11.8.14

1974: Nixon renuncia



Há 40 anos, em 8 de agosto de 1974, Richard Nixon renunciava à presidência dos EUA. O escândalo de Watergate acabaria com a carreira política do republicano de origem modesta que conseguira chegar até a Casa Branca.


Richard Nixon


Sob ameaça de impeachment, por ter mandado espionar a sede do Partido Democrata em Washington, Richard Nixon foi o primeiro presidente norte-americano a renunciar.

"Não sou nenhum trapaceiro". Foi com essas palavras que Nixon tentou salvar a honra em 1974. Apesar de ter sido reeleito com clara vantagem de votos, o seu governo já estava por um triz na ocasião, após o escândalo de Watergate. Esta seria sua última tentativa desesperada de se defender de irrefutáveis acusações.

Tudo começou com a espionagem na sede do Partido Democrata, de oposição, situada no edifício Watergate, em Washington. Pessoas de confiança do presidente organizaram a operação – com o seu conhecimento, como se ficou sabendo depois –, a fim de obter informações sobre seus adversários políticos. O caso se transformou numa rede de mentiras e tentativas de dissimulação a serem rastreadas até o gabinete do presidente, na Casa Branca.

Renúncia pela televisão

No dia 9 de agosto de 1974, já não restava qualquer dúvida. Nixon só tinha uma chance de evitar a suspensão de sua imunidade política pelo Congresso americano, para escapar de um processo penal. Num pronunciamento transmitido pela tevê, anunciou sua renúncia na noite de 9 de agosto. O vice, Gerald Ford, assumiu a presidência. Posteriormente, ele concederia anistia a Nixon, poupando-o das consequências legais do escândalo Watergate.

Henry Kissinger, assessor presidencial para assuntos de segurança nacional e uma das pessoas mais próximas de Nixon na época, recordaria depois: "Ele cometeu muitos erros e fez muita bobagem, enfim, tudo o que ficou conhecido como Watergate. Na verdade, Watergate não passou de uma série de besteiras que depõem contra Nixon. É evidente que ele merecia ser punido, mas – na minha opinião – a punição foi severa demais. Aquela lista de inimigos da Casa Branca, por exemplo: nomear o documento de Enemies List... Que burrice! A Casa Branca sempre tem uma lista de pessoas que não são convidadas para os jantares oficiais. Era uma lista dessas, com o título Enemies List. E houve coisas piores ainda."

Personalidade reservada

A renúncia de Nixon praticamente marcou o fim de uma das carreiras políticas mais controversas da história norte-americana. Richard Milhous Nixon era de origem modesta, mas acabou chegando a uma das posições mais poderosas do mundo. No entanto, nunca deixou de desconfiar do establishmentpolítico dos Estados Unidos. Era reservado, permitindo somente a proximidade de um pequeno círculo de amigos e conselheiros. Seus adversários políticos viriam a comparar esta sua desconfiança com uma mania de perseguição política.

Isso teve consequências fatais no caso de Watergate. O medo do sistema político levou Nixon a tentar escamotear seus erros da forma mais inadequada possível. Para Kissinger, "o melhor teria sido confessar tudo logo de início e chamar um advogado de renome, para eliminar de vez o problema. Ele cometeu enormes erros durante o esclarecimento do escândalo. Teria sido muito melhor ter falado o que ele sabia e ter afastado algumas pessoas."

Após a renúncia, Nixon foi excluído do establishment político dos Estados Unidos. O único presidente norte-americano a renunciar se tornou um homem solitário, do qual ninguém mais queria saber. Ele também foi o único presidente a renunciar à proteção policial. Décadas depois, quando já estava em idade avançada, alguns viriam se recordar da política externa do presidente que iniciou a aproximação com a Rússia e a China e pôs fim à Guerra do Vietnã. Na opinião de Kissinger, Nixon é o presidente americano do pós-Guerra que mais entendia de política externa.

Richard Milhous Nixon morreu em 22 abril de 1994, aos 81 anos de idade.

Fonte: DW

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1881: Primeira Feira Internacional da Eletricidade em Paris



Milhares de lâmpadas acenderam de uma só vez em 10 de agosto de 1881, no parque de exposições da Feira Internacional da Eletricidade em Paris. O público entusiasmou-se com as "estrelas" ou "luminárias de Edison".



Segundo Karl Bienek, estudioso da história da lâmpada incandescente e da energia elétrica, uma das sensações da 1ª Feira de Eletricidade de Paris foi o estande em que os visitantes podiam ligar e desligar uma lâmpada – uma novidade fascinante, na época. "A feira de 1881 foi decisiva para a introdução da luz e de outras formas de uso da eletricidade", afirma.

Hoje é quase inimaginável que alguém possa viver sem energia elétrica, mas no século 19 ela era praticamente inexistente. Isso mudou depois da feira de Paris, quando o inventor norte-americano Thomas Edison mostrou aos europeus que a nova luz significava o início de uma nova era.

De Goebel a Edison

No entanto, o inventor da lâmpada incandescente não foi Thomas Alva Edison (1847-1931) – como se acredita – e sim o mecânico alemão Johann Heinrich Goebel (1818–1893). Emigrado para os Estados Unidos em 1848, ele usou em 1854 as fibras de bambu de sua bengala como filamento.

Ligadas nas extremidades por meio de arames de aço, elas se transformavam em condutores de energia elétrica. Em ampolas de vidro transparente, as fibras de bambu chegavam a permanecer acesas por até 200 horas. Goebel logo usou o invento para iluminar sua joalheria em Nova York.

Segundo Karl Bienek, Goebel estava adiante de seu tempo. Ao tentar iniciar a industrialização e a produção em série, não encontrou financiador. Na época, simplesmente não existia demanda por lâmpadas incandescentes.

Faltava também a infraestrutura tecnológica – como, por exemplo, usinas de eletricidade – para manter a luz em funcionamento. Existiam apenas células galvânicas, que eram muito caras e não tinham potência para iluminar uma rede de lâmpadas incandescentes.

O mérito de Edison foi transformar a lâmpada incandescente num produto de consumo, o que viabilizou sua produção em série. Ele começou também a desenvolver a tecnologia necessária para o emprego do invento. São dele, por exemplo, as ideias básicas e a construção de um sistema de iluminação elétrica, com motor a dínamo, distribuidor, linhas de distribuição, registrador de consumo, fusíveis, material isolante, interruptores e bocais.

Longo caminho até a comercialização

Apesar de muito admirada na feira de Paris, a eletricidade ainda demorou a se impor na Europa. Os alemães, por exemplo, continuaram usando lamparinas de petróleo, velas de cera e lampiões a gás para a iluminação em geral.

Somente no início do século 20 a Alemanha percebeu que era possível ganhar dinheiro com a nova tecnologia. Foi aí que Auer von Welsbach revolucionou a lâmpada de Edison, com a introdução do filamento incandescente de metal.

A lâmpada ósmico-wolfrâmica, conhecida pela abreviação Osram, abriu o caminho para o lançamento, em 1912, de lâmpadas com filamento totalmente à base de tungstênio no mercado alemão. A tecnologia básica da lâmpada incandescente, portanto, foi desenvolvida de 1854 a 1912. E com ela, a eletricidade conquistou as casas e as ruas da Europa e do mundo.

Fonte: DW

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Israel. Um Estado dividido


Nacionalista e colonialista, o sionismo garantiu a criação de Israel. A diplomacia brasileira também participou do plano

Por André Castanheira Gattaz






O Estado de Israel foi criado em maio de 1948, como resultado do movimento sionista, que surgiu no final do século XIX e exerceu grande influência junto a governos ocidentais na primeira metade do século XX. O sionismo traz características nacionalistas e colonialistas. É nacionalista ao defender a criação de um Estado Nacional para os judeus. É também colonialista, pois o local escolhido para a criação de tal Estado Nacional foi a Palestina. Mas esta região, origem da população judaica espalhada pelo mundo, estava ocupada secularmente por populações árabes, que praticavam pacificamente as três religiões surgidas ali: judaísmo, cristianismo e islamismo.

No final do século XIX, o movimento sionista começou a promover a imigração de judeus europeus para a Palestina. Esta corrente se intensificou após a Primeira Guerra Mundial, quando a região passou para o domínio britânico. Em meados do século XX, a proporção entre colonos e nativos havia sido completamente alterada, gerando conflitos cada vez mais violentos entre a população palestina e os grupos de judeus recém-chegados.

Percebendo a dificuldade em manter a paz, a Inglaterra abriu mão do mandato sobre a Palestina, delegando à recém-criada Organização das Nações Unidas a tarefa de decidir o destino da área. Foram criados comitês que analisaram e debateram o assunto durante sete meses, recomendando a partilha da terra para a constituição de dois Estados, um árabe e outro judeu. Em novembro de 1947, o assunto foi levado à votação na Assembleia Geral, à época presidida pelo chefe da delegação brasileira na ONU, Osvaldo Aranha – homem forte do governo de Getúlio Vargas entre os anos 1930 e 1944, e retornado ao governo de Eurico Dutra como diplomata.

Embora inicialmente houvesse oposição da maioria dos países ao plano, o governo estadunidense instruiu seus representantes na ONU para que conseguissem a partilha. Várias nações foram ameaçadas de retaliações financeiras se fossem contra a partilha, enquanto aquelas que fossem a favor eram premiadas com a concessão de empréstimos em condições especiais. Prevista para o dia 26 de novembro, a votação foi adiada por dois dias, dando mais tempo aos lobistas pró-sionistas para obter os votos que lhes faltavam. Segundo um dos principais historiadores israelenses, esses dois dias foram essenciais para conseguir o apoio de Libéria, Taiti e Filipinas. Reunida a Assembleia no dia 28, a decisão novamente foi adiada a pedido do representante francês, e no dia seguinte o plano de partilha foi enfim votado. Ao contrário do que se podia prever uma semana antes, o plano foi aprovado por 33 países a favor e 13 contra, com dez abstenções. Por seu papel fundamental nessas negociações, adiando a decisão até que a maioria fosse obtida, Osvaldo Aranha recebeu a gratidão de Israel, embora ele tenha sido favorável à política que restringia a entrada de judeus no Brasil no período em que foi Ministro das Relações Exteriores, durante o Estado Novo.

O plano de partilha desagradou os dois lados envolvidos no conflito, dando origem a uma guerra que se estendeu de 1947 a 1949, em que o recém-criado Estado judaico conquistou parte das terras atribuídas aos palestinos. Em 1967, em novo avanço militar israelense, as regiões de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental foram também ocupadas, permanecendo sob controle israelense até os dias de hoje, embora diversas resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU tenham condenado tal ocupação. Segundo a própria ONU e a maioria dos analistas, a solução do conflito passa pela desocupação israelense das terras conquistadas em 1967 e a construção efetiva de um Estado Palestino soberano, vivendo lado a lado e pacificamente com o Estado de Israel, como previa o plano apoiado por Osvaldo Aranha.

Fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/um-estado-dividido

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A Queda da Bastilha




A queda do ministro Jacques Necker foi o estopim para que os franceses invadissem a Bastilha.
No ano de 1789, a França vivia uma grande agitação política. Populares e burgueses pressionavam o governo real a extinguirem os privilégios das classes nobiliárquicas e clericais. Durante a convocação dos Estados Gerais, que poderia reformar as leis do país, os membros da burguesia insistiam na mudança do sistema de votação. Ao invés do “voto por Estado”, os burgueses defendiam a utilização do “voto por cabeça”.

Não suportando as pressões políticas do Terceiro Estado, o rei Luis XVI aceitou a organização de uma Assembleia Nacional que votaria uma nova constituição. Com isso, a hegemonia política tradicionalmente controlada por nobres e clérigos seria superada por propostas liberais influenciadas pelo iluminismo. Contudo, acuado pela situação, o monarca francês demitiu o ministro Jacques Necker, que apoiava as reformas burguesas.

A notícia da demissão foi o estopim para que as massas da cidade de Paris organizassem uma revolta contra a ordem vigente. No dia 14 de julho de 1789, uma grande aglomeração de populares cercou as proximidades da Bastilha, fortaleza utilizada pelo governo real para o aprisionamento de seus inimigos e o armazenamento das armas. A princípio, os envolvidos na manifestação desejavam somente tomar as armas e munições ali disponíveis.

A invasão da Bastilha era uma tarefa quase que impossível. Composta por oito torres e paredes com quase três metros de espessura, a enorme construção era um dos mais imponentes símbolos da autoridade real francesa. Com cerca de trinta metros de altura, a prisão era protegida por duas pontes levadiças. A ponte que dava acesso ao prédio era rodeada por um enorme fosso de vinte e cinco metros por onde passavam as águas do rio Sena.

Segundo algumas estimativas, a prisão recebia uma média anual de quarenta criminosos detidos, sem julgamento, pelas ordens expressas do rei. As celas não seguiam um padrão fixo. Enquanto algumas se resumiam a um cubículo onde só se poderia ficar em pé, outras contavam com camas e outros mobiliários. No dia da invasão, havia quatro falsários, um nobre e dois loucos presos. O restante da população era composto por uma centena de militares franceses e suíços.

Tentando aquietar os ânimos dos revoltosos, o marquês de Launay, diretor da prisão, convidou os líderes do levante para almoçarem. Contudo, a espera e a falta de uma resposta imediata somente prestaram para que a população ficasse ainda mais insatisfeita. Os mais agitados pegaram machados para romper as correntes dos portões externos da Bastilha. De repente, o estampido de um tiro levou ao confronto direto entre os populares e os oficiais.

No fim daquela tarde, não mais suportando a pressão, Launay abaixou a ponte-levadiça e permitiu a entrada dos populares. O desafortunado diretor acabou sendo alvo da fúria dos revoltosos ao ter a sua cabeça cortada e exposta na ponta de uma lança pelas ruas de Paris. Todos os prisioneiros foram libertados e os manifestantes se apropriaram de todo o arsenal bélico da Bastilha.

Ao fim dos confrontos, um guarda e aproximadamente cem manifestantes acabaram morrendo. A tomada deste símbolo do poder imperial francês só acabou cinco meses mais tarde, quando, já sob o controle revolucionário, o governo francês estipulou a demolição da Bastilha. Em 1880, esta célebre data passou a ser comemorada como feriado nacional. Atualmente, uma placa indicativa sugere o local onde, um dia, os inimigos do Antigo Regime ficavam presos.


Por Rainer Sousa
Fonte:  http://guerras.brasilescola.com/seculo-xvi-xix/a-queda-bastilha.htm

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A Guerra de Canudos




A fé e a miséria que circundaram esse lastimável confronto da Primeira República.
No fim do século XIX, a proclamação da República em terras brasileiras não significou o alcance imediato das transformações que, teoricamente, seguiriam a mudança de nosso regime político. Ainda nessa época, o sertão nordestino era palco de terríveis contrastes de ordem social e econômica. De um lado, grandes famílias concentravam a propriedade das terras e disputavam o poder político entre si. Do outro, pobres sertanejos viviam uma grave situação de miséria e buscavam o alcance de uma vida melhor.

Nesse contexto marcado pela pobreza e a opressão, a crença religiosa operava como modo de se aliviar as tensões que atingiam a população menos favorecida. Contudo, os representantes religiosos oficiais nem sempre ocupavam esse lugar, tendo em vista que defendiam a ordem vigente controlada pela restrita população de proprietários. Foi daí que líderes religiosos populares, como Antônio Conselheiro, apareciam oferecendo um discurso e ações de alento mais próximas à demanda imediata daqueles sertanejos.

Mais do que um simples beato arrebatador da atenção dos sertanejos, Conselheiro não reconhecia o governo republicano como sendo capaz de estabelecer a resolução que há décadas assolavam a realidade nordestina. Foi desse modo que, nas margens do rio Vaza-Barris, ele decidiu agregar seus seguidores para a formação de uma comunidade que viveria de forma coletiva. Não reconhecendo os impostos, leis e restrições que o governo de pouca presença tinha entre seus membros.

Bastaram apenas alguns anos da década de 1890 para que a comunidade de Conselheiro atraísse não só a atenção dos sertanejos, mas também das autoridades, proprietários e clérigos que entendiam aquela situação como uma grave afronta à República. Na verdade, apesar de devoto confesso da monarquia, Antonio Conselheiro não tinha por objetivo organizar uma rebelião que derrubasse o novo governo. Sua aspiração máxima era assentar-se na moral cristã, para então, formar uma comunidade igualitária.

Contudo, o sentido de ameaça logo se mostrou mais forte quando as tropas oficiais do Exército se organizaram a fim de destruírem a comunidade de Canudos. A primeira expedição, formada por uma centena de homens, e a segunda, ainda mais reforçada, com mais de quinhentos oficiais, foi logo derrotada pelos sertanejos que lá viviam. Chegada a notícia na capital do país, o governo federal articulou uma nova investida, composta por mais de 1200 soldados. Mais uma vez, em março de 1897, os sertanejos se sobressaíram.

Para que a agitação fosse contida, o Exército teve então que determinar uma formação militar ainda mais extensa, composta por um contingente superior a seis mil soldados. Além disso, o emprego de dezoito canhões determinava que o que se configurara até então como um conflito, se transformaria em uma verdadeira carnificina. Em 5 de outubro de 1897, a violência fora finalmente concretizada, quando ninguém mais sobrara vivo naquele lugar.


Por Rainer Sousa
Fonte:http://guerras.brasilescola.com/seculo-xx/a-guerra-canudos.htm

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Inflação no Brasil




As dívidas do país geraram diversos fenômenos inflacionários e criou diferentes moedas no Brasil



Para muitos estudantes que hoje ingressam nos ensinos fundamental e médio, a discussão sobre a questão inflacionária no Brasil parece um tema distante ou, até mesmo, estranho. Entretanto, a economia do nosso país, ao adentrar os ditames do capitalismo industrial e financeiro, passou a conviver com as contradições de um país economicamente dependente que deveria encontrar soluções para valorizar sua moeda e desenvolver sua economia.

No entanto, promover esse desenvolvimento exigia dos nossos governos a contração de empréstimos a serem empregados na contratação de funcionários e no financiamento de obras que, muitas vezes, acabavam deixando nosso país completamente endividado. Uma solução usual adotada pelo Estado para sanar este problema era fabricar o dinheiro necessário para que tivesse condições de honrar uma considerável parte de seus compromissos financeiros.

A solução parecia ser prática e viável, mas, infelizmente, a circulação de papel-moeda em uma economia que não tem riquezas correspondentes àquele total de dinheiro disponível acaba desvalorizando a moeda. Conseqüentemente, o preço das mercadorias sobe e os trabalhadores – que tem sua renda fixada em uma determinada faixa salarial – têm o seu poder de compra reduzido, o que acaba aumentando o já tão penoso custo de vida.

Até aqui, podemos perceber que um dos fatores responsáveis pela crise inflacionária está intimamente ligado à contração de dívidas. No Brasil essa contração de dívidas tem longa data e veio se desenhando desde o período colonial, quando diversos exploradores requeriam da Coroa Portuguesa empréstimos para financiar suas atividades. Passando para a monarquia, temos o governo de Dom Pedro I inaugurado por uma dívida de dois milhões de libras esterlinas, usadas na “compra” efetiva de nossa independência.

No período republicano a questão inflacionária ganhou uma importância ainda maior, tendo em vista as novas condições da economia mundial. O Brasil, em pleno auge de desenvolvimento do capitalismo industrial, se via diante o dilema de preservar o traço agro-exportador da economia nacional ou promover a modernização da economia. No primeiro governo republicano surgiu a figura de um proeminente intelectual chamado Rui Barbosa, que ocupou o cargo de Ministro da Fazenda.

Em sua gestão, Rui Barbosa procurou modernizar a economia nacional permitindo que os bancos fabricassem papel-moeda e facilitando a contração de empréstimos para a criação de empresas. A medida, apesar de bem intencionada, gerou uma enorme crise especulativa que promoveu uma onda de empréstimos seguida pela injeção massiva de papel-moeda na economia. Com isso, o país não conseguiu remodelar sua política de desenvolvimento econômico e, ainda por cima, causou uma grande crise inflacionária.

Apesar desse episódio de dimensões trágicas, nas primeiras décadas do século XX, o Brasil teve uma considerável reação econômica causada pela crise do mercado europeu. A partir de 1914, o Velho Continente tornou-se palco de uma série de conflitos civis e grandes guerras que desestabilizaram sua própria economia. Nesse momento, o Brasil, tão dependente dos produtos industrializados europeus, iniciou a arrancada de sua indústria e a diversificação de sua economia.

Esse primeiro fôlego dado à economia gerou uma contenção do problema inflacionário no Brasil. Contudo, o país inaugurava sua industrialização em um momento que diversas potências industriais já estavam plenamente consolidadas no mercado internacional. Por isso, o país necessitava de contrair empréstimos para que fosse possível tornar nossa economia consideravelmente competitiva em relação aos seus concorrentes comerciais.

Nos governos de Vargas e JK, o dilema do desenvolvimento foi sensivelmente marcado entre a opção de proteger a economia e promover um desenvolvimento autônomo e gradual, ou permitir que investidores estrangeiros pudessem injetar seus recursos para que o país pudesse recuperar os anos de atraso da economia. Ambas as opções requeriam projetos econômicos muito bem elaborados que, apesar de demandarem de empréstimos, deveriam ter o cuidado de não desvalorizar a moeda nacional.

Todavia, as oscilações do mercado internacional, a corrupção política e nosso atraso econômico acabavam possibilitando a deflagração de diversos processos inflacionários. No governo militar, principalmente entre os anos de 1969 e 1973, a economia experimentou uma onda de crescimento propiciado pelo chamado “milagre econômico”. Esse teve curto período de vida, principalmente em razão da crise que se abateu sobre a economia mundial e o modelo de desenvolvimento artificial gerado do tal “milagre”.

Na década de 1980, o problema da recessão econômica acabou transformando a inflação em um companheiro presente na mesa de todos os brasileiros. A desvalorização da moeda chegou a tal ponto que os produtos do supermercado, por exemplo, eram reajustados mais de uma vez ao dia. Nessa mesma época, a criação de diferentes moedas era tentada para se conter o caos da inflação e diversos planos econômicos tentavam dar uma solução definitiva para a questão.

No ano de 1994, o “Plano Real” propôs um projeto de reestruturação da economia nacional baseado em uma nova moeda que levava o mesmo nome do plano. A partir de então, os níveis inflacionários de nossa economia, excetuado alguns momentos de crise momentânea, passaram a alcançar níveis suportáveis ao desenvolvimento e o custo de vida de uma considerável parcela dos trabalhadores. Desde então, a economia nacional deu sinas de amadurecimento, a inflação se transformou em uma fera domável e o Brasil hoje busca a condição de “nação emergente”.

Por Rainer Sousa

Fonte: http://www.brasilescola.com/historia/inflacao-no-brasil.htm

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A crise do sistema feudal




As revoltas camponesas marcaram profundamente a crise do sistema feudal.

Entre os séculos X e XI, observamos que a Europa experimentou um surto demográfico proveniente do incremento das técnicas de produção agrícola então existentes. O crescimento da população determinou a busca por novas terras, já que o modo de produção disponível não era capaz de atender satisfatoriamente o ritmo de desenvolvimento da época. Com o passar do tempo, várias regiões de floresta e pântano foram empregadas para a ampliação da oferta de terrenos cultiváveis.

Com o passar das décadas vemos que tais alterações somente retardaram a incapacidade que o modo de produção feudal tinha em abastecer as crescentes populações dos campos e das cidades. Atingindo o século XIII, notamos que a ampliação das terras por ações de transformação e desmatamento impôs uma série de transformações climáticas que alteraram o rendimento das colheitas e, em pouco tempo, criou uma séria crise de abastecimento pela Europa.

A falta de alimentos acabou se aliando com a expansão rápida dos centros urbanos, que aglomeravam pessoas sem condições de saneamento e higiene então desconhecidas naquele tempo. Na metade do século XIV, entre 1340 e 1350, essa situação desfavorável acabou se agravando no momento em que a Peste Negra se consolidou como uma das mais graves epidemias a atingir a população da Europa. Em pouco tempo, aproximadamente um terço dos europeus foram dizimados com os terríveis sintomas da doença.

Em um primeiro momento, a Peste provocou uma violenta retração na mão de obra disponível. Tal quadro acabou sendo o grande responsável pelo recrudescimento das obrigações feudais. Nesse contexto de doenças e maior rigidez, as revoltas camponesas eclodiram em diferentes pontos do Velho Mundo. Pelo visto, as antigas relações de trabalho não se mostravam eficazes para suprir a demanda alimentar, econômica e política daquela população.

Sem dúvida, percebemos que o sistema feudal não conseguia abarcar as demandas de uma população em nítido crescimento. Por um lado, a limitação técnica e as obrigações impediam que a produção agrícola conseguisse suprir as demandas da época. Por outro, o crescimento das cidades e da atividade comercial não conviveria com um modelo econômico marcado em sua gênese pela subsistência. É assim que notamos a concretude das transformações entre a Idade Média e a Idade Moderna.


Por Rainer Sousa

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/a-crise-geral-sistema-feudal.htm

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Guerras: Ocidente versus Oriente


Por Voltaire Schilling




O rapto de Helena (1530 - 39), por Francesco Primaticcio
Foto: Wikimedia / Reprodução


Os gregos recorriam a uma lenda para explicar as guerras travadas entre eles e os povos orientais. Tudo começara com o Mito do Rapto de Europa, a história do sequestro de uma princesa grega cometido pelos navegadores-comerciantes fenícios , seguido de uma desforra, o seqüestro de Europa, uma princesa fenícia que estava a banhar-se no litoral da cidade de Tiro, o Líbano de hoje.

Desde então, por 3 mil anos seguidos, Ocidente e Oriente, se bem que com longos intervalos, não pararam de travar guerras entre si. O Oriente deixou de ser uma ameaça por volta do século 17, quando o Império Otomano começou sua lenta decadência, cabendo então ao Ocidente a maioria das ações militares agressivas que o levaram a subjugar e a colonizar o Oriente.

Tempos Mitológicos
A princesa argiva Io, que deu seu nome aos gregos jônicos, fora raptada por mercadores fenícios. Em represália, logo a seguir, é o próprio Zeus na forma de um belo touro branco, quem sequestra a princesa fenícia chamada Europa. Começaram assim os desentendimento entre os dois hemisférios.

Guerra de Troia (século XII a.C.)
O rapto de Helena por Páris, príncipe de Tróia, obriga os guerreiros gregos liderados por Agamenon a ir a guerra para resgatá-la. Durante dez anos os gregos cercam a grande cidade até que a conquistam por meio de um estratagema (o cavalo de madeira engendrado por Ulisses).

Guerras Persas e a campanha de Alexandre (490 - 330 a.C.)
Os reis persas, depois de submeterem a Grécia Jônia, marcham para o continente europeu para dominar as cidades-Estado gregas. Atenas , aliada a Esparta, resiste. Vencem os persas em terra e no mar (Salamina e Platéias). Alexandre, o Grande, lança-se na conquista do Império Acmênida, atingindo até a Índia, helenizando a Ásia Menor e o Egito.

Guerras Púnicas (264 - 46 a.C.)
Confronto titânico entre as duas grandes potências do Mediterrâneo da Antiguidade, Roma e Cartago, uma ex-colônia da Fenícia. A guerra se estendeu por século e meio, da Sicília, Norte da África, até a Ibéria, dominada pelos cartagineses. A vitória de Cipião sobre Aníbal Barca em Zama, faz com que os romanos destruam Cartago e denominem o Mediterrâneo como Mare Nostrum.

Invasão Moura da Ibéria (711 - 1221)
Explorando as divisões do reino Visigodo, instalado na Espanha, os mouros tomam de assalto as costas da Ibéria, expandindo-se depois até a França, onde as tropas do emir el-Rahman são derrotadas pelos francos de Carlos Martel em Poitiers, na batalha de Tours ( 732). A ocupação dos mouros da Espanha estende-se por 700 anos, até a rendição e expulsão deles após a tomada de Granada, em 1492, obtida pelos reis católicos Fernando e Isabel.

As Cruzadas (1099 - 1291)
Atendendo ao chamado do papa Urbano II, feito em 1095, a favor de uma cruzada contra os infiéis, milhares de cavaleiros europeus e gente do povo marcharam em direção à Terra Santa para recuperá-la das mãos ímpias. Jerusalém, que havia caído no controle dos turcos seljúcidas, convertidos ao islamismo, foi tomada de assalto em 1099. Os cruzados, após fundarem o Reino de Jerusalém, ficam na região por quase dois séculos, até serem expulsos em 1291, quando perdem definitivamente o controle da cidade do Acre.

Invasão Mongol (1239 - 1480)
Vindas das estepes orientais, as hordas mongóis lideradas por Batu Cã, neto de Gengis Cã, tomam Kiev e dirigem-se para a Galícia, a Polônia e a Hungria. Os príncipes russos assumem posição subalterna na Zolotoy Orde, o Canado da Horda de Ouro (subdividido em 1480), situação que se prolonga até 1555, Quando o Canado de Kazan é derrotado pelo czar Ivan IV, o Terrível.

Invasão e Ocupação Turca (1453 - 1913)
Turcos Otomanos conquistam Constantinopla, após terem avançado sobre os reinos balcânicos, subtendo a Albânia, a Bósnia e parte da Sérvia. Alcançam Viena, posta a sitio em 1683, mas são derrotados e refluem para os Balcãs, de onde somente recuam nas vésperas de 1914, quando são expulsos por uma coligação dos reinos balcânicos (Sérvia e Bulgária).

A conquista da Ásia (1498 - 1857)
Desde a viagem de Vasco da Gama a Calicute na Índia (1498), mercadores e navegantes europeus (portugueses, espanhóis, holandeses e ingleses) lançam-se em direção ao Oriente ocupando feitorias na Índia (Calicute e Calcutá), na Indonésia (Java e Timor), China (Hong Kong) e Japão. Em grande parte tal expansão foi uma reação à queda de Constantinopla, ocorrida em 1453, estimulando um novo tipo de cruzada contra o Islã: uma cruzada comercial.

A conquista do Magreb e do Egito (1830 - 1882)
No século 19, as potências colonialistas europeias (franceses, espanhóis, italianos e ingleses), ocupam o Norte da África, desde o Marrocos até o Egito, estendendo-se até o Sudão. Retiram-se somente depois da Segunda Guerra Mundial.

Guerra do Ópio (1839 - 1842)
Guerra movida pelos traficantes de ópio ingleses contra o Império da China, levando-o, graças à superioridade tecnológica, à capitulação. Foi o início de uma série de tratados lesivos que fez da China “a colônia de todas as colônias”, situação da qual ela somente se livrou com a Revolução Maoista de 1949.

Guerra contra os Turcos Otomanos (1914 - 1918)
As potências coloniais europeias, a Grã-Bretanha e a França derrotam a Sublime Porta Otomana em 1918. Em seguida, pelo tratado secreto de Sykes-Picot, de 1916, dividem entre si as antigas províncias árabes do império otomano. Os ingleses ficam com a Mesopotâmia, a Arábia Saudita, o Adem, a Palestina e a Jordânia, enquanto os franceses fazem da Síria e do Líbano um protetorado.

A revolta contra o Ocidente (1945 - 1975)
Rebeliões armadas ou manifestações de massa na maioria das colônias africanas e asiáticas opõem-se ao domínio das potências europeias. Movimentos de Libertação Nacional, alternando luta de guerrilhas com atentados, eclodem por todos os lados obrigando as metrópoles ocidentais a concederem a independência (da Índia, da Birmânia, da Malásia, da Indonésia, da Indochina, da Argélia, da Líbia, do Iraque, da Guiné, da Nigéria, do Congo, de Angola e Moçambique, etc...).

As Guerra de Israel (1948-82)
Fundado em 1948, o Estado de Israel, apoiado pelo Ocidente, particularmente pelos Estados Unidos, travou diversas guerras contra os países vizinhos ( 1948, 1956, 1967, 1973, 1982) e contra os levantes palestinos ( Intifadas). Os Estados Unidos mantém a 7ª frota na região e, circunstancialmente, desembarcaram tropas no Líbano ( 1982)

A Primeira Guerra do Golfo (1991)
Apoiados no mais amplo consenso internacional, os Estados Unidos, comandando a Operação Tempestade no Deserto, autorizada pela ONU, além de bombardearem Bagdá, derrotaram as tropas iraquianas que haviam ocupado o Emirado do Kuwait. Desde então, o pais foi obrigado a aceitar as Zonas de Exclusão Aérea, sobre as quais os aviões de Saddam Hussein, ditador do Iraque, estão proibidos de voar.

As torres gêmeas de NY e a invasão do Afeganistão (11/2001)
Dezenove sahids (mártires da causa muçulmana) praticam um surpreendente atentado aéreo destruindo as torres gêmeas (World Trade Center) e atacando o Pentágono (Washington DC). Em represália, os EUA e seus aliados da Otan ocupam o Afeganistão e quase que em seguida atacam o Iraque, depondo seu dirigente Saddam Hussein e o executando na forca.

A grande revolta árabe
Começando na Tunísia, enormes concentrações humanas começaram a depor seus dirigentes autoritários quase que em série (Egito, Líbia, Iêmen e Bahrein). França e Grã-Bretanha atuaram na derrubada do regime de Kadafi. O levante teve seguimento na Síria com milhares de mortos provocados pela guerra civil ainda não concluída.
Fonte:

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A Batalha de Marengo



Por Juliana Miranda

A Batalha de Marengo teve início em 14 de junho de 1800, na Itália, quando as forças da Primeira República Francesa de Napoleão Bonaparte forçaram o recuo dos Habsburgo austríacos.

Napoleão e o general austríaco Mellas disputavam o território italiano. O exército francês tinha cerca de 15 mil homens e o austríaco 20 mil. Ainda assim, os franceses venceram o conflito depois de vários dias de ataques.

Depois da derrota, Mellas assinou a Convenção de Alexandria, que entregava a Napoleão a região da Alta Itália até o Míncio.

Durante a Batalha de Marengo, os franceses perderam mais três mil soldados e os austríacos contabilizaram mais de sete mil mortos e feridos.

O acordo que determinou a retirada das tropas austríacas da Itália foi assinado no dia 15 de julho de 1800.
Fonte: GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/a-batalha-de-marengo.html

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O Fim da União Soviética



Por Natacha Bordin Pastore

Motivos fundamentais para o fracasso da URSS na década de 8O, do século passado.
Primeiramente, Stálin aboliu a NEP e criou os planos qüinqüenais. Neles eram estabelecidas as metas da economia russa em um prazo de cinco anos. De forma geral, Stálin priorizou o desenvolvimento industrial dando maior ênfase na expansão das indústrias de base (mineração, máquinas e energia). Com o alcance de números positivos, os planos qüinqüenais posteriores buscaram desenvolver os demais aspectos da indústria nacional.

A queda do governo de Stálin trouxe à tona uma série de transformações que abriu portas para o fim da centralização política promovida pelo stalinismo.Nesse período, os problemas gerados pela burocratização do governo soviético foram piorando a situação social, política e econômica do país.A estagnação econômica pode ser uma tendência dos países socialistas, mas não foi o fator para acabar com a União Soviética. A Guerra Fria, feita de competições entre a URSS e os EUA exigia diversos investimentos economicos. Ao mesmo tempo em que essas forças antagônicas se confrontavam internacionalmente, dentro da URSS, o final dos anos 50 e início dos anos 60 presenciaram alguns dos momentos mais prósperos do país. Ocorreram algumas melhoras na oferta de produtos para o consumo da população, aumento da oferta de moradias e, grande glória soviética, a saída na frente na corrida espacial: o lançamento da primeira nave espacial não tripulada (o Sputinik), o lançamento do primeiro ser vivo no espaço (a cachorrinha Laika) e, pouco depois, o lançamento do primeiro cosmonauta, Yuri Gagarin, que voltou são e salvo.Os investintos com a guerrinha competitiva com os EUA continuavam...

Na política mundial, a URSS mostrava seu poderio militar e a capacidade de influência ideológica, opondo-se aos EUA onde quer que a Guerra Fria assim demandasse. Dessa forma, assiste-se à Guerra da Coréia, à Crise dos Mísseis em Cuba, à construção do muro de Berlim e ao recrudescimento do conflito do Vietnã. A indústria bélica soviética, impulsionada pela corrida com os EUA, crescia a passos largos, desenvolvendo armas, bombas atômicas e de hidrogênio cada vez mais poderosas e sofisticadas.Esses gastos consequentes da briga que comprou com o país norte-americano comprometeu duramente a estrutura economica soviética e deichou evidente algumas deficiências e distorções estruturais da sociedade soviética e a necessidade de reformas urgentes.

No ano de 1985, o estadista Mikhail Gorbatchev assumiu o controle do Partido Comunista Soviético com idéias inovadoras. Entre suas maiores metas governamentais, Gorbatchev empreendeu duas medidas: a perestroika ( reestruturação) e a glasnost (transparência). A primeira visava modernizar a economia russa com a adoção de medidas que diminuía a participação do Estado na economia. A glasnost tinha como objetivo abrandar o poder de intromissão do governo nas questões civis. A ação renovadora de Mikhail Gorbatchev criou uma cisão política no interior da União Soviética. Alas ligadas à burocracia estatal e militar faziam forte oposição à abertura política e econômica do Estado soviético.

Em esfera internacional, a União Soviética buscou dar sinais para o fim da Guerra Fria. As tropas russas que ocupavam o Afeganistão se retiraram do país e novos acordos econômicos foram firmados junto aos Estados Unidos. Logo em seguida, as autoridades soviéticas pediram auxílio para que outras nações capitalistas fornecessem apoio financeiro para que a nação soviética superasse suas dificuldades internas.

Em contrapartida, um grupo de liberais liderados por Boris Ieltsin defendia o aprofundamento das mudanças com a promoção da economia de mercado e a privatização do setor industrial russo. Em agosto de 1991, um grupo de militares tentou dar um golpe político sitiando com tanques a cidade de Moscou.

O insucesso do golpe militar abriu portas para que os liberais tomassem o poder. No dia 29 de agosto de 1991, o Partido Comunista Soviético foi colocado na ilegalidade. Com a proibida atuação do Partido Comunista, e os presidentes da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia decidem pelo fim da URSS.E foi em 1991, em meio a uma grave crise do que se passou a chamar “socialismo real”, a União Soviética deixava oficialmente de existir e Gorbatchev dá a noticia ao mundo. Na verdade, o esfacelamento do país já havia começado um pouco antes, durante o golpe conservador do PC, quando as repúblicas bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia declararam independência. Em 25 de dezembro de 1991 tem fim a URSS, fazendo surgir 15 novos países.

A URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) segundo alguns, foi um pesadelo de autoritarismo e opressão, a "maior inimiga do Ocidente''.Entretanto por muitos, durante décadas, foi considerada um país onde a classe trabalhadora governava em condições dignas de vida,'' a utopia operária''.


Fonte: http://natachapastore.blogspot.com/2008_06_01_archive.html


GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/o-fim-da-uniao-sovietica.html


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