24.5.12

Países neutros na Primeira Guerra Mundial



Por Emerson Santiago

A Primeira Guerra Mundial foi um conflito cujos acontecimentos mais dramáicos ocorreram em solo europeu. Além disso, as grandes potências mundiais estavam todas naquele continente, sendo que os países de outras regiões de certo modo “assistiram” ao conflito, com uma ou outra exceção, em especial a participação norte-americana, crucial para o desfecho da guerra.



Nem mesmo por isso alguns países dos continentes americano, africano e asiático deixaram de ter alguma relevância na estratégia militar e diplomática dos países beligerantes, mesmo porque, grande parte da força de França e Grã-Bretanha estava em suas colônias espalhadas pelo mundo, e uma desestabilização de seus impérios surtiria efeito na capacidade de resistência desses países. Do mesmo modo as colônias alemãs seriam invadidas e ocupadas em meio à luta na Europa. Assim, a neutralidade ou a tomada de partido de países como Etiópia, Afeganistão e México assumiram relevância.

A declaração de neutralidade não significou um total isolamento da guerra. Em um momento outro, várias das nações oficialmente neutras cooperaram com algum dos lados ou mesmo os dois, permitindo uso de seus recursos ou território no esforço de guerra.

Os países que declararam oficialmente sua neutralidade em relação à Primeira Guerra Mundial foram:
Afeganistão - O país recebeu uma missão diplomática alemã tentando convencê-lo a agir contra os britânicos na Índia, seus vizinhos de fronteira.
Argentina
Bélgica
Bolívia
Butão – Outro país independente e fronteiriço à Índia Britânica, cujo território poderia ser usado como base de operações de desestabilização da mais importante colônia inglesa.
Chile
Colômbia
Dinamarca - Realizou comércio com os dois lados em meio à guerra.
El Salvador
Espanha - Aliado ao Reino Unido por meio de um tratado.
Etiópia - A Etiópia recebeu uma missão diplomática alemã tentando convencê-la a agir contra a Itália, Reino Unido e França na África Oriental. Estes países do bloco aliado detinham colônias por toda a sua fronteira. O controle de tais colônias era necessário aos Aliados para manter a ligação entre Europa e oriente, importante rota comercial e de suprimentos.
Irã – Ocupado pelos turcos, britânicos e por tropas russas.
Liechtenstein - Mantinha uma união aduaneira e monetária com a Áustria-Hungria.
Luxemburgo - Nunca declarou guerra às Potências Centrais, apesar de ser invadido e ocupado pela Alemanha.
México - Recusou uma uma aliança com a Alemanha (episódio do Telegrama Zimmermann).
Países Baixos - Um aliado do Reino Unido por meio de um tratado, negociou com ambos os lados.
Noruega - Forneceu assistência naval ao Reino Unido.
Paraguai
Suécia - Patrocinou financeiramente a Alemanha.
Suíça - A Suíça se declarou em ”estado de sítio”.
Venezuela - Importante país petrolífero, abasteceu os Aliados com petróleo.

Leia também:
Países neutros na Segunda Guerra Mundial

Bibliografia:
Participants in World War I. Disponível em <http://en.wikipedia.org/wiki/Participants_in_World_War_I#Neutral_states>. Acesso em: 23 mar. 2012.




Fonte:

Neandertal - Resumo



Por: Eliene Percília



Era uma espécie do gênero Homo neanderthalensis, qual habitou a Europa e alguns lugares do oeste da Ásia de cerca de 230.000 a aproximadamente 29.000 anos atrás. Os Neandertais eram adaptados ao frio, seus cérebros eram aproximadamente 10% maiores em volume que os dos humanos modernos. Na média, os Neandertais tinham cerca de 1,65 m de altura e eram muito musculosos.Seu estilo característico de ferramentas de pedra é chamado de cultura musteriense. As caracteristicas físicas dos Neandertais:

Crânio

- Fossa suprainíaca, um canal sobre a protuberância occipital externa do crânio
- Protuberância ocipital
- Meio da face projetado para frente
- Crânio alongado para trás
- Toro supraorbital proeminente, formando um arco sobre as orbitas oculares
- Capacidade encefálica entre 1200 e 1700 cm³ (levemente maior que a dos humanos modernos)
- Ausência de queixo
- Testa baixa, quase ausente
- Espaço atrás dos molares
- Abertura nasal ampla
- Protuberâncias ósseas nos lados da abertura nasal
- Forma diferente dos ossos do labirinto no ouvido

Pós-Crânio

- Consideravelmente mais musculoso
- Dedos grandes e robustos
- Caixa torácica bastante arredondada
- Forma diferente da pélvis
- Rótulas grandes
- Clávícula alongada
- Omoplatas curtos e arqueados
- Ossos da coxa robustos e arqueados
- Tíbias e fíbulas muito curtas




Fonte: http://meuartigo.brasilescola.com/historia/neandertal.htm

Aspectos ritualísticos da excomunhão na Idade Média


O poder da Igreja através da excomunhão

Para impor respeito às suas decisões, a Igreja na Idade Média dispunha do processo da excomunhão. O condenado à excomunhão era excluído da Igreja e do meio social, deixava de receber os sacramentos e os católicos não podiam ter nenhum tipo de contato com ele. Depois desse processo, era como se o excomungado deixasse de existir dentro da sociedade feudal.

Os aspectos ritualísticos da excomunhão contavam com um cenário escuro, um ambiente carregado, muitas velas e um vocabulário severo, áspero e impressionante por parte do bispo. Assim, o bispo, cercado por seu clero, lia a sentença com a voz aclamada e elevada de forma que o condenado, o clero e o povo reunidoouvissem claramente a leitura do anátema (excomunhão, maldição).

O anátema dizia: “Que sejam malditos sempre e em toda parte; que sejam malditos dia e noite e a toda hora; que sejam malditos quando dormem, quando comem e quando bebem; que sejam malditos quando se calam e quando falam; que sejam malditos desde o alto da cabeça até a planta dos pés. Que os seus olhos tornem-se cegos, que os seus ouvidos tornem-se surdos, que a sua boca torne-se muda, que a sua língua fique pregada à abóboda palatina, que as suas mãos não toquem em nada, que os seus pés não andem mais. Que todos os membros do seu corpo sejam malditos; que sejam malditos quando de pé, deitados ou sentados; que sejam enterrados com os cães e asnos; que os lobos rapaces devorem os seus cadáveres...E assim como se extinguem hoje estas tochas por nossas mãos, que a luz de sua vida se extinga eternamente, a menos que se arrependam”. Em seguida, o bispo e os sacerdotes viravam as velas e as apagavam no solo.

Era comum o excomungado perseverar em desobediência, com isso a Igreja usava como ferramenta de coerção a interdição, que significava a proibição de qualquer cerimônia religiosa próxima ao lugar onde o excomungado estava. Muitos dos condenados eram também entregues às autoridades para punição, perdiam suas terras e até poderiam morrer queimados na fogueira. Apesar de contar com tanto poder e autoridade, a Igreja não conseguiu impedir grupos de dissidentes organizados, como o arianismo, o nestorianismo, o monofisismo, o cisma do Oriente e as heresias Valdenses e Albigenses.
Por Lilian Maria Martins de Aguiar
Fonte: http://www.alunosonline.com.br/historia/aspectos-ritualisticos-excomunhao-na-idade-media.html

Espiritismo






O QUE É O ESPIRITISMO

ALLAN KARDEC, O CODIFICADOR DO ESPIRITISMO
Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Lingüista insigne, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).


Rivail, o educador
Fundou em Paris – com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet – um estabelecimento semelhante ao de Yverdun. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada.

Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, por concurso, em 1831, com a monografia Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado para o melhoramento da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética (1829, segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa clássica (1831).


Kardec, o codificador
Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar das mesas girantes, fenômeno mediúnico que agitava a Europa. Em Paris, ele fez os seus primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência o método da experimentação: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina são os Espíritos Superiores. A princípio, Rivail objetivava apenas sua própria instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada.

Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Kardec faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em razão da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério Père Lachaise, na capital francesa. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, que foi lançado em 1890.


Nota da FEB: A biografia de Allan Kardec escrita por Henri Sausse é clássica. É publicada pela FEB no livro Obras Póstumas. Mas essa biografia contém algumas informações que não são confirmadas. Uma dessas informações, por exemplo, é a de que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Entretanto, isso em nada diminui o valor dessa bela biografia de Kardec. Até o momento, a mais completa biografia do Codificador do Espiritismo é o livro “Allan Kardec – O Educador e o Codificador”, de autoria de Francisco Thiesen e Zêus Wantuil, editada pela FEB.



HISTÓRIA DO ESPIRITISMO - HISTÓRICO
No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail.

Rivail, pedagogo francês, fluente em diversos idiomas, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec. A Doutrina codificada por ele tem caráter científico, religioso e filosófico. Essa proposta de aliança da Ciência com a Religião está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A Gênese”: "O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará".



O ESPIRITISMO NO BRASIL
Divulgado em praticamente toda a Europa no século XIX, o Espiritismo chegou ao Brasil em 1865. Hoje, o País é o que reúne o maior número de espíritas em todo o mundo. A Federação Espírita Brasileira – entidade de âmbito nacional do Movimento Espírita – congrega aproximadamente dez mil Instituições Espíritas, espalhadas por todas as regiões do País.

Atualmente, o Brasil possui 2,3 milhões de espíritas, de acordo com o Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Terceiro maior grupo religioso do País, os espíritas são, também, o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo Censo.

Os espíritas têm sua imagem fortemente associada à prática do bem e da caridade. Eles mantêm em todos os Estados brasileiros asilos, orfanatos, escolas para pessoas carentes, creches e outras instituições de assistência e promoção social.

Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, é uma personalidade bastante conhecida e respeitada no Brasil. Seus livros já venderam mais de 20 milhões de exemplares em todo o País. Se forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes das obras de Allan Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita ultrapassa 4.000 títulos já editados e mais de 100 milhões de exemplares vendidos.



FEB - Federação Espírita Brasileira
A Federação Espírita Brasileira foi fundada em 2 de janeiro de 1884, no Rio de Janeiro. Este ano completou, portanto, 121 anos. É uma sociedade civil, religiosa, educacional, cultural e filantrópica, que tem por objeto o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras da Codificação de Allan Kardec e no Evangelho de Jesus. O Departamento Editorial da FEB possui um catálogo de mais de 400 títulos que totalizam 39 milhões de livros vendidos. Todos inspirados na Codificação Kardequiana: romances, mensagens, contos, crônicas, textos científicos e filosóficos, além de CD-ROMs, vídeos, apostilas e CDs de canções espíritas.


O Movimento Espírita no Brasil
O Conselho Federativo Nacional da FEB foi criado quando na assinatura do Pacto Áureo, em 5 de outubro de 1949, pelos representantes das seguintes instituições: Federação Espírita Brasileira, Liga Espírita do Brasil, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Federação Espírita Catarinense, Federação Espírita do Paraná, União das Sociedades Espíritas do Estado de S. Paulo e União Espírita Mineira.

O Conselho Federativo Nacional da FEB foi criado com o objetivo de promover e trabalhar pela união dos espíritas e pela unificação do Movimento Espírita, para que as atividades de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita sejam fortalecidas e realizadas no seu devido tempo.

Instalado em janeiro de 1950 e integrado pelas Federações e Uniões representativas dos Movimentos Espíritas estaduais e do Distrito Federal, o Conselho Federativo Nacional substituiu o antigo Conselho Federativo da FEB, que federava diretamente os Centros Espíritas de todo o País.

Atualmente o CFN é composto pelas Entidades Federativas espíritas de todos os Estados do Brasil e do Distrito Federal (27), bem como de um quadro de Entidades Especializadas de Âmbito Nacional.

Durante a década de 1950 houve um trabalho de esclarecimento junto às entidades espíritas sobre a importância e a diretrizes da tarefa de organização e unificação do Movimento Espírita brasileiro, realizado, principalmente, pela “Caravana da Fraternidade”.

Na década de 1960 foram realizados os Simpósios Regionais de grande importância para o trabalho de unificação do Movimento Espírita: Centro-Sulino, em Curitiba (1962), Nordeste, em Salvador (1963); Norte, em Belém (1964); Centro-Oeste-Territórios em Cuiabá (1965); encerrando o ciclo com o Simpósio Nacional, no Rio de Janeiro (1966).

No início da década de 1970 foram criados os Conselhos Zonais do CFN (Norte, Nordeste, Centro e Sul) que estudavam assuntos de interesses do Movimento Espírita e que eram concluídos nas Reuniões Plenárias.

Em 1975, por proposta da representação de São Paulo, o CFN, através dos seus Conselhos Zonais, iniciou estudos mais aprofundados sobre o Centro Espírita, concluídos com a aprovação do documento “A Adequação do Centro Espírita para o melhor atendimento de suas finalidades”, em novembro de 1977, que destaca como entender e o que cabe ao Centro Espírita fazer.

Por proposta da representação do Estado do Rio de Janeiro, o CFN continuou estudando o Centro Espírita no período de 1977 a 1980, quando concluiu o documento “Orientação ao Centro Espírita”, que oferece uma série de sugestões práticas para as suas atividades básicas.

No período de 1980 a 1983 o CFN, através do seus Conselhos Zonais, estudou e elaborou um documento que trata da importância, das tarefas e das diretrizes do trabalho de unificação do Movimento Espírita, aprovado em novembro de 1983 com o título “Diretrizes da Dinamização das Atividades Espíritas”.

Em 1984 o CFN aprovou o “Manual de Administração das Instituições Espíritas”, que, por delegação, vem sendo atualizado e editado pela USEERJ, do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1985, os Conselhos Zonais foram transformados em Comissões Regionais, proporcionando aos membros do CFN, em suas respectivas regiões, a oportunidade de trocar informações e experiências, bem como de unirem-se na realização de trabalhos que visem colocar em prática as diretrizes anteriormente aprovadas nos documentos já citados.

Através do CFN foram lançadas as seguintes campanhas: Campanha de Evangelização Espírita da Infância e da Juventude, em 1977; Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, em 1983; Campanhas “Em Defesa da Vida” e “Viver em Família”, em 1994; e Campanha de Divulgação do Espiritismo, em 1996.

As Entidades Federativas Estaduais que integram o CFN congregam os Centros e Sociedades Espíritas sediados em seus respectivos territórios. Em alguns Estados, as suas Entidades Federativas possuem órgãos locais e regionais para facilitar a dinâmica do seu trabalho.

O CFN reúne-se ordinariamente uma vez por ano, durante três dias, para tratar de assuntos de interesse do Movimento Espírita, que visam promover, realizar e aprimorar o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita.

As bases doutrinárias e as diretrizes gerais do trabalho de unificação do Movimento Espírita realizado pelo CFN/FEB são as que constam dos documentos que compõem o opúsculo “Orientação ao Centro Espírita” e dos textos que integram a Campanha de Divulgação do Espiritismo.

Todas as Entidades que, direta ou indiretamente, integram o CFN (Entidades Federativas Estaduais, Entidades Especializadas de Âmbito Nacional, Centros e demais Sociedades Espíritas) mantêm a sua autonomia, independência e liberdade de ação. Os vínculos com o CFN tem por fundamento a solidariedade e a união fraterna, livre, responsável e conscientemente praticadas à luz da Doutrina Espírita, com vistas à sua difusão.

As Entidades que compõem o CFN aceitam a integração e a participação em seus trabalhos de todas as Instituições Espíritas que tenham por objetivo o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita com base nas obras de Allan Kardec. A tarefa principal do trabalho de unificação consiste em colaborar com essas Instituições para que possam mais facilmente alcançar os seus objetivos, aprimorando as suas atividades e mantendo as suas realizações dentro dos princípios doutrinários.

Todas as Instituições Espíritas, sediadas no território nacional, que desenvolvem suas atividades dentro dos princípios básicos da Doutrina Espírita contidos nas obras da Codificação Kardequiana estão, naturalmente, aptas a participar do esforço de unificação do Movimento Espírita, em trabalho de apoio recíproco e solidário, para uma mais eficiente difusão doutrinária.



O Movimento Espírita Internacional
CONSELHO ESPÍRITA INTERNACIONAL
Constituído em 28 de novembro de 1992, é o organismo resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais.


Finalidades essenciais e objetivos
Promover a união solidária e fraterna das Instituições Espíritas de todos os países e a unificação do Movimento Espírita mundial;

Promover o estudo e a difusão da Doutrina Espírita em seus três aspectos básicos: científico, filosófico e religioso;

Promover a prática da caridade espiritual, moral e material, à luz da Doutrina Espírita.



Fundamento Doutrinário
As finalidades e objetivos do Conselho Espírita Internacional fundamentam-se na Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias.



Entidades Nacionais componentes do CEI
- Angola: Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola

- Argentina: Confederación Espiritista Argentina

- Bélgica: Union Spirite Belge

- Bolivia: Federação Espirita Boliviana

- Brasil: Federação Espírita Brasileira

- Chile: Centro de Estudios Espírita Buena Nueva

- Colômbia: Confederación Espiritista Colombiana – CONFECOL

- El Salvador: Federación Espirita de El Salvador Espanha: Federación Espirita Española

- Estados Unidos da América: United States Spiritist Council

- França: Union Spirite Française et Francophone

- Guatemala: Cadena Heliosóphica Guatemalteca

- Itália: Centro Italiano Studi Spiritici Allan Kardec

- Japão: Comunhão Espírita Cristã Francisco Cândido Xavier

- México: Central Espírita Mexicana

- Noruega: Gruppen for Spiritistiske Studier Allan Kardec

- Paraguai: Centro de Filosofia Espiritista Paraguayo

- Peru: Federación Espirita del Perú – FEPERU

- Portugal: Federação Espírita Portuguesa

- Reino Unido: Allan Kardec Study Group

- Suécia: Svenska Spiritistika Förbundet

- Suíça: Union des Centres d'Études Spirites en Suisse

- Uruguai: Federación Espírita Uruguaya



Fonte do texto:
http://br.geocities.com/mensagensespiritas2005/oquee.html

Brasil vs. Inglaterra no século XIX


Por Fernando Rebouças

Desde 1808, depois da vinda da Família Real para o Brasil, que as relações diplomáticas entre Brasil e Inglaterra tornaram-se intensas. A Inglaterra se beneficiou bastante com a abertura dos portos da colônia feita por Dom João.



Durante o Primeiro Reinado, o Período Regencial e o Segundo Reinado, as relações permaneceram amistosas entre os dois países, porém, a grande questão estava na abolição da escravatura, uma exigência dos ingleses para a abertura do mercado consumidor no Brasil. Desde a independência, o Brasil adiou a abolição, lançando leis complementares como a Lei do Ventre Livre e dos Sexagenários.

Em 1861, ocorreu um naufrágio do Prince of Walles , cargueiro britânico, no litoral gaúcho, cuja carga fora roubada. No ano seguinte, dois marinheiros ingleses foram presos no Rio de Janeiro, após importunar um policial.

Mediante os dois acontecimentos, o ministro inglês William Dougall Christie exigiu indenização e pedido de desculpas. O Brasil não atendeu às exigências, tendo cinco navios aprisionados pela esquadra britânica.

O Brasil pagou a indenização pelo caso do cargueiro britânico e ganhou razão no caso dos marinheiros ingleses sobjulgamento do Rei Leopoldo I da Bélgica, em 1863. As relações entre os dois países foram reatadas em 1865, após pedido de desculpas dos ingleses.

Fontes
História do Brasil – Olavo Leonel Ferreira – Ed. Ática
História 2 – Ricardo – Adhemar- Flávio – Ed. Lê.

China - Crescimento Econômico





Por Diego Maciel


INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem por objetivo analisar os principais determinantes do crescimento econômico na China nas últimas décadas. Partindo do princípio de que a análise histórica e os resultados apontam para o papel crucial desempenhado pela condução da política cambial, o desempenho das exportações e o papel dos fluxos de capitais, em especial sob a forma de investimento direto estrangeiro (IDE). A economia chinesa tem se destacado em relação às demais economias emergentes e em desenvolvimento, no que se refere às elevadas taxas de crescimento verificadas no período pós-reforma, que se inicia a partir do final dos anos 70.


CHINA – CRESCIMENTO ECONÔMICO
A incrível velocidade do crescimento econômico da China impressiona. O país mais populoso do planeta é, também, o campeão no recebimento de investimentos externos. Em 2003, conseguiu atrair 52,7 bilhões de dólares e desbancou os Estados Unidos no ranking mundial dos países que mais receberam investimentos estrangeiros. Um dos setores mais prestigiados é o automobilístico. Em outubro, a Ford anunciou um reforço de um bilhão de dólares nos seus investimentos no país para os próximos anos. Apesar do acelerado crescimento econômico, o maior desafio dos chineses, ainda é a desigualdade social: dois terços dos chineses vivem em áreas rurais extremamente pobres e a renda per capita é compatível com as piores do terceiro mundo. Nos centros urbanos da China, o salário varia de 30 a 80 dólares mensais e a renda per capita é de 760 dólares anuais. No campo, onde vivem 900 milhões de chineses, ganha-se menos de 250 dólares por ano. O país começou a se preparar para a abertura econômica em 1978, quando o então líder Deng
Xiaoping trocou os dogmas de Karl Marx pelos de Adam Smith e deu uma guinada, que incluiu a abertura de zonas comerciais nas províncias costeiras, o aumento de investimentos estrangeiros e a liberalização do comércio e do mercado agrícola, tendo como ingredientes fartos subsídios, mão-de-obra barata e repressão brutal à oposição. Foi quando sob o bordão “Enriquecer é glorioso”, que o então país de Mao começou aexperimentar os desafios e prazeres da livre iniciativa na economia. O princípio básico do comunismo, a propriedade estatal, começou a cair por terra em 1997, quando o Congresso chinês anunciou um gigantesco programa de privatização. Dois anos depois, os chineses comemoraram cinqüenta anos de comunismo ao mesmo tempo em que realizava uma manobra histórica: depois de treze anos de negociações, fecharam um acordo para a esperada abertura de sua economia à globalização. Foi quando em menos de uma década o país se transformou numa das maiores economias do mundo.


Em 2001, a China oficializou sua entrada no mundo da globalização, ao ingressar de forma definitiva na Organização Mundial do Comércio (OMC). Com um fabuloso mercado potencial de mais de um bilhão de consumidores, o gigante oriental representava um dos mais tentadores e difíceis mercados internacionais, mas enfim abriu suas portas para o mundo. Com a economia globalizada, a China precisa atualmente criar 80 milhões de empregos e, ao mesmo tempo, assimilar o golpe que deverá arrasar setores inteiros defasados em relação à concorrência externa, como a indústria automobilística. Já as indústrias têxteis, de calçados e de brinquedos, deverão aumentar as exportações em 200%. A mão-de-obra barata é o grande chamariz para a entrada de capital externo. Na maioria das regiões da China, o salário, por exemplo, na linha de montagem é de menos de dois reais por hora. Um operário brasileiro ganha quatro vezes mais. Um mexicano, seis vezes. Um americano não pega no batente por menos de um salário vinte vezes maior. Nessas condições, montar bases para exportar é um ótimo negócio.

A China já responde por metade da produção mundial de máquinas fotográficas. Três em cada dez aparelhos de ar condicionado e de TV produzidos são feitos lá. Mais de 25% das máquinas de lavar e 20% das geladeiras no mundo levam o selo "Made in China”.

Há trinta anos, durante o governo Geisel, o Brasil estabeleceu relações diplomáticas com a República Popular da China e, devido à aceitação internacional do princípio da existência de uma só China, rompeu relações com a República da China (também conhecida pelo nome da única província chinesa a exercer a soberania: Formosa ou Taiwan). Era uma aposta no futuro, pois a China ainda vivia os últimos dias da era Mão Tse-Tung, que viria a morrer em 1976. Em 1978 a China iniciou seu programa de reformas que em um quarto de século mudou a face do país (industrialização intensiva e um crescimento de 10% ao ano), e iniciaram a mudar o equilíbrio de forças no planeta. Muitos pensavam nas oportunidades comerciais, cada dia maiores (a China hoje consome 55% do cimento e 36% do aço do mundo, além de importar imensas quantidades de alimentos e matérias primas), mas outros apostavam mais numa Parceria Estratégica, que significa cooperação e apoio mútuo para o desenvolvimento econômico-social, tecnológico e a construção de um mundo pacífico e multipolar. Uma associação entre o maior país em desenvolvimento do hemisfério Norte e o maior do Sul. Nem todos os governos souberam aproveitar a oportunidade, mas as relações foram intensas, com os presidentes Figueiredo, Sarney, Cardoso e Lula tendo visitado a China, que enviou vários presidentes e primeiros-ministros ao Brasil. O Brasil exportou produtos primários como soja e ferro, além de aço, em quantidades cada vez maiores, importando bens de consumo popular e equipamentos eletrônicos e máquinas, com uma balança comercial favorável. Mas ao mesmo tempo, houve cooperação mútua em infra-estrutura, com empresas brasileiras participando da construção da hidrelétrica de Três Gargantas (a maior do mundo) e os chineses na construção de ferrovias no Brasil, por exemplo. O projeto de satélites de sensoriamento remoto e a parceria tecnológica em áreas de ponta, como a nuclear, são exemplos avançados de cooperação Sul-Sul (entre países em desenvolvimento). A busca de investimentos recíprocos é um processo que está apenas no começo.
Igualmente importante é a dimensão político-diplomática da relação bilateral. Além do apoio chinês à candidatura do Brasil ao CS da ONU, ambos países cooperam na construção de um sistema mundial multipolar, que revalorize o papel da ONU, dentro do espírito dos chamados Cinco Princípios da Coexistência Pacífica. Além disso, o estabelecimento do G-20 (com a participação dos dois países), visando fortalecer a posição dos países em desenvolvimento da OMC, foi um sucesso. A cooperação bilateral é de grande vantagem, se o Brasil encarar com seriedade a parceria estratégica e não concentrar a agenda apenas em aspectos comerciais, adotando um projeto de desenvolvimento mais ousado.

CONCLUSÃO
Estudos sugerem que o crescimento econômico chinês é sustentável e tem condições de manter taxas similares de crescimento econômico nos próximos anos, quando comparadas com as taxas das duas últimas décadas (em torno de 9% ao ano). A justificativa para tal constatação está atrelada ao argumento de que as principais fontes de crescimento continuam presentes e terão impacto sobre o crescimento do produto de maneira similar ao já verificado nos últimos vinte anos.
Há elementos em que a China poderia se inspirar no Brasil, como a inclusão social e o desenvolvimento econômico. Apesar da China ainda ter uma renda per capita menor que a do Brasil (US$ 1.130 contra 3.000), em muitos indicadores sociais eles nos ultrapassaram. Ainda que as reformas produzam desigualdade, segundo a ONU 400 milhões de chineses saíram da faixa de pobreza em pouco mais de uma década. A auto-estima do povo chinês também poderia nos inspirar. Mas o mais importante é o Brasil saber construir alianças para poder avançar, identificando paises com interesses comuns. Neste sentido, a decisão tomada há 30 anos, tão criticada então, foi correta.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Barsa - Enciclopédia Britânica no Brasil (CD)

Wikipédia – A Enciclopédia livre
China – o milagre do oriente
http://www.wikipedia.com.br/china.html

Revista Veja
O novo gigante do mercado
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/china/economia.html

Revista de Economia Política
China: crescimento econômico de longo prazo
Rev. Econ. Polit. vol.26 no.3 São Paulo July/Sept. 2006

Câmara Brasil China
http://www.ccibc.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=2334

Relações Internacionais – Paulo Fagundes Vizentini
Brasil-China: 30 anos de relações diplomáticas
http://educaterra.terra.com.br/vizentini/artigos/artigo_170.htm


Fonte do texto:
http://www.revisaovirtual.com/site/Artigos_205_China_%E2%80%93_Crescimento_Economico.htm

Dom Pedro I



Por: Jônatas Campos de Aguiar Ferreira

Dom Pedro I, foi o rei de portugal e o primeiro imperador do Brasil.

Dom Pedro I, nasceu em Lisboa no dia 12 de outrubro de 1798, infelizmente não teve sorte porque faleceu no dia 24 de setembro de 1834. Herdeiro da coroa portuguesa em 1801, era filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina.

Em época de guerra em 1807 Portugual foi invadido pelos franceses e a familía real ficou com muito medo e veio para o Brasil na cidade de Rio de Janeiro, curtir as praías entre outros. O filho do D. João VI o Pedro era um menino, com apenas 9 anos, muito rebelde mais não assistia a novela rebelde, fugia do castelo para bricar de médico com os garotos pobres do porto.

Pedro completaria 17 anos, o rosto dela mostrava tudo menos um príncipe. Ele era um sonho te todo adolescente ser: Independente, saia a noite e so chegava de manhã, gostava de boemia e principalmente de mulheres, e como sempre vivia se metendo em brigas.

Acredite se quiser

Pedro foi educado por religiosos, dedicava-se mais à eqitação e atividades físicas do que aos estudos. Seu pai D. João VI sempre gritava.

-Filho vai estudar!

e ele respondia:

-A estudar que nada, eu quero é mulheres, mulheres e mais mulheres

Depoís da mudança da família real para o Brasil em (1807), frei Antônio de Arrábida tornou-se seu principal perceptor, porm o príncipe, cotinuou avesso aos estudos e preferia a vida solta no paço de São Cristovão e na fazenda de Santa Cruz.

Em março de 1816, com a aclamação de seu pai a rei de Portugal, recebeu o título de Príncipe Real e herdeiro do trono em virtude da morte do irmão mais velho, Antônio. No mesmo ano casou-se com Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria.

Com fama de aventureiro e boêmio, teve 13 filhos reconhecidos e mais cinco naturais: sete com a primeira esposa, a arquiduquesa Leopoldina, da qual enviuvou (1826); uma filha com a segunda esposa, a duquesa alemã Amélia Augusta; cinco com a amante brasileira Domitila de Castro, a marquesa de Santos; e mais cinco com diferentes mulheres, inclusive com uma irmã de Domitila, Maria Benedita Bonfim, baronesa de Sorocaba (1), com uma uruguaia María del Carmen García (1), com duas francesas Noémi Thierry (1) e Clémence Saisset (1) e com uma monja portuguesa Ana Augusta (1).

A família real retornou à Europa em 26 de abril de 1821, ficando D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil. A corte de Lisboa despachou então um decreto exigindo que o Príncipe retornasse a Portugal. Essa decisão provocou um grande desagrado popular e D. Pedro resolveu permanecer no Brasil. Desagradou a Corte Portuguesa, que suspendeu o pagamento de seus rendimentos, mas resistiu, criando o famoso Dia do Fico (09/01/1822).

Com a popularidade cada vez mais em alta, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu uma correspondência de Portugal, comunicando que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa. Revoltado, ali mesmo,em 7 de setembro de 1822, junto ao riacho do Ipiranga, o herdeiro de D. João VI, resolveu romper definitivamente contra a autoridade paterna e declarou a independência do Império do Brasil, proferindo o grito de independência ou morte, rompendo os últimos vínculos entre Brasil e Portugal.

De volta ao Rio de Janeiro, D. Pedro foi proclamado, sagrado e coroado Imperador e defensor perpétuo do Brasil. Impulsivo e contraditório, logo abandonou as próprias idéias liberais, dissolveu da Assembléia Constituinte, demitiu José Bonifácio e criou o Conselho de Estado que elaborou a constituição (1824).

Em meio a dificuldades financeiras e várias e desgastantes rebeliões localizadas, instalou a Câmara e o Senado vitalício (1826), porém um fato provocou desconforto geral e o seu declínio político no Brasil. Com a morte de D. João VI, decidiu contrariar as restrições da constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir, como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa como Pedro IV, 27º rei de Portugal.

Foi a Portugal e, constitucionalmente não podendo ficar com as duas coroas, instalou no trono a filha primogênita, Maria da Glória, como Maria II, de sete anos, e nomeou regente seu irmão, Dom Miguel. Porém sua indecisão entre o Brasil e Portugal contribuiu para minar a popularidade e, somando-se a isto o fracasso militar na guerra cisplatina (1825-1827).

Os constantes atritos com a assembléia, o seu relacionamento extraconjugal (1822-1829) com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem fez Viscondessa e depois Marquesa de Santos, o constante declínio de seu prestígio e a crise provocada pela dissolução do gabinete, após quase nove anos como Imperador do Brasil, abdicou do trono em favor de seu filho Pedro (1830) então com cinco anos de idade.

Voltando a Portugal, com o título de Duque de Bragança, assumiu a liderança da luta para restituir à filha Maria da Glória o trono português, que havia sido usurpado pelo irmão, Dom Miguel, travando uma guerra civil que durou mais de dois anos. Inicialmente criou uma força expedicionária nos Açores (1832), invadiu Portugal, derrotou o irmão usurpador e restaurou o absolutismo. Porém voltara tuberculoso da campanha e morreu no palácio de Queluz, na mesma sala onde nascera, com apenas 36 anos de idade, e foi sepultado no panteão de São Vicente de Fora como simples general, e não como rei. No sesquicentenário da independência do Brasil (1972), seus restos mortais foram trazidos para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo.

Sabe-se, ainda, que o Imperador teve formação musical bastante esmerada, tendo sido aluno de mestres como o Padre José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm. Tocava clarineta, fagote e violoncelo. Dele se conhece uma Abertura, executada no Teatro Italiano de Paris (1832), um Credo, um Te Deum, o Hino da Carta, adotado posteriormente como Hino Nacional Português (até 1910), e o Hino da Independência do Brasil. Seu nome de batismo é Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

COMO PERCEBEMOS D. PEDRO I NÃO FOI UM HOMEM TÃO SÉRIO ASSIM NÃO COMO ESSES LIVROS EXPLICITAM E EXPLICAM.

Fonte: http://meuartigo.brasilescola.com/historia-do-brasil/dom-pedro-i.htm

Operação Overlord


 

Por Emerson Santiago

“Operação Overlord” (“suserano”, na tradução para o português) é o nome código dado à Batalha da Normandia, ocorrida a 6 de junho de 1944. Conhecida também por “Dia-D“, tal batalha representa o início da retomada Aliada de territórios na Europa Ocidental às forças nazistas, em meio à Segunda Guerra Mundial. Sob o comando do general Eisenhower, mais de 185.000 homens e 20.000 veículos aéreos, marítimos e terrestres desembarcam na Normandia, naquela que é considerada maior operação anfíbia na história.



A decisão política sobre a invasão foi tomada após a derrota russa na Batalha de Stalingrado. Estudos preliminares para a entrada dos Aliados em território conquistado pelos alemães vinham sendo feitos desde janeiro de 1943 num encontro entre o britânico Winston Churchill e o norte-americano Franklin Roosevelt, em Casablanca, no Marrocos.

Locais como Espanha, Bélgica e Noruega foram cogitados. Paralelamente, os britânicos mantinham a organização dos célebres “comandos”, cuja missão consistia em incursionar no litoral ocupado pelos alemães para reunir informações e ensaiar, ao vivo, as técnicas de ataque. Finalmente, as forças aliadas, em nova reunião em Quebec, Canadá, decidiram por realizar a invasão pela Normandia, norte da França. Exatamente às 4 horas da madrugada do dia 5, os líderes militares estavam reunidos no quartel-general de Eisenhower, em Southwick House, Portsmouth, na Inglaterra. Cabia única e exclusivamente ao comandante supremo tomar a fatídica decisão. Depois de seu “ok”, a Operação Overlord teria início nos primeiros minutos do dia 6, com a aterrissagem dos pára-quedistas e planadores da 6ª Divisão Aérea Britânica, a Oeste do Rio Orne. A estes, seguiriam-se quase três milhões de soldados, que cruzariam o Canal da Mancha. Os exércitos envolvidos nesta grande operação militar tinham objetivos distintos que consistiam na tomada de posse das praias, com o codinome, Omaha e Utah, para os Americanos; Juno, Gold e Sword para as tropas anglo-canadenses.

Os soldados alemães apostavam na eficácia de sua chamada “Muralha do Atlântico“, a linha de defesa das tropas nazistas, que se estendia desde a fronteira franco-espanhola até à Noruega. O general Rommel havia previsto corretamente o local de desembarque das tropas aliadas e acabou por tornar difícil a operação de desembarque, para não dizer sangrenta, causando muitas baixas entre os soldados norte-americanos e anglo-canadenses.

Apesar da feroz resistência nazista, as tropas aliadas conseguiram por fim estabelecer uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês, que permitiu a entrada de mais tropas para continuar a retomada. Já as tropas alemãs se dispersaram ao longo da Bretanha em fortalezas costeiras e terrestres, tendo agora a guerra em duas frentes, o temor dos generais alemães.

Bibliografia:
A Invasão. Disponível em http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicao007/capa.shtml .Acesso em: 03 abr. 2012.
ALVES, David. A Batalha da Normandia. Disponível em http://batalhanormandia.no.sapo.pt/Odiad.html . Acesso em: 03 abr. 2012.
NETO, Adolfo Luna. Operação Overlord. Disponível em http://adluna.sites.uol.com.br/400/475.htm . Acesso em: 03 abr. 2012.




Fonte:

O estrangeirismo no consumo


O gosto por marcas e produtos: um hábito atual que já existia no passado.


Atualmente, os meios de comunicação são capazes de provocar uma verdadeira enxurrada de ofertas, promoções e artigos que inundam nossas televisões, caixas de correio, rádios e e-mails. Dentre tantas ofertas, vemos que algumas marcas se sobressaem como portadoras de algum valor especial. Em suma, ter o determinado produto de uma determinada marca corresponde ao pronto atendimento de certos padrões de bom gosto e beleza.

Ao conviver com os alunos em sala de aula, qualquer professor mais atento pode perceber como tal necessidade de consumo atinge os jovens. Fazendo uma rápida pesquisa em sala, o professor pode reconhecer quais seriam as marcas e produtos que encabeçam os sonhos de consumo da garotada. De fato, ao realizar esse exercício, podemos ver que as empresas se empenham em chamar a atenção de seus consumidores de forma cada vez mais ágil.

Sob tal aspecto, é interessante notar como muitos dos produtos citados pelos alunos são de procedência estrangeira. Em muitos casos, o fato do produto ser importado agrega um valor simbólico que supera em muitas vezes o preço de uma mercadoria semelhante produzida nacionalmente. Além disso, o produto “de fora” sugere que seu consumidor tenha uma relação íntima com as últimas tendências oferecidas pelas suas nações de origem.

Na determinação de tal quadro, muitos acreditam que essa experiência se limita ao contexto do mundo contemporâneo. Entretanto, é possível perceber que esse tipo de situação pode ser notado em outros tempos. Para tanto, basta recuar para as décadas iniciais do século XX e demonstrar que o consumo de determinadas marcas também influenciavam os padrões de qualidade desses antigos consumidores.

Para comprovar tal similitude, o professor pode se valer da propaganda disponível em algumas das revistas catalogadas pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo. Vasculhando alguns poucos exemplares, é possível deparar-se com a propaganda de casas comerciais que oferecem artigos luxuosos, roupas e bebidas “enviadas por suas casas de compra de Paris e Londres”. Rapidamente, selecionamos algumas propagandas de 1910, extraídas da revista paulista “A Lua”.









Nesses breves exemplos, podemos assinalar que a procedência francesa e inglesa de determinados produtos é francamente explorada na propaganda. Em alguns casos, o próprio nome na empresa em língua estrangeira confere esse tipo de evocação à qualidade do produto importado. Nesse aspecto, podemos ver que essas propagandas de revista também nos mostram a formação de um mercado consumidor letrado e urbano.

Caso queira finalizar a aula de forma um pouco mais lúdica e divertida, o professor pode oferecer uma atividade de reinvenção das propagandas trabalhadas. Dividindo a sala em pequenos grupos, o professor pode sugerir que cada grupo reelabore a propaganda dos produtos expostos na aula. Após a produção de cada material, exponha à turma como as propagandas foram “modernizadas”.


Por Rainer Sousa
Fonte:

Margareth Thatcher


Margareth Thatcher, em 1979, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha. Foi a precursora do neoliberalismo e seu governo durou 11 anos.


A “Dama de Ferro” governou a Grã-Bretanha por 11 anos (1979-1990)


No ano de 1979, a Europa se encontrava em um período de recessão econômica, elevadas taxas de inflação, altos índices de desempregos e uma quase incontornável crise petrolífera. Durante esse período de turbulência social, assumiu o poder na Grã-Bretanha a líder do partido conservador inglês, Margareth Thatcher.

Thatcher foi a primeira mulher que ocupou o cargo de Primeiro-Ministro britânico. Logo no início do seu mandato, efetivou uma série de medidas e mudanças, anunciou um plano para a redução dos impostos e passou a controlar e a realizar reformas institucionais nos sindicatos trabalhistas. Essas reformas lhe valeram o apelido de “Dama de Ferro”.

A Primeira-Ministra permaneceu no cargo de 1979 até 1990, ou seja, ocupou o cargo por 11 anos. Nos primeiros cinco anos, suas medidas e estratégias de governo não resultaram em melhorias na economia britânica; ao contrário, muitos estudiosos disseram que a Grã-Bretanha entrou num momento de maior recessão econômica. Entretanto, outros estudiosos, que compactuam com uma visão política liberal-conservadora, defenderam veemente o governo de Thatcher.

Os primeiro cinco anos do primeiro mandato de Margareth Thatcher foram bastante conturbados, por sua política anticomunista. O primeiro governo de Thatcher ficou marcado por diversas greves e manifestações dos sindicatos trabalhistas. Mas sua intervenção nas Guerras das Malvinas (Guerra entre Inglaterra e Argentina), em 1982, aumentou sua popularidade. Thatcher conseguiu sua primeira reeleição em 1984 em decorrência desse fato.

Após o primeiro mandato, Thatcher promoveu um programa de privatizações das empresas estatais e continuou combatendo de forma radical os movimentos sindicais trabalhistas. A Primeira-Ministra britânica tornou-se uma das precursoras do neoliberalismo.

No ano de 1984, não negociou a liberação dos presos políticos e sofreu um ataque contra sua vida, realizado pelo grupo terrorista IRA (Exército Republicano Irlandês). Saindo ilesa do atentado, ganhou força e compactuou ainda mais com o capitalismo. Certa vez, disse: “A ganância é um bem” – essa frase é a clara concordância que a “Dama de Ferro” tinha com a acirrada concorrência capitalista.

No final da década de 1980, Margareth Thatcher continuava seu governo de forma rígida e inflexível. Conseguiu controlar a inflação e acelerou a valorização da moeda inglesa, porém não conseguiu baixar a taxa de desemprego. Sua segunda reeleição aconteceu em 1989, entretanto sua relação com o partido não era boa, o que levou à sua renúncia no ano de 1990. Acentuada ainda pela vitória do presidente norte-americano, George Bush, não simpatizante de Thatcher, um dos motivos da renúncia foi a perda do apoio externo dos Estados Unidos da América.

A “Dama de Ferro” assumiu o cargo de Primeira-Ministra inglesa no ano de 1979, em plena Guerra Fria, e deixou o poder político britânico em 1990, após a queda do muro de Berlim (fim da Guerra Fria).

Leandro Carvalho

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