindiu-se, na Europa Ocidental num “equador religioso”, em duas partes inconciliáveis: o Catolicismo e o Protestantismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infiéis, hereges e pagãos: Portugal, Reino Cristão e Católico, viu-se no transcorrer do século 16 obrigado a ampliar as fronteiras do litígio. Até o século 15 seu inimigo maior foi o Islã, mobilizando-o na luta contra os mouros. Com a Reforma e a ocupação colonial que realizou no século 16, seus adversários aumentaram. No Brasil, o Reino Luso, graças ao Padroado que o papado lhe legou, representou a Cristandade na extirpação do Paganismo fetichista dos silvícolas, determinando sua conversão em massa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em realizava sua ofensiva missionária sobre as comunidades indígenas, atuava, como defensor da Contra-Reforma e da ortodoxia católica. Combatia tanto os hereges protestantes como os possíveis vestígios de judaísmo que haviam sido transpostos para o Brasil pelos cristãos-novos que vieram em busca de melhores meios de vida e de liberdade. Primeiro conseguiram expulsar os huguenotes franceses do Rio de Janeiro e , depois, no século 17, guerrearam com sucesso os calvinistas holandeses no Nordeste, impedindo-os de afirmarem-se na região. Quanto aos hábitos judaizantes, reprimiram-nos pelas Visitações do Santo Ofício à Bahia e ao Recife. O Brasil ficou sob jurisdição do Tribunal da Inquisição de Lisboa e, recebeu visitas vindas de Portugal, sendo que o primeiro Visitador foi Heitor Furtado de Mendonça, que aqui chegou em junho de 1591. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Católico: o Brasil dos quinhentos nasceu em meio aos tormentos da grande e múltipla luta religiosa do século 16, agregando-se desde os seus princípios ao universo Católico Apostólico Romano. Manifestação dessa afirmação religiosa são as designações das capitanias, das primeiras vilas e de grande parte da toponímia e, a existência dos festejos, até hoje celebrados nos sertões do Nordeste e do Leste do país, das cavalgadas de “Mouros contra Cristãos”, relembrando a luta titânica dos antepassados fundadores. E esta catolicização começou oficialmente com a designação de Ilha ou Terra de Vera Cruz, isto é, terra pertencente à verdadeira cruz, e suas partes divisórias igualmente receberam designações de ícones católicos que até hoje alguns dos nossos estados mantém (São Paulo, Santa Catarina, Espirito Santo) bem como as grandes cidades (São Paulo, São Sebastião do Rio de Janeiro, Santos, São Salvador da Bahia, Nossa Senhora do Grão Pará, etc..). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As armas da conquista do Brasil&lt;br /&gt;(administrativas, espirituais e econômicas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medidas administrativas: nas primeiras décadas do século 16, Portugal não manifestou maiores interesses pela ocupação do litoral da terra de Vera Cruz. Arrendou-o, num contrato renovável a cada três anos, para um sindicato de cristãos-novos, liderado por Fernão de Noronha, que aqui esteve em viagem de reconhecimento em 1503. Os contratantes comprometiam-se a manter uma pequena esquadra de 6 barcos patrulhando o litoral, bem como construir um forte ( em Cabo Frio), entregando também a del-rei 20 mil quintais de pau-brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco antes, em 1501, D.Manuel, o Venturoso, enviou uma expedição naval de reconhecimento capitaneada por D. Nuno Manuel que trouxe Américo Vespúcio a bordo. Ela percorreu o litoral da nova terra por mais de 4.600 quilômetros, dando nome aos acidentes geográficos que encontrou pelo caminho, cabos, bocas de rios, enseadas e baias, desde o cabo de São Roque, na linha do equador, até a ilha de Cananéia, onde hoje é o Estado do Paraná. Não visualizaram nada de ouro ou preciosidade outra que motivasse um interesse maior e mais imediato para o olho guloso do monarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passo seguinte ao arrendamento foi a doação de capitanias, sistema adotado pelo rei D. João III, em 1534. As terras do Brasil, a partir do litoral, medindo de 30 até 100 léguas, foram divididas em 15 parcelas e doadas a 12 fidalgos portugueses na expectativa que eles se interessassem em protegê-las e torná-las prósperas. No entanto, a sua maioria não se mostrou capaz de afastar os franceses, aumentar a extração da preciosa madeira, ou mesmo impulsionar qualquer outra tipo de exploração de “lenho comercial” que tornasse as posses economicamente viáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador-geral: o evidente fracasso do sistema de capitanias e a crescente preocupação com a rivalidade na disputa pelo controle do litoral brasileiro (a Espanha, pelo Tratado de Saragoça, de 1529, reconhecera os direitos lusos sobre o Brasil), assediada por contrabandistas e corsários atrás do pau-de-tinta, fez com que o rei português tomasse duas medidas de larga repercussão histórica. Em 1548 nomeou por carta régia a D.Tomé de Souza como o primeiro governador-geral do Brasil. Fracassados os dois projetos privatizantes, o do arrendamento e o das capitanias, o reino estatizou a ocupação e a colonização o que também teve largas implicações históricas e culturais no destino do Brasil. O escolhido vinha com suas tarefas bem detalhadas pelo Regimento de Almerim - que muitos insistem ser a “Primeira Constituição do Brasil”. Além de fundar a cidade de Salvador, nome previamente determinado pela Coroa, devia ele construir engenhos, criar estaleiros, proteger os silvícolas, estabelecer os assentamentos da futura cidade-capital a ser erguida “mais para dentro na bahia”, ser magistrado, povoar terras, erguer fortificações, inspecionar as capitanias bem como assegurar-lhes a segurança , promover os serviços religiosos, supervisionar o comércio do pau-de-tinta, estimular as entradas no sertão atrás das drogas e reprimir os corsários e contrabandistas que assolavam o litoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Armada do Brasil”, que desferrou-se de Lisboa em 1º de fevereiro de 1549 para realizar a grande atravessia contando com “prósperos ventos”, perfazia um total de 8 barcos, sendo a maior frota expedida pelo Rei D.João III em direção a nova colônia. Numa viagem “segura, rápida e bonançosa”, impulsionada por “ares amiguentos”, demoraram apenas 56 dias para atingir a Baia de Todos os Santos na capitania da Bahia. Com o recém nomeado preposto real, enviando com ele, aportaram na Bahia em 29 de março de 1549, para os trabalhos de catequese, um pequeno grupo de padres jesuítas, chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder clerical: o mais alto poder eclesiástico se fez presente três anos depois da fundação de São Salvador, com o desembarque em 22 de junho de 1552, de D.Pedro Fernandes Sardinha, que vinha atender aos rogos do padre Nóbrega para que providenciassem um bispo “para vir trabalhar e não para ganhar.....porque a terra é pobre”. A cidade de Salvador, que recebeu como armas “uma pomba branca com três folhas de oliva no bico, em campo verde, com um rolo à roda branco”, onde dizia Sic illa ad Arcam reversa est, por sua vez, tornou-se o ponto estratégico para a ocupação e vigilância do vastíssimo litoral a ser protegido. Ela foi a capital do Brasil Colônia até 1763, quando depois de ser sede do governo-geral por 214 anos, trocaram-na por São Sebastião do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medidas militares: além de barcos-patulha, foram instalados vários fortes e fortins ao longo da costa brasileira. Construídos primeiro com taipa, madeira e adôbe, depois com pedra e cal. Erguidos em Santos a partir de 1532, eles se espalham pelo Rio de Janeiro (São João), arredores de Salvador (Santo Antônio da Barra, São Felipe, e São Bartolomeu), e em frente ao Recife e a Olinda (do Mar, e de São .Jorge, o velho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vítimas: para os indígenas (as principais tribos conhecidas, de norte para o sul, eram os potiguares, os tremembés, os tabajaras, os caetés, os botocudos, os tupiniquins, os temiminós, os goitacás, os tupinambás, os tamoios e os carijós, e umas outras 200 espalhadas pelo restante do país), a conquista se mostrará terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme o escambo dava lugar à lavoura, eles foram vítimas de uma crescente caça por sua mão-de-obra. A provisão de D.Sebastião de 1573, de só permitir a servidão forçada em caso de “guerra justa”, impedindo a captura dos índios, nada adiantou na prática. Nem lhes serviu a anterior emissão da bula papal Veritas ipsa, de 1537, que os reconhecia como “verdadeiros homens”, mesmo que não tivessem conhecimento dos ensinamentos de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignados e revoltados contra o trabalho servil, eles promoverão várias rebeliões. O tupinambá “se alevantou e cometeu grandes insultos “, como assegurou Gabriel Soares de Souza, tais como a Revolta Brasílica, durante a governadoria de D.Duarte da Costa, em 1555, ocorrida na região do Recôncavo baiano, sufocada por ele e por seu sucessor Mem de Sá, devido à superioridade armada e melhor organização do colonizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais dos que as guerras que os colonos lhes moviam, o que mais os dizimou foram as epidemias provocadas pelo contanto com o homem branco. Destituídos de anticorpos morriam aos magotes, devastados pelo sarampo e pela varíola e, por vezes, por uma simples gripe. ”Destruíram-nos , pouco a pouco” assinalou o cronista Gândavo, lembrado por Mario Maestri Filho, fazendo com que “a costa” ficasse “despovoada de gentio”. Dos dois milhões deles estimados à época do descobrimento, restam hoje pouco mais de 300 mil. É certo que grande parte da população original necessariamente não foi morta, mas sobreviveu graças ao intenso processo de miscigenação, fazendo com que isso se tornasse numa característica determinante do multiculturalismo brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distribuição das Donatárias &lt;br /&gt;Capitania - Pará (1ºquinhão) | Donatário - João de Barros e Aires da Cunha &lt;br /&gt;Capitania - Maranhão | Donatário - Fernão Álvares de Andrade &lt;br /&gt;Capitania - Piauí | Donatário - Antônio Cardoso de Barros &lt;br /&gt;Capitania - Itamaracá (1ºquinhão) | Donatário - João de Barros e Aires da Cunha &lt;br /&gt;Capitania - Itamaracá (3º quinhão) | Donatário - Pero Lopes de Sousa &lt;br /&gt;Capitania - Pernambuco | Donatário - Duarte Coelho &lt;br /&gt;Capitania - Bahia | Donatário - Francisco Pereira Coutinho &lt;br /&gt;Capitania - Ilhéus | Donatário - Jorge Figueiredo Corrêa &lt;br /&gt;Capitania - Porto Seguro | Donatário - Pero do Campo Tourinho &lt;br /&gt;Capitania - Espírito Santo | Donatário - Vasco Fernandes Coutinho &lt;br /&gt;Capitania - São Tomé | Donatário - Pero de Góis &lt;br /&gt;Capitania - Rio de Janeiro (1º quinhão) | Donatário - Martim Afonso de Sousa &lt;br /&gt;Capitania - Santo Amaro (1º quinhão) | Donatário - Pero Lopes de Sousa &lt;br /&gt;Capitania - São Vicente (1ºQuinhão) | Donatário - Martin Afonso de Sousa &lt;br /&gt;Capitania - Sant’Ana (2º quinhão) | Donatário - Pero Lopes de Sousa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política Jesuíta &lt;br /&gt;Aldeamento&lt;br /&gt;Redução em massa dos índios a uma nova coletividade subordinada a autoridade do padre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colégio&lt;br /&gt;Formação de uma elite nativa com a função de multiplicar e difundir a catequese &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista econômica: nas primeiras décadas de presença européia na Terra de Vera Cruz o interesse mais concreto pela região descoberta limitou-se ao extrativismo. A abundância do ibirapitanga, o pau-de-tinta, como chamavam-no os índios, estabeleceu a prática do escambo dos europeus com os nativos. Em troca de objetos de enfeite e de muitos utensílios práticos, eles mostravam boa vontade em cortar e ajudar a transportar para os navios, os troncos retirados da floresta. A possibilidade de obter-se essa abundante madeira-tinta no litoral do que veio a se chamar Brasil, logo atraiu marinheiros normandos e bretões e de outras nações, prontos em abastecer as tecelagens flamengas e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entradas: verificou-se, paralelo ao extrativismo, o estímulo por parte dos lusos, a que se fizessem várias “entradas” partindo-se da costa, para averiguar a existência de alguma gema valiosa, ou veio de ouro ou prata. Lendas a respeito da existência de uma Serra das Emeraldas ou de outra inteiramente de Prata, as estimularam. Aproveitando-se das embocaduras dos rios, remando ou velejando em precárias canoas, por vezes remadas por índios, várias operações de desbravamento foram feitas pelo interior do sertão selvático. As primeiras expedições que temos registro foram as três organizadas por Martim Afonso de Souza, sendo que a primeira delas realizou-se em abril de 1531, partindo da baía da Guanabara. A Segunda deu-se próxima a Cananéia, atendendo a boatos de existências de minas e, por fim, a que desvendou o Rio da Prata atraída pelas histórias de Sólis da existência de metal argentino na área. Obedeceram essas entradas, dentro do possível, os limites do Tratado de Tordesilhas, e formaram o que Basílio de Magalhães classificou como “pequena expansão”, estendendo-se de 1504 até 1696.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cana-de-açúcar: não se sabe a data exata da implantação dos primeiros engenho de cana-de-açúcar no Brasil. O cultivo dela já era dominada há mais de século pelos portugueses, provavelmente desde 1420, quando o Infante D. Henrique, esse faz-tudo do reino de Portugal, mandara trazer mudas da Sicília para plantá-las na ilha da Madeira e nas Canárias. Stuart Shwartz, por sua vez, assegura-nos que a experiência mais concreta com a lavoura da cana foi feita na ilha de São Tomé, revelada aos portugueses em 1471, uma das quatro ilhas do golfo da Guiné. Ali encontraram-se por assim dizer todos os elementos da política de colonização atuando em conjunto (inclusive servindo como um campo de concentração agro-experimental para filhos de judeus) que formariam a base do complexo açucareiro que depois expandiu-se para a costa nordestina do Brasil e zona caribenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro alvará tratando de promover sua introdução no Brasil data de 1516, quando o rei D. Manuel determinou que se encontrasse gente “prática capaz de dar princípio a um engenho de açúcar no Brasil”. Desde que chegou foi uma planta imperialista, derrubando e queimando as matas, espantando ou preando os índios e importando em seguida os cativos africanos. A história do Brasil dos primeiros séculos esteve estreitamente ligada à história do açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engenho: no Nordeste coube a Jerônimo de Albuquerque fundar o primeiro deles em Pernambuco em 1535, chamado de engenho da Nossa Senhora da Ajuda, nas proximidades de Olinda. E, a partir de 1538, eles deram a se espalhar pelas margens da Baia de Todos os Santos. Têm a seu favor o massapé, terra negra acolhedora dos pés-de-cana, que se estende desde o Recôncavo nas proximidades de Salvador, até o Ceará, formando uma vasta área apropriada para o desenvolvimento da “civilização do açúcar” e base material para o surgimento posterior do baronato do massapé, que será o primeiro núcleo sólido da estrutura colonial assegurado pelo tripé - monocultura, latifúndio e escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sul, menciona-se o famosos engenho de Martin Afonso de Sousa instalado em São Vicente em 1532 e chamado “Senhor Governador”, todo ele provido de gente qualificada trazida da Europa para tal fim. A nobreza nativa: a exuberância e o sucesso da produção açucareira fez com que a Coroa portuguesa desse privilégios e foros especiais aos donos de engenho, tornando-os, -particularmente “a gente da Várzea do Capiberibe” de Pernambuco-, um tipo de nobreza nativa reconhecendo-os como o esteio do que viria a ser mais tarde a classe dominante brasileira por mais de três séculos e meio. Eram os barões do massapé, os soberanos do açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engenho, uma das células da globalização de então, singular estrutura composta pela casa grande &amp; senzala, a capela, e as terras cultivadas - o canavial e o mandiocal - formaria um tipo de feudo tropical, dominado autocraticamente pelo seu dono e lavrado pelo africano e seu companheiro de cativeiro, o boi. O proprietário, um grão-senhor, falava com seus escravos aos gritos da varanda do casarão ou do alto da cela do cavalo, hábito que depois exerceria para dirigir-se ao povo em geral. Local autônomo, como observou Fernando de Azevedo, distante do poder do governador-geral na sede da colônia, e mais ainda del-rei, na longínqua metrópole. Tornou-se, para a classe dominante brasileira, uma espécie de escola do mandonismo, onde exercitou o poder utilizando alternadamente a chibata e a sedução. Gilberto Freyre atribui a eles, ao que denominou de sociedade patriarcal, a façanha de manter o imenso país integrado, pois o domínio senhorial baseado no Nordeste brasileiro espalhou-se como um modelo a ser seguido pelas demais regiões, fossem elas dedicadas às minas, ao café ou ao gado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi fácil a vida no Brasil de antanho, de plantar e dar, de orar e colher. Como lembrou o mesmo Freyre “ País da Cocagne (da fartura) coisa nenhuma: terra de alimentação incerta e difícil é que foi o Brasil dos três séculos coloniais. A sombra da monocultura esterilizando tudo. Os grandes senhores rurais sempre endividados. As saúvas, as enchentes, as secas dificultando o grosso da população o suprimento de viveres”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escravidão: inequivocamente foi o engenho quem fixou e sedentarizou a colonização do Brasil. Substituindo aos poucos a mão-de-obra indígena sempre rebelada, pelos cativos trazidos em grande parte de Angola, na África - o “carvão humano” incinerado na fornalha para a feitura do açúcar, do melaço, da rapadura e da cachaça -, foi também o responsável pela difusão do escravagismo brasileiro: “Sem negros”, disse o Padre Vieira, “ não há Pernambuco e sem Angola não há negros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comerciar cativos da Guiné - ainda que inicialmente para fins domésticos - era pratica comum dos mercadores portugueses bem antes dos grandes descobrimentos, tanto é que a Coroa criou a Casa dos Escravos em Lisboa para organizar o negócio. Consta que Gil Eannes, ao trazer uma primeira leva deles para a capital em 1432, ou ainda em 1441, teria sido um dos mais conhecidos navegadores lusos a lucrar com o tráfico negreiro. Lisboa porém não era a única a abrir seu porto para tal tráfico pois Lagos no Algarve a seguia. Na metade do século 16, a capital lusitana abrigava quase 10 mil escravos, uns 10% da sua população. Na Bahia, apontam ter sido Jorge Lopes Bisorda quem, no ano de 1538, vendeu, “a quem, melhor lhe pagou”, na Praia da Água dos Meninos em Salvador, a primeira carga do que no eufemismo dos traficantes chamavam de “peças da Índia”, ou ainda de “fôlego vivo”. Estes coitados vieram em grande parte para serem postos no eito, no trabalho de sol-a-sol da lavoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inaugurava-se, segundo Pierre Verger, com esta venda do primeiro lote de infelizes trazidos da África, o primeiro ciclo do tráfico negreiro - o ciclo da Guiné -, fazendo com que até 1591 mais de 52 mil escravos chegassem ao Nordeste. Pernambuco nesta época já possuía 66 engenhos, e Gabriel Soares de Souza contou na Bahia mais de 40 deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ciclo da Guiné, seguiram-se ainda, dedicados à exportação de “peças” da costa africana para o Brasil, os “ciclos de Angola e do Congo”, no século 17; o “da Costa da Mina” até 1770 ; e, por fim, encerrando o nefando comércio, o “ciclo da baia de Benin” que se prolongou até 1850.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as plantações estrutura-se, no transcorrer do século 16, o comércio triangular transatlântico, tendo um dos vértices em Lisboa, o outro na costa da Angola, e um terceiro no nordeste brasileiro. O açúcar irá centralizar as atenções do mercantilismo português e, depois do holandês, quando eles começam a assolar o território do Nordeste, a partir da incursão bem armada de Van Caarden na Bahia, em 1604.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Séculos mais tarde um observador notou que nenhuma daquelas distintas senhoras inglesas que, desde o século 18, deram à freqüentar os salões de chás abertos na capital londrina, podiam sequer imaginar o histórico de sofrimento, humilhação e degradação humana que se ocultava por detrás de cada torrão de açúcar que delicadamente colocavam na sua chávena para adoçar a infusão. Mal sabiam elas o quanto de suor e de sangue havia sido derramado para gerar aquela pedrinha branca e doce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governadorias-gerais&lt;br /&gt;El-Rei - D.João III (1521-1557) | Governador-geral - Tomé de Sousa | Sede - Bahia | Ano - 1549-53 &lt;br /&gt;El-Rei - || | Governador-geral - Duarte da Costa | Sede - Bahia | Ano - 1553-56 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El-Rei - D.Sebastião (1557-1578) | Governador-geral - Mem de Sá | Sede - Bahia | Ano - 1557-72 &lt;br /&gt;El-Rei - || | Governador-geral - Luis de Brito Almeida(norte) | Sede - Bahia | Ano - 1573-78 &lt;br /&gt;El-Rei - || | Governador-geral - Antônio de Salema (sul) | Sede - RJ | Ano - 1574-78 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El-Rei - D.Henrique (1578-1580) | Governador-geral - Lourenço da Veiga | Sede - Bahia | Ano - 1578-81 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El-Rei - Domínio Espanhol Manuel | Governador-geral - Teles Barreto | Sede - Bahia | Ano - 1583-87 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El-Rei - Felipe II | Governador-geral - Francisco de Sousa | Sede - Bahia | Ano - 1591-1602 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista espiritual: era dever e obrigação dos reis catolicíssimos obter a conversão dos gentios. O papado, a partir do século 14, lhes garantia o usufruto das terras ignotas a serem desbravadas desde que em cumprimento da missão. Para os cristãos ibéricos era-lhes evidente a vocação para esta grande tarefa, pois Deus, entre todos os europeus, os escolhera como descobridores, como os desbravadores dos oceanos “nunca dantes navegados”. Eles eram o novo povo eleito. Como assegurou O Cardeal Infante D. Henrique: “Quando A Divina Providência nos desvendou gentes bárbaras e mares desconhecidos e vinculou o cerro português, reinos e remotos impérios, ao mesmo tempo e sobretudo lhes vinculou a messe e a cultura das almas” Além disso acirrava-se a luta religiosa na Europa. A Dieta de Worms, em 1521, fracassara em deter Martim Lutero. A heresia protestante espalhou-se pela Europa: da Alemanha para a Suíça e desta para a Holanda, Escandinávia e Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Católica concentrou suas energias e esperanças na Contra-Reforma, que se estendeu oficialmente de 1534 até bem depois da abertura do Concilio de Trento em 1545, reconhecendo como sua vanguarda a Ordem dos Jesuítas em 1540 e, em seguida, reativando a Inquisição em 1542. Pode-se dizer que a ênfase com que os padres católicos se lançaram na catequese dos nativos do Novo Mundo foi uma forma de compensar-se pela perda de quase todo o centro-norte europeu, que aderira à igreja reformada. Eles, os índios, deviam ser rapidamente convertidos e suas almas conquistadas antes que os hereges o fizessem, ao mesmo tempo em que Visitações do Santo Oficio percorreriam as colônias para expurgar as possíveis ameaças do protestantismo, do judaísmo e do fetichismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldeamentos e colégios: os padres observaram que os nativos regrediam às práticas tribais (fetichismo, idolatria, canibalismo e promiscuidade sexual) assim que escapavam da sua esfera de influência. Decidiram-se então pela adoção dos aldeamentos indígenas, forçando ou atraindo-os para viverem em comunidades sob sua vigilância. Os jesuítas eram vistos pelos nativos como mágicos, capazes de façanhas miraculosas. Como vieram em número muito reduzido, trataram de edificar colégios, como o que construíram, sob supervisão do padre Manuel da Nóbrega, no Planalto de Piratininga, fundando em 1554, a que Jaime Cortesão chamou acertadamente como a “capital geográfica do Brasil”: a vila de São Paulo, cujo colégio além do ensino ministrado às crianças da região, doutrinava monitores tupis nas noções básicas do catecismo e da gramática para que eles os auxiliassem na divulgação do evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre Anchieta, chamado de piahy, o “supremo pajé branco”, tornou-se, como viu Wilson Martins, um autor engajado, produzindo poemas e autos teatrais com fim doutrinário, para cativar aquelas “almas sem dono”. Aspilcueta Navarro, seu colega, era por sua vez dado a imitar os pajés, repetindo-lhes as danças e as cantorias, e até seus aparentes transes. Esses primeiros jesuítas, diga-se, não tinham nenhuma imagem idealizada dos nativos. Ao contrário, viam-nos como irremediáveis selvagens, dominados pelo demônio, despudorados e promíscuos. Duvidavam que algum dia conseguiriam obter deles uma conversão sincera. Não esmoreceram porém naquela imensa tarefa de tentar a conversão de milhares de aborígines espalhados por terras que eles, os jesuítas, jamais haviam posto os pés ou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As visões do indígena&lt;br /&gt;Desde o retorno de Cristóvão Colombo da sua viagem ao Novo Mundo feita em 1492, um intenso debate deu-se entre os teólogos, acadêmicos, humanistas e escritores europeus, sobre qual a natureza dos seres aqui encontrados. Os índios americanos, os peles-vermelhas, eram até então completamente desconhecidos pelo homem branco. Eram uma incógnita. Seriam eles humanos ou não? Teriam ou não uma alma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão negativa: para os funcionários, os colonos reinóis, e outros aventureiros, que para cá vieram os nativos eram um caso perdido de selvageria, merecendo os tormentos que sofriam em mãos dos conquistadores. “Se Deus não tiver piedade desses selvagens” - registrou o navegador francês Nicolás Barré, em 1555 - “eles dificilmente serão convertidos ao cristianismo, e isso, sobretudo, em razão do seu detestável hábito de comerem-se uns aos outros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é certo que tinham forma humana não passavam porém de bestas. Eram uns perdidos. Gente amoral e primitiva - humunculi, como disse deles Sepulveda -, somente resgatados da incivilidade por meio de um estágio servil, onde seriam esculpidos cristãos à chibatadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “guerra justa” que diziam os conquistadores e colonos travar contra eles era justificada como um instrumento válido, preliminar, um período probatório da sua possível civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi esta porém a posição do papado, visto que Paulo III, na bula “Veritas ipsa” de junho de 1537, convencera-se da sua humanidade e enternecera-se pelos relatos celebrativos ao comportamento manso, dócil e benigno, dos índios, especialmente o divulgado pelas cartas de Vespúcio, não encontrando pretexto algum que justificasse a que os cristãos os escravizassem. Postura idêntica a que mais tarde adotou Frei Bartolomeu de las Casas, o bispo de Chiapas, o Apóstolo dos Índios, quando travou memorável polêmica em Valladolid no ano de 1550, contra o teólogo Ginés de Sepulveda, que sustentava a inevitabilidade dos tormentos prévios do índio antes da sua evangelização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses pelo menos nunca os idealizaram, nem os pintaram como “bons selvagens”, nem o Brasil como uma recanto perdido do Éden, como foi pródiga certa literatura fantástica. Ao contrário, segundo Anchieta escreveu em 1583, a nova terra nada tinha de Paraíso. Era isto sim pecaminosa, como se fosse uma Sodoma tropical:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É terra desleixada e remissa e algo melancólica e por esta causa os escravos e os Índios trabalham pouco e os Portugueses quase nada e tudo se leva em festas, convívios e cantares...e uns e outros são mui dados a vinhos..”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Mateus Nogueira os índios brasileiros eram os amaldiçoados descendentes de Caim, o filho de Noé “que descobriu as vergonhas do seu pai bêbado...e por isso ficaram nus e têm outras mais misérias.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior de tudo é que eram dados à antropofagia. Cenas horripilantes de canibalismo foram testemunhadas pelo jesuíta Aspilcueta Navarro, pelo alemão Hans Staden, prisioneiro dos tupinambás, e ainda por Jean de Lery, o calvinista que esteve com Villegaignon no Rio de Janeiro em 1557.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem literariamente também os difamou foi Shakespeare na sua peça “The Tempest” (A Tempestade, 1611) - uma elegia ao colonizador branco -, criando o personagem Caliban, um índio pele vermelha, fisicamente repelente, vicioso e ressentido com a dominação do europeu, não lhe reconhecendo as virtudes da superioridade cultural e técnica do homem branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idealização do indígena: no entanto, em oposto a tais testemunhos ou figurações, encontramos diversas idealizações da vida dos selvagens. Na Inglaterra, inspirado no relato da existência deles, tendo uma vida sem propriedade privada nem estado, estimulou a que Thomas Morus, o chanceler do reino, escrevesse uma narrativa clássica sobre uma idílica sociedade perfeita: a Utopia, aparecida em 1516, Coube a Michel de Montaigne, o autor dos Ensaios, a primeira descrição favorável a eles na língua francesa. Montaigne, que chegou a entrevistar um tupinambá em Rouen, desculpou-lhe o primitivismo : “A essa gente”, escreveu, “que chamamos selvagens como denominamos de selvagens os frutos que a natureza produz sem intervenção do homem...as próprias palavras que exprimem a mentira, a traição, a dissimulação, a avareza, a inveja, a calúnia, o perdão, só excepcionalmente se ouvem....São homens que saem das mãos de deuses” ( Dos canibais, cap. XXXI). Desculpou-lhes inclusive a devoração humana, considerando-as amenas perto das maldades feitas entre os brancos, então envolvidos em guerras religiosas na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram essa palavras edificantes a respeito do indígena brasileiro que inspiraram, três séculos depois, no século 18, o filósofo Jean Jacques Rousseau a desenvolver a concepção segundo a qual o homem nasce puro e generoso cabendo a civilização um papel negativo, corrompendo-o e pervertendo-o. E, antes deles, a retomada das antigas teoria romanas do Direito Natural, dos direitos da gentes, reavivadas no século 17 pelos grandes juristas como Hugo Grotius e Puffendorf. Teoria que serviu de estofo filosófico para as Declarações dos Direitos Humanos que seguiram desde então, e também para alimentar os sonhos de uma sociedade perfeita a ser constituída no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assinalou Affonso Arinos: “a participação do índio da Guanabara, descrito por Lery e Thevet (dois franceses calvinistas que estiveram com Villegagnon na França Antártica) e transformado, pelo gênio de Montaigne, em instrumento revolucionário, na concepção rousseauniana da bondade natural é, pois, absolutamente inegável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França Antártida&lt;br /&gt;Alguma vez eu abandonarei esse mundo,&lt;br /&gt;E me entregarei ao acaso à fortuna das ondas&lt;br /&gt;Para poder desembarcar na margem onde Villegaignon&lt;br /&gt;sobre o polo Antártico semeou vosso nome&lt;br /&gt;Pierre de Ronsad - “Ode à Odet de Coligny”, 1562&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da década de 1550, estendendo-se até aos arredores de 1620 - por mais ou menos uns 70 anos -, a costa leste-nordeste brasileira foi palco de vivíssima disputa entre dois poderosos reinos europeus. Decidiam eles, disse Capistrano de Abreu, “o Brasil ser luso ou francês”, pois a França jamais aceitou a partilha do mundo e dos mares entre a Espanha e Portugal feita em Tordesilhas com a benção do Papa. Como assegurou então Francisco I, o rei francês, ele “ignorava o testamento de Adão”. Um grande soldado do reino Nicolas Durand de Villegagnon, dotado de espírito de aventura e conquista, imaginou instalar em algum lugar do Brasil um refúgio para os perseguidos em França, então cada vez mais atormentada pelas guerras de religião e mergulhada em perseguições de toda ordem. Em 10 de novembro de 1555, Villegagnon fundou o Forte Coligny na baía de Guanabara, na então chamada ilha de Serigipe. Imaginou-o como um ponto de apoio para, pouco depois, estabelecer uma base em terra firme, batizando o empreendimento como a França Antártida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe originalmente umas 600 pessoas, grande parte delas criminosas, para formar uma comunidade de novo tipo. Dois anos depois do desembarque francês, em 1557, atendendo a uma sua carta enviada a Calvino em Genebra, arribaram os chamados 14 apóstolos, um grupo de pastores calvinistas com missão evangelizadora. No festivo desembarque que lhes prestou, Villegagnon disse-lhes: “meus filhos, assim como Jesus Cristo nada teve deste mundo para si e tudo fez para nós, assim eu pretendo fazer aqui para todos aqueles que vierem com o mesmo fim que vistes. É minha intenção criar aqui um refugio para os fiéis perseguidos em França, na Espanha ou em qualquer outro pais de além-mar, a fim de que sem temer o rei nem ao imperador, nem quaisquer potentados, possam servir a Deus com pureza conforme a sua vontade.” Entre os recém chegados encontrava-se Jean de Léry, que, bem depois, retornado à França ao fracassar o experimento, escreveu um dos mais fascinantes relatos dessa experiência frustrada e um dos mais notáveis ensaios etnológicos sobre o Brasil daqueles tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa brasileira em Rouen: como elemento deflagrador do projeto da França Antártica interessa mencionar a chamada Festa Brasileira, encenada em Rouen, no dia 1º de outubro de 1550, portanto cinco anos antes do desembarque de Vilegagnon na baia de Guanabara. Os principais investidores do projeto, os armadores e mercadores da próspera cidade normanda, providenciaram uma sensacional montagem de quadros vivos que procuravam reproduzir, em solo francês, a paisagem tropical brasileira e o modo de viver da sua gente. Entre os figurantes encontravam-se 50 índios tupinambás que, misturados a marinheiros fantasiados, simularam um combate entre as duas tribos rivais, a dos tupinambás amigos dos franceses, e a dos tabajaras, aliados dos lusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do rei Henrique II e sua esposa, a rainha Catarina de Medici, convidados especiais para a festa, apresentada como uma luxuosa “entrada” com recortes vivos das coisas do Novo Mundo, estavam presentes a célebre e infeliz rainha da Escócia Mary Stuart bem como grande número de representantes diplomáticos europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito teológico: Villegagnon na Guanabara aliou-se com a chamada Confederação dos Tamoios contando com o apoio dos caciques guerreiros Cunhambebe e Aimberê, inimigos dos lusos, que, por sua vez, tiveram ao seu lado os tupiniquins, mas isso não foi o suficiente para o chefe francês manter o controle sobre o seu experimento social. Conflitos internos de ordem teológica envolvendo as concepções de transubstanciação e a consubstanciação ocorridos depois de uma discussão sobre a presença da água no vinho e a composição do pão, entre os pastores recém vindos, Villegagnon, um tal de Jean Cointa, e os demais, foi uma das razões que contribuíram para pôr a pequena comunidade de auto-exilados franceses a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calvinismo, rígido, puritano extremado, doutrinariamente intolerante, mostrou-se incapaz de adaptar-se à liberalidade tropical, conduzindo ao fracasso a Nova Jerusalém que os protestantes imaginavam poder construir no litoral brasílico. Uma pequena guerra civil deu-se entre os próprios reformistas, reproduzindo naquela belíssima paisagem da Baia da Guanabara os dramas sombrios porque passava a metrópole francesa (*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este adverso clima interno, corroído pelo ódio religioso, facilitou o sucesso da operação da expulsão deles desencadeada pelo governador-geral Mem de Sá que, partindo de Salvador com 2 naus e 8 embarcações, tomou o forte de Coligny em 1560. Para assegurar a saída definitiva dos franceses daquele local estratégico, Estácio de Sá, o sobrinho do governador, fundou a vila de São Sebastião do Rio de Janeiro no atual Morro do Cão em 1565 (a vila transferiu-se para a parte interior da baia da Guanabara dois anoso depois, em 1567, instalando-se no Morro do Castelo). Desta forma durante alguns anos o Brasil, especialmente na região da baia da Guanabara, ficou tal uma espécie de cabo-de-guerra, disputado à força pelos Perôs (os lusos) e pelos Maír (os franceses).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassinato do Almirante Coligny em Paris, seguido da chacina dos seus partidários huguenotes, perpetrado a mando da rainha-mãe Catarina de Medici, uma fervorosa defensora do catolicismo, pela Coroa francesa na Noite de São Bartolomeu, em 28 de agosto de 1572, cancelou em definitivo o plano de reviver uma França Antártida nos trópicos e, indiretamente, contribuiu para a afirmação do Brasil seguir sendo português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Enquanto que o Catolicismo, herdeiro direto do Império Romano, acostumado ao multiculturalismo e ao ecletismo, mostrou-se mais apto e flexível para lidar com as culturas nativas tropicais, mesmo que se mostrasse chocado com o despudor geral, o Calvinismo, vindo da pequena, fria e provinciana Genebra, cidade de gente branca, mostrou-se incapaz de um convívio tolerante com elas, sendo a matriz espiritual do apartheid na África do Sul, que eles lá implantaram quase que à sua chegada em 1652. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões&lt;br /&gt;O primeiro século do Brasil descoberto fez com que vários aldeamentos, feitorias, arraiais e vilas, fossem aqui instaladas, desde Natal, no atual Rio Grande do Norte, até a ilha de Cananéia, no litoral do Paraná, no sul. Um governo-geral firmara-se na Bahia e São Salvador era sua capital desde a fundação em 1549. Como disse Capistrano de Abreu “pau-brasil, papagaios, escravos, mestiços, condensam a obra das primeiras décadas”, do primeiro século podemos assegurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos franceses terem sido expulsos, as incursões feitas por holandeses, normandos, bretões e ingleses, prosseguiam. O extrativismo inicial do pau-brasil e a frustração com a inexistência das esperadas riquezas, deram lugar a uma ocupação mais conseqüente, com a implantação dos engenhos de cana-de-açúcar, cuja técnica foi transplantada das ilhas atlânticas portuguesas. O amigável escambo inicial, por sua vez, deu lugar à brutalidade da servidão indígena e africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o sucesso destas plantações que tornou o Brasil, gradativamente, na maior colônia escravista do mundo ocidental, e a mais sólida sociedade escravagista conhecida desde a queda do Império Romano no século 5, importando ao redor de 40% do grosso do tráfico negreiro, entre 1550-1850.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconhecimento da existência de ouro ou gemas preciosas, descoberta que só ocorrerá no final século 17, com o encontro dos veios auríferos e diamantíferos em Minas Gerais, fez com que a colonização se fixasse basicamente no litoral, ao redor das primeiras feitorias e vilas fundadas. Os brasileiros de então pareciam-se, como disse certa vez um visitante, a caranguejos presos às areias das praias. O senhor dono de terras, o latifúndio, a monocultura e o escravo, formarão por sua vez um complexo sócio-econômico que definiu a vida brasileira por quase quatro séculos, sendo a gênese da estrutura social fortemente hierárquica e imensamente desigual que nos acompanha, ainda que com atenuações, até o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domínio dos jesuítas na educação e na catequese é absoluto, mas longe de ser suficiente. Os colégios que fundaram, espalhados de Salvador na Bahia até São Paulo em São Vicente, são os poucos centros de alfabetização e difusão da instrução do Brasil Colônia. A escassa luz em meio a floresta tenebrosa. A marca da Contra-Reforma estará também presente na intolerância e no apego a um catolicismo radical, responsável pelo excessivo gasto no erguimento e no ornamento de igrejas e capelinhas, no interminável mandar rezar missas e em pródigas doações beatas. Os portugueses, ao contrário do que os espanhóis fizeram em São Domingo, no México e no Peru, nunca permitiram a instalação de universidades ou faculdades, muito menos de uma imprensa livre na colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal alteração que ocorrerá na política geral, afetando a metrópole e suas colônias, será a passagem de Portugal, por motivos dinásticas, ao controle da Espanha em 1580. A morte do rei d.Sebastião na batalha de Alcacerquibir no norte da África, em 1578, pondo fim a dinastia de Avis, fez com que Felipe II da Espanha reivindicasse seus direitos à coroa vizinha. De 1580 até a rebelião do Porto de 1640, o Brasil Colônia será administrado por um preposto dos espanhóis, enquanto os portugueses diziam-se sofrer o que a retórica patriótica mais exaltada definiu como o “cativeiro castelhano” ou “o jugo espanhol”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;Abreu, Capistrano de - Caminhos antigos e povoamento do Brasil - Livraria Briguet/ Soc. Capistrano de Abreu, Rio de Janeiro, 1960&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azevedo, Fernando de - Canaviais e engenhos na vida política do Brasil - Edições Melhoramentos, São Paulo, Franco, Affonso Arinos de Mello - O índio brasileiro e a Revolução Francesa, Editora José Olympio, Rio de Janeiro, 1937&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freyre, Gilberto - Casa Grande &amp; Senzala - Editora José Olympio, Rio de Janeiro,1978, 19ª ed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holanda, Sérgio Buarque - História Geral da Civilização Brasileira: a Época Colonial Do Descobrimento à expansão territorial. Difel, São Paulo,1976, 5ª ed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holanda, Sérgio Buarque - Visões do Paraíso Editora Nacional, São Paulo, 1969, 2ª ed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lery, Jean- Viagem à terra do Brasil, Editora Biblioteca do Exército, Rio de Janeiro, 1961&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loreto, Aliatar - Capítulos de história militar do Brasil (Colônia-Reino) Biblioteca Militar, Rio de Janeiro, 1946&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marchant, Alexander - Do escambo à escravidão, Companhia Editora Nacional-IEL, São Paulo 1980&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maestri, Mário - Os senhores do litoral: conquista portuguesa e agonia tupinambá no litoral brasileiro - Editora da UFRGS, Porto Alegre, 1994&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montaigne, Michel - Ensaios, Editora Globo, Porto Alegre, 1961, vol.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neves, Luis Felipe Baeta - O combate dos soldados de Cristo na Terra dos Papagaios, Editora Forense/ Universitária, Rio de Janeiro, 1978&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, Frei Vicente - História do Brasil - Editora Melhoramentos-MEC, São Paulo,1975, 6ª ed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siqueira, Sonia A.- A Inquisição Portuguesa e a Sociedade Colonial - Editora Ática, São Paulo, 1978&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Staden, Hans - Duas viagens ao Brasil - Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1974&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schwartz, Stuart B. - Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial - Editora Companhia das Letras, São Paulo, 1988&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viana, Hélio - História das fronteiras do Brasil, Gráfica Laemmert, Edição da Biblioteca Militar, Rio de Janeiro, 1948&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weckmann, Luis- La herencia medieval del Brasil - Fondo de Cultura Económica, México, 1993 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;http://cledir.hpg.ig.com.br/historia/05.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-7597575708587151886?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7597575708587151886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/7597575708587151886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/brasil-os-primeiros-cem-anos-1500-1600.html' title='Brasil - Os primeiros cem anos (1500-1600)'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-916320101672005939</id><published>2012-01-26T20:56:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T20:57:29.336-04:00</updated><title type='text'>O Fourierismo e os Primórdios do Socialismo no Brasil</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/FC948.jpg" /&gt; Autora: Adelaide Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - O Brasil do Século XIX&lt;br /&gt;O Brasil inicia o século XIX preso ainda às amarras coloniais, uma sociedade rural e escravocrata onde são raras as cidades dignas desse nome onde uma diminuta classe média letrada, vive acomodada em sua existência pacata. As notícias da agitação na Europa deveriam parecer boatos remotos aos poucos interessados na vida do Velho Continente. Apesar disso, as mudanças aproximavam-se, a corte portuguesa estava prestes a fugir para o Rio de Janeiro, onde chegaria em 1808, escapando dos exércitos de Napoleão e do vendaval liberal. O século terminaria com um país independente que havia, finalmente, abolido a escravatura e onde as idéias liberais da Revolução Francesa e as teorias socialistas, nascidas na Europa, chegavam nos porões dos navios, através dos livros e outras publicações ou na cabeça de imigrantes que, mais que a riqueza, procuravam a utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas primeiras décadas do século XIX, no Nordeste do Brasil, a experiência cosmopolita era diminuta e o ambiente intelectual estava marcado por uma pobreza provinciana. A desigual e descontínua circulação de idéias, alargada, pouco a pouco, a partir de 1808, encontra eco junto a um público reduzido e díspar: comerciantes das casas importadoras, estudantes de liceus, preparatorianos e dos cursos jurídicos, professores, empregados da função pública, militares, livreiros, tipógrafos, literatos, livre-pensadores, membros de irmandades secretas, padres, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de outro modo, até onde e de que modo o Iluminismo, via Ilustração Européia, alcança e se desenvolve na América Portuguesa ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, com variantes, mas "é o fermento iluminista que aduba 1817, 1824 e se prolonga por quase todo século XIX no Recife", como registra Gláucio Veiga, para quem "aqueles nascidos em Pernambuco e no Nordeste, nos últimos decênios do século XVIII, climatizados no pombalismo e modelados pelos oratoreanos [...] sentiram que não se tratava apenas de uma revisão, antes uma ‘revolução mental’, prenunciadora de algo misterioso, porém, renovador". No dizer da época: era uma "premunição" de que "o Mundo está dobrando uma esquina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é pertinente recorrer à cautela metodológica sugerida por Wilson Martins para o estudo deste período: "chamado com enorme latitude terminológica de Iluminismo Brasileiro tenha sido um período contraditoriamente caracterizado pela repressão contra as idéias ilustradas". Dos padres, da Congregação do Oratório, diga-se do seu papel destacado na democratização do ensino. Sua biblioteca no Recife de1826 é a melhor da época, ultrapassando os quatro mil volumes. Quanto aos professores régios, desde a secularização do ensino, impulsionaram o sentimento liberal e difundiram as idéias filosóficas combinadas à política, aquilo que Veiga acertadamente anota como "o desbordamento da ação prática, tecnológica e científica para a problemática política". Isso se dá em 1817 e na vaga revolucionária que se segue: 1824, 1834, 1848, vaga agitada sob o influxo da Revolução Francesa. Como assinala Joaquim Nabuco: "todas as nossas revoluções foram, dir-se-ia, ondulações começadas em Paris". Ou, como assinalaria Amaro Quintas sobre a Revolução Praieira, de novembro de 1848: "a influência das idéias revolucionárias francesas no movimento da Praia, da interferência do espírito quarante-huitarde na preparação e no desenvolvimento da nossa revolta de 48".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante as dificuldades próprias impostas pelo projeto colonizador quanto a circulação de idéias, à formação de uma opinião pública, liberdade de expressão e condições de funcionamento livre e regular da imprensa; os motins, os movimentos de contestação, de protesto e de revolta, os grupos sediciosos são demonstrações do inconformismo, expressam elementos de coesão, vão conformando uma arcabouço ideológico de novo tipo e constróem um novo léxico político. Nalguns casos são simples levantes, pura contestação; noutros, caminham para além do protesto. É o caso de 1817, em Pernambuco. Recife passa a ser vista como o palco "da desordem e insubordinação de indivíduos turbulentos", no dizer do reacionário Visconde Cairu, para quem fixar um curso jurídico em Pernambuco é desatino: "seria perigoso estabelecer aí Universidade, no risco de corromperem os jovens no foco do jacobinismo". O referido curso é instalado em 1828, em Olinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Pedro de Figueiredo, em sua tentativa de sistematização, na revista "O Progresso", das idéias que chegam da Europa, realiza um esforço de observação e análise das realidades específicas de seu tempo e espaço, sem que as idéias difundidas sejam mero exercício de transplante cultural ou mimetismo do pensamento em voga nos círculos mais progressistas da Europa, em particular da França. Em suas seções "Exterior" e "Páginas Informativas", trata do avanço tecnológico e das ciências naturais como condição essencial de progresso, como bem anota Gláucio Veiga: "não descurou nem alheou uma autoconsciência". Para Veiga, Figueiredo bem pode ser justamente apreciado como exemplo de "letrado à força do método". Diferença fundamental em Figueiredo, pois que a vigência no Brasil do novecento é ser "letrado a força do estudo", daí a ausência de "ortodoxias ideológicas", o ecletismo, derivados da aquisição de conhecimentos por acumulação de autores e teorias européias, sem sentido crítico e como "esforço de colagem de instituições européias no Brasil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal anotação de Veiga é tomada da "sugestão metodológica" afirmada em Euclides da Cunha em relação ao exame das idéias no Brasil do século XIX: em que medida se dá uma tradução das realidades nacionais ou em que medida se dá tão somente uma "atualização" cujo parâmetro são as realidades européias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Alfredo de Carvalho, dos primeiros a tratar do pensamento de A .P. de Figueiredo, é ele uma "mentalidade vigorosa e singularmente culta, traduzia pouco antes dos vinte anos o Curso de Filosofia de Victor Cousin". Isto referido a um tempo, descrito pelos espíritos argutos, em que era acentuada a distância do pensamento europeu de vanguarda. Senão vejamos a impressão de Lopes Gama: "cada século tem uma doutrina dominante, a qual comunica a sua influência a uma parte das opiniões e das ações dos homens. O nosso Brasil desgraçadamente caminha um século atrasado da civilização européia; e pode-se dizer que ainda se acha no século XVIII". Ou ainda: "Nós somos nesta parte ainda os Franceses do século passado...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - O Recife e as novas Idéias Reformadoras&lt;br /&gt;Já em 1802, um manuscrito da lavra do Bispo Azeredo Coutinho, oficiando à Câmara de Igarassu, é pleno de evidências quanto ao conhecimento das idéias de Rosseau em Pernambuco. Em 1829, o "Diário de Pernambuco" divulga acusação de um aluno contra Moura Magalhães nesses termos: "Entusiasta da demagogia, que não senão em Rosseau, Helvecio , La Mettrie, e nos direitos inalienáveis do homem, na regeneração do gênero humano, na injustiça da escravidão, nos horrores do despotismo, na fogueira do Santo Ofício, na inutilidade dos padres, na tirania dos reis [...]". Em 1831, "O Olindense" informa "os publicistas que andam nas mãos de todos": Montesquieu, Bentham, Benjamin Constant, Rosseau. As teses de Bentham parecem ter sido bem acolhidas em Recife; seja pelos anúncios de livros quanto pelos extratos publicados em jornais e polêmicas suscitadas. O pensamento de Pascal também alcança um círculo de leitores, através dos enciclopedistas franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1830, a loja Ponchet anuncia Pascal e outros autores. Ainda que não indique as obras, a loja relaciona Voltaire, Rousseau, Racine, Corneille, Volney, Pudendorff, d’Aguesseau, Mably, Fenelon, Moliére e Montesquieu: "são os melhores autores e chegados ultimamente da França oferecem a vantagem de serem das mais recentes e melhores edições". Em 1836, anuncia "boa quantidade de livros de literatura francesa, sendo o Cours de Littérature, de La Harpe, o mais vendido; como ainda obras de economia: Smith, Ricardo, Mill, Sismondi, Say, Malthus e a "Revue Mensuelle d’Economie Politique"(onde colaboram Rossi, Blanqui, Sismondi, Walras, entre vários).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra-se aqui um parênteses para dizer das dificuldades de acesso aos livros, dado ao rigorismo da censura. O viajante Henry Koster, em clássico relato, registra com pasmo em 1810 a inexistência em Recife de tipografia ou livraria e testemunha o rigoroso controle exercido sobre a entrada de livros no Brasil: ele próprio foi alvo desse rigor, ao enfrentar na aduana o confisco de todos os seus livros, só obtendo liberação já no navio, de volta à Europa. Espanto e desalento também saltam do relato de Antônio Morais e Silva: "Não sei eu, porque maus fados não há nesta terra nenhum alfarrabista de cartilhas e livrinhos de Santa Bárbara; nem ao menos um pouco de espírito comunicativo de cousas boas e de novos frutos que honrem o nome brasileiro" Se as "cousas boas" e os "novos frutos" são de difícil acesso, diga-se que é livre o curso e fácil o acesso à literatura de teor anti-iluminista e anti-revolucionária: Bonald, de Maistre, Chateaubriand e Malthus, que em sua primeira edição anônima é de combate a Condorcet e Godwin: An Essay on the Principles of Population, as it affects the future improvement of society; with remarks on the Speculations of Mr. Godwin, M. Condorcet and other writers. (1798)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrabando é a forma de circulação de livros e autores indexados. Relatos de viajantes e autos da Devassa são testemunhos da circulação das "leituras proibidas". Em depoimento contra Bernardo Luiz Ferreira Portugal, uma testemunha declara que "o reverendo dissera que há seis anos botava livros abaixo para fazer a revolução". A frase, insistimos nela, "Botar livros abaixo" revela a força da palavra impressa e sua tradução das realidades locais, fundando novas sociabilidades. O que não significa dizer que a presença de livros e de bibliotecas "revolucionárias" constituam garantia de radicalização nas práticas políticas. Neste tocante, recomenda Gláucio Veiga particular cautela quanto às conclusões que se possa chegar em consulta às listas de obras e autores presentes nas prateleiras das bibliotecas públicas ou conventuais; não há garantia quanto à consulta sistemática e as evidências apontam para a difusão das práticas de leitura por dentro de um círculo restrito. Do referido autor é a informação de que "a ‘experiência textual’ com os pensadores e filósofos é precária" e os escritos filosóficos chegam através da obra de Bruecker e no meado do século XIX é o labor de A. Pedro de Figueiredo, divulgando Victor Cousin, que amplia essa "experiência textual".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que se aceite como precária a "experiência textual", não se pode desconsiderar a difusão das idéias iniciadas no século XVIII. Em Kátia Queiroz Matoso, no estudo "Presença Francesa no Movimento Democrático Bahiano de 1798" (sobre a conspiração dos Alfaiates), encontramos o levantamento das bibliotecas de Cipriano José Barata e Hermógenes Francisco de Aguilar Pantoja, com Voltaire, Genovesi e Rosseau, entre vários outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos sobre a presença de livros iluministas nas Minas Gerais dos Inconfidentes do final do século XVIII destacam como tendo sido a biblioteca mais revolucionária a do heterodoxo Cônego Luís Vieira da Silva: Voltaire, Diderot, d’Alembert, Marmontel, Luís Antonio Verney, Mably, Antonio Genovenesi (e com ele, Bacon, Descartes e Locke). Mesmo que estudos sobre os inconfidentes de Minas localizem uma "insuficiência teórica" informando os líderes do movimento, destacamos aqui a circulação das idéias e seu desbordamento para o campo político. Neste sentido, é precisa a afirmação de Antônio Cândido quanto ao século XVIII ("a nossa breve Época das Luzes"): sinal de emergência de uma consciência antagônica à "mentalidade jesuítica e legista das elites anteriores, preparando-se para uma concepção mais ousada do papel da inteligência na vida social e das relações entre Metrópole e Colônia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Luiz Antonio Verney, o "Diário de Pernambuco" de 07/10/1829 anuncia um volume da sua Lógica (através da qual se conhece Locke), na "Loja de livros defronte do Palácio". Sua Philosophia Rationalis consta da lista de doações à Faculdade de Direito em 1831, publicada pelo citado jornal. A Lógica, de Genovesi, é o compêndio mais usado, divulgando Bacon, Leibnitz e Locke. Naquele ano é encetado um movimento para angariar doações de livros à referida Faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Ribeiro, chamado de padre revolucionário, não apenas teria lido o filósofo Condorcet, como ainda "voltado olhos" ao jornalista em plena revolução em seu jornal Chronique de Paris. O viajante francês Tollenare indica ter conhecido o padre João Ribeiro, dizendo possuir "uma imaginação que andava mais depressa do que o seu século e sobretudo adiantava-se muito à índole de seus compatriotas", então "arrastado pela leitura de Condorcet".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras por certo contrabandeadas, uma vez que o controle das tipografias e o rigor exercido pela Mesa Censória em Portugal (um substituto de Pombal à censura jesuítica) e pela Inquisição em Espanha impediam a circulação da palavra impressa. Ilustrativo do controle exercido pela Mesa Censória é um edital de 1770, "condenando à pena de fogo mais de 120 livros, geralmente em língua francesa, mas também em inglês e latim, entre eles obras de Hobbes, Rosseau, Spinoza, Voltaire", referido por Laurence Hallewell, para quem "Ao estudar a atitude dos portugueses em relação às ‘letras impressas’ no Brasil devemos ter em mente a importância que eles evidentemente atribuíam ao isolamento da colônia de todas as influências externas, uma obsessão que parece ter-se agravado à medida que avançava o século XVIII".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática da censura , aliada às ordens de "queimar as impressoras e derreter os tipos", explicam, em parte, a forma desigual da difusão das idéias na colônia, mas explicam também o contrabando. Lord George Macartney, passando pelo Rio de Janeiro em 1792, com pasmo registra apenas duas livrarias, ainda assim observando que "aqueles com quem tivera contato se mostravam muito curiosos acerca da última subversão na França".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrabando nos navios não parece ter sido pequeno. Além de livros, os jornais e panfletos chegam ao Recife. Do já citado viajante francês Tollenare é a informação (com pasmo) da circulação de gazetas francesas e dos jornais "O Investigador Português", "Correio Braziliense" e "O Português", editados em Londres e de circulação proibida em Portugal e colônias. Registre-se aqui, que em Londres e Paris, após 1814, têm incremento a produção editorial de livros e periódicos em língua portuguesa, atendendo à demanda do comércio ilegal, o que demonstra o crescimento do público leitor. A respeito do comércio editorial de livros em língua portuguesa editados em Paris o estudo minucioso de Vítor Ramos "A Edição de língua portuguesa em França" confirma o crescimento desse comércio até 1850.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gazetas e as revistas cumpriram destacado papel na difusão das idéias nessas primeiras décadas do século XIX. Não se pode subestimar sua função, pois de múltiplo alcance: ampliar o número de leitores; tornar possível o acesso às recensões e extratos de obras e a divulgação de listas de livros editados na Europa; fonte permanente dos jornais editados na província, alimentando suas colunas de filosofia, literatura e política. Cumpre assinalar o caráter de permanência do jornal à época: fonte de informação, é encadernado e suas coleções são encontradas nas bibliotecas e gabinetes de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes da época indicam a presença de jornais franceses nas bibliotecas ou gabinetes particulares de leitura, além das revistas. Frei Caneca teria tido contato com a "Revue Enciclopédique" (séc. XVIII) e a Faculdade de Direito registra em seu acervo a "Revue Britannique"(!833-1837), "Edinburg Review", "The Quartely Review", "Westminster Review"(1839), "Revue des Deux Mondes" (1835-1837), "Journal de l’Institut Historique"(1834-1836), "Journal des Conaissances Utiles"(1832-1837) , "Journal des Economists", "Illustration" e "La Revue".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acervo da Faculdade de Direito em Olinda é constituído pela Biblioteca dos oratoreanos (entre quatro a cinco mil volumes), doações de particulares, conforme registros de 1831, e doações do Governo Imperial. A criação do curso impulsiona o comércio de livros (as "lojas de livros" ocupam-se do comércio e não mais as boticas, lojas de ferragens ou o pregão dos mascates de porta em porta) e a criação de biblioteca pública em Recife, até então inexistente. Se é certo o incremento ao comércio de livros e em seguida o estabelecimento das casa tipográficas, o curso jurídico enfrenta internamente um "prolongamento da censura". Os compêndios adotados devem ser aprovados pela Congregação conquanto "estejam de acordo com os sistema jurado pela nação". O que não significa dizer que os compêndios sejam o material exclusivo dos cursos. Outros textos circulavam: é o tempo das ‘sebentas’ e do início das traduções. Além da biblioteca do curso jurídico, aparecem registros de bibliotecas anteriores à criação dos cursos jurídicos através do relato de Tollenare e outros, referindo a Biblioteca dos Conventos (de São Bento, do Carmo, de S. Francisco), de particulares abastados, quadros da burocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém sublinhar que a implantação dos cursos jurídicos, além do incremento do comércio de livros, aumenta a população de estudantes, faz nascer os círculos de leituras, as sociedades literárias e as folhas estudantis. São vários os títulos que aparecem por todo o século XIX, além da colaboração em outros periódicos. As folhas estudantis, no espírito da época, intitulam-se de literárias, filosóficas, políticas e participam dos debates em voga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos temas mais caros à imprensa do período é "o combate à ignorância política". O "Olindense" chega a apoiar mensagem à Câmara dos Deputados propondo que o governo traga ao Brasil "escritores modernos" (Charles Comte, Dunnoyer, Droz, Jouy, entre outros), "para ensinar ciências sociais". Uma anotação de Gláucio Veiga é relevante para nosso estudo: Dunnoyer e Charles Comte, fundador e redator respectivamente de "Le Censeur Européen", no período ainda então "impregnados de saintsimonismo", teriam chegado aos estudantes de Olinda através da gazeta francesa ( que repercutiria inclusive no título de alguns jornais, em Pernambuco e no Rio de Janeiro) e da obra do primeiro: L’Industrie et la Morale considerées dans leurs raports avec la liberté, de 1825.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a influência dos chamados socialistas utópicos, o já citado Gláucio Veiga, estudando as idéias do Padre Lopes Gama, a quem considera "descartado da tradição revolucionária pernambucana", não obstante ser um anti-escravagista e anti-absolutista, um "constitucionalista", conclui que "o eixo ideológico de Lopes Gama estrutura-se saint-simoniano". Fundamenta sua assertiva na leitura dos vários escritos de Gama, destacando "Melhoramento da Sorte das Classes Industriosas" de 1845, onde afirma que "em nossos dias, três homens distintos têm tentado o melhoramento das classes laboriosas, mediante a reforma da sociedade em geral: St. Simon, Fourier e Owen".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao comércio de livros feito na lojas vêm ajuntar-se as primeiras tipografias. Manoel Figueiroa de Faria, em 1831, ao lado de sua loja de livros em Olinda abre uma tipografia, editando os primeiros livros de Pernambuco: obras de Direito, mas também traduções do francês de Voltaire, Stuart Mill, Erasmo, Bentham. Desse período é a importante publicação em Recife do livro Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens, da feminista pioneira Nísia Floresta (Dionísia Gonçalves Pinto), uma livre adaptação da obra de 1792 de Mary Wollstonecraft, Vindication of the rights of women.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referido Manoel Figueiroa de Faria, em 1845 expõe em sua livraria várias publicações que chegam da França, por encomenda de Vauthier: Almanack Phalanstérien, Les Enfants au Phalanstére, Débacle de la Politique, Notions de la Science Sociale Vie, de Chrales Fourier, Examen e Défense du Système, de Fourier, Exposition Abrégée du Sistème de Fourier, Trois Discours, De la Politique Nouvelle, Solidarité, Nouveau Monde Industriel, Petit Cours de Politique et d’Economie Sociale, entre outros. Praticamente a mesma lista de publicações, em quantidades que variam de 2 a 12 exemplares, com predominância de Fourier, estão à venda no mesmo período com o livreiro Coutinho; donde se infere ser intenso o trabalho de Vauthier, ampliando o círculo de leitores e possíveis adeptos do fourierismo no Recife, como é o caso de Antonio Pedro de Figueiredo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - Antonio Pedro de Figueiredo: a revista O Progresso e Vauthier&lt;br /&gt;Alfredo de Carvalho, dos primeiros a divisar a contribuição intelectual de Figueiredo, embora restringindo-o ao campo do jornalismo, lança luzes sobre essa personalidade adiantada a seu tempo, encontrando nele leituras modificadas ao influxo de Owen, Saint-Simon e Fourier. Gilberto Freyre, em O Nordeste, avança na apreciação do intelectual e dimensiona seu papel como "revolucionário intelectual do meio escravocrata do Nordeste e como crítico da organização patriarcal". Amaro Quintas, tomado de admiração por Figueiredo após a leitura de "O Progresso", envida esforços para sua reimpressão, acatando a recomendação de Freyre para que A. P. Figueiredo não permanecesse tão na sombra, tão no escuro, tão dentro da alcunha [Cousin Fusco] que lhe deram os conterrâneos ( sempre tão apedrejadores dos profetas)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amaro Quintas, em eloqüente apresentação da reimpressão da revista "O Progresso", chama atenção para o lamentável fato que conduz ao apagamento de campos significativos da história das idéias socialistas no Brasil. Antônio Pedro de Figueiredo é um dos "esquecidos". Aqui se quer tratar de seu imenso labor de intelectual engajado, não sucumbindo ao impulso da "enorme condescendência da posteridade" , para usar a feliz expressão de E. P. Thompson, mas alcançando o homem e a obra no seu tempo. De suas idéias expostas n’O Progresso, como em outros periódicos, seus exegetas, em particular A . Quintas, localizam pontos luminosos de "verdadeiras antecipações". Em virtude de seu avanço em relação aos quadros intelectuais da época, Quintas situa-o como "um precursor da ciência social" no Recife e como "um dos mais lúcidos estudiosos de nossa realidade sociológica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo o que Amaro Quintas observa acerca do pensamento de Figueiredo, importa reter um ponto para o estudo das idéias socialistas e sua aplicação à realidade brasileira: " [ na obra de Figueiredo encontramos] o socialista buscando uma solução para os problemas de então em função dos postulados do socialismo dito utópico da primeira metade do século passado e o estudioso objetivo preocupado em resolver esses problemas dentro de um estilo realista, dentro das nossas necessidades". Aliás, o próprio Figueiredo, no artigo de abertura do primeiro número de "O Progresso", ao mesmo tempo em que afirma-o "asilo ao livre pensamento, às considerações serenas da filosofia e da ciência", alerta para a tendência à época de "copiar servilmente a Europa", propondo então o caminho da "aplicação ao nosso país dos dados da ciências sociais", buscando "os germes de um futuro generoso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vamos nos ater ao encontro intelectual entre o professor e jornalista pernambucano Figueiredo e o engenheiro francês Vauthier, localizando na revista "O Progresso" pontos de influência deste e a interlocução resultante das leituras partilhadas, fornecendo o substrato para as análises sobre o quadro da realidade do latifúndio escravista e a prefiguração de ações políticas desenvolvidas na perspectiva do progresso e da reforma social. Gilberto Freyre localiza com precisão a influência de Vauthier junto a um número expressivo de intelectuais pernambucanos e, em particular, de Figueiredo: "Vauthier contribuiu para que se antecipe no Recife da primeira metade do século XIX o estudo das questões econômicas e sociais brasileiras, dentro do critério socialista.[...] concorre para a irradiação das idéias socialistas francesas nesta parte da província".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Pedro de Figueiredo, de origem humilde, inicia-se nas letras sob o amparo dos frades do Convento do Carmo. Muito jovem, vivendo "entre livros", desenvolve o gosto pela filosofia e torna-se conhecido nos meios literários de Recife, após a tradução da "História da Filosofia" de Victor Cousin e de seguidas traduções acompanhadas de prefácios de Ortolan (Da Soberania do Povo e dos Princípios do Governo Republicano Moderno), George Sand (As Sete Cordas da Lira). Inicia aí seu labor na imprensa pernambucana, nos jornais "A Imprensa", "Aurora Pernambucana", "O Lidador", "Diário de Pernambuco", em cuja seção "A Carteira’, expende comentários sobre livros, autores, faz recensões, entre outros assuntos sob o pseudônimo de Abdalah El-Kratiff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista "O Progresso" (Social, Literária e Científica), como parte do esforço de aplicação das idéias reformistas no Brasil, circula de 1846 a 1848. Publicação mensal, a revista agrupava suas matérias em algumas seções: Revista Literária, Revista Política (Exterior e Interior), Variedades, Poesia. Além dos artigos de fundo (editoriais), artigos assinados, publica vários trabalhos abordando os temas do Comércio Internacional, Colonização do Brasil, Latifúndio Territorial, Liberdade de Imprensa, Formas de Governo, entre outros. As traduções ocupam grande espaço com os temas da Lei Agrária, O Comunismo na Alemanha, O Socialismo na Suíça, a Doutrina de Saint-Simon, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro número da revista sob a assinatura de L. Vauthier escreve duas notas, versando sobre a inauguração de obras públicas no Recife. Numa nota noticia a inauguração da caixa d’água e dos três primeiros chafarizes provisórios, construídos pela Companhia Beberibe, na Boa Vista. Faz considerações técnicas acerca da melhoria no modo de abastecimento d’água potável como um benefício para a população e faz um apelo à continuidade de tais ações de melhoramentos na cidade: "Este resultado, primeiro parto do espírito de associação em Pernambuco, não se pode conseguir sem grande trabalho, firmeza de caráter, e aturada paciência das pessoas ilustradas, que tomaram parte na direção da Companhia; e é agora de esperar, que as felizes conseqüências financeiras da empresa animem os nossos capitalistas a fundarem novas associações do mesmo gênero, para outros objetos de interesse público".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus escritos sobre as obras públicas estão sempre chamando atenção para o uso correto dos materiais, adequação de procedimentos e inovação quanto ao rebaixamento de custos. Uma pergunta é constante nas críticas que dirige aos serviços de encanamento, empedramento de aterros e outros mais: "Quantas vezes nas artes se conseguem maus resultados no emprego de meios bons em si, mas de que se faz errônea aplicação?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em artigo abrindo a seção "Revista Científica", Vauthier faz uma longa exposição sobre Os Caminhos de Ferro, abordando questões técnicas ligadas à construção das estradas, processos locomotores, sistema por ar comprimido. Apesar de informar que o artigo traz informações "segundo a ciência e a arte do engenheiro", enfatiza a necessidade da aplicação do sistema de estradas de ferro no país, posto que "a questão não é apenas científica, é também econômico-política". Para Vauthier, o emprego dos caminhos de ferro representam não apenas o progresso comercial e industrial para muitos países, mas segundo ele "virão a ser dentro em pouco tempo, um dos mais potentes órgãos de paz e associação fraternas entre as nações"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - Vauthier e Mure, divulgadores do fourierismo no Brasil&lt;br /&gt;Em 24 de julho de 1840, Louis Léger Vauthier embarca na França com destino ao Recife. O tempo da longa travessia é preenchido com o estudo de português e as leituras: Études Sociales, de J. Lechevalier, Barbier, um folhetim de Philareste (discordando do autor quanto às apreciações feitas sobre o sistema de Fourier), além da leitura da exposição das doutrinas de Saint-Simon estabelecendo as comparações com o pensamento de Fourier, entre outras. Entremeia as leituras com as horas de reflexão sobre o pensamento de Bacon, a recitação de poemas de Victor Hugo, as conversas com os outros passageiros (até a discussão sobre questões sociais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma característica marcante de Vauthier: o desejo de difundir as idéias de remodelação social ressalta da leitura de seu diário. Uma observação recolhida nele afirma esta característica: "Há em mim um desejo imperioso, uma viva necessidade de falar às vezes dessas coisas elevadas que ainda hoje a ciência pressente mais do que explica. Mas bem raras que têm idênticas aspirações e desejos. Tenho então de refletir sozinho, - porém o trabalho solitário do pensamento me é extremamente penoso. As idéias que não posso transmitir perdem para mim todo o encanto". Sua atitude frente ao conhecimento é orientada pela discussão e o debate desses pontos-de-vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de sua chegada encontra em Auguste Millet, um dos técnicos de sua equipe (que viria a ficar definitivamente no Brasil) espaço para conversação sobre o sistema de idéias de Fourier e abordam juntos "idéias sobre a regeneração da humanidade". Ainda que, aqui e ali, lance mão de um comentário ferino ("Domingo - dia perdido em conversações falansterianas com Millet"), este é alcançado pela matriz fourierista de idéias socialistas. Seus escritos na revista "O Progresso" confirmam a influência de Vauthier; ali o engenheiro Millet na série de artigos intitulados "Interesses Provinciais" apresenta sugestões de projetos de lei à Assembléia Legislativa de Pernambuco. São suas proposições: criação de um Conselho Provincial, com o objetivo de examinar as contas dos órgãos públicos do estado e do município e dos estabelecimentos de caridade subsidiados com verbas públicas; nova circunscrição territorial para a província de Pernambuco; criação de um imposto sobre as heranças e legados de toda espécie; criação de um imposto sobre os rendimentos acima de 200$000 anuais e a criação de um banco popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É permanente a ação de Vauthier como divulgador de autores e publicações. Frente à rusticidade do meio, seus pe&lt;br /&gt;didos de livros em França são cada vez mais freqüentes, abastecendo não apenas seu círculo mais próximo, como ainda as poucas e precárias livrarias: a dos livreiros franceses no Recife, Gabriel Bez e Marie Deshayes, e dos livreiros Manoel Figueiroa de Farias e F. Coutinho são exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua chegada ao Recife, empreende muitos andanças pela cidade, seus desvãos, seus arredores, engenhos das cercanias e outros mais afastados, anotando mentalmente suas impressões sobre a terra e as gentes. "Então para o observador superficial, que não visse quanta miséria verdadeira se mistura a essas aparência de luxo", segundo ele, encontraria uma paisagem encantadora – "mas que é tudo isso, meu Deus, no meio de uma população escrava e faminta, no meio de seres que deixam miseravelmente ociosa a mais fecunda e rica natureza que existe sob o céu? " ( p. 572) Essas visões inspiram o que Vauthier chamou de "amargas reflexões", resultando uma perspectiva sombria: "Se esse povo seguir a marcha usual dos progressos sociais, está ainda bem longe de atingir estado mais ou menos suportável". Ainda assim, em suas variações do olhar europeu, ora maravilhado com a luz, as cores e os sabores, ora irritado com a lerda burocracia ou ainda decepcionado com a falta de brilho nas conversações mundanas dos chás e as insípidas polêmicas dos salões, vai pouco a pouco enxergando luminosidade nalguns espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atento às manifestações de abertura ao debate das idéias reformadoras, busca contatos e estreita laços. Um dos exemplos é a anotação do diário sobre Filipe Lopes Neto (participante da Rebelião Praeira); em quem Vauthier percebe um espírito não "rotineiro": "soube que ele é falansteriano", possível de ser "seduzido pelas idéias inovadoras". As conversas com Filipe Neto giram em torno de informações sobre a empreitada do Dr. Mure na península do Saí, em Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alia ao seu trabalho técnico o desejo de conhecer a paisagem social e humana da região. A todo instante se manifestam nele o engenheiro e o reformador social. De sua França não se distancia. Para ele "Ë ainda ali que se encontra o maior número de almas generosas e corações nobres. É ainda ali que há verdadeiras luzes e germes de progresso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paquetes que chegam e partem levam suas cartas e impressões do Recife e trazem livros, periódicos, gazetas que aos poucos vão encontrando um público afeito ‘às luzes e ao progresso’. Dedica boa parte de seu tempo às leituras. Muitas delas são ligadas às técnicas de edificação, construção, engenharia de pontes, de onde extrai farto material para as soluções urbanísticas requeridas para a Recife de então. No entanto, sua atenção não se descola da experiência de leitura e decifração das idéias reformadoras vigentes na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua casa , no acanhado gabinete de trabalho, onde escreve seus versos e pinta seus esboços e retratos, muitos títulos e autores se juntam: Introdução à Economia Política, de Say, Confissões, de Rousseau, as Memórias de Delambre, Bouguer e Condamine. Como ainda a presença de Sismondi, Miguet, Michelet, Ravinel, Genings, d’Aubuisson, Victot Hugo, Gauthey, Puissant, Volney, entre outros. De sua vária leitura não podiam faltar as gazetas e periódicos franceses: recebe muitos números do "Messager" e é assinante da "Phalange" e "Démocratie", encadernados em suas coleções disponíveis à consulta de seu círculo intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A provisão de livros, gazetas, periódicos e outros impressos é feita de Paris por F. Cantagrel. No Diário de Vauthier encontramos seguidas anotações, que se vão avolumando, de pedidos de publicações: os livros Le Fou, Paget, assinaturas de "Phalange", coleções completas da obra de Fourier. Observe-se que Vauthier preocupa-se também em divulgar na França as notícias sobre os avanços no Brasil das "idéias inovadoras’. Para Cantagrel se destinam não apenas pedidos de publicações, como ainda as notas de Vauthier sobre a colônia de franceses que se instalara no Saí sob a orientação do Dr. Mure, impressos do próprio médico francês, exemplares do "Jornal de Pernambuco", do "Diário do Commercio" do Rio de Janeiro (com matérias sobre a experiência falansteriana do Saí), do "Socialista da Província do Rio de Janeiro", de "O Progresso", de Antonio Pedro de Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das observações do meio físico e social, da sistematização das leituras vai retirando o material a partir do qual firma sua influência, de repercussão duradoura e significativa, como divulgador do fourierismo no Recife. Começa a colaborar em periódicos locais e estreitar a correspondência com a "Phalange", bem como desenvolver seus estudos ligados aos arranjos técnicos que favoreçam a remodelação urbana de Recife. Fruto das observações feitas no período é seu estudo Des Maisons d’Habitation au Brésil, para a "Revue Générale de l’Architeture", publicada em 1853. Acerca das várias contribuições de Vauthier (e sua equipe) veja-se extrato do artigo publicado na revista "O Progresso", quando de sua partida do Recife:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A organização de uma administração uma e hierarquicamene ordenada, a substituição dos processos científicos e exatos as apreciações empíricas, até então em voga, orçamentos claros e precisos quanto aos preços e quantidades, susceptíveis de serem verificados por todo aquele que possui conhecimentos na arte de Engenheiro, economia de cento por cento no custo das porções de estradas executadas, trabalhos feitos com solidez, elegância e economia, não são ainda senão uma parte dos serviços prestados a nossa província pelo hábil engenheiro das pontes e calçadas de França, serviço que só há podido escurecer a cegueira do espírito de partido e de interesses particulares".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se viu que o esforço permanente de Vauthier no tocante à divulgação de idéias é alargar o círculo de leitores, tornando as leituras sistemáticas. É o caso de passar rapidamente do hábito de empréstimo dos jornais recebidos da França para formar um público de assinantes, o que torna possível ampliar as práticas correntes de leitura, visto que um mesmo jornal é sempre lido por vários pessoas e em seguida objeto de coleção e provisão de extratos para a imprensa do Recife, como é o caso da revista "O Progresso". Entre os nomes anotados em seu Diário como assinantes da "Phalange" ou do "Démocratie", como ainda recebendo folhetos e livros: o Barão da Boa Vista, Soares de Azevedo, Antonio J. de Miranda Falcão, Antonio Borges da Fonseca, Antonio J. de Sousa Castro Figueira de Melo, Maciel Monteiro (médico), J.C. Bandeira de Melo (professor e advogado) José Bento da Cunha Figueiredo (advogado), Antonio Pedro de Figueiredo (jornalista e professor), Carneiro da Cunha (magistrado), Paula Batista (professor) entre outros; e os franceses Millet, Buessard, Brosser, Morel, Saisset, Boulitreau .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal é o interesse em firmar uma audiência das novas idéias no Recife que, tão logo é informado da transformação de "Phalange" em jornal diário, trata de encaminhar à França uma lista, de sua iniciativa, de quinze subscritores de ações. Exemplo claro de intercâmbio e auto-sustentação das publicações. Anote-se aqui o interesse de Vauthier em relação às publicações e o intercâmbio com o Rio de Janeiro. Recebe coleções do "Socialista da Província do Rio de Janeiro", distribuindo-as com alguns dos já referidos assinantes de "Phalange" ou "Démocratie".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu intercâmbio com o Rio de Janeiro é certamente facilitado pela significativa presença francesa no ramo editorial e do comércio livreiro na capital (Plancher, Villeneuve, Mougenot, Bossange, Aillaud, Laemmert, Garraux, entre outros). O editor francês Plancher já em 1827 anuncia alentado acervo (com a predominância dos textos políticos) trazido da França: d’Alembert, Condillac, Guizot, Pitt, Diderot, Mirabeau, Montesquieu, entre outros. Na descrição da Rua do Ouvidor no Rio de Janeiro, feita por Joaquim Manoel de Macedo, entre os vários livreiros ali instalados (Villeneuve, Garnier, Cremiére, Firmin Didot) destaca a livraria de Louis Mongie. Macedo em suas "Memórias da Rua do Ouvidor" destaca Mongie como livreiro de instrução variada e conversação ilustrada, tendo sido sua livraria "preciosa fonte de civilização, freqüentada pelos homens de letras e pelos cultivadores das ciências que achavam nela os melhores livros de publicação recente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, o afrancesamento do Rio como do Recife, é fenômeno largamente estudado. Hallewell, em seu História do livro observa com precisão a "receptividade excepcional [no Brasil] a todos os adornos da cultura francesa", acrescentando que chegava-se a "identificar tudo o que era francês como moderno e progressista". Como teriam anotado os viajantes Kidder e Fletcher sobre a quantidade de publicações francesa nas livrarias sobre "ciência, história e filosofia atéia", o gosto disseminado das traduções de romances franceses, posto que até as mulheres liam "a maior parte das obras de Balzac, Sue, Dumas, George Sand". É nessa ambiência de afrancesamento que Vauthier tenta recolher prosélitos e difundir as idéias francesas de regeneração social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da intensa atividade de Vauthier no Recife chegando ao meado do século XIX, destaque-se aqui três campos: o recurso da técnica (construção do Teatro Santa Isabel, pontes, levantamento de mapas, soluções de equipamentos urbanos de encanamento e moradia, introdução de maquinaria, administração de obras públicas, entre outros), o estudo da paisagem humana e social (higiene de habitação, relações entre o espaço público e o privada, o mundo dos senhores e dos escravos, a cultura política, as relações de trabalho, a propriedade da terra, a família patriarcal, relações inter-étnicas, a vida privada, hábitos, costumes e tradições, entre vários) e a ampliação do debate em torno das idéias de "regeneração humana" ( distribuindo publicações, colaborando na imprensa, divulgando novas leituras, intercambiando experiências e estudos, conectando as idéias e os experimentos de progresso social no Recife, Rio de Janeiro e Santa Catarina e destes com a Europa, alargando o círculo de leitores intelectuais e progressistas, alimentando polêmicas, ampliando o mapa das idéias socialistas no Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Vauthier parte de volta para França, em 1846, o Recife tinha-se tornado num centro de debate das novas idéias de reforma social e, por isso, não é de estranhar que foi nessa cidade que Abreu Lima, o ex-general de Bolívar e filho do revolucionário Padre Roma (fuzilado em 1817), publicou o primeiro livro O Socialismo, onde fala das idéias de Lamennais, Saint Simon, Owen, Fourier, referindo-se também a Godwin e Proudhon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias de reforma social que começaram a chegar ao Brasil na década de 40 do século passado, coincidiram com o primeiro impulso que haveria de transformar lentamente o Brasil monárquico, rural e escravagista em uma República oligárquica que iniciaria a industrialização e urbanização do país. Por essa razão as idéias modernizadoras de Benoit Jules Mure, médico da cidade de Lyon que aderiu ao fourierismo quando vivia na Sicília em 1839, idealizador da Colônia do Saí, tiveram um ampla receptividade na imprensa da época, tendo o Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, divulgado amplamente e debatido seu projeto associativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mesma época em que Vauthier, no Recife, divulgava Fourier, o médico Benoit Jules Mure dava, no sul do Brasil, em Santa Catarina, os seus primeiros passos para instalar um falanstério. Trazia consigo um projeto amadurecido em França de criação duma comunidade falansteriana, tendo por base as idéias de Fourier. Com esse objetivo fora criada em França uma sociedade, a "Union Industrielle", que tinha como finalidade divulgar e apoiar a implantação de uma comunidade societária no Novo Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do "Jornal do Comércio" começou Benoit Mure, em dezembro de 1840, a divulgar suas idéias, e embora não ocultasse o caráter reformador e progressista, procurava cativar o apoio dos políticos e elites brasileiras principalmente prometendo trazer para o nosso país um grande número de operários e especialistas que iniciariam a manufatura de máquinas a vapor, uma novidade tecnológica num país ainda eminentemente agrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse projeto - que correspondia ao desejo modernizador de alguns setores das elites brasileiras - logo chamou a atenção da corte, tendo Mure sido recebido pelo Imperador e obtido promessas de apoio do governo imperial. Apoio que logo se traduziu na possibilidade aberta para que o médico fourierista embarcasse em navio da Marinha, percorrendo a costa do sul do Brasil em busca do local ideal para localizar seu projeto. Acabando por se decidir pela Península do Saí, em frente a São Francisco, já que aí havia terras disponíveis e estava perto do porto, o que possibilitaria a exportação das máquinas a vapor, que pensava ser a principal produção da colônia, para o Rio e São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Julho de 1841, a Câmara de Deputados aprovou um empréstimo de 64 contos de réis, para apoiar o início do projeto. Em Janeiro do ano seguinte desembarcaram os primeiros franceses em São Francisco. No entanto, problemas resultantes de divergências pessoais e políticas entre Mure e Derrion, provocariam uma divisão entre os franceses, originando a criação de duas colônias a do Palmital e a do Saí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas colônias logo se viram confrontadas com uma realidade adversa: o apoio prometido pelo governo foi limitado, a localização inadequada, tendo os utopistas franceses de lutar por sobreviver no meio da mata atlântica, em condições difíceis e desconhecidas, uma situação agravada pelo fato de serem na sua totalidade operários e artistas provindos do mundo urbano. Todas estas dificuldades levaram a que muitos dos franceses que vinham com destino à comunidade acabassem ficando no Rio de Janeiro, não chegando a integrar a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatórios de inspetores do governo de 1842 e 1843, embora favoráveis à experiência, apelavam a que fossem tomadas medidas urgentes de apoio ao empreendimento. Na prática pouco foi feito, o que certamente determinou a frustração do projeto econômico da colônia industrial. Quanto ao projeto societário, do falanstério - caso a experiência fosse mais duradoura -, certamente se confrontaria com outros e não menos graves problemas: como realizar uma sociedade ideal, no micro espaço de uma comunidade isolada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe ao certo quantas pessoas fizeram parte das colônias, embora Mure tenha afirmado em 1844, depois de abandonar o Saí, que tinha trazido quinhentos operários para o Brasil. O que acaba sendo confirmado pelo cônsul francês que pediu providências para impedir a vinda de mais franceses, preocupado com o número de conterrâneos que apareciam na embaixada em busca de apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses franceses alguns permaneceram no Brasil, alguns outros regressaram a França, outros ainda foram para o Uruguai, tendo algumas famílias ido para o Texas, Estados Unidos, integrar uma nova comunidade fourierista (La Reunión), fundada em 1854 por Victor Considérant, o mais importante continuador de Fourier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benoit Mure abandonou a experiência e foi para o Rio de Janeiro onde viveu de 1843 a 1848. Na capital montou uma clínica homeopática, sendo um dos primeiros divulgadores dessa medicina, distinguindo-se também por atender escravos e pessoas sem recursos. Travando famosas polemicas com os defensores da medicina alopática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frustração de seu projeto comunitário não esmoreceu sua crença no fourierismo, mantendo uma grande atividade no Rio de Janeiro de divulgação de idéias, tendo fundado com outros franceses o jornal "O Socialista da Província do Rio de Janeiro", um dos primeiros periódicos socialistas do Brasil e da América Latina. Jornal que o engenheiro Vauthier divulgava no Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo de curta duração, as comunidades do Saí e Palmital foram importantes, já que o processo que originou tais experiências foi amplamente discutido na imprensa da época, gerando um debate em torno de temas fundamentais como a necessidade de reformas sociais, de industrialização, de abolição da escravatura e de modernização do Brasil. Impulso modernizador que viria a ter continuidade na obra mais pragmática de Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, que alguns estudiosos consideram influenciado pelas idéias de Saint Simon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vinda dos fourieristas ampliou o interesse no Brasil para idéias novas que começavam a nascer na Europa e que questionavam a forma de organização social dominante e procuravam alternativas societárias. Nas décadas seguintes o interesse pelas idéias precursoras de Owen, Saint Simon e Fourier iriam se expandir às dos socialistas da Geração de 48, em particular Proudhon. Desembocando no nascimento dos primeiros grupos de militantes socialistas na última década do século e no sindicalismo revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V- Colônia Cecília, uma nova experiência comunitária&lt;br /&gt;Como escreveu Carlos Rama no seu livro Utopismo Socialista: "O Utopismo prolonga-se no anarquismo muito mais que em outras correntes socialistas do século XIX".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse impulso por um socialismo experimental que tinha influenciado partidários de Fourier, Owen e, depois, de Cabet, trouxe ao Brasil em 1890 um primeiro grupo de italianos decidido a fundar uma colônia socialista experimental, a Colônia Cecília. Nessa mesma época, outros emigrantes começavam a chegar fugindo da miséria e da perseguição política na Europa. Seriam estes trabalhadores que dariam uma contribuição decisiva na divulgação das idéias socialistas e do sindicalismo no país. Como nos 40, com Vauthier e Benoit-Mure, as novas idéias nascidas na Europa penetravam no Brasil junto com os emigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Colônia Cecília nasceu da iniciativa de Giovanni Rossi (1856-1943), médico veterinário e militante anarquista italiano, que defendia a necessidade de colônias socialistas experimentais onde fosse testado o projeto social libertário. Depois de escrever Un Comune Socialista, popularizando seu projeto de uma comunidade libertária, Rossi fundou, em 1886, na cidade de Bréscia, o jornal Lo Sperimental, dedicado à defesa da fundação de colônias experimentais e onde divulga o pensamento dos socialistas utópicos e dos anarquistas. Depois de algumas experiências na Itália, Rossi decidiu implantar uma comunidade no Brasil, onde iria procurar "experimentalmente, uma forma de convivência social que correspondesse da melhor maneira possível às aspirações de liberdade e justiça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grupo anarquista embarcou para o Brasil em fevereiro de 1890, chegando a Palmeira, no Estado do Paraná, no mês de abril. Nesta região, onde já existiam uma Colônia Francesa, de famílias oriundas de Avignon, e Colônias Russas, instalaram-se os emigrantes anarquistas para criar sua comunidade, iniciando logo o duro trabalho de desbravamento da mata, para abrir as clareiras para as culturas e para suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das outras colônias serem de emigrantes sem definição ideológica, os anarquistas italianos estabeleceram desde a sua chegada boas relações, principalmente com os agricultores franceses, que os ajudariam a se instalar na nova terra. No entanto, imediatamente surgiram as dificuldades de adaptação a uma vida isolada, numa terra estranha, com um clima e um solo bem diferentes, que exigiam uma prática agrícola adaptada às características tropicais. Problemas semelhantes aos que os fourieristas do Saí haviam experimentado décadas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro de 1891 chegou um novo grupo à Colônia, que incluía várias famílias de agricultores, abrindo novas possibilidades para o grupo anarquista pioneiro pouco experiente na lida com a terra. Contudo, uma nova dificuldade se colocava: a comunidade não tinha capital, infra-estrutura e uma produção agrícola que suportasse o número elevado de novos membros, que chegou a mais de 200. Alguns conflitos e problemas políticos com as autoridades locais complicaram ainda mais a vida dos anarquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, a Colônia funcionou como pretendia Giovanni Rossi, como um laboratório de experiência sociológica, onde era possível acompanhar a tentativa de criar novas relações de produção, cooperação e amor entre os seus membros. O tema da paixão e do amor, que tanta atenção havia merecido de Charles Fourier, também teve um destaque importante nas análises que Rossi fez sobre a Colônia Cecília: "Para mim, com este amor sem rivalidade, sem ciúme, sem mentira, o nosso experimento socialista se completa e do estudo dos problemas sociais, eleva-se aquele dos sentimentos mais íntimos, mais complexos, mais obscuros, que agitam a psiquê humana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da Colônia Cecília foi explicado mais tarde por Rossi: "[A colônia] desapareceu porque foi pobre, e foi pobre porque principiou com pouquíssimos recursos, com pessoas incapazes para os trabalhos agrícolas e porque estava só no mundo, que lhe era economicamente estranho". Com o desaparecimento da comunidade, por volta de 1894, só algumas famílias permaneceriam no local como agricultores. Os anarquistas se espalharam pelo Brasil, desenvolvendo sua militância nos sindicatos e na imprensa libertária. Giovanni Rossi, depois de viver no sul do Brasil, onde incentivou a criação das primeiras cooperativas rurais, regressou à Itália. Nos seus livros, Cecilia, Comunità Anarchica Sperimentale e Un Episodio D’Amore nella Colonia Cecilia, bem como em inúmeras cartas, Rossi faz um balanço dessa experiência comunitária, que poderia valer também para as Colônias do Saí e Palmital:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deves compreender bem isto: que quando uma comunidade, seja agrícola, seja industrial, não tem capacidade e meios de produção suficientes, os seus membros passam melhor, pelo menos aqui, explorados como assalariados dos capitalistas. Esta, para mim, foi a causa verdadeira que preparou, pouco a pouco, a dissolução da Cecília.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;A história das idéias socialistas no Brasil é bem mais longa e rica que o registro historiográfico feito sobre elas. Necessário, pois, reconstituir suas múltiplas experiências que vão das manifestações do socialismo utópico por volta de 1840, quando Vauthier e Mure contribuem para divulgar as idéias de Fourier e se começam a dar os primeiros passos para a criação da Colônia do Saí e Palmital, em São Francisco, Santa Catarina, e vão ganhando cada vez mais importância com a chegada de exilados da Comuna de Paris (1871) e dos anarquistas italianos que criaram a Colônia Cecília (1890), a que se juntaram, no final do século XIX, outros trabalhadores anarquistas espanhóis e portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo e análise da ação destes imigrantes e dos brasileiros que a eles se reuniram, principalmente na primeira década do século XX, é condição de possibilidade para apreender a riqueza dos registros históricos firmados através de uma imprensa social combativa que, aliada à outros mecanismos de auto-educação, constróem no Brasil a via de um sindicalismo autônomo e de ação direta que marcaria as lutas sociais e a criação de uma cultura operária anti-capitalista no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de experimentar novas soluções societárias, que resultaram em muitas comunidades no Novo Mundo e que no Brasil originaram o projeto do Falanstério do Saí e do Palmital e da Colônia Cecília, prolongou-se ainda em outras experiências, menos documentadas, como a da Comunidade Futuro, no Avaí, que por volta de 1910, reuniu naturistas e utópicos austríacos e alemães, e a tentativa malograda do anarquista e esperantista francês Paul Berthelot de criar uma comunidade no interior do Brasil, junto aos índios de Goiás, onde morreu em 1910.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao testar novas formas de associação, produção e relacionamento humano esse socialismo experimental foi deixando claro que a reorganização da sociedade talvez fosse mais complexa e difícil que o otimismo de muitos no século XIX pretendia. Se em algum lugar inóspito longe do Estado e das poderosas instituições econômicas e sociais, os companheiros de utopia não conseguiam fazer vingar seu projeto de uma (pequena) nova sociedade, isso merecia uma análise cuidada. Poucos atentaram a este problema dentro do movimento socialista que começava a ganhar corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giovanni Rossi, com seu espírito curioso e metódico, dedicou uma atenção especial ao problema, já que para ele a Colônia Cecília era a concretização desse socialismo experimental que iria testar as idéias de reorganização social. Suas análises valem, em grande medida, para as diversas experiências comunitárias realizadas na época, mas que poderia aplicar-se às experiências feitas no nosso século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rossi reconhece que a raiz dos problemas que inviabilizaram as chamadas comunidades utópicas do século XIX não reside apenas nas formas de organização e produção e na relação entre essas experiências isoladas e a sociedade e a economia envolventes. Embora ele detalhe problemas como a falta de capital, recursos, experiência de trabalho, impossibilidade de definir pactos de cooperação etc., muitos dos fracassos poderiam ser atribuídos à condição humana ou, se quisermos usar outras palavras, aos condicionalismos psicológicos e culturais dos participantes dessas experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superar as tendências agressivas, egoístas, o poder, o ciúme, ou o espírito de concorrência, num grupo humano é bem mais complexo que a adoção de uma engenharia falansteriana ou de um ideal libertário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que mostraram, de forma clara, as comunidades fourieristas, comunistas e anarquistas, deixando como lição que os processos de reorganização da sociedade e a criação de uma nova economia social pressupõe mudanças radicais na cultura e nos comportamentos que, possivelmente, exigem prazos longos que dificilmente são compatíveis com as necessidades urgentes do quotidiano produtivo e afetivo de um grupo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma mais trágica, comprovou-o, no nosso século, a macro-experiência do chamado "socialismo real", deixando claro as dificuldades de uma ampla e profunda reorganização social. Se os utopistas do século XIX resistiram aos seus fracassos e muitos aprenderam com eles, os fracassos do século XX, pela sua dimensão social e dramaticidade humana, resultaram na atual descrença generalizada na própria viabilidade de uma reorganização profunda da sociedade moderna e na perda do espírito utópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após mais de 150 anos de tentativas de socialismo experimental, para usar o termo de Giovanni Rossi, impõe-se àqueles que, social, política e intelectualmente, estão insatisfeitos com a realidade do mundo, retomar a herança de utopia e esperança dos primeiros socialistas. Mas, acima de tudo, sua capacidade de experimentar, sempre reafirmando sem desânimo, após cada fracasso, a idéia de que o homem e a sociedade podem ser diferentes. Radicalmente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Historiadora, professora da Universidade Federal do Ceará – Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;CHACON, Vamireh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– História das Idéias Socialistas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOURIER, Charles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Novo Mundo Amoroso. Lisboa: Estúdios Cor, s/d.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREYRE, Gilberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Um Engenheiro Francês no Brasil (2 Vols.). Rio de Janeiro: José Olímpio, 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NASCIMENTO, Luiz do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– História da Imprensa de Pernambuco: 1821-1954 (2 vols.). Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NETO, Candido de Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Anarquismo Experimental da Colônia Cecília. Ponta Grossa: Editora da UEPG, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEREIRA, Carlos da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Falanstério do Saí do Dr. Mure. in Jornal A Notícia, Joinville, publicação semanal de 30/01 a 19/06/1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HALLEWELL, Laurence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Livro no Brasil (Sua História). São Paulo : EDUSP, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KONDER. Leandro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fourier, O Socialismo do Prazer. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAMA, Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Utopismo Socialista (1830-1893). Aycucho: Venezuela,1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RODRIGUES, Edgar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Socialismo e Sindicalismo no Brasil. Rio de Janeiro: Laemmert, 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. THIAGO, Raquel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fourier: Utopia e esperança na Península do Saí. Florianópolis: Edufsc, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAMPAIO, Ernesto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fourier. Lisboa: Salamandra, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOUZA, Newton Stadler de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Anarquismo da Colônia Cecília. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro, 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VAUTHIER, Louis Legér&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Diário Íntimo do Engenheiro Vauthier (1840-1846). Rio de Janeiro: Publicações do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1940.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEIGA, Gláucio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– História das Idéias da Faculdade de Direito do Recife. Recife: Editora Universitária, 1981, 2 vols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANEXO&lt;br /&gt;CRONOLOGIA DO UTOPISMO E SOCIALISMO NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1794 - Nasce em Pernambuco José Abreu Lima, futuro general de Bolivar, filho do revolucionário Padre Roma, fuzilado em 1817 pela sua participação na Insurreição que aconteceu nesse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1798 - Na Conspiração dos Alfaiates na Baía estão presentes as idéias iluministas e radicais que influenciaram a Revolução Francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1808 - A corte portuguesa transfere-se para o Rio de Janeiro, fugindo do exército napoleonico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1817 - Insurreição em Pernambuco influenciada pelas idéias republicanas francesas. Padre Roma é um dos agitadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1822 - Independência do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1836 - Garibaldi chega ao Rio de Janeiro iniciando uma permanência de doze anos na América latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1839 - Benoit Jules Mure, declara-se fourierista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1840 - Mure cria em França a Union Industrielle visando fundar um falanstério em Santa Catarina, Brasil e passa a divulgar seu projeto através do Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro. Louis Léger Vauthier vem para o Recife assumir o cargo de engenheiro da Repartição de Obras Públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1841 - Inicia-se a experiência do falanstério do Saí e do Palmital, em São Francisco, estado de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1844 - Borges da Fonseca fala das idéias de Fourier no jornal O Nazereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1845 - Mure edita no Rio de Janeiro o jornal fourierista O Socialista da Provincia do Rio de Janeiro. Vauthier mantém contatos com Mure e divulga no Recife o novo jornal bem como publicações fourieristas francesas. No livro Melhoramento da Sorte das Classes Industriosas, Lopes Gama fala de Saint Simon, Owen e Fourier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1846 - Antonio Pedro Figeiredo publica, no Recife, a revista O Progresso, influenciado pelas idéias fourieristas de Vauthier. O engenheiro francês regressa ao seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1847 - Irineu Evangelista de Souza, Barão de Mauá, que segundo alguns autores foi influenciado pelo saint-simonismo, começa a ganhar projeção com seus projetos industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1848 - Revolução Praieira em Pernambuco com participação de setores progressistas influenciados por idéias socialistas utópicas. O jornal A Reforma exalta as idéias republicanas francesas e fala de Proudhon. Acaba a revista O Progresso, que foi influenciada por idéias fourieristas. Dr. Mure regressa a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1851 - Aparece em França o folheto Imposto Progressivo de autoria de Louis Legér Vauthier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1852 - O jornal A União debate as idéias socialistas e fala de Proudhon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1853 - O jornal O Brado do Povo, publica vários artigos sobre as idéias socialistas falando de Fourier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1855 - O ex-general de Bolivar José Ignácio de Abreu e Lima publica o livro O Socialismo, no Recife, onde analisa as novas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1856 - Nasce em Pisa Giovanni Rossi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1858 - Nasce em Sergipe Silvério Fontes um dos mais ativos militantes socialistas do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1859 - Morre pobre, em 21 de agosto, o intelectual mestiço Antonio Pedro Figueiredo o mais combativo e polêmico defensor de reformas sociais no Brasil que foi influenciado pelas idéias de Fourier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1869 - O general Abreu Lima morre pobre no Recife, a Igreja impede que seja enterrado no cemitério católico sendo, por isso, enterrado no cemitério protestante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1871 - Vários revolucionários da Comuna de Paris exilam-se no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1872 - O jornal do Recife O Seis de Março, expõe as idéias de Karl Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1873 - O jovem Rossi adere à Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1875 - Rossi forma-se em veterinária na Universidade de Pisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1878 - É publicado em Milão a primeira edição de Un Comune Socialista, onde Giovanni Rossi expõe os princípios do socialismo experimental. Nasce em Portugal Neno Vasco um dos principais jornalistas e intelectuais do anarquismo em Portugal e no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1881 - Nasce em São Paulo, Edgar Leuenroth, um dos mais conhecidos e ativos militante anarco-sindicalistas brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1882 - Nasce em Minas Gerais José Oiticica ativo intelectual anarquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1883 - Rossi participa de uma cooperativa agrícola em Bréscia. Tobias Barreto, professor de direito no Recife fala sobre as idéias de Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1885 - Rossi divulga no jornal La Favilla o projeto de uma comunidade socialista, desencadeando críticas de Andrea Costa e Errico Malatesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1886 - Rossi funda o jornal Lo Sperimental onde divulga suas idéias e o projeto de uma comunidade socialista. O jurista Clóvis Beviláqua expõe as diferenças entre as várias correntes socialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1887 - Rossi participa da criação da Cooperativa Agrícola Cittadella. Nasce Maria Lacerda Moura militante anarquista individualista e precursora do feminismo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1888 - Morre o Visconde de Mauá. Abolição da escravatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1889 - Implantação da república pelo exército influenciado pelas idéias positivistas. Silvério Fontes divulga em São Paulo as idéias socialistas reformistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;189&lt;div&gt;Fonte:&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/2011/img/logotipo.jpg" alt="Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37776256-916320101672005939?l=hid0141.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/916320101672005939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37776256/posts/default/916320101672005939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hid0141.blogspot.com/2012/01/o-fourierismo-e-os-primordios-do.html' title='O Fourierismo e os Primórdios do Socialismo no Brasil'/><author><name>HID0141 LICENCIATURA EM HISTÓRIA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17127883916909368469</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KCuHeIPJIv0/SpsiyAk-H6I/AAAAAAAABc8/YOT2ewDAq_M/S220/Leonardo+Da+Vinci.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37776256.post-1252384534898116585</id><published>2012-01-26T20:55:00.000-04:00</published><updated>2012-01-26T20:56:05.136-04:00</updated><title type='text'>Um pouco sobre a medicina moderna</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.grupoescolar.com/a/b/5A7C8.jpg" /&gt;Medicina moderna &lt;br /&gt;Com o estudo da anatomia humana e as leituras das obras greco-romanas, na Renascença, inicia-se, no final do século XV, a medicina moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farmacologia&lt;br /&gt;A farmacologia moderna começa com os estudos do médico suíço-alemão Paracelso. Segundo ele, a medicina e a preparação de remédios devem se basear em leis físicas e químicas. Paracelso introduz substâncias minerais, como mercúrio, enxofre e ferro na confecção de remédios. Chama de arqueu a força geradora, responsável pela combinação dos elementos fundamentais sal, enxofre e mercúrio. A desunião dos três representa a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paracelso (1490-1541) ou Philippus Aureolus &lt;br /&gt;Theophrastus Paracelsus, nasce em Eisnsiedeln, Suíça, e morre em Salzburg, na Áustria. Médico e alquimista, é considerado o idealizador da farmacologia moderna e também da homeopatia. Em sua obra Paramirum destaca a importância da observação clínica do paciente. Em experiências alquímicas, busca o bálsamo para a cura de todos os males, que ele chama de múmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos de anatomia &lt;br /&gt;Em 1543, ano da morte do polonês Nicolau Copérnico, que havia revolucionado a astronomia com o conceito de heliocentrismo, o anatomista flamengo André Vesálio publica A organização do corpo humano e revoluciona o conhecimento sobre o corpo humano. O tratado apresenta descrições e desenhos detalhados da anatomia humana e corrige mais de 200 erros da obra de Cláudio Galeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Vesálio (1514-1564) &lt;br /&gt;Nasce em Bruxelas, Bélgica. Forma-se em medicina em Louvain e especializa-se na Universidade de Pádua, a mais importante da Europa, na época. Depois de publicado seu livro sobre o corpo humano, é condenado à morte, pela Inquisição, por ter dissecado um corpo humano. Sua pena é comutada numa peregrinação a Jerusalém. Na viagem de volta, o navio naufraga e Vesálio morre na ilha de Zante, na costa da Grécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta da circulação &lt;br /&gt;No século XVII, novos instrumentos, como o microscópio, ampliam os conhecimentos das ciências. O médico inglês William Harvey (1578-1657), fazendo experiências com animais, descobre que o sangueé distribuído pelo corpo em um fluxo contínuo e em um único sentido. No livro Sobre os movimentos do coração e do sangue (1628), apresenta o conceito de circulação sanguínea, que irá influenciar as técnicas cirúrgicas e também a veterinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invenção da vacina &lt;br /&gt;A prática da prevenção de doenças por meio de vacina começa na Europa no século XVIII. Em 1796, o médico inglês Edward Jenner (1749-1823) resolve testar uma lenda popular de sua terra natal, Gloucestershire. Dizia a lenda que as pessoas que contraíam varíola bovina quase nunca tinham a varíola humana. Jenner inocula então pus das feridas de uma mulher com varíola bovina em um menino de 8 anos. Mais tarde, o menino mostra-se imunizado contra a varíola humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origem do nome Jenner &lt;br /&gt;chama esse processo de vacinação, porque nele empregara a varíola bovina (vaccinia, em latim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasteurização &lt;br /&gt;Nome do processo de esterilização de líquidos desenvolvido por volta de 1850 pelo químico e biologista Louis Pasteur. Ao estudar o processo de fabricação de vinho, Pasteur descobre que a fermentação acontece por ação de microorganismos já presentes no líquido. Faz experiências e consegue eliminar os microorganismos, sem alterar as propriedades do produto, submetendo o vinho a alta temperatura por um tempo limitado (de 15 a 30 minutos, dependendo da temperatura). Esse processo e os estudos de Pasteur sobre germes (1862) e doenças infecciosas dão grande avanço à microbiologia e à assepsia cirúrgica e industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louis Pasteur (1822-1895) &lt;br /&gt;nasce em Dole e morre em Villeneuve I'Étang, na França. Em 1847, torna-se doutor em física e química e lança tese sobre cristalografia. Descobre que a putrefação e a fermentação são causadas por microorganismos e desenvolve a vacina anti-rábica (1885). Em 1888 é inaugurado em Paris o primeiro Instituto Pasteur, onde o cientista trabalha até morrer. O instituto logo teria filiais em vários países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberta da penicilina &lt;br /&gt;A mais importante arma contra doenças infecciosas, o antibiótico, é descoberta por acaso em 1928 pelo bacteriologista escocês Alexander Fleming (1881-1955). Durante trabalho com a bactéria estafilococos, F
