11.8.14

Barack Obama



Eleito, pela primeira vez, para o Senado em 2004 tem mandato até 2010.

Nasceu no dia 4 de Agosto de 1961 em Honolulu. Reside actualmente em Chicago, Illinois.

Barack Obama foi considerado uma celebridade política nacional ainda antes de ter sido eleito para o Senado. O seu passado não é muito comum, sendo muito diferente da maioria dos políticos negros. O seu pai era oriundo do Kenya, a sua mãe do Kansas; conheceram-se no Hawaii onde, em 1961, nasceu Barack Obama. Aos dois anos de idade, o pai de Obama deixou-o para ir para Harvard e depois regressou ao Kenya onde era um político importante. Acabou por falecer um acidente de automóvel em 1982. Barack Obama apenas se lembra de o ter conhecido uma vez quando tinha 10 anos. A sua mãe casou com um Indonésio e a sua família mudou-se para lá, frequentou escolas muçulmanas e cristãs durante dois anos e, depois, regressou ao Hawaii para viver com os avós maternos. Mais tarde, prosseguiu os estudos primeiro, no Occidental College de Los Angeles e, depois, na Columbia University em Nova Iorque. Mais tarde, frequentou a Harvard Law School, onde obteve uma elevada distinção honorifica, magna cum laude, que corresponde a uma graduação não menor do que dezoito valores. Conheceu a sua esposa Michelle Robinson enquanto trabalhava na firma de advogados Sidley & Austin. Após a sua experiência em Harvard, onde chegou a ser o primeiro afro-americano eleito para a presidência da Harvard Law Review, mudou-se para Chicago, a cidade natal de Michelle onde, em 1993, começou a dar aulas na escola de direito da Universidade de Chicago.

A política sempre esteve no seu horizonte. Em 1992, trabalhou no recenseamento eleitoral para o Partido Democrata. Em 1996, concorreu ao Senado Estadual, onde não enfrentou oposição no seio dos Democratas. Em 2000, sofreu o seu primeiro revés. Ao concorrer na primária democrata contra Bobby Rush, Obama foi acusado de faltar à votação sobre o controlo de armas, por estar no Hawaii a visitar a família, sendo que uma das suas filhas também se encontrava doente. Rush recebeu o apoio de Bill Clinton e Obama perdeu por 61% - 30%. A partir daí, Obama foi determinante para uma série de legislação no Senado Estadual, como sejam a regulação de cuidados de saúde e nas questões de ética. Ainda em 2003, foi o impulsionador do sucesso de uma proposta de lei no sentido de permitir a gravação electrónica de interrogatórios e confissões nos casos de homicídio.

Em 2004, Obama não estava favorecido na corrida ao Senado dos EUA, mas conseguiu reunir alguns apoios, como os do Congressista Jesse Jackson Jr e os do antigo candidato presidencial (1984 e 1988) Jesse Jackson Sr. As suas posições nos vários temas não o distinguiam do resto dos candidatos democratas: era pró-aborto; defendia a regulação nas vendas de armas. Era a favor das uniões de facto, mas contra o casamento homossexual, apoiou apenas os cortes de impostos de Bush que se destinavam à classe média e apoiava um aumento dos impostos nos estratos mais ricos da sociedade.

Os seus concorrentes pareciam em melhor posição para conseguir o lugar no Senado, mas depressa mudou. Blair Hull viu-se envolvido num escandâlo de maus-tratos à sua ex-mulher. Dan Hynes não conseguiu capitalizar os muitos apoios que tinha, face à ascensão que Barack Obama estava a ter. Esta ascensão deveu-se, sobretudo, à sua firme posição contra a guerra no Iraque e às suas críticas a algumas das políticas da administração Bush. Os apoios populares de celebridades como Michael Jordan e o endorsement que o Chicago Tribune contribuíram também, em grande medida, para a sua vitória nas primárias democratas.

O vencedor das primárias republicanas foi Jack Ryan. Parecia um candidato à medida do brilhantismo que Barack ostentava na altura. Mas, Ryan tal como Blair Hull tinha problemas com a sua ex-mulher. A Direcção do Partido Republicano, não contente com esta vulnerabilidade do seu candidato, pressionou-o a sair da corrida. Desta forma, o partido republicano encontrava-se sem candidato.

Entretanto, Obama faz um discurso brilhante na Convenção Nacional Democrata de 2004, onde afirma: “There’s not a liberal America and a conservative America, there is the United States of America. There’s not a black America and white America and latino America and asian America, there is the United States of America”. Após o seu brilhante discurso, vários analistas já o consideravam como um personagem a ter em conta no futuro do cenário político norte-americano, possivelmente um futuro Presidente.

No seio dos Republicanos, surgiu o nome de Alan Keyes para defrontar Obama na eleição para o Senado. Alan Keyes baseou a sua campanha nas temáticas do aborto e do casamento homossexual. Este candidato não recebeu grandes apoios do establishment Republicano no Illinois e acabou por favorecer a vitória de Barack Obama por 70% - 27%.
Embora fosse considerado como um dos mais proeminentes políticos da nova geração, poucos esperavam, na altura, que agora este Senador do Illinois, nascido no Hawaii, com ascendência queniana e, que viveu em Jacarta, se encontrasse numa posição tão favorecida na corrida Democrata, especialmente contra uma candidata tão forte como o é Hillary Clinton.

Citação:
A data histórica da vitória de Barack Obama foi 5 de Novembro de 2008, o texto acima foi elaborado antes da vitória.

Fonte: GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/barack-obama.html

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Taylorismo e Fordismo



O Taylorismo é uma teoria criada pelo engenheiro Americano Frederick W. Taylor (1856-1915), que a desenvolveu a partir da observação dos trabalhadores nas indústrias. O engenheiro constatou que os trabalhadores deveriam ser organizados de forma hierarquizada e sistematizada; ou seja, cada trabalhador desenvolveria uma atividade específica no sistema produtivo da indústria (especialização do trabalho). No taylorismo, o trabalhador é monitorado segundo o tempo de produção. Cada indivíduo deve cumprir sua tarefa no menor tempo possível, sendo premiados aqueles que se sobressaem. Isso provoca a exploração do proletário que tem que se “desdobrar” para cumprir o tempo cronometrado.




Dando prosseguimento à teoria de Taylor, Henry Ford (1863-1947), dono de uma indústria automobilística (pioneiro), desenvolveu seu procedimento industrial baseado na linha de montagem para gerar uma grande produção que deveria ser consumida em massa. Os países desenvolvidos aderiram totalmente, ou parcialmente, a esse método produtivo industrial, que foi extremamente importante para a consolidação da supremacia norte-americana no século XX.



Os países subdesenvolvidos não se adequaram ao fordismo no sistema produtivo, pois a sua população não teve acesso ao consumo dos produtos gerados pela indústria de produção em massa.

A essência do fordismo é baseada na produção em massa, mas para isso é preciso que haja consumo em massa. Outra ideologia particular é quanto aos trabalhadores que deveriam ganhar bem para consumir mais.

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/geografia/taylorismo-fordismo.htm

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Evolução da TV




Dr. EF Alexanderson de GE e RCA e inventor do processo de rádio televisão, onde um ouvinte pode ver, bem como ouvir a transmissão, operando sua 3 polegadas aparelho de televisão em casa tela, Schenectady, Nova Iorque, 14 de janeiro de 1928 (Photo by Underwood Archives / Getty Images)







As pessoas que assistiam um aparelho de televisão na estação de Waterloo, em Londres, em agosto de 1936 (Foto: Fox Photos / Getty Images)






Sem data (1940 cerca de) tempo de televisão família cedo. (Foto de Arquivo Photos / Getty Images)







Primeiros dias da televisão na Suécia, 1953 A antena é montada por dois homens vestidos de branco. A partir da Colecção do Museu Landskrona. (Foto por IBL Bildbyra / Heritage Images / Getty Images)






Uma família assistindo televisão em sua casa, por volta de 1955 (Foto: Arquivo Photos / Getty Images)







Um casal assistindo a uma TV portátil na sala de estar. EUA, 1960 cerca. (Foto por H. Armstrong Roberts / Retrofile / Getty Images)







Com o início da televisão paga perto na Califórnia, John Garrott instala uma unidade de selecção de programas em um aparelho de televisão em Los Angeles, Califórnia, 23 de julho de 1964 (Foto: Don Brinn / AP Photo)







O satélite Telstar, projetado por Bell Telephone Laboratories para veicular chamadas telefônicas, mensagens de dados e sinais de televisão, é mostrado em 1962 (Foto: AP Photo)







Gina Lollobrigida watchers Presidente Kennedy em um aparelho de televisão em sua villa Roma, 23 de julho de 1962 durante a transmissão ao vivo de os EUA para a Europa através do satélite Telstar.A atriz italiana deixou o set de seu filme presente para assistir ao programa que incluiu uma porção de coletiva de imprensa do presidente, em Washington. (Foto por Jim Pringle / AP Photo)







A primeira transmissão com seis monitores para a Europa de programas de televisão da América através do satélite Telstar. 23 de julho de 1962 (Foto por Midge Aylward / Keystone / Getty Images)






VCR protótipo mostrado no Reino Unido em 1968 (Foto: Hulton Archive / Getty Images)







O novo sistema EVR que permite a gravação de programas de televisão que podem ser assistidos a critério do proprietário. O novo Teleplayer foi produzido em parceria com a Posição de Bush Murphy Ltd e EVR e tem um potencial enorme. 21 de setembro de 1970 (Foto: Central Press / Getty Images)







Roy H. Pollack, vice-presidente e gerente-geral da RCA Corporação eletrônicos de consumo, demonstra uma nova máquina de fita de vídeo introduzido em Nova York, 23 de agosto de 1977 O gravador, destinado ao uso doméstico, terá preço de US $ 1.000, e será capaz de lidar com cassetes que pode gravar até quatro horas de programas de televisão. Cassetes agora disponível gravar até duas horas. (Foto: AP Photo)







Bert Jett orgulhosamente fica no quintal de sua casa perto de Blue Creek, onde ele e seus dois irmãos instalou uma antena parabólica $ 7.800 a receber para que possam obter uma melhor recepção de TV em Elkview, Virgínia Ocidental, 14 de julho de 1981 O Jetts disse eles agora podem obter cerca de 60 estações em todo o mundo e têm a sua escolha de quatro canais de filmes independentes, bem como várias redes cristãs ea maioria das grandes estações de televisão da cidade neste país. (Foto: AP Photo)







O novo player de vídeo DVD da Toshiba America Consumer Products revelado na Consumer Electronics Show, em Las Vegas 5 de janeiro de 1996 O jogador lê as informações de um disco óptico de cinco polegadas que pode armazenar até 133 minutos de vídeo e som digital. (Foto: STR New / Reuters)







Neste 23 de fevereiro de 2011 foto de arquivo, três pratos de antena parabólica rede são mostrados em um complexo de apartamentos em Palo Alto, na Califórnia. Dish Network Corp, segunda maior emissora de TV via satélite do país, na segunda-feira 02 de maio de 2011, informou que o seu O lucro líquido do primeiro trimestre mais que dobrou, ajudado por um acordo de patentes com a TiVo Inc. (Foto: Paul Sakuma / AP Photo)







O ator e diretor Robert Redford (à direita) está com Barry Rosenblum, Time Warner Cable e Presidente Barbara Kelly, vice-presidente sênior e gerente geral da Time Warner Cable no lançamento da Televisão Digital da Time Warner Cable, em Nova York 17 de fevereiro de 2000 ( Foto por Jonathan Elderfield / Getty Images)







Esta é uma foto do explorador científico-Atlanta 8300 Multi-Room Digital Video Recorder, que permite que os espectadores de televisão por cabo para gravar dois programas ao mesmo tempo e reproduzi-los a partir de qualquer divisão da casa. As barras vermelhas, abaixo na tela, mostram que a máquina está ajustada para gravar tanto "The OC" e "Joey" ao mesmo tempo. Foto feita quarta-feira 9 março, 2005 em Bloomington, Minnesota. (Foto: Jim Mone / AP Photo)







Um controle remoto TiVo é a ferramenta que os telespectadores estão armados com o acesso a tecnologia digital que lhes permite pausar, repetir ou programação ao vivo fast-forward segunda-feira, 29 de novembro, 2005 em Kansas City, MO. TiVo é esperado para relatar uma perda de 24 centavos de dólar por ação e receita de 42 milhões dólares para o trimestre encerrado em outubro, de acordo com a Thomson Financial. (Photo by Cliff Schiappa / AP Photo)







Nesta foto de arquivo 30 de maio de 2007, uma caixa de cabo é visto em cima de uma televisão em Filadélfia. Pay-TV clientes com set-top boxes regular pode programas em breve gravar sem um DVR.(Foto: Matt Rourke / AP Photo)







Apple TV começou 2007 dispositivo Apple TV, para a esquerda, é mostrado ao lado de Chromecast, centro do Google, eo Roku 2, quinta-feira, 19 dezembro, 2013 em Nova York. Streaming de dispositivos de vídeo, como Roku, Apple TV e do Google Chromecast vídeo do projeto do Netflix, YouTube e outros serviços para a TV de tela grande. De repente, o computador parece inadequada.Televisão pela Internet nunca mais será a mesma. (Foto: Mark Lennihan / AP Photo)







Roku começou em 2008 cliente Netflix Arthur Michelson demonstra o serviço Netflix filmes online Roku em sua casa em Palo Alto, Califórnia., Quinta-feira, 23 de julho, o lucro do segundo trimestre de 2009 Netflix Inc. coasted passado expectativas como clientes recessão cansado continuou a abraçar o seu DVD pelo correio e serviço de streaming de filmes. (Foto: Paul Sakuma / AP Photo)







Chief Information Officer Verizon Shaygan Kheradpir mostra uma aplicação de software que permite que os clientes FiOS TV para assistir televisão ao vivo em um iPad em Nova York, 18 de agosto de 2010 Kheradpir disse a repórteres em uma demonstração da nova tecnologia que a sua empresa está em negociações com provedores de conteúdo tais como Time Warner Inc ganhar direitos de estender contratos de programação para computadores tablet. (Foto: Brendan McDermid / Reuters)







Nesta quinta-feira, dezembro 20, 2012, foto, Chet Kanojia, fundador e CEO da Aereo, Inc., mostra um tablet exibindo a tecnologia da sua empresa, em Nova York. Aereo é uma das várias startups criadas para entregar a mídia tradicional pela Internet sem licenciamento. Os esforços passados ​​têm sido tipicamente rejeitados pelos tribunais como violações de direitos autorais. No caso da Aereo, o juiz aceitou a fundamentação jurídica da empresa, mas com relutância. (Foto: Bebeto Matthews / AP Photo)

Fonte: http://avaxnews.net/

Tradução: GOOGLE

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1914: Reino Unido declara guerra à Alemanha





Na noite de 4 de agosto de 1914, o governo britânico, sob comando do primeiro-ministro Henry Asquith, declarava guerra ao Império Alemão.


Para Guilherme 2º, a guerra terminou com a proclamação da República e o exílio na Holanda


"Povo alemão! Agora, a espada há de decidir. Em meio à paz, fomos atacados pelo inimigo. Por isso, mãos às armas! Qualquer hesitação seria uma traição à pátria", disse o último imperador da Alemanha, Guilherme 2º. Embora nos dez anos anteriores o país tivesse se preparado militarmente para um confronto, a decisão política de declarar guerra permaneceu controversa até o último momento.

Quando o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, foi assassinado por nacionalistas sérvios em 28 de junho de 1914, a maioria dos ingleses achava que esse conflito continental não os atingia. Algumas semanas depois, tornou-se evidente tratar-se de um engano. Com o ultimato dado pela Áustria à Sérvia, em 23 de julho, exigindo duras providências oficiais contra a campanha antiaustríaca, o conflito bilateral ameaçou a alastrar-se.

Quase todas as potências europeias já haviam optado por alianças políticas. A Inglaterra, a França e a Rússia, por exemplo, haviam formado a Tríplice Entente. Já a Alemanha deu uma espécie de cheque em branco aos vizinhos austríacos, garantindo apoio. Para os russos, um ataque austríaco à Sérvia era inaceitável. Uma guerra teuto-russa forçosamente envolveria a França.

A única questão em aberto era a posição do Reino Unido. Londres preservava uma tradição política de não se intrometer em assuntos do continente europeu, a não ser que interesses vitais do país estivessem em perigo. Não havia consenso nem mesmo entre os membros do governo se esse seria o caso naquele momento.

Neutralidade belga

Em 1º de agosto, o primeiro-ministro liberal Henry Asquith ainda escreveu a uma amiga: "Há ameaças de renúncias. A principal controvérsia refere-se à Bélgica e à sua neutralidade. Se entrarmos em guerra, haverá uma divisão no gabinete. Se Grey renunciar, eu também renuncio, e aí haverá uma derrocada geral".

Dois dias depois, em 3 de agosto, o ministro das Relações Exteriores Edward Grey conseguiu convencer a maioria dos parlamentares de que a Inglaterra não poderia se manter fora do conflito por mais tempo: "Mesmo que nos mantenhamos fora, não posso imaginar um só momento em que, no final dessa guerra, estejamos em condições de neutralizar suas consequências; que, diante de nossos olhos, toda a Europa Ocidental caia sob o domínio de um só império".

No final das contas, a questão da neutralidade belga foi decisiva. Os planos de ataque da Alemanha à França previam, há tempos, a passagem pela Bélgica, o que significaria uma violação do tratado de 1839, em que os belgas definiram a sua perpétua neutralidade. O Reino Unido era um dos países que, ao lado da França e da Rússia, haviam se comprometido a proteger a inviolabilidade das fronteiras belgas.

Quando tropas alemãs invadiram o território belga na manhã de 4 de agosto, o rei da Bélgica pediu ajuda a esses países. O Reino Unido imediatamente deu um ultimato ao Império Alemão, exigindo o fim da invasão. Se até a meia-noite no horário alemão (23 horas em Londres) não viesse uma resposta satisfatória de Berlim, o Reino Unido declararia guerra à Alemanha.

Não houve resposta. Em 2 de agosto de 1914, a Primeira Guerra Mundial começava com o ataque alemão à cidade industrial belga de Liège. A guerra durou quatro anos e causou 10 milhões de mortos.

Autoria Rachel Gessat

Fonte:http://www.dw.de/1914-reino-unido-declara-guerra-%C3%A0-alemanha/a-319734

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A história das primeiras ferrovias brasileiras


As primeiras estradas de ferro do Brasil tiveram a participação dos engenheiros ingleses

TEXTO Alexandre Rodrigues | ILUSTRAÇÕES Bruno Algarve | 30/06/2014 18h19


De repente um grito prolongado, estridente, um sibilo de força de 50 sopranos estrugiu pelos ares e nos fez levar as mãos aos ouvidos. Era o aviso a quem estivesse à frente para acautelar-se do bote mortal, aviso dado por um tubo da própria locomotiva. Mais veloz do que uma flecha, do que o voo de uma andorinha, o carro embalançou-se, correu, voou, devorou o espaço e, atravessando campos, charnecas e mangues aterrados, parou então arquejante onde o caminho não oferece segurança."

Foi assim, com o olhar incrédulo e espantado, que o repórter do Jornal do Commercio registrou o primeiro passeio de trem no Brasil. Na tarde de 6 de setembro de 1853, uma pequena locomotiva, a Manchester, conduziu jornalistas e políticos por 2,8 km da Estrada de Ferro Mauá, ainda em construção. O autor via nascer o que por quase um século seria o meio de transporte mais importante do país.



Desde a Idade Média, a Europa testou inventos, puxados por animais, parecidos com os trens modernos, mas foi a partir do final do século 18, com a Revolução Industrial, que surgiu a primeira máquina a vapor. Em 1804, o inglês Richard Trevithick construiu uma locomotiva, que movia um trem por 15 km. Em 1830, foi inaugurada a primeira linha, ligando Liverpool e Manchester. Dez anos depois, a Inglaterra já contava com uma rede nacional, com 10 mil km, e tinha transportado 400 mil pessoas.

Enquanto isso, o império brasileiro tentava recuperar o tempo perdido. A extração do ouro em Minas Gerais entrara em decadência, enquanto crescia a exportação do café. Mas a produção das lavouras ainda era transportada em lombo de burro até o porto do Rio de Janeiro, então o principal do país. Em 1835, foi aprovada uma lei do regente Diogo Antonio Feijó autorizando o governo a conceder favores a quem se dispusesse a construir "um caminho de ferro ligando o Rio de Janeiro às províncias de São Paulo e Minas Gerais". A oferta atraiu vários aventureiros, mas foi com a entrada em cena do empresário Irineu Evangelista de Sousa, o futuro Barão de Mauá, que a ideia começou a sair do papel.

Souza já era então o homem mais rico do Brasil. Deu o impulso fundamental não apenas às ferrovias no país como iluminou o Rio de Janeiro com lampiões a gás e iniciou a exploração da Amazônia. No caso dos trens, em 1840, em visita à Inglaterra, conheceu fábricas de locomotivas e trilhos, trazendo os primeiros engenheiros, maquinistas e operadores de caldeira para cá. Sua ideia era uma linha ligando o Vale do Paraíba, um polo produtor de café, ao porto de Estrela, no extremo da Baía de Guanabara, ao pé da região serrana do Rio.

Traçado em mula

Para definir o traçado, o empresário fez o engenheiro inglês William Bagge, um dos especialistas que trouxera de Londres, percorrer no lombo de mula o precário caminho que ligava o porto, então um dos mais importantes do Brasil, a Minas Gerais. A intenção era escoar a produção de café do Vale do Paraíba substituindo a estrada de terra e passando por Petrópolis, Juiz de Fora e São João del Rey. Do porto de Estrela, seriam levados de vapor ao porto do Rio.

O empreendimento foi totalmente privado. Mauá levantou os fundos entre amigos, criando a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, da qual se nomeou presidente. Os sócios incluíam negociantes ingleses de destaque na corte, como Richard Carruthers, Alexander Donald MacGregor e Thomas Fulding, e também políticos importantes, como os senadores Pimenta Bueno e Teófilo Otoni.



Não foi um trabalho fácil. Desmoronamentos causados pelas chuvas atrasavam o trabalho e surtos de febre atingiam os operários. A inauguração oficial da E.F. Mauá, batizada assim pelo imperador, foi em 30 de abril de 1854, meses depois da viagem experimental. Dom Pedro II, a imperatriz Leopoldina, nobres e a maioria dos ministros viajaram de barco até o porto, onde tomaram o vagão imperial da locomotiva Baronesa (batizada em homenagem à esposa de Mauá, Maria Joaquina), viajando 14,5 km entre a Praia da Estrela e Fragoso, no estado do Rio de Janeiro. Em reconhecimento, após o passeio o imperador concedeu ao empresário o título de Barão de Mauá, nome da localidade onde se localizava o porto.

Trilhos do café

A estrada de Mauá teve importância política, mas o império estava mais interessado na ligação entre o Rio e São Paulo. Em 1855 começaram as obras da Estrada de Ferro Dom Pedro II, um trecho de 48 km do Rio até Queimados, hoje município da Baixada Fluminense. Mesmo que mais um trecho da Estrada de Ferro Mauá tenha sido concluído em 1856, até a localidade de Raiz da Serra, atual Inhomirim, a rota, esvaziada economicamente, jamais chegou a Minas, e seu trajeto foi incorporado pela Ferrovia Grão-Pará em 1883.

"O Mauá estava a fim de ir além do Vale do Paraíba e chegar ao sertão, mas o governo queria escoar a produção. Foi um momento curioso em que o capital privado queria integrar o país e o Estado pensava no lucro", diz Jorge Caldeira, autor de Mauá - Empresário do Império.

Logo depois, as ferrovias se espalharam. Em 8 de fevereiro de 1858 foi inaugurada a The Recife and São Francisco Railway Company, entre a capital de Pernambuco e a localidade de Vila do Cabo. No mesmo ano, era aberta a Estrada de Ferro Dom Pedro II, a primeira etapa da ligação entre Rio e São Paulo, concluída em 1883. A Bahia-São Francisco, a terceira, é de 1860. Em 1862, a São Paulo Railway, outro projeto de Mauá, desta vez com capitais ingleses, foi inaugurada, ligando Jundiaí ao porto de Santos para escoar a produção cafeeira.

Serra do Mar

A ferrovia paulista é lembrada pelos ingleses como uma maravilha da engenharia vitoriana. O desafio era encontrar um caminho nos 800 m de descida da Serra do Mar, trajeto então considerado impossível. Havia a exigência de não serem utilizados explosivos, que poderiam causar desmoronamentos. Mas uma dupla de ex- perientes engenheiros ingleses, James Brunlees e Daniel Makinson Fox, conseguiu a solução com uma série de pontes e túneis cavados à mão e uma descida em três fases. A ferrovia também marcou época com suas estações de arquitetura inglesa. Algumas, como a da Luz, em São Paulo, estão até hoje em atividade.

"Nessa primeira fase, que durou de 1860 a 1880, o objetivo era ligar as lavouras ao porto. Não havia um plano nacional e sim centenas de quilômetros desconectados", diz Carlos Cornejo, autor, junto com João Emilio Gerodetti, de Ferrovias do Brasil nos Cartões-Postais. "Só mais tarde, mais para o fim do século 19, as ferrovias começaram a integrar o país."

As obras provocaram uma invasão estrangeira, com engenheiros e técnicos ingleses, franceses, suíços e alemães. Ainda que a escravidão perdurasse, eles recusaram a mão de obra escrava, contratando operários ou trazendo-os de seus países - só na São Paulo Railway trabalharam 4 mil ingleses. Muitos trouxeram famílias e viraram imigrantes.



No Brasil, os estrangeiros enfrentavam a dureza da geografia e do clima. Na construção da primeira ferrovia de Recife, uma epidemia de cólera matou 30 mil pessoas, causando a interrupção dos trabalhos várias vezes. Para compensar, estavam entre os trabalhadores mais bem pagos do mundo. David Angus, que trabalhou na Recife and São Francisco Railway, narra que ganhava 400 libras por ano, quatro vezes mais do que um engenheiro na Inglaterra.

As máquinas eram produzidas na Inglaterra, trazidas de navio para o Brasil e montadas aqui. Para o país, foi um choque e uma novidade. Em Recife, os jornais anunciavam a excursão "em um cômodo banco da carruagem puxada por locomotiva possante, vendo pelas janelinhas canaviais e cajueiros, praias e coqueirais, mangues e colinas". O primeiro trem pernambucano fez tanto sucesso que chegou a disputar público com os espetáculos no teatro.

Nas regiões cafeeiras, no entanto, os trens eram chamados de "besouros barulhentos". O escritor Emílio Zaluar reclamou em Peregrinação pela Província de São Paulo que o novo meio de transporte, encurtando as viagens, não deixava aproveitar as paisagens. "O trem era visto como uma maravilha da ciência e teve muitos lugares, como no Centro-Oeste, onde a estrada chegou primeiro e a ocupação humana veio atrás", diz Cornejo. Em 1876, em viagem aos EUA, dom Pedro II manifestou em seu diário a paixão pelas ferrovias que havia ajudado a construir. "Examinei aqui as oficinas centrais desta estrada de ferro. São muito importantes, porém não tão bonitas como as da estrada de ferro do Rio".
Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/conheca-historia-primeiras-ferrovias-brasileiras-787671.shtml

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Primeira Guerra: armas e objetos do dia a dia que surgiram com o conflito


Heranças do confronto - objetos que devemos à Primeira Guerra
 Fábio Marton


Mais que qualquer outra antes, a Primeira Guerra foi um confronto – e choque – de tecnologias. Os exércitos partiram na direção do inimigo portando aviões, metralhadoras e artilharia moderna, sem entender o real impacto que essas criações teriam sobre as táticas cuidadosamente decoradas de manuais escritos no século anterior. Ideias ultrapassadas levaram a um início desastroso no combate, no qual cavalaria armada de sabres avançava contra nichos de metralhadoras.

A solução foi reinventar desde o princípio toda a forma de luta. “A guerra foi transformada para além de qualquer reconhecimento e não era mais guerra no sentido tradicional”, afirmou o historiador israelense Martin van Creveld em Technology and War: From 2000 B.C. to the Present (sem tradução). Mas não foram apenas as armas e táticas que mudaram. A necessidade do Exército levou a diversas pequenas inovações que beneficiaram a vida civil. Do aço inoxidável à calça feminina, várias invenções que ainda hoje fazem parte do dia a dia nasceram no conflito mundial. Nas próximas páginas, conheça itens que foram inventados, estrearam ou só fizeram sucesso por causa da Grande Guerra.

MILITAR

Caças e bombardeiros

Quando a guerra começou, aviões pareciam pipas motorizadas, precariamente mantidas por cabos. Nos primeiros meses, eram usados apenas em funções de reconhecimento, decolando desarmados, ou lançando bombas com as mãos. Os pilotos confrontavam os inimigos com acenos e sorrisos – os mais agressivos jogavam granadas ou usavam pistolas, sem efeito. A era da inocência acabou em 5 de outubro de 1914, quando o francês Joseph Fantz adaptou uma metralhadora a seu biplano Voisin, derrubando um avião alemão. Ao fim do conflito, bombardeiros como o Handley Page V/1500 eram capazes de levar mais de 3 toneladas de bombas de Londres a Berlim, e o caça Airco DH.4 americano voava a 230 km/h, 100 a mais que no início da guerra e quase 50 a mais que os melhores aviões alemães. Divididos em caças e bombardeiros, aviões se tornariam parte central de qualquer guerra.

Máscaras de gás



A imagem da Primeira Guerra é indissociável das máscaras de gás, uma defesa desenvolvida pelos britânicos em 1916, e hoje fundamental em laboratórios e na indústria. Durante o confronto, ambos os lados usaram armas químicas, que causaram quase 90 mil mortes. Os franceses tomaram a iniciativa, usando bromoacetato de etila – um tipo de gás lacrimogêneo – logo no início, em agosto de 1914, ao que a Alemanha reagiu em outubro, também com um agente não letal. No ano seguinte, seriam usados agentes letais, como cloro e fosgênio. A partir da década de 1920, o gás lacrimogêneo passou a ser usado pela polícia para conter multidões – e a máscara, pelos rebeldes mais preparados.

Tanques

Estreando em 1916, com o Mark I britânico, os tanques foram feitos para desempatar a situação das trincheiras. Por anos, o front se manteve quase imóvel, com ofensivas gigantescas terminando em avanços pífios. Os tanques, imunes a metralhadoras e armas leves, podiam avançar e, com suas lagartas, cruzar as trincheiras inimigas e dar espaço para a infantaria. Foram um dos trunfos que permitiram a vitória aliada – a Alemanha praticamente ignorou a novidade, preferindo construir armas antitanque.

Sonar

Após o desastre do Titanic, em 1912, o canadense Reginald Fessenden tentou criar um detector de icebergs, que patenteou em 1914. Veio a tempo de salvar os aliados: seu oscilador era um hidrofone ligado a um emissor de ruídos, que podia detectar submarinos alemães. Em 1917, os ingleses testaram um protótipo do ASDIC, o primeiro modelo direcional. Hoje o sonar é usado também por pescadores, engenheiros e oceanógrafos para identificar objetos, profundidade e características do leito marinho.

Porta-aviões



Os primeiros “porta-aviões” não tinham pista. Guindastes baixavam hidroplanos à água, que decolavam por si e eram recolhidos na volta. Mas hidroplanos não são bons aviões de combate: os flutuadores não têm muita aerodinâmica, tornando- os alvos fáceis para armas no solo. Em 1918, os britânicos adaptaram uma pista ao cargueiro HMS Argus, tornando-o o primeiro porta-aviões propriamente dito, do qual aviões convencionais podiam decolar. Com alcance dezenas de vezes superior ao de um navio armado de canhões, eles se tornaram a parte mais fundamental de qualquer força naval.

CIVIL

Zíper

Fechos automáticos existiam desde o século 19, mas não colaram muito porque eram baseados em ganchos, que se enroscavam em tudo. Durante a guerra, a marinha americana estreou o fecho desenhado pelo sueco Gideon Sundback, que era liso e não se enganchava em nada – considerações cruciais para o uso militar. Era o zíper moderno, que foi adotado pelos civis na década seguinte.

Absorvente íntimo



Quando os Estados Unidos entraram na guerra, em 1917, uma novidade local passou a ser usada nos hospitais de campo: bandagens feitas de “celu-algodão”, um material novo que era cinco vezes mais absorvente que o algodão puro. As enfermeiras da Cruz Vermelha rapidamente descobriram um uso alternativo para as bandagens em certos dias do mês. Após a guerra, o fabricante, a Kimberly-Clark, criou uma nova embalagem para o mesmo produto, fazendo fortuna com o primeiro absorvente íntimo descartável.

Aço inox

Um pouco antes do confronto, o engenheiro britânico Harry Bradley tentava criar uma liga metálica mais resistente ao calor, para fazer armas melhores – metralhadoras e canhões entortam ou travam se superaquecidos, porque o calor torna o metal maleável. Ele tentou isso com uma liga de ferro e cromo, que tem um ponto de fusão mais alto. O material era caro demais e ligeiramente menos resistente que outras opções, e não resolveu o problema das armas. Mas quando Bradley fez testes químicos em sua liga, notou que era resistente a corrosão. O aço inoxidável substituiu a prata e o ferro na cozinha, e hoje é usado de bisturis a monumentos arquitetônicos.

Bronzeamento artificial

No início de 1918, último ano do confronto, a escassez fazia sentir seu impacto. Quase metade das crianças em Berlim sofria de raquitismo, doença que causa deformidades nos ossos, por falta da vitamina D – que pode vir de alimentos, mas é produzida naturalmente pelo organismo, por exposição ao sol. O pediatra Kurt Huldschinsky foi o primeiro a notar a relação entre raquitismo e falta de sol, ao ver que quase todos seus pacientes eram pálidos. Assim, para tratar a doença em pleno inverno, ele os expos à luz ultravioleta – criando não só um tratamento eficiente como o bronzeamento artificial, que opera pelo mesmo princípio.

Horário de verão

Foi também a necessidade que levou a Alemanha a decretar que os relógios deviam ser adiantados, em 30 de abril de 1916. A ideia era economizar carvão, usado tanto na rede elétrica quanto nas locomotivas que levavam armas ao front, assim como nas fábricas que as produziam. Uma hora a mais de sol significava gastar menos combustível. Os aliados copiaram a ideia. Quase todos os países do mundo experimentaram o horário de verão ao longo do século 20. Alguns, como a Rússia ou a Argentina, usam um fuso horário adiantado em relação à sua localização, vivendo permanentemente em horário de verão.

Calça feminina



As roupas femininas não eram nada práticas no começo da guerra, consistindo em vestidos longos com espartilhos. Calças eram exclusivas para homens, e havia até mesmo selas de cavalo femininas, que permitiam cavalgar de saia, sentada de lado. Quando as mulheres tiveram que trabalhar nas fábricas, a necessidade superou as preocupações com a elegância. Depois que o tabu foi quebrado, as calças se tornaram uma expressão da moda, a partir dos anos 20.
Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/herancas-primeira-guerra-armas-objetos-dia-dia-surgiram-conflito-788057.shtml

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Entenda as mudanças de padrão de beleza ao longo da história


Os padrões de beleza mudam. Das academias da Antiguidade às modelos atuais, conheça a busca pelo físico ideal.
Em cada época é fácil identificar o apreço generalizado por um ou outro tipo físico, dos corpos roliços aos mais secos, das barriguinhas pronunciadas aos abdomens tanquinho, dos seios minúsculos aos bustos siliconados. Mas, se hoje qualquer pessoa é dona de seu nariz para decidir se quer frequentar a academia ou viver feliz acima do peso, houve tempos em que ninguém era responsável pelo próprio corpo. Por milênios, a forma física era colocada a serviço de propósitos sociais, militares ou religiosos.


“Na Pré-História, o corpo era arma de sobrevivência, a fim de caçar e correr dos predadores, mas nas primeiras civilizações, os treinos e as atividades sempre estiveram voltados a necessidades coletivas, como guerrear”, diz Denise Bernuzzi de Sant’Anna, professora de história da PUC-SP, autora dos livros Corpos de Passagem e Políticas do Corpo. Em outros períodos, a religião moldou a visão coletiva das questões relativas ao corpo. “Como o corpo era considerado sagrado, a Igreja proibia dissecações e estudos de cadáveres”, diz Luís Ferla, professor de história da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Só entre os séculos 15 e 16 despontou uma nova perspectiva, mais individualizada. Um processo que perdura e se radicaliza até hoje.


PRÉ-HISTÓRIA

A vênus paleolítica



Pouca gente seria capaz de achar sexy a moça rechonchuda representada nestaescultura. Pois os arqueólogos que encontraram a peça de 28 mil anos acreditam que ela represente um modelo de beleza feminina valorizado por nossosantepassados das cavernas. A Vênus de Willendorf, uma escultura de apenas 11 cm, pode ter sido usada em rituais de fertilidade, já que carnes generosasdurante muito tempo foram consideradas propícias à procriação.

1200 a. C. | As primeiras academias



Na Grécia, a educação física eraconsiderada um pilar da formação dos homens, que desde meninosfrequentavam os gymnasiums, complexos esportivos que também eram centros deformação intelectual. Ali, além de treinar para se tornar soldados ou competir em jogos públicos, os garotos estudavam filosofia, literatura e música. Havia estabelecimentos específicos paratreinamento de boxe e luta, as palaestras.Os atletas se exercitavam sem roupa (gymnos significa “nu” em grego).

SÉCULO I

Mente sã em corpo são



O poeta romano Juvenal, que viveu entre os séculos 1 e 2, foi quem cunhou a expressãomens sana in corpore sano.Embora deslocada de seu significado original (“Deve-se orar por uma mente sã num corpo são”), a citaçãoatravessou milênios. NoImpério Romano, os treinos militares com marchas e exercícios pesados forjavam soldados fortes e atléticos.

IDADE MÉDIA

Mergulho nas trevas



Sob a influência da Igreja, foram abandonados os hábitos de higiene e saúde herdados dos gregos e romanos. “Cuidados com o corpo eram considerados pecaminosos”, diz Denise Sant’Anna, professora da PUC-SP. Qualquer preocupação estética era vista como afronta às leis divinas. As obras de arte mais escondem que evidenciam os corpos.

1450

O redescobrimento da anatomia



Leonardo da Vinci é o maior dos “artistas-anatomistas” do Renascimento. Encheu vários cadernos com anotações e desenhos sobre o funcionamento de órgãos, ossos e músculos, que estudava dissecando cadáveres. Reproduzida à exaustão, uma das ilustrações dos diários, o Homem Vitruviano (1490), expressa as proporções matemáticas do corpo humano.

RENASCIMENTO

Das virgens às Vênus



O Renascimento resgata valores humanistas e artísticos e o apreço pelos padrões de beleza da Antiguidade. A Virgem Maria, musa dos pintores medievais, cede espaço para representações da deusa Vênus, ninfas e semideuses despidos. As mulheres exibem longos cabelos, formas roliças e voluptuosas e até uma barriguinha pronunciada. Um dos quadros da época é O Nascimento de Vênus (1485), de Botticelli.

1500

O homem nu



Pintores e escultores renascentistas desafiaram a Igreja e deixaram até Jesus Cristo praticamente nu. Deuses, heróis gregos e bíblicos e santos e anjos exibiam músculos definidos, corpos sem pelos e mostravam até os pênis, sem pudor. O maior ícone desse resgate é Davi, de Michelangelo, considerado até hoje modelo de perfeição das formas masculinas.

1900

O pai da musculação



O prussiano Eugen Sandow (1867-1925) enxergou na musculação um filão inexplorado. Bolou alguns dos primeiros equipamentos, criou a primeira competição oficial de fisiculturismo (em 1901) e lançou a primeira revista especializada no gênero, a Physical Culture.

1920

O sex-appeal



Entre os anos 1920 e 30 surgiu a expressão sex-appeal. Ela tentava explicar a sensualidade no jeito de andar, de falar e até de encarar os homens. Nos chamados Anos Loucos, as mulheres, incorporadas ao mercado de trabalho, adotaram um visual andrógino, com cabelos curtos e seios e quadris disfarçados em vestidos retos. Em 1925, o corte de cabelo à la garçonne era usado por uma em cada três mulheres.

1940

Hollywood



Os astros de Hollywood foram as grandes referências de beleza e forma física durante os anos 40 e 50. Sexy, voluptuosas, com quadris largos e seios fartos acentuados pelos sutiãs com enchimento, divas como Rita Hayworth e Jayne Mansfield encarnaram a femme fatale. Mas a morte prematura consagrou Marilyn Monroe como o maior símbolo sexual de todos os tempos.

1960

A mulher-violão



Seios fartos, cintura fina e quadris avantajados configuram a silhueta da mulher-violão. O cinema europeu é pródigo em exportar divas nesse padrão, como a francesa Brigitte Bardot. Em contraste, as revistas de moda exaltam um tipo magricela, com jeitão de garoto, cabelos curtos e ausência de curvas, personificada pela inglesa Twiggy, a maior top model da época.

1970

O andrógino



Tempo de liberação sexual e igualdade de direitos entre homens e mulheres. Os padrões de beleza masculinos sofrem mudanças drásticas. “As distinções ficaram mais tênues; os homens deixaram crescer os cabelos, ficaram menos musculosos e usaram roupas unissex”, diz a professora Denise Sant’Anna. Astros do rock como Mick Jagger e David Bowie consagram o visual andrógino.

1980

Mister Músculos



Em 1966, o austríaco Arnold Schwarzenegger era um entre milhares de fisiculturistas. Tudo mudou após ser eleito Mr. Olympia por seis vezes, de 1970 a 1975. Na década de 1980, ele se tornou referência para gerações de praticantes de musculação depois de aparecer em filmes comoConan, o Bárbaro e O Exterminador do Futuro. Em 1989, criou o Arnold Classic Weekend, um dos mais prestigiados eventos mundiais de fitness.

1982 | Ginástica em casa



Fitness para todos: a democratização do videocassete deu impulso ao surgimento dos vídeos com aulas de ginástica para fazer em casa. O mais célebre deles foi oJane Fonda Workout Video, lançado pela atriz americana em 1982, reunindo exercícios de força, flexibilidade e resistência. Fonda nunca mais parou: na sequência, produziu mais 23 fitas e seis DVDs, o último deles lançado em 2012, aos 74 anos.

1990

Supermodelos



Modelos sempre ditaram padrões de beleza. Mas foi diferente com Cindy Crawford, Naomi Campbell, Claudia Schiffer, Linda Evangelista e Kate Moss, as top models da virada dos anos 1980 para 1990. Altas, magras, curvilíneas sem exageros, dominaram passarelas, capas das revistas e campanhas das grandes marcas a ponto de seus anos de glória terem sido batizados de A Era das Supermodelos.

ANOS 2010

Os reis do octógono

Os adeptos do MMA (Mixed Martial Arts) compartilham um padrão corporal que caiu no gosto masculino. Boxe, muay-thai, jiu-jítsu ou krav magá são alternativas para construirmúsculos e desenvolver atributos como agilidade, equilíbrio e coordenação. A tendência começou com a família Gracie, um clã de lutadores de jiu-jítsu. Opatriarca Hélio Gracie fez sua primeira luta nos anos 30.

Fonte:
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/entenda-mudancas-padrao-beleza-ao-longo-historia-781162.shtml

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