Em 16 de julho de 1945, houve a primeira explosão de uma bomba nuclear. Ela aconteceu no âmbito de um projeto secreto dos EUA chamado Manhattan e desenvolvido na área de testes de Trinity, em Los Alamos, no Novo México.
Bomba norte americana sobre Nagasaki, em agosto de 1945
Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos criaram um programa nuclear altamente secreto, dirigido pelo cientista Robert Oppenheimer. O objetivo era produzir a primeira bomba atômica.
A fissão nuclear havia sido descoberta em 10 de dezembro de 1938 pelos alemães Otto Hahn, Fritz Strassmann e Lise Meitner. O italiano Enrico Fermi foi uma das pessoas mais importantes no desenvolvimento teórico e experimental da bomba nuclear. Como sua esposa era judia, resolveu emigrar para os Estados Unidos para escapar das leis racistas impostas na Itália fascista de Benito Mussolini.
Fermi recebeu o Prêmio Nobel em 1938 por seu estudo da radioatividade artificial. Bombardeando urânio com nêutrons, ele criara novos elementos mais pesados. Fermi havia descoberto que, quando se colocava uma placa de parafina entre a fonte de nêutrons e o urânio, aumentava a radioatividade, pois crescia a chance de o nêutron ser absorvido pelo núcleo de urânio.
Em 1939, os físicos já sabiam que a "água pesada" agia como redutor de velocidade dos nêutrons, como a parafina. A água normal (leve) consiste de dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Na água pesada, dois isótopos de hidrogênio (deutério) se unem ao oxigênio. Água pesada é ainda hoje usada como moderador em reatores nucleares de urânio natural.
Bomba equivaleu a 18,6 mil toneladas de TNT
Em 1939, o húngaro Leo Szilard convenceu Albert Einstein, com quem havia trabalhado em 1919 em Berlim, a relatar ao presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt as pesquisas de armas atômicas feitas pelos alemães. Em consequência, foi criado o ultrassecreto programa Manhattan.
Deste projeto resultaria a primeira explosão de uma bomba nuclear na história, a 16 de julho de 1945, no Los Alamos National Laboratory, no Novo México. Essa bomba era composta de duas pequenas bolas de plutônio recobertas por níquel e em cujo centro havia um núcleo de berílio e urânio. Para acionar a bomba, havia explosivos e 32 detonadores. A primeira bomba atômica teve uma potência de 18,6 quilotons (um quiloton equivale a mil toneladas de TNT).
Uma torre de 30 metros de altura evaporou-se com a explosão, que abriu ainda uma cratera de 400 metros de diâmetro. Nas semanas seguintes, seguiram-se as construções das bombas Little Boy e Fat Man, que seriam jogadas contra Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945.
Fonte: DW.DE
23.7.13
1945: Testada a primeira bomba atômica
1945: Conferência de Potsdam
A partir de 17 de julho de 1945, os EUA, o Reino Unido e a União Soviética passaram a estabelecer as diretrizes político-econômicas para a Alemanha no pós-Guerra. A seguir, enviaram ultimato ao Japão, exigindo rendição.
Churchill, Truman e Stalin em Potsdam
Em 17 de julho de 1945, os chefes de governo dos Estados Unidos, Reino Unido e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), vencedores da Segunda Guerra Mundial, reuniram-se pela terceira vez no contexto do conflito. Antes, haviam acontecido as conferências de Teerã (em 1943) e de Ialta (fevereiro de 1945).
Quando os Aliados se reuniram em Potsdam, nas proximidades de Berlim, em julho de 1945, começava a se desgastar a aliança estabelecida em junho de 1941, com a invasão da Alemanha nazista.
A Conferência de Potsdam significou uma reviravolta nas relações Leste-Oeste. Seus principais protagonistas foram o novo presidente norte-americano, Harry S. Truman, que em abril de 1945 havia substituído Franklin Delano Roosevelt; o ditador soviético Josef Stalin; e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, destituído durante a conferência e substituído por Clement Attlee.
Os chefes de governo e seus ministros do Exterior pareciam entre dois mundos: com a incursão de suas Forças Armadas no Leste Europeu, a URSS havia criado uma hegemonia que tão cedo não seria equiparada. Já a Inglaterra consolidava sua posição como parceira dos Estados Unidos. Enquanto isso, o governo Truman tentava inverter a política pró-russa de seu antecessor.
O confronto estava programado
Em Potsdam, o choque de interesses entre Moscou e seus aliados ocidentais ficou bem mais evidenciado que nas duas conferências anteriores. Depois dos testes bem-sucedidos com a bomba atômica naquele julho de 1945, Truman pretendia o apoio da URSS na guerra contra o Japão, mas ao mesmo tempo queria evitar uma ocupação soviética naquela região asiática. Já a União Soviética, por seu lado, distanciou-se definitivamente das nações ocidentais, marcando o início de uma nova era: a Guerra Fria.
A conferência estabeleceu as diretrizes básicas para a administração da Alemanha logo depois do fim do conflito. Além da histórica decisão de dividir a Alemanha em quatro zonas de ocupação, foi criado um conselho de ministros das Relações Exteriores, com sede em Londres e a participação de representantes do Reino Unido, União Soviética, China, França e Estados Unidos.Entre os principais objetivos da conferência daquele 17 de julho estavam a criação de diretrizes para o tratamento da Alemanha derrotada, questões de reparação de guerra, além da nova fronteira para a Polônia, ao longo dos rios Oder e Neisse, assim como os acordos de paz com a Itália, Bulgária, Finlândia, Hungria e Romênia.
Autoria rw
Fonte: DW
1981: Atentado contra o papa João Paulo 2º
No dia 13 de maio de 1981, o papa João Paulo 2º foi atingido por dois tiros na Praça de São Pedro, no Vaticano. O autor dos disparos foi um estudante turco de 23 anos.
Duas balas atingem papa na Praça de São Pedro
No dia 13 de maio de 1981, pouco depois das 17h locais, o papa João Paulo 2º estava com os fiéis na Praça de São Pedro, antes de sua audiência geral, quando foi atingido por dois tiros disparados com uma pistola nove milímetros pelo estudante turco Mehmet Ali Agca, então com 23 anos.
Dois anos antes, Agca havia sido sentenciado à pena de morte na Turquia pelo assassinato do redator-chefe do jornal esquerdistaMilliyet, mas conseguira fugir para a Bulgária antes da execução da sentença.
João Paulo 2º permaneceu hospitalizado por 22 dias. Apenas cinco dias após o atentado, ele já recitava o Angelus na Policlínica Gemelli, com transmissão para a Praça de São Pedro, surpreendendo o mundo em sua oração: "Rezo pelo irmão que me atingiu, a quem perdoei sinceramente", disse.
Hipóteses não comprovadas
Dois meses após o atentado, diante de um tribunal em Roma, Ali Agca disse pertencer à máfia turca, um grupo ultranacionalista e de extrema direita conhecido como Lobos Cinzas. Ele foi condenado à prisão perpétua como autor individual do crime, mas as especulações sobre um suposto complô búlgaro-russo contra o papa persistem até hoje.
A revista alemã Der Spiegel questionou, em sua edição de 18 de maio de 1981, o que teria levado "um notório assassino oriundo da cena terrorista turca, filho de um agricultor da Anatólia", a tentar matar o líder de 900 milhões de católicos. Já o semanário Die Zeit escreveu que o atentado havia sido longamente planejado e que os rastros do criminoso se perdiam em "terra de ninguém nas tensões leste-oeste, repleta de minas de todas as origens ideológicas".
Um ano após sua condenação, Agca quebrou o silêncio e disse que havia praticado o atentado por encomenda do serviço secreto búlgaro (KDS). Em seguida, o representante da companhia aérea búlgara Balknair na Itália, Serguei Antonoff, foi preso junto com dois concidadãos.
Segundo o jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, a suspeita de envolvimento da Bulgária no crime sustentava-se na lembrança de outros engenhosos atentados executados pelo KDS, como as bolas de veneno camufladas em guarda-chuvas usados por emigrantes em Londres e Paris e as conexões com terroristas italianos que sequestraram o general norte-americano Dozier.
Suspeitava-se também que a tal "conexão búlgara" por trás de Agca – caso existente – operara com o consentimento do serviço secreto soviético (KGB).
Mas o interrogatório dos búlgaros e de outros três turcos não trouxe provas concretas do suposto complô do Leste comunista contra o protetor do sindicato Solidariedade. Por isso, os especuladores até hoje agarram-se a uma outra hipótese não comprovada: na prisão, Agca teria recebido informações de espiões ocidentais, para alimentar a suspeita e a ira contra Moscou.
O jornal Weltwoche, de Zurique, mencionou em sua edição de 29 de dezembro de 1982 uma tese segundo a qual o atentado ao papa teria sido uma "alternativa" à invasão da Polônia pelos demais países do Pacto de Varsóvia. A declaração do estado de sítio pelo presidente polonês, a 13 de dezembro de 1981, teria sido apenas um paliativo após o fracasso do atentado.
A impressão era de que, na época, não se considerava oportuna uma investigação que confirmasse um complô búlgaro-russo, já que o Ocidente optara pela coexistência pacífica com o bloco comunista.
Autoria Norbert Ahrens (gh)
Fonte: http://www.dw.de/1981-atentado-contra-o-papa-jo%C3%A3o-paulo-2%C2%BA/a-834032
1870: Papa é declarado infalível
No dia 18 de julho de 1870, a Igreja Católica adotou o dogma da infalibilidade dos papas em questões referentes à fé cristã. O dogma da infalibilidade foi instituído pelo Concílio Vaticano 1°, convocado por Pio 9º.
Infalibilidade só se aplica a questões da fé católica
De acordo com a doutrina da Igreja Católica, o papa não é um ser humano perfeito, mas é infalível quando se pronuncia a respeito de temas concernentes à fé. Ou seja, quando o bispo de Roma fala ou decide oficialmente como pastor de todos os cristãos, em nome da Igreja, ele supostamente não erra. Nessa condição, "ele possui a infalibilidade para decisões definitivas no campo da fé e da ética", diz a doutrina.
O dogma da infalibilidade foi instituído pelo Concílio Vaticano 1° (1869-70), convocado por Pio 9º. O documento Pastor Aeternus, aprovado em 18 de julho de 1870, estabeleceu a primazia do papa sobre toda a Igreja e definiu sua infalibilidade na doutrina da fé. Na opinião de críticos, trata-se de uma tese controvertida, baseada mais nas ambições políticas de Pio 9º que em fundamentos bíblicos.
O documento conciliar até admite opiniões divergentes no interior da Igreja quanto a questões seculares. Mas, quando as divergências dizem respeito a princípios básicos da fé e da moral, o papa é a instância máxima e, neste caso, vigora o dogma da infalibilidade. Decisões políticas e conclusões científicas não estão sujeitas a essa regra.
Excomunhão para questionadores
A decisão do Concílio Vaticano 1° transformou o papa, por decreto, em sucessor de Pedro, como primeiro entre os discípulos. O Novo Testamento atribui a Simão Pedro uma posição de destaque entre os apóstolos. Sua sucessão, porém, não é descrita no texto. Ela é resultado da tradição católica.
O Concílio Vaticano 1° inclusive aprovou a aplicação de sanções contra cristãos que não respeitassem o novo dogma. Até hoje, o católico que se nega a reconhecer o primado de São Pedro sobre os apóstolos e a Igreja é ameaçado de excomunhão. A introdução do dogma da infalibilidade do papa levou muitos católicos a abandonarem a Igreja.
O principal adversário e líder da oposição a essa doutrina foi o teólogo alemão Ignaz von Döllinger (1799-1890), que não via fundamento bíblico nem histórico para a infalibilidade do papa. Döllinger não teve muito tempo para propagar suas críticas no interior da igreja: em 1871, foi excomungado publicamente.
O dogma aprovado em 1870 voltou a ser muito discutido no meio religioso e acadêmico em 1998, com a publicação da encíclica Fé e Razão.
Segundo o filósofo Eduardo Giannetti, essa encíclica só confirma "a incapacidade crônica do Vaticano de demonstrar um mínimo de reconhecimento e adesão às normas elementares da ética do pensar em seus pronunciamentos sobre o mundo e as escolhas humanas. A expressão mais cabal dessa realidade é o espantoso dogma da infalibilidade papal."
"Essa doutrina", continua o filósofo, "estabelece que a palavra do papa é uma verdade última e, portanto, imune a qualquer tipo de debate racional. Desde a sua promulgação, poucos papas se serviram dessa prerrogativa absurda com tanta frequência e liberalidade quanto João Paulo 2°."
Fonte: DW.DE
A corrida espacial
Tripulantes da nave espacial Apollo XI: Michael Collins, Edwin Aldrin Jr e Neil Armstrong
Em 1945 a Segunda Guerra Mundial chegava ao fim, dando início a hegemonia de dois países: Estados Unidos e União Soviética. Os Estados Unidos se fortaleceram com a vitória dos aliados na Primeira Guerra. Enfrentaram uma crise econômica em 1929 e, com os lucros obtidos na Segunda Guerra, consolidaram sua economia, desenvolvida em bases capitalistas. Já a União Soviética, após a vitória sobre a Alemanha, fortaleceu sua política socialista. O mundo se dividiu em dois grandes blocos e ambos se tornaram ameaças recíprocas. Estava instaurada a Guerra Fria, uma guerra sem combate físico (entre EUA e URSS) que mergulhou o mundo em uma grande tensão.
Durante a Guerra Fria (1945 – 1991), os blocos se prepararam para uma possível guerra. Investiram pesado em tecnologia, com destaque para a indústria bélica. Essa passagem ficou conhecida como “Corrida Armamentista”. Os Estados Unidos, visando conter a expansão socialista, investiram bastante nos países da Europa Ocidental. Para se precaver de possíveis ameaças do inimigo, criaram a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que tinha como membros, além dos EUA, países da Europa Ocidental e o Canadá. A União Soviética não ficou atrás: junto com os países da Europa Oriental fundou o Pacto de Varsóvia. A tensão aumentava.
Após a derrota da Alemanha, na Segunda Guerra, os EUA e a URSS capturaram os melhores engenheiros alemães para sua própria produção. Wernher Von Braun, cientista alemão responsável pela criação da bomba-foguete V-2, foi um dos capturados. Do outro lado, no dia 4 de outubro de 1957, a URSS lançava ao espaço o satélite artificial “Sputnik”. Com a tensão acirrada entre os dois países, teve início a Corrida Espacial.
Um mês depois, a URSS começou a mostrar seu poderio. Lançou o satélite Sputnik II. A bordo do satélite, somente a cadela Laika, primeiro ser vivo a adentrar o espaço. No dia 12 de abril de 1961 foi a vez de um humano viajar pelo espaço: o astronauta russo Yuri Gagarin fez uma viagem em torno do planeta. Oito anos depois, os EUA revidaram lançando a espaçonave Apollo XI em uma missão de reconhecimento à Lua. Estavam a bordo da aeronave os astronautas Michael Collins, Edwin Aldrin Jr e Neil Armstrong, que proferiu a célebre frase: “Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”.
Em 1989, a Alemanha, dividida em dois blocos, foi unificada. O confronto ideológico entre os países foi amenizado. A URSS, a fim de se desenvolver economicamente, reduziu os orçamentos militares e destruiu mísseis nucleares construídos na Corrida Armamentista. Em 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) se desintegrou. Com o fim da tensão ideológica que dividia a Europa, a Guerra Fria acabou.
Por Demercino Júnior
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/a-corrida-espacial.htm
Conquista do Espaço

A cadela Laika foi o primeiro ser vivo a entrar no espaço.
Durante muitos séculos a curiosidade do homem acerca do espaço e tudo que se encontra em seu interior sempre foi muito grande. Ao observar o céu, especialmente à noite, é possível ver a olho nu alguns astros, estrelas etc. Isso motivou a humanidade a estudar e pesquisar os enigmas oriundos do universo.
Com o desenvolvimento tecnológico e das ciências, alguns países destinaram vários anos de pesquisa e bilhões de dólares com a finalidade de conhecer partes do universo através de viagens espaciais.
Nesse sentido, os percussores desse seguimento foram os Estados Unidos e a União Soviética, principais potências mundiais da época, denominado de mundo bipolar.
Esse fator político desencadeou a corrida espacial, que corresponde à luta entre Estados Unidos e União Soviética de apresentar para a humanidade fatos inéditos relacionados às questões espaciais.
A primeira exploração direta do espaço teve início no dia 4 de outubro de 1957, nessa data a União Soviética enviou um satélite artificial denominado de Sputnik. O foguete foi lançado de uma base russa localizada no Cazaquistão.
No mês seguinte ao primeiro lançamento, a URSS enviou um novo satélite chamado de Sputnik II, esse levava consigo uma cadela de nome Laika, esse fato ficou na história, pois foi o primeiro ser vivo a entrar no espaço, é bom ressaltar que esse animal nunca mais retornou à Terra.
O primeiro homem a entrar no espaço foi Yuri Gagarin, que pôde observar a Terra de forma externa e viu a olho nu a tonalidade azulada do nosso planeta, essa viagem teve início no dia 12 de abril de 1961.
Oito anos após o primeiro ser humano ter viajado ao espaço, aconteceu um dos principais episódios desenvolvidos pela humanidade. No dia 20 de julho de 1969, a Apollo XI foi lançada rumo à Lua, na nave espacial estavam a bordo os astronautas Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin Jr. Dessa vez o homem não contentou a apenas viajar para o espaço, foi mais longe, pousou na superfície lunar; os tripulantes tiveram a oportunidade de pisar no “solo” de outro corpo celeste, nosso satélite natural, a Lua.
Após o homem ter pisado pela primeira vez na superfície lunar aconteceram novas 6 missões Apollo, desse modo, outros doze astronautas tiveram o privilégio de pisar na Lua.
O Brasil também criou um satélite, que foi enviado ao espaço em fevereiro de 1993, por meio do foguete espacial de origem norte-americana intitulado de Pegasus. No dia 29 de março de 2006, aconteceu a primeira viagem espacial de um brasileiro, que ocorreu por meio da nave russa Soyuz TMA-8. O astronauta brasileiro, Marcos Pontes, é um tenente-coronel da Força Aérea Brasileira. A nave na qual o brasileiro estava a bordo partiu do Cazaquistão.
Por Eduardo de Freitas
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/conquista-do-espaco2.htm
Movimento Nacionalista Revolucionário

A prisão de Amadeu Felipe da Luz Ferreira, um dos guerrilheiros participantes da Guerrilha do Caparaó.
Em março de 1964, o governo de João Goulart estava por um fio. Sob o contexto da Guerra Fria, as forças políticas da nação se mostravam divididas entre projetos de governo que determinaram uma oposição de forças não mais sustentada pelo jogo político populista. De um lado, os movimentos sociais e os partidos de esquerda militavam em favor de amplas reformas sociais e políticas. De outro, os conservadores e as elites projetavam o desenvolvimento concentrador pensado de cima para baixo.
Foi nesse cenário do referido mês que o anúncio das Reformas de Base, divulgado no Comício da Central do Brasil, foi logo respondido com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Dada essa cisão entre direita e esquerda, forças militares se mobilizaram para então retirar o presidente Jango do poder. Sem apresentar resistência, João Goulart entregou o cargo e se dirigiu para o Rio Grande do Sul. Lá, encontraria o genro e deputado federal Leonel Brizola disposto a organizar uma reação.
Nascia então o Movimento Nacionalista Revolucionário, uma das primeiras tentativas organizadas para se tentar derrubar o regime militar brasileiro. Leonel Brizola acreditava que a convocação da população para a luta seria uma alternativa possível para que o governo militar não se consolidasse. Não por acaso, com o apoio do presidente Fidel Castro, o deputado gaúcho enviou um destacamento de guerrilheiros que treinariam com as forças do governo de Cuba.
Em março de 1965, ainda insistindo na via armada, Leonel Brizola forneceu apoio a uma coluna, que partiu da cidade gaúcha de Três Passos em direção ao Mato Grosso. A expectativa inicial era de que a referida coluna, então liderada pelo ex-coronel Jefferson Cardim e composta por outros dezessete guerrilheiros, conquistasse novos apoiadores para que a ação tomasse corpo. No entanto, quando chegaram à cidade paranaense de Cascavel, os envolvidos foram surpreendidos pelas forças oficiais.
A ação mais ambiciosa do MNR viria a acontecer no ano de 1967, com a organização da Guerrilha do Caparaó. Dada como um fruto do apoio cubano à Brizola, essa ação de guerrilha se instalou na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O objetivo fundamental era, a espelho da experiência revolucionária cubana, promover um movimento que viesse a ganhar o apoio popular. No entanto, acabaram sendo desarticulados sem nem mesmo chegar a lutar contra militares.
Sem conseguir resultados significativos em suas investidas, Leonel Brizola enterrou os projetos de luta lançados pelo Movimento Nacionalista Revolucionário. Enquanto o referido político vivia o exílio em terras uruguaias, outros partidos e movimentos deram prosseguimento às tentativas de derrubar os militares pela força das armas. Apesar da continuidade, os militares tiveram êxito na organização de mecanismos que detivessem essas outras ações de confronto.
Por Rainer Sousa
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/movimento-nacionalista-revolucionario.htm
O Golpe Militar
O governo de João Goulart foi caracterizado pelo grande espaço dado às manifestações sociais, estudantis e populares. Isso gerou preocupação nas classes conservadoras, principalmente nos militares, pois estes temiam uma guinada do Brasil para o lado comunista.
O Regime Político Militar no Brasil começou em março de 1964
Após o fracasso do Plano Trienal, da economia e dos índices de inflação altíssimos, o governo de João Goulart (Jango) ficou extremamente enfraquecido e sem apoio. Com isso, os movimentos sociais começaram a fazer pressão, exigindo transformações substanciais na sociedade. Os líderes estudantis da União Nacional dos Estudantes (UNE) entraram em cena, clamando pelo fim da exclusão social e do analfabetismo. Dentro da Igreja Católica surgiram segmentos políticos com orientação socialista que se juntaram aos estudantes nas manifestações da época.
Nesse contexto ocorreu uma rebelião de sargentos em Brasília, que queriam o direito de se candidatar a cargos eletivos. Essa rebelião foi vista pelo alto escalão das Forças Armadas como uma severa ameaça à hierarquia militar. Num clima de tensão e enfraquecido politicamente, Jango realizou na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, um grande comício no dia 13 de março. Diante de mais de duzentos mil manifestantes, o presidente assinou decretos de grande impacto popular, como a nacionalização das refinarias de petróleo privadas e a desapropriação de terras, para a reforma agrária, situadas às margens de ferrovias e rodovias federais.
No dia 19 de março, em resposta ao comício do Rio, foi realizada em São Paulo a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Na passeata, os manifestantes pediam a Deus e aos militares que salvassem o Brasil do perigo comunista, presente na figura de Jango. O desfecho para o Golpe ocorreu quando João Goulart apoiou a manifestação dos marinheiros no Rio de Janeiro, em 30 de março. O apoio de Jango foi o estopim para o Alto Comando das Forças Armadas acusar o presidente de conivência com os atos de insubordinação que ameaçavam a hierarquia militar.
O golpe militar afastou Jango da presidência da República, substituindo-o pelo comando militar do General Costa e Silva, do Brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e do vice-almirante Augusto Hamann. Esses militares iniciaram o processo de cassação dos mandatos parlamentares, afastando da vida política as pessoas que não se adequassem ao novo sistema político.
Nesse sentido, o Congresso Nacional foi pressionado de todas as formas pelos militares para a escolha do novo presidente da República. O marechal Humberto de Alencar Castelo Branco foi o escolhido para completar o mandato iniciado por Jânio Quadros. Através do Golpe Militar de 1964, a história da República Brasileira recomeçava com outro olhar. Era o fim da República Populista e o começo do regime militar, que se estendeu até 1985.
Por Lilian Aguiar
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/golpe-militar.htm
O caso Riocentro e o fim da Ditadura Militar
O caso Riocentro foi a última tentativa da linha dura do exército em conter o processo de abertura política no Brasil durante a ditadura militar.
O caso Riocentro foi uma das últimas tentativas efetuadas por militares da linha-dura do exército brasileiro para conter o lento e gradual processo de abertura política iniciado nos finais na década de 1970. Insatisfeitos com a possibilidade de o país voltar a ter eleições representativas diretas para cargos eletivos, grupos mais reacionários, e desejosos da continuação do controle militar das instituições estatais, passaram a realizar uma série de atentados, principalmente contra líderes e organizações de oposição ao regime militar.
O general Figueiredo viu sua imagem desgastada com o episódio do caso Riocentro
O mais conhecido destes atentados ocorreu no Riocentro, em 30 de abril de 1981, no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. O evento marcado para aquela noite tinha como objetivo iniciar as comemorações do Dia do Trabalhador, e contaria com a presença de artistas como Chico Buarque, Alceu Valença, Gonzaguinha e Gal Costa, sendo que alguns se destacaram na oposição ao regime militar, tendo inclusive retornado ao país após a Lei de Anistia de 1979.
O atentado pretendia explodir três bombas no local e com isso incriminar os grupos de esquerda, fazendo com que o processo de abertura política cessasse. Mas os militares que organizaram o atentado não conseguiram realizar o planejado, já que uma das bombas explodiu em um carro no estacionamento do Riocentro, matando um sargento e ferindo gravemente outro oficial. Havia no veículo outra bomba que não explodiu. Mas uma terceira bomba explodiu na central de energia do local do evento.
O caso causou enorme desgaste ao governo do general João Batista Figueiredo (1979-1985), que mostrava não poder controlar as forças mais à direita do exército, resultando também na queda do general Golbery do Couto e Silva do cargo de Chefe da Casa Civil. Golbery foi um dos principais articuladores do processo de abertura “lenta, gradual e segura” da ditadura ao regime militar e viu sua imagem enfraquecida com este fato.
O atentado fracassado foi um grande escândalo na época, que só não foi superado pelo fato de não ter ocorrido apurações reais para se descobrir quem eram os mandantes da ação terrorista. O episódio marcou o fim do embate entre os militares da linha dura e o processo de abertura política.
Por Tales Pinto
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/o-caso-riocentro-fim-ditadura-militar.htm
Governo Castelo Branco

O governo de Castello Branco (dir.) garantiu a consolidação do regime militar.
Logo após a queda de João Goulart, os militares envolvidos na instituição do novo regime indicaram o nome do marechal Castello Branco. Antes disso, a formulação do regime totalitário contou com a oposição de grupos políticos contrários a instituição da ditadura no Brasil. Dentro dos próprios setores da direita havia personalidades políticas que defendiam um curto prazo de tomada do poder, sendo logo seguido por eleições democráticas.
A Junta Militar, que assumiu o governo provisoriamente, era composta pelo general Artur da Costa e Silva, o almirante Augusto Rademaker e o brigadeiro Francisco Correia de Melo. A primeira medida tomada pelo grupo militar foi a decretação do Ato Institucional nº 1. (AI – 1). Em seu texto estava prevista a realização de eleições para outubro de 1965. No entanto, essa mesma Junta contrariou seu decreto impondo a indicação de Castello Branco.
Entre outras medidas, o novo governo estabeleceu a nacionalização do setor petrolífero, a proibição da desapropriação de terras, a cassação dos direitos políticos de alguns parlamentares e ex-presidentes, o rompimento das relações com Cuba e a investigação contra os opositores ao governo. Os quadros ministeriais de Castello Branco foram compostos por antigas figuras políticas do UDN e do PSD, e dos pensadores da Escola Superior de Guerra, também conhecido como “grupo da Sorbonne”.
Os movimentos estudantis e a União Nacional dos Estudantes (vistos como uma ameaça ao regime militar) foram colocados na ilegalidade. Os centros de ensino superior do país passaram a ser constantemente vistoriados por autoridades do regime militar. Em 1965, o Ministério da Educação e Cultura estabeleceu a reformulação das grades curriculares no ensino médio e superior. Os estudantes não teriam mais direito de participação nas questões administrativas nas faculdades.
Os trabalhadores também sofreram grande pressão do governo de Castello Branco com a intervenção militar em diversos sindicatos. Na zona rural, a ascendente Liga Camponesa, liderada por Francisco Julião, foi colocada na ilegalidade. Os meios de comunicação ainda tinham uma autonomia relativa. Nos jornais ainda saíam algumas notícias denunciando as prisões arbitrárias e a prática de tortura. No entanto, essa liberdade refletiva dos meios de comunicação logo foi cerceada.
A luta contra a desordem que justificava a intervenção militar logo sofreu outras frentes de oposição. No ano de 1966, os partidos contrários à ditadura conseguiram eleger governadores no Rio de Janeiro e Minas Gerais. A potencial oposição política forçou a imposição do Ato Institucional nº 2. De acordo com essa medida, todos os partidos foram postos na ilegalidade, restando apenas duas novas legendas: o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e o ARENA (Aliança Renovadora Nacional).
A população brasileira logo reagiu contra as arbitrariedades dos militares. Várias passeatas, manifestações e mobilizações estudantis tomavam as ruas exigindo o fim da ditadura. Em resposta, os militares colocavam os seus soldados para responder violentamente aos protestos. Logo em seguida, novos atos institucionais seriam decretados com o objetivo de refrear as vias de oposição institucional e popular.
Em janeiro de 1966, o Ato Institucional nº 3 estabelecia a eleição indireta para a escolha dos governadores estaduais. Os prefeitos dos grandes centros urbanos só poderiam chegar ao poder através da nomeação dos governadores. Além disso, o regime militar poderia decretar Estado de Sítio sem a aprovação prévia do Congresso Nacional. Dessa forma, o Poder Executivo Federal ganhava amplos poderes de atuação política.
No plano econômico os militares preocuparam em combater o galopante processo inflacionário que, na época, atingia os 100% anuais. Dessa forma, o regime ditatorial apoiou a abertura da economia para que empresas estrangeiras reaquecessem o setor produtivo brasileiro. Além disso, o funcionalismo público, o salário mínimo e as linhas de crédito foram imediatamente controlados ou reduzidos.
Ao fim do mandato de Castello Branco, uma nova carta constitucional foi redigida para o país. Nela o princípio federalista, que conferia autonomia aos poderes estaduais, foi nitidamente enfraquecido. As novas Leis de Imprensa e Segurança Nacional censuravam as liberdades democráticas sobre o pretexto de controlar os “inimigos internos” da nação. A escolha do presidente ficava a cargo do Congresso Nacional, que cooptados pela pressão dos militares elegia os candidatos de seu interesse.
Por Rainer Sousa
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/castelo-branco.htm

