Jean-Baptiste Debret - Paris (França) 1768 - 1848
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Nicolas Antoine Taunay - Paris (França), 1755 - 1830
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Auguste Marie Taunay – Paris (França), 1768- Rio de Janeiro, 1824
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Marc Ferrez - Saint-Laurent (França), 1788- Rio de Janeiro, 1850
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Zéphirin Ferrez - Saint-Laurent (França), 1797- Rio de Janeiro, 1851
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Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny – Paris (França), 1776 – Rio de Janeiro, 1850
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Missão Austríaca
No dia 15 de julho de 1817, chegava ao Brasil a arquiduquesa Leopoldina da Áustria, que se casaria com o príncipe regente Pedro de Alcântara, futuro Imperador do Brasil D. Pedro I. Com ela vieram cientistas, botânicos, zoólogos e artistas europeus, formando a Missão Austríaca. A vinda de tantos estudiosos muito se deve à ação da própria imperatriz Leopoldina, que mostrava grande interesse pelas ciências naturais e pelas artes. Outro motivo foi a publicação do primeiro volume do livro do geógrafo alemão Alexander von Humboldt, Viagem às regiões equinociais do novo continente, feita de 1799 a 1804 por Alexandre de Humboldt e Aimé Bonpland, obra composta por 30 fólios e quatro volumes.
Na Missão Austríaca estavam Karl Philip von Martius, Johann von Spix e Thomas Ender, entre outros. Após reconhecerem as regiões circunvizinhas do Rio de Janeiro, em dezembro de 1817, a expedição partiu para São Paulo. Depois, rumou para Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará. Em 1819, Spix e Martius chegaram ao Amazonas e seguiram separados: Spix subiu o Rio Negro e seus afluentes; enquanto Martius rumou para o Rio Solimões e Jupará. Assim, a expedição viajou cerca de 10 mil quilômetros pelo Brasil durante três anos (de 1817 a 1820), recolhendo informações sobre a flora, fauna e sociedade brasileiras.
Em abril de 1820, Spix e Martius voltaram a Belém. Pouco tempo depois, retornaram à Europa e chegaram a Munique em dezembro do mesmo ano, onde deram início ao trabalho de catalogação e classificação do material recolhido durante todo a viagem pelo Brasil. O resultado da Missão Austríaca foi a publicação dos livros Reise in Brasilien(Viagem pelo Brasil) e Flora brasiliensis.
Saiba mais:
Conheça na íntegra o livro
Flora brasiliensis, uma das obras mais completas da Botânica nacional. Produzida entre os anos de 1840 e 1906, apresenta 22.767 espécies catalogadas, reunidas em 15 volumes.
Biografias
Karl Friedrich Philip von Martius (Alemanha, 1794–1868)
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Johann Baptiste von Spix (Alemanha, 1781–1826)
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Thomas Ender (Áustria, 1793–1875)
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Expedição Langsdorff
Fascinado por viagens e conhecimentos científicos, o barão Langsdorff conseguiu patrocínio do czar russo Alexandre I para organizar uma grande expedição de reconhecimento no interior do Brasil, em 1821. Entre os integrantes estavam artistas, botânicos, naturalistas e cientistas.
A cidade do Rio de Janeiro, sede do governo português no Brasil, foi o ponto de partida para o grupo de exploradores, que percorreria cerca de 17 mil quilômetros entre os anos de 1822 e 1829. Primeiramente, os estudiosos exploraram a região do Rio de Janeiro. No ano de 1824, partiram rumo à província de Minas Gerais. No mesmo ano, ainda em território mineiro, o artista austríaco Rugendas deixou a expedição, após uma série de desentendimentos com Langsdorff, e retornou ao Rio de Janeiro. Rugendas foi substituído por Aimé-Adrien Taunay, jovem desenhista filho de Nicolas Taunay — integrante da Missão Artística Francesa.
A partir de 1825, a expedição seguiu viagem pelas províncias de São Paulo, Mato Grosso e Amazonas, analisando os aspectos naturais, sociais, etnológicos e lingüísticos brasileiros.
A fantástica trajetória desses estudiosos — os primeiros a estudar certos aspectos da flora, fauna e povos indígenas brasileiros —, também apresentou momentos ruins, pois muitos sofreram com doenças tropicais, sobretudo, malária. O próprio barão Langsdorff perdeu a memória em 1828, após contrair febre tropical, da qual nunca se recuperou. Colocando em números, dos 39 integrantes da expedição, somente 12 sobreviveram.
Todo o material coletado — amostras minerais, animais e vegetais —, os desenhos e os manuscritos foram enviados à Rússia, permanecendo no esquecimento em caixas lacradas no Jardim Botânico de São Petersburgo até 1930, quando foram encontrados ocasionalmente em função de uma reforma. Mesmo com as dificuldades enfrentadas pela Rússia durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a Guerra Fria (1945-1989), pesquisadores conseguiram estudar e divulgar boa parte da coleção enviada pela expedição um século antes.
Atualmente, o professor Boris Komissarov, da Universidade de São Petersburgo, é considerado o maior especialista no estudo do material coletado pela Expedição Langsdorff, além de ser presidente da Associação Internacional de Estudos Langsdorff, fundada em Brasília no ano de 1990.
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Extraído de
Girafamania

selo Langsdorff
Biografias
Georg Heinrich von Langsdorff (Alemanha, 1774 –1852)
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Johann Moritz Rugendas (Áustria, 1802–1859)
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Antoine Hercule Romuald Florence (Nice, França, 1804–Brasil, 1879)
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Aimé-Adrien Taunay (França, 1803 – Brasil, 1828)
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Bibliografia
BELLUZZO, Ana Maria de Moraes. The voyager’s Brazil, São Paulo: Metalivros, 1995. vol. 2.
Fonte:
