25.2.15

Transição da Idade Média para Idade Moderna



Transição da Idade Média(feudalismo) para a Idade Moderna(Capitalismo)
Pode se dizer que a Baixa Id. Média foi um período de transição do Feudalismo para a primeira fase do Capitalismo(Mercantilismo). Quando eu menciono Id. Média estou me referindo a Alta Id. Média que tinha como base o sistema Feudal, sua economia era desmonetizada, ou seja, eles não utilizavam moedas, a base de troca era natural. O Capitalismo era monetário, ou seja, eles usavam moedas e o valor dessas moedas era dado de acordo com o metal que o constituía. Com isso os Europeus se lançaram ao mar para buscar metais, pois achavam que suas reservas estavam se esgotando.

Com o início da navegação eles descobrem o Novo Mundo, que consiste nas Américas, e também inicia a Expansão Marítimo Comercial. O Capitalismo visa principalmente o lucro, ele foi dividido em três fases:

Mercantilismo;
Cap. Industrial;
Cap. Financeiro.

Mercantilismo, doutrina de pensamento econômico que prevaleceu na Europa durante os séculos XVI, XVII e XVIII. Propugnava que o governo devia exercer um controle férreo sobre a indústria e o comércio para aumentar o poder da nação, ao conseguir que as exportações superem em valor as importações(E>I). O mercantilismo era um conjunto de sólidas crenças, entre as quais cabe destacar: a idéia de que era preferível exportar para terceiros a importar bens ou comercializar dentro do próprio país; a convicção de que a riqueza de uma nação depende sobretudo da acumulação de ouro e prata; e a justificação da intervenção pública na economia se voltada à obtenção dos objetivos anteriores.

Pacto colonial, conceito utilizado pelos historiadores para designar um dos aspectos do mercantilismo, segundo o qual as colônias deveriam fornecer matérias primas e produtos semi-acabados para as suas metrópoles, recebendo em troca produtos manufaturados.

Supõe, também, a exclusividade metropolitana, proibindo-se a colônia receber mercadorias de outros países ou para eles exportar diretamente seus produtos.

Uma das conseqüências do pacto colonial foi a dificuldade para estabelecer um mercado interno, já que era proibido à colônia produzir artigos que concorressem com os da metrópole.

A política no Feudalismo era um poder descentralizado em relação ao Rei. Na Id. Moderna o Rei se alia a burguesia que trocam poder político e poder econômico entre eles. O Rei, então passa a ter um poder centralizado, possui então um exército, eles a utilizar um mesmo peso, medida, moeda, volume e fronteiras definidas, tudo isso estabeleceu uma monarquia.

A sociedade no Feudalismo era estamental. Significa que na sociedade não existia mobilidade, um servo sempre será servo, e o senhor Feudal sempre senhor Feudal. Na Id. Moderna era a burguesia que tinha o poder econômico, mas ela não tinha poder político, pois não era nobre. Isso a incomodada bastante. Então decidiram apoiar o Rei para conseguir poder político e social, pois o Rei não tinha poder econômico. A igreja Protestante apoiava a burguesia. Em um momento o Rei se sentiu muito forte e começou a abusar da burguesia, cobrando altos impostos, então a burguesia derruba o Rei e assim ocorrem as primeiras revoluções burguesas.

Nas cruzadas cada participante tinha um objetivo que pode ser considerado apenas econômico, menos o objetivo cristão. A Igreja queria impedir o avanço do protestantismo, os senhores feudais queriam expandir suas áreas provocando a expansão marítima, assim podemos ver claramente os interesses econômicos. A Igreja Católica Apostólica Romana monopoliza a vida do homem na Id. Média. Ela impunha temor nos fiéis, a fé é a palavra chave. A igreja criou dogmas para persuadir o homem. Tudo nessa época possuía uma visão teocêntrica, o homem nessa época tinha visão de coletividade e pessimismo. Aos poucos com chegada do Capitalismo, esse homem se tornou mais individualista, canalizando a razão e a fé, se tornando ambíguo, ou seja, confuso e perdido.o teocentrismo se contrapunha com o antropocentrismo, assim a igreja foi perdendo o seu poder. O homem que vivia nos burgos realizava o comércio e era muito ambicioso. Se tornava racional e agora acreditava na ciência, baseada na observação e na ciência, então surge um movimento chamado de Renascimento.


Fonte:
http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/tra-med-modr.htm

Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/transicao-da-idade-media-para-idade-moderna.html

INTERCEPTOR G5

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As Invasões Bárbaras

Por Anselmo Jr

OS GRUPOS BÁRBAROS:
* Tártaro-mongóis: hunos, turcos, búlgaros, húngaros(magiares).
* Eslavos: russos, poloneses, tchecos, sérvios.
* Germanos: visigodos, ostrogodos, hérulos, anglos, saxões, lombardos, vândalos, francos.


BÁRBAROS:
- para os romanos, bárbaros eram todos aqueles que não tinham a cultura romana, que estavam fora das fronteiras do Império.


ORGANIZACÃO SOCIAL DOS POVOS BÁRBAROS-GERMANOS:
- economia amonetária e natural.
- caça, pesca, saques, pastoreio, agricultura rudimentar.
- propriedade coletiva da terra.
- divididos em tribos.
- ágrafa.
- direito consuetudinário (baseado nos costumes e na oralidade).
- religião politeísta.
- o contato com o império romano fez aparecer a propriedade privada da terra e a desigualdade social.


AS INVASÕES BÁRBARAS:
* Tipos:
- como colonos.
- recrutados para integrar o exército romano.
- invasões (séc. IV e V): confrontos armados e guerras  trouxeram destruição e morte, contudo, contribuíram para o surgimento da sociedade européia ocidental.
+ migrações (séc. III e IV)
+ os hunos pressionaram os germanos a penetrar no Império Romano.
+ fragmentação do Império Romano do Ocidente.


OS REINOS ROMANO-GERMÂNICOS:
- Frágeis e efêmeros.
• Reino dos Suevos.
• Reino dos Visigodos.
• Reino dos Borgúndios.
• Reino dos Ostrogodos.
• Reino dos Vândalos.
• Reino dos Francos.




O REINO FRANCO
LOCALIZAÇÃO:
- Gália.

UNIFICAÇÃO POLÍTICA:
* Clóvis:
- Converteu-se ao cristianismo, estabeleceu uma aliança com a Igreja e obteve o apoio dos católicos galo-romanos.

- Promoveu a unificação política das tribos francas, fortaleceu a autoridade do rei e estimulou a integração de francos e romanos.

- Iniciou a Dinastia Merovíngia.

- feudalizacão da Europa.

- ruralizacão da economia.

- fortalecimento do poder dos proprietários de terras.

- distribuição de terras como recompensa de serviços prestados.

- perda de autoridade da dinastia merovíngia.


* Reis Indolentes:
- não se interessavam em comandar a administração do reino.

- o poder efetivo passou a ser exercido pelo majordomus (alto funcionário da corte: prefeito do palácio, mordomo do paço ou primeiro-ministro).

+ Pepino de Heristal: poder efetivo.

+ Carlos Martel: deteve o avanço muçulmano na Europa (Batalha de Poitiers).

+ Pepino, o Breve: obteve uma aliança com a Igreja e afastou o último rei merovíngio (Childerico III), tornando-se rei dos francos e iniciando a dinastia carolíngia. Apoiou o papado na luta contra os lombardos e doou a Igreja territórios no centro da Itália, chamados de Patrimônio de São Pedro (Estados Pontifícios)  reforçou o poder temporal da Igreja.

• Carlos Magno (centralização política):
- expandiu as fronteiras do reino franco.

- concessão de benefícios (terras) em troca de fidelidade  processo de feudalizacão.

- apoio da Igreja, expansão do cristianismo e coroação como imperador (Império Carolíngio).

- divisão do império em condados, ducados e marcas.

- missi dominici: inspetores reais.

- Capitulares: leis imperiais  primeiras leis escritas da Idade Média.

- Renascimento Carolíngio: desenvolvimento cultural (letras e artes): sábios, escolas (Escola Palatina), preservação da cultura greco-romana.


* Luís, o Piedoso
- disputas (batalhas) entre os filhos por causa da sucessão.

+ Tratado de Verdun (843):

- divisão do império carolíngio: Luís, o Germânico (parte oriental ou Germânia), Carlos, o Calvo (parte ocidental ou França) e Lotário (parte central ou da Itália até o mar do Norte = Lotaríngia).

- rompimento da unidade imperial e fragmentação territorial.

- enfraquecimento do poder real.

- fortalecimento da autonomia dos condes, duques e marqueses  processo de feudalizacão.

- na parte oriental, em 936, Oto I tomou o trono e, com o apoio da Igreja, em 962 foi coroado imperador do Sacro Império Romano Germânico.

- na parte ocidental, em 987, Hugo Capeto, assumiu o poder e iniciou a dinastia capetíngia.

- a Lotaríngia foi conquistada por Oto I.


RURALIZAÇÃO DA ECONOMIA: Processo de Feudalizacão.
•Fatores:

- Crise do escravismo no Império Romano: Colonato.

- As invasões germânicas.

- as concessões de benefícios aos nobres em troca de fidelidade.

- o Tratado de Verdun.

- as invasões dos árabes.

- as invasões dos vikings, árabes e húngaros (magiares) nos séculos IX e X.




A IGREJA MEDIEVAL

ORIGEM DO CRISTIANISMO:
- surgiu na Palestina.
- originou-se do Judaísmo.
- na época do Alto Império Romano.
- difusão pelos territórios do Império Romano.
- no início os cristãos foram perseguidos.
- no século IV d.C., foi legalizado e oficializado.


TEOCENTRISMO CRISTÃO:
* Igreja
- maior instituição medieval (feudal).
- hegemonia ideológica e cultural.
- impôs valores teológicos: cultura teocêntrica.
- preservou a herança (patrimônio) cultural greco-romana.
- controle da educação.
- justificava a ordem feudal.
- pregava a tripartição funcional e clerical da sociedade medieval: clero (rezar), nobreza (combater) e servos (trabalhar).
- organização hierárquica.
- converteu os bárbaros e os integrou aos romanos.
- nos reinos romano-germânicos vai exercer várias funções (políticas, administrativas, culturais, espirituais).
- ética econômica: combatia o comércio, o lucro e a usura.


CLERO:
• Secular: papa, bispos, padres  contato com o mundo, a vida, as pessoas.
• Regular: abades e monges  surgiu em reação ao desregramento do clero secular.


MOVIMENTO MONÁSTICO:
* Ordem Beneditina - São Bento
- “Regra”: castidade, caridade, pobreza, oração e trabalho.
- Conversão dos camponeses.
- Preservação da cultura grego-romana: monges copistas.
- Aprimoramento das atividades agrícolas e artesanais.


TRIBUNAIS DA INQUISICÃO:
- para combater as heresias (idéias ou ações contrárias aos dogmas da Igreja).
- Descobrir e julgar os heréticos.
- Punições: confisco de bens, excomunhão, torturas ou morte nas fogueiras.
- Combater os movimentos contrários à ordem social dominante.


CISMA DO ORIENTE (1054):
- oposição entre o papa de Roma e os patriarcas do Oriente (Constantinopla).
- Resistência oriental a estrutura pontifícia: antagonismo.
- Criação da Igreja Ortodoxa no Oriente.
- Igreja Católica Apostólica Romana no Ocidente.


A QUERELA DAS INVESTIDURAS (1085-1122):
• conflito entre o poder temporal (imperador – Henrique IV) e o poder espiritual (papa – Gregório VII).
• Motivos: o cesaropapismo (supremacia do imperador sobre a Igreja), o nicolaísmo (desregramento do clero), a simonia (comércio dos bens da Igreja), o celibato e proibição das investiduras leigas.
• Gregório VII: movimento reformista  Ordem de Cluny.
• Henrique IV: Sacro Império Romano-Germânico.
• O imperador depôs o papa.
• O papa excomunga o imperador.
• Concordata de Worms (1122): solucionou o conflito limitando o poder do imperador e afirmando a supremacia do papado  poder espiritual saiu vitorioso sobre o secular.




O FEUDALISMO
CONCEITO:
- Modo de Produção que vigorou na Europa Ocidental durante a Idade Média e que se caracteriza pelas relações servis de produção.


ORIGENS:
• Romanas:
- Clientela: relação de dependência pessoal entre indivíduos.
- Colonato: fixação do colono a terra.
- Precarium: entrega de terras a um grande senhor em troca de proteção.
- Vilas: unidades econômicas (grandes propriedades agrárias).

• Germânicas:
- Economia agropastoril.
- Comitatus: relações de fidelidade entre o chefe e seus guerreiros.
- Beneficium: concessões de terras em troca de fidelidade.
- descentralização política.


ECONOMIA:
- agrária e rural.
- auto-suficiente.
- feudo: unidade de produção  propriedade feudal ou senhorial.
- pouco uso de moeda.
- comércio reduzido  localizado.
- baixo nível técnico.
- sistema trienal de rotação de culturas: preservação do solo.


SOCIEDADE:
• estamental, hierarquizada, estratificada e clerical.
* Clero: membros da Igreja -> rezar -> controlador da ideologia medieval.
* Nobreza: posse territorial -> combater -> cavalaria (honra, desprendimento e destreza, lealdade e heroísmo) -> controlava o poder feudal.
* Servos: camponeses -> presos (vinculados, ligados) a terra, explorados, obrigados a prestar serviços (trabalhar) e pagar impostos em troca do uso da terra e de proteção militar # vilões.


POLÍTICA:
* Descentralização política: fragmentação do poder em função do parcelamento das terras.

- particularismos feudais: senhores feudais -> poder.

- o rei exercia pouca influência.

- guerras contínuas: invasões e disputas pelo poder.

- direito de governar era um privilegio de todo possuidor de feudo, implicando este privilégio obrigações muito definidas, cuja violação podia acarretar a perda do feudo.

- direito consuetudinário.

-> Monarquias Feudais: poder particularizado, laços de dependência pessoal, caráter simbólico do poder real e fragmentação político-territorial.



A DIVISÃO DO FEUDO: Mansos ou reservas.
• Manso senhorial (domínio): uso exclusivo do senhor feudal.

• Manso servil: arrendada aos servos e dividida em tenências.

• Manso comunal: terras comuns (pastos, bosques, florestas).



OBRIGAÇÕES SERVIS: relações servis.
- relações de exploração e dependência -> senhores e servos.

• corvéia: dias de trabalho semanal gratuito dos servos no manso senhorial  a produção era do senhor feudal.

• talha: divisão da produção servil no manso servil.

• banalidades: taxas pagas pelos servos pela utilização das instalações do feudo (celeiro, moinho, forno).

• capitação: imposto pago por cada servo individualmente.

• tostão de Pedro: imposto pago para manter a capela.

• mão-morta: imposto pago para transferir o lote de um servo falecido para seus herdeiros.

• formariage: taxa paga para se casar.

• albergagem: alojamento e produtos para os senhores em viagem.


RELAÇÕES FEUDO-VASSÁLICAS: relações vassálicas.
- relações de dependência pessoal e de obrigações recíprocas.

- suserania e vassalagem: nobre e nobre.

- suserano: doava a terra (beneficium) -> proteção.

- vassalo: recebe a terra -> fidelidade, auxílio nas guerras, pagamento de resgate.

- homenagem (cerimônia): juramento de fidelidade.

- ajuda (auxilium) e consulta (consilium) mútuas.


A IGREJA:
• Teocentrismo Cristão.
- maior instituição medieval.
- poder e riqueza.
- organização hierárquica.
- herança cultural greco-romana.
- hegemonia ideológica.
- cultura teocêntrica.
- justificava a ordem feudal.



BAIXA IDADE MÉDIA

CARACTERÍSTICAS:
• transformações na sociedade feudal: início da crise do feudalismo.

+ início da superação das estruturas feudais.

+ progressiva estruturação de um novo modo de produção, o capitalismo.

+ surgimento de uma economia comercial: dinamismo comercial.

+ surgimento de um novo grupo social, a burguesia.

+ centralização do poder real.

+ declínio do modo de produção servil.

+ desenvolvimento do trabalho livre (relações assalariadas).

+ economia monetária.

+ estruturação das monarquias nacionais feudais.

+ produção de excedentes para serem comercializados.

+ iniciaram-se as mudanças na Europa Ocidental que, a seguir, desencadearam o processo de montagem do sistema capitalista.

+ a articulação entre as três “esferas” de poder (universal, da Igreja; local, dos senhores feudais; e, nacional, dos reis) é um dos traços políticos distintivos da Baixa Idade Média. Em seu período final, esta articulação se dará em prejuízo dos poderes locais e do poder universal do papa e em benefício do poder do Estado-Nação (rei).



CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO:
• Motivos: o fim das invasões e a diminuição das epidemias.

• produção limitada: tributação e técnicas rudimentares  não atendia ao consumo.

• marginalização social: expulsão do excedente populacional do feudo.

- ocupação das aldeias e cidades.

- saques.

- batalhas feudais: belicosidade.

- Paz de Deus: proteção aos lavradores, viajantes e mulheres.

- Trégua de Deus: limitava os dias de combate no ano e proibia os combates de sexta a segunda-feira e em dias de festa.

• aperfeiçoamento das técnicas agrícolas: arado de ferro, atrelamento peitoral , ferraduras, moinho hidráulico, charrua.

• expansão dos limites do espaço agrícola: pastos e bosques  expansão agrícola.

• expansão territorial: expansão germânica para o leste, Guerra de Reconquista e Cruzadas.



AS CRUZADAS
CONCEITO:
- expedições militares organizadas pelos cristãos da Europa Ocidental para combater (guerra santa) os muçulmanos.

OBJETIVOS:
- romper o cerco muçulmano na Europa.
- libertar os lugares santos do domínio muçulmano.

SIGNIFICADO:
- expansão da cristandade ocidental.


MOTIVOS:
- o crescimento populacional e a conseqüente marginalização feudal  inadequação da estrutura feudal para absorver o crescimento demográfico.

- a solicitação de auxilio dos imperadores bizantinos diante da pressão dos turcos seldjúcidas.

- o desejo da Igreja Católica de reunificação do cristianismo: Igreja Ortodoxa.

- a força da fé.

- os interesses das cidades comerciais italianas.

- convergência de interesses entre os mais variados setores da sociedade européia.


CONCÍLIO DE CLERMONT (1095):
- O papa Urbano II conclamou aos cristãos que formassem expedições para combater os muçulmanos.


AS CRUZADAS (1096-1270):
• 8 oficiais e 2 extra-oficiais.

+ Cruzada dos Mendigos (1096): foi massacrada pelos turcos.

+ 1ª Cruzada (1096-1099): Cruzada dos Nobres  reconquistou Jerusalém e criação de ordens monásticas.

+ 2ª Cruzada (1147-1149).

+ 3ª Cruzada (1189-1192): Cruzada dos Reis  conseguiu a permissão para a peregrinação cristã a Jerusalém.

+ 4ª Cruzada (1202-1204): Cruzada Comercial  saque de Constantinopla, formação do Reino Latino de Constantinopla e Veneza assumiu o domínio do Mediterrâneo (comércio entre Ocidente e Oriente).

+ Cruzada das Crianças (1212): as crianças foram vendidas como escravas no Norte da África.

+ 5ª Cruzada (1218-1221).

+ 6ª Cruzada (1228-1229).

+ 7ª Cruzada (1248-1250).

+ 8ª Cruzada (1270).


CONSEQÜÊNCIAS:
- dinamização das relações comerciais entre Ocidente e Oriente.

- reabertura do Mediterrâneo aos europeus.

- renascimento comercial e urbano na Europa.

- crescimento da economia monetária.

- expansão do mercado.

- surgimento de novas práticas comerciais: letra de câmbio, cheque e contabilidade.

- difusão do espírito de lucro e o racionalismo econômico.

- o enriquecimento cultural das sociedades mediterrânicas.

- empobrecimento dos senhores feudais.

- fortalecimento do poder real.

FRACASSO:
+ Motivos:
- caráter superficial das conquistas, que não geraram laços de união coma população local.

- anarquia feudal: rivalidade nacional entre as potências ocidentais.

->nos aspectos político, militar e religioso as cruzadas fracassaram.

->no aspecto econômico, os resultados foram amplamente significativos.




O RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO
DEFINIÇÃO:
- intensificação do comércio, desenvolvimento do artesanato urbano e florescimento das cidades medievais, além do surgimento e fortalecimento da burguesia.


RENASCIMENTO COMERCIAL
ROTAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL:
• rota do Mediterrâneo: Constantinopla ― Itália.

• rota de Champagne: Itália ― Champagne.
- depois, diante das dificuldades encontradas nessa rota, os italianos passaram a atravessar (através do Mediterrâneo) o estreito de Gibraltar e dali navegavam pelo Atlântico em direção ao Norte (rota alternativa), tendo Portugal como ponto de escala.
->desenvolvimento do comércio e da burguesia.

• rota do Mar do Norte: norte da Europa ― Champagne.
->além dessas rotas existiam outras rotas terrestres, fluviais e marítimas.


FEIRAS MEDIEVAIS:
- pontos de comércio sazonais e inter-regionais.

- locais de comércio de amplitude continental que dinamizaram a economia da Baixa Idade Média.

* Champagne e Flandres: principais.

- valorização dos bens móveis.

- transações financeiras.

- uso acentuado de moeda.

- atividade creditícia.

- circulação de letras de câmbio.

- atividades bancárias.

- atuação de um novo grupo social, os mercadores.

GUILDAS:
- associações de comerciantes de uma mesma cidade.
- garantir o monopólio do comércio local.
- controle dos preços das mercadorias.


HANSAS:
- associações de comerciantes de várias cidades: comércio em grande escala.
- defender os interesses comerciais da burguesia urbana.
• Merchants of the Staple: controlava a exportação de lã da Inglaterra e a importação de produtos de várias cidades flamengas.
• Hansa Teutônica ou Liga Hanseática:
- controlava o comércio no norte da Europa.
- cidades setentrionais alemãs: Lübeck, Dantzig, Hamburgo.
- dinamizaram as cidades e os mercados.
- concepções de lucro e capitalização.



RENASCIMENTO URBANO
CIDADES:
• Gênova e Veneza.
- estilo de vida urbano.
- sociedade estruturada em classes.
- pólo de atração da população rural.
- atividades comerciais, artesanais e bancárias.
- burgos (fortificações): burguesia
- submissão à autoridade dos senhores feudais: impostos.


MOVIMENTO COMUNAL:
- as cidades passaram a lutar pela independência: autonomia urbana (emancipação da tutela feudal).

• Cidades Francas: cidades que conseguiram sua autonomia por meios pacíficos através de acordos (Carta de Franquia) com os senhores feudais (indenizações).

• Cidades Comunas: cidades que conseguiram sua autonomia através da luta armada, buscando o apoio real diante da resistência dos senhores feudais.

+ a burguesia assume o controle administrativo das cidades: os serviços urbanos eram proporcionados pelos grandes comerciantes.



CORPORAÇÕES DE OFÍCIO:
- associações de artesãos de um mesmo ofício (ramo de atividade).
- objetivos: impedir a concorrência, garantir a qualidade dos produtos e organizar os horários de trabalho.
- código de ética: “justo preço” -> o valor de um produto era representado pela adição do custo da matéria-prima ao custo do trabalho.
- oficina: organização hierárquica -> mestre, oficial, aprendiz e o jornaleiro  não existia completa separação entre capital e trabalho nem especialização com divisão do trabalho.




FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS
DEFINIÇÃO:
- Processo de centralização do poder e de unificação política ocorrido na Baixa Idade Média e que vai promover o fortalecimento do poder real e o surgimento das modernas nações, dos governos e das instituições nacionais.

SIGNIFICADO:
• A centralização monárquica criou as condições institucionais necessárias ao desenvolvimento econômico e cultural na Baixa Idade Média (de meados do século XI até o início do século XIV):

- vigoroso processo de crescimento: da população, da produção, do comércio, das corporações de ofício, das cidades.

- expansão militar e territorial: cruzadas, Reconquista, colonização do Leste.

- desenvolvimento cultural e artístico: universidades, catedrais.



FATORES:
- a crise do sistema feudal: dissolução da ordem feudal clássica.

- o renascimento comercial e urbano.

- o fortalecimento da burguesia.

- a aliança do rei com a burguesia.

- o enfraquecimento da nobreza.

- a evolução da economia capitalista-burguesa.

- o desenvolvimento da concorrência internacional comercial.

- a luta entre as classes sociais (burguesia X nobreza).



MECANISMOS DE CENTRALIZAÇÃO:
- Eliminação do particularismo feudal (submetendo a nobreza) e do universalismo da Igreja (limitando sua atuação).

- centralização do poder: fortalecimento do poder real.

- unificação política, monetária, tributária e de pesos e medidas.

- justiça real: juizes.

- exército nacional.

- burocracia.


A FORMAÇÃO DA MONARQUIA FRANCESA:
• Dinastia Capetíngia:
- Hugo Capeto, conde de Paris, assumiu, em 987,o trono francês.
- início do processo de centralização: poder real forte e de caráter nacional  superação da autonomia da autonomia dos senhores feudais.


* Filipe Augusto:
- apoio da burguesia: expansão do comércio.
- formação de um exército nacional.
- expansão das fronteiras do reino: Normandia.
- funcionários reais (bailios e senescais) recolhiam os impostos nacionais e impunham as leis e a justiça real.


* Luís IX:
- combateu o particularismo feudal.
- ampliação dos poderes dos tribunais reais.
- instituição de uma moeda de circulação nacional.


* Filipe IV, o Belo:
- entrou em choque com a Igreja devido a sua política de fortalecimento da monarquia.
- para contornar a crise econômica que seu reinado atravessava, decidiu cobrar impostos ao clero e enfrentou, por isso, forte oposição do papa Bonifácio VIII, que ameaçou excomungá-lo.
- buscou apoio da sociedade e constituiu a Assembléia dos Estados Gerais (clero, nobreza e comerciantes): autorizou a cobrança dos impostos clericais.


• Cisma do Ocidente:
+ Cativeiro de Avignon ou Cativeiro da Babilônia (1307-1377): Filipe IV, depois da morte de Bonifácio VIII, interferiu na escolha do sucessor, Clemente V, que, pressionado pelo rei, transferiu a sede do papado de Roma para a cidade francesa de Avignon  submissão de vários papas à tutela dos reis franceses  supremacia do poder real  o poder secular saiu vitorioso sobre o poder espiritual.
- nesse período, a Igreja chegou a ter três papas: um em Avignon, outro em Roma e outro em Pisa.
- conseqüências: oposição teológica e colapso do poder universal da Igreja.
- em 1417 foi eleito um único papa (Martinho V) e Roma voltou a ser a única sede do papado.


A FORMAÇÃO DA MONARQUIA INGLESA:
• no século V, os anglos e os saxões formaram sete reinos bárbaros: heptarquia saxônica.
- nos séculos VI e VII, observamos a composição de três reinos.
- no século IX, formaram o Estado anglo-saxônico: feudalizacão.

• no século XI, o reino anglo-saxônico é conquistado pelos vikings (dinamarqueses): Guilherme I, o Conquistador, duque da Normandia: início da dinastia normanda.
- subordinação da nobreza.
- poder centralizado.
- divisão da Inglaterra em condados (shires), supervisionados por funcionários do rei (sheriffs).

• dinastia plantageneta ou angevina:

+ Henrique II (conde Anjou):
- ampliação dos poderes reais.
- fortalecimento da justiça real: common law  lei imposta a toda a Inglaterra e aplicadas por juizes.

+ Ricardo I, Coração de Leão:
- sua ausência no governo (batalhas) e o aumento dos impostos provocaram insatisfação geral e, consequentemente, debilitou o poder real e fortaleceu o dos senhores feudais.

+ João Sem Terra:
- abuso na taxação de impostos e sucessivas derrotas militares contra a França : revolta dos senhores feudais, apoiados pelos burgueses.

->Magna Carta (1215): imposta pelos nobres, com o apoio da burguesia, ao rei.
- estipulava que o rei só poderia aumentar impostos ou alterar as leis com o consentimento do Grande

Conselho (clero e nobreza).
- representa a base das liberdades inglesas e a imposição da autoridade dos nobres sobre o poder real.

+ Henrique III:
- Provisões ou Estatutos de Oxford (1265): incluía a burguesia no Grande Conselho.
- em 1295, o Grande Conselho transformou-se no Parlamento inglês.



A FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS IBÉRICAS:
- a Península Ibérica, depois da queda do Império Romano, foi invadida pelos visigodos e, em 711, pelos árabes que, destruindo o reino visigótico cristão, deslocou os cristãos para o Norte (Reino das Astúrias).

- A unificação política espanhola e portuguesa não está relacionada a evolução da economia capitalista-burguesa nem a aliança do rei com a burguesia.

- a formação das monarquias ibéricas relaciona-se com a necessidade que tiveram os nobres de se unir na luta contra os mouros no decorrer da Guerra de Reconquista (luta para expulsar os sarracenos da Península Ibérica).



• Espanha:
- na luta contra os mouros, formaram-se, ao longo dos séculos XI e XII, os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão  Castela e Aragão anexaram Leão e Navarra.
- em 1469, Castela e Aragão unificaram-se através do casamento de Fernando de Aragão e Isabel de Castela.
- em 1492, com a conquista de Granada, último reduto árabe na península Ibérica, completou-se o processo de formação da monarquia nacional espanhola.



• Portugal:
- Henrique de Borgonha, nobre francês, recebeu do rei Afonso VI, de Leão, o Condado Portucalense, como recompensa pelos seus esforços na luta contra os muçulmanos na península Ibérica.

- em 1139, Afonso Henriques, proclamou a independência do Condado Portucalense, promovendo, assim, o surgimento do reino de Portugal e o início da dinastia de Borgonha.

+ Dinastia de Borgonha:
- fortalecimento do poder real.
- surgimento e fortalecimento da burguesia lusitana: desenvolvimento da atividade pesqueira, incremento da produção agrícola e a inauguração da nova rota comercial italiana.


* Revolução de Avis (1383-1385):
+ Motivos:
- a sucessão do trono português depois da morte do último rei da dinastia de Borgonha, D. Fernando.
- o interesse da nobreza de entregar a coroa portuguesa ao rei de Castela.
- os conflitos entre a nobreza e a burguesia, que não aceitava a intenção da nobreza.

+ O conflito:
- burguesia e o povo (“arraia miúda”) X nobreza e castelhanos
->apoiavam D. João, o Mestre de Avis.
- em 1385, os castelhanos são derrotados na Batalha de Aljubarrota.
- Início da Dinastia de Avis, com D, João sendo coroado rei.

+ Dinastia de Avis:
- aliança do rei com a burguesia.
- fortalecimento do poder real.
- desenvolvimento do comércio.
- expansão ultramarina portuguesa.



ITÁLIA E ALEMANHA:
- Estas regiões não promoveram a unificação/centralização nesse período devido a força dos poderes particularistas feudais e da influência do poder universal da Igreja.



A CRISE FINAL DO FEUDALISMO (SÉC. XIV E XV)
DEFINIÇÃO:
- Processo de desagregação das estruturas feudais provocado pelo desenvolvimento comercial e urbano e pela sua incapacidade de atender as novas necessidades surgidas no final da Idade Média, com isso, inicia-se um processo de transição para um novo modo de produção, o capitalismo.


FATORES:

+ Grande Fome (1315-1317): devido à forma de exploração utilizada durante toda a Idade Média houve esgotamento do solo e, conseqüentemente, a produção agrícola diminuiu  subida dos preços  fechamento dos mercados nas cidades  fome no campo e nas cidades  diminuição da população.

+ Peste Negra (1347-1350): assolou a Europa causando milhões de mortes  diminuição da população.

+ Guerra dos Cem Anos (1337-1453):

- Inglaterra X França.

- Motivos: a sucessão do trono francês e a disputa pela região de Flandres.
->disputavam o trono: Filipe de Valois ( nobre francês) e Eduardo III (rei inglês).
 Lei Sálica
- Joana D’Arc: levantou o ânimo nacional francês, abatido pelas sucessivas derrotas diante da Inglaterra.

- vitória francesa.

- conseqüências: enfraquecimento da nobreza feudal e fortalecimento do poder real.

+ Revoltas Camponesas (1358): motivadas pelas derrotas francesas em Crécy e Poitiers, a crise geral do feudalismo e a superexploração feudal  também ocorreram revoltas urbanas.

+ falta de mão-de-obra.

+ escassez de metais preciosos.

+ retração do comércio.
->as crises dos séculos XIV e XV, embora tivessem um efeito generalizado por toda a Europa, não afetaram com a mesma intensidade todas as regiões que a sofreram.

->a partir dessa crise, as próprias soluções encontradas pelos europeus para superá-la, acabam por provocar a desintegração do Feudalismo  essa desintegração não ocorre repentinamente, antes, é um longo processo que se completará em momentos distintos em cada região da Europa.

->início da transição do feudalismo para o capitalismo.



A TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO
DEFINIÇÃO:
- processo conhecido tradicionalmente como “Época Moderna”, estende-se tradicionalmente do século XV ao XVIII e é assinalado, na Europa Ocidental, por uma série de transformações que, vistas em conjunto, constituem o momento da transição, isto é, da passagem do Feudalismo para o Capitalismo.


AS TRANSFORMAÇÕES DA TRANSIÇÃO:
+ os mecanismos através dos quais a sociedade européia procurou superar a crise dos séculos XIV/XV.

+ sob a aparência de grandes mudanças ainda persistia uma estrutura essencialmente feudal: verifica-se a convivência de uma velha estrutura e de elementos novos, tipicamente capitalistas, que começam a aflorar.

- Crise dos séculos XIV e XV.

- Expansionismo Marítimo.

- Renascimento.

- Reforma.

- Absolutismo.

- Estado Nacional.

- Mercantilismo.

- Sistema Colonial.

- Acumulação Primitiva de Capital.

O ANTIGO REGIME EUROPEU:
+ capitalismo comercial (mercantilismo): valorização dos bens móveis, do comércio e da capitalização  coexistência de relações feudais e relações capitalistas.

+ absolutismo: Estado interventor.

+ sociedade estamental: sociedade de ordens.

+ intolerância religiosa e filosófica.


ACUMULAÇÃO PRIMITIVA:
- a expropriação das terras dos camponeses: cercamentos (enclosure) -> constituição do proletariado.

- as leis (sanguinárias) proibindo a mendicância e a vadiagem -> disciplinar a nova mão-de-obra.

- comércio: saques, pirataria, práticas mercantilistas, o tráfico de escravos.

- a exploração colonial.

- as manufaturas.

- violência.

Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/as-invasoes-barbaras--idade-media.html
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A origem do vandalismo




O remoto século 5 da era cristã, mais precisamente entre os anos de 428-9, um reduzido número de tribos germânicas, expulsas do sul da Ibéria, foi forçado a se transferir para o Norte da África. Elas ocuparam a então denominada Mauretania Caesarensis, ou Província da Mauritânia (hoje, reino do Marrocos), rapidamente se fixando em meio à administração romana (há versões que eles foram admitidos pacificamente pelo governador romano Bonifácio que procurou utilizar-se deles para reforçar o império naquela área sensível).


O rei vândalo Genserico submete Roma ao saque (455)Foto: O rei vândalo Genserico submete Roma ao saque (455) / Reprodução

A maior presença entre elas era a dos vândalos (vandalen), mas ainda havia alanos, godos e hispano-romanos. O historiador bizantino Procópio da Cesareia, no livro de Bello Vandalico, (A Guerra Vândala) calculou que perfaziam uns 80 mil, todos avassalados à autoridade do chefe vândalo Genserico (Genserich).

Até então, nada indicava que especificamente aqueles bárbaros vindos do interior da Germânia desde os começos daquele século (provavelmente penetraram pelo limes romano em 407) tivessem demonstrado algum tipo de ferocidade ou de vocação predadora mais extremada do que os outros guerreiros da velha Teutônia (registraram 171 tribos germânicas na época das invasões, a maioria delas não atacou o império Romano do Ocidente).

Os vândalos eram resultado de uma união entre duas grandes correntes etno-tribais que viviam próximas na região da Silésia/Cárpatos, a dos Silingisch (silesianos) e os Hasdingische (asdinguianos). Como tantas outras tantas tribos germânicas dos séculos 4 e 5 se deslocaram para o oeste devido à pressão das hordas hunas. Tratou-se da Völkerwandergun(migração de povos) que inundou as províncias ocidentais dos césares com milhares de guerreiros teutônicos e suas famílias.

As fortificações romanas ao longo do Rio Reno e do Danúbio lhes pareceram mais fáceis de serem suplantadas do que ter que enfrentar os terríveis predadores de Átila e seus descendentes que vinham do leste em marcha forçada.

Os vândalos, em parceria com os godos, adentraram na Gália Romana na altura da atual cidade de Moguntiacum, hoje Mainz, cortando o país em diagonal até, transpondo os Montes Pirineus, assentar-se na Ibéria. Pouco ali ficaram.

Genserico, de aliado federado a Roma, converteu-se em seu inimigo. Aproveitando-se das esquálidas guarnições que existiam na costa do Norte da África, pelo menos até a Tunísia de hoje, ocupou a cidade de Cartago e dali preparou uma sólida frota para acossar o que restava da presença imperial no Mediterrâneo Ocidental.

Estendeu seu domínio para as ilhas da Sicilia, Sardenha e Córsega, liquidando com o comércio naval romano com a Ibéria e a Provença. Deste modo o Império Vândalo-Africano tanto controlava a margem norte da África como expressivas partes do Mediterrâneo Ocidental.

O salto seguinte foi o cerco da própria capital do Império dos Césares. No ano de 455, Roma viu-se submetida ao saque dos vândalos. De nada serviu a intervenção do Papa Leão I Magno no sentido de demovê-lo da pilhagem. Ainda que não tenha promovido uma devastação como tantos temiam, Genserico decidiu destelhar o Templo de Júpiter Optimus Maximus (as telhas eram de ouro e bronze), o equivalente romano do Partenon de Atenas, maravilha que existia há mais de mil anos.


O historiador Procópio da Cesareia, ainda que relatando o episódio quase um século depois, o amaldiçoou. Atribuem a ele a má fama que os vândalos desde então passaram a ter: "o mais bárbaro dos povos bárbaros!" Entretanto, a legenda negra que passou a associá-los a depredações e destruição gratuitas e sem sentido tinha ainda outra origem do que a justa indignação pela profanação da Morada de Júpiter.

Genserico era de uma geração de bárbaros que havia nascido numa facção do Cristianismo, a dos arianos, e, durante o seu Império no norte da África, perseguira bispos e padres católicos, sendo que muitos ele matou ou expulsou para a Itália. Obviamente que a adoção desta política de franca hostilidade ao clero romano levou a que os historiadores cristãos fizessem por exagerar os estragos dos vândalos (*)

(*) Um século antes, os vândalos, tratados como federados, haviam aceitado terras num acordo com o imperador Constantino Magno, que lhes havia concedido áreas na Panônia ao redor de 330. Posteriormente, em 360, acataram em definitivo a fé em Cristo. Todavia, a versão da religião que eles adotaram era da facção dos arianos, considerados heréticos, e não dos católicos ortodoxos romanos o que provocou infindáveis conflitos.

O nascimento do vandalismo

Ainda que o filósofo Voltaire já fizesse uso da expressão para definir aqueles que atacam as obras de arte, o termo vandalismo ganhou seu estatuto definitivo durante a Revolução Francesa de 1789. O abade Gregoire, deputado do Terceiro Estado e depois integrante da Convenção Nacional, fora encarregado por seus colegas para fazer um levantamento dos danos. Quais eram os prédios, privados, públicos ou religiosos (palácios, galerias, portais, abadias, mosteiros, conventos, catedrais, igrejas, capelas, cemitérios, tumbas, etc.) que tinham sido alvo da ira popular?

Durante os anos anteriores, a partir da Queda da Bastilha em 14 de julho 1789, e do colapso da Monarquia Bourbon, em 20 de setembro de 1792, turbas pilharam diversos tipos de construções pela França inteira. Em forma de uma poderosa onda ou em pequenos grupos, rapinaram ou destruíram os mais variados livros raros, vitrais, quadros religiosos, estátuas de santos, reis ou nobres.


Abade Gregoire (1750-1831)Foto: Wikimedia Commons / Reprodução

Qualquer coisa que fosse identificada com o Antigo Regime, com a Igreja Católica ou ainda com a Arte Romana, estava em perigo aos olhos da plebe feroz. Incitados pelo convencional extremista Barère, até mesmo a cripta dos reis franceses situada na basílica de Saint-Denis foi invadida em 31 de junho de 1793 e os restos mortais dos dinastas jogados em valas comuns.

Isto sem omitir-se o estrago causado nas memoráveis bibliotecas dos monges e das freiras, cujos livros sagrados foram rasgados ou jogados em pilhas fantasmagóricas.

Fogueiras eram acesas com eles e pequenas multidões dançavam em redor delas como nas imemoriais cerimônias pagãs feitas ao ar livre (alguns estudiosos do comportamento das massas ou turbas observam que, por vezes, a volúpia predadora resulta de uma momentânea ruptura com as injunções do mundo adulto e um regresso aos primeiros anos da infância: crianças sentem um evidente prazer em destruir tudo o que lhes cai nas mãos)

O relatório devastador
O resultado da investigação resultou no Rapport sur les destructions opérées par le vandalisme et les moyens d'y remédier (“Relatório sobre as destruições operadas pelo vandalismo e os meios de remediá-lo”),apresentado em três sessões na Convenção, a última em setembro de 1794, logo após a queda de Robespierre e dos jacobinos. As observações do abade foram tão precisas que serviram como um modelo das atuais politicas patrimonialistas adotadas na maior parte dos países ocidentais.

O levantamento era impressionante, quase não houve aldeia, vila ou cidade francesa poupada de alguma atrocidade contra as artes: Bayeux, Douci, Etain, Fontainebleau, Villefranche, Toulouse, Verdun, Versalhes, Chantilly, Arles, Chartres, Troyes e, acima de tudo, em Paris.

A primeira contradição apresentada pelos atos de vandalismo observou Gregoire, é que era uma escandalosa contradição com os ideais do Iluminismo, a qual a Revolução de 1789 se gabava de ser a herdeira. Como uma sociedade que se reclamava "das Luzes" poderia conviver de braços cruzados enquanto as maltas incendiavam, depredavam e saqueavam o que viam pela frente? O pior nem tanto era o roubo - pelo menos o objeto era mantido inteiro e poderia de algum modo vir a ser recuperado mais tarde -, mas a destruição gratuita e sem sentido.

Queimar por queimar, derrubar uma estátua no chão e dar marretadas até ela virar pó, apedrejar as vidraças dos palácios, por abaixo os candelabros de cristais, tocarem fogo nos tapetes caríssimos, estourarem os tonéis e garrafas nas adegas. Maravilhas do gênio humano em minutos viravam num nada, como foi o caso da enorme cabeça de Júpiter dilapidada em Versalhes.


Apelou então aos bons cidadãos para que não permitissem ou mesmo denunciassem ameaças aos monumentos das ciências e das artes do passado. Era o patrimônio da nação francesa que se via ameaçado por uma ação irracional, primitiva, bárbara. Os verdadeiros patriotas eram responsáveis por eles, todos deviam preservá-los por qualquer meio possível.

O abade Gregoire, homem extraordinário que lutara pela abolição da escravidão e pela integração dos judeus, atribuiu aquela insanidade a três motivos: à ignorância voluntária, à cupidez e ao oportunismo dos larápios e dos tratantes, a escória infiltrada na multidão. Não aceitou qualquer argumento que a justificasse. Nem o exaltado ódio ao passado, nem o justo ressentimento contra as castas dirigentes então depostas e exiladas.

Recomendou que as autoridades republicanas locais fossem alertadas e responsabilizadas para assegurar a preservação dos bens nacionais e que não recuassem frente à matilha doida e vingativa que empanava há cinco anos - desde a Queda da Bastilha - os bons propósitos da Revolução feita em nome do Esclarecimento.

Deste então, o termo "vândalo" se universalizou. Não há país que possa se orgulhar de jamais ter sido vítima de uma horda desatinada e predadora, palavra associada para sempre à destruição sem motivo algum, a um ato lunático e gratuito de barbárie. (*)

(*) Durante os primeiros meses do desenrolar da Revolução Russa de 1917, A. Lunacharski, o Comissário do Povo da Educação, chegou a ameaçar renunciar ao cargo devido às crescentes notícias de atos de vandalismo que chegavam de várias partes do império czarista recém caído. Populares e soldados juntavam-se para saquear as catedrais e as igrejas ortodoxas. Novamente o fenômeno revolucionário despertava nas massas o furor vandálico que, por igual, se reproduziu durante a Revolução Cultural chinesa por obra da Guarda Vermelha (1966-1976), patrocinada pelo próprio chefe da nação, Mao Tse Tung.
BIBLIOGRAFIA
Boulad Ayub, Josiane - Abbé Grégoire et la naissance du Patrimoine nacional, l 'suivi de trois rapports sur le vandalisme: Quebec, PULaval, 2012.
Castritius, Helmuy - Die Vandalen: Etappen Einer Spurensuche. Sttutgart: Kohlhammer W., 2007.
Chopelin_Blanc, Caroline – Chopelin, Paul - L'obscurantisme et les Lumières itinéraire de l'abbé Grégoire, évêque révolutionnaire. Paris: Vendémiaire, 2013.
Diesner, Hans-Joachim - Das Vandalenreich. Aufstieg und Untergang. Stuttgart: Kohlhammer, 1966.
Gibbon, Edward – The History of the Decline and Fall of the Roman Empire. Londres: Everyman's Library: 2010.
Hermat, Daniel - Destructions et vandalisme pendant la Révolution française, Paris: Annales. Économies, Sociétés, Civilisations Année 1978 Volume 33 Numéro 4 pp. 703-719.
Jacobsen, Torsten Cumberland – A History of Vandals. Londres: Westholme Publishing, 2012.
Merrilles, Andrew - Vandals, Romans and Berbers: New Perspectives on Late Antique North Africa. Aldershot: Ashgate Publishing Limited, 2004.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/historia/a-origem-do-vandalismo,70b89e7c2f2ff310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html
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Argentina: ditadura e terror

O golpe de 24 de março de 1976, dado pela Junta das Forças Armadas Argentinas, distinguiu-se de todos os anteriores pelos seus propósitos. Logo se verificou que o objetivo do Poder Militar não era apenas afastar um governo neoperonista inepto, administrado caoticamente pela presidente Maria Estela, viúva do general Perón, e por seu assessor direto, o ministro do Bem-Estar Social, José López Rega, mas sim executar uma vasta operação de extermínio da esquerda marxista e da esquerda peronista. Anos mais tarde uma embaixadora que servira à Ditadura, May L. Alcalá declarou que "A limpeza ideológico-moral [da Triple A] facilitou muito a tarefa dos militares quando, em 1976, tomou o poder. Só tiveram que afastar uns 30% dos arruinados no período imediatamente anterior, formalmente constitucional".



Poder reunido em maio de 1980: da esquerda para a direita, presidente Jorge Rafael Videla, almirante Armando Lambruschini, general Leopoldo Galtieri e o brigadeiro general Omar Domingo GraffignaFoto: Getty Images

A Ordem de Batalha

Com tal propósito em mente, o general Jorge Rafael Videla e seus colegas da Junta Militar, o almirante Emílio Massera e o brigadeiro Orlando Agosti, assumindo o controle sobre as instituições, implantaram um terrorismo de estado como jamais o país havia visto. A Argentina, para a Junta, estava no centro de uma batalha infernal entre os valores ocidentais e cristãos e os que lhe faziam contestação ideológica e armada(*). Não se tratava de um choque de ideias, mas de uma luta de vida e morte entre distintas e hostis concepções de vida. Quarenta anos depois, repetia-se nas terras platinas o cruel enfrentamento que fizera a Espanha sangrar na guerra civil de 1936-1939.

O que para os integrantes do ERP e dos Montoneros era uma luta de libertação nacional antiimperialista, para os generais, almirantes e brigadeiros argentinos era uma Cruzada contra os infiéis do nosso tempo: os comunistas ateus e subversivos. Militares e guerrilheiros se repugnavam.

Daí a decisão contida na Ordem de Batalha do 24 de março de 1976, emitida pelo triunvirato e o Estado Maior Conjunto no sentido de visar "a destruição das organizações subversivas mediante a eliminação física dos seus membros".

Os contatos obtidos nos interrogatórios pelos oficiais junto aos integrantes da guerrilha capturados pela polícia ou pelo exército convenceram-nos de que os guerrilheiros, particularmente os dirigentes, eram indivíduos "irrecuperáveis". Gente incurável, "rebeldes patológicos", fanáticos marxistas-leninistas ou terceiro-mundistas, terroristas possessos similares aos personagens de Os Demônios já denunciados um século antes na novela de Dostoievski.

Compunham bandos armados de perfil guevarista obcecado pela mística da "revolução mundial", seguida da liquidação da burguesia. Jamais voltariam a ser integrados à sociedade argentina. A solução era só uma: matá-los a todos por qualquer meio. Que simplesmente evaporassem na "noite e na neblina".

Não havia como convertê-los ao redil da lei e da ordem, como também era inútil mantê-los nos cárceres. A prisão dos militantes tinha um efeito psicológico contrário ao esperado. Encaravam-na como um martírio obrigatório. Afinal, para eles, passar pela masmorra e por uma bateria de suplícios equivalia a ganhar uma medalha de revolucionário autêntico. Se soltos, voltavam a pegar em armas e tentariam por fogo em tudo.


O Estado Exterminador

Frente a tal situação concreta enfrentada pelo governo de Isabelita Perón, com o país varado por balas, apavorado e entontecido pela sequência de intermináveis extorsões, atentados à vida e à propriedade, com cadáveres aparecendo em todos os cantos, evidenciava-se para a alta hierarquia das Forças Armadas que um Estado de Direito que respeitasse as regras constitucionais era ineficaz. Ao terrorismo da guerrilha do ERP e dos Montoneros precisavam contrapor não só a Ditadura, mas um Estado Exterminador.

Ponderaram, entretanto, que a Argentina fazia parte do concerto das nações civilizadas: "Somos blancos y occidentales" como diria mais tarde Nicanor Costa Mendez, um dos chanceleres do regime militar. O poder castrense não poderia simplesmente executar em praça pública os subversivos como o general Franco fez na Espanha entre 1936-1939, visto que teria de enfrentar o clamor mundial e as organizações dos direitos humanos.

A consequência de tais reparos os conduziu a formação de uma "ordem clandestina", à adoção de um estratagema pelo qual o regime não se considerava responsável diretamente pelas prisões e pelo que passava a ocorrer com seus inimigos.

Capturados e levados aos centros de triagem e detenção, sob o ponto de vista formal ou jurídico, eles não figuravam nem mesmo como aprisionados. Ainda menos como executados, mas sim como desaparecidos que se tornavam "ausentes para sempre". Simplesmente sumiam. Nem o Ministério do Interior, muito menos o da Defesa, acusava qualquer responsabilidade com o que ocorria, muito menos a Justiça que, sempre cega, parecia não ver nem saber de nada.

A solução final

Num depoimento prestado à jornalista Maria Soema, sua biógrafa, o general Jorge Rafael Videla, então em prisão domiciliar, assegurou-lhe que a decisão de exterminar os encarcerados na ESMA (Escola Mecânica da Armada) e em outras dependências foi tomada em vista à proximidade da Copa do Mundo a ser disputada na Argentina em 1978.

Temiam os militares a má repercussão de uma fuga espetacular ou um ato intempestivo qualquer da parte dos que ainda estavam vivos e viesse a desmerecer o país aos olhos da imprensa mundial.

A grande festa das multidões não poderia ser empanada por incidentes desagradáveis. Ao contrário, ela serviria como uma cortina para ocultar e terminar com um projeto genocida que os livraria para sempre dos males da subversão armada. Como o próprio general Jorge Rafael Videla observou, a sociedade não suportaria o fuzilamento público de cinco mil ou mais militantes que estavam então nos cárceres ou amontoados nos porões dos quartéis.

Enquanto as massas exibiam um patriotismo histérico em cada jogo da seleção, sua vibração ensurdecedora impedia a que ouvissem os gritos desesperados dos que sabiam que logo seriam mortos.

A pedra na água
O procedimento utilizado pela repressão militar durante o Processo de Reorganização Nacional (1976-1983) para extirpar o "câncer marxista" lembra um tanto uma pedra jogada na superfície de um lago. A partir do lugar de onde o cascalho mergulhou, pequenas ondas em círculo vão se formando, estendendo-se parelhas conforme sua dimensão e peso. Cada combatente do ERP ou dos Montoneros tinha parentes, companheiros, filhos, amigos, colegas de serviço e simpatizantes. Nenhum deles poderia ficar imune ou impune.

Durante O Processo, ninguém se sentiria a salvo, pois como assegurou o tenente-coronel artilheiro Hugo Pascarelli, inspirado em Nietzsche:

A repressão durante a dita Guerra Suja criaria um vácuo ao redor do caçado para que ele não pudesse recorrer a nenhum tipo de santuário, nem entocar-se num quarto ou porão escuro. Lugar algum lhe serviria de esconderijo, ninguém mais sequer chegaria perto dele. O proscrito tornava-se um pária pestífero. Procedimento que levou o escritor Ernesto Sábato a afirmar que "temos a certeza de que a ditadura militar produziu a maior tragédia da nossa história, a mais selvagem" (Nunca Más, informe de 1984).

Prática essa que faz recordar a empregada pelos nazistas contra os inimigos do Terceiro Reich durante a invasão da URSS, denominadaNacht und Nebel, decreto expedido por Hitler em setembro de 1941 que exatamente visava aos mesmos fins. Isto é, autorizar a SD (Sicherheitsdienst) e a Gestapo (Geheime Staatspolizei) a darem sumiço nos comunistas e outros suspeitos, sem que houvesse impedimentos jurídicos protocolares.

O terror desencadeado pelo Estado Exterminador tinha um efeito expansivo. O seu propósito maior era introjetar o medo em cada um dos indivíduos, estivessem eles ou não acumpliciados com a subversão. A possibilidade do aniquilamento físico, antecedido por seções de torturas – eufemisticamente designadas como "meios especiais de interrogatório" – aplicadas tanto no Campo de Maio, na capital, como no Campo da Ribeira, em Córdoba, e em diversos outros locais do país, devia paralisar completamente os grupos de combate da guerrilha ERP-Montoneros e suas unidades de apoio.

Simultaneamente, era preciso depurar as instituições que, de algum modo, alimentaram a subversão naqueles anos todos, tais como as universidades, os grêmios secundaristas, os sindicatos mais combativos, as associações dos profissionais mais salientes, tais como a dos jornalistas e advogados, e claro, os psicanalistas. Quem tivesse colaborado no campo teórico, mesmo das puras especulações, teria que assumir as mais pesadas consequências (justificando o fim de uma paraplégica, o general Jorge Rafael Videla disse que ela podia ser cadeirante, mas suas ideias não tinham nada de apelo à paralisia).

Nem a conservadoríssima Igreja Católica argentina deveria ficar a salvo, visto que, a contragosto, dera abrigo aos padres terceiro-mundistas que, embalados pela Teologia da Libertação, haviam se mostrado simpáticos ao apelo às armas para que o Reino dos Pobres fosse afinal introduzido aqui na terra.

Os instrumentos do Estado Exterminador

Os dispositivos militares foram acionados a partir da divisão das quatro Zonas de Defesa, formadas pelo I Corpo de Buenos Aires; o II Corpo de Rosário; o III Corpo de Córdoba, e o IV corpo de Bahia blanca. Sendo que a cada comandante delas coube a responsabilidade por executar a repressão na sua respectiva área.

Dada a sua localização, ironicamente situada na Avenida do Libertador, no bairro de Nuñez, na área central da cidade de Buenos Aires, a Escola de Mecânica da Armada, a famosa ESMA, sob o controle direto do almirante Emilio Massera, tornou-se a principal instalação do Estado Exterminador. Para lá foram levados aos magotes os subversivos e suspeitos onde eram submetidos a uma liturgia de horrores aplicados pelos "Los Gustavos".

O suplício era justificado, inclusive pelos capelães militares, como um instrumento válido para arrancar informações o mais rápido possível. Quanto menor o tempo de resistência do preso ao choque e aos afogamentos, maiores as possibilidades de se capturarem outros e de se impedir a continuidade da resistência.

A ESMA, todavia, era apenas o centro de detenção mais notório, visto que existiam ainda uns 240 outros espalhados pelo país. Entre eles a La Casila (no Campo de Maio), a La Casona (Na base aérea de El Palomar), e inúmeros quartéis, bases navais e aéreas, comissárias polícias, casas e sótãos clandestinos, prisões militares, etc.


Decisão tomada, os presos selecionados para o "translado" recebiam injeções ou comprimidos tranquilizantes ao serem levados para o Aeroparque de Buenos Aires, de onde eram embarcados nos "voos da morte". Aviões de transporte ou mesmo helicópteros foram utilizados na operação de jogá-los tanto no rio da Prata como no Riachuelo e, por vezes, em alto mar. Os que se encontravam na periferia de Buenos Aires ou nas casas clandestinas do interior do país foram mortos a tiros e depois inumados nas áreas reservadas aos indigentes N. N. nos cemitérios locais.

Como muitos dos capturados tinham filhos pequenos ou suas companheiras estavam grávidas, tomou-se como costume do regime entregar as crianças e os recém-nascidos, mais de 500, aos cuidados de famílias de militares para que assim os criassem como bons católicos, imunes à "sífilis da revolução".

Nem mesmo políticos e militares estrangeiros que estavam exilados na Argentina escaparam da fúria vingativa dos comandantes argentinos em conluio com seus colegas vizinhos. Atribui-se à Operação Condor a morte do ex-senador uruguaio Zelmar Michelini e do seu colega Héctor G. Ruiz, dos generais Juan José Torres, ex-presidente da Bolívia, e Carlos Prats, ex-chefe supremo do exército do Chile, todos eles liquidados no moedor de carnes montado a partir de março de 1976(*).

Um testemunho do horror**
A cúpula militar que havia promovido o golpe decidiu usar a desculpa do extermínio da guerrilha para impor um terror poucas vezes visto até então. A Argentina foi devastada por prisões arbitrárias, violações de domicílios e execuções nas ruas. Foram instituídos locais de tortura e assassinatos secretos. Milhares de pessoas começaram a desaparecer. A violação das instituições não respeitava nenhum limite, porque não apenas se profanava a Constituição, como foi redigido um Ato Institucional paralelo à Constituição, ao qual os funcionários tinham que jurar obediência. Os pais temiam falar com seus filhos para não lhes dizer algo que pudesse virar em tragédia. Multiplicaram-se as delações em todos os níveis, muitas delas falsas, movidas pela tortura.

Os militares golpistas incharam-se de soberba. Auto-intitularam-se "salvadores da pátria". Consideram-se infalíveis e treinados para qualquer função. Não apenas ocuparam os cargos do governo, como também as reitorias e direções das universidades, os meios de comunicação, cargos diplomáticos, a direção de sindicatos, a direção de empresas. Podiam decidir entre a vida e a morte de qualquer pessoa.

Quando, ao cabo de seis anos, começaram a compreender que haviam perdido as simpatias iniciais e que aumentavam as denúncias internas e externas de seus crimes, eles apelaram para o recurso gasto de exacerbar o sentimento patriótico, com a recuperação das Malvinas. Na mesma Praça de Maio onde Perón antes brilhara, dezenas de milhares de pessoas se reuniram para aplaudir o ditador-presidente general Galtieri por ter ordenado o desembarque nas ilhas.

Mas a Guerra das Malvinas foi o começo do fim. O fracasso monumental das Forças Armadas frente ao poderio britânico selou o destino dos altos quadros militares. Em 10 de dezembro de 1983, a última ditadura Argentina foi sepultada pela entusiástica recuperação da democracia.

**Marcos Aguinis: Do golpe e de instituições. Folha de São Paulo: 19/03/2006

A polêmica sobre os demônios
Num dos seus teoremas filosóficos ainda não publicados, o escritor Ernesto Sábato assegurou que fazia 30 anos que andava a procura de Deus pela cidade de Buenos Aires inteira. Ainda lhe faltavam uns três bairros para dar cabo da pesquisa, mas aquela altura da vida acreditava que seria inútil. Entrementes, se ele não encontrou Deus, não lhe faltou ver o diabo pela frente quando foi escolhido pelo presidente Raul Alfonsin, após a queda da ditadura militar, em 1983, em vir participar de uma comissão para tratar dos desaparecidos: a CONADEPE (Comissão Nacional do Desaparecimento de Pessoas).


Ditadores argentino, Jorge Videla, e chileno, Augusto Pinochet, se encontram em Mendoza, Argentina, em 1978Foto: Getty Images

O relatório final apresentado por ele foi estarrecedor: uma coletânea de pavor e sofrimentos de fazer inveja a qualquer das tantas descrições dos suplícios que os caídos penavam nas masmorras do Santo Ofício nos tempos da Inquisição. Parecia que Tomás Torquemada (1420-1498), o primeiro inquisidor-geral, havia ressuscitado na beira do rio da Prata para reimplantar o Reino da Dor.

Até hoje os argentinos continuam divididos quanto a responsabilidade sobre o que ocorreu nos Anos Pavorosos. Para o ex-presidente Raul Alfonsin, do antigo partido da União Cívica Radical, tratou-se dos "dois demônios" ou do "demônio de duas cabeças". Uma delas representada pela repressão militar e a outra pela subversão esquerdista. Ambas igualmente com as mãos sujas, envolvidas em sequestros e assassinatos.

Para o poeta Juan Gelman os culpados foram outros. Por igual, defensor da teoria perversa dos "dois demônios", todavia a responsabilidade deveu-se não à farda ou à guerrilha, mas à cumplicidade dos dirigentes sindicais e da alta hierarquia católica para com a Junta Militar, liderada pelo general Jorge Rafael Videla, que permitiu o mergulho no desatino.

Poderiam ter seguido o bom exemplo do governo da Itália no seu enfrentamento com os extremistas das Brigadas Vermelhas (1969-1980), quando as autoridades de Roma jamais perderam a cabeça se deixando levar pela instituição da tortura e pela sedução do terrorismo de Estado.

Não na Argentina.

Sem haver nas altas esferas da sociedade e das suas instituições uma voz de advertência e moderação que reprimisse os ímpetos mais cruéis e os instintos mais primitivos das partes envolvidas, deixaram que a carnificina tivesse prosseguimento.

Desimpedido de freios, o comando militar agiu como se a nação fosse um campo de batalha como Argel e Oran para o exército francês durante a Guerra de Independência da Argélia (1956-1962), e Saigon ou Hué, para os norte-americanos durante a Guerra do Vietnã (1965-1975). Isto é, território inimigo a ser ocupado palmo a palmo e sem contemplação para com os capturados.

Milhares de civis foram detidos. Estima-se em 100 mil ou mais. Deles, provavelmente, 30 mil foram mortos, sendo que de muitos nunca mais se soube nada. Poucas famílias de Buenos Aires ou do interior não tiveram alguém atingido de alguma forma pela repressão que se abateu sobre os cidadãos. O país, durante aqueles sete anos de chumbo (1976-1983), foi inteiramente ocupado pelas suas próprias Forças Armadas.


Uma das decisões mais intrigantes e misteriosas foi a de Mario Firminich, dirigente maior da organização guerrilheira peronista então exilado. Determinou a volta de todos os quadros montoneros que estavam fora do país para dar uma resposta ao "golpe reacionário". Tratou-se de um ato de disparatada loucura e os que retornaram para retomar as armas foram rapidamente dizimados. Fato que lançou suspeitas de que Firminich trabalhava para o serviço secreto do exército, desde 1973, o que explicaria ter sido ele o único dirigente a sobreviver (hoje ele dá aulas de economia em Barcelona).

O inesperado de tudo foi a entrada em ação das mães e avós da Plaza de Mayo que, não satisfeitas com as protelações e tergiversações das autoridades, começaram a exigir na frente da Casa Rosada, batendo na portas dos quartéis e das prisões com o retrato dos seus desaparecidos, com coragem quase que suicida – tanto que a mídia pró-ditadura apelidaram-nas de "Las locas de la Plaza de Mayo" –, reclamavam a devolução dos seus netos e uma satisfação oficial a respeito dos filhos e filhas.

Sábato e o prenúncio da catástrofe
De certo modo, quem intuiu a proximidade do desastre que se abateu sobre a Argentina dos anos 1970 foi o escritor Ernesto Sábato. A trilogia dele, O Túnel (1949), Sobre heróis e Tumbas (1961) e Abaddon o exterminador (1974), cuja escolha dos títulos é suficientemente simbólica do mal estar que acometia a sociedade rio-platina, indica a aguda e sensível percepção do artista de que por debaixo do país próspero e com uma população relativamente bem instruída, pulsava algo daninho, neurótico, crescentemente perigoso. Um crescente ódio ideológico que com o passar dos anos transformou-se em algo potencialmente autodestrutivo. Chama a atenção o derradeiro título, aquele que encerrou sua obra, praticamente às vésperas do golpe de 1976, visto que Abaddon é o anjo satânico que vem anunciar o Apocalipse.

Acolhendo-se de que a obra dele possa ser uma premonição do horror que estava por vir, ele assume a posição que os grandes autores trágicos gregos, tais como Ésquilo ou Sófocles, desempenharam no passado clássico por ocasião dos festivais teatrais, nos quais as mazelas e os temores da sociedade, expressos dramaticamente por personagens famosos do passado histórico ou mitológico, eram expostos de maneira aberta ou sutil frente a uma coletividade participante.
BIBLIOGRAFIA
Amorin, José. Montoneros. La buena historia. Buenos Aires: Editorial Catálogos, 2005.
Di Tella, Guido. Perón-Perón. Buenos Aires: Hyspamérica, 1985.
Dromi, Maria Laura San Martin de. Argentina Contemporánea; de Perón a Menen. Buenos Aires: Ediciones Ciudad Argentina, 1997.
Duhalde, Eduardo Luis. El Estado Terrorista argentino. Barcelona: Editorial Argos Vergara, 1983.
Larraguy, Marcelo. López Rega, La biografia: mezquindades, oportunismo y violência. Buenos Aires: Editorial Sudamerica, 2004.
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Mason, Alfredo. 24 de Março de 1976 (reflexiones a casi 30 años). Bitarana Global, 2005.
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Soane, Maria. Todo o nada: La historia secreta y la historia pública del jefe guerrillero Mario Roberto Santucho. Buenos Aires: Editorial Planeta, 1997.
Verón, Eliseo; Sigal, Silvia. Perón o Muerte. Buenos Aires: Eudeba, 2003.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/historia/argentina-ditadura-e-terror,2f8e1f295a880410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
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Impeachment


Collor e Clinton: duas figuras políticas que sofreram processos de impeachment.


“Impeachment” é um termo de origem inglesa que significa impedimento. Trazido para o âmbito político, estabelece um instrumento pelo qual os regimes liberais traçam a limitação de poderes dos membros do Poder Executivo. Dessa forma, não poderíamos forjar esse tipo de recurso consolidado em governos onde haja um cenário político centralizador, como nos regimes monárquicos, totalitaristas ou ditatoriais.

O impeachment foi criado no contexto político britânico medieval, onde observamos um diferenciado processo de consolidação da monarquia. Historicamente, a formação do Estado Nacional Britânico nunca veio de fato a instituir a figura de um rei que exercesse amplos poderes sob a população. Contudo, no caso inglês, o impeachment só era utilizado quando um funcionário ou ministro fazia mal uso de suas prerrogativas políticas. Além disso, o impeachment poderia acarretar em outras punições criminais.

Ao longo do tempo, o impeachment britânico veio a cair em desuso e foi posteriormente substituído por outros instrumentos jurídicos. Tal transformação se deu principalmente porque as agitações políticas causadas por esse tipo de processo geravam um enorme desgaste. Dessa maneira, os britânicos resolveram substituí-lo pelo voto de censura. Nesse novo modelo, o parlamento realizava uma votação que decidia se determinado membro do Executivo era digno ou não de sua confiança.

Quando algum integrante do Poder Executivo chegava a ser punido, isso indicava o desejo do parlamento em promover a substituição do acusado. Consequentemente eram realizadas novas eleições, nas quais a população viria a escolher um substituto capaz para assumir a função desocupada. Com esse novo artifício, o governo parlamentar britânico criou uma alternativa que transformava o seu impeachment em um processo bem menos impactante.

Nos Estados Unidos da América, esse tipo de uso do impeachment viria a ganhar novos contornos. Geralmente, o representante político que fosse vítima de um não deveria sofrer nenhum tipo de sanção criminal. O acusado somente perdia o direito de continuar a exercer as funções atribuídas pelo seu cargo político. Apesar de nunca ter sido efetivamente utilizado contra um presidente norte-americano, alguns casos chegaram bem perto disso.

No mandato de Richard Nixon (1969 – 1974), investigações comprovaram as ações de espionagem de integrantes de seu governo contra membros do partido democrata. Com isso, o Congresso Norte-Americano organizou um processo de impeachment contra Nixon. Contudo, antes disso, o próprio presidente decidiu renunciar ao cargo. Décadas mais tarde, o presidente Bill Clinton sofreu um processo de impeachment devido a um escândalo sexual. No entanto, o Senado não reconheceu a validade do processo.

Em terras brasileiras esse artifício político foi utilizado contra o presidente Fernando Collor de Melo e, em certa medida, marcou a consolidação da democracia no país. Após a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), membros do Poder Legislativo comprovaram várias denúncias de corrupção contra a presidente. Com isso, mediante a votação da Câmara dos Deputados e a aprovação do Senado, Fernando Collor foi destituído do cargo e perdeu seus direitos políticos durante oito anos.

Fonte:http://www.mundoeducacao.com/politica/impeachment.htm
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Constituição de 1891


A Constituição de 1891 foi elaborada após a Proclamação da República, ela foi a primeira carta constitucional republicana do Brasil.

por: Rainer Gonçalves Sousa

As feições liberais de uma constituição que perpetuou a exclusão política no Brasil.




No ano de 1890, o presidente provisório, marechal Deodoro da Fonseca, convocou eleições para que uma Assembleia Constituinte votasse a primeira carta constitucional republicana do Brasil. Nesse instante, os representantes das oligarquias das várias províncias brasileiras se organizavam para perfilar as leis que organizariam a nação. Em suma, podemos notar que os integrantes dessa assembleia estiveram fortemente influenciados pelas diretrizes liberais norte-americanas.

A manifestação mais elementar dessa influência aparece no novo nome oficial da nação: “Estados Unidos do Brasil”. Além disso, a nova constituição previa que a nação se transformasse em uma república federativa formada por Estados. Nesse âmbito, cada um destes Estados da federação poderia organizar seus contingentes militares, arrecadar impostos, criar leis próprias e contrair empréstimos no exterior. A intervenção militar federal só aconteceria nos levantes de natureza separatista e invasões estrangeiras.

Nesse aspecto, podemos ver que a nova organização política concedia maior autonomia aos governantes locais e, consequentemente, restringia a ação do poder federal. Do ponto de vista prático, todas essas concessões abriam caminho para que as oligarquias de cada Estado tivessem maior espaço para garantir os seus interesses. Estranhamente, a ampliação das liberdades não quis dizer que um número maior de cidadãos pudesse agir ativamente no cenário político nacional.

Mesmo acabando com o Poder Moderador e implantando o sistema presidencialista, o regime republicano sacramentou ainda mais o estigma da exclusão política. Pela nova política eleitoral, analfabetos, mendigos, mulheres, soldados de baixa patente e religiosos não poderiam votar. Até a década de 1920, o eleitorado brasileiro não ultrapassava 10% da população total e se restringia aos homens, maiores de 21 anos e que fossem alfabetizados.

Buscando uma natureza laica, a Constituição de 1891 estabeleceu a separação entre a Igreja e o Estado. Paralelamente, a criação do casamento civil, do atestado de óbito e da certidão de nascimento afastava a permanência de antigas funções públicas antigamente reservadas aos membros do clero católico. Tais ações aparentavam o surgimento da liberdade religiosa no país. Contudo, por diversas vezes, as autoridades republicanas censuraram as manifestações religiosas de natureza afro-brasileira.

Querendo garantir sua permanência no poder, Deodoro da Fonseca conseguiu que os constituintes estipulassem que a primeira eleição presidencial fosse indireta. Ao fim da votação, o marechal assumiu o governo brasileiro ao lado do vice Floriano Peixoto, que tinha sido oferecido ao cargo pelos setores de oposição. Dessa forma, a nação brasileira passava a estar sob a vigência de seu primeiro presidente eleito.

Fonte:http://www.mundoeducacao.com/historiadobrasil/constituicao-1891.htm
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Cientistas encontram múmia de mil anos dentro de estátua de Buda


Os restos seriam de um monge que viveu no século XI ou XII


Buddha (Drents Museum/Divulgação)

Cientistas encontraram restos mumificados de um monge dentro de uma estátua de Buda que data do século XI ou XII. A descoberta foi feita quando o objeto passou por uma tomografia no museu Drents, na Holanda.

O holandês Erik Brujin, especialista em budismo, liderou o estudo do material e determinou que os restos são de um mestre budista chamado Liuquan, que pertenceu à Escola Chinesa de Meditação e viveu por volta do ano 1100.

Antes da tomografia, os cientistas do Drents sabiam que havia um corpo dentro da estátua, mas o procedimento revelou que os órgãos de Liuquan foram retirados e substituídos por pedaços de papel com escritos em chinês. Além dessa descoberta, foi possível retirar DNA da múmia para a realização de testes. Alguns budistas acreditam que o mestre Liuquan não está morto, mas em um estado avançado de meditação.

O Buda em questão ficará exposto no Museu de História da Natural da Hungria até maio.

Fonte: Veja
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