2.9.15

Ditadura no Chile: Augusto Pinochet no poder





Por Juliana Miranda

O Chile foi comandado pelo ditador Augusto José Ramón Pinochet Ugarte. Pinochet foi um general do exército e se tornou presidente depois do golpe militar de 11 de setembro de 1973. Isso aconteceu depois da deposição e do suicídio do então presidente Salvador Allende. Pinochet governou o Chile entre 1973 e 1990. Esse pode ser considerado o período mais autoritário e próspero a história chilena. Mas como foi a vida do ditador chileno?

Pinochet era filho de um militar francês. Aos 18 anos de idade entrou para a Academia Militar de Santiago do Chile, onde terminou seus estudos em 1937. Em 1940 se casou com Lucía Hiriat Rodríguez, com quem teve 5 filhos.

Desde então, Augsto Pinochet seguiu carreira militar, sendo que em 1968 foi promovido a comandante-general e em 1971 a general de divisão e nomeado comandante-general do Exército de Santiago.

Depois do golpe militar e em seus 17 anos de comando, o ditador reprimiu a união dos partidos de esquerda e todos que eram oposição ao seu governo. Estima-se, que, em apenas 4 meses depois do golpe militar, 20 mil pessoas já tinham sido assassinadas e 30 mil presos políticos torturados a mando do general. Seu governo foi condenado pela comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas, justamente pela forma cruel com que tratava seus opositores. Entre 1978 e 1980, Pinochet organizou plebiscitos a fim de dar aparência de legalidade à ditadura. Porém, a partir de 1982 o Chile começou a entrar em declínio econômico.

Em 1986, Augusto Pinochet sofreu um atentado promovido pela Frente Patriótica Manuel Rodrigues. Cinco guarda-costas morreram e o próprio ditador quase foi eliminado com seu neto. Desde então, a oposição ao estilo de regime do ditador foi crescendo. Em 1989, ele foi pressionado pela comunidade internacional a realizar um plebiscito e isso abriu espaço para protestos populares contra seu regime. Depois das primeiras eleições nesse período, o Gerenal Augusto Pinochet entregou o poder em 1970 ao democrata-cristão Patricio Aylwin.

Pinochet conseguiu se manter como o responsável pelas Forças Armadas chilenas até 1998, quando então passou a ocupar o cargo de senador vitalício do país (cargo criado por ele).

Fora do poder, o ex-presidente-ditador respondeu a diversos processos na justiça por seus crimes durante a ditadura. Porém, os juízes tinham de obter o levantamento do tamanho da imunidade que gozava o ditador, que acumulava cargos de ex-presidente e senador vitalício e por isso necessitava fórum especial. Além das torturas, pesava contra Pinochet o desvio de verba pública e contas em paraísos fiscais. Mais de US$ 20 milhões teriam sidos roubados pelo comandante. Somente em barras de ouro, estima-se que o ditador possuía 190 milhões de dólares em um banco de Hong Kong.

Augusto Pinochet faleceu em 3 de dezembro de 2006, vítima de um ataque cardíaco, aos 91 anos de idade. Provavelmente sua família ainda disfruta das barras de ouro e do dinheiro desviado pelo ditador e torturador chileno.


Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/ditadura-no-chile-augusto-pinochet-no-poder.html

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Maçonaria



A Rosa-Cruz originou (ou foi encampada) da franco-maçonaria.

Esta agremiação serviu de acobertamento para a conspiração contra o imperador francês, mas paralelamente encontramos a maçonaria inglesa, que também se proclama herdeira dos conhecimentos templários.

Com isso, isso está armado.

Duas ordens maçonicas, cada qual brigando pela descendência espiritual verdadeira da ordem dos templários.

Antes de falar pouco mais a respeito, lembremos que isso vai contra tudo o que a maçonaria prega, como a fraternidade, a irmandade e a humildade.

Sabemos que o encampamento dos rosa-crucianos pela franco-maçonaria deu a estes o "crédito" de ter promovido a revolução francesa e o guilhotinamento de Luis XVI. Nestas alturas, os franco-maçons já diziam que, para declarar antiguidade, a Ordem Franco-Maçônica teria nascido no Egito e que Moisés comunicou a doutrina secreta aos israelitas que foi transmitida aos Cavaleiros do Templo através do Templo de Salomão.

De acordo com a Loja Cavaleiros da Cruz (inglesa), Jacques de Molay teria deixado os "mistérios da ordem do templo", que se constituiam de estudos metafísicos e conclusões templárias acerca de vários assuntos ligados ao esoterismo da Ordem.

Esse material teria passado à Pedro de Bologna, chefe do clero templário e companheiro de prisão de Molay.

Pedro de Bologna, já com fuga preparada, em posse desses documentos, foi se refugiar na Escócia, na época, uma espécie de redutos dos templários da Europa.

Lá chegando passou os documentos aos irmãos Hairlss Marschaly e Aumont para que pudessem reestruturar a ordem.

A doutrian templária e seus mistérios foi discutida e incorporada aos rituais maçônicos que afloravam na Escócia. Desta mistura de princípios, de doutrinas, uma das principais contradições da Ordem Inglesa, foi a exigência dos novos iniciados de declararem "católicos romanos", que surgiam de forma estranha para quem tinha sido destruído pela igreja, e também, filosoficamente, pregava uma unidade universal, achando que a igrja católica era apenas mais uma facção religiosa.

O quadro da época, filosoficamente, era um tanto complicado: a franco- maçonaria francesa era tida como um pretexto para banquetes e reuniões galantes, onde fidalgos, homens de letras e filósofos se reuniam sob o pretexto e a insígnia Rosa-Cruz. Tudo era divertimento até que a Inglaterra, Alemanha, Suiça, Suécia, Dinamarca e Rússia passaram a "invadir" sutilmente os meios maçons franceses, com palavras que iam da filantropia à ciência, passando por felicidade e virtude.

É o surgimento de pequenos grupos em todas as cidades, que se reuniam sob o pretexto de ciência, beneficência e divertimento, mas que na verdade, alegando liberdade de expressão, começou a mudar o sentir e o pensar da Europa, criando até, de certo modo, uma forma de ditadura discreta, impondo decisões e sem tolerância de resistências. Perante a igraja nada estava acontecendo.

A extinta Ordem Templária tinha se tornado a Ordem de Cristo(jesuítas) e estava sob controle total da igreja. Para os templários portugueses - sem esquecer que a primeira estância de fuga dos templários foi Portugal, justamente por terem expulsado os mouros da Península Ibérica, se mantiveram alheios à este Neotemplarismo surgido, como se nada tivesse a ver com a Ordem de Jacques de Molay.

Em termos mais modernos, a decisão foi feita de forma que a franco-maçonaria francesa virou nacionalista e racista, enquanto a inglesa tornou-se humanitária e internacionalista, pregando a doutrina universal. Na referência a doutrina adotada pela franco-maçonaira francesa encontramos até mesmo a alemã, na organização do Partido Nazista.

No livro de Hermann, "Hitler m'a dit" (Hitler me disse), publicado em 1939, em Paris, o autor apresenta um depoimento de Hitler nas seguintes palavras:"O que de perigoso há nestas pessoas é o segredo da sua seita, e foi justamente isto que elas me ensinaram. Formam uma espécie de aristocracia eclesiástica. Reconhecem-se entre si por meio de sinais especiais.

Desenvolveram uma doutrina esotérica que não é formulada em termos lógicos, mas em símbolos que gradualmente se revelam aos iniciados.

O que aconteceu com a maçonaria foram acusações mútuas, sobre irregularidades.

É importante frisar que a maçonaria propriamente dita é uma forma de associação calcada na ação da necessidade e da inteligência.

Encontramos como forma de maçonaria a Ordem Rosa-Cruz, os Iluminados, os Martinistas, os Carbonários, a Máfia(que tem propósitos políticos) e outras Ordens e organizações das mais variadas correntes e países.

Com o desaparecimento a luz do dia da Ordem do Templo, vieram outras formas de maçonaria, com novos rituais místicos e filosóficos.

Todas, a bem da verdade, agiam sob a bandeira da "liberdade", do laço "fraternal", proporcionando a todos os povos a "igualdade".

O sentido universal fez com que aparecessem outras "lojas maçônicas", justamente pelo temor de uma ordem universal tomasse conta do mundo. Por isso, cito a abertura da loja que imitava o Templo de Salomão em Paris, e que teve a benção de Napoleão para enfraquecer a igreja católica. O monopólio doutrinário, filosófico, que, de certa forma atingia o mundo, incomodava as autoridades.

O sentido da igualdade como mola mestra da liberdade e da fraternidade, queira ou não coloca sob suspeita, para quem conhece mais a fundo a antiguidade, a gnose e os rituais: é realidade - havia uma organização onde todas as figuras proeminentes tomavam parte.

Se havia necessidade de pessoas que manipulassem secretamente a sociedade, é porque havia esta necessidade popular.

Acima de qualquer ordem iniciática ou forma de organização, a franco-maçonaria era mais perfeita que todas as organizações.



Fonte:
http://www.pegue.com/religiao/maconaria.htm

Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/maconaria.html

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República de Weimar


A República de Weimar, que vigorou na Alemanha entre os anos de 1919 e 1933, configurou-se como o período de transição entre a Primeira Guerra Mundial e o Nazismo.

por: Cláudio Fernandes

O marechal von Hindenburg foi o segundo presidente da República de Weimar


Com o fim da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha, que havia sofrido uma derrota humilhante, teve de aceitar os termos do Tratado de Versalhes, assinado em 1919, cujas resoluções impingiam ao país uma série de medidas que provocavam ainda mais privações e humilhações. Entre tais medidas, estava o pagamento de vultosas indenizações aos países vencedores da guerra e a perda de territórios para esses mesmos países.

Foi no ano de 1919 que também se constituiu na Alemanha a chamada República de Weimar, um sistema de governo bem diferente do Império Alemão pré-guerra e que pretendia resolver, dentro do possível, os graves problemas que o país enfrentava na fase do pós-guerra. O objetivo mais urgente era reorganizar as estruturas política e econômica da Alemanha, e a opção pelo modelo republicano pareceu, àqueles que se envolveram no processo, a melhor.

A cidade de Weimar recebeu uma assembleia constituinte aos seis dias do mês de fevereiro de 1919 para a elaboração de uma nova Carta Constitucional para o país. Venceu o projeto constitucional republicano parlamentarista, isto é, a Alemanha passou a ter duas casas legislativas no comando central: o Reichstag (o Parlamento) e o Reichsrat (a Assembleia). O Chanceler seria o cargo do administrador principal, o chefe executivo. Entretanto, o cargo de Chanceler seria preterido em prol do cargo de Presidente e comissário do povo. O responsável por essa alteração foi o primeiro Chanceler eleito, Friedrich Ebert.

Ao mesmo tempo em que a República de Weimar estruturava-se, havia outras tendências políticas, em especial as de teor radical, formando-se na Alemanha. No radicalismo de esquerda, encontrava-se o espartaquismo, ou “Movimento Espartaquista” – nome que alude à figura de Espartacus, o escravo gladiador que organizou uma revolta durante o Império Romano –, tendo como um de seus líderes a marxista Rosa Luxemburgo. Esse movimento, que se orientava pelas estratégias comunistas de tomada do poder, chegou a organizar uma “Revolução Alemã”, entre 1918 e 1919, sendo prontamente sufocada pelas forças republicanas. Outro movimento que passaria ao radicalismo e teria grande penetração popular seria o nazismo, organizado em torno do Partido Nacional Socialistados Trabalhadores Alemães e liderado por Adolf Hitler – que viria a recuperar o cargo de chanceler na época do governo de Hindenburg.

Até 1924, a Alemanha oscilou entre enormes bolhas inflacionárias na economia, ondas de desempregos, insatisfação popular e falta de credibilidade nos líderes e comandantes políticos. Em 1925, foi eleito para o cargo de Presidente um ex-herói de guerra, o marechal Paul von Hindenberg,que conseguiu, sem muita expressividade, recuperar um pouco a economia do país. Entretanto, aCrise de 1929, após a Quebra da Bolsa de Nova York, provocou uma nova onda de recessão e uma nova crise social, que foi muito bem aproveitada pelo radicalismo nazista.



Os nazistas passaram a conseguir mais simpatia popular e cada vez mais assentos na Assembleia e no Parlamento. Pressionado pela força política que os nazistas ganhavam, Hindenburg nomeou Hitler chanceler. Em 1933, com a morte do marechal, o líder nazista concentrou em si todos os poderes da república e fundou o III Reich, que só terminaria em 1945.

Fonte:http://www.mundoeducacao.com/historiageral/republica-weimar.htm
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A descolonização da África



Publicado por: Rainer Gonçalves Sousa

Um processo histórico cercado de problemas ainda não resolvidos.


Ainda hoje é comum que muitas pessoas naturalizem os problemas sociais, econômicos e políticos que se desenvolvem no continente africano. Não raro, observamos comentários que determinam erroneamente os problemas africanos como o resultado das ações de um povo habituado ao uso da violência e à desorganização de suas instituições. Contudo, devemos apontar que tantos problemas têm uma influência direta da experiência colonial vivida até a metade do século XX.

Durante a colonização da África, notamos que as grandes nações europeias impuseram formas de organização política que modificaram radicalmente o modo de vida desse povo. As antigas tradições e experiências históricas construídas ao longo do tempo eram arbitrariamente ignoradas e substituídas por modelos civilizatórios comprometidos com a exploração das riquezas desse povo. Em muitos casos, fronteiras étnicas e culturais eram desconsideradas na organização desses espaços.

Reproduzindo seu ideal de superioridade ao longo do processo colonial, muitas potências europeias não se limitaram a estabelecer a completa dominação das etnias africanas. Em muitos casos, o controle da administração colonial era partilhado com o auxílio de alguns povos considerados superiores naquela região. Dessa forma, a ação colonial determinava o desenvolvimento de novas rivalidades entre os povos africanos que habitavam uma mesma região colonizada.

No pós-Segunda Guerra Mundial, o processo de descolonização foi influenciado pelo fato de importantes nações colonialistas terem lutado em defesa das nações subjugadas ao totalitarismo. Desse modo, o fim da colonização acabou se transformando em um tipo de postura política coerente aos ideais de defesa da liberdade e soberania dos povos. Ainda assim, podemos ver que em algumas regiões, principalmente de colonização francesa, a descolonização ficou marcada pelo conflito.

Em diversas situações, vemos que o oferecimento da liberdade e da autonomia não foi suficiente para os antigos territórios colonizados. A dominação desenvolvida ao longo dos séculos gerou o acirramento de rivalidades étnicas, políticas e religiosas. Ao mesmo tempo, a longa e extenuante exploração econômica limitou radicalmente a constituição de alternativas capazes de superar o atraso e a dependência. Sendo assim, as marcas da colonização não seriam resolvidas em pouco tempo.



Observando tais características e dilemas que marcam o processo de (des)colonização da África, temos a certeza de que a responsabilidade das grandes potências é bem mais ampla que o oferecimento benévolo da independência. Mais do que o simples pagamento de uma dívida, o auxílio das grandes potências se faz necessário para que esse continente severamente estigmatizado tenha oportunidade de oferecer para si um futuro cercado por algum tipo de esperança.

Fonte:http://www.mundoeducacao.com/historiageral/a-descolonizacao-africa.htm
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Diferença entre árabes e muçulmanos


A diferença entre árabes e muçulmanos acontece porque um termo se refere a um tronco etnolinguístico, ao passo que o outro faz referência a uma religião.

por: Rodolfo F. Alves Pena

Nem todo árabe é muçulmano e nem todo muçulmano é árabe


Muitas pessoas, ao ouvirem as expressões “árabe”, “muçulmano” ou “islâmico”, pensam que se trata de uma mesma coisa. Isso faz parte de um problema que atinge não apenas os povos ligados a esses termos, mas também várias culturas, o que está ligado ao hábito que grande parte das pessoas tem de construir preconceitos a partir daquilo que pouco conhecem.

Qual é a diferença entre árabes e muçulmanos?

A diferença entre árabes e muçulmanos está no fato de um termo referir-se a uma composição étnica e o outro ser o nome dado aos praticantes de uma religião. Embora uma mesma pessoa possa ser árabe e muçulmana ao mesmo tempo, é importante verificar que os dois termos são totalmente distintos entre si.

O árabe é um idioma e também uma composição étnica que possui, em torno de si, uma grande variedade de troncos etnolinguísticos interligados. Já muçulmano é o nome dado a quem pratica o Islamismo, a religião fundamentada nos princípios estabelecidos pelo profeta Maomé. Existem povos, portanto, que são árabes e não são muçulmanos e existem muitos muçulmanos que não são árabes.

Estima-se que existam, no norte da África e no Oriente Médio, cerca de 15 milhões de árabes cristãos, embora esse número venha diminuindo pela constante batalha religiosa entre os povos e também pelas emigrações que os cristãos muitas vezes fazem dessas regiões.



Por outro lado, é interessante observar que, embora a maioria dos árabes seja muçulmana, o maior país islâmico existente, em número de adeptos, não é árabe. A Índia, por ser o segundo país mais populoso do mundo, consegue ter um número de 174 milhões de muçulmanos, o equivalente a cerca de 16% de sua população, que é majoritariamente hindu. O segundo colocado, o Paquistão, possui cerca de 165 milhões de islâmicos e também não adota o árabe como idioma oficial.

Fonte:http://www.mundoeducacao.com/geografia/diferenca-entre-arabes-muculmanos.htm
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The 27 Club – 15 Famous Rockers Who Died at Age 27



The 27 Club is one of the most famous (and creepy) things about rock music, with so many great talents having met their end at age 27.

1. Jim Morrison





Lead singer and songwriter of The Doors. After struggling with drugs and alcohol for some time, Morrison died of a presumed heart failure on July 3rd, 1971.


2. Dave Alexander





Bassist for legendary punk band the Stooges. Died of pulmonary edema (associated with alcohol) on February 10, 1975.


3. Janis Joplin





Singer/Songwriter and ’60s icon. One of the first true female superstars. Died of a heroin overdose on October 4, 1970.


4. Ron “Pigpen” McKernan





Founding member and original keyboardist of the Grateful Dead. Died of a gastrointestinal hemorrhage (again associated with alcohol) on March 8th, 1973.


5. Richey Edwards





Founding member and lyricist for the Manic Street Preachers. Disappeared and presumed dead from suicide on February 1, 1995.


6. Jimi Hendrix





Legendary guitarist and songwriter for the Jimi Hendrix Experience & Band of Gypsys. Dead from asphyxiation as a result of wine and sleeping pills on September 18, 1970.


7. Robert Johnson





Pioneering blue musician and guitarist. Most likely died from poisoning on August 16, 1938. Widely considered the first member of the ‘27 Club.’


8. Pete Ham





Keyboardist and guitarist of the British band Badfinger. Died from suicide by hanging on April 24, 1975


9. Alan Wilson





Lead singer and songwriter of Canned Heat. Died of an overdose on September 3, 1970.


10. Brian Jones





Founding member and guitarist of the Rolling Stones. Died from drowning in a pool one month after being kicked out of the band on July 3, 1969.


11. Chris Bell





Founder and songwriter of the extremely influential band Big Star. Died of a car crash on December 27, 1978.


12. Jean-Michel Basquiat





NYC based artist, friend of Andy Warhol, and founder of the band Gray. Died from a heroin overdose on August 12, 1988.


13. D. Boon





Guitarist and lead singer of the band Minutemen and extremely influential punk musician. Died as a result of injuries from a car crash on December 22, 1985.


14. Kristen Pfaff





Bassist for Hole. Died of an overdose on June 16, 1994.


15. Kurt Cobain





Singer and songwriter for Nirvana and grunge icon. Death by suicide on April 5, 1994.

Fonte:http://www.vintag.es/2015/09/the-27-club-15-famous-rockers-who-died.html#more

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22.8.15

Revolução Federalista - resumo, causas, o que foi, conclusão


O que foi, causas, resumo, conclusão, história e contexto histórico da Revolução Federalista


Gumercindo Saraiva (centro): um dos líderes da Revolução Federalista





O que foi



A Revolução Federalista foi um conflito de caráter político, ocorrido no Rio Grande do Sul entre os anos de 1893 e 1895, que desencadeou uma revolta armada. A revolta atingiu também o Paraná e Santa Catarina.



Causas da Revolução Federalista




- Insatisfação dos federalistas com o domínio político de Júlio de Castilhos (presidente do RS) do Partido Republicano Riograndense.



- Disputa política entre dois grupos políticos gaúchos: Os chimangos (pica-paus) eram defensores do governo de Júlio de Castilhos, da centralização política, do presidencialismo, do positivismo e do governo federal. Já os maragatos (federalistas) queriam tirar Júlio de Castilhos do poder do RS, implantar um sistema descentralizado, baseado no parlamentarismo. Os federalistas eram também contrários à política implantada pelo governo federal após a Proclamação da República e exigiam uma revisão da constituição.



Início, desenvolvimento e fim da revolta



Em fevereiro de 1893, os federalistas pegaram em armas para derrubar o governo de Júlio de Castilhos. Floriano Peixoto, presidente do Brasil, se colocou ao lado do governo gaúcho. O conflito acabou tomando âmbito nacional, pois os opositores de Floriano passaram a defender o movimento federalista no RS.



Os federalistas tiveram algumas vitórias no começo do movimento. Sob a liderança de Gumercindo Saraiva, os federalistas avançaram sobre Santa Catarina.



Em janeiro de 1894, os federalistas se uniram aos participantes da Revolta da Armada. Entraram no estado do Paraná e tomaram a cidade de Curitiba.



No final de 1894, o movimento federalista perdeu força. Na batalha da Lapa, no Paraná, as forças federais de Floriano Peixoto venceram os revoltosos. Com a chegada de tropas paulistas, os federalistas tiveram que recuar.



A paz foi assinada em 23 de agosto de 1895, na cidade de Pelotas, e selou a derrota dos federalistas.



Conclusão



A Revolução Federalista, embora não tenha conquistado seus objetivos, nos mostra que a Proclamação da República e seu sistema político não foram aceitos de forma unânime no Brasil. Alguns grupos políticos contestaram, inclusive de forma armada, o regime republicano, o positivismo, a centralização de poder e a presença das oligarquias nos governos estaduais. Portanto, a Revolução Federalista pode ser compreendida dentro deste contexto histórico de insatisfação com o regime republicano, recém-instalado no país após o 15 de novembro de 1889.

Fonte:http://www.historiadobrasil.net/brasil_republicano/revolucao_federalista.htm
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É verdade que os canhotos já foram perseguidos?



Julio Lamas



Sim, e bastante. Durante boa parte da história da humanidade, o lado esquerdo e os que utilizam mais essa mão foram vítimas de preconceito cultural, social e religioso. A teoria mais aceita hoje é de que o problema tenha começado há cerca de 350 mil anos entre os povos neandertais europeus, que deram origem às populações ocidentais existentes hoje. Isso porque, no Hemisfério Norte, se você se orientar pela Estrela Polar à noite, o Sol parece se movimentar da direita para a esquerda ao nascer. Logo, a direita ficou como a mão do nascente, que traz a vida, e a esquerda como a que tira, no poente.

Na contramão

Preconceito ainda rola e afeta até o salário

Nem a Bíblia ajuda

O lado direito é mencionado positivamente mais de 100 vezes na Bíblia. Jesus senta à direita do Deus-pai. Um dos Salmos afirma: "E disse Deus: Sentai ao lado da minha mão direita até que teus inimigos deitem sob teus pés". A esquerda aparece só 25 vezes - e quase sempre negativamente. Várias pinturas renascentistas retratam Eva pegando o fruto proibido com a mão esquerda

A mão que mata

No século 19, o médico italiano Cesare Lombroso, conhecido como o "pai da criminologia", propôs que canhotos possuem maior suscetibilidade a psicopatias, criminalidade e violência. Hoje, esses estudos são considerados ultrapassados (ufa!), mas estimularam ideias de eugenismo fascista na Europa e até influenciaram o Código Penal Brasileiro de 1940

O discurso do rei

Canhotos foram vítimas de processos violentos de reeducação para usar a mão direita. De acordo com o livro The Puzzle of Left-Handness, essas práticas abusivas podem ter causado uma incidência maior de transtornos e problemas de aprendizagem e fala entre canhotos. Um exemplo foi o rei inglês George 6o, que pode ter desenvolvido gagueira por ter a canhotice mudada na marra

A pata dos Tigres Asiáticos

Essas técnicas de condicionamento seguem firmes até hoje em países como China, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia. Os pais apoiam: eles temem que o estigma social dos canhotos afete as chances dos filhos no mercado de trabalho. Um estudo de 2007 da Universidade Chang Gung, em Taiwan, revelou que 59,3% das crianças canhotas do país foram forçadas a virar destras

Queima!

A sugestão bíblica de que a mão direita é divina teve consequências desastrosas na Idade Média. Pela lógica, a Igreja Católica entendeu que a esquerda estava ligada ao Diabo. Durante a Inquisição no século 12 e a caça às bruxas organizada pelos protestantes na América no século 16, vários canhotos foram torturados e queimados como bruxos

O massacre da serra elétrica

Destros não notam, mas a maioria dos objetos é feita para eles: mouse, tesoura, violão, abridor de lata até câmera fotográfica (já notou onde fica o disparador?). Cerca de 16% dos membros de uma associação inglesa de canhotos dizem já ter perdido chances de emprego por isso: muitas empresas proíbem canhotos de usar serras elétricas, por exemplo

Até no holerite

Um estudo de Harvard em 2014 com 47 mil pessoas nos EUA e na Inglaterra mostra que usuários da mão esquerda ganham, em média, 12% menos ao longo de sua vida produtiva. Segundo a pesquisa, canhotos estariam em desvantagem no mercado de trabalho por possuírem uma incidência maior de impedimentos cognitivos para aprender e traumas causados pela reeducação

Isso é bullying!

Em várias línguas, termo para canhoto tem conotação negativa

INGLÊS

Left surgiu de lyft, que significa fraco ou impotente

FRANCÊS

Gauche pode significar também incorreto ou atrapalhado

ITALIANO

Sinistro vem do latim sinistrum, que remete a mal ou desafortunado

RUSSO

Levyi também descreve algo marginal, maldoso ou estranho

ALEMÃO

Lynks se assemelha a lynk, cuja tradução seria trair ou mentir

HÚNGARO

Bal também quer dizer mau

TURCO

Sol pode indicar também descolorido, morte ou doente

FONTES:Livros The Puzzle of Left-Handness, de Rik Smits, e The Left-Hander Syndrome: The Causes and Consequences of Left-Handedness, de Stanley Coren; publicações científicas The National Bureau of Economic Research e Journal of Economic Perspectives; revista SUPERINTERESSANTE; sites Daily Mail, Harvard Business Review, Psychology Today, anythinglefthanded.co.uk e rightleftrightwrong.com

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/e-verdade-que-os-canhotos-ja-foram-perseguidos
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Como era o ataque de um navio pirata?



por Thais Sant'Anna



Em geral, sorrateiro e sangrento. Os piratas se aproveitavam de fatores climáticos, como a névoa, para atacar embarcações mercantes maiores e com mais tripulantes. Eles praticavam atos bárbaros com alguns capturados justamente para que sua fama de maus se espalhasse. Com isso, tinham a vantagem de serem temidos - na maioria das vezes, a tripulação se entregava antes do embate corporal. A pirataria ocorreu em todo o mundo ao longo da história. O período mais famoso, o do Caribe, entre os séculos 17 e 18, abrigou a chamada "era de ouro da pirataria", entre 1713 e 1730. Os piratas preferiam embarcações pequenas, que se embrenhavam por rios e águas rasas, onde não podiam ser perseguidas. Os mais utilizados eram barcos de um ou dois mastros apenas, que não passavam de 20 m de comprimento. O enorme Queen Anne¿s Revenge, ilustrado aqui, era uma exceção. O famoso Barba Negra usou a embarcação por pouco menos de um ano, até resolver afundá-la em junho de 1718 por ser muito grande e difícil de esconder.

Selvageria no mar

Embarcação de Barba Negra era navio negreiro antes de ser capturada

1. Além de atacarem em alto-mar, os piratas gostavam de armar emboscadas em pequenas baías e recortes de litoral, onde podiam se esconder atrás de ilhas. Também era comum aproveitarem momentos de névoa e pouca visibilidade. Um vigia ficava no mastro procurando vítimas - de preferência navios de carga, pois embarcações militares podiam ser parte de uma esquadra maior

2. Uma vez avistado, o navio vítima precisava ser ultrapassado (é por isso que os piratas preferiam barcos pequenos e rápidos). Se quisesse ser furtivo, o navio pirata podia usar uma bandeira falsa e tapar os canhões para fingir que não era inimigo. Uma vez que os navios estivessem próximos, os piratas disparavam um canhão e gritavam ordens de rendição

3. A rendição era preferida ao ataque, porque a batalha podia danificar o navio a ser conquistado. Além disso, a maioria dos navios da época carregava artilharia para resistir a um ataque, mesmo os que não eram de guerra. Se os oponentes não se rendiam, era hora da briga: os canhões eram disparados

4. Enquanto parte dos piratas operava os canhões, o restante lançava ganchos no navio oponente para invadi-lo. O método correto era enganchar, simultaneamente, da popa à proa, garantindo a maior área possível para saltar para o navio atacado e também para fugir, caso necessário

5. Uma vez a bordo, os piratas entravam em combate mano a mano. Praticamente todos carregavam punhais para isso. Mas também usavam espadas, sabres e machados. A partir do século 17, granadas e armas de fogo passaram a ser utilizadas, como pistolas, mosquetes e bacamartes. Barba Negra era conhecido por usar um cinturão com três pares de pistolas

6. Uma invasão durava até 15 minutos. O rendimento era sinalizado quando a tripulação do navio colocava as armas no chão. Os piratas saqueavam mantimentos, cordas, lonas, ferramentas, madeira etc. Nem sempre o objetivo era ficar com os barcos - muitas vezes eles eram afundados. Já as tripulações eram libertadas, mortas ou escravizadas

Munições de canhão

Bala de ferro fundido

Usada para penetrar os cascos dos navios

Bala encadeada

Projetada para danificar velas e cordames, impedindo a fuga

Metralha

Era composta de vários fragmentos de ferro e usada para ferir pessoas

Fontes: Livros The Pirate Ship, de Angus Konstam e Tony Bryan, Privateers & Pirates 1730 - 1830, de Angus Konstam e Angus McBride, e The World Atlas of Pirates, de Angus Konstam

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-era-o-ataque-de-um-navio-pirata

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Billie Holiday, uma cantora à frente de seu tempo



Adjetivos como "ícone" e autêntica" não bastam para descrever a importância de "Lady Day" para o jazz. Poucos conseguiram dar vida à música como ela: sua influência é sentida até hoje, cem anos após seu nascimento.



"Ela tinha apenas 17 anos, um pouco acima do peso, perfeitamente bela e absolutamente desconhecida. E cantou como se realmente tivesse vivido [o que a canção dizia]." Assim o produtor musical John Hammond descreve seu primeiro encontro com Billie Holiday. Ele foi confrontado com a voz única dela em 1933, numa casa noturna em Nova York.

Na oportunidade, Hammond convidou a estrela emergente do jazz Benny Goodman a ouvi-la e o convenceu a colocá-la num estúdio da emissora americana CBS. Dali surgiram as primeiras gravações de Riffin 'o Scotch e Your Mother's Son-in-Law. Billie Holiday não foi a única descoberta de Hammond, que promoveu astros como Bob Dylan, Pete Seeger e, posteriormente, Bruce Springsteen.

Origem humilde

Na época, Billie Holiday não tinha treinamento musical: seu compasso era limitado, ela não sabia ler partituras e cantava principalmente baladas lentas. Suas únicas influências eram a cantora Bessie Smith e o trompetista Louis Armstrong, que ela ouvia em discos que tocavam no bordel onde trabalhava.




Billie Holiday em Hamburgo, na Alemanha, durante sua turnê europeia de 1954

Billie Holiday nasceu em 7 de abril de 1915, na Filadélfia, como Eleanora Fagan e cresceu na cidade de Baltimore. Seus pais, na época adolescentes, nunca se casaram. O pai, Clarence Holiday, que viria a ser um músico bem-sucedido de jazz, mal a conhecia. A mãe, Sadie Fagan, dava pouca atenção à filha. Eleanora cabulava aulas na escola, foi encaminhada a um internato e lá foi estuprada, aos dez anos de idade. Mais tarde, trabalhou como prostituta no Harlem, reduto da comunidade negra em Nova York.

Em contraste com o sucesso nos palcos – que a levou ao Carnegie Hall, a uma noite de jazz no Metropolitan Opera House e a uma turnê europeia – Holiday vivenciou dois casamentos fracassados e duas detenções por abuso de drogas.

Ela morreu com apenas 44 anos de idade, vítima de cirrose hepática, causada pelo consumo excessivo de álcool, num hospital de Nova York – vigiada e algemada na cama por policiais do departamento de combate ao narcotráfico. Ela tocou com todos os grandes nomes do jazz de seu tempo. No entanto, nem o amor de milhões de fãs fez dela rica: houve debate até sobre quem deveria arcar com os custos de seu enterro.

Vida curta, mas produtiva

Foi uma vida curta, mas com surpreendente produtividade, com centenas de gravações e inúmeras apresentações. Depois do início cambaleante por bares chamados de Speakeasy – estabelecimentos ilegais que comercializavam bebidas alcoólicas durante a lei seca nos Estados Unidos – a sua carreira decolou, de fato, em 1935.

Em sessões de gravação com Teddy Wilson, membro da banda Benny Goodman Trio, uma pequena equipe de músicos deveria regravar clássicos da música para uma recém-formada indústria de máquinas de jogatina. As gravações tiveram um sucesso limitado, como Hammond recordaria posteriormente:

"Com Billie era problemático. Musicalmente ela estava muito à frente de seu tempo. Por tomar a liberdade na entonação de palavras e melodias, ela não era um xodó das gravadoras, então autoritárias. A primeira apreciação genuína por Billie Holiday não veio de críticos musicais americanos, mas de europeus."

A cantora encontrou palavras que definem a sua própria técnica vocal em sua autobiografia Lady Sings the Blues, publicada em 1956: "Não me parece cantoria. É mais um sentimento, como se eu fosse tocar um instrumento de sopro. Eu tento improvisar como Les Young, como Louis Armstrong ou qualquer outra pessoa que eu admiro. Eu odeio simplesmente cantar. Eu preciso transformar uma melodia a fim de reproduzi-la em sua própria maneira. Isso é tudo o que eu sei."

E isso foi o suficiente. A cantoria – que não era uma – se misturava sutilmente com o estilo improvisador de outros músicos: a partir de 1936 com Les Young – que lhe deu o seu famoso apelido de "Lady Day" –; em 1937, com Count Basie; e de 1938 em diante, com Artie Shaw.




Holiday ao lado de seu ídolo Louis Armstrong em participação no filme "New Orleans"

Ícone do movimento dos direitos civis

Os sucessos, porém, estavam sempre acompanhados por uma enorme desvantagem: assim como milhões de outros negros, Billie Holiday também sofreu com a discriminação racial. Por causa da cor de pele um pouco mais clara, ela teve que passar maquiagem para um concerto com Count Basie: uma cantora "branca" que se apresenta com um músico negro teria sido um escândalo.

Holiday desafiava os estereótipos. As performances com Artie Shaw foram as primeiras de uma mulher negra com uma banda composta por brancos. A cantora, no entanto, só podia usar a entrada dos fundos para o palco e estava proibida de comer com os outros músicos. O sucesso, porém, estava então imparável. Logo, ela estava se apresentando como Billie Holiday and her Band. Em 1947, participou de um filme com o ídolo Louis Armstrong – mas não como ela própria, mas no papel de uma empregada.

Com a canção Strange Fruit, que ela cantou a partir de 1939, Holiday anunciou seu combate direto contra a discriminação. A sonorização de um poema de Abel Meeropol era um testemunho chocante sobre a cultura do de linchamento, então espalhada pelos estados sulistas dos EUA. A gravadora Columbia classificou a música como muito arriscada: até mesmo Hammond recusou a canção.

Posteriormente, a gravadora Commodore pegou a música, que viria a ser o maior sucesso da carreira de Holiday e a fez um ícone na esquerda americana e um fenômeno social. Como símbolo do movimento dos direitos civis dos negros, Strange Fruit foi nomeada a "música do século" pela revistaTime, em 1999.

Em 1959, cinco meses antes de morrer, Holiday fez uma de suas últimas apresentações na televisão americana cantando Strange Fruit. O vídeo mostra também as imagens dos negros Laura e L. D. Nelson, linchados em 1911, que na época chegaram a ser impressos como cartões postais e vendidos a turistas.


Para a eternidade

Hoje, músicas que foram compostas para Holiday ou até coescritas por ela, comoLover Man, Hush Now, Don't Explain ou Long Gone Blues, são tão conhecidas como em sua época. Mas ela também deu seu caráter distintivo a muitos clássicos, como You Go to My Head ou I Can't Get Started, de George Gershwin.

Ao lado das flores brancas, que "Lady Day" usava no cabelo, a articulação sutil e o jeito de frasear eram suas marcas registradas. E mesmo quando nos últimos anos a sua voz se tornou mais áspera, Billie Holiday lhe deu uma magia rítmica. Ela não cantava "em cima", mas um pouco "depois" da batida, não atingia diretamente o ritmo, mas o ludibriava e lhe dava certo suspense.

Além da técnica de canto, foi principalmente a intensidade de suas apresentações que fizeram de Billie Holiday um modelo para inúmeros cantores. A receita, dizia ela, era simples: "Cantar músicas comoThe Man I Love ou Porgy não é mais trabalho do que sentar numa mesa e comer um pato chinês – e eu adoro pato chinês. Eu vivi músicas como estas."

Em 1973, o crítico americano de jazz Ralph Gleason a define da seguinte forma: "Ela foi a maior cantora de jazz de todos os tempos. Quem hoje faz jazz e é mulher, canta algo de Billie Holiday. Não tem como ser de outro jeito. Não há cantora que não tenha sido influenciada por ela."

Fonte:DW
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