26.1.12

Saddam Hussein

Juliana, Grupo Escolar
Saddam Hussein foi um ditador nascido no norte do Iraque. Aos 20 anos ele se filiou ao partido Baath e aos 26 anos foi nomeado vice-secretário do partido, tornando-se vice do presidente Ahmed Hasan al Bakr.

Saddam se tornou influente na década de 1970, quando deu um golpe de Estado e assumiu a Presidência do Iraque como ditador.

Em 1979 comandou a revolução dos xiitas e, no ano seguinte, começou a maior guerra da década, que durou até 1988.

Saddam sempre esteve envolvido em conflitos internacionais, o que o tornou alvo das grandes potências mundiais, em especial dos Estados Unidos.

Os conflitos comandados pelo ditador estavam quase sempre associados a divergências em relação à política de preços do petróleo e o controle de portos que lhe dariam novo acesso ao Golfo Pérsico.

Saddam teve muitos problemas com os Estados Unidos e seus aliados durante e após a Guerra do Golfo.

Ele foi atacado, em 1998, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido com o objetivo de impedir que o Iraque produzisse armas de destruição em massa. Já em março de 2003, o país foi invadido novamente para que os Estados Unidos passassem a controlar reservas de petróleo.

Depois disso, Saddam ficou desaparecido por vários meses até que, em 13 de dezembro de 2003, o ditador foi localizado escondido num buraco subterrâneo uma fazenda da cidade de Adwar, próxima a Tikrit.

O ex-ditador foi acusado de violações dos Direitos Humanos, incluindo crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. E em 5 de novembro de 2006, foi condenado à forca.

Saddam Hussein foi enforcado em 30 de dezembro de 2006, aos 69 anos.
Fonte: Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar

Influência negra no Brasil

Esse texto abordará a influência da cultura negra africana no Brasil, como o samba, a capoeira, o candomblé, a contribuição dos negros para a cultura brasileira.


O samba

Gênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova.


A Escola de Samba

Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.

O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.

Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).

Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela.


Capoeira

A capoeira é uma dança de luta, ritualizada e estilizada, que tem sua própria música e é praticada principalmente na cidade de Salvador, estado da Bahia. É uma das expressões características da dança e das artes marciais brasileiras. Evoluiu a partir de um estilo de luta originário de Angola. Nos primeiros anos da escravidão havia lutas permanentes entre os negros e quando o senhor de escravos as descobria, castigava ambos os bandos envolvidos. Os escravos consideravam essa atitude injusta e criavam "cortinas de fumaça" por meio da música e das canções, para esconder as verdadeiras brigas. Ao longo dos anos, essa prática foi sendo refinada até se converter em um esporte sumamente atlético, no qual dois participantes desfecham golpes entre si, usando apenas as pernas, pés calcanhares e cabeças, sem utilizar as mãos. Os lutadores deslizam com grande rapidez pelo solo fazendo estrelas e dando espécies de cambalhotas. O conjunto musical que acompanha a capoeira inclui o berimbau, um tipo de instrumento de madeira em forma de arco, com uma corda metálica que vai de uma extremidade à outra. Na extremidade inferior do berimbau há uma cabaça pintada, que funciona como caixa de som. O músico sacode o arco e, enquanto ressoam as sementes da cabaça, toca a corda tensa com uma moeda de cobre para produzir um tipo de som único, parecido com um gemido.


Candomblé

Festa religiosa dos negros jeje-nagôs na Bahia, mantida pelos seus descendentes e mestiços, é um culto africano introduzido no Brasil pelos escravos. Algumas de suas divindades são: Xangô, Oxum, Oxumaré e Iemanjá, representando esta, por si só, um verdadeiro culto.

As cerimônias religiosas do Candomblé, são realizadas de um modo geral em terreiros, que são locais especialmente destinados para esse fim, e recebem os seguintes nomes: Macumba no Rio de Janeiro, Xangô em Alagoas e Pernambuco. As cerimônias são dirigidas pela mãe-de-santo, ou pai-de-santo. Cada orixá tem uma aparência especial e determinadas preferências. O toque de atabaque, uma expécie de tambor e a dança, individualizam um determinado orixá. Os orixás são divindades, santos do candomblé, cada pessoa é protegida por um dos orixás e pode ser possuída por ele, quando, então ela se transforma em cavalos de santo.


Pratos

No Nordeste a marca africana é profunda, sobretudo na Bahia, em pratos como vatapá, caruru, efó, acarajé e bobó, com largo uso de azeite-de-dendê, leite de coco e pimenta. São ainda dessa região a carne-de-sol, o feijão-de-corda, o arroz-de-cuxá, as frigideiras de peixe e a carne-seca com abóbora, sempre acompanhados de muita farinha de mandioca. A feijoada carioca, de origem negra, é o mais tipicamente brasileiro dos pratos.

Autoria: Erasmo Lopes
Fonte: Cola da Web

Atenas, Esparta e as mulheres

Os papéis assumidos pela mulher em Esparta e Atenas eram marcados por várias diferenças.


Quando estudamos o desenvolvimento do mundo grego, percebemos que a variedade de povos que se espalham ao longo dos acidentados terrenos da Hélade são responsáveis pela formação de culturas bastante peculiares. Em cada uma das cidades-Estado temos instituições, transações comerciais, hierarquias sociais e outros hábitos que definem a singularidade de cada foco de ocupação desta grande região.

Geralmente, as cidades-Estado de Esparta e Atenas servem como parâmetro para a compreensão dessa natureza diversa. Em muitos livros de História chegamos a encontrar alguns quadros-resumo em que as características dessas duas culturas são colocadas em paralelo para demonstrar as profundas mudanças entre as mesmas. Apesar de seu aspecto didático, tais esquemas acabam gerando algumas percepções incoerentes sobre estas cidades.

Por valorizar a formação intelectual, alguns leitores são levados a crer que os atenienses eram “mais desenvolvidos” que os integrantes da sociedade espartana. Além disso, o laconismo (hábito de se expressar com poucas palavras) praticado pelos espartanos também reforça esse tipo de julgamento. No entanto, quando discutimos o papel desempenhado pelas mulheres em cada uma destas cidades-Estado vemos que essa noção se mostra completamente falha.

Entre os atenienses, mesmo sendo esses os criadores da democracia, percebemos que a atuação da mulher era reduzida. Educada para ser dócil e reservada ao mundo doméstico, as mulheres atenienses eram subjugadas pelo pai até ele escolher qual homem poderia com ela se casar. Após o matrimônio, a subserviência feminina era destinada ao marido. Mesmo após as reformas políticas, as mulheres não participavam das questões políticas por serem consideradas inaptas para esse tipo de tarefa.

No mundo espartano essa posição era bem diferente. Reforçando o seu caráter militar, os espartanos acreditavam que a mulher deveria ser fisicamente preparada para que pudesse dar origem a indivíduos aptos para compor o exército daquela cidade. Por isso, era comum que essas mulheres se dedicassem à disputa de jogos e outros tipos de atividade esportiva. Além disso, podiam controlar as finanças domésticas e participar das reuniões públicas ligadas à vida política espartana.

Por meio desse interessante exemplo, podemos notar que a hierarquização dessas duas civilizações não trata de forma coerente as peculiaridades de cada cidade-Estado. Na verdade, estes critérios de “melhor” e “pior” acabam simplesmente reproduzindo aquilo que se aplica aos valores de quem observa cada uma das antigas cidades gregas. Dessa forma, devemos perceber que as diferenças entre cada uma das culturas concebidas na Grécia Antiga em nada têm a ver com esse tipo de parâmetro compreensivo.


Por Rainer Sousa
Fonte:http://www.brasilescola.com/historiag/atenas-esparta-as-mulheres.htm

Crânio de animal pré-histórico 'russo' é encontrado no Brasil

Fóssil ajuda a entender distribuição de ancestral dos mamíferos pela Terra.
É o 1º fóssil de carnívoro terrestre da Era Paleozoica na América do Sul.


Mário Barra
Do G1, em São Paulo

O crânio de um ancestral dos mamíferos só encontrado antes em terras russas e africanas foi descoberto em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, anunciaram cientistas brasileiros nesta segunda-feira (16). O fóssil é o primeiro descoberto na região de um carnívoro terrestre que teria vivido na América do Sul durante a Era Paleozoica – entre 540 milhões e 250 milhões de anos atrás.

Os chamados "terápsidos" viveram há 260 milhões de anos e se alimentavam de pequenos herbívoros.
O crânio completo encontrado tem aproximadamente 32 centímetros de comprimento e foi visto pela primeira vez em dezembro de 2008 na região dos pampas, dentro de uma fazenda. Depois de três anos de análises, os cientistas conseguiram identificar a espécie do animal e a anunciaram nesta segunda.
Para os pesquisadores responsáveis pela descoberta, as comparações com os “parentes” russos e africanos permitem estimar que o carnívoro brasileiro tinha 3 metros de extensão, pesando mais do que um leão.
O crânio encontrado na região dos pampas, no RS. (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros / Divulgação)
O crânio encontrado na região dos pampas, no RS. (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros / Divulgação)
O nome científico do bicho (Pampaphoneus biccai) significa “matador dos pampas”, explica um dos autores da descoberta, o pesquisador Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
O animal pertence a um grupo particular de terápsidos conhecidos como "dinocefálios". Este grupo de animais já extintos também recebeu um apelido ameaçador na tradução do latim: “cabeça terrível”.
A bravura está ligada aos ossos grossos dos dinocefálios, reforçados por rugas e cristais no crânio. “Essa característica era voltada para proteção. Algumas espécies usavam a cabeça para brigar, como fazem as cabras hoje em dia”, diz o pesquisador.
Mesmo bravos, a maior parte dos dinocefálios era herbívora. As poucas espécies carnívoras mediam até 6 metros e eram os maiores predadores terrestres na época em que P. biccai viveu.
“Carnívoros são raros. Até hoje, se você vê um documentário na África, vai ver um monte de zebra, mas poucos leões”, diz Cisneros. “Eles são limitados pelo volume de alimento disponível, há sempre menos carnívoros do que herbívoros.
Caça a fósseis
O achado foi divulgado na revista da Academia de Ciências Americana, a PNAS, nesta segunda. Cisneros já esperava encontrar fósseis no Rio Grande do Sul que fossem parecidos com os de outras partes do globo.
“A gente tinha uma suspeita de que esse animal pudesse existir no Brasil”, afirma.
Entre 2008 e 2009, a equipe de Cisneros visitou 50 localidades no país, procurando por sítios paleontológicos relevantes. Eles escolheram dez lugares, sendo que um deles rendeu a descoberta de outro animal pré-histórico, mas herbívoro: o Tiarajudens eccentricus, um terápsido com dentes no céu da boca (palato), cujo fóssil também foi achado em São Gabriel.
“Procurávamos sempre por lugares sem vegetação e, dependendo das cores observadas e da erosão no local, nós avaliamos as chances de encontrar fósseis ou não”, explica o especialista. “Essa área dos pampas gaúchos apresenta grande potencial, há rochas sedimentares ali, que cobrem os restos mortais dos seres vivos com areia e lama.”
Ilustração mostra como seria o 'Pampaphoneus biccai'. (Foto: Cortesia Juan Carlos Cisneros / Divulgação)
Ilustração mostra como seria o 'Pampaphoneus biccai'. (Crédito: Voltaire Neto / Divulgação)
Passeio pela Pangeia
Cisneros defende que o estudo é uma prova da grande mobilidade dos vertebrados terrestres por todos os cantos do supercontinente Pangeia, que unia, no passado, todos os continentes atuais.
O fóssil é muito parecido com as espécies encontradas atualmente na Rússia, no Cazaquistão, na China e na África do Sul. Com a versão brasileira deste tipo de animal, especialistas acreditavam que uma distribuição mais cosmopolita dos terápsidos pode ter ocorrido muito antes do que se imaginava.
Até então, os cientistas afirmavam que este tipo de interação teria ocorrido somente mais tarde, durante o período Triássico – entre cerca de 250 milhões e 200 milhões de anos atrás.
'Pais' dos mamíferos
Apesar de serem muito parecidos com répteis, os terápsidos se encontram mais próximos dos mamíferos na arvore genealógica dos animais pré-históricos. Isso os distancia também das comparações com os dinossauros.
Os mamíferos atuais possuem ossos dentro do ouvido que participam da audição, além de dentes mais complexos, cauda menor e uma postura mais ereta. No caso de P. biccai, a semelhança com répteis aparece somente quando se leva em conta a forma como os dentes se encaixavam: os de cima entre os debaixo, como ocorre em uma boca de jacaré.

Fonte:G1

Cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas

Família puritana indo para a igreja
Pensar em como viviam as famílias dos ingleses que vieram da Inglaterra e dos colonos nascidos na América é um tanto complexo, pois, geralmente, a constituição de uma família era um empreendimento difícil dentro de uma lógica de colonização de exploração.

A ideia de que todas as formas de colonização foram somente de exploração é um fato recorrente e perpetuado entre vários estudiosos do assunto. Recentemente, novos estudos ressaltaram a importância de analisarmos as colonizações ocorridas durante o processo das Grandes Navegações Marítimas Europeias (séculos XV ao XVIII), dentro de uma perspectiva que incluísse a colonização de povoamento.

Estudiosos apontam para a seguinte questão: todas as formas de colonização fundamentaram suas ações e práticas na exploração e povoamento dos novos territórios conquistados. Dessa maneira, devemos pensar a colonização europeia na América como colonização de exploração e colonização de povoamento ao mesmo tempo: essas formas de colonização não existem sozinhas, acontecem mutuamente e reciprocamente. Toda a colonização visa à ocupação do território e à exploração dos recursos minerais e vegetais e, às vezes, humanos (escravidão dos nativos) deste território.

Após alguns esclarecimentos, voltemos ao nosso objetivo: o cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas. Como essas famílias viviam? Como se alimentavam? Como se vestiam? Como trabalhavam? Todas essas indagações serão nossos objetos de análise no presente texto.

As famílias constituídas nas Treze Colônias inglesas assemelhavam-se muito às famílias europeias. Existia uma média de sete filhos em cada família, mas a mortalidade infantil com menos de um ano de idade era altíssima – dos sete, menos da metade chegava a sobreviver. A família colonial era patriarcal, o pai ou o marido era a principal autoridade da casa e nessas famílias o trabalho era exercido por todos.

As mulheres geralmente trabalhavam dentro e fora de casa, produziam alimentos, roupas, velas, entre outros, portanto, o papel social desempenhado pela mulher era extremamente importante – a partir de suas mãos a família se vestia e comia. As mulheres das colônias, no século XVIII, quase todas se casavam, era muito difícil uma mulher ficar solteira. Casavam-se a partir dos 24 anos de idade, enquanto as mulheres europeias do século XVIII casavam-se bem mais novas. As mulheres não tinham autonomia nas colônias, ficavam às sombras de seus maridos ou pais. Uma mulher poderia se casar uma única vez. O divórcio existiu por um curto tempo, mas posteriormente foi extinto.

No seio das famílias existia o resultado direto do matrimônio entre o homem e a mulher (marido e esposa), que eram os filhos. Nas Treze Colônias inglesas, as crianças eram vestidas como adultos a partir dos sete anos de idade, aprendiam a ler e a escrever e geralmente seguiam o ofício dos pais. O principal trabalho exercido pelas crianças era em casa, lá exerciam vários afazeres domésticos.

Principalmente nas Colônias do Norte, desenvolveu-se o comércio juntamente com as atividades manufatureiras, entretanto a grande parte da população estava desempenhando o trabalho no campo, ou seja, praticando a agricultura.

Grande parte da população das Treze Colônias inglesas era puritana (protestantes), principalmente os colonos do norte. A população puritana quase sempre se vestia com roupas com tons escuros e as mulheres não ostentavam joias e luxo. Era uma sociedade dedicada ao trabalho, havia pouco tempo para as diversões. As reuniões festivas dos colonos aconteciam no momento da construção de algum celeiro, ou seja, misturavam lazer ao trabalho. Uma das principais características dos colonos ingleses foi a ética do trabalho.

Por Leandro Carvalho
Fonte:

A Grande Explosão (Big Bang)

Duas descobertas astrofísicas importantes, feitas no decênio de 1960, foram as. Primeiras de outras que convenceram a maioria dos cientistas sobre a Variabilidade do universo no tempo e sobre o seu início num único evento num Certo instante do passado, a grande explosão e a sua posterior evolução.

A Primeira das duas descobertas que suportam o modelo do universo em evolução foi A descoberta, por Martin Ryle, de o número de radiogaláxias distantes ser maior. Que o número das próximas. Uma vez que as observações de corpos distantes Correspondem a instantes mais remotos no passado, isto significava que o. Universo era diferente, no passado, do que é hoje, isto é, significava que teria. Havido uma evolução.

A Segunda descoberta foi monumental, tão importante quanto à descoberta de Edwin. Hubble sobre a própria expansão do universo. Ao investigar a abundância cósmica Dos elementos mais pesados que o hidrogênio, os cosmologistas reconheceram que a. Nucleossíntese nas estrelas poderia explicar a abundância dos elementos mais Pesados que o hélio, mas não a abundância do hélio. Portanto, o hélio deveria. Ter sido formado em outro evento, numa grande explosão primordial. A síntese da Quantidade de hélio capaz de justificar a abundância presente exige que a Explosão tenha ocorrido numa temperatura inicial extremamente elevada, capaz de. Garantir uma velocidade de reação muito grande, antes de a fusão se tornar. Impossível pela rápida diminuição da densidade na expansão inicial.
A Temperatura elevada inicial está associada a um campo de radiação térmica (de). (Corpo negro) que iria se resfriar à medida que a expansão fosse avançando. A Análise teórica prevê que, desde o instante da explosão inicial até o presente, Os remanescentes do campo de radiação inicial deveriam Ter se resfriado até uma Temperatura de ordem de 3 K, o que corresponderia a um espectro de radiação do. Corpo negro com um pico de comprimento de onda l Max na região das microondas. Em 1965, a radiação cósmica de fundo foi detectada por Arno Penzias e Robert. Wilson, do Laboratório Bell. Desde esta descoberta fundamental, a análise. Cuidadosa das observações mostrou que a temperatura do campo de radiação é 2,7 ± 0,1 K e mostrou também que tem uma distribuição espacial isotrópica que é Absolutamente essencial num universo que satisfaça ao princípio cosmológico.

História da conservação dos alimentos

A conservação dos alimentos surgiu com a civilização. O homem pré-histórico logo ce-do compreendeu que deveria guardar as sobras de alimentos dos dias de fartura, para os tempos de escassez. Os primeiros métodos de conservação deveriam ser e foram extremamen-te simples. Tudo indica que os primeiros pedaços de mamute deveriam ter sido apenas secos ao sol; a secagem rápida da camada externa possibilita a conservação da parte interna.

Com a descoberta do fogo, surgiu a defumação, ainda hoje utilizada. Seguiu-se a des-coberta da salga, um processo simples e muito prático. Homero e Hesíodo mostram que na Grécia antiga, a salga da carne e do peixe era utilizada em grande escala. Herodoto afirma que os egípcios faziam o mesmo. Os fenícios em suas longínquas viagens, alimentavam-se com peixes e carnes salgados. Comiam também caças provenientes de distantes regiões conserva-das no mel. Os gauleses da Armórica alimentavam-se com carne seca pulverizada, de fácil transporte. O mesmo hábito tinham alguns povos da Ásia Menor ao tempo dos imperadores Cômado e Pertinax , quando se conservavam carnes imersas na banha.

As principais causas da deterioração dos alimentos são: a respiração, a fermentação e a putrefação.

A respiração (mesmo que oxidação) causa alteração principalmente em frutas, verdu-ras e legumes, que permanecem vivos algum tempo depois de colhidos. Nesse processo, o oxi-gênio do ar reage com os carboidratos neles presentes, causando desprendimento de dióxido de carbono, água e energia sob forma de calor. Como ocorre consumo de materiais, sem repo-sição, os alimentos se deterioram.

Sem contato com o ar, certos alimentos, como o leite e os sucos de frutas, podem sofrer outros tipos de reação química que, no conjunto, recebem o nome de fermentação. Nesse processo, os carboidratos dos alimentos, pela ação de certos fungos microscópicos, são trans-formados em produtos como álcool e ácido, com desprendimento de dióxido de carbono e e-nergia sob forma de calor.

O terceiro tipo de alteração dos alimentos é a putrefação, que consiste na decomposi-ção pela ação de bactérias. As carnes e os produtos delas derivados são os alimentos que pas-sam por esse processo, quando em contato com ar, umidade e calor. Nessas condições, as bac-térias proliferam e realizam a decomposição.

Tigres Tâmeis

A morte de Velupillai Prabhakaran estabeleceu o fim dos Tigres Tâmeis

Situado ao sul da Índia, o Sri Lanka foi o espaço colonial de diferentes nações europeias ao longo de sua história. Depois de passar pelas mãos dos portugueses e holandeses, essa pequena ilha foi dominada pelos ingleses a partir do século XIX. Naquele momento, o quadro étnico e religioso do Sri Lanka dividia-se entre a maioria budista, compondo três quartos da população, e os hinduístas (também conhecidos como tâmeis), que eram privilegiados pela administração colonial britânica.

Chegado o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o processo de descolonização afro-asiático acabou transformando o quadro político, até então estabelecido. A partir de 1948, ano em que os ingleses se retiraram do Sri Lanka, a maioria budista assumiu o controle do país. Em pouco tempo, a inversão de papéis inflamou a rivalidade política e religiosa entre esses dois grupos. No ano de 1976, era anunciada a formação do grupo terrorista Tigres de Libertação do Elam Tâmil.

Mais conhecidos como Tigres Tâmeis, esse grupo terrorista almejava a formação de um estado independente hinduísta na porção norte da ilha. No ano de 1983, os conflitos entre o grupo terrorista e o governo budista fomentaram um enorme conflito civil, que resultou na morte de várias pessoas. De lá pra cá, os tâmeis ficaram conhecidos pela adoção de táticas de ação terrorista que se popularizaram entre outros grupos terroristas do mundo.

No ano de 1991, o uso de um cinturão-bomba ocasionou a morte do estadista indiano Rajiv Gandhi. Considerado o primeiro homem-bomba da história, o jovem terrorista Thenmozhi Rajaratnam aplicou seu plano ao se abaixar para tocar os pés do ministro indiano. O resultado da ação acabou ceifando a vida de mais catorze pessoas que se encontravam nas proximidades do terrível evento. Foi só então que outros grupos radicais decidiram utilizar dessa mesma tática.

Além do famigerado cinturão, os Tigres Tâmeis inovaram com a utilização de ônibus para o detonamento de bombas explosivas. Somada à ação de radicais armados, esse mesmo grupo inovou, ao fazer uso de uma força aérea e aeronáutica próprias. No mar, os tigres formaram um grupo de lanchas explosivas que atacaram embarcações e outras regiões litorâneas. Em 2006, utilizaram-se de aviões tchecos Zlin Z-143 para bombardearem Colombo, capital do país.

Esse ataque descumpria um acordo de cessar fogo, assinado em 2002, e foi o pretexto usado pelo governo do Sri Lanka para o início de uma articulada ação de combate aos Tigres Tâmeis. Em maio de 2009, o anúncio da morte do líder Velupillai Prabhakaran determinou a vitória das forças oficiais e a desarticulação dos terroristas hindus. Segundo os representantes dos Tigres, o movimento decidiu “silenciar suas armas” para não justificar a matança dos últimos representantes de seu povo.


Por Rainer Sousa
Fonte:http://guerras.brasilescola.com/seculo-xx/tigres-tameis.htm

O comércio e a escrita entre os fenícios

A origem do alfabeto esteve ligada ao desenvolvimento das atividades comerciais entre os fenícios.


No progresso de suas atividades comerciais, os fenícios tiveram expressivo destaque no desenvolvimento de embarcações que pudessem lhes colocar em contato com as diversas civilizações do mar Mediterrâneo. O deslocamento pelo mar acabou firmando uma ampla rede de rotas comerciais que garantia a circulação dos vários produtos que despertavam o interesse da poderosa classe mercante mantenedora desse tipo de atividade econômica.

Os barcos eram equipados com velas e proas de madeira onde, geralmente, havia a representação da cabeça de um cavalo. As mercadorias negociadas eram todas estocadas no porão dos navios e protegidas em grandes vasos de argila preenchidos com areia. Dessa maneira, os fenícios conseguiam preservar as mercadoria e minimizar as perdas materiais ocorridas durante o transporte.

Além de se preocuparem com a acomodação dos bens comercializados, os fenícios também tinham de enfrentar a cobiça de outros navegantes que cruzavam a extensão do Mar Mediterrâneo. A pirataria e os saques já eram práticas comuns ao comércio marítimo daquela época. Por isso, algumas embarcações se deslocavam com a proteção de outros navios de guerra equipados com remos e aríetes capazes de interceptar a ação de uma embarcação pirata.

Em cada ponto comercial espalhado pelo Mar Mediterrâneo havia grandes habitações que abrigavam os marinheiros, artesãos e comerciantes envolvidos nessa movimentada atividade econômica. Quando as condições climáticas impediam as viagens pelo mar, tais abrigos poderiam servir de pouso durante meses inteiros a uma determinada tripulação. Foi por meio dessa impressionante estrutura envolvida é que os fenícios se destacaram no campo comercial.

Contudo, toda essa estrutura não foi capaz de controlar as riquezas que passavam de mão em mão. O controle sobre os estoques, os acordos comerciais, encomendas, preços e outras negociações teriam de ser devidamente registrados para que todo esse esforço fosse apropriadamente recompensado. Foi então que a cultura fenícia estabeleceu o desenvolvimento de um sistema de símbolos que pudesse facilitar o processo de comunicação entre as pessoas.

O sistema de símbolos fenício consistia em um alfabeto fonético composto por vinte e duas letras. Esse sistema de comunicação teve grande importância não só para os fenícios, mas também influenciou no longo processo que deu origem às letras que integram o alfabeto ocidental contemporâneo. A civilização greco-romana, considerada berço de várias línguas atuais, teve visível influência do sistema gráfico fenício.


Por Rainer Sousa
Fonte:

História dos Negros Tratado de Methuen: A Primeira Desgraça Imperialista Inglesa

Tratado de Methuen:
A Primeira Desgraça Imperialista Inglesa
A grande desgraça que a Inglaterra fez abater sobre Portugal é o Tratado de Methuen em 1703.

Os resultados do tratado foram desfavoráveis a Portugal. Os panos ingleses fabricados com técnica apurada, aos poucos mataram a indústria portuguesa de tecidos e o acréscimo na exportação de vinho não bastou para equilibrar a balança comercial entre ambos os países.

Dentre os fatores que tornaram precária a situação econômica de Portugal, conta-se o célebre Tratado de Methuen, assim chamado devido ao nome do embaixador britânico que dirigiu as respectivas negociações.

O comércio inglês com português começava entrar numa faixa de perigosa transição, pois os produtos que Portugal vendia à Inglaterra eram o fumo e o açúcar. O primeiro a ficar fora da importação inglesa foi o fumo, logo em seguida, a produção açucareira nas colônias britânicas substituiu a cota comprada de Portugal pela Inglaterra.

O Tratado de Methuen terá piores conseqüências, porque através dele a Inglaterra lançará mão do ouro que Portugal carrega do Brasil.

O ouro do Brasil trouxe muita riqueza para Portugal sob a forma de impostos, mas Portugal já não era um país rico, mesmo no Brasil a situação não era boa.

Portugal não tinha quase nenhuma indústria. Seu principal produto era o vinho, quase todos os produtos industrializados consumidos em Portugal, eram comprados na Inglaterra, por preços altos. Em troca, Portugal vendia aos ingleses vinho, mas o que conseguia com essas vendas não dava para pagar tudo que importava da Inglaterra. Por isso, Portugal ficou cada vez mais dependente da Inglaterra e para pagar suas dívidas, só tinha uma maneira: gastar o ouro que retirava do Brasil.

A parte do ouro que ficava no Brasil era pequena, a que ia para Portugal também não ficava lá, portanto, quem mais se com o ouro brasileiro foi a Inglaterra.

Portugal devia muito dinheiro aos ingleses e, além disso, o comércio com a Inglaterra era muito importante para a economia portuguesa.

Por esses motivos, em 1807, a França invadiu Portugal e a fim de se prevenir dessa invasão D. João mudou o seu governo para o Brasil.

No Brasil D. João assinou o decreto de abertura das portas, que foi muito importante para a economia brasileira.





Da Saga Marítima à Exploração da Bela Colônia
A partir de mapas, cartas os navegantes registram a existência do Brasil a partir de 1436.

André Bianco, em 1436, registra a existência do Brasil junto a descoberta das Antilhas e do mar de Sargaços. Em 1448, registra que o Brasil está a 500 milhas entre as ilhas de Cabo Verde e o Cabo de São Roque.

Ilha das Flores e a Terra do Labrador foram encontradas em 1452, por Diogo de Teive e seu filho. Terra Nova, na América do Norte, em 1472, por João Vaz Corte Real. A Terra do Lavrador foi visitada em 1442 por João Fernandes Lavrador e Pedro de Barcelos.

Esses dados são registrados antes que Colombo descobrisse a América.

Quando os portugueses chegam ao Brasil, vão a, procura de ouro e especiarias. Na primeira expedição em 1501, foi constatado a existência de grande quantidade de pau-brasil, em longas faixas do litoral brasileiro. A segunda expedição trouxe um grupo de comerciantes interessados na exploração comercial do pau-brasil.

O rei assinou o contrato com esses comerciantes, o mais importante foi Fernão de Noronha. O pau-brasil foi a nossa primeira riqueza econômica. Os portugueses utilizavam o trabalho do índio para cortar as enormes árvores. Em troca, os índios recebiam objetos de grande valor para eles. Essa forma de aproveitar o trabalho dos índios chamou-se escambo..

Como os comerciantes só estavam interessados nos lucros, não se preocupavam com a conservação das florestas nativas do Brasil.

A exploração do pau-brasil logo após o Descobrimento e a destruição das matas fez desaparecer quase totalmente essa árvore. Atualmente restam pouquíssimo exemplares.

Para colonizar o Brasil era preciso desenvolver aqui atividades econômicas que dessem maiores lucros que o pau-brasil e que ajudassem a defender a terra dos estrangeiros.

As atividades escolhidas pelos portugueses foram a plantação de cana e a fabricação do açúcar. O açúcar era um produto muito procurado pelos europeus, era vendido a preços altos, dando muito lucro aos comerciantes.

A monocultura foi uma das características da lavoura canavieira, esta, necessitava ser praticada em grandes propriedades, latifúndios a perder de vista, para que sempre houvesse terras em reserva.

Como os portugueses que vieram para o Brasil eram movidos pela ambição de riquezas e poder, sabiam que não estava em seus planos trabalhar de enxada na mão.

Então, a Colônia só pode prosperar depois de resolvido o problema de mão-de-obra, primeiro com a escravidão dos índios e depois com a dos negros africanos.

Apesar do pioneirismo de São Vicente, foi em Pernambuco que a cana encontrou o rico solo e o clima ideal para se desenvolver, ajudando a transformar Pernambuco na capitania do açúcar.

Da Ilha da Madeira que a cana foi para Duarte Coelho plantar na sua capitania de Pernambuco. Em 1548 a cana chegava à Bahia, como a São Paulo e ao Rio de Janeiro.

Necessitando cada vez mais terras, o latifúndio apelava à coivara, provocando um desastre ecológico. Para desenvolver a atividade açucareira, os portugueses precisavam de muitas pessoas para trabalhar, então passaram a utilizar os africanos, pois o comerciantes de escravos queriam ter mais lucros, vendendo negros para o Brasil.

O açúcar brasileiro encontrou grandes vantagens: saía pronto para o consumo; devido a liderança no mercado, ele é o principal produto no mercado mundial.

Tudo ia bem, enquanto o comércio exterior alimentava com altos preços e bom consumo de açúcar. Um sistema dominou durante cem anos devido a decadência da produção nas Antilhas, que sofreria no século XVIII a grande baixa dos preços. Essa baixa no preço do açúcar, foi uma política elaborada pelos ingleses, com sucesso quando a Inglaterra começou a produzir o açúcar em Barbados e na Jamaica.

Em 1627, os ingleses ocupam Barbados.

Em 1646, forneceu as primeiras cargas de açúcar para Inglaterra. Dessa maneira, Barbados é conhecida como o “celeiro da América”.

Em 1770, a França entra no negócio do açúcar. Com isso, Portugal fica sem ação não podendo enfrentar grandes potências.

Três fatores são essenciais para o produção de açúcar:

- terra, engenho e o escravo.

Os portugueses resolveram aproveitar a terra plantando cana de açúcar, porque, era um produto muito procurado pelos europeus, por isso, seu preço era bem alto e tinha lucros garantidos.

Sem dinheiro, os colonizados foram buscar financiamento com os holandeses. Tão bom negócio revelou-se o açúcar no Brasil, que os holandeses resolveram seres donos da produção, em lugar de financias os senhores de engelho.

Os holandeses conquistam Angola, principal mercado de escravos, para garantir a produção de açúcar sua mão-de-obra.

Depois da expulsão dos holandeses, Portugal a essa altura outra vez independente, tentou reativar a economia açucareira, mas nada conseguiu. Ao despontar do século XVIII o açúcar é controlado pela Inglaterra e França, mas Portugal continua exportando açúcar só que em pequenas quantidades. Mas, outra fonte de riqueza é descoberta: ouro.

O açúcar não pode ser esquecido, porque não favorecia aos portugueses, mas o ouro salva Portugal.

Depois da expulsão dos holandeses, Portugal a essa altura outra vez independente, tentou reativar a economia açucareira, nada conseguiu.

Como no Brasil não havia qualquer outro produto capaz de ocupar o lugar do açúcar no mercado internacional, a Colônia entrou numa fase de paralisação.

A prosperidade só volto no início do século XVIII, quando foi descoberto ouro. Era o início de um novo período da economia brasileira.

A descoberta do ouro iniciou uma nova época para o Brasil. A riqueza trazida pelo ouro fez surgiu cidades importantes e foi responsável por grandes mudanças na vida da colônia, mesmo sabendo que o ouro trouxe muita riqueza e benefício à Inglaterra.

Portugal nada lucrou enquanto estada, e a colônia, o Brasil teve seus problemas agravados e sua formação desestruturada. Portugal lucrou menos com o ouro da colônia do que com a produção de açúcar.

Ivan Pedro de Martins assinala pontos em que há desequilíbrio devido a mineração:

- morte da indústria nascente;

- deslocamento da população;

- transferência do eixo econômico;

- criação de uma vida imaginária.

A produção do ouro atingiu seu auge em 1750 e sua decadência começou em 1760, devido as condições precárias de mineração.

O ciclo da mineração foi marcado não só com a febre do ouro , mas também com a extração de pedras preciosas.

Deve-se a introdução de café, no Brasil, ao fidalgo português Francisco de Melo Palheta. Da colônia francesa de Caiena, trouxe ele, em 1727 as primeiras sementes do planeta que, mais tarde, e por muito tempo, iria constituir a base de nossa vida econômica.

O café foi o nosso mais importante produto de exportação do século XIX e o que consumiu o menor número de escravos. Os Estados Unidos se tornou um dos maiores compradores de café. O café era um ótimo negócio para o fazendeiro , os preços e o mercado eram favoráveis ao Brasil, com isso os norte-americanos compraram cerca de 5 da Produção brasileira, superando a Inglaterra.

O café do Vale assume grande importância na economia brasileira, mantido pelo trabalho escrava, mas sua decadência começa a partir de 1880, devido ao fim do tráfico.

O fato de o café ter passado a constituir o elemento básico da riqueza nacional não acarretaria transformações de vulto na estrutura econômica e social do Brasil. A própria organização das fazendas e o sistema de trabalho nelas existentes só podiam concorrer para perpetuar o regime escravagista e latifundiário, herdado dos tempos coloniais.

É irregável que esta rápida expansão no cultivo do café no sul do país apenas acompanhou o próprio crescimento da demanda do produto no mercado mundial. Importa não esquecer, aliás, que a estrutura da economia brasileira continuava inalterada, ou seja, baseada na exploração dos latifundiários, do trabalho escravo, e absolutamente dependente dos estímulos do mercado externo.

O fumo tem grande importância, porque foi cultivado em terras de pouco valor, e mandado para África, onde os portugueses trocavam no pelos negros. O fim do tráfico fez o fumo perder seu valor, valor de troca por negros.

Devido o contrabando do fumo, muitos conflitos surgem entre a colônia e a metrópole, porque Portugal quer o melhor fumo, fazendo com que para África vá o fumo de inferior qualidade. Como o contrabando era grande quantidade, foi editada uma lei determinando a qualidade e a quantidade do melhor fumo para a África, enquanto os portugueses ficavam com o fumo de pior qualidade.

Os lucros no comércio negreiro são de tal soma, que devido ao final do tráfico ele passa a ser um produto secundário, onde não haverá competições.

São registrados, importantes acontecimentos econômicos, quando o algodão é introduzido na Inglaterra.

decadência na indústria de lã;
expansão industrial inglesa.

A Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, proporcionou créditos aos lavradores, adiantando-lhes ferramentas e escravos, com isso mostra que o produto muda mas o modo de produção continua sendo a base do trabalho do negro.

Deve-se ao surto do algodão à extraordinária procura, que na Europa, vinha tendo esse produto, devido ao aperfeiçoamento da indústria de tecido.

Os ciclos de nossa produção econômica, duram bastante enquanto, a Inglaterra consome a produção exportada por Portugal. Os negros foram utilizados em maior parte na lavoura de açúcar (40,9%) em meados do século XVII a XIX.

Todas as bases calculadas sobre a produção, exportação, são bases que nunca existiram se não fosse o negro, porque a escravidão era o motor dessa expansão agrícola e precisava ser defendida.





Sua Santidade Autoriza a Matança dos Negros
Muitos negros eram escravizados para o trabalho escravo, para que muitos portugueses, ingleses e outros pudessem produzir riquezas. Ninguém se aliava aos negros, nem a própria Igreja, por isso foram escravizados, mortos, torturados.

Essa gente humilhada constituía, mas primeiras décadas do século XVIII, um terço da população total da Colônia. Nas extensas plantações de cana, fumo, algodão ou café, na mineração, cada vez que se abria uma nova frente econômica, aumentavam as levas de negros trazidos para o Brasil.

O Papa Nicolau V, em 1454, assinou a bula, dando direito aos portugueses nos negócios da África, inclusive capturar os negros e mandá-los para o reino. Os seguidores do Papa achavam melhor batizar os negros, porque seria o motivo para salvar-lhes as almas.

Então, Portugal fazia o tráfico e trazia os negros para a fé cristã, com isso, o tráfico era rentável trazendo lucro aos portugueses e a Igreja ganhava comissões no desprezível comércio.

Portugal é o único país autorizado a realizar esse negócio, pois os Papas Calixto III e Sixto IV afirmam que o ouro, e os escravos são os produtos principais da África.

A primeira expedição mandada à África foi chefiada por Lançarote de Freitas, em 1444, onde muitos negros, mulheres e crianças foram mortos e outros capturados. Na volta da esquadra, mais negros encontrados no caminho foram capturados e ao chegarem em Lagos eram recebidos com festa, achando que o que fizeram fosse uma coisa bonita de se ver.

O cronista Eanes de Zurara, emocionado escreve as reações vistas com muita tristeza.

Muitos negros com a cabeça baixa chorando, outros olhando para o céu com lágrimas correndo, mães sendo chicoteadas para não serem separadas dos filhos, enfim, a tristeza marca o momento de sofrimento daqueles negros.

Mesmo assim, Portugal encheu o reino de escravos, e muitas outras expedições foram à África, trazendo até 1448, cerca de mil escravos.

O tráfico negreiro causou alguns problemas à África, como a desestruturação social e econômica com reflexos culturais e demográficos.

Cruzando-se com os naturais da terra e com os denominados dela, os africanos contribuíram seriamente para a formação do povo brasileiro, diferente dos outros, povo nascido da terra, crescido nela, de sentimentos mais ou menos iguais em todas a extensão territorial do Brasil.

Para tirar o máximo de lucro de suas Colônias e contornar sua escassez populacional, a coroa portuguesa precisou recorrer ao trabalho escravo. Diante da falta de mão-de-obra para a exploração econômica de um território imenso como o Brasil, a primeira saída encontrada pelos colonizadores foi a escravidão dos indígenas.

Mas essa estratégia teve vida curta, porque a partir de 1550, a mão-de-obra escrava do indígena foi substituída pelo trabalho negro africano.

Economicamente mais atraente, o negro escravo permitia um lucro duplo, aos portugueses que já ganhavam com o tráfico, que trazia essa mão-de-obra da África.







O Terrorismo Inglês contra o Tráfico de Africanos

Os portugueses conquistaram a costa africana, com o apoio de alguns chefes tribais, e deram início à captura de homens e mulheres para o trabalho escravo. Os negros capturados vinham acorrentados em porões superlotados, úmidos e com pouca ventilação, pelo menos 40% deles morriam durante o projeto. Ao desembarcarem no Brasil, os negros eram reunidos em grandes galpões, e para serem vendidos melhoravam a aparência deles, dando-lhes refeições.

Havia leilões públicos de lotes de escravos e seus preços variavam conforme a demanda ou a caracterização do grupo, ou seja, a força de trabalho escravo, antes de começar a produzir, já rendia muito á Coroa Portuguesa.

Não deve haver dúvidas sobre a ênfase em relação à formação de vínculos entre senhores e escravos, vínculos responsáveis até por uma certa colonização do português pelo negro, e é indispensável reconhecer que ele nunca deixa de destacar o ambiente violento e despótico que cercava estes vínculos. Na verdade, este ambiente é realçado e detalhado a tal ponto, concretizando-se em torturas, estrupos, mutilações e sobretudo na cotidiana redução da vontade do cativo à do seu mestre, que não podemos deixar de nos perguntar sobre o efetivo significado de uma sociedade assim dividida entre o despotismo e a confraternização, entre a exploração e a intimidade.

De certa forma, os negros foram a alavanca do comércio inglês, abrindo mercados e acumulando capitais com o lucro vindo pelo tráfico.

Os motivos que levam a Inglaterra ter interesse no tráfico de escravos é que obtêem lucros no comércio de negros e que a fim desse comércio será de grande importância para a implantação do sistema econômico que pretendem exportar para o Brasil-Império.

Sabendo que a Inglaterra foi o primeiro país a abolir a escravidão (1772) eles utilizaram o trabalho escravos nas suas Colônias da América, além de escravizar egípcios e hindus durante muitos anos.

Em 1696, Portugal ensaia uma nova atividade no tráfico, mas perdido os franceses controlam o tráfico de 1701 a 1713, pelo Tratado de Utrcht.

As guerras e invasões para capturar escravos geravam instabilidade e a perda da população tinha efeitos econômicos negativos.

De outro lado, o preço que os europeus pagavam pelos escravos, sempre em alta, significava lucro para mercadores e governantes africanos que negociavam escravos.

As pressões inglesas para acabar com o tráfico negreiro a partir do fim do século XVIII se intensificaram ano a ano. Os ingleses começaram a se importar com o conceito de igualdade após 1750.

Isso porque, para ampliar o mercado consumidor de seus produtos manufaturados, era necessário multiplicar também o número de trabalhadores.

A Inglaterra queria o fim do tráfico, devido à concorrência do açúcar brasileiro com o produzido nas Antilhas.

As pressões da Inglaterra para que pusesse fim ao tráfico chocaram-se contra os interesses dos escravagistas. Estes, fazendeiros ou traficantes, argumentando que a influência da Inglaterra lesava a soberania nacional, conseguiu propagar um forte sentimento antibritânico, que se difundiu pelas camadas populares.

Mas o tráfico continuou, e a Inglaterra não desistiu. Sentindo-se prejudicado por medidas protecionistas tomadas pelo Governo imperial, promulgou em 1845, o Bill Aberdeen,.

Essa lei equiparava o tráfico negreiro à pirataria, dando a marinha o direito de apresentar os navios negreiros que encontrasse.

Os ingleses invadiram portos brasileiros, afundaram navios, incendiaram tumbeiros em alto-mar, mataram marinheiros portugueses e jogavam os negros às águas.

Os ingleses foram condenados por essas atribulações, mas estavam amparadas por um documento assinado em 1810.

A finalidade do documento era em acabar com o tráfico e abrir o campo para a repressão inglesa.

Os acontecimentos políticos obrigam a corte a voltar para Lisboa em 11821 e em 1822 o Brasil proclama sua independente.

Em 1826, para reconhecer a independência, exigiu que o tráfico cessasse até 1830. Como esta medida não foi adotada, passou a pressionar o governo. Por isso, em 07 de Novembro de 1831, foi promulgado a primeira lei proibindo o tráfico negreiro. Essa lei tornava livres todos os negros vindo da África, e ilegal o comércio de escravos. Mas não só não comprida como o tráfico aumentou.

Por isso, em Agosto de 1845, o parlamento inglês aprovou numa lei (Bill Aberdeen), que declarava ilegal o tráfico de escravos africanos e determinava que seus infratores fossem julgados pelos tribunais da marinha inglesa.

Isso quer dizer que, de 1845 a 1852, os ingleses capturaram e afundaram 105 navios nas costas brasileiras.

A Inglaterra estava gastando muito com as esquadras que perseguiam os traficantes. Na verdade todo o sentimento humanitário dos ingleses em favor da abolição pesava bem pouco.

Em 1826, criou-se uma barreira de intolerância aos ingleses. Brasil criou uma barreira de medo e ódio, porque, havendo o fim do tráfico, os ingleses dominariam o Brasil, como dominaram Portugal.

Mas, os ingleses sofriam com a oposição interna dos poderosos industriais exportadores do norte, além de perderem com a baixa nas exportações.

Dessa maneira, a Inglaterra vai obrigar o Brasil a tornar o único caminho capaz de enfrentar o seu imperialismo, quando decide que o tráfico não pode continuar.

A luta inglesa pelo fim do tráfico vai levar o Estado brasileiro à modernização.

Em 1850, a lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico de escravos. Como houvesse muito contrabando de escravos, em 1854 a lei Nabuco de Araújo criou uma fiscalização mais severa e estabeleceu pesadas penas aos traficantes.

O fim do tráfico vai levar o Império, as fazer as pazes com a Inglaterra, onde surgirão relações com o capitalismo inglês, que permitirá uma modernização do país, aumentando o grau de dependência ao seu imperialismo.

Em 850, a Lei Eusébio proibiu o tráfico negreiro. Com o preço dos escravos subindo, os produtores foram obrigados a encontrar alternativas mais baratas.

A eliminação do tráfico não modificou a estrutura da escravidão, mudou apenas a forma de abastecimento, dando incentivo ao comércio interno.

É dessa maneira que se afirma que o tráfico acabou, mas a escravidão continua.






A Inglaterra abre as Portas do Brasil, trazendo uma Corte Caricata
A disputa entre a França e Inglaterra resultou em um bloqueio contra os ingleses em 1806. Enquanto esses dois países decidiam o destino de Portugal, a Corte vendia seu apoio as duas potências.

A Inglaterra transferiu a Corte portuguesa para o Brasil e Portugal e Inglaterra assinam um acordo em 1807, que permitia que os ingleses utilizassem os portos do Brasil para exportar os seus produtos.

A fuga da Corte foi feita em 36 navios onde milhares de cortesãos além de espremidas, levaram o que puderam. As condições higiênicas eram precárias e devido a peste de percevejo e piolhos, as damas chegaram ao Brasil carecas.

Em 1807, Napoleão ordenou que o general Junot invadisse Portugal. Para a família real chegara o momento de fuga. Lisboa transformou-se me um pandemônio, mulheres do povo choravam, outros tentavam impedir à força aquela debandada geral. Junto ao porto, uma turba furiosa vaiava os fugitivos.

Dom João embarcou disfarçado, temendo mais seu próprio povo do que as tropas de Napoleão.

Os degredados eram mandados para as Colônias, porque eram homens de excelentes caráter, revoltados contra as injustiças, opositores políticos dos duros regimes e lutadores contra os privilégios da nobreza.

Para sustentar a corte, foi criado uma burocracia corrupta que começou a criar os germes da Independência, que iam se fortalecendo com o relacionamento entre Portugal e Inglaterra, depois da invasão francesa.

Na Bahia, a 28 de Janeiro de 1808, Dom João assinou uma carta abrindo os portos do Brasil às nações amigas de Portugal.

A abertura dos portos também satisfazia aos ingleses, os únicos que podiam, naquele momento, comerciar livremente com o Brasil.

Ao assinar esse decreto na Bahia, Dom João estava apenas cumprindo o que lhe fora imposto por Strangford.

Graças as vantagens conseguidas, a Inglaterra aumentou suas vendas no Brasil.

Nossos produtos não eram comercializados na Inglaterra, visto que as Colônias inglesas produziam mercadorias semelhantes.

As conseqüências imediatas do Tratado foram benéficas, mas logo se percebeu a dependência de Portugal e Brasil com relação à Inglaterra.

Em 1824, o Brasil contraiu um empréstimo de 3 milhões de libras junto aos centros financeiros ingleses. Agravando a situação, uma série crise econômica atingiu a frágil estrutura de produção brasileira, toda ela voltada para o mercado externo.

Os tratados de comércio, impostos pela Inglaterra como condição para o reconhecimento de independência do Brasil, constituíram mais um fator desfavorável para as finanças mais econômicas do país.

A possibilidade de aumentar os recursos governamentais através da cobrança de novos tributos esbarrava em razões políticas, uma vez que os grandes proprietários de terra constituíam a classe dominante do Império do Brasil.

Em cima desses empréstimos navegava a alta malandragem da aristocracia do Império.

Em resultado, nos primeiros anos do Brasil como entidade independente, o país se viu às voltas com uma aguda crise econômica financeira.

Os produtos ingleses que vinham para o Brasil eram as manufaturas de algodão, lã, ferragens e outros. Mas, os produtos que o Brasil mandava para a Inglaterra era café, algodão e couro.

Os ingleses foram aliados ao governo imperial, em momentos críticos como na Confederação do Equador. O jovem império brasileiro ainda não tinha organizado seu exército. Dom Pedro I pediu 1 milhão de libras à banqueiros ingleses para que o Império pudesse contratar homens e comprar armas destinadas a submeter as províncias rebeldes.

Em 1824, a cidade amanheceu bloqueada por uma força naval, comandada pelo almirante Cochrane.

A estratégia do imperialismo inglês também foi dirigida de forma muito inteligente para assegurar a conquista econômica do Império. A implantação das ferrovias para a expansão do domínio inglês, exerce um papel fundamental, porque facilitará a importação e exportação dos produtos manufaturados ingleses.

As ferrovias foram as alavancas do progresso, pois as técnicas de produção vão se modernizando e influenciando as relações de trabalho.

Sob o amparo das chamadas “tarefas Alves Branco”, entre 40 e 60% sobre os produtos estrangeiros, chegados ao Brasil, os percentuais mais altos recaindo sobre produtos com similar nacional, foram dados, entre 1844 e 1860, os primeiros passos da industrialização brasileira.

Essa tarifa acabou favorecendo algumas indústrias, como as fábricas de chapéus, indústria de tecidos, bebidas, charutos e outras.

Em 1880, devido as exportações do café, o dinheiro ganho vai para a indústria têxtil, e grande parte dos capitais investidos nessas indústrias, será inglês e garantirão o abastecimento interno,

Todo esse crescente progresso se baseia na força do escravo que é o motor de todo esse crescimento.

Antes as terras eram conseguidas através de doações ou simples posse, mas a partir de 1850 surgiu a Lei das Terras, onde era firmado que as terras para serem obtidas só seriam através da compra. A Lei das Terras tinha o propósito de legalizar as posses ilegítimas, os impostos sobre grandes propriedades, mas seu objetivo principal era fixar o trabalhador no latifúndio, em caso de faltar o trabalhador escravo.





Os Índios escapam da Escuridão: Os Negros são um Bom Negócio da Igreja
Duas razões livraram o índio da escravidão: proteção da Igreja e expansão da cana-de-açúcar.

A Igreja estabeleceu um acordo com a Coroa portuguesa: a Igreja ficava com 5% do valor de cada escravo vendido.

Enquanto não se organizou a escravidão do negro, era importante ter o índio como aliado e também como escravo.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil encontraram tribos nômades, que plantavam mandioca e milho, tinham tecelagem de algodão e boa cerâmica. Quando começou a exploração do pau-brasil, os índios tinham boas relações com os portugueses, derrubando árvores e levando-as aos portos de embarque em troca de coisas inúteis.

Os portugueses resolveram colonizar o Brasil, então, começou a expulsão da terra e a captura dos índios transformando-os em escravos.

O índio era um escravo muito mais barato que o negro, e muito mais maltratado, mas com a proteção da Igreja e a ganância da Coroa portuguesa, a realidade da colônia exigiu escravos índios nos primeiros tempos.

Autorizadas por uma carta régia de 1570, os escravos foram conseguidos sem provocar desequilíbrio e conflitos perigosos. As guerras justas eram autorizadas pela Coroa ou governadores, contra os índios inimigos.

Além das Guerras Justas, os bandeirantes entraram na mata a fim de capturar índios para a escravidão. Os índios foram vítimas de toda a violenta indignidade que a escravidão provoca. A escravidão indígena começou em 1534 e foi até 1755 e o fim da escravidão indígena se deu pelas leis de 1755 e 1758.

A organização do tráfico negreiro e a expansão da indústria açucareira uniram-se pondo fim na escravidão indígenas, devido a escassez de índios, quando se matou a maioria e quando se tornam caros.

O índio só deixa de ser escravo, quando existem condições econômica para comprar negros. Padre Manuel da Nóbrega, é um dos poucos sacerdotes que não concordam com a escravidão negra, enquanto, Padre Vieira, defende a entrada de negros.

Para o desempenho dessas atividades econômicas, a mão-de-obra indígena mostrava-se essencial, e essa dependência em relação a mão-de-obra resultou num conflito entre colonos e os jesuítas, que desenvolveram seus trabalhos de catequese e se opunham à escravidão.

A defesa dos índios à Vieira, fez com ele tivesse maior prestígio junto à Corte, conseguindo apoio do governador para o partido dos padres.

Essa reação veio em 1661, quando Vieira e seus integrantes foram expulsos e em 1680, os fazendeiros e comerciantes receberam um golpe: O governo português proibiu a escravidão indígena.

A Igreja tinha um poder, atribuído-lhe pela Constituição de 1824, mas em 1885 o arcebispo da Bahia, o cargo mais alto da hierarquia da Igreja do Brasil na época, pronunciou-se contra alguns abusos dos senhores e não a escravidão.

A Santa Sé só vai se pronunciar pelo fim da escravidão no Brasil em 1888, já depois da Lei Áurea e a pedido de Joaquim Nabuco.






O Grande Genocídio contra o Negro no Brasil
Negro não é gente e sim coisa, tornando um negócio vantajoso para a ambição de muitos.

Os traficantes selecionavam então os futuros trabalhadores segundo a idade e saúde, pensando sempre num aproveitamento máximo de sua capacidade produtiva.

Pois negro era, considerado objeto máquina e toda máquina precisa estar em bom estado para render.

Selecionados, os africanos eram embarcados em navios que, muitos sugestivamente eram chamados de tumbeiros. Realmente, eram túmulos móveis. Amontoados em porões infectos, sem nenhuma forma de higiene, pessimamente alimentados, muitos escravos morriam no decorrer da viagem.

Os negros chegaram em péssimas condições físicas, então eram submetidos a um tempo de espera para recuperar a saúde, e depois, serem levados para o mercado.

Vendidos, os escravos iam para onde seus novos senhores mandassem, famílias inteiras eram separadas, essa separação visava a reduzir ao mínimo o risco de rebeliões coletivas.

Nas grandes plantações, os escravos eram alojados em construções precárias. Num lugar ou outro, eram constantemente submetidos a castigos corporais.

Os negros trabalhavam de manhã à noite, todos os dias, só tendo direito a folga nas tardes de domingo, e assim mesmo nem sempre.

Essas péssimas condições de trabalho vão gerar uma qualidade de vida infra-humana, depois de serem tratados como animais e máquinas.

Nas batalhas muitos negros foram mortos, por servirem de barreira, por serem tratados como animais e muitas mulheres, foram violentadas, estupradas, pois serviam como forte de prazer sexual.

Quando os velhos não tinham mais forças para o trabalho, para não alimentá-los, os senhores encontravam a saída da alforria, libertando-os e jogando-os na rua, onde morriam abandonados.

A alforria era uma isca quando o escavo já não mais interessava ao senhor.

As alforrias raramente funcionavam como meio de libertação dos escravos, e sim, como uma estratégia de muitos senhores cinicamente usada.

No geral, pelas condições de trabalho desumanas, onde o alimento fresco nunca existiu, onde a situação higiênica era deplorável e onde as punições eram mais duras e os negros trabalhavam até cair de cansados, tudo é marcado por um período duro na vida do negro escravo.

O período da mineração for um dos piores escravos no Brasil. O negro não era utilizado em inúmeras outras atividades. Algumas vezes, um ou outro negro era premiado com a alforria por haver descoberto uma pedra de maior valor. Outros conseguiam contrabandear ouro suficiente para comprar sua liberdade.

Praticamente não chega ao fim a história da crueldade sofrida pelos negros durante a escravidão, pois sempre existem fatos que dão amplitude do desespero negro diante da tragédia sofrida.







Os Negros vão à Luta, mas não são uma Classe Revolucionário
Em dezembro de 1808, começou o processo de insurreição, eram hauças e nagôs unidos pela fé islâmica. As duas nações juntaram-se na rebelião que terminaria em fuga em 1809, organizada por uma sociedade secreta de governo dos negros, a Obgoni.

A grande rebelião baiana, porém seria a de 1835, com os nagôs, pois tinham uma melhor estrutura para resistir à repressão.

De 1826 à 1820, vários choques entre nagôs e forças comandadas por capitães-do-mato resultaram em muitas mortes, tanto de um lado como do outro. Em 1828, uma parte dos negros nagões fugiram de Salvador para atacarem a capital.

Essa violência era o ruarco para uma grande rebelião que explodiria no dia 13, que foi fracassada devido uma negra que foi convidada para participar e denunciou o movimento.

Os malês tinham maior liberdade que os das fazendas, já que se mantinham com seu próprio dinheiro. Havia muitos que pertenciam a nações de cultura islâmicas, como os houças e nagôs. No entanto, mesmo os escravos que conseguiram comprar a liberdade continuavam a ser tratados com desprezo e violência, sem qualquer possibilidade de ascensão social.

Em 1812, surge uma organização negra patrocinada pela Coroa, Companhia de Pretos de Pernambuco, que foi uma respostas às rebeliões negras. Joaquim Nabuco fundou em 1880, a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, que incentivou a campanha abolicionistas.

No começo do século XVII, já havia no Brasil 2000 escravos negros, submetidos a desumanas condições de vida. Fugiam sempre que possível de seus proprietários, unindo-se em seguida para evitar a recaptura. Formavam, desse niado, verdadeira aldeias nas matas que ficaram conhecidas como quilombos.

A maioria dos quilombos teve curta duração, não resistindo às investidas das entradas expedições organizadas pelo fazendeiras para a busca dos insubmissos. Um deles, porém, enfrentou várias expedições, ao longo de décadas, antes de ser derrotadas: Palmares.

Palmares quase foi um Estado, dividido em várias comunidades que se deslocavam conforme as lutas e perseguições dos brancos.

Na floresta, foram construindo os primeiros mocambos, agrupamento de choupanas rústicas cobertas com folhas de palmeira.

O domínio holandês em Pernambuco e a subsequente resistência do lusos brasileiros ao invasor resultaram na desorganização das lavouras, pois a fuga de escravos se intensificou.

Senhores de todo o litoral nordeste até a fronteira da Bahia, os holandeses investiram contra o quilombo, mas não tiveram êxito.

Palmares defendia-se com sucesso, recorrendo a táticas guerrilheiras. Os portugueses hesitaram em tornar a iniciativa dos ataques aos macambos, porque destruir o quilombo tornava-se uma empreitada respeitável.

As investidas dos brancos se intensificaram, tudo feito para que o bandeirante Domingos Jorge Velho conseguisse uma vitória completa e definitiva. Enfim, sitiados os quilombos enfrentam os ataques com lavouras, porém, são obrigados a recuar cada vez mais. Zumbi consegue escapar com um pequeno grupo de sobreviventes, mas perseguidos quase todo são presos, mas Zumbi não aparece.

Traído por um seguidor, foi localizado e morto. Teve a cabeça decepada e exposta em praça pública para servir de exemplo.

A ordem escravista triunfara mas, nas senzalas, a história de resistência de Zumbi, passava de geração para geração.

O negro entrava ainda como cidadão de segunda classe nessas revoluções, não deixa de ser sintomática que a historiografia oficial sempre destaca a valentia e o heroísmo dos negros nessas lutas, nunca a sua influência real sobre os acontecimentos, porque as decisões ficavam para os brancos.

A Balaiada, a Sabinada e a Insurreição Praieira foram revoltas em que o negro lutou pela fuga de seu sofrimento e não por ações políticas que tivesse um fim revolucionário na mudança da sociedade.






O Racismo e a Ideologia do Branqueamento entram em Cena
Desde a Independência (1822), as representações racistas, enquanto sistema de pensamento institucional, tinham começado a irritar-se no Brasil. Os negros foram deixados do pacto social instaurador da nova ordem, e os índios apenas simbolicamente incluídos.

A relação social racista impôs-se com mais força à consciência pequena-burguesa depois da abolição da escravatura, no instante em que as antigas hierarquias sociais sentiram-se ameaçadas. Era a época em que o negro despontava como objeto de ciência para alguns setores da intelectualidade nacional, ao mesmo tempo em que se expandia a ideologia do branqueamento.

A ideologia do branqueamento, na obra de Vianna, era no fundo uma tentativa de preservar a discriminação contra efeitos colaterais da abolição.

Como era população miscigenada como a do Brasil poderia preservar a sua unidade nacional e desempenhar um papel no mundo moderno.

O anti-semitismo é o veículo ideológico para Gilberto Freyre, autor típico para demostrar a infiltração do anti-semitismo como traço cultural inseparável de certos teólogos da escravidão.

Embora reconheçam que Casa Grande e Senzala é um livro-marco por ter tirado dos domínios da sociobiologia racista e levado para a sociologia histórica a discussão sobre o papel do negro na formação do povo, acusa-se Freyre de dar pouco importância ou de ocultar a exploração do escravo negro pelo senhor branco.





O Nascimento de um Exército Popular: A Guerra do Paraguai
Desde o começo da Guerra do Paraguai à abolição passam-se apenas 24 anos e o Império tem que resolver um problema sério, o racial.

A Guerra do Paraguai só pode ser entendida nos quadros do imperialismo britânico do século XIX. O Paraguai surgia como o país mais desenvolvido da América do Sul.

Esse desenvolvimento é explicado pela independência e seu natural isolamento, que permitiu ao Estado organizar as forças, inclusive manufatura.

Legitimamente, independente, em um contexto de marcada influência do imperialismo britânico, tornou-se o Paraguai um inimigo pronto para ser destruído pela Inglaterra e seus fiéis seguidores na América, ou seja, Brasil e Argentina.

A Guerra do Paraguai foi o derramamento da barbaridade que impregnava o Império e a Confederação Argentina.

Os ingleses elaboraram o Tratado da Tríplice Aliança, assinado em 1º de Maio de 1865, e através deste tratado, as forças militares da Argentina, Brasil e Uruguai se reuniram pela Guerra de Secessão nos Estado Unidos, quando a falta de algodão para as fábricas inglesas apavorou o capitalismo britânico.

O exército imperial que abrigava milhares de negros em seus batalhões durante o conflito, não poderia ser o sustentáculo de uma sociedade escravocrata.

A Guerra do Paraguai foi só uma idéia do papel do negro, pois foi dele quem a sofreu, morrendo de várias doenças ou das balas e lanças.

Por isso, durante a Guerra o preço dos escravos subiu muito, devido a formação de um exército, pois o exército refletia na sua estrutura e no seu corpo militar o desprezo que recebia do governo.

O valor do negro como soldado no Brasil é uma tradição que vem desde o século XVI, quando eles formaram as primeiras milícias para defender as capitanias dos ataques dos estrangeiros.

Existem casos que registram a bravura dos negros como no caso do negro Antonio, em 1625, na luta contra os holandeses, Henrique Dias, organizador da Legião do Henriques, João Batista de Faria, nomeado em 1859 para a guarda pessoal de Dom Pedro II, Cesário Alves da Costa, promovido a sargento, cadete Antonio Francisco de Melo, destacou-se na batalha do Riachuelo.

Passaram à lenda, os fatos do heroísmo negro na Guerra do Paraguai, como o caso do negro Jesus, que executou o toque de avançar com a corneta presa entre os lábios, pois seus braços foram decepados e André Rebouças, um dos maiores engenheiros do século XIX, projetou um torpedo usado pela Marinha.

Como as despesas de guerra tinham alcançado quantia relativamente elevada, sobreviveram dificuldades financeiras que contribuíram para enfraquecer bastante a posição do governo Imperial, e facilitar a propaganda dos seus adversários, cada vez mais numerosos e ativos.

As operações militares, por sinal, tinham posto em relevo um novo aspecto do problema escravagista, ao mostrar inconveniente de não existir uma população campesina livre e numerosa, capaz de fornecer ao exército homens acostumados à maus tempos e a esforços físicos continuados, tal como acontecia na Europa.

A sociedade racista só quer o negro como escravo, para o trabalho livre, importa imigrantes europeus. Para financiar a mobilização militar tinha sido necessário tomar milhões de libras emprestadas junto aos grupos financeiros britânicos, a partir daí, a abolição e a República ganhariam uma força irresistível.





As Classes Dominantes Resolveram seu Problema: O Negro vai para os Porões da Sociedade
Começa a marcha para Abolição, que iria precipitar a decadência da aristocracia rural. Perderia, assim, o Império a sua principal base de sustentação: os senhores e os escravos. Foi o que aconteceu, a abolição sacudiu, de maneira violenta e profunda, a velha estrutura econômica e social do país.

A substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre, abalando os fundamentos da antiga economia agrária e acarretando a decadência e o desprestígio da aristocracia rural, apressou a efetivação do que seria inevitável com o avanço das idéias democráticas, a queda da Trono.

A Abolição tornou-se um imperativo depois da extinção do tráfico, não só pelo decréscimo que se registrava na população escrava, mas porque era mais vantajoso o trabalho livre em virtude de sua maior produtividade e dos menores riscos de investimento.

Com a abolição do escravismo, sem indenização aos proprietários, a aristocracia escravagista, arruinada, lançou sobre a Monarquia a culpa de sua desgraça, passando a engrossar as fileiras do movimento republicano.

A marginalização sócio-econômica do negro liberto tornou-se um fenômeno nacional já nos fins do século XIX, pois à liberdade jurídica não corresponderam as demais liberdades essenciais à sua integração na sociedade.

O abolicionismo foi um debate político, além de importante para a configuração da República, com variações sutis, enquanto que o trabalho livre afirmando-se como principal força produtora do Brasil. Se reveste de lances dramáticos, empolgações românticas e discursos inflamados, que procura amenizar o impacto da liberdade dos negros, atraindo as classes dominantes conformadas com os novos tempo.

Em 1868, o partido liberal assumira, publicamente, o compromisso de bater-se pela emancipação dos escravos; em 1880 organizam-se as sociedades abolicionistas coordenadas pela Confederação Abolicionista.

Aos poucos, os partidários da abolição começaram a ganhar terreno, contribuindo com as pressões crescentes dos Estados Unidos e o da Inglaterra, em resposta e à opinião pública, o Governo promulgou em setembro de 1871 a lei conhecida como “Lei do Ventre Livre”, a lei do Rio Branco.

Por essa lei eram emancipados os filhos de mulheres escravas nascidos a partir daquela data. Na realidade, porém, nada se alterava, pois o senhor da mãe escrava conservava o direito aos serviços gratuitos dos menores até os 20 anos completos. Tratava-se apenas de uma medida para apaziguar os ânimos abolicionistas e ganhar tempo.

Esse objetivo foi alcançado; o movimento perdeu força e só se recuperou na década seguinte. A respostas à nova ofensiva abolicionista foi outra lei. A 28 de Setembro de 1885 era aprovada a “Lei Saraiva - Cotegipe” ou “Lei dos Sexagenários” que emancipava os escravos de mais de 60 anos.

Na prática, essa lei apenas liberava o dono de escravos da responsabilidade pela manutenção da mão-de-obra improdutiva.

Refletindo a nova correlação de forças, o Congresso aprovava, a lie da escravidão no Brasil, “A Lei Áurea”. O jangadeiro Franscisco do Nascimento, ao Rio, deu começo à Questão Militar. Em 1884, Ceará e Amazonas antecipam-se, extinguindo totalmente, em seus territórios o regime escravista.

Multiplica-se a fuga dos escravos. O Exército convocada para dar-lhes caça, recusa-se a prestar a condição-de-mato, endossado por Deodoro em 1887.

A Abolição não significou a emancipação efetiva da população escravizada. Sem medidas institucionais que promovessem sua integração à sociedade, os negros foram entregues à própria sorte.

Desprotegidos e descriminados, acabaram engrossando os continentes marginalizados que se aglomeravam na periferia das grandes cidades. Na realidade, a abolição veio afastar alguns dos obstáculos ao desenvolvimento da economia brasileira, cujo pólo dinâmico se baseava cada vez mais no trabalho assalariado. Beneficiavam-se os cafeicultores modernos, de São Paulo, para quem a medida era sinônimo de incentivo à imigração européia; em contrapartida, os decadentes barões do café, de terras já esgotadas e donos de muitos escravos, retiraram seu apoio ao regime imperial, derrubado em 1889.

O escravismo vinha sendo a fórmula adequada para o aproveitamento do imenso território brasileiro. A escravidão moderna foi a forma para o capitalismo se efetivar na periferia do sistema.

Sendo a marca de seu atraso, a escravidão, com suas implicações políticas, econômicas, jurídicas e morais, impossibilita não apenas o progresso material do país, mas impede a formação da própria nação.

Os escravos não podiam ser uma classe revolucionária; não podiam reivindicar, ocupando o espaço social que lhes determinavam, enquanto não os transformassem em classe trabalhadora.
Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/historia-dos-negros.html