10.1.12

Dança Tarantela


Dança italiana muito rápida do século XVIII.

É dançada por um ou mais pares, e torna-se mais rápida à medida que vai avançando.

Seu nome deriva da cidade de Taranto, no Sul da Itália, da aranha venenosa (tarântula) que lhe está associada e do tarantismo (doença originada pela a mordedura da tarântula, que provoca movimentos histéricos de dança).

Duas superstições sobrevivem: em uma delas, a tarantela é vista como manifestação da loucura induzida pela a mordedura da aranha; na outra, é recomendada como antídoto para os efeitos venenosos da mordedura.

Tango


É difícil escrever uma anotação histórica sobre o tango, mas ao mesmo tempo, é muito árduo eludi-lo porque são muitos os que através destas páginas solicitam, ainda que só seja, uma ligeira orientação que lhes ponha na pista deste completo fenômeno cultural - baile, música, canção, poesia - que por uma ou outra razão atrai a tanta gente.

Ainda que sobre o tango e suas figuras são muitas as coisas que se discutem e põem em dúvida, é geralmente aceitado que o tango nasce em Buenos Aires no final do século XIX ainda que alguns preferem dizer a modo conciliador, que nasceu às orlas do Rio da Prata.

Num fato de origem popular como o tango e, por tanto, de nascimento evolutivo resulta impossível apontar uma data de nascimento. No entanto , o verdadeiro é que a maioria dos estudiosos coincidem em dar por boa a década de 1880 como o ponto de partida do que então não era mais do que uma determinada maneira de dançar a música. A sociedade onde nasce o tango escutava e dançava habaneras, polkas, mazurcas e alguma valsa, pelo que respeita os alvos, enquanto os negros, um 25% da população de Buenos Aires no século XIX, moviam-se ao ritmo do candombe, uma forma de dança na que o casal não se enlaçava e dançava de uma maneira mais marcada pela percussão que pela melodia.

Musicalmente, o tango entronca em sua genealogia com a habanera hispano-cubana e é por tanto filho do tráfego mercantil entre os portos de língua espanhola de Havana (Cuba) e Buenos Aires (Argentina). No entanto, estas origens explicam pouco sobre seu nascimento. Inicialmente, o tango é interpretado por modestos grupos que contam só com violino, flauta e viola ou inclusive, em ausência desta, o acompanhamento de um pente convertido em instrumento de vento com a mediação de um papel de fumar e um soprador que marca o ritmo. O instrumento mítico, o bandoneón, não chega ao tango até um par de décadas depois de seu nascimento, em 1900 aproximadamente, e pouco a pouco substitui à flauta

Inicialmente, o tango deveu ser um modo de interpretar melodias já existentes, modo sobre o que foram criando-se outras novas que num início nem sequer contavam com uma transcrição musical, já que com freqüência seus intérpretes e criadores não sabiam escrever ou ler música. De fato, com o correr dos anos, alguns dos primeiros tangos já transcritos não vão assinados por seus autores senão por espertos personagens que sim sabiam escrever música e aproveitaram o esvaziamento existente sobre a autoria de determinados tangos celebrados popularmente, para pô-los a seu nome e ganhar com isso uns pesos.

Quiçá a estas alturas do texto, algum se pergunte sobre a origem do nome. É uma boa pergunta, mas carece de resposta, ou o que é o mesmo, há milhares. Em Espanha no século XIX se empregava a palavra tango para um pau flamenco, na geografia africana há alguns topônimos com esse nome, em documentos coloniais espanhóis se usa o vocábulo para referir-se ao lugar em que os escravos negros celebravam suas reuniões festivas… alguns inclusive dizem que a origem poderia estar na incapacidade dos africanos para pronunciar bem a palavra "tambor" que ficaria assim transformada em “tango". Em fim, é uma boa pergunta mas o defeito da documentação escrita e a origem do tango e seus primeiros pais calará a resposta para sempre.

No entanto, se é possível falar com propriedade de um elemento importante: o palco de seu nascimento. Há que dizer que Buenos Aires era no final do XIX uma cidade em expansão com um enorme crescimento demográfico sustentado sobretudo na emigração que procedia de multidão de países. Tinha por suposto espanhóis e italianos mas não eram alheios a esta corrente migratória os alemães, húngaros, eslavos, árabes, judeus… Todos eles compunham uma grande massa obreira desarraigada, pobre, com escassas possibilidades de comunicação devido à barreira lingüística e majoritariamente masculina, já que eram fundamentalmente homens em procura de fortuna , até o ponto de que a composição natural da população de Buenos Aires ficou totalmente descompensada, de maneira que o 70% dos habitantes eram homens.

As cifras falam: Argentina passou de ter dois milhões de habitantes em 1870, a quatro milhões vinte e cinco anos mais tarde. A metade dessa população se concentrava em Buenos Aires aonde a percentagem de estrangeiros chegou a ser do 50 por cento e onde iam também gaúchos e índios procedentes do interior do país.

Neste ambiente, começa-se a dançar em tugurios e lupanares o novo ritmo que se associa assim desde seu início ao ambiente prostibulário, já que eram só prostitutas e "garçonetes" as únicas mulheres presentes nas academias.

Já que se tratava de femininas dedicadas em alma e, sobretudo, em corpo a seus acidentais acompanhantes, o tango se começou a dançar de um modo muito "corporal", provocador, próximo, explícito… de um modo socialmente pouco aceitável como se veria quando, sendo já um fenômeno emergente, o tango começou sair do arrabalde de sua cidade de origem e começou a expandir-se.

Nos primeiros tempos, quando o tango começa a converter-se em canção, as letras que acompanham a música são obscenas e seus títulos deixam lugar a poucas dúvidas: "Dois sem sacá-la", "Que pó com tanto vento", "Com que tropeça que não adentra", "Sete polegadas"... ou inclusive "O Choclo" que ainda que literalmente significa maço de milho, em sentido figurado e vulgar, equivale ao castelhano "chocho" ou "buceta".

De seu baixo berço a seu encobrimento como dança rei nos salões do mundo ocidental, o tango percorreu um curioso caminho de ida e volta entre o Novo e o Velho Continente, com uma paragem decisiva e brilhante em Paris.

Como chegou ali? Também neste ponto as respostas são díspares e algumas variadas pintas. Determinados textos, bem mais ingênuos que eruditos, dão inclusive nomes e sobrenomes de “a" pessoa responsável desta viagem. A realidade, em sua extensão como em seu nascimento, parece mais complexa e, sobretudo, plural.

Os "meninos bem" de Buenos Aires não tinham reparos em baixar aos arrabaldes para divertir-se, dançar e, de passagem, levantar-se alguma mina ou alguma "milonguita" que engatusava ou se deixava engatusar. E para acercar-se à mulher não conhecida, nada melhor do que o tango. Por isso, o tango não era aceitável em suas casas nem dançavam com as senhoritas de seu ambiente e por essa razão permaneceu durante muitos anos como algo marginal e de classe baixa.

No entanto, as viagens destes patrícios a Europa, especialmente a Paris, foram o desencadeante. Paris não só era a capital do glamour e da moda, senão que ademais era uma cidade que dava refúgio a uma sociedade plural, parte da qual era alegre e despreconceituosa. Os bailes galantes da capital francesa vinham de atrás, Louis Mercier, cronista da vida parisiense escrevia em 1800: "Depois do dinheiro, hoje em dia o baile é o que mais sucesso tem entre os parisienses seja qual seja sua extração social: amam o baile, veneram-no, idolatram-no… É uma obsessão à que ninguém escapa". Se isso era assim a princípios do XIX também o era a princípios do século XX ao que chegaram com uma fortalecida fama locais públicos como o Bal Bullier de Montparnasse ou o Moulin da Galette. Por acréscimo, o atrevimento, a princípios de século, não era alheio aos costumes parisienses, antes ao invés , algum baile anual, como o Bal dês Quat’z Arts dos estudantes "era célebre pelo ligeiro das vestimentas e pelo jogo sexual que reinava sempre nele" .

Neste contexto social não foi difícil que o ousado baile criado na capital do Prata encontrasse um terreno abonado para florescer e converter-se em curiosidade ao princípio, em moda e furor depois. E uma vez em Paris, a vitrine de Europa, a capital da moda, o berço do chic, sua extensão ao resto do continente primeiro, a todo mundo depois, foi algo singelo e rápido. Curiosamente, é então, quando Buenos Aires se olha em Paris, quando finalmente o tango entra em seus salões mais nobres avalizado agora pelo batismo europeu, o melhor dos pedigrees para uma burguesia emergente que lutava por fazer de sua cidade o Paris de América

A glória trouxe também e simultaneamente a rejeição. A sempiterna dinâmica social se pôs novamente em marcha, o antigo frente ao novo, a censura frente à abertura, à tradição frente à renovação. Os detectores do tango surgiram por todos os lados e foram inclusive ilustres e famosos. O Papa Pío X o proscreveu, o Káiser o proibiu a seus oficiais e a revista espanhola A Ilustração Européia e Americana falava do "…indecoroso e por todos conceitos reprovável ‘tango’, grotesco conjunto de ridículas contorções e repugnantes atitudes, que mentira parece que possam ser executadas, ou sequer presenciadas, por quem estime em algo sua pessoal decência.". A citação pertence a essa revista espanhola, mas resulta fácil encontrar outras paralelas em publicações inglesas, alemãs ou, inclusive, francesas.

Não obstante, para quando chegou a reação à sorte estava já jogada: o tango tinha triunfado. Teve vestidos de tango, cor tango, tango-thés… o tango foi o baile rei desse mundo de pré-guerra que teria de terminar muito cedo com o primeiro confronto armado mundial, a ascensão de Estados Unidos como potência, a mudança de costumes. Depois, o tango seguiu vivendo, nasceu com força o tango canção que lhe tomou o relevo ao tango dance, mas com um sucesso geograficamente mais restringido, o mundo, numa nova pré-guerra descobriu e admirou a Carlos Gardel e ao final do conflito a supremacia de Estados Unidos desembarcou em Europa também com o swing que morreu só para dar-lhe passo ao rock.

Em todos estes anos o tango tem uma brilhante história de auges limitados e declives relativos e uma continuada vida ao longo da qual se desenvolveu tanto o baile como a música até chegar a um nível de sofisticação e depuração que deixam às claras a maturidade desta manifestação que vive já nas primeiras décadas de seu segundo século de vida.

Como a América tornou-se européia

Por: Edevânio Francisconi Arceno
No dia 11 de novembro de 1620, o navio Mayfower ancorou em Cape Cod, atual Estado de Massachusetts, onde os colonizadores fundaram o povoado de Plymouth, dando origem, ao que seria a maior potência mundial quase quatro séculos depois, os Estados Unidos da América.

O rigoroso inverno fez com que os primeiros colonizadores mantivessem o navio ancorado próximo a costa por quatro meses, para servi-lhes como abrigo. Com o retorno do navio à Inglaterra, os puritanos, que mais tarde seriam denominados “Pais Peregrinos”, entraram mata adentro em busca de um novo lar. A principal preocupação dos lideres era fazer uma reserva de alimento para enfrentar o próximo inverno. No entanto pouco adiantou,pois quase metade dos peregrinos pereceram de fome e frio, e a tragédia só não foi maior, porque receberam uma ajuda preciosa dos índios Wampanoag. Os Wampanoag ensinaram os peregrinos a pescar, a caçar e a cultivar o milho. Na primeira colheita, os colonizadores promoveram uma grande festa que durou três dias, e convidaram os Wampanoag para participar. Este evento deu origem ao dia Ação de Graças, data até hoje festejada anualmente pelos estado-unidenses.

Esse não tinha sido o primeiro encontro de ingleses com índios norte americanos, em 1607 foi fundado o povoado de Jamestow, no território dos índios Powhatan. A relação entre os dois povos não foi amistosa como seria com os peregrinos, a filha do chefe foi seqüestrada, para servir como moeda de troca pelos prisioneiros ingleses que estavam sob domínio dos índios. A filha do chefe nunca foi entregue, pois se casou com o cartográfico Inglês, Jhon Rolf. O casamento de Rolf com Pocahontas, a filha do Chefe índio, serviu paliativamente para unir os povos, no entanto mais tarde, os Powhatan foram exterminados pelos Ingleses.

A harmonia entre Puritanos e Índios, sinalizava uma nova tentativa, para a convivência de povos de culturas diferentes. Com o passar dos anos começaram a surgir os conflitos, e junto com estes conflitos surgem os pacificadores, como Boone, um lendário caçador e aventureiro de Kentuchy, atual fronteira americana no Mississipi. Daniel Boone, esposo de Rebeca e amigo do fiel Mingo, um índio Cherokee, resolvia os problemas entre índios e colonizadores, seu feito histórico foi ao lado de Richard Henderson, quando em 1775 firmou um Tratado com os Cherokees, permitindo a primeira expansão para o Oeste.

Por terem ficado ao lado dos Ingleses na guerra pela Independência, os estado-udinenses revogaram todos os acordos e privilégios concedidos aos índios, pela coroa Britânica. Sem a posse das terras os Índios assistiam perplexos, as caravanas seguindo em direção ao Oeste selvagem, território da nação dos Apaches.

Muitas vezes assistimos a filmes, onde os “inocentes colonizadores” colocavam suas carruagens em círculos, para se proteger dos “cruéis e sanguinários índios”, que atacavam crianças e mulheres sem piedade. Na verdade estavam defendendo as terras que herdaram de seus pais e que um dia passariam aos seus filhos. É neste contexto que surgem os Grandes heróis para os índios os grandes vilões para os estado-udinenses, como o grande chefe Apache Touro Sentado, que liderando três mil guerreiros Sioux e Cheyene, massacrou a sétima cavalaria do General Custer. Dos Chiricahua (Nação Apache), surge o grande chefe Cochise, amigo e companheiro de outro grande chefe, Colorado, que apesar de muitas lutas e prisões, não pereceu na mão de seus inimigos. Ainda, quem nunca ouviu falar do legendário Gerônimo, chefe dos Chiricaua, o ultimo resistente indígena contra a invasão americana, perito em fugas morreu ironicamente preso e doente em um Fort Americano. Outros, como Cavalo Doido e Nuvem Vermelha, chefes Sioux, resistiram e lutaram bravamente, porém as muitas Batalhas e doenças trazidas pelos colonizadores, reduziram uma população indígena de um milhão e meio ao número de trezentos e vinte mil, Em 1.920.

“Apaches, Comanches, Navajos, Dakota, Sioux, Soshones, Pawness, Hukpapa, Seminole, MIccosukee, e centenas de nações indígenas dominavam este território selvagem e inexplorado, vivendo como seus ancestrais milenares. Nos últimos 507 anos, [...] mais de 200 povos desapareceram. Na Califórnia poucos sobreviveram para contar a história. Foram mais de um milhão de índios mortos entre a Independência americana, em 1776, e o fim da Guerra da Secessão, em 1885. (MELANI, apud BRASILIENSE.p.33.).

Talvez, quando os peregrinos instituíram o dia de Ação de graças, tinha em mente, fazer os futuros estado-unidenses lembrarem uma vez por ano, que seus colonizadores foram salvos graças à atitude generosa e humana daqueles índios. Quando Daniel Boone ajudou a assinar um Tratado de paz, imaginou que um dia não só os estado-udinenses, mas todo o povo Americano pudessem viver amistosamente com os seus Índios, tanto quanto ele e seu amigo Mingo. Triste desilusão a deles, mas quem somos nós para julgá-los, pelo menos eles tem uma festa anual para refletir sobre o que fizeram, e nós que temos SEIS MILHÕES de motivos para refletir, o que temos? Ah sim, temos o dia do Índio.

REFERÊNCIAS

MELANI, Maria Raquel Apolinário.Projeot Araribá História. 7ª série. São Paulo: Moderna, 2006.

RODRIGUE, Joelza Ester. História em Documento. 7ª Série. São Paulo: Ftd, 2006.
Fonte:http://meuartigo.brasilescola.com/historia/como-america-tornouse-europeia.htm

Idade da Terra

Em 1654 um arcebispo irlandês calcula, com base em textos bíblicos, que a Terra teria se formado às 9 horas do dia 26 de outubro de 4004 a.C.

Hoje já se sabe que a Terra tem cerca de 5 bilhões de anos.

A datação científica é feita a partir da idade do Universo e do estudo das rochas da crosta terrestre.

Segundo a teoria do Big Bang, o Universo teria se formado há 15 bilhões de anos e as galáxias há cerca de 13 bilhões.

As primeiras estrelas começam a aparecer 4 bilhões de anos depois do Big Bang.


Datação de rochas
Para calcular a idade de uma rocha é preciso somar o tempo de sua formação no interior do planeta, o período de esfriamento (que pode chegar a 500 mil anos) e o tempo que ela leva para surgir na crosta. Na datação de rochas os cientistas identificam em sua composição elementos radiativos. Sabe-se que todo elemento radiativo (isótopo instável) se transforma naturalmente em um isótopo estável.

O tempo máximo de transformação também é uma variável conhecida.

Assim, é possível calcular a idade de uma rocha investigando quanto ainda resta do elemento radiativo.


Fonte:
http://br.geocities.com/civilizacao4000ac/index_idade_terra.html

Pandora

Prometeu criou o homem, dando-lhe forma e inteligência.

A única coisa que diferenciava o homem dos deuses era que eles não possuiam o fogo e por isso Zeus o escondeu.

Mas Prometeu quebra um pequeno galho seco de uma árvore, voa rapidamente até o céu e o acende no calor o Carro do Sol.

Agora que os homens conhecem o segredo do precioso elemento, pouco os difere dos deuses. Os deuses estão em pânico.

Discutem como tornar os homens novamente submissos e humildes.

Zeus inventa a forma mais rápida de destruir o paraíso dos homens: a mulher.

Chama Hefestos, o habilidoso deus artesão, e pede-lhe que confeccione uma imagem feminina em bronze.

Ela devia assemelhar-se ao homem, mas em alguma coisa diferir dele, de tal forma que o encantasse e comovesse, atrasando-lhe o trabalho e transtornando-lhe a alma.

E cada deus oferece alguma coisa àquela criatura, que já nasce para colocar em desconserto a vida dos mortais.

Atena entrega à mulher um lindo vestido bordado, que lhe cobre as harmoniosas formas. Depois coloca-lhe um véu sobre o rosto sereno e enfeita-lhe a delicada cabeça com uma guirlanda de flores coloridas.

Quando a virgem está inteiramente vestida, Afrodite oferece-lhe a beleza infinita e os encantos que seriam fatais aos indefesos homens. Hermes presenteia-lhe com a língua.

Apolo confere-lhe suavíssima voz. Enfim a bela Pandora está pronta para cumprir sua missão. Mas antes de enviá-la em sua caminhada, Zeus entrega-lhe uma caixa coberta com uma tampa.

Nela estão contidas as misérias destinadas a assolar os mortais: reumatismo, gota, dores para enfraquecer o corpo humano. Quando Pandora chega ao mundo, encontra Epimeteu, irmão de Prometeu.

Tão logo a vê, ele se encanta, e comovido recebe de suas finas mãos a precisosa caixa que ela lhe oferta. É um presente de Zeus, declara Pandora.

E nem por um instante Epimeteu suspeita de que todo o sofrimento humano dali emergiria.

Ainda desorientado pelo deslumbramento que lhe causa a bela figura, esquece o juramento feito a seu irmão Prometeu de nunca aceitar um presente de Zeus.

Agradecido abre a tampa da caixa fatal. Imediatamente, saltam de dentro dela todas as desgraças do mundo. Entretanto no fundo do recipiente maldito permanesse um tesouro.

Um sentimento precioso, que poderia estragar toda a vingança dos deuses e destruir-lhes definitivamente qualquer praga: a esperança.

Zeus não quer que os homens esperem mais nada.

A um só gesto do deus, Pandora fecha a caixa, deixando a esperança calada no fundo, escondida para sempre.

E o homem perde seu paraíso.


Fonte:
http://greek.hp.vilabol.uol.com.br/pandora.htm

Circo Máximo

Por Antonio Gasparetto Junior
O Circo Máximo era o lugar utilizado para entretenimento na Roma Antiga.
Muito conhecido também por seu nome em latim, Circus Maximus, o Circo Máximo era uma arena utilizada para jogos e diversão criada pelos antigos reis etruscos de Roma. Localizada no vale que está entre a Colina Palatina e a Colina Aventina, os primeiros espetáculos foram promovidos na arena por Tarquínio Prisco. Inicialmente, era formado por uma estrutura de madeira, que foi anexada a uma área de onde partiam os carros dos jogos e foi construído um muro central para canalizar o curso das águas.

O Circo Máximo marcou profundamente o início da história de Roma. No século II a.C., tornou-se palco de grandes jogos, corridas de bigas e festivais. Tudo demonstrava a grande influência que o mundo grego estabelecia para outras civilizações naquele momento. O povo frequentava o Circo Máximo com grande afeição e, por conta de sua grande presença, o governante romano Júlio César promoveu obras responsáveis pela expansão da arena. Naquele momento, por volta de 50 a.C., a pista passou a ter 600 metros de comprimento, 225 metros de envergadura e a arena era capaz de acomodar 250 mil pessoas.

Continuando as obras que deram expansão ao Circo Máximo, o imperador Tito construiu um arco na extremidade. Já o imperador Domiciano ligou seu palácio ao Circo Máximo para poder assistir aos espetáculos de sua própria varanda. Outro imperador, Trajano, acrescentou 5 mil lugares ao Circo Máximo e expandiu a zona imperial para que pudesse ter maior visibilidade. Por fim, o Circo Máximo era capaz de acomodar 385 mil expectadores para seus espetáculos.

O Circo Máximo sofreu com vários incêndios ao longo de sua história. O primeiro, no ano 30, fez grande estrago que foi restaurado por Cláudio. As obras de revitalização foram acompanhadas pela construção de estruturas de mármore com aplicações de bronze dourado. Outro incêndio afetou o Circo Máximo em 64, Nero foi o responsável pela reconstrução, desta vez, e ampliou a área dos expectadores. Domiciano foi outro que sofreu com incêndio e deixou a cargo de Trajano a responsabilidade do restauro. Posteriormente, mais duas restaurações ainda foram necessárias, uma com Constantino e outra com Constâncio II.

Atualmente, pode-se visitar as ruínas do Circo Máximo, porém restam pequenas partes de sua estrutura. A grande área descampada utilizada para os jogos, tornaram-se espaços de lazer ao ar livre para os romanos.

Fonte:
http://www.infopedia.pt/$circo-maximo-%28roma%29
Ilustração: http://denofdestruction.blogspot.com/2011/02/band-review-circus-maximus.html

Revolução Haitiana

Toussaint L’Overture, líder heróico da Revolução Haitiana

O ambiente mudancista do século XVIII, iniciado pela Revolução Francesa possibilitou a inspiração de diversos movimentos que lutavam pelo fim da exploração colonial nas Américas. As propostas de igualdade e liberdade do ideário iluminista ecoaram como uma esperança de transformação do ambiente colonial responsável por subordinar milhares de sujeitos que, por sua condição étnica e religiosa, eram utilizados como mão-de-obra sistematicamente explorada nas plantations e minas do continente americano.

Um dos mais impactantes exemplos dessa possibilidade transformadora aconteceu na região do Caribe, onde uma população de escravos conseguiu tomar o controle das instituições locais. Na região de São Domingos, tradicional espaço de colonização francesa, desenvolvia-se diversas monoculturas, principalmente de açúcar, que garantiam expressivas rendas à Coroa Francesa. Para o acúmulo dessas riquezas, os colonizadores franceses utilizaram de uma grande população de escravos africanos.

No ano de 1789, a França viveu um processo revolucionário inspirado na defesa de ideais de liberdade e igualdade. Ao saber das notícias e dos conteúdos da Revolução Francesa, os escravos oprimidos passaram a exigir a ampliação destes ideais revolucionários para a colônia de São Domingos. Enraivecidos pela dominação da elite branca e monarquista da colônia, um grupo de descendentes africanos liderados pelo alforriado François Dominique Toussaint, mais conhecido como Toussaint L’Overture, e o líder religioso negro Dutty Boukman iniciaram um revolução.

Em 1791, Toussaint L’Overture instigou os escravos a exterminarem a população branca do local. A rebelião se iniciava e os escravos logo receberam as primeiras ofensivas das tropas francesas. Tempos depois, outras expedições francesas, inglesas e espanholas tentaram tomar controle da situação instalada na ilha. No ano de 1801, L’Overture foi designado como o novo governador da ilha. No entanto, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram mais uma vez a região e aprisionaram o governador, que morreu dois anos depois na cidade de Paris.

A morte de Toussanit não enfraqueceu as lutas dos escravos na ilha de São Domingos. Em 1804, o ex-escravo Jean-Jaques Dessalines organizou novos confrontos que deram a vitória à população negra e selou o fim da dominação francesa na região. No dia 1º de Janeiro, daquele mesmo ano, Dessalines tornou-se imperador do Haiti, nome originalmente dado pelas populações indígenas que habitavam a ilha de São Domingos.

Dois anos mais tarde, em 1806, Dessalines foi assassinado. A sua queda do governo provocou uma disputa interna que resultou na divisão dos territórios em dois regimes: um monárquico, e outro republicano. Somente em 1820, sob a liderança de Jean Boyer, os territórios do Haiti foram reunificados por um governo de orientação republicana.

Por Rainer Sousa
Fonte:

Cinema


Charles Chaplin em um de seus trabalhos no cinema mudo

Quem não se encantou quando foi pela primeira vez ao cinema assistir a um filme? Imagine então como ficaram as pessoas que assistiram o primeiro filme do mundo. Até o início do século XVIII, as únicas formas encontradas pelo homem para conservar a imagem de uma paisagem ou pessoa era guardando-a na memória ou sendo retratada em tela por um pintor. Essa realidade mudou quando, na França, em 1826, o inventor Nicephóre Niepce conseguiu registrar uma paisagem sem pintá-la, demorou 14 horas para alcançar o feito. A imagem foi registrada com o auxílio de uma câmera escura numa placa de vidro. O filme fotográfico só foi inventado em 1879, por Ferrier e aperfeiçoado pelo americano George Eastman. Algum tempo depois os irmãos Lumière criaram o cinematógrafo, que era uma câmera de filmar e projetar imagens em movimento.



A estrutura de um cinematógrafo


Com o cinematógrafo em mãos, os irmãos Lumière começaram a produzir seus filmes, cuja apresentação pública foi realizada pela primeira vez em 1895, na França. Para o público que assistiu ao filme aquilo era algo maravilhoso e surpreendente, pois até aquele momento a fotografia ainda era novidade. Foi pelo fato dos filmes não terem sons que surgiu a expressão “cinema mudo”, os atores falavam e em seguida surgia a legenda na tela. Um dos grandes destaques do cinema mudo foi Charles Chaplin.

O cinema com som surgiu em 1926, com o filme "The Jazz Singer", da Warner Brothers, recurso criado com o auxílio de um sistema de som Vitaphone, porém o som do filme não era totalmente sincronizado. Somente em 1928 a Warner Brothers obteve sucesso com a sincronização entre o som e a cena, no filme “The Lights of New York". A partir desse momento o cinema passou por um processo de evolução até chegar aos dias atuais, com todo seu glamour e encantamento aliado à sofisticação e modernidade.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, Hollywood não é o maior produtor de filmes, a maior indústria cinematográfica do mundo na verdade é a Índia.

Por Eliene Percília

Fonte:

Documentos Históricos Brasileiro

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Lei CAÓ (Carlos Alberto de Oliveira Caó) - 1985

Faraós negros do Egito Antigo

No século VII a.C., existiu no Egito uma dinastia de faraós negros de origem Núbia que conseguiu reunificar o Egito Antigo e fortalecer a civilização egípcia.

Os faraós negros de origem Núbia foram os responsáveis pela reunificação do Egito no século VIII a. C
Os faraós negros de origem Núbia foram os responsáveis pela reunificação do Egito no século VIII a. C

Durante o século VIII a.C., o Egito Antigo foi governado por uma série de faraós negros, de origem Núbia. Eles reinaram no Egito por quase um século e constituíram a 25ª dinastia de faraós.

O primeiro faraó negro que conquistou o Egito se chamava Piye. Ele governou o reino da Núbia (região da África que fica situada no atual território do Sudão) e se intitulou como verdadeiro Senhor do Egito, ou seja, o herdeiro das tradições espirituais dos faraós.

Suas tropas caminharam para o norte do Egito, navegando pelo rio Nilo, e desembarcaram em Tebas, capital do Alto Egito, onde empreenderam uma guerra santa contra todos os exércitos que encontravam pela frente. Após um ano de intensos combates, todos os chefes guerreiros do Egito haviam sucumbido ao seu poder.

Muitos chefes guerreiros clamaram por piedade. Em troca de suas vidas, os derrotados ofereciam a Piye todas as suas riquezas, joias, entre outros. Após ter conquistado todo o Egito, Piye ficou conhecido como o Senhor das Duas Terras. Quando todos menos esperavam, o soberano conquistador conduziu seu exército pelo Nilo e retornou para a Núbia, sem jamais ter retornado ao Egito.

Piye morreu no ano de 715 a. C., terminando um reinado de 35 anos. Os faraós negros reunificaram o Egito, que se encontrava com o poder e o território fragmentado, realizaram grandes feitos e construíram monumentos grandiosos. Criaram também um império que se estendeu desde a atual capital do Sudão, Cartum, até a região norte, próxima ao mar Mediterrâneo.

Os faraós negros eram poderosos guerreiros e suas tropas foram praticamente as únicas que conseguiram evitar o domínio dos povos assírios (povos semitas extremamente guerreiros) no Egito.

O governo dos faraós negros no Antigo Egito demonstra que no mundo antigo não existia o racismo. No período em que o faraó Piye conquistou todo o Egito, o fato de sua pele ser negra não era um fator relevante. A escravidão, na Antiguidade, não tinha cunho racial, as pessoas se tornavam escravizadas por dois principais motivos: ou eram prisioneiras de guerra ou se tornavam escravas por dívidas.

Portanto, após a morte de Piye, em 715 a.C., seu irmão, Shabaka, estabeleceu a 25ª dinastia na cidade egípcia de Mênfis. Sob o domínio núbio, o Egito reconquistou suas tradições e sua identidade. Os núbios foram o primeiro povo a iniciar a chamada “Egitomania” (aqueles que admiram e cultuam a civilização egípcia).

Leandro Carvalho

Fonte;