1.2.12

Segundo Reinado - Brasil Império

Segundo Reinado (1840-1889)
O regime monárquico novamente consolidou-se com a ascensão de D. Pedro II. A figura de D. Pedro II foi o eixo principal desse período. O prestígio internacional que o Brasil alcançou nessa época, e seu progressivo desenvolvimento social e econômico foram em grande parte devidos à firmeza com que D. Pedro II conduziu os destinos de nosso país.

Em 1847 foi criada o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, que seria o chefe do Ministério, encarregado de organizar o Gabinete do Governo. Assim, o Imperador, em vez de nomear todos os ministros, passou a nomear somente o Presidente do Conselho, e este escolhia os demais membros do Ministério, retirando um elemento de desgaste político do imperador, sem que este tivesse diminuída sua autoridade.


A Política Externa e as Campanhas Militares
Consolidaram-se, também, os dois partidos políticos, Liberal e Conservador, ambos representantes dos proprietários rurais. Nossa política externa passou a ter prioridade, orientando-se no sentido de evitar o fortalecimento da Argentina, Uruguai e Paraguai, mantendo-se o equilíbrio sul-americano.


As Campanhas Platinas
A região platina é formada pela Argentina, Paraguai e Uruguai. O rios que banham estes territórios constituía o melhor caminho para atingir certas regiões de nosso interior, especialmente o Mato Grosso. Preocupado com a livre navegação no Rio da Prata, D. Pedro II enviou para a região um contigente militar, sob o comando de Caxias, vencendo a forças uruguaias.


A Guerra do Paraguai
Se estendeu de 1865 a 1870. Nessa época, sob o governo de Francisco Solano López, o Paraguai era um país praticamente auto-suficiente – produzia tudo aquilo que precisava – mas não tinha saída para o mar; para chegar ao mar passava pelo rio da Prata, nas fronteiras com o Brasil, a Argentina e o Uruguai, e tinha, por isso mesmo, interesse em aumentar seu território.

O Brasil tinha interesse em controlar a navegação por esses rios, que era o caminho mais fácil para o Mato Grosso. A Argentina pretendia que o Paraguai voltasse a fazer parte do seu território. A Inglaterra via na Guerra uma oportunidade de abrir o mercado paraguaio aos seus produtos. Juntando-se aos interesses, a Inglaterra emprestou dinheiro, a juros altos, e o Brasil, a Argentina e Uruguai entraram com soldados.

No fim de 5 anos de combates, a Inglaterra só ganhou – com o retorno do dinheiro emprestado e dos juros e com a abertura do mercado paraguaio ao seus produtos; o Brasil e a Argentina ganharam – terras paraguaias – e perderam – milhares de mortos e a destruição de suas economias; o Paraguai só perdeu – com a sua destruição, forma mortos três em cada quatro paraguaios, sua população passou de 800 000 para 194 000 pessoa.

Terminada a Guerra, o Império brasileiro estava com sua economia fortemente abalada e o exército passou a assumir posições contrárias à sociedade escravista.


A Economia do Café
O café foi introduzido no Brasil no ano de 1717, porém a sua produção só veio adquirir importância no início do século XIX tendo como causa principal a decadência da produção do ouro, para onde estavam voltadas as atenções da economia da colônia. O café foi o fator de recuperação econômico-financeira do país: ele reintegrou a economia brasileira, essencialmente agrícola, nos setores em expansão do mercado mundial.

Além dos mercados europeus, o café brasileiro começa a invadir o mercado norte-americano, tornado, ainda neste século, o principal consumidor do Brasil. Por volta de 1870, o café representa 56% da pauta de exportações, atingindo 61% na década de 1880.

A organização das fazendas de café no vale da Paraíba e em Minas Gerais defrontou-se com a falta de mão-de-obra. A ampliação dos cafezais aumentou a necessidade de trabalhadores de tal forma, que foi preciso comprar escravos do exterior, embora os ingleses, de quem dependíamos economicamente, fizessem pressões para eliminar o tráfico negreiro.

Diante de tantas promessas não cumpridas em relação a extinção do tráfico, os ingleses decretaram o Bill Aberdeen, decreto através do qual a Inglaterra tinha o direito de aprisionar qualquer navio negreiro e julgar os traficantes. Esse decreto, além de não diminuí o comércio escravo, aumentou sensivelmente seu preço.

Finalmente, em 1850, cedeu-se às pressões inglesas e promulgou-se a Lei Eusébio de Queiroz, extinguindo-se definitivamente o tráfico. A solução para falta de mão-de-obra na lavoura cafeeira apoiou-se no incentivo à imigração.

As divisas provenientes do café, principal produto da economia, possibilitaram o pagamento dos financiamentos das obras do governo e posteriormente no setor industrial. A partir de 1850, alcança o Império, o equilíbrio orçamentário e a estabilidade cambial. Acumula-se capitais, efetuando-se obras administrativas de grande porte.

Em pouco tempo as dívidas forçavam o imigrante a sujeitar-se a um regime de semi-escravidão. Em 1857, os colonos de Ibicaba se revoltaram levando as autoridades germânicas a proibir a imigração para o Brasil. Fracassando o sistema de parceria, os fazendeiros passaram a pagar ou um preço fixo por alqueire trabalhado, ou uma remuneração fixa mensal: introduzia-se no país o trabalho assalariado.

Com a implantação da economia cafeeira em bases capitalistas, surge uma nova classe dominante: a burguesia cafeeira. O proprietários ligados ao café comandavam todos os setores da economia, coisa que não acontecia no engenhos de açúcar, onde os proprietários apenas cuidava da produção, ficando a comercialização e o setor financeiro a cargo de outros setores.



O Declínio do Segundo Reinado
A crise do Império foi resultado das transformações processadas na economia e na sociedade, a partir do século XIX., somando-se conduziram importantes setores da sociedade a uma conclusão: a Monarquia precisava ser superada para dar lugar a um outro regime político mais adaptado aos problemas da época.

A crise do Império foi marcada por uma série de questões que desembocaram na Proclamação da República.


QUESTÃO ABOLICIONISTA:
Os senhores de escravos não se conformaram com a abolição da escravidão e com o fato de não terem sidos indenizados. Sentindo-se abandonados pela Monarquia passaram a apoiar a causa republicana, surgindo os chamados Republicanos de 13 de Maio (chamada assim por causa da data em que a Lei Áurea foi assinada). As principais leis que contribuíram para o fim da escravidão no Brasil foram: 1850, Lei Eusébio de Queiroz (extinguia o tráfico negreiro); 1871, Lei do Ventre Livre (os filhos de escravos seriam considerados livres, devendo aos proprietários criá-los até os oito anos); 1885, Lei dos Sexagenários (quando o escravo completasse 65 anos eles estariam libertos); e 13 de Maio de 1888, Lei Áurea (abolição total da escravidão, assinada pela princesa Isabel, que substituía provisoriamente o Imperador).


QUESTÃO RELIGIOSA:
A questão religiosa consistiu num conflito entre dois bispos, D. Vital e D. Macedo Costa, que insistiram em aplicar no país determinações papais que não haviam obtido a aprovação (placet) do Imperador, como determinava a constituição. Esse poder de veto imperial chamava-se beneplácito. Processados e condenados, o assunto serviu para afastar a igreja do trono.


QUESTÃO MILITAR:
Durante o Império havia sido aprovado o projeto Motepio, pelo qual as famílias dos militares mortos ou mutilados na Guerra do Paraguai recebiam um pensão. A guerra terminara em 1870 e, em 1883 o montepio ainda não estava pago. Os militares encarregaram então o tenente-coronel Sena Madureira de defender os seus direitos. Este, depois de se pronunciar pela imprensa, atacando o projeto Montepio, foi punido. A partir de então, os militares ficaram proibidos de dar declarações à imprensa sem prévia autorização imperial.

O descaso que alguns políticos e ministros conservadores tinham pelo Exército levava-os a punir elevados oficiais, por motivos qualificados como indisciplina militar. As punições disciplinares conferidas ao tenente-coronel Sena Madureira e ao coronel Ernesto Augusto da Cunha Matos, provocou revolta em importantes chefes de Exército, como o Marechal Deodoro da Fonseca.



Proclamação da República
O Governo Imperial, percebendo, embora tardiamente, a difícil situação em que se encontrava com o isolamento da Monarquia, apresentou à Câmara dos Deputados um programa de reformas políticas, do qual constavam: liberdade de fé religiosa; liberdade de ensino e seu aperfeiçoamento; autonomia das Províncias; mandato temporário dos senadores.

Entretanto, as reformas chegaram tarde demais. No dia 15 de novembro de 18889, o Marechal Deodoro da Fonseca assumiu o comando das tropas revoltadas, ocupando o Quartel General do Rio de Janeiro. Na noite de do dia 15, constituiu-se o Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. D. Pedro II, que estava em Petrópolis durante esses acontecimentos, recebeu, no dia seguinte, um respeitoso documento do novo Governo, solicitando que ele se retirasse do País, juntamente com sua família.

Proclamada a República, no mesmo dia 15 de novembro de 1889, forma-se um governo provisório, sendo o chefe do governo Marechal Deodoro da Fonseca.



Fonte:
http://netopedia.tripod.com/historia/IIReinado.htm
Encontrado também em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_reinado

Ordens Religiosas em Portugal

Ordens religiosas em Portugal, no período anterior à fundação da nacionalidade já existiam mosteiros pertencentes a diversas regras no território do condado Portucalense.


ORDEM DE SÃO BENTO
A mais antiga congregação aí estabelecida foi a Ordem de São Bento, de rito cluniacense, que se fixou sobretudo nas zonas rurais do Norte e do Centro, destacando-se os mosteiros de Tibães, Paço de Sousa, Santo Tirso, Arouca e Lorvão, tendo desenvolvido uma importante ação no processo de repovoamento das regiões.


CONGREGAÇÃO PORTUGUESA
Esta congregação data apenas de 1567, séculos depois da sua instalação. Os Cônegos Regrantes de Santo Agostinho desenvolveram-se em Portugal a partir do século XII, tendo por base o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1132). Após a conquista de Lisboa (1147), iniciaram a edificação do mosteiro de São Vicente de Fora. No século XIV contavam com cinco mosteiros masculinos e um feminino, tornando-se província autônoma em 1476, conhecendo o ramo observante (ou calçado) um grande crescimento nos séculos XVI e XVII, tanto em Portugal como nos domínios ultramarinos, estendendo a sua ação nomeadamente à Índia, Ceilão e Pérsia. Destacaram-se pela sua atividade religiosa e produção intelectual os conventos da Graça (Lisboa, Coimbra e Ponta Delgada) e de Santa Mônica (Évora, Lisboa e Goa).



ORDEM DE CISTER
Somente a partir de 1140, consolidada a independência do reino de Portugal, D. Afonso I apoiou outras instituições de regulares. Entre estas contava-se a Ordem de Cister a quem concedeu algumas antigas casas beneditinas como Arouca, Lorvão, Lafões e Tarouca, além de lhes ter confiado o mosteiro de Alcobaça por ele instituído (1153). D. Dinis I atribui-lhes, também, o mosteiro de Odivelas (1295). Fundaram, ainda, o convento de Xabregas, em Lisboa (1439), separando-se definitivamente da obediência a Claraval em 1567, após o que empreenderam novo ciclo de fundações. Empenharam-se essencialmente em duas grandes áreas: atividades agrícolas e a produção cultural, sobretudo em Alcobaça, sede da ordem, onde reuniram, ao longo de séculos, uma valiosa biblioteca, tendo uma plêiade de cronistas (Bernardo de Brito, António Brandão e Rafael de Jesus, entre outros, elaborado a Monarchia lusitana). No século XIII entraram em Portugal duas novas ordens religiosas que surgiram das profundas mutações que a Europa conheceu na baixa Idade Média, procurando dar resposta à exigências espirituais do mundo urbano em acentuado crescimento: a ordem dos franciscanos e a ordem dos dominicanos.



ORDEM DE SÃO FRANCISCO
A Ordem de São Francisco penetrou muito rapidamente na Lusitânia. Apenas alguns anos decorridos da primitiva aprovação da sua "Regra de vida" (1210), eram fundados, em 1216-1217, os conventos de Lisboa, Coimbra e Guimarães, seguidos pelos de Alenquer (1222), Évora (1224) e Leiria (1232). Essencialmente preocupada com a evangelização nos meios urbanos e com a difusão do Evangelho entre os infiéis, rapidamente ganhou grande simpatia em Portugal, fundando estabelecimentos em todas as cidades e vilas importantes. A expansão militar no Marrocos, o povoamento dos arquipélagos atlânticos, a penetração portuguesa na África, Ásia e no Brasil abriram aos franciscanos possibilidades de por em prática o proselitismo e de trabalhar uma imensa seara de almas, de Ceuta ao Oriente. A enorme dispersão das suas áreas de fixação deu origem à criação de províncias no Reino (Piedade, Arrábida e Soledade), Açores (São João Evangelista), Oriente (São Tomé e Madre de Deus) e Brasil (Santo António e Conceição). Entre os milhares de franciscanos das províncias lusitanas destacaram-se Santo António de Lisboa, frei Henrique de Coimbra, frei António das Chagas, frei Vicente de Salvador, frei Cristóvão de Lisboa, frei António de Santa Maria Jaboatão e frei Manuel do Cenáculo. A mais antiga obra impressa sobre o papel desta ordem em Portugal deve-se a frei Manuel da Esperança e frei Fernando da Soledade, Historia seráfica da ordem dos frades menores de São Francisco na Província de São Francisco (5 volumes, 1656-1720).



ORDEM DE SÃO DOMINGOS
A Ordem de São Domingos (dominicanos) ou dos Frades Pregadores, que contou com frei Soeiro Gomes entre o núcleo dos seus fundadores, também se introduziu rapidamente em Portugal. Responsável pela província da Hispânia, fundou o primeiro convento dominicano na península Ibérica em Santarém, seguindo-se Coimbra (1228), Porto (1238), Lisboa (1242), sucedendo-se fundações em Elvas, Évora, Guimarães e Aveiro. D. João I concedeu-lhes o mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) que mandou construir para celebrar a vitória de Aljubarrota. Predominantemente preocupados com a pureza da fé e o correlato combate às heresias, embora tivessem encontrado aceitação, não lograram obter o sucesso dos franciscanos, religiosos que ganharam a clara preferência da maioria da população. Participaram, também, da empresa missionária no Império Português, evangelizando no Marrocos, África negra, Etiópia e Índia. Os dominicanos forneceram a mais importante parcela de quadros à Inquisição, nomeadamente aos tribunais de Lisboa, Coimbra, Évora e Goa. Entre as suas personalidades mais ilustres contam-se São frei Gil de Santarém, São Gonçalo de Amarante, frei Bartolomeu dos Mártires, frei João de São Tomás e frei Luís de Sousa, este último autor da História de São Domingos Particular do reyno de Portugal (3 volumes, 1623, 1662, 1678).



ORDEM DO CARMO
Este instituto religioso foi admitido em Portugal, em meados do século XIII, tendo a sua primeira casa em Moura (1251). Em 1389, Nuno Álvares Pereira inicia a construção do Convento do Carmo (Lisboa) que, em 1423, doa à ordem. Nos séculos seguintes expandiram-se para Colares (1450), Vidigueira (1495), Beja (1526), Évora (1531), Horta (1651) e Funchal (1663). A única região do Império Português onde se estabeleceram foi o Brasil, fundando conventos em Olinda (1583), Salvador (1586), Santos (1589), Rio de Janeiro (1590) e Paraíba (1596). Foi elevada a vice-província em 1595, dividida em duas (Rio de Janeiro e Bahia) em 1685, elevadas à categoria de províncias em 1720.



CARMELITAS E A ORDEM DE SÃO JERÔNIMO
Também se estabeleceram em Portugal alguns conventos masculinos e femininos que seguiram a reforma de Santa Teresa de Jesus (carmelitas descalços). Entre as crônicas sobre a presença da ordem no espaço luso, referiu-se Manuel de Sá na sua obra Memórias históricas da ordem de Nossa Senhora do Carmo da província de Portugal (1727). A Ordem de São Jerônimo desde cedo foi introduzida em Portugal, fundada na Itália no século XIV, no século seguinte já contava com mosteiros lusitanos (Penha Longa, em Sintra) e com proteção dispensada pela corte, designadamente D. João I, a rainha Filipa de Lencastre e outros membros da família real. Em outubro de 1448, a casa sintrense foi elevada a sede da ordem na península Ibérica. Na tradição familiar de afeto aos frades Jerônimos, D. Manuel I, o Venturoso (1495-1521) doou-lhes, em 1498, o futuro mosteiro de Santa Maria de Belém (Lisboa), transformado em sede da província portuguesa, que mandou edificar para celebrar o descobrimento do caminho marítimo para a Índia, ofertando-lhes valiosas alfaias litúrgicas, designadamente a Custódia de Belém, confeccionada pelo ourives mestre Gil Vicente com o ouro do primeiro tributo do rei de Quíloa (África oriental), e a célebre Bíblia dos Jerônimos (7 volumes) ricamente decorada, proveniente da oficina de Attavanti, iluminador florentino. Entre as suas figuras de maior destaque destaca-se frei Heitor Pinto.



A COMPANHIA DE JESUS
Os jesuítas entraram em Portugal, por sugestão do humanista Diogo de Gouveia, ainda antes da aprovação papal do respectivo instituto. Tendo acompanhado, em Paris, os percursos intelectuais e religiosos de Ignácio de Loyola, Pedro Fabro, Francisco Xavier e Simão Rodrigues de Azevedo, o primitivo núcleo fundador da nova congregação religiosa, o reitor do Colégio de Santa Bárbara solicitou a D. João III (1521-1557) que intercedesse junto ao papa Paulo III para que aprovasse os respectivos estatutos. O rei decidiu, então, apoiar decididamente a formação da milícia inaciana, instruindo o seu embaixador em Roma para desenvolver diligências nesse sentido junto ao papa e solicitando o envio de membros da Companhia de Jesus para Portugal. Assim, em 1540, antes da aprovação da bula Regiminis militantis Ecclesiae, aportaram a Lisboa dois dos seus co-fundadores, tendo-lhes o monarca assinalado as respectivas funções: Rodrigues permaneceria no reino para estruturar a Companhia e recrutar missionários, enquanto Xavier partiria, em 1541, na armada do novo governador da Índia, Martim Afonso de Sousa, com destino à evangelização do Oriente. A metrópole constituiria, ao longo de séculos, a retaguarda de recrutamento, formação e apoio a uma legião de missionários que se espalharam pelos três continentes onde havia presença portuguesa. A partir dos Colégios de Santo Antão (Lisboa) e de Jesus (Coimbra), Azevedo fundou a Província de Portugal, a primeira da Companhia em todo mundo, tendo esta ampliado gradualmente a sua rede de colégios, estabelecendo-se nas mais importantes cidades e vilas do reino (Porto, Évora, Braga, Bragança, Beja, Faro, Santarém, Portalegre, Portimão, Setúbal e Elvas e arquipélago da Madeira e dos Açores (Funchal, Angra, Ponta Delgada e Horta). A importância dedicada simultaneamente à educação da juventude, à reforma religiosa de cariz tridentino (pregação e exercícios espirituais) e à missionação granjeou-lhe grande simpatia, atraindo numerosas vocações e milhares de alunos aos seus estabelecimentos de ensino, considerados modelares nos séculos XVI e XVII. A cúpula da sua atuação no domínio educativo residiu na direção do Colégio das Artes, junto da Universidade de Coimbra, que foi atribuída à Companhia por D. João III (1555), bem como na fundação de uma instituição universitária: a Universidade de Évora (1559), destinada à formação de quadros e missionários. Elaboraram numerosos manuais destinados ao ensino, sendo os mais célebres as Instituições dialéticas, de Pedro da Fonseca; a Gramática latina, de Manuel Álvares e os Comentários a Aristóteles, dos conimbricenses Manuel de Góis, Sebastião Álvares e Sebastião do Couto. A partir da Assistência de Portugal difundiu-se pela África, Oriente e Brasil, dando origem a numerosas províncias, entre as quais se destacam as de Goa (que abrangia toda a Índia a norte da capital do Estado Português, Moçambique, Etiópia, Grão-Mongol e Tibete), Malabar (Sul da Índia, Maduré, Bengala, Ceilão, Malaca e Molucas), Japão (Indochina, Hainão, Tailândia, sul da China, com Cantão e Macau, e Celebes), Brasil e vice-província do Maranhão e Grão-Pará. Os jesuítas, além de professores e missionários, desempenharam importantes funções, nomeadamente de confessores régios de João III a José I (1750-1777). A sua resistência a muitas das medidas do reinado josefino, designadamente a criação da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, a perda do poder temporal nas aldeias de índios, bem como a falta de colaboração nos trabalhos de demarcação das fronteiras do norte do Brasil e a associação aos setores de oposição ao governo de Pombal (médios comerciantes e alta nobreza) conduziram à sua expulsão do Império Português (Lei de 3 de Setembro de 1759). A mais antiga obra sobre a sua atividade em terras lusitanas deve-se a Baltasar Teles, Chronica da Companhia de Jesus na província de Portugal (2 vols., 1645-1647), sendo o estudo de conjunto mais importante da autoria de Francisco Rodrigues, História da Companhia de Jesus na assistência de Portugal (7 volumes, 1931-1950).



CONGREGAÇÃO DO ORATÓRIO
Instituição dedicada à instrução e à pastoral, introduzida em Portugal pelo padre Bartolomeu do Quental, confessor régio, na segunda metade do século XVII (1671). A atualização dos seus métodos pedagógicos, em que sobressaía a simplificação do estudo do latim, pondo em causa o tradicional domínio dos jesuítas nesta matéria, bem como o relevo atribuído à História e às ciências experimentais concorreram para, por um lado, atrair muitos estudantes desencantados com os tradicionais métodos escolásticos e, por outro, suscitar polêmicas com os detentores da maior rede de estabelecimentos de ensino, os inacianos. Fundaram estabelecimentos em Freixo de Espada à Cinta (1673), Porto (1680), Braga (1686), Viseu (1688) e Estremoz (1697). Um colaborador de Quental, o padre João Duarte do Sacramento, criou, no Brasil, a casa de Pernambuco (1671), tendo também sido criada uma em Goa (1682), capital do Estado Português da Índia. Entre os seus membros mais ilustres, salientam-se os padres Manuel Bernardes, Teodoro de Almeida,
António Pereira de Figueiredo e Francisco José Freire (Cândido Lusitano). Após um período em que colheram apoio do governo pombalino pela polêmica sustentada com os jesuítas, incorreram no desagrado oficial devido às suas ligações ao movimento do sigilismo, tendo visto seriamente restringidas as suas faculdades para ministrar o ensino.



OUTRAS ORDENS RELIGIOSAS
Muitas outras ordens religiosas se fixaram em Portugal ao longo dos séculos, entre elas, as da Santíssima Trindade (trinitários), de São Bruno (cartuxos), dos Hospitalários de São João de Deus, dos Teatinos e dos Mínimos de São Francisco de Paula. Os mosteiros e conventos masculinos e femininos ascendiam, no começo em 1826, a mais de 500, sendo o número de frades e freiras superior a 8 mil religiosos.



EXTINÇÃO
Após a vitória dos liberais na guerra civil (1829-1834), o Decreto de 30 de maio de 1834 extinguiu as ordens religiosas, encerrou a generalidade dos conventos, sendo o seu valioso patrimônio convertido em bens nacionais, dos quais uma substancial parcela foi alienada. Estabilizada a situação, regressaram alguns institutos religiosos, novamente extintos pela República (1910). Com a ascensão do Estado Novo algumas congregações, nomeadamente beneditinos, franciscanos, dominicanos, carmelitas e jesuítas, retornaram ao país, aí se fixando sem interrupção até ao presente.


Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/ordens.html

Guerras Francesas de Religião (1559-1598)

Série de confrontos políticos e sociais provocados pela fraqueza da dinastia Valois frente ao conflito religioso e à rivalidade aristocrática.

O calvinismo teve um forte impacto nas cidades, nas universidades e na nobreza da França do início do século XVI.

Henrique II proibiu o protestantismo, mas o número de conversões cresceu. Francisco II continuou com a perseguição.

Durante a regência de Catarina de Medici, ocorreu uma expansão dos huguenotes. Porém, a aliança com os Guise deu continuidade à política antiprotestante.

Os huguenotes, dirigidos por Luís I de Bourbon, incitaram a revolta e conquistaram algumas cidades, mas o confronto terminou com a derrota dos protestantes.

Durante os quatro anos seguintes, Catarina de Medici tratou de manter a instável situação de paz existente entre as duas facções. No entanto, no outono de 1567, os huguenotes voltaram a rebelar-se.

A paz de Saint-Germain permitiu aos huguenotes o direito de controlar quatro fortificações, o que colocava em questão a autoridade real sobre todo o território francês.

Carlos IX promoveu o matrimônio de sua irmã Margarida de Valois com o huguenote Henrique de Navarra.

Só que, assustado com rumores de uma conspiração protestante, ordenou a matança dos líderes huguenotes que haviam chegado a Paris para as bodas, episódio que passou à história como a Noite de São Bartolomeu.

O banho de sangue não tardou a estender-se pela capital e as cidades da província.

A matança provocou outra guerra, quando os huguenotes conseguiram a liberdade religiosa em todas as cidades, salvo Paris, e o controle de oito fortalezas. Os extremistas católicos, liderados pela família Guise, formaram a Liga Católica.

A sexta guerra de religião forçou os huguenotes um retorno à situação existente em 1570.

Em 1589, o huguenote Henrique de Navarra ascendeu ao trono com o nome de Henrique IV, mas foi rejeitado pelos católicos.

Ainda que muitos duvidassem da sinceridade da sua conversão ao catolicismo, o país estava cansado de guerras e rebeliões camponesas, motivo pelo qual as cidades e os nobres defensores da Liga renderam-se e juraram lealdade à Coroa.

O Edito de Nantes (1598) concedeu liberdade religiosa aos huguenotes e a defesa de um grande número de cidades fortificadas ao sul e a oeste da França.

Não obstante, seus privilégios foram abolidos por Luís XIII e Luís XIV.

fonte: http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/francesa.html

Guerra da Independência Grega

Guerra da Independência Grega, rebelião dos habitantes da Grécia ocorrida de 1821 a 1829, para conseguir a independência do Império Otomano.

Os turcos venceram a primeira insurreição, conduzida por Alejandro Ypsilanti, mas a seguinte, iniciada pelo arcebispo Germanos no mosteiro de Aghia Lavra (situado no Peloponeso) em março de 1821, não tardou a triunfar.

Os gregos contavam com a vantagem da superioridade naval, que permitiu o prosseguimento da rebelião, embora com graves conflitos dentro das próprias fileiras.

Em 1822 já existiam dois governos gregos, um no continente e outro na ilha de Hidra.

Até 1824 os rebeldes gregos lutavam entre si, além de combater os turcos.

Quando o paxá do Egito enviou seu filho Ibrahim Bajá ao Peloponeso, comandando um grande exército, o primeiro-ministro britânico George Canning persuadiu a Rússia e a França a formarem junto com a Grã-Bretanha uma frente comum, que venceriam as frotas da Turquia e do Egito na baía de Navarino (20 de outubro de 1827).

A guerra terminou quando a Rússia e a Turquia assinaram o Tratado de Adrianópolis em 14 de setembro de 1829, pelo qual a Turquia se comprometia a conceder a independência total à Grécia.


Fonte:
Imagem - http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Epanastasi.jpg
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/grega.html

O Período Entre-Guerras na Itália e na Alemanha

Ricardo Knijnik
Tanto na Itália, quanto na Alemanha, tudo começa em 1919 com o fim da I GM e o Tratado de Versalhes. Ambos os países estão em crise.

ITÁLIA
» 1919: há uma grave crise política e econômica. Existem os chamados Camisas Negras (Squadres) => é uma organização paramilitar (organização que se assemelha às organizações do exército) que questiona a crise econômica e política. Quem governava nessa época era um rei fraco (Vitor Emanuel), havia um líder Benito Mussolini e a fundação de um partido, Partido Fascista, que participa da democracia, mas não acredita nela; acreditava num Estado forte e totalitário, governado por um líder autoritário.

» 1922: 50 mil Camisas Negras vão realizar uma marcha sobre Roma e, quando desfilarem, vão apresentar armas na frente do palácio do rei Vitor Emanuel => isso foi uma demonstração de força e, ao mesmo tempo, de lealdade. O rei fica com medo e chama Mussolini para ser o 1.º Ministro.

» 1924: começam as leis fascistas => o Congresso é fechado, os partidos políticos são extintos (sobra apenas o Partido Fascista), não existe mais liberdade democrática.

» 1926: a Itália já é fascista.

» 1929: Benito Mussolini se aproxima do Papa para que este abençoasse o seu governo e, em troca, Benito Mussolini dá ao papa o estado do Vaticano => é o chamado Tratado de Latrão. Aí, o papa aparece em público, abraça Benito Mussolini e diz que os italianos devem seguir Mussolini.

» 1936: Mussolini encontra-se com Hitler e, ambos com idéias fascistas, vão fazer um pacto, é o Pacto Anti-Komintern (Komintern é o órgão criado por Stálin para propagar o socialismo em todos os cantos do mundo), portanto, é um pacto anti-socialista. Aí, aparece um terceiro "louco" que quer participar do pacto => é o imperador japonês. Então após ter sido formado o Eixo Roma-Berlim (Itália + Alemanha), vai ser formado o Eixo Roma-Berlim-Tóquio (Itália + Alemanha + Japão), portanto, forma-se aí um dos lados da II GM.

Depois que isso acontece, ainda em 1936, Benito Mussolini resolve ajudar o General Franco (Espanha) que também é fascista. Está ocorrendo a Guerra Civil Espanhola e Hitler também vai ajudar Franco a acabar com a Guerra Civil Espanhola. Graças à ajuda de Hitler e Mussolini, Franco ganha a Guerra Civil e a Espanha se torna fascista. Com isso, a França vai ficar entre 2 Estados fascistas => a Espanha e a Alemanha.

Em 1936, Benito Mussolini resolvi invadir a Etiópia, tentando, desta forma, testar a paciência de França e Inglaterra na Liga das Nações (criada no fim da I GM e tinha o objetivo de manter a paz). Aí, Mussolini vê que esses dois países são covardes (é o chamado Pacifismo Covarde) => França e Inglaterra vão esperar até quando a situação se torna insustentável e 40 milhões de pessoas vão morrer por causa desse pacifismo covarde.


ALEMANHA
Agora chega a vez da verdadeira "protagonista" da II GM, a Alemanha.

» 1919: depois que acaba o II Reich (Império Alemão), é fundada a República de Weimar, mas o alemão não estava acostumado a votar, pois sempre obedecia grandes líderes. Então, quando houve a primeira chance dele votar, ele não vai saber escolher e vai haver uma quantidade enorme de partidos de pequena expressão. A Alemanha estava em grave crise econômica e política por causa do Tratado de Versalhes. Existem tentativas seguidas de golpes. A república foi fundada e os socialistas tentam um golpe, o Golpe da Liga Espartaquista (Espártacos - escravo do império romano que juntou vários escravos e fugiu, quase derrubando o império romano, ele pregava a igualdade entre as pessoas; daí os socialistas usarem Espártacos para dar o nome à Liga) e esse golpe era liderado por uma mulher (Rosa Luxemburg). Quando acontece a tentativa de golpe, surgem os Cascos de Aço (homens paramilitares de extrema direita) e surgem também os Free Corps (Corpos Livres - também são de extrema direita) e estes dois grupos vão dar o contra-golpe, aí Rosa vai ser presa e morta no caminho até a prisão.

» 1921: as coisas vão de mal a pior => são criadas as Tropas de Assalto (SA) que são lideradas por 2 homens e Hitler vai entrar nessas SA como espião, mas acaba como líder de uma delas. E os 3 resolvem dar um golpe - o Golpe da Cervejaria. Era uma época de extrema crise. A Cervejaria era um restaurante, onde estava toda a cúpula da República de Weimar e disseram aos governantes que, ou eles renunciavam, ou morriam. O problema é que eles conseguiram avisar o exército alemão que cerca as SA e Hitler foi preso, assim como os outros 2.

Enquanto que a Rosa Luxemburg (socialista) foi morta, Hitler (capitalista) vai ser julgado. Mas, no julgamento ele pede para que tirem suas algemas e a partir daí, com seu poder verbal muito grande, acaba respondendo todas as acusações e acaba invertendo a situação => de réu, passa a ser acusador => ele fala que não traiu o país, porque o seu país é a Alemanha e não a República de Weimar; ele diz que a sua pátria não é uma pátria fracassada como a de Weimar, dizendo que os culpados são os líderes da República de Weimar e o povo começa a gostar dele. Hitler vai ser condenado a apenas alguns meses, mas ele diz que não aceita ser preso dizendo que não fez crime algum e a sua cela vai ficar aberta. Quando servem um prato de comida a ele, ele joga esse prato no chão e diz que aquilo não é comida que se dê a um alemão. Então, vão vir mulheres que vão servir Hitler (vegetariano, não fumava, nem bebia). Os guardas da prisão vão dizer que aquilo parecia mais ser um bordel. Além das mulheres e da comida, Hitler vai pedir que lhe tragam uma escrivaninha, uma lamparina, papel e uma máquina de escrever => tudo isso para que ele escrevesse o livro Mein Kampf (Minha Luta). Nesse livro, ele vai estabelecer as principais idéias do Nazismo, vai ser a bíblia do nazismo.

» 1929: O partido do Hitler (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) era pequeno e ridicularizado até 1929 por causa das idéias malucas (judeus, estrangeiro, guerra, etc.). O problema é que em 1929 ocorre o crack da bolsa de valores de NY e a Alemanha faliu. Aí, a burguesia vai recuperar Hitler e vai dar a este muito dinheiro para erguer o partido e pôr em prática suas idéias, levantando a economia alemã. O partido fica rico e vai crescendo e as SA crescem ainda mais. Em 1924, Hitler tinha criado as SS (tropas de proteção) e estas SS convivem com as SA => 2 forças paramilitares enormes que, juntas, tinham 3 milhões de pessoas (são maiores que o exército).

» 1933: em 1933, o partido do Hitler vence a eleição. Mas, antes das eleições, ele pôs fogo no Reichstag (Parlamento alemão) e diz que foram os comunistas, aí povo deposita seu voto no partido nazista. O general que governava a República de Weimar era Hindenburg que chama a pessoa que teve o maior número de votos (Hitler) para ser chanceler. Nem Mussolini, nem Hitler deram golpes para chegar ao poder.

» 1934: Nas SA haviam vários líderes que poderiam tirar Hitler do poder, então ele chama as SS para matar todas os líderes das SA e esse grande homicídio deveria ser feito ao mesmo tempo em várias partes da Alemanha. Essa noite em que os líderes das SA são mortos ficou conhecida como a Noite dos Longos Punhais. Aí, Hitler matou 3 mil pessoas das SA e o único líder que vai sobrar é Hitler e esse faz a fusão: SA + SS = SS. As SS vão ser uma polícia de elite que vão fazer a repressão. Depois da noite dos Longos Punhais, "misteriosamente", o presidente Hindenburg morre. Quando ia acontecer uma nova eleição, Hitler chega e diz que é o novo presidente e, a partir desse momento era para o povo chamá-lo de Führer e ele extingui a República de Weimar, criando o III Reich que duraria mil anos.

Ainda em 34, Hitler dá um decreto dizendo que todos os funcionários públicos que são judeus, sejam demitidos e todos os judeus deveriam costurar em suas roupas a estrela de Davi. Não seria mais permitido que, se algum alemão tivesse parentes com doença hereditária, tivesse filhos. Não era mais permitido o casamento misto => alemães e judeus são separados => os judeus e filhos do casal vão para guetos. Foram as denominadas Leis Racistas de Nuremberg.

» 1936: ocorre o encontro de Hitler e Mussolini, faz-se o Eixo Roma-Berlim. De 1933 até 1936 foram criadas muitas armas, navios e aviões. Mas, a Liga das Nações não impediu a construção desse armamento todo. Hitler vai querer testar todo o equipamento militar que tinha e vai testar na Guerra Civil Espanhola e o principal episódio aconteceu na cidade de Guernica => o massacre da população pela aeronáutica foi tão violento que, futuramente, Picasso vai pintar um quadro sobre essa destruição.

» 1938: em 1938, Hitler diz que vai invadir a Áustria (porque esta tem alemães). Hitler vai "consultar" o povo para ver se eles queriam a união de Áustria + Alemanha, formando a Anschluss e o povo aceitou ("com uma arma na cabeça").

Depois de invadir a Áustria, vendo que a Inglaterra e a França não fizeram nada, Hitler resolve invadir a Tchecoslováquia (cheia de judeus), justificando porque há uma região chamada Sudetos que tem 33% de alemães. O presidente da França e o 1.º ministro da Inglaterra são chamadas para a Conferência de Munique com Hitler. Aí, eles não aprovam a decisão de Hitler e este chama um árbitro (Benito Mussolini) que diz que Hitler está certo, aí o inglês e o francês dizem que Hitler poderia invadir apenas a Tchecoslováquia e esta contava com a Liga das Nações que não permitiria a invasão, mas o que aconteceu foi o contrário. Ocorre a invasão e os judeus são postos nos guetos e perdem as fábricas, mas eles só passam a ser mortos a partir de 1942, quando Hitler vê que perdeu a guerra.

» 1939: Hitler resolve invadir a Polônia, mas esta faz fronteira com a URSS e Hitler tem medo de Stálin (é louco e poderia pegar o exército vermelho e ir contra a Alemanha), então, antes de invadir a Polônia, ele faz o Pacto Ribbentrop-Molotov. O objetivo de Hitler era expandir para a França e para a Inglaterra, mas antes, tinha que invadir a Polônia e é por isso que ele faz o Pacto Ribbentrop-Molotov, porque se não fizesse isso, estaria ameaçando o território da URSS e Stálin, assustado, poderia declarar guerra à Hitler e isso seria péssimo, pois haveria 2 frentes de batalha => uma a leste (URSS) e a outra a oeste (França e Inglaterra). Esse Pacto seria um pacto de não-agressão germano-soviético que foi assinado em 1939 e deveria durar 5 anos, isto é, duraria até 1944. Com o pacto, a partir de 1939, a Alemanha avançaria sobre a Polônia e para a França, enquanto a URSS avançaria sobre as Repúblicas Bálticas (Letônia, Estônia, etc.) e sobre a península nórdica (Escandinávia) => cada um cresceria para um canto da Europa e depois de 5 anos, presume-se que ambos estariam prontos para se enfrentar. Foi um pacto de não-agressão com tempo para acabar.

Mesmo Hitler tendo feito um pacto Eixo Roma-Berlim-Tóquio que era anti-komintern (anti-socialista) e, mesmo assim, ele vai fazer um acordo com o único país socialista da época (a URSS).

Se não houvesse esse Pacto Ribbentrop-Molotov, a II GM não teria acontecido => Hitler não abriria 2 grandes frentes de batalha ao mesmo tempo, pois a Alemanha ficaria "prensada".

Feito o acordo, Hitler invade a Polônia e aí, França e Inglaterra percebem que a sede de poder de Hitler é sem fim, então eles acabam declarando guerra e começa a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar

Richard Nixon

Nixon, Richard (Watergate)

O segundo mandato de Nixon na presidência dos Estados Unidos terminou dramaticamente quando se descobriu que o presidente havia encoberto ações de espionagem contra seus adversários políticos, fato que sacudiu a opinião pública do país.

Richard Milhous Nixon nasceu em 9 de janeiro de 1913 em Yorba Linda, Califórnia, e em 1937 formou-se em direito pela Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte. Durante breve período, trabalhou no Escritório de Administração de Preços, em Washington. Em 1942, alistou-se na Marinha e serviu no Pacífico. De volta à vida civil, dedicou-se à política e foi eleito deputado federal em 1947 e 1949. Em 1951 chegou ao Senado. No ano seguinte, Dwight Eisenhower, candidato republicano à presidência, escolheu-o como companheiro de chapa, por suas idéias anticomunistas. Vice-presidente de 1953 a 1961, em 1960 Nixon enfrentou John Kennedy na campanha presidencial, mas foi derrotado por estreita margem de votos. Dois anos depois candidatou-se a governador da Califórnia, mas não se elegeu.

Depois dessas derrotas, Nixon afastou-se da vida política e passou a exercer a advocacia em Nova York. Em 1968, porém, o Partido Republicano novamente lançou sua candidatura à presidência e Nixon derrotou o democrata Hubert Humphrey. Durante seu primeiro mandato na Casa Branca, procurou reduzir os efetivos militares americanos no exterior e substituiu os soldados por ajuda econômica e defensiva. Assim, grandes contingentes de tropas receberam ordem de abandonar o Vietnam. Na política interna, Nixon travou dura luta contra a inflação, mediante o controle de preços e salários e a redução dos gastos públicos. O presidente restabeleceu as relações dos Estados Unidos com a China e viajou a Moscou, onde deu impulso às negociações com a União Soviética sobre a redução de armamentos. Sua política externa contou com o apoio de um brilhante consultor, Henry Kissinger, primeiro como diretor do Conselho Nacional de Segurança e depois como secretário de Estado.

Em 1972 Nixon foi reeleito presidente. Durante esse segundo mandato, teve lugar o escândalo chamado Watergate, nome de um edifício em Washington onde o Partido Democrata, na oposição, descobriu que era espionado pelos republicanos. Em julho de 1974, vários colaboradores próximos de Nixon foram acusados de envolvimento no episódio e, em agosto, o próprio presidente teve de admitir que havia dificultado as investigações. Renunciou à presidência e foi sucedido pelo vice-presidente Gerald Ford, que usou de seus poderes constitucionais para perdoá-lo. Nixon morreu em 22 de abril de 1994, em Nova York.
Fonte: Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar

Conflitos Sudeste Asiático

A Indonésia, arquipélago formado pelas ilhas de Java e Sumatra e várias outras menores, foi desde o séc. XVII, colônia soa Países Baixos. Seu principal líder no processo de independência foi Ahmed Sukarno, reconhecido como governante em 1949. Durante o seu governo, em 1955, a Indonésia sediou a Conferência de Bandung, contra o colonialismo.

Sukarno instalou um sistema autoritário de governo, a “democracia dirigida” , e realizou uma aproximação com a China comunista em meio ao conflito sino-soviético. Em 1965, num golpe militar, o general Suharto tomou o poder sobre o pretexto de evitar a “penetração comunista”, mantendo Sukarno nominalmente no governo. Em 1967, afastou-o e assumiu oficialmente a chefia do Estado até sua morte em 1970.

Em 1975, tropas de Suharto invadiram o Timor Leste (a sudeste do arquipélago), aproveitando-se da retirada de Portugal, transformando a região em uma nova província da Indonésia. Nem mesmo a condenação da ONU pela invasão removeu a ocupação, que enfrentou com violência a luta pela autonomia timorense, liderada pela Frente Revolucionária do Timor Leste, a Fretelin o que causou várias dezenas de milhares de mortos.

De outro lado, o governo de Suharto abandonou a política nacionalista de seu antecessor, integrando-se à economia capitalista globalizada, entregando, por exemplo, as companhias petrolíferas a corporações internacionais. Em meio á atração de investimentos estrangeiros e busca de crescimento econômico , nos anos 90, Suharto continuava no comando político da Indonésia , reelegendo-se desde 1993, pela sexta vez, à presidência do país.

A Indonésia, formado por Laos, Camboja e Vietnã, foi domínio francês desde Napoleão III (1860), com nome de União Indochinesa. Durante a Segunda Guerra Mundial foi ocupada pelos japoneses, e Ho Chi-minh, líder nacionalista, fundou a Liga Revolucionária Vietminh para libertação do Vietnã. Em 1945, após a derrota japonesa frente aos aliados, Ho Chi-minh proclamou a independência do Vietnã, enfrentando, no entanto, a região. Em 1954, os franceses foram totalmente derrotados na Batalha de Diem Dienphu, ao mesmo tempo que a opinião pública francesa pressionava o governo pela saída do Vietnã.

O giverno frances convocou então a Conferência de Genebra para negociar a paz e reconhecer a independência do Vietnã, Camboja e Laos, também em luta, além de determinar eleições para esses países dentro de um prazo máximo de dois anos. Na conferência de Genebra, que contou com a participação de grandes potências, como os Estados Unidos, União Soviética e China, decidiu-se que, até as eleições de 1956, o Vietnã seria dividido em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul, na altura de do paralelo de 17ºN. O governo do Norte caberia a Ho Chi-minh e a capital seria Hanói, enquanto o Sul seria governado por B-Daí e a capital seria Saigon.

Ho Chi-minh, declaradamente comunista, obteve apoio dos guerrilheiros do Sul, os vietcongs, para a unificação nacional. Em meio à polarização do período da Guerra Fria e diante da possibilidade de vitória de Ho Chi-minh nas eleições gerais, o presidente norte-americano Dwight Eisenhower deu respaldo ao governo de Ngo Dinh Dien, sucessor de Ba-Daí, qu se transformou em ditador no Vietnã do Sul. Iniciou-se enytão uma luta que duraria mais de quinze anos e se destacaria pela desigualdade das forças militares anvolvidas.

O presidente Lyndon Johnson, valendo-se de uma autorização do Senado norte-americano, decidiu-se pela intervenção total no Vietnã do Sul, para onde enviou, de 1965 a 1968, mais de quinhentos mil soldados, além de bombardear o Vietnã do Norte. No Sul, Ngo Dinh Diem, morto em 1963, foi substituído por Nguyem Van-thieu e Cao Ky. Entretanto, a resistência dos vietminhs, o apoio dos vietcongs sulistas e a pressão da opinião publica mundial minaram a disposição de apoio dos Estado Unidos ao Vietnã do Sul.

Durante o governo de Nixon, adotou-se a política de “vietnamização de guerra”, ou seja, retirada dos soldados norte-americanos da região, substituindo-os por americanos, entregues aos sul-vietnanitas. Para viabilizar a vietnamização, Nixon buscou debilitar as forças comunistas bombardeando o Vietnã do Norte, embora a investida norte-americana não tivesse o sucesso esperado. O caso Watergate e a conseqüente saída de Nixon do governo, juntamente com vários acordos falhos visando uma saída honrosa dos Estados Unidos da região, levaram as estratégias do governo norte-americano à derrota. Em 30 de abril de 1975, Saigon, capital do pais, caía nas mãos dos norte-vietnanitas e virtcongs, permitindo a reunificação do pais. No mesmo dia Saigon passou a se chamar Ho Chi-minh. A intervenção norte-americana levou à morte de 58 milhões de norte-americano e um número estimado de um a três milhões de indochineses, deixando o país quase completamente destruídocom os maciços bombardeiros da guerra.

Com o fim da Guerra Fria, o Vietnã adotou a doi moi (renovação) em 1986, equivalente à perestroika soviética, abrindo seu mercado aos países capitalistas, especialmente o Japão. Mantendo o controle comunista no poder, o país tem se aproximado também da China, sua tradicional rival na região.

A normalização das relações entre Estados Unidos e República Socialista Soviética do Vietnã, no entanto, só aconteceu em 1995 em pleno processo de abertura econômica quando o país se transformava num dos mercados da Ásia e pretende à posição do novo “Tigre Asiático”, jargão internacional referente às dinâmicas econômicas da região.

Quanto ao Camboja, a Conferência de Genebra de 1954 reconhecia a sua independência sob forma monárquica. O príncipe Norodom Sihanouk, pró-China, governou até 1970, quando foi derrubado pelo general Lon Nol, apoiado pelos Estados Unidos. Era a ditadura pró-Ocidente, a estratégia de Nixon para o Sudeste Asiático. A partir daí, instauraram-se governos instáveis e ditatoriais. Em 1975, o Khmer Vermelho (grupo de guerrilheiros apoiados pela China) derrubou Lon Nol, instalando a Republica Popular do Kampuchea, recolocando no poder Norondom Sihanouk. No ano seguinte, o lider da ala mais radical do Khemer Vermelho, Pol Pot, derrubou o presidente, implantando uma ditadura tão sangrenta que reduziu a população do país à metade.

Sob o comando do Khmer Vermelho, adotou-se a política de absoluta priorização da agricultura no Camboja, com transferência da população urbana para o campo. (A capital, Phnom Penh, que tinha algo próximo de três milhões de habitantes, acabou reduzida a pouco mais de vinte mil). Das outra medidas tomadas pelo governo de Pol Pot, sempre caracterizada pelo extremismo, destacaram-se a abolição da moeda nacional (riel), da religião e da unidade familiar. Nas perseguições generalizadas, fundadas na definição do “ano zero”, ponto de partida de um Camboja que “nascesse de novo”, suprimindo todos os vestígios da sociedade anterior, eliminaram-se todos aqueles que falassem alguma língua estrangeira, universitários, intelectuais, qualquer um que usasse óculos e pequenos proprietários, chegando segundo dados oficiais, o extermínio de 2,8 milhões de pessoas, além, de 570 mil desaparecidos.

Quanto ao Laos, após os acordos de Genebra de 1954, o grupo de esquerda Pathet Lao, dirigido pelo “príncipe vermelho” Tiao Souphanouvong, chegou ao governo, sendo derrubado pelos direitistas, ligados aos norte-americanos, em 1958. O Pathet Lao, a partir de uma base na selva, organizou-se a luta armada para recuperar o poder generalizando o conflito com a Indochina.

Perestroika

A Perestroika (do russo: Перестройка, significa reconstrução, reestruturação) foi, em conjunto com a Glasnost, uma das políticas introduzidas na União Soviética por Mikhail Gorbatchev, em 1985. A palavra perestroika, que literalmente significa reconstrução, ganhou a conotação de 'reestruturação econômica'. Gorbachev percebeu que a economia da União Soviética estava a falhar e sentiu que o sistema socialista, apesar de não ter de ser substituído, certamente necessitava de uma reforma, e isto seria levado a cabo pelo processo da perestroika. Uma chave principal da perestroika era reduzir a quantidade de dinheiro gasta na defesa nacional, e para fazer isso Gorbachev sentiu que a União Soviética deveria:

* Desocupar o Afeganistão.
* Negociar com os Estados Unidos da América a redução de armamento.(entre eles os acordos de Yalta)
* Não interferir noutros países comunistas (A Doutrina Sinatra).


Em contraste com as reformas económicas da República Popular da China, a perestroika é largamente avaliada como tendo falhado no seu objectivo principal de reestruturar a economia soviética. As razões para o seu fracasso foram examinadas por muitos economistas e historiadores, incluindo Merle Goldberg. Uma das razões citadas para esse fracasso foi o insucesso na promoção da criação de entidades económicas privadas e semi-privadas e a indisposição de Gorbachev em relação a uma reforma na agricultura soviética. Outra possível razão seria a má vontade dos altos oficiais do Partido Comunista da União Soviética (a linha dura) e da facção liberal apoiada pelos EUA e que tinha como principal líder Boris Yeltsin em aceitar as medidas da Perestroika. Enquanto os primeiros não queriam mudanças, os últimos queriam que elas acontecessem mais rapidamente. Isso gerou forte oposição ao projeto da Perestroika. Contrariamente às reformas de Deng Xiaoping na China, a perestroika não só falhou o propósito de trazer benefícios económicos imediatos para a maioria das pessoas, mas o desmantelar da economia planejada criou o caos econômico, o que constituiu um factor importante para o colapso da União Soviética.

Referências
* Perestroika: New Thinking for Our Country and the World, Mikhail Gorbachev, Perennial Library, Harper & Row, 1988, trade paperback, 297 pages, ISBN 0-06-091528-5

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Perestroika

Economia na República Velha (1894-1930)

Política Financeira de Campos Sales (1898-1902)
Campos Sales era cafeicultor e tem dois problemas: a inflação e a dívida externa. Ele precisa resolver esses dois problemas e não está preocupado com a população.

A inflação foi criada na política emissionista do Deodoro => havia excesso de dinheiro em circulação, esse dinheiro em circulação recebe o nome de liquidez. Então, é necessário reduzir a liquidez do mercado e ele vai fazer isso, assim como foi no Plano Collor (1990) => Collor indisponibilizou o dinheiro que estava na poupança durante 1 ano e meio, com essa medida ele causou a "desgraça" financeira de muitas pessoas e diminuiu a inflação em 2 meses de 84,32 % ao mês para zero (acabou com a inflação, pois não há dinheiro para comprar os produtos), mas o PIB teve uma queda de 4,5 %. Assim também ocorreu no governo de Campos Sales, mas a desgraça que foi provocada foi ainda maior; as fábricas que não tinham fechado na crise do Encilhamento, tiveram sua falência agora, houve desemprego, o governo cortou gastos sociais e pessoas morreram de fome no Rio de Janeiro. A inflação acabou, mas depois vem outro presidente (Afonso Pena) que desfaz tudo e passa a emitir papel moeda.

O Brasil ainda tem o problema da dívida externa que é muito grande e consome toda a riqueza produzida no país. Aí, o Brasil resolve fazer o funding-loan (renegociação da dívida). O Brasil vai parcelar sua dívida em vários anos:

» Durante os 3 primeiros anos após a assinatura do acordo, o Brasil não pagaria nada (nem juros, nem o principal). Ele não resolveu o problema da dívida, e sim, apenas o seu problema ("quem vier depois, o problema é dele").

» Do 4.º até o 13.º ano, só iríamos pagar parcelas diminutas (pequenas) dos juros => não se paga o principal. Continua sem resolver os problemas do Brasil, foram resolvidos apenas os problemas dos próximos presidentes.

» Do 14.º até o 63.º ano, iria ser pago o principal.

Toda vez que se faz um funding-loan, é somado o principal com o valor dos juros. O principal vai passar a ser maior e em cima desse novo principal vão ser cobrados mais juros => houve cobrança de juros em cima de juros. Campos Sales não pensava no que poderia acontecer com o futuro do país (com certeza, já estaria morto), houve apenas uma "resolução" temporária da dívida. Hoje temos uma dívida de 200 bilhões de dólares.

No 14.º ano quem vai estar governando será Hermes da Fonseca que não vai ter dinheiro para pagar a dívida e vai promover outro funding-loan e vai ser adicionado mais juros em cima da dívida que não pára de aumentar.



Rodrigues Alves
Depois de Campos Sales veio Rodrigues Alves e quando faltavam apenas 6 meses para acabar seu governo, ocorre o Convênio de Taubaté (1906) que era uma reunião de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (os 3 estados mais ricos da União - são estados cafeicultores). Aconteceu um grave problema com o café => a produção de café da passagem do séc. XIX para o XX, aumentou em 60%, mas o consumo aumentou apenas 15%, com isso ocorre uma baixa no preço do café. Ao invés dos cafeicultores diminuírem a produção, vão querer que o prejuízo seja passado para a nação e não para eles. Como Rodrigues Alves já estava saindo do governos (não queria sujar sua imagem), vai dizer para os cafeicultores esperarem o próximo presidente que foi Afonso Pena.




Política de Valorização do Café (Afonso Pena - 1906-09)
Então, o Convênio de Taubaté acontece no governo de Rodrigues Alves, mas a política acontece no governo de Afonso Pena que é um cafeicultor mineiro. Para assumir a presidência, Afonso Pena teve que assumir a obrigação da política de valorização do café.

O Preço do café era de 45 francos-ouro por saca de café (60 Kg). Mas os cafeicultores queriam que fosse pago a eles o preço de 55 e quem tinha que pagar essa diferença de 10 era o governo, para isso, vai ter que realizar empréstimos externos (15 milhões de libras esterlinas no 1.º ano e até 1930 vão ser 75 milhões para comprar café - esse dinheiro poderias ser usado para que o Brasil se industrializasse). Se o café não fosse vendido, o governo teria que comprar o excedente não comercializado pelo preço de 55.

Em 1929, ocorreu o "crack" da bolsa de NY e ficaram sem ser vendidos 27 milhões de café. A sorte é que houve a Revolução de 30 e os cafeicultores foram retirados do poder.

O problema é que a maioria dos agricultores vão passar a plantar café porque sabem que o governo vai pagar um preço bom (mas não há mais mercado). Outro problema é que a maioria vai passar a plantar e colher o café de qualquer jeito, porque sabia que o preço seria o mesmo do bom e do mau produto (55 francos-ouro por saca) e tendo um gasto menor, o lucro seria melhor.

Outro efeito está na bolsa de comodities de Chicago: (bolsa mais importante de matérias-primas. Todos os produtos primários são cíclicos: uma época de safra (muitos produtos a um preço baixo) e a outra de entre-safra (poucos produtos no mercado a um preço alto), já o café era estável porque o governo brasileiro retira todo o estoque do mercado, causando a estabilidade mundial do preço do café, aí vão aparecer outros países interessados em produzir o café: Guatemala e Colômbia. Então, esses países passam a produzir incentivados pela estabilidade do produto. E quando forem produzir, farão um produto melhor que o brasileiro para poder competir e vão ganhar o mercado, aí aumentam os nossos estoques e o governo tem que comprar mais café, deixando mais estável o mercado e Colômbia e Guatemala passam a produzir cada vez mais.

Ainda no governo de Afonso Pena, foi criada a Caixa de Conversão: vão vender as moedas que entram no Brasil para servir de lastro à emissão de papel moeda, mas à medida que o tempo passa, o país diminui suas exportações (concorrência mundial) e não entra mais dinheiro, com isso, ocorre a inflação e logo a inflação cresce.

» OBS.: Campos Sales veio e criou um plano recessivo para acabar com a inflação, depois vem Afonso Pena e recria a inflação => o povo pobre passa por uma série de dificuldades, sem que haja uma solução final para o problema., pelo contrário, Campos Sales fez o funding-loan para tentar acabar com a dívida externa, agora vem Afonso Pena e com ele o aumento da dívida externa. E a tendência é que essa política de valorização do café se torne uma "bomba relógio": porque o governo tem um certo recurso em mãos para usar na compra do café e esse recurso vai ficando cada vez menor, até que em 1930 só vai haver dinheiro para valorizar o café de São Paulo e não vai mais comprar o café de Minas Gerais, ocorre então a Revolução de 30. Aí, sem os cafeicultores no poder, poderá haver o desenvolvimento do país.




Plano de Estabilização de Washington Luiz (1926-30)
Washington Luís é um cafeicultor paulista. Ele vai pegar o país num verdadeiro caos => inflação, dívida externa, escassez de recursos, etc.. Aí, ao invés dele acabar com essa política de valorização do café que existe desde 1906, vai tentar resolver o problema de outra maneira.: vai criar uma nova moeda: o cruzeiro (antes eram os réis). Essa moeda vai seguir um padrão-ouro => ela é lastreada em metal precioso e para mostrar que o plano era sério, essa moeda vai ser conversível => quando alguém desconfiasse da moeda, poderia ir no Banco do Brasil e trocaria o dinheiro por ouro - era necessário que o Brasil tivesse que ter o ouro correspondente à emissão.

O Brasil não possuía tanto ouro assim, então vai recorrer a empréstimos externos: da Inglaterra foram 8 milhões de libras esterlinas e dos EUA mais 40 milhões de dólares => ao todo foram 30 milhões de libras esterlinas. Todo esse dinheiro foi convertido em ouro e posto na Caixa de Estabilização (guardava ouro para servir de lastro para a moeda brasileira) e a partir dessa Caixa foi emitida a nova moeda.

Sem dúvida alguma esse plano acabaria com a inflação, mas ninguém contava com um problema: o "crack" da Bolsa de Valores de NY em 1929. Quando ocorre isso, o governo americano resolve "pegar de volta" os investimento e vai tomar o dinheiro que foi emprestado para o Brasil, a Inglaterra faz o mesmo pois também entrou em crise e o Brasil "para não ficar de fora" também entrou em crise. A moeda brasileira já não vai ser lastreada em ouro e ocorre uma enorme inflação. Em 1929, Washington Luís tem que valorizar (comprar) 27 milhões de sacas de café a 55 francos-ouro, pois nem EUA, nem Europa vão comprar mais o café. Aí, ele rompe a aliança com MG, tenta comprar apenas o café de SP e explode a Revolução de 30, entra Getúlio Vargas e esse industrializa o Brasil.

O Brasil teve sorte por ter falido com todo mundo e não sozinho, aí GV põe todas as máquinas brasileiras que haviam no país para funcionar 24h por dia e de 1933 a 39, ele vai mandar os empresários brasileiros comprarem máquinas americanas a um preço baixíssimo (pois eles ainda estavam em crise). Em 39 o Brasil já vai estar forte, mas os EUA também vão estar e vão tentar vender seus produtos aos brasileiros, mas GV vai erguer enormes barreiras alfandegárias e com essa medida protecionista vai impedir a entrada de produtos estrangeiros no país. Os EUA só não nos invadiram porque em 39 começa a II GM. Quando, em 1945, acabar a guerra, o Brasil já vai estar industrializado (o único da América Latina). Mas, tudo deu certo porque GV soube aproveitar o momento em que o país estava.

» Diferença entre as "Caixas":

Caixa de Conversão: governo de Afonso Pena, servia para converter a moeda (dinheiro que entra no Brasil) em moeda brasileira

Caixa de Estabilização: governo de Washington Luís, servia para fazer o lastro em ouro para a moeda brasileira



Surtos Industriais
Enquanto tudo isso não acontece, o Brasil fica com seu restrito parque industrial. Depois que os oligarcas assumem o poder, as indústria ficam completamente abandonadas: uma parte das indústrias faliu no plano de Deodoro, uma outra parte faliu na política recessiva de Campos Sales e o que sobra são fábricas muito pequenas. As fábricas que fecham, acabam tendo suas máquinas se transformando em sucatas. À medida que ocorre a crise, os grandes proprietários resolvem vender essas máquinas e quem as compra pertence à camada média urbana, então surge uma burguesia desvinculada da cafeicultura.

Então, as indústrias nesse período da República Velha não tiveram nenhuma política do governo para desenvolvê-las; há um pequeno crescimento em épocas especiais, onde a importação de industrializados não é possível. O surto industrial mais importante ocorreu no governo de Wenceslau Brás, devido à I Guerra Mundial (1914-18). Os europeus e americanos param de comprar café e os submarinos alemães "fecham" o Atlântico, com isso fica impossibilitada a importação de industrializados, surge então o surto industrial. Essa burguesia da classe média, então, aposta tudo o que tem na aquisição de máquinas. Ele se arrisca e vai se dar bem. É uma indústria rudimentar, mas os produtos serão vendidos para a classe mais pobre da sociedade. As camadas médias urbanas se fortalecem e começam a pensar na industrialização, urbanização, empregos, universidades, etc.. Agora fica bem claro que os oligarcas não mantêm mais a homogeneidade (estão falindo), porque o sistema não foi feito para permitir a existência de uma burguesia, mas essa aparece.

O Brasil passou a exportar para os países platinos (Paraguai, Uruguai e Argentina) e vai inclusive emprestar dinheiro para a Rússia. Ocorre o fortalecimento do proletariado e estes acabam fazendo greves: a mais importante foi a Greve Geral da cidade de SP - 1917 => agora a parada das empresas ganha importância, pois o país (o PIB) depende das indústrias. A greve começa com uma fábrica, onde os trabalhadores reclamavam do salário, do calor, do escuro e resolvem fazer greve, aí os trabalhadores das outras fábricas aderem ao movimento. Ocorre uma grande greve e nem a polícia (força pública), nem o exército de SP conseguem acabar com o movimento e a cidade passa a ser do proletariado, que vai saquear as mercearias e andar de bonde. Até chegar o exército do RJ, os trabalhadores vão ficar andando de bonde durante 4 dias...
Fonte: Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar

26.1.12

Os nomes do Brasil

* Pindorama (nome Índigena)

* Ilha de Vera Cruz (1500)

* Terra Nova (1501)

* Terra dos Papaguaios (1501)

* Terra de Vera Cruz (1503)

* Terra de Santa Cruz (1503)

* Terra de Santa Cruz do Brasil (1505)

* Terra do Brasil (1505)

* Brasil ( a partir de 1517)

Fonte:
http://www.tarefadecasa.hpg.ig.com.br/osnomesdobrasil.htm