20.6.12

Bashar al-Assad



Por Fernando Rebouças

Nascido em Damasco, no dia 11 de setembro de 1965, o atual presidente da Síria, Bashar al-Assad, preside seu país desde 17 de julho de 2000, quando sucedeu o seu pai Hafez al-Assad. Desde cedo, Bashar al-Assad não demonstrava ímpeto pela política, estudou oftalmologia em Damasco e concluiu seus estudos em Londres.



Seu pai preparava seu irmão mais velho como herdeiro político, porém, depois da morte do irmão, Bashar al-Assad passou a ocupar as atenções do pai para ocupar a presidência. Depois da morte de Hafez al-Assad, ocorrida em 10 de junho de 2000, Bashar al-Assad tornou-se General do Estado Maior e Chefe Supremo das Forças Armadas Sírias.

O Partido Árabe Socialista Baaz, único partido da Síria, o indicou como candidato único para ocupar a Presidência da República, as votações foram realizadas no dia 10 de julho de 2000, tomando posso no dia 17 de julho.

Apesar da fantasia democrática, Bashar al-Assad manteve as implementações políticas de seu pai, mas , para o mundo manteve um discurso de refomas para satisfazer as cobranças da União Europeia e dos EUA, mas sem conceder qualquer abertura para a oposição política no país.

Nessa época, a Síria já mantinha tropas no Líbano e tinha uma relação tensa com Israel. As tropas sírias foram retiradas do Líbano depois de uma forte pressão internacional sobre o governo de Bashar al-Assad na ocasião da morte de seu primeiro-ministro.

No dia 27 de maio de 2007, conseguiu a reeleição num segundo referendo que registrou 97% de aprovação. No ano de 2010, viajou pela América Latina, incluindo visita ao Brasil e Cuba.

Em 2011, em meio ao clima da Primavera Árabe, o presidente sírio foi cobrado por uma maior abertura política em seu país, perante à lentidão de mudanças a oposição política síria iniciou uma série de protestos exigindo a renúncia de al-Assad, que logo enviou o exército para atacar os manifestantes.

O ato violento do presidente gerou sanções econômicas contra a Síria por parte dos EUA, Canadá, e UE. Em agosto de 2011, os EUA exigiu a sua retirado do cargo de presidente, al-Assad já era acusado de ter matado milhares de civis por meio de suas ordens militares. A esposa de al-Assad, Asma Al Akhras, referida durante anos como a Lady Di de Damasco, frustou o mundo ao apoiar os atos de abuso de poder de seu marido.

No primeiro semestre de 2012, a situação permaneceu instável na Síria, apesar da realização das eleições parlamentares em maio do mesmo ano, o partido de al-Assad obteve a maioria das votação.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bashar_al-Assad
http://portuguese.ruvr.ru/2012_05_17/Bashar-Assad-Siria-politica-Entrevista-ONU-oposicao/
http://www.buscabiografias.com/bios/biografia/verDetalle/9177/Bashar%20Asad%20Bashar%20al-Assad

Como era o treinamento de um samurai?

por Tiago Cordeiro



Entre os séculos 12 e 19, famílias de guerreiros formavam os soldados de elite do Japão – o treino começava aos 3 anos de idade. Os samurais surgiram durante a consolidação do sistema feudal do país e experimentaram o auge no século 15, quando o arquipélago tinha 260 pequenos estados rivais.

Os guerreiros eram vizinhos dos senhores feudais, vivendo em castelos, com acesso a fundição de ferro (para a manufatura de armas), pasto e armazéns para comida, roupa e armas. No século 18, eram tão numerosos que passaram a ocupar funções burocráticas no governo e, ao final do século 19, foram incorporados ao exército. Nessa época, chegaram a ser 2 milhões (6% da população nipônica).

No século 20, já fora de combate, famílias de samurais deram origem a grandes grupos empresariais do país, como Mitsubishi e Mitsui.


Controle total - Além de educar a mente, os samurais dominavam os movimentos e os limites do corpo

Exercício mental

Todo samurai sabia ler e escrever. Quem ensinava era a mãe, que também instruía as meninas em matemática financeira – quando cresciam, elas controlavam as contas do lar. As crianças praticavam séries de exercícios (katas) que serviam para meditar e controlar o corpo. Os katas originaram o judô e o caratê.

Caça a cavalo

Nos primeiros cinco séculos de existência, os samurais eram cavaleiros armados de arco e flecha (yumi). O treino de luta começava com o jovem atirando, montado, contra cachorros presos por correntes – o objetivo era matar com apenas uma flechada. O próximo nível era caçar porcos.

Por um fio

A suburi, técnica de uso da espada, era aplicada contra um inimigo imaginário, com uma espada de madeira (bokken), que também podia ser usada em batalhas. Para desenvolver o autocontrole, o aprendiz movimentava a arma rapidamente contra o instrutor, interrompendo o golpe a milímetros do rosto do mestre.

Nada de aposentadoria

Em qualquer idade, o samurai cuidava do preparo físico, levando a resistência do corpo ao extremo. Um dos treinos era ficar parado em pé, nu, na neve ou embaixo de uma cachoeira gelada por até oito horas. Além disso, muitos ficavam sem água, comida ou sono por dias para estar sempre prontos para a guerra.

Preparar, apontar...

Entre os séculos 15 e 17, os samurais usavam armas de fogo: o arcabuz tinha 1,5 m de comprimento, pesava 8 kg e era difícil de recarregar.


Juventude abreviada - Com 12 anos, o samurai já estava pronto para lutar

3 A 7 anos - O aprendiz é alfabetizado, conhece os ideais do samurai (obediência e lealdade ao senhor e não ter medo da morte) e começa a manusear armas de madeira.

8 A 11 anos - Aprende a andar a cavalo e a manusear o arco e flecha (ainda no chão). Começa o treinamento com a bokken e, ao fim desse estágio, já usa a mamorigatana, uma espada de metal leve.

12 anos em diante - Participa de batalhas, na retaguarda,ou executando prisioneiros de guerra e criminosos. Aprende a usar oyumi sobre o cavalo e a lutar com a katana.

Curiosidades:

Musashi, o samurai mais famoso de todos os tempos, preferia usar espada de madeira em combates.

O samurai se matava com a wakizashi quando cometia um erro que levasse à derrota em batalha.


Corpo fechado - Armadura era leve, resistente e feita de vários materiais

Tiro ao alvo - Carregado nas costas, o arco de bambu tinha 2 m de comprimento. As flechas eram de madeira afiada na ponta.

Encarando de frente - A cabeça do guerreiro era protegida por uma máscara (hoate) e por um capacete (kabuto).

Lâminas letais - As espadas mais importantes eram a katana, com 90 cm de comprimento, e a wakizashi, usada em espaços apertados ou no ritual de suicídio (seppuku).

Camadas protetoras - A armadura era formada por uma série de revestimentos de couro, madeira e lâminas de metal.

Consultoria: William Wayne Farris, professor de cultura japonesa da Universidade do Havaí, e William E. Deal, professor de história do Japão da Universidade Case Western.

Fonte: Samurai Swords, de Clive Sinclaire.

Theda Bara, Vamp

Os estúdios venderam a imagem de Theda Bara dizendo que ela era filha de um artista francês com uma amante árabe, e que seu nome, Theda Bara, era um anagrama de Arab Death (traduzindo, morte árabe). Na verdade ela jamais foi à França ou sequer passou perto do Egito.



A verdade era menos interessante, e ela nasceu no Ohio, em 29 de julho de 1885, EUA, filha de um alfaiate judeu, e foi registrada com o estranho nome de Theodosia Burr Goodman. Além disso era muito tímida, chegando a exigir, durante as filmagens, que poucas pessoas estivessem nos estúdios e que ele, de preferência, estivesse às escuras.



Apesar disso, ficou conhecida como uma das vamps do cinema, precursoras das mulheres fatais. A primeira grande sex symbol. Após o código de produção ser estabelecido em 1930, seus filmes foram banidos, devido aos figurinos transparentes e sensualidade.



Foram mais de 40 filmes realizados entre 1914 e 1926. Destes, somente seis sobreviveram. Isso porque um grande incêndio na FOX, ocorrido em 1937, levou embora a maior parte deles.



A atriz chegou a ganhar 4000 dólares por filme, quantia considerada exorbitante para a época. Também pudera, era, juntamente com Charles Chaplin e Mary Pickford, uma das mais populares estrelas do cinema mudo.
Fora de cena, ela viveu com sua mãe e irmãos em Nova York, seguindo para Los Angeles, atpé que o sucesso bateu-lhe a porta com Cleopatra (1917). Infelizmente não existem cópias deste filme sobrevivente, e as imagens que temos, é somente de fotografias.



O fim da carreira começou quando ela se cansou da imagem de Vamp. Ela não queria mais renovar o contrato com a Fox, e depois de "The Lure of Ambition" (1919) deu um tempo das telas até o retorno, em 1925. No ano seguinte faria seu último filme, "Madame Mystery" (1926), em que fazia uma paródia de si mesma.



A atriz terminou seus dias vivendo em Nova York, ainda rica, devido ao enorme sucesso que teve em sua juventude. Houve interesses em realizar uma cinebiografia sobre ela, em 1949, mas o projeto foi engavetado. Caso fosse realizado, traria Betty Hutton interpretando a atriz conhecida como a Serpente do Nilo. Theda morreu de câncer em Los Angeles, em 1955. Tinha 70 anos.


O triângulo negro da abolição

A abolição da escravatura no Brasil envolveu uma pluralidade de indivíduos, de diferentes posições sociais e cores de pele. Artigo da CH 292 conta três histórias que mostram a heterogeneidade da população negra e mulata envolvida no ativismo abolicionista.

Por: Angela Alonso




Da esquerda para a direita, André Pinto Rebouças, Luiz Gonzaga Pinto da Gama e José Carlos do Patrocínio. Esses três personagens negros com trajetórias de vida bem diferentes tinham em comum a luta pelo fim da escravidão.


Aqui se contam três histórias: a de um aristocrata urbano, a de um nascido livre que virou escravo e a de um filho de vigário que se tornou jornalista e boêmio. Destinos dessemelhantes. Em comum, a cor de pele e o ativismo político no movimento abolicionista. Cada qual à sua maneira.

A primeira história é a de André Pinto Rebouças (1838-1898), filho de estadista do Império, com acesso aos partidos e à família imperial, posição social completada pela posse de escravos domésticos. Fez a carreira da elite social: curso de engenharia, parte dele na Europa, e obtenção de empregos e oportunidades por lobby junto a políticos e à sociedade de corte.
André Pinto Rebouças se interessou pela abolição em 1867, como parte de seu projeto de modernização do país

Estabeleceu-se como empresário, comandou grandes obras públicas, com salário alto e em posição de gerenciar sua própria política de favores. Foi condecorado pelo imperador D. Pedro II e obteve o cobiçado cargo de professor da Escola Politécnica.

Rebouças se interessou pela abolição em 1867, como parte de seu projeto de modernização do país. O assunto entrava na agenda política, com discussão de uma Lei do Ventre Livre, quando um subordinado seu pediu-lhe a alforria de escravo das obras sob seu comando. Rebouças não só concedeu a liberdade ao Chico encanador, como incluiu o fim da escravidão em sua retórica de empresário modernizador.

No entanto, como os Rebouças tinham escravos em casa, foi logo acusado de “escravagista”. Reagiu alforriando em 1868 “nossa cria Guilhermina” – embora apenas em 1870 libertasse os outros três escravos da casa – e respondeu ao acusador, conforme registra seu diário, em 15 de junho de 1868: “Sou abolicionista de coração (...) e espero em Deus não morrer sem ter dado ao meu país as mais exuberantes provas da minha dedicação à Santa Causa da Emancipação.”‘Libertação dos escravos’, tela pintada pelo artista brasileiro Pedro Américo em 1889.

O segundo personagem dessa história é Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882), filho de africana livre, quitandeira, rebelde da revolta malê – a rebelião dos escravos de origem muçulmana, na Bahia, em 1835. A mãe deixou o filho com o pai, fidalgo, que o vendeu como escravo quando ele tinha 10 anos.

Luiz foi levado de Salvador a São Paulo, onde aprendeu ofícios de escravo doméstico e de ganho. Ficou amigo de um estudante de direito, que lhe ensinou letras, leis e política. Aos 18 anos, Gama usou exatamente a lei para se declarar livre. Daí em diante, arranjou vários empregos e, com apadrinhamento de José Bonifácio, o moço, líder do Partido Liberal em São Paulo, chegou à imprensa, onde redigia sátiras contra costumes e instituições.
No fim dos anos 1870, Luiz Gonzaga Pinto da Gama se pôs de crítico do Império nos jornais, com o bordão: o Brasil “sem reis e sem escravos”

Gama experimentava ascensão social e vislumbrou completá-la com o diploma de direito. Mas fecharam-lhe as portas da faculdade. Virou rábula e enturmou com anticlericais, republicanos e abolicionistas. No fim dos anos 1870, se pôs de crítico do Império nos jornais, com o bordão: o Brasil “sem reis e sem escravos”.

O terceiro vértice desse triângulo nasceu da mancebia de liberta quitandeira com vigário-fazendeiro da paróquia de Campos, que o criou – embora negando-lhe o sobrenome. De modo que José Carlos do Patrocínio (1853-1905) foi menino de engenho até a adolescência, quando reagiu à ilegitimidade doméstica estapeando uma das amantes paternas. Então, foi mandado para o Rio de Janeiro, em 1868. Logo perdeu a mesada, mas o circuito de favores do pai assegurou-lhe casa, emprego e vaga na Faculdade de Medicina.

Patrocínio foi tecendo rede de contatos na boemia, com músicos, poetas e atrizes, e no Partido Liberal, e logo se tornou revisor do jornal deles, A Reforma. Tudo ia bem quando foi barrado no meio do curso de medicina, por causa de sua origem – ou da falta dela. Então, em 1873, Patrocínio começou a reclamar das injustiças do Império, em jornaizinhos da faculdade, com poemas como esse, transcrito por seu biógrafo, Raimundo Magalhães Jr. (1907-1981).

“Quebremos essas algemas
Que oprimem nossos irmãos,
(...)
Brademos aos quatro ventos:
‘Escravos, sois cidadãos!’”

Patrocínio saiu da faculdade só com diploma de farmacêutico, mas iniciado no republicanismo e no abolicionismo, que difundiu na Gazeta de Notícias, jornal de propriedade de outro mulato, José Ferreira de Araújo (1846-1900), que lhe deu a crônica política. Patrocínio a assinava como ‘Proudhomme’, adaptando a máxima do filósofo francês Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) ao contexto local: “A escravidão é um roubo!”


Fonte: 

Império Carolíngio


Por Emerson Santiago

Recebeu o nome de Império Carolíngio (também conhecido como o Império de Carlos Magno), o império estabelecido pela dinastia carolíngia, da qual foi seu maior representante Carlos Magno (742 – 814). Ocupando grande parte da região central da Europa, este estado medieval é o embrião da atual França.



Com a desagregação do Império Romano e a organização da sociedade feudal, inúmeros reinos se formaram. O reino Franco, formado na Gália (atual França), foi o mais duradouro desses novos territórios. Ali, a dinastia carolíngia sucedeu à dinastia merovíngia em 751, sendo fundada por Pepino, o Breve, que naquele ano depôs o último merovíngio e se fez eleger rei dos francos por uma assembleia do seu povo, para além da sagração papal em 754.

Em 768, a dinastia carolíngia foi entregue a Carlos Magno, monarca responsável pelo apogeu da dominação dos francos na Europa medieval. Seguindo uma política de tom expansionista, o novo rei promoveu o domínio de territórios situados na península itálica e entrou em luta contra os muçulmanos, estabelecendo a Marca Hispanica, na região sul dos Pirineus (espécie de zona neutra, destinada a isolar e proteger as fronteiras do império). Logo depois, conquistou a cidade de Barcelona, as ilhas Baleares e impôs sua dominação sob os povos saxões da Germânia.

Formando um vasto território, Carlos Magno teve grande preocupação em organizar administrativamente as regiões conquistadas. Para tanto, realizou a doação de terras a todos os nobres que o auxiliavam durante as batalhas. Além disso, dividiu todos os domínios imperiais em duzentos condados que seriam geridos por um nobre e um bispo. O controle do poder exercido por esses líderes locais era fiscalizado por um funcionário público chamado missi dominici(“enviados do senhor”).

Com a morte de Carlos Magno, em 814, o poder passou para seu filho Luís, o Piedoso, que governou até 840. Fortemente influenciado pela Igreja, Luís foi um monarca fraco. Terras da Igreja e domínios senhoriais conseguiam livrar-se do controle do poder central, tornando-se autônomos, deixando de cumprir suas obrigações para com o poder central. Após sua morte, seus três filhos repartiram o Império por meio do Tratado de Verdun (843). Carlos, o Calvo, ficou com a França Ocidental (que deu origem ao Reino da França); Luís, o Germânico, com a França Oriental (a futura Alemanha); e Lotário, com a França Central, repartida após a sua morte, em 870, entre Carlos e Luís.
Em 987, morre o último soberano carolíngio da França Ocidental, Luís V, e os aristocratas escolheram Hugo Capeto, Conde de Paris, como rei. É o fim da dinastia carolíngia sobre a França, dando origem à dinastia capetíngia, que governou o país até o século XIV.

Bibliografia:
Império Carolíngio. Disponível em: <http://www.infopedia.pt/$imperio-carolingio>. Acesso em: 22 mai. 2012.
O Império Carolíngio. Disponível em: <http://www.sohistoria.com.br/ef2/carolingio/>. Acesso em: 22 mai. 2012.
Império Carolíngio: apogeu e declínio. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/historia/imperio-carolingio-apogeu-e-declinio.jhtm>. Acesso em: 22 mai. 2012.




Fonte:

MESOPOTÂMIA



As civilizações antigas da Mesopotâmia são comumente chamadas de babilônicas, apesar de que a cidade de Babilônia não foi o centro de cultura do vale Mesopotâmico.

A região sofreu diversas invasões de outros povos, mas que ao invés de interferirem negativamente em sua cultura, ao contrário aprenderam e adotaram muitos conhecimentos dos mesopotâmicos.

A escrita era a cuneiforme, que talvez tenha surgido até mesmo antes da hieroglífica dos egípcios. O fato é que as cerâmicas, tabuletas, com escrita cuneiforme fornecem muito mais informação dos que os papiros egípcios devido a sua conservação.

Ao contrário da maioria das civilizações o sistema numérico mesopotâmico tinha como base o valor sessenta. Acredita-se que o sistema de base sessenta tenha sido usado por ser possível sua subdivisão em metades, quartos, quintos, sextos, décimos, etc...até dez divisões são possíveis.

Até hoje, o sucesso desse sistema se reflete em nossas unidades de tempo e medida de ângulos.

Aos babilônios se deve a invenção do sistema posicional. Com apenas seus símbolos para unidades e dezenas, podiam representar qualquer número, por maior que fosse, por repetição e mudança de posição. Este é o mesmo princípio de nosso sistema numeral.

Nosso número 222 usa o mesmo algarismo três vezes, com significado diferente de cada vez: uma vez vale duas unidades, outra vale duas dezenas e a última duas centenas (duas vezes o quadrado da base dez).

Quando escreviam ¡ ¡ ¡ ¡ ¡ ¡ , separando claramente grupos de dois símbolos, entendiam que o primeiro grupo a direita representava duas unidades, o segundo o dobro de suas base (60) e o terceiro, o dobro do quadrado de sua base. Portanto esse numeral indicava 2(60)2 + 2(60) + 2 = 7322 (em nossa notação).

Os babilônios, a principio parecem não ter tido um modo de representar o vazio (zero). Não havia notação para zero, embora às vezes deixassem um espaço em branco para indicar zero. Isso confundia as formas escritas para alguns números como 22 e 202. Criou-se, mais tarde, um símbolo para zero, mas que só era usado em posições intermediárias.

A superioridade matemática dos mesopotâmicos sobre os egípcios está em que aqueles estenderam a notação posicional às frações.
O que significa que a notação decimal das frações que conhecemos já era por eles conhecida, sendo que foram capazes de calcular a raiz quadrada de dois com até três casas sexagesimais.

Já manipulavam bem, equações usando palavras como incógnitas, num sentido abstrato. Conheciam bem o processo de fatoração.

A resolução de equações quadráticas e cúbicas também os coloca em destaque com relação a matemática dos egípcios. Este tipo de resolução é um feito notável, admirável não tanto pelo alto nível de habilidade técnica quanto pela maturidade e flexibilidade dos conceitos algébricos envolvidos. E por que se espantar com seu alto nível e amadurecimento, se foi deles que aprendemos o que sabemos e que nos autoriza a elogiá-los?

O que certamente nos dá essa autorização é o nosso simbolismo algébrico, sem o qual não podemos ter certeza de entender o raciocínio da matemática primitiva.

Assim, para nós, é fácil ver que (ax)3 + (ax)2 = b é essencialmente o mesmo tipo de equação que y3 + y2 = b, mas reconhecer isso sem nossa notação é uma realização de significado muito maior para o desenvolvimento da matemática que até mesmo o princípio posicional na aritmética.

Algum desenvolvimento geométrico pode ser constatado com tabuletas que indicavam relações entre os lados de um triângulo. Apesar de não se poder ter certeza, acredita-se que os Mesopotâmicos conheciam também as fórmulas gerais de progressão geométrica e a soma dos nprimeiros quadrados perfeitos. No entanto, como nos papiros egípcios, as tabuletas Mesopotâmicas não descreviam os procedimentos mas apenas davam as questões e os resultados.

O Teorema de Pitágoras não se encontra expresso em nenhuma tabuleta ou lista, mas certamente era conhecido e usado e não só em triângulos isósceles. Foi encontrado um problema em que uma escada ou prancha de comprimento 0;30 (1/2 na nossa notação) está apoiada a uma parede; a questão é de quanto a extremidade inferior se afastará da parede se a superior escorregar para baixo de uma distância de 0;6 unidades? A resposta é encontrada corretamente usando o teorema de Pitágoras.

Toda a matemática desenvolvida por babilonios e egípcios dá a entender que se originava de questões concretas, imediatas. Mas, mesmo assim, há alguns indícios de abstração e de matemática por recreação.



Fonte: http://educar.sc.usp.br/licenciatura/trabalhos/mesopot.htm

Qual é a profissão mais antiga do mundo?

por Tiago Cordeiro



Diferentemente do que diz a sabedoria popular, a primeira profissão humana foi a de cozinheiro – e não a de prostituta. É o que diz um estudo publicado pela Universidade de Harvard.

O raciocínio é o seguinte: se a prostituição surgiu quando uma ancestral nossa ofereceu sexo em troca de comida ou abrigo, já havia coletores de alimentos e guerreiros para protegê-la. “É certo que os caçadores vieram antes dos fazendeiros. Provavelmente, os coletores de alimentos são ainda mais antigos”, afirma Patrick Geary, historiador da Universidade da Califórnia.

Ainda assim, outras espécies de animais também coletam alimentos, caçam e se prostituem – comportamento observado em outros primatas. Cozinhar, porém, teria sido o primeiro ofício exclusivo dos seres humanos. A atividade teria surgido há 2 milhões de anos com o Homo erectus. Entre eles, já existia a especialização no preparo dos alimentos, como comprovam utensílios encontrados perto de fósseis da época. “Além de ser a primeira profissão, é também aquela que nos definiu como espécie”, defende Chris Organ, biólogo de Harvard e um dos coautores do estudo.

FONTES: Artigo Energetic Consequences of Thermal and Nonthermal Food Processing, publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences.

A importância de se estudar a História


A importância do estudo da história



A história é uma ciência que estuda a vida do homem através do tempo. Ela investiga o que os homens fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, oconhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói seu tempo.

A história é feita por homens, mulheres, crianças, ricos e pobres; por governantes e governados, por dominantes e dominados, pela guerra e pela paz, por intelectuais e principalmente pelas pessoas comuns, desde os tempos mais remotos. A história está presente no cotidiano e serve de alerta à condição humana de agente transformador do mundo.

Ao estudar a história nos deparamos com o que os homens foram e fizeram, e isso nos ajuda a compreender o que podemos ser e fazer. Assim, a história é a ciência do passado e do presente, mas o estudo do passado e a compreensão do presente não acontecem de uma forma perfeita, pois não temos o poder de voltar ao passado e ele não se repete. Por isso, o passado tem que ser “recriado”, levando em consideração as mudanças ocorridas no tempo. As informações recolhidas no passado não servirão ao presente se não forem recriadas, questionadas, compreendidas e interpretadas.

A história não se resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados. Ela deve servir como instrumento de conscientização dos homens para a tarefa de construir um mundo melhor e uma sociedade mais justa.


Por Lilian Aguiar

Fonte: http://www.escolakids.com/a-importancia-de-se-estudar-a-historia.htm

Guerra hispano-americana


Por Emerson Santiago

Ficou conhecida pelo nome de Guerra hispano-americana o conflito ocorrido entre a Espanha e os Estados Unidos em 1898, culminando com a tomada de Cuba, Porto Rico e Filipinas ao domínio espanhol. Com exceção da guerra de independência e a guerra de 1812, ambas travadas contra sua antiga metrópole, a Grã-Bretanha, esta foi a primeira guerra dos norte-americanos contra uma nação européia.



O conflito, que duraria aproximadamente oito meses foi também a primeira grande vitória militar dos Estados Unidos sobre uma potência estrangeira. Tal guerra sinalizou de vez a decadência espanhola como potência mundial e catapultou os Estados Unidos para o primeiro plano das disputas políticas globais.

A Espanha tinha perdido quase todas as suas colônias na primeira metade do século XIX e restavam apenas alguns poucos lugares do antigo império onde “o Sol nunca se punha”. Já os Estados Unidos, depois de uma devastadoraGuerra Civil entre 1861 e 1865, continuavam sua vertiginosa expansão econômica, ao mesmo tempo em que mantinham um isolamento político em relação às questões mundiais.

A luta contra a Espanha foi feita sob o pretexto de defender o povo cubano da feroz repressão espanhola, mas, os seus motivos reais estavam na importância econômica e estratégica em exercer o controle efetivo dos mais relevantes territórios espanhóis. O pretexto para a declaração de guerra foi dado pela explosão do couraçado americano Maine a 15 de Fevereiro de 1898, e que a imprensa americana apresentou como sendo obra de sabotagem por parte dos espanhóis, tornando a guerra praticamente inevitável. De fato, a 24 de abril de 1898, na sequência de um ultimatum norte-americano exigindo a retirada das forças espanholas da ilha de Cuba, a Espanha declara guerra aos Estados Unidos.

Contando naquele momento com uma marinha muito mais poderosa que a espanhola, os EUA iriam derrotar fragorosamente o rival espanhola nas batalhas da Baía de Manila, nas Filipinas, e da Baía de Santiago, em Cuba. Com o domínio do mar, os americanos puderam projetar seu poder em terra e vencer as tropas inimigas. Como “prêmio” pela vitória, os norte-americanos assumiriam o controle de Cuba, Porto Rico e Filipinas. O Império colonial espanhol ficou reduzido a esparsos territórios na África ainda mal conhecidos e explorados.

Cuba tem sua independência logo em 1902, mas permaneceria intimamente ligada à política e interesses dos EUA, o que fazia da ilha na prática uma colônia, situação que continuou por várias décadas. As Filipinas ficariam maior tempo sob administração norte-americana, tendo sua independência reconhecida apenas em 1946, mas assim como Cuba, ficaria por décadas ligada economicamente à sua metrópole. Porto Rico ainda hoje forma um estado associado aos EUA, e seus cidadãos tem cidadania americana garantida. Lá, o movimento por independência ainda busca maior apoio entre a população, embora tenha crescido nos últimos anos.

Bibliografia:
JÚNIOR, Lima. Guerra Hispano-Americana. Disponível em: <http://amantesdeclio.blogspot.com.br/2011/02/guerra-hispano-americana.html>. Acesso em: 20 mai. 2012.

Guerra Hispano-Americana: os novos donos do mar. Disponível em: <http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/guerra-hispano-americana-novos-donos-mar-435837.shtml>. Acesso em: 20 mai. 2012.

Guerra Hispano-Americana. Disponível em: <http://www.infopedia.pt/$guerra-hispano-americana>. Acesso em: 20 mai. 2012.

Guerra Hispano-americana. Disponível em: <http://www.areamilitar.net/HISTbcr.aspx?N=38>. Acesso em: 20 mai. 2012

Fonte:

Renascimento


O Renascimento promoveu uma reviravolta no comportamento do homem europeu.




Entre os séculos XIV e XVI, observamos o desenvolvimento de uma série de transformações que atingiram profundamente a forma pela qual o homem europeu encarava o mundo à sua volta. Condensada sob o nome do Renascimento, essa série de mudanças determinaram o reconhecimento de novos modos de pensar e executar as artes, as ciências e as relações político-sociais.

O termo Renascimento, que advém da ideia de se “nascer outra vez”, tem sua origem fixada no expresso interesse que os homens dessa época tinham nas manifestações da cultura greco-romana. Para alguns que vivenciaram tal época, a renascença buscava recuperar uma visão de mundo que havia sido deixada de lado com o forte sentimento religioso desenvolvido na Idade Média.

Sob tal aspecto, observamos que o renascimento tinha uma expressa tendência humanista. Isso quer dizer que as preocupações, sentimentos e comportamentos humanos passavam a ser extremamente valorizados no campo da literatura, da pintura, da escultura e até nas instituições políticas. Nesse contexto, a Igreja viria a enfraquecer o antigo monopólio de conhecimento que lhe garantia posição central na produção do saber.

Além da tendência antropocêntrica, o renascimento também esteve próximo ao hedonismo, quando o corpo, os prazeres terrenos, a busca pelo belo e perfeição se tornaram vigentes no campo das artes. Paralelamente, o renascimento também teve um traço naturalista ao explorar os mínimos detalhes da natureza, das plantas, animais e da própria anatomia humana.

Do ponto de vista histórico, todas essas inovações tiveram seus primeiros passos desenvolvidos no interior das ricas cidades comerciais italianas. Na condição de porta de entrada para várias mercadorias, essas cidades recebiam pessoas de vários lugares que acabavam possibilitando a circulação de novos conhecimentos e valores. Além disso, o ambiente das cidades italianas também esteve favorecido pela ascensão de uma rica camada de comerciantes interessados em financiar a obra e artistas e intelectuais.

Ocorrido ao longo de vários séculos e em diferentes lugares, os historiadores subdividem especialmente o movimento renascentista italiano em três épocas distintas: Trecento, que abarca os anos de 1300; o Quattrocentro, que envolve as manifestações do século XV; e, finalmente, o Cinquecento, que compreende os anos “quinhentos”, o século XVI. Não sendo previamente organizado, observamos que o renascimento surge em de modo difuso pelas nações da Europa.

Além de modificar a natureza das artes, com a introdução de técnicas mais apuradas e o gosto pela temática humanística, o renascimento também provoca uma mudança no meio científico. Por meio de ações que envolviam a observação e a experimentação do mundo, os cientistas dessa época conquistaram importantes informações que contribuíram no desenvolvimento da medicina, da astronomia e da física.

Observado como um todo, não podemos simplificar o renascimento como uma mera substituição da forma medieval de se enxergar o mundo. Devemos lembrar que muitos artistas e estudiosos dessa época não abandonaram suas crenças e, em muitos casos, também valorizaram trabalhos de temática religiosa. De tal modo, o renascimento coloca-se como uma importante experiência que oferece outra possibilidade do homem europeu lidar com o mundo à sua volta.


Por Rainer Sousa

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