7.6.17

Volkswagen era a empresa de carros favoritos de Hitler. Foi Salvo Por Um Major do Exército Britânico



A Volkswagen, a maior montadora da Alemanha e da Europa, começou como um fabricante de automóveis patrocinado pelo estado criado para cumprir a visão de Adolf Hitler de um "carro popular" facilmente disponível para todos os cidadãos do Terceiro Reich. Quando a Alemanha foi deixada em ruínas após a Segunda Guerra Mundial, no entanto, o futuro da fábrica da Volkswagen não estava claro, até que um oficial do Exército britânico viu o potencial nos carros leves que produziram.

O "carro do povo"

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No início da década de 1930, vários fabricantes de automóveis alemães começaram a explorar projetos de "carro de pessoas", com o objetivo de expandir o mercado de automóveis com carros familiares baratos, já que apenas um em cada 50 alemães era dono de um carro na época. Em 1933, Adolf Hitler começou a fazer demandas específicas da indústria automobilística alemã, visando a produção de um veículo básico capaz de transportar dois adultos e três filhos, a velocidades de cerca de 60 mph, como parte de um plano para dar aos cidadãos alemães um acesso semelhante a Carros como americanos.

Early Designs

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Hanomag, Mercedes e Porsche começaram a desenvolver projetos iniciais, com muitos favorecendo a forma arredondada de "besouro", com o motor situado na parte traseira.



Alternativa ao luxo

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A maior parte da produção de automóveis alemães ainda se concentrou em mercados de luxo, mas o plano de Hitler exigia que o "Carro dos Povos" fosse disponível para cidadãos do Terceiro Reich através de um plano de poupança em 990 Reichsmark (US $ 396 na década de 1930), o que equivaleria ao custo De uma moto pequena. As empresas privadas logo descobriram que não podiam produzir um veículo que fosse barato.



Produção estatal

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Em 1936, com as empresas privadas que não estavam à altura da tarefa, Hitler escolheu patrocinar uma fábrica totalmente nova, estatal, usando a Frente trabalhista alemã e um design do time de Ferdinand Porsche. O modelo reconhecível de "besouro" foi introduzido em 1938, chamado Kraft durch Freude-Wagen ou "Strength Through Joy Car" de Hitler, e uma nova fábrica foi construída para construir os carros.

Economia do motor e do tempo de guerra

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O veículo VW usou um motor a frio, plano-quatro, traseiro-montado que sofreu um recorde de 1,8 milhões de quilômetros de testes. Muitos cidadãos alemães pagaram um fundo de poupança para receber seus carros novos, mas devido ao início da Segunda Guerra Mundial, bem como a corrupção generalizada na burocracia nazista, eles nunca os receberam. Os altos preços do gás durante a guerra limitaram o uso dos carros VW à elite nazista. A produção foi interrompida em 1945 devido a danos à fábrica em um ataque aéreo aliado.

Destino do pós-guerra e intervenção britânica

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Após o final da Segunda Guerra Mundial, a fábrica de VW danificada caiu na zona de ocupação britânica. Inicialmente, planejava ser usado para manutenção de veículos militares ou desmontado e recuperado. No entanto, um oficial do exército britânico, o Major Ivan Hirst, decidiu demonstrar o carro VW para a sede do exército britânico, que ficaram impressionados com o seu potencial como transporte leve. O exército britânico colocou mais uma ordem para 20 mil carros, economizando a fábrica de maneira efetiva.


Recuperação rápida

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Em 1946, a fábrica produzia 1.000 carros por mês, e a empresa logo mudou seu nome para a Volkswagen. Depois que várias empresas americanas e britânicas passaram a adquirir a fábrica, incluindo a Ford, a Volkswagen ficou sob a liderança de Heinrich Nordhoff, ex-gerente sênior da fabricante de automóveis Opel. Sob Nordhoff, a empresa iniciou um refinamento do modelo 1 (mais conhecido como o Beetle), enquanto mantém o estilo igual, além de melhorar a eficiência na produção de carros.

Ícone da Alemanha Ocidental e do recurso de massa do besouro

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Como empresa controlada pela Alemanha Ocidental, a Volkswagen logo se tornou um símbolo da recuperação do país, expandindo as vendas e a produção internacionalmente. O Beetle foi apresentado aos EUA com vendas lentas em seus primeiros anos, mas uma série de campanhas publicitárias famosas logo impulsionou o carro em popularidade. A confiabilidade e o atrativo juvenil do Beetle logo o levaram a superar o anterior titular de registro de vendas único, o Modelo T, em 1972.

Micro onibus

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Durante a maior parte de sua operação durante os anos 50 e 60, a Volkswagen manteve uma abordagem de produção de modelo único, com a notável exceção de alguns modelos, como o tipo 2 Kombi Micro Bus. O precursor da carrinha de passageiros e de carga tornou-se amplamente popular por direito próprio e, nos anos 60, foi associado à contracultura dos hippies.

Fonte:http://www.allday.com/volkswagen-was-hitlers-favorite-car-company-it-was-saved-by-a-british--2180805412.html

O Fogo-de-Santelmo na Literatura de Viagens

O «LUME VIVO QUE A MARÍTIMA GENTE TEM POR SANTO», NO DIZER DE CAMÕES, APARECE INÚMERAS VEZES NA LITERATURA PORTUGUESA







A primeira referência escrita à luminosidade hoje conhecida como fogo-de-santelmo é, possivelmente, a que aparece nos «Hinos Homéricos», uma colectânea de poemas no estilo de Homero escrita por vários autores desconhecidos. Referem-se aí os gémeos mitológicos «Castor o domador de cavalos e o inocente Pólux, filhos de Zeus e filhos gloriosos da Leda do belo andar». Por ocasião das tempestades, diz-se que os marinheiros apelam a esses «filhos do grande Zeus, consagrando cordeiros brancos e deslocando-se para a proa; o vento forte e as vagas do mar mantêm o navio sob a água, até que, subitamente, os dois são avistados no ar, rápidos e com asas douradas. Imediatamente suavizam as rajadas dos ventos cruéis e acalmam as ondas sobre o branco mar: são belos sinais e um salvamento» .

Para os gregos, a luminosidade nas pontas dos mastros que se via em momentos tempestuosos podia ser sinal de mau augúrio, quando a luz tinha uma ponta apenas, caso em que associavam o fenómeno a Helena , a irmã de Castor e Pólux. Mas essa luminosidade era um sinal de bom augúrio quando tinha duas pontas, caso em que a associavam aos dois gémeos mitológicos. Segundo a lenda, estes tinham poder sobre as forças tempestuosas e eram pois considerados protectores dos marinheiros.

Aristóteles, nos «Metauros», descreve o mesmo fenómeno e Plínio o Velho (c. 29–79 d.C.), o grande enciclopedista romano, refere-se-lhe demoradamente na sua «História Natural», confirmando que, «se for um, anuncia uma tempestade severa», mas «se forem dois, e isso quando a tempestade se tiver desenvolvido, é um bom sinal».

Nos Comentários de Júlio César, descreve-se o fenómeno observado em terra: «No mês de Fevereiro, cerca do segundo turno da noite, levantou-se subitamente uma nuvem escura a que se seguiu uma chuvada de granizo, e na mesma noite as pontas das lanças da V Legião pareceram incendiar-se».









Séculos mais tarde, já na era cristã, os navegadores do Mediterrâneo viam neste lume misterioso o sinal da intervenção do Corpo Santo através de Santo Erasmo, um bispo italiano assassinado em 303 d.C. também conhecido por Santo Elmo ou Sant’Elmo.

Nos tempos das Descobertas, os marinheiros portugueses e espanhóis, tomariam como protector outro santo da Igreja Católica, um frade dominicano do século XIII de nome Pero Gonçalves. Com os anos, as lendas fundiram-se, e o nome «Telmo» foi-lhe justaposto. Nos fins do século XVI falava-se em Pero Gonçalves Telmo, como se sempre tivesse sido esse o seu nome.

A literatura portuguesa abunda de referências ao santo e ao fenómeno luminoso. Começando pelos relatos de viagem, vale a pena destacar o que escreveu D. João de Castro, o grande intelectual viajante do século XVI, no Roteiro de Lisboa a Goa de 1538.

«Tornando a 2ª vez à Índia, que foi no ano de 1545, esta mesma noite nos apareceu a aparência ou sinal a que os marinheiros chamam Corpo Santo, per duas vezes, e duraria espaço de meia hora. Primeiramente o vimos na ponta do mastaréu da gávea, e depois no lais da verga, e depois na ponta do mastro da mesma e depois na enxárcia. Esta aparência a que chamam Corpo Santo era uma claridade tamanha como a que costuma fazer uma candeia ou vela, mas a sua luz não era vermelha como fogo, mas prateada à semelhança do que se vê na Lua; e, quando dava algum relâmpago, não aparecia esse sinal. Porém, como passava o esplendor do relâmpago, tornava a aparecer. Quando nos apareceu este sinal, chuviscava, e o céu estava escuro e cerrado, e foi cousa muito patente e sem nenhum engano de vista, e parecia mistério e segredo da natureza. A este tempo estávamos norte sul com o Rio do Infante, e em altura de 34º.»





"Santelmo Socorrendo os Náufragos", óleo de cerca de 1714 existente na capela do Palácio do Corpo Santo, em Setúbal. Note-se o arco-íris, correctamente colorido, e a vela na mão do santo.



Na História Trágico-Marítima há várias referências interessantes. Na Relação do Naufrágio da Nau Santa Maria, um relator anónimo descreve a crença extrema dos marinheiros.

«Têm todos os homens do mar tamanha veneração ao Bem-Aventurado S. Frei Pero Gonçalves, e o têm por tão seu advogado nas tormentas do mar, que crêem de todo o seu coração que aquelas exalações que nos tempos fortuitos e tormentosos aparecem sobre os mastros, ou em outras partes da nau são o Santo que os vem visitar e consolar. E, tanto que acertam de ver aquela exalação, acodem todos ao convés a o salvar com grandes gritos e alaridos, dizendo: — «Salva, salva, Corpo Santo». E afirmam que, quando aparecem nas partes altas, e são duas, três ou mais, aquelas exalações, que é sinal que lhes dá bonança; mas, se aparecer uma só, e pelas partes baixas, que denuncia naufrágio. E tão crentes e firmes estão nisto que, quando aquelas exalações aparecem sobre os mastaréus, sobem os marinheiros acima, e afirmam que acham pingos de cera verde; mas eles não os trazem nem os mostram. Ao menos nós não os vimos alguma hora. e se os religiosos que vêm nas naus lhes querem ir à mão, dando-lhes razões para lhes mostrar que aquilo são exalações, e declarando as causas naturais por que se geram e por que aparecem, não falta mais que tomarem as armas e levantarem-se contra quem lhes contradiz aquela sua fé, que por tal o têm.

Um outro relato na mesma colectânea é o de Henrique Dias, criado de D. António, Prior do Crato, na Relação da Viagem e Naufrágio da Nau S. Paulo, que partiu da Índia em 1560:

«[...] a qual claridade vendo o contramestre e marinheiros da proa a começaram a salvar da parte de Deus e Nossa Senhora e seus Santos, em vozes muito altas a que a gente toda à uma respondia com grandes gemidos e lágrimas [...] Assim que toda a noite se foi nestes gemidos e brados, andando sempre estas luzes conosco.»



Fresco no tecto da mesma capela representando Santelmo auxiliando um náufrago.





Na Etiópia Oriental, de Frei João dos Santos , descrevem-se as aventuras da nau S. Filipe, que tinha saído de Lisboa em 1586.

«[Numa noite de tempestade] apareceu o Corpo Santo em a verga do mastro grande, em figura de uma faísca de fogo, muito clara e resplandecente, e dali, à vista de todos, se foi pôr sobre o mastro da mezena, onde o salvou o piloto da nau, da cadeira em que estava governando, dizendo: Salvé, Corpo Santo, salvé: boa viagem, boa viagem. E toda a mais gente da nau, que presente estava, respondeu da mesma maneira: Boa viagem, boa viagem, com muitas lágrimas de alegria. Neste lugar esteve esta luz resplandecente um grande espaço de tempo e dali desapareceu à vista de todos.»

Mais à frente, dá-se conta dos conflitos entre mareantes e prelados que esta crença extrema podia desencadear. A determinada altura da borrasca um soldado ajoelhara perante a luz e batera no peito repetidamente exclamando: «Adoro-vos, meu Senhor Pero Gonçalves; vós me salvai neste perigo por vossa misericórdia». Os padres a bordo advertiram-no de que não deveria orar assim, pois a adoração se devia apenas a Deus e não aos santos. Mas o soldado respondeu «Meu Deus será agora quem deste perigo me tirar».

Na escrita literária portuguesa aparecem também várias referências interessantes ao fogo-de-santelmo. Gil Vicente, no Acto segundo, Cena I do «Triunfo do Inferno» coloca um marinheiro a gritar, ao som da ventania endiabrada:

«Ei-lo precioso santo
Frei Pero Gonçalves Bento


PILOTO:
Empara-nos de tanto vento
C’o teu precioso manto
Senhor, libra-nos a malo


GREGÓRIO:
Dêmos à bomba, piloto;
Dai ó demo Frei Gonçalo,
E não Frei Pero Minhoto


PILOTO:
É o bem-aventurado
Frei Pero Gonçalves bento.»




Camões fala do fogo-de-santelmo, que descreve como «o lume vivo, que a marítima gente tem por santo», nos dois primeiros versos da estância 18 do Canto V d’Os Lusíadas. A referência insere-se no relato feito por Vasco da Gama ao rei de Melinde, na parte em que enumera as experiências fantásticas testemunhadas pelo narrador:

«Os casos vi, que os rudos marinheiros,
Que têm por mestra a longa experiência,
Contam por certos sempre e verdadeiros,
Julgando as cousas só pola aparência,
E que os que têm juízos mais inteiros,
Que só por puro engenho e por ciência
Vêm do mundo os segredos escondidos,
Julgam por falsos ou mal entendidos.



«Vi, claramente visto, o lume vivo
Que a marítima gente tem por santo,
Em tempo de tormenta e vento esquivo,
De tempestade escura e triste pranto.
Não menos foi a todos excessivo
Milagre, e cousa, certo, de alto espanto,
Ver as nuvens, do mar com largo cano,
Sorver as altas águas do Oceano.»




Bocage alude à crença no soneto Deprecação feita durante uma tempestade:

«Oh Deus, oh Rei do Céu, do mar, da terra
(Pois só me restam lágrimas, clamores),
Suspende os teus horrísonos furores,
O corisco, o trovão, que a tudo aterra:

Nos subterrâneos cárceres encerra
Os procelosos monstros berradores,
Que, enchendo os ares de infernais vapores,
Parece que entre si travaram guerra.


Para nós, compassivo os olhos lança,
Perdoa ao fraco lenho, atende ao pranto
Dos tristes, que em ti põem sua esperança!

Às densas trevas despedaça o manto,
Faze, em sinal de próxima bonança,
brilhar no etéreo tope o lume santo.»




E Afonso Lopes Vieira, numa paráfrase a um relato da «História Trágico-Marítima», faz uma chamada ao passado esquecido e lamenta o esmorecimento do culto a S. Pero Gonçalves:

«Por te enramarem coentros,
Entre bailes e folias,
Tu às hortas de Enxobregas,
São Frei Pero, de antes ias.

Assim nos guies e salves,
Senhor São Pero Gonçalves!

Pelas outavas da Páscoa
Era o teu dia marcado ;
Vinhas então de Enxobregas
De coentros enramado.

Assim nos guies e salves,
Senhor São Pero Gonçalves!



Bailando por São Frei Pero,
Não havia homem do mar
Que não tecesse capela
Para ao redor a levar.

Assim nos guies e salves,
Senhor São Pero Gonçalves!

Que tamanha devoção!
Mas São Pero, no mar
Acendia a luz nos mastros
Para a tormenta amainar.

Assim nos guies e salves,
Senhor São Pero Gonçalves!

Quando se lá acendia,
Essa benta luz de encanto,
Todos no convés em grita:
— Salva, salva, oh Corpo Santo!

Assim nos guies e salves,
Senhor São Pero Gonçalves!

Mas São Frei Pedro, esquecido,
Já não vai às hortas, não;
Não tem bailes nem folias,
No mar não tem devoção.

Assim nos guies e salves,
Senhor São Pero Gonçalves!

Por isso as naus se desgarram,
Santo nome de Jesus!
Salva, salva, oh Corpo Santo,
Acende ao alto a tua luz!

Assim nos guies e salves,
Senhor São Pero Gonçalves!»


As referências literárias e populares são muitas e inequívocas, tais como o são muitos relatos de viagem. Os relatos referem-se a um fenómeno atmosférico verdadeiro, hoje chamado fogo-de-santelmo. Um fenómeno de tal forma integrado na história e literatura portuguesa que nesta se encontram muitas das descrições históricas que contribuíram para o seu conhecimento científico.


Fonte:http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e39.html

Relembre as armas utilizadas na Primeira Guerra Mundial

guerra

Frida Kahlo

Por Caroline Faria


Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que refletidos em sua obra a tornaram uma das maiores pintoras do século.


Nascida em 6 de julho de 1907 em Coyoacan, México, filha do famoso fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, mestiça, Frida sempre foi apaixonada pela cultura de seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Fato que ela sempre fazia questão de demonstrar em sua maneira de se vestir e em seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.

Em seu diário, publicado em 1995 e traduzido para diversas línguas, e em sua autobiografia publicada em 1953, Frida deixou registradas suas dores e sobretudo suas frustrações pela infidelidade do marido, por quem era extremamente apaixonada, e pela impossibilidade de ter filhos. Toda sua obra, constituída majoritariamente por auto-retratos reflete essa condição.

Sua primeira tragédia acontece quando ela tinha seis anos e uma poliomelite a deixou de cama por vários dias. Como seqüela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mas o fato trágico que mudaria sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos.

Frida na época estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de setembro de 1925, na volta para casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de ônibus que a deixou a beira da morte. Transpassada por uma barra de ferro pelo abdômen e sofrendo múltiplas fraturas, inclusive na coluna vertebral Frida levou vários meses para se recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente pelo resto de sua vida chegando a relatar : “E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”

Foi durante o período em que esteve se recuperando que surgiu a pintora. Sua mãe colocou um espelho sobre sua cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre sua obstinação em pintar auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.

Dois anos depois do acidente Frida leva três de seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que ela conhecera quando freqüentava a Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista.

Em 21 de agosto de 1929 eles se casam, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre seu primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido a seu estado de saúde delicado. Sobre essa dor ela confessou: “Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas que teriam preenchido minha vida pavorosa”.
No mesmo ano, já tendo recuperado sua mobilidade, porém com limitações e tendo que usar freqüentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego em suas viagens aos EUA revelando seu talento para o resto do mundo e encantando a todos com seu jeito irreverente e único.

Em 1932 ela sofre seu segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e sua mãe morre de câncer no dia 15 de setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com sua irmã mais nova Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera se separam e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com tem um caso, mas logo ela e Rivera se reconciliam e voltam a morar juntos no México.

Em 1936 novas cirurgias no pé além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade. Apesar de tudo, em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia em sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotski foi seu mais famoso caso de amor.

Em 1938, Fria Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta por sua obra e lhe apresenta Julian Levy, colecionador e dono de uma galeria em Nova York, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939.

A exposição foi sucesso absoluto e ela logo estava realizando exposições em Paris onde conheceu grandes artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes de sua morte, que ela consegue realizar uma exposição de suas obras na Cidade do México.

Ainda em 1939 Frida e Diego se separam novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a se casar em 8 de dezembro do ano seguinte.

Em 1941 morre Guillermo Kahlo e ela e Diego mudam-se para a “Casa Azul”, hoje um museu em sua homenagem. Em 1942 ela começa a escrever seu famoso diário onde escreve sobre todas as suas dores e pensamentos em um emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.

De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”, mas sua saúde cada vez pior a obriga a lecionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prêmio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período ela também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas.

Em agosto de 1953 ela tem sua perna amputada na altura do joelho devido a uma gangrena. Sobre mais esse duro golpe Frida escreve em seu diário:


''Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida. Vou esperar mais um pouco...''.

No mesmo diário ela também desenhara uma coluna cercada por espinhos com a legenda: “Pés, para que os quero se tenho asas para voar.” Revelando a ambiguidade de seus sentimentos com relação a todo seu sofrimento.

A idéia da morte parecia algo tranqüilizador para Frida que tivera uma vida tão conturbada e freqüentemente ela se refere a isso em seu diário e em sua autobiografia, porém mais do que nunca ela tenta se agarrar a vida, pois como ela dizia: “...a tragédia é o mais ridículo que há...” e “...nada vale mais do que a risada...” .

Mas sua condição delicada não a impediu de participar, mesmo em uma cadeira de rodas de uma manifestação contra a intervenção norte-americana na Guatemala em 1954.

Na noite de 13 de julho daquele mesmo ano Frida Kahlo é encontrada morte em seu leito. A versão oficial divulgou que ela teve morte por embolia pulmonar, mas suas últimas palavras em seu diário foram: “Espero a partida com alegria...e espero nunca mais voltar...Frida.”.

Para saber mais:
Em 2002 foi lançado o filme "Frida" com a atriz Salma Hayeck no papel da personagem principal e Alfred Molina no papel de diego Rivera. A direção é de Julie Taymor e o filme recebeu dois Oscar por melhor maquiagem e trilha sonora.

Fontes
http://fkahlo.com/#
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT512470-1661,00.html
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT512361-1661,00.html
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252007000400024&script=sci_arttext&tlng=pt
http://www.homines.com/arte_xx/crono_frida/index.htm

NZINGA, A RAINHA NEGRA QUE COMBATEU OS TRAFICANTES PORTUGUESES Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/nzinga-a-rainha-negra-contra-os-traficantes-portugueses

No século XVII, o lucrativo comércio de escravos praticado pelos portugueses sofreu um duro revés. A oposição mais forte que enfrentaram veio da rainha Nzinga, uma obstinada líder política e militar que, por quarenta anos, impediu que os portugueses penetrassem no continente africano. Conheça a história dessa mulher africana extraordinária. Seu nome é grafado de diferentes maneiras: Nzinga, Ginga, Jinga, Singa, Zhinga e outros nomes da família linguística Banto (ou Bantu). É também conhecida pelos nomes portugueses de Ana de Souza, rainha Dona Ana e pelas formas híbridas como rainha Ana Nzinga. Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji, nasceu em 1582, no Ndongo, filha do ngola com uma escrava ambundo. Ainda criança, começou a ser treinada para o combate e o uso de armas. Com oito anos de idade, acompanhou o séquito do pai, em uma batalha, como parte dos exercícios de guerra. Com a morte do pai, em 1617, seu irmão Mbandi tornou-se ngola ascendendo ao trono de Ndongo. Por essa época, os portugueses já estavam estabelecidos na ilha de Luanda onde fundaram a vila de São Paulo de Luanda, construíram igreja, casas e fortificações. Enfrentaram a resistência dos chefes angolanos e as doenças tropicais que impuseram pesadas perdas aos portugueses. Calcula-se que, entre 1575 e 1590, dos 1700 europeus falecidos em Angola, só 400 perderam a vida na guerra; os demais, quase 80%, morreram de maleita e outras febres. No lugar de prata, escravos O interesse inicial dos portugueses, em Angola, não era o tráfico de escravos mas as riquezas do país, suas jazidas de prata, cobre e sal. Além disso, o domínio de Angola abriria caminho para chegar, por terra, até as fabulosas minas de Monomotapa (atual Zimbábue). Acreditando que Angola seria um novo Peru, o rei de Portugal e Espanha (era o início da União Ibérica) enviou soldados, armas e canhões para derrotar os angolanos. Foram 24 anos de combates até os portugueses finalmente atingirem, em 1603, às supostas minas de prata de Cambambe, ao sul de Luanda. Mas o contentamento durou pouco: as amostras colhidas revelaram-se de chumbo. Não havia prata em Cambambe. Decepcionado, o rei Felipe III mandou suspender a conquista e limitar-se ao tráfico de escravos. O porto de Luanda tornou-se o local de embarque de milhares de escravos. Por volta de 1600, a média anual era de 5.600 escravos provindos de diversas partes da África e embarcados para a América. Em Luanda chegavam vinhos portugueses, artigos de ferro e latão, mantas do Alentejo, lãs e linhos de Flandres, contas de vidro de Veneza, algodão e musselina da Índia a ainda produtos brasileiros como a farinha de mandioca. Como moeda usam-se os panos fabricados no Congo que recebiam um carimbo com o emblema real e eram usados para a aquisição de escravos. Conforme relata Costa e Silva, esses tecidos, em geral, não eram usados como roupas; passavam de mão em mão até se desgastarem e puírem, perdendo progressivamente parte de seu valor. O comércio de escravos Os portugueses tinham pouco controle sobre a captura de escravos. A apreensão e o comércio em território de Angola eram fortemente centralizados pelo ngola Mbandi, o rei ambundo, irmão de Nzinga. Ele cobrava dos portugueses tributos e taxas e proibia-lhes o acesso ao interior do reino e a compra direta de escravos. As vendas de escravos eram fiscalizadas e só podiam ser feitas por lote, não permitindo ao traficante escolher as “peças” que lhe interessavam. O ngola mandava incluir, no lote, negros idosos, doentes ou com defeitos físicos de difícil colocação no mercado escravo de Luanda. Os que desrespeitavam as regras e os costumes locais eram punidos com o confisco da mercadoria, prisão, expulsão, açoites e até morte. As restrições ao livre trânsito dos mercadores e as sanções aplicadas pelo ngola aos infratores causaram indignação entre os portugueses de Luanda. Afinal, para eles, aquelas terras eram de Portugal. As tensões levaram a uma nova guerra contra o ngola Mbandi que, como ocorrera outras vezes, ficou inconclusa. Entra em cena a princesa Nzinga Em 1621, chegou a Luanda o novo governador português que se apressou a buscar a paz com o ngola Mbandi. Para negociá-la, o rei ambundo enviou a Luanda uma embaixadora – sua irmã Nzinga, então com 39 anos de idade. Neste encontro, ocorreu um episódio curioso que revela a altivez da princesa ambundu. Como o governador a recebeu sentado e não lhe ofereceu cadeira, Nzinga fez um sinal para uma de suas acompanhantes que se colocou de quatro no chão para a princesa sentar-se sobre ela. Ao sair, deixou a moça na sala, na mesma posição, como se fosse um banco. O governador avisou-a para levar a moça e Nzinga respondeu-lhe que não sentaria novamente naquele banco pois tinha muitos outros e não o queria mais. Nzinga sentou-se sobre sua acompanhante colocando-se em posição de igualdade com o governador português. Manuscrito de Cavazzi, missionário capuchinho, 1687 A princesa, inteligente e decidida, deixou claro que o rei ambundo não era e nem seria vassalo do rei ibérico. Estava ali como representante de um estado soberano e exigia tratamento de igual para igual. Para surpresa de todos, Nzinga falou em português fluente. Possivelmente aprendera a língua com alguns dos mercadores e missionários portugueses que haviam frequentado a corte de seu pai. Nzinga exigiu que os portugueses abandonassem suas instalações no continente, que entregassem os chefes africanos prisioneiros e ainda um lote de armas de fogo. Em sinal de sua intenção de celebrar o acordo de paz, Nzinga aceitou o batismo católico sob o nome português Ana de Souza. A conversão foi um jogo político do qual ela vai se valer em outros momentos para ganhar confiança e confundir os portugueses. A rainha Nzinga Vários meses se passaram desde o encontro em Luanda sem que os portugueses cumprissem sua parte no acordo. Não estavam dispostos a ceder em nada. Nzinga vai cobrar, pelas armas, o que fora prometido mas, dessa vez, como ngola, rainha de Ndongo. A ascensão de Nzinga ao trono, em 1623, é rodeada de mistérios. Alguns estudiosos afirmam que ela envenenou o irmão, outros dizem que o rei se suicidou por decisão dos grandes chefes. Há ainda a versão de que Nzinga, com a morte do irmão tornou-se regente do garoto escolhido como novo ngola, mas a criança pouco depois, morreu afogada no rio Cuanza. Começava a nascer uma “mitologia Nzinga”. Rainha enigmática, cujo nome causava terror entre os portugueses, ela deu origem a lendas e relatos contraditórios a seu respeito. Nzinga e seu séquito. Manuscrito de Cavazzi, missionário capuchinho, 1687. Desconhece-se sua imagem, não existem retratos da rainha elaborados no seu período de vida. Uma imagem de 1769, para a obra Zingha, reine d’Angola, de Jean-Louis Castilhon, mostra a rainha de perfil com um olhar recatado que nada corresponde ao perfil guerreiro dessa líder política africana. Usa coroa, colar, bracelete, broche e manta típicos da cultura europeia. O toque exótico e sensual fica por conta do seio à mostra, como era comum nas representações de africanas pelo traço europeu cristão. A imagem aproxima-se da descrição de Glasgow: Nzinga usando elementos da cultura europeia e africana em uma gravura do século XVIII. Vaidosa quanto às roupas e aparência, trazia na cabeça a coroa real, com joias de prata, pérolas e cobre a lhe adornarem os braços e as pernas. Lindos tecidos e roupas eram sua paixão especial e não perdia nenhuma oportunidade de adquirir novas roupas em estilo europeu dos mercadores portugueses. Às vezes ela trocava de traje várias vezes por dia, variando das modas africanas para as portuguesas e vice-versa, até no estilo do penteado. (…) Quando Nzinga recebia hóspedes estrangeiros, tanto ela quanto sua corte se adornavam com dispendiosos trajes e joias europeias e havia farto uso de baixelas de prata, cadeiras e tapetes. Saudava os hóspedes com o selo real de prata na mão e a coroa na cabeça, ocasionalmente até três vezes por semana. (Glasgow, p. 95-96) Costa e Silva apresenta outra descrição de Nzinga: “Ela recusava o título de rainha e fazia questão de ser chamada rei. Por isso que decidiu tornar-se socialmente homem e ter um harém, com os concubinos vestidos de mulher. Por isso que lutava como um soldado, à frente do exército. Na realidade, Jinga estava a criar a sua tradição, a sua legitimidade, os precedentes que permitiriam a suas netas e bisnetas ascenderem, sem contestação do sexo, ao poder.” (Costa e Silva, p.438) Nzinga com uma fisionomia bantu juvenil, segundo representação feita por Tim O’Brien, em 2000 Em obra recente, Nzingha: warrior queen of Matamba, de Patricia McKissack, publicado em 2000, o conceituado ilustrador Tim O’Brien, criou uma nova imagem da rainha ambundo dando-lhe uma fisionomia bantu juvenil. Ela usa bracelete e colar típicos da realeza bantu, um cordão de zimbos ou búzios, uma concha utilizada como moeda nos reinos do Congo, Ndongo e em sociedades tradicionais de Angola. O vestido colante com grafismos em zig-zag, motivo recorrente na cultura material da África subsaariana, e o arco e flechas compõem o retrato guerreiro e africano de Nzinga. O filme Njinga, rainha de Angola, de 2012 (mostrado no Brasil em 2014) construiu outra imagem da rainha. Para representa-la, foi escolhida Lesliana Pereira, miss Angola 2008. A beleza da atriz reforçada por trajes sensuais em cenas de combate aproxima a rainha à imagem de uma super-heroína africana. Nzinga reinou absoluta durante quarenta anos sobre Ndongo (1623 a 1663) e, a partir de 1630, também sobre Matamba. Para enfrentar os portugueses, aliou-se aos ferozes jagas e desposou um chefe deles. Veja o trailer do filme Njinga, rainha de Angola, direção de Sérgio Graciano, 2012 Continua na parte 2: Nzinga abre guerra contra os portugueses. Vocabulário Ambundo ou Mbundu: maior grupo étnico de Angola, falante do quimbundo, língua que muito contribuiu na formação do léxico do português falado no Brasil. Ndongo ou Dongo: reino ambundo da Angola pré-colonial, limitado ao norte pelo Reino do Congo, a leste por Matamba, a oeste pelo Oceano Atlântico e ao sul pelos Estados ovimbundos. Ngola ou angola: importante título nobiliárquico e guerreiro dos ambundos na Angola pré-colonial, equivalente a rei. O termo acabou batizando o nome atual do país. Fonte COSTA E SILVA, Alberto. A manilha e o libambo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. GLASGOW, Roy. Nzinga. São Paulo: Perspectiva, 1982. PACAVIRA, Manuel Pedro. Nzinga Mbandi. Cuba: União dos Escritores Angolanos, 1985.

Depois de 24 anos lutando contra grupos africanos hostis e sem encontrar as supostas minas de prata de Angola, os portugueses decidiram se concentrar no tráfico de escravos. Mas eles não imaginavam que enfrentariam um problema ainda maior chamado Nzinga, rainha de Ndongo e Matamba. Em 1623, Nzinga Mbandi tornava-se rainha do Ndongo decidida a combater os portugueses, sediados em Luanda, por não terem cumprido sua parte no acordo firmado. Para enfrentá-los, aliou-se aos ferozes jagas e desposou um chefe deles. Os Jagas A origem dos jagas é obscura. Grupo guerreiro itinerante, os jagas penetraram no Ndongo Ocidental onde se misturaram aos habitantes locais e foram chamados de imbangalas. Usavam a tática de guerrilhas: ataques de surpresa com recuos estratégicos que fustigavam e cansavam as forças coloniais. Assim os descreve Glasgow: “Os Jagas eram imponentemente altos e atacavam seus inimigos com facas, lanças, arcos e flechas, azagaias e escudos. Eram táticos militares cujo artifício operacional era a surpresa. As mulheres Jagas não criavam seus filhos, mas os abandonavam nos bosques, adotando no lugar deles adolescentes capturados na guerra. Estes alcançavam a liberdade e a virilidade, trazendo a cabeça de um inimigo a seu general. (Glasgow, p. 37). Os jagas, ilustração do século XVIII. Organizavam-se em kilombo (ou quilombo), acampamento militar quase sempre montado perto de um precipício. Em formato circulado, o kilombo era cercado por fortes estacas, cada uma delas vigiada por um guerreiro. Internamente, o kilombo dividia-se em blocos separados entre si por grades e cancelas. O chefe e seus guardas residiam no círculo mais interno. Quando criança e jovem, Nzinga viveu em um kilombo participando dos exercícios militares como luta corpo a corpo, treinando a rapidez no ataque e a destreza no arremesso de armas. Aprendeu a usar a mbila, um tipo de faca afiada com a ponta envenenada, e o machado em forma de meia-lua que podia, de um só golpe, abrir o tórax do inimigo. Nzinga adotou para si e seus exércitos as técnicas de combate, de recrutamento e de acampamento militar dos jagas. Para ter o controle de toda região e dos passos de outros chefes locais, espalhou espiões por toda parte. Nada lhe passava despercebido. Manteve o espírito de união e lealdade entre seus guerreiros premiando os atos de bravura e punindo os covardes – igualados a traidores – com a pena de morte. À véspera dos combates, Nzinga participava da cerimônia dos jagas de sacrifício humano e antropofagia. Apesar dos ambundos (grupo étnico de Nzinga) terem aversão a esse costume, a rainha tinha consciência da eficácia desse ritual para forjar a unidade de suas forças. A desorganização do tráfico de escravos Território ocupado pelos portugueses (rosa) e o reino de Nzinga (amarelo). Para fragilizar os portugueses, Nzinga convenceu a população negra de Luanda, escravos e africanos livres, a abandonar a cidade em troca de proteção e asilo. Nzinga apelava: “É melhor para os africanos serem donos de seu solo do que cativos dos portugueses”. De um momento para outro, os portugueses se viram sem boa parte da mão de obra e dos soldados com que contavam. Nzinga mandou fechar os entrepostos comerciais que forneciam escravos aos portugueses e libertou muitos escravos e mulatos que estavam sob o controle europeu oferecendo-lhes terras para se estabelecerem permanentemente. Acampamentos inteiros de escravos começaram a escapar do controle português. A situação ficou insustentável para os portugueses pois interrompia o comércio de escravos cessando seus lucros. Foram enviados embaixadores e padres a Nzinga para negociar a paz e a normalização do comércio. Em um deles, o governador português manifestou seu desejo de amizade com a rainha e que estava disposto a entregar-lhe suas possessões se ela se dispusesse a avassalar-se ao rei de Portugal. Esse último ítem enfureceu Nzinga, pois fora justamente a condição que rejeitara em Luanda, como afrontosa a um príncipe soberano. Além disso, a rainha não abria mão de um ponto: os portugueses tinham que sair da fortaleza de Ambaca (ou Mbaka), construída em terras dos ambundos. Era, ainda, mesma exigência feita no acordo firmado em 1621-1622 e não cumprido pelos portugueses. Nzinga e o tráfico Os relatos desses encontros e as cartas enviadas por Nzinga a autoridades portuguesas revelam a posição ambígua da rainha quanto à escravização dos africanos. Ela estava interessada num tráfico pacífico com os portugueses, desde que esses aceitassem suas condições. O tráfico significava riqueza material, armas e munição importantes para manter seu prestígio e poder. Esclarece a respeito, Glasgow: “A posição da rainha Nzinga perante a escravidão era do ponto de vista político ambivalente, pois às vezes ela participava do tráfico e outras vezes fechava tais mercados. Não se deve esquecer, todavia, que o estabelecimento do tráfico com seus vínculos externos levou ao desenvolvimento de uma posterior superioridade comercial e política (e às vezes militar) dos reinos africanos, sobretudo Matamba, Kasanje e Luanda. Seu desenvolvimento como poderosos Estados comerciais fomentou o crescimento de complexas instituições africanas, que obtiveram o controle e virtual monopólio da aquisição e a distribuição de escravos e de artigos de comércio. Embora muitos chefes aquiescessem com o tráfico, outros tiveram pouca alternativa, visto que, ou concordavam ou eram eliminados.” (Glasgow, p. 57). A partir de 1630, quando Nzinga tomou Matamba e tornou-se sua rainha, ela impôs mudanças nas rotas do tráfico de escravos forçando a livre passagem para chegar até o litoral onde estavam os barcos dos holandeses. À essa época, os holandeses, senhores do Nordeste açucareiro do Brasil, já rondavam Luanda para traficar escravos para Recife. Enquanto negociava com os holandeses, a rainha mandava guerreiros jagas assaltarem os caminhos usados pelos portugueses para conduzir seus escravos. Conforme afirma Costa e Silva: “As tropas da rainha passaram a aterrorizar as caravanas dos pombeiros que percorriam esse trajeto e a prear escravos por toda a redondeza. Em pouco tempo, Jinga concentrou em suas mãos a escravaria que se produzia no amplo espaço que ia desde o norte do Matamba até o alto [do rio] Cuanza e se tornou a mais importante vendedora de escravos da região. E também a maior detentora de escravaria, reforçando com ela os seus exércitos, pois, ao que parece, ela e seus chefes guardavam para eles muito mais cativos do que vendiam. Foi assim que se criou […], com descendentes de gente desenraizada e de escravos, um novo povo, que seria conhecido, no século XVIII, como jingas.” (Costa e Silva, p. 442) A guerra contra os portugueses A guerra teve início em 1624 com o ataque noturno das tropas de Nzinga contra uma fortificação portuguesa que foi incendiada assim como vários barcos, suprimentos e víveres. Tomados de pânico, muitos soldados portugueses se afogaram. Outros foram feitos prisioneiros e levados por Nzinga. A partir de então, seguiu-se um longo período de confrontos armados, com vitórias e derrotas para ambos os lados, de recuos e alianças frágeis com chefes locais. Uma epidemia de varíola fez numerosas vítimas em ambos adversários e forçou interrupção dos combates. Os esforços de Nzinga para subtrair dos portugueses apoio de aliados africanos deram resultado: os lusitanos sequer tinham carregadores disponíveis para o transporte de bagagem. Chefes africanos que forneciam soldados às forças portuguesas eram implacavelmente perseguidos e assassinados. No alto das pedras de Pongo Andongo, Nzinga montou seu acampamento militar. Em fins de 1629, em um ataque vitorioso, os portugueses capturaram as irmãs de Nzinga, mas a rainha, mais uma vez, escapou com seus guerreiros. Montou acampamento à beira de uma profunda e difícil garganta onde Nzinga mandou colocar cordas sobre os declives escarpados para facilitar uma fuga de emergência. A entrada no acampamento fazia-se por uma ponte provisória que permitia a passagem de uma pessoa por vez. As irmãs de Nzinga foram levadas à Luanda e escoltadas até a casa do governador onde foram tratadas com todas as honras de sua posição real. Elas seriam usadas, por muitas vezes, para tentar extorquir concessões de Nzinga. A rainha não se deixou submeter, passou a recrutar mais homens para seu exército ao mesmo tempo que mantinha contatos diplomáticos com os portugueses pedindo a devolução das irmãs. Em 1641, Luanda caiu sob domínio dos holandeses que tomaram a ilha com numerosos homens: 3000 soldados, 900 marinheiros e 300 índios Tapuias do Brasil. Os portugueses, incapazes de deter os invasores, retiraram-se para a fortaleza de Massangano. Nzinga costurou uma aliança entre holandeses, congoleses e ambundos com o compromisso de empreender uma investida conjunta para exterminar os portugueses fortemente entrincheirados em Massangano. A rainha preparou-se para o combate em meio a um ensurdecedor bater de tambores de todas as direções. Foi uma batalha sangrenta onde morreram cerca de 2000 africanos. Apesar de derrotada, Nzinga mais uma vez conseguiu escapar. Suas fugas e aparente invulnerabilidade alimentavam a crença, entre os ambundos, que a rainha era imortal. Ainda rija e ativa aos 65 anos de idade, Nzinga causava terror entre portugueses e grupos africanos. Os jagas e Palmares Os combates terminavam sempre com prisioneiros africanos capturados por ambos os lados. Muitos dos cativos acabavam sendo enviados como escravos para o Brasil, especialmente para as lavouras canavieiras. A respeito disso, Glasgow levanta uma hipótese instigante: “Sabendo que muitos dos Bantos eram embarcados para Pernambuco durante o início do século XVII, parece ser razoável supor que muitos deles pudessem ter sido aliados ou partidários de Nzinga, ou que, esporadicamente tivessem ouvido falar de sua fama. Se tal fosse o caso, isso nos forneceria uma importante explicação para a persistência da imagem de Nzinga no Nordeste do Brasil e, possivelmente, para parte da resistência afro-brasileira em certas regiões.” (Glasgow, p. 141) Pode-se supor que entre os escravizados estavam guerreiros Jagas que tão logo chegavam a Pernambuco fugiam e se organizavam em quilombos reproduzindo seus ataques de guerrilha. Glasgow lembra que Palmares seguia a mesma estrutura dos quilombos Jagas inclusive a construção junto a escarpas e penhascos íngremes. Câmara Cascudo declara que “os escravos angolanos trouxeram consigo a odisseia guerreira da rainha negra de Matamba” (Cascudo, p. 32). Palmares resistiu por décadas às investidas dos portugueses, só sendo destruído em 1694. Nova etapa de negociações Ruínas de Massangano, local de muitos combates entre portugueses e as tropas de Nzinga. Massangano foi uma derrota militar e psicológica para Nzinga. Pouco depois, os holandeses foram expulsos de Angola (1648-1649) e a rainha perdeu aliados e armas de fogo. Mesmo não subjugada e mantendo a luta contra os portugueses, Nzinga tratou de flexibilizar seus métodos. Retornaram os encontros com mensageiros diplomáticos de ambos os lados. Interessava a Nzinga manter a soberania sobre Ndongo e Matamba e recuperar a irmã mais nova (ainda refém, enquanto a mais velha havia sido morta pelos portugueses). Os portugueses precisavam do auxílio da rainha para ter acesso aos mercados internos de escravos. Finalmente, em 1656 foi firmado o acordo de paz. A irmã de Nzinga foi devolvida contra o pagamento de 130 escravos. A rainha voltava à fé cristã e seria rebatizada. Os portugueses retiraram suas forças, inclusive de Ambaca devolvendo à rainha os territórios ocupados no Ndongo. Em troca, teriam o direito de comerciar livremente em seus domínios. E, o mais importante e ponto de honra de Nzinga: ela não pagaria qualquer tributo à Portugal e não seria colocada na condição de vassala. Sua soberania sobre Ndongo e Matamba estava garantida. Ao firmar-se o acordo, a rainha estava com 74 anos de idade. Mais sete e faleceria. Foi enterrada como Dona Ana, conforme os costumes cristãos, mas também como Nzinga, seguindo os ritos ambundos. Até na morte, a rainha negociou com o Deus cristão e os deuses africanos. Lembranças de Nzinga O vai e vem constante dos ataques, as batalhas inconclusas e os acordos feitos e desfeitos por Nzinga acabaram por associar seu nome à ideia de esperteza, agilidade, uma forma de enganar o adversário ou de aproveitar sua hesitação. Não por acaso, originou o termo “ginga” que, na capoeira, denomina o balanço do capoeirista que luta como se fosse uma dança. Ginga é, também, o nome do passe do jogador de futebol, do meneio de corpo do sambista e do rebolado da mulher. A lembrança de Nzinga está viva, também, em festas populares do Brasil, como as congadas. No século XIX, nas festividades da irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, os escravos escolhiam um Rei do Congo e uma Rainha Jinga ou Ginga. Em Angola, ela é heroína nacional e sua memória continua viva e venerada pelos angolanos. Vocabulário Ambundo ou Mbundu: maior grupo étnico de Angola, falante do quimbundo, língua que muito contribuiu na formação do léxico do português falado no Brasil. Jagas ou imbangalas: grupo multiétnico de guerreiros, itinerantes e belicosos, que, durante o século XVII, levaram ao terror o Reino do Congo, Ndongo, Matamba e outros Estados vizinhos com ataques de guerrilha para capturar escravos. Matamba: reino da Angola pré-colonial, século XVII, celebrizado pela resistência da rainha Nzinga e que se constituiu num dos maiores mercados de escravos de toda África. Ndongo ou Dongo: reino ambundo da Angola pré-colonial, limitado ao norte pelo Reino do Congo, a leste por Matamba, a oeste pelo Oceano Atlântico e ao sul pelos Estados ovimbundos. Fonte COSTA E SILVA, Alberto. A manilha e o libambo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. GLASGOW, Roy. Nzinga. São Paulo: Perspectiva, 1982. PACAVIRA, Manuel Pedro. Nzinga Mbandi. Cuba: União dos Escritores Angolanos, 1985. CASCUDO, Luís da Câmara. Made in Africa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/nzinga-guerra-portugueses/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues

9.4.17

6 histórias reais da tragédia titânica como dito por seus sobreviventes



"Naufrágio do Titanic" - gravura por Willy Stöwer, 1912.

Mais de cem anos após o RMS Titanic ter atingido seu final fatal, a história do trágico naufrágio continua a fascinar pessoas em todo o mundo. De mais de 2.200 pessoas a bordo, aproximadamente 700 viveram para contar sobre isso. Embora muitos sobreviventes e seus familiares tenham desaparecido na obscuridade ou hesitassem em falar sobre o que passaram, outros estavam dispostos a compartilhar suas experiências durante o naufrágio e suas conseqüências. Estas são algumas de suas histórias.



1. Elizabeth Shutes



Elizabeth Shutes serviu como uma instrutora familiar a bordo do Titanic e tinha 40 anos na época; Ela estava entre os passageiros rapidamente encomendado para o Sun Deck após o navio atingiu um iceberg. Mais tarde, ela descreveu a cena caótica no barco salva-vidas, pouco antes de serem resgatados por Carpathia: "Nossos homens não sabiam nada sobre a posição das estrelas, dificilmente como se juntar. Dois remos foram logo ao mar. Em ... Então, através da água varreu aquele lamento terrível, o grito daqueles que afogam as pessoas.Em meus ouvidos eu ouvi: "Ela se foi, rapazes, linha como o inferno ou vamos obter o diabo de um swell." Shutes estava entre aqueles que refletiam sobre "luxos desnecessários" a bordo do Titanic, que tinha sido priorizado sobre botes salva-vidas e outras características de segurança.


2. Laura Mabel Francatelli



Os sobreviventes Titantic recolhidos acima pelo Carpathia, including Laura Francatelli (segunda direita).

Laura Mabel Francatelli, uma secretária de Londres de 30 anos, refletiu mais tarde sobre a dramática chegada de Carpathia: "Oh ao amanhecer, quando vimos as luzes daquele navio, a cerca de 4 milhas de distância, remamos como loucos e passamos icebergs como Montanhas, por volta das seis e meia, o querido Carpathia nos pegou, o nosso pequeno barco era como uma mancha contra aquele gigante ... Então veio o meu momento mais fraco, eles abaixaram um balanço de corda, que era estranho sentar-se, Então, eles me puxaram para cima, ao lado do barco Você pode imaginar, balançando no ar sobre o mar, eu simplesmente fechei os olhos e me apertei com força dizendo: "Estou seguro?" Finalmente senti um forte braço me puxando para o barco ... "


3. Charlotte Collyer



Passageiros com a sorte de terem sido apanhados por Carpathia chegaram a Nova York dias depois e começaram uma busca frenética por seus entes queridos, desesperadamente esperando que eles também tivessem sido salvos. Collyer, uma passageira de segunda classe que tinha 31 anos, descreveu mais tarde sua busca em pânico por seu marido: "Não havia quase ninguém que não tivesse sido separado de marido, filho ou amigo. Tinha um marido para procurar, um marido que, na grandeza da minha fé, eu acreditava que seria encontrado em um dos barcos. Ele não estava lá. "


4. Lawrence Beesley



Lawrence Beesley e um colega de passageiros no ginásio do Titanic.

Lawrence Beesley, um jovem viúvo e professor de ciência em Londres, deixou seu filho menor em casa para embarcar no Titanic, na esperança de visitar seu irmão em Toronto. À esquerda é uma foto de. Apenas nove semanas após a tragédia, Beesley publicou o famoso livro de memórias The Loss of the SS Titanic . O livro continha recomendações severas para evitar mais tragédias. Ele também tinha uma poderosa razão para ser cético em relação a certas superstições: "Nunca mais direi que 13 é um número azarado. Barco 13 é o melhor amigo que já tivemos".


5. Florence Ismay, esposa de J. Bruce Ismay, presidente da White Star Line



Florença Ismay em sua foto do casamento.

White Star Presidente Bruce Ismay embarcou um barco salva-vidas para a segurança e foi criticado por muitos por suas decisões sobre Titanic. Uma carta de sua esposa, Florença, revela o alívio que sentiu ao perceber que ele havia sobrevivido ao desastre: "... Há apenas uma semana, hoje, eu vi aquele magnífico navio navegar tão orgulhosamente. Perigo como eu desejava sua Velocidade ... Eu sei tão bem que amargura de espírito você deve estar sentindo pela perda de tantas vidas preciosas e do navio em si que você amou como uma coisa viva Nós dois foram poupados um para o outro, Vamos tentar fazer nossas vidas de uso no mundo. "


6. Eva Hart



Eva é retratada de pé no cais em Nova York após o desastre.

Eva Hart tinha sete anos na época do desastre do Titanic. Um passageiro de segunda classe com seus pais, Eva perdeu seu pai na tragédia. Ela passou a viver uma vida vibrante, e falou freqüentemente sobre o naufrágio do Titanic e sua abordagem à vida. "As pessoas que conheço parecem sempre surpresas que não hesito em viajar de trem, carro, avião ou navio quando necessário.É quase como se esperassem que eu estivesse tremendo permanentemente em meus sapatos com o pensamento de uma viagem. Como que eu teria morrido de susto há muitos anos - a vida tem de ser vivida, independentemente dos possíveis perigos e tragédias à espreita da esquina. "

(Via Biography.com )

24 Mulheres que revolucionaram o mundo com suas invenções



Hedy Lamarr – Tecnologia sem fio (conexão wireless)

Além de atriz de Hollywood, famosa pelo longa “Ecstasy” (1933), a austríaca naturalizada norte-americana Hedy Lamarr foi a inventora de uma tecnologia que permitia controlar torpedos à distância, durante a Segunda Guerra Mundial, alterando rapidamente os canais de frequência de rádio para que não fossem interceptados pelo inimigo. Esse conceito de transmissão acabou, mais tarde, permitindo o desenvolvimento de tecnologias como o Wi-Fi e o Bluetooth. Veja a patente original.




Katharine Burr Blodgett – vidro invisível

O clássico do cinema “E o Vento Levou”, de 1939, levou 10 prêmios Oscar, incluindo o de Melhor Fotografia, já que as imagens, à época, eram consideradas impecáveis. O filme foi o primeiro a utilizar em suas câmeras o “vidro invisível”, criado pela física americana Katharine Blodgett. Sendo a primeira mulher a obter um Ph.D em física pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, Blodgett inventou um vidro extremamente fino e com baixíssimos níveis de reflexo e distorção. Com isso, acabou revolucionando as tecnologias de câmera e melhorando significativamente aparelhos como projetores, periscópios submarinos, microscópios, telescópios, entre outros. Veja a patente original.



Marie Van Brittan Brown – sistema de monitoramento doméstico

Natural do bairro do Queens, em Nova York, a inventora afroamericana obteve, em 1969, a patente para o primeiro sistema de vigilância por vídeo para uso doméstico. O sistema funcionava com uma câmera que podia ser remotamente controlada e movida por quatro buracos diferentes, transmitindo as imagens para um monitor dentro de casa. A invenção foi a “mãe” dos sistemas modernos de vigilância doméstica, e a patente também está disponível para consulta. Veja a patente original.



Grace Hopper – compilador

Com Ph.D em matemática pela Universidade Yale, a americana Grace Hopper se voluntariou para Marinha americana durante a Segunda Guerra Mundial, onde trabalhou com programação do computador Mark I. Apelidada de “Amazing Grace”, Hopper foi responsável por inventar o primeiro compilador para linguagens de programação (ferramenta que transforma o código-fonte em uma linguagem), levando à criação do COBOL (Linguagem Comum Orientada para os Negócios, em inglês), a primeira linguagem de programação voltada ao uso comercial. Grace também cunhou o termo “bug” para descrever um problema no sistema de um computador, devido a uma mariposa encontrada dentro da máquina.





Marion Donovan – fraldas descartáveis

Com dezenas de patentes registradas, a americana foi a responsável pela criação da primeira fralda descartável à prova de líquidos, o que facilitou a vida dos pais que sofriam ao trocar e lavar fraldas de pano. A ideia surgiu ao costurar uma cortina de chuveiro à fralda, o que evitava que a roupa do bebê e o berço ficassem molhados. Além disso, Donavan também foi responsável por substituir os alfinetes (perigosos para as crianças) por lacres de plástico nas fraldas. Veja a patente original.



Stephanie Kwolek – kevlar

Filha de imigrantes poloneses, a química americana Stephanie Kwolek foi responsável por criar uma família de fibras sintéticas ultrarresistentes, mas que também eram bastante maleáveis. A tecnologia, batizada de “Kevlar”, foi aplicada a em aviões, pneus, barcos e até raquetes de tênis, no entanto, ficou mais conhecida pelo uso em coletes à prova de balas. Mesmo assim, Kwolek nunca lucrou com suas patentes, já que, à época, elas foram cedidas à empresa na qual a inventora trabalhava. Veja a patente original.



Mary Anderson – limpador de para-brisa

Dirigir em dias de chuva ou neve só se tornou algo um pouco mais tranquilo depois da invenção do primeiro sistema automático para limpar o para-brisa do carro. A invenção da americana foi registrada em 1903, e permitia que o vidro fosse limpo pelas lâminas, que eram ativadas por dentro do veículo. Veja a patente original.



Letitia Mumford Geer – seringa

Em 2 de abril de 1899, a americana Letitia Geer registrou a patente da primeira seringa para aplicação de substâncias por meio de um pistão, e que podia ser utilizada com apenas uma mão pelo médico. O conceito inventado por Geer facilitou bastante a vida dos profissionais de saúde, e as seringas modernas são inspiradas pelo modelo apresentado pela inventora. O documento que mostra a patente original, registrada no fim do século 19, está disponível online. Veja a patente original.



Amalie Auguste Melitta Bentz – filtro de café

Nascida na cidade de Dresden, na Alemanha, Melitta Bentz criou o primeiro filtro de café, já que coadores de pano, feitos de linho, eram bastante difíceis de serem limpos. Após fazer diversos experimentos, Amalie usou um papel filtrante colocado dentro de um recipiente de latão, que tinha um furo na parte inferior. Com o café feito mais rápido e sem resíduos do pó, a alemã foi a primeira a produzir o filtro de papel em série, obtendo a patente da invenção em junho de 1908.



Tabitha Babbitt – serra circular

Nascida em 1779 na cidade de Hardwick, Massachusetts (EUA), Babbitt é creditada por inventar a primeira serra circular, que permitia cortar madeira muito mais rápido do que o método tradicional, utilizando uma máquina movida à água de um moinho para criar o movimento. A invenção, de 1813, não foi patenteada pela americana, e acabou sendo registrada três anos depois por dois franceses que tiveram acesso aos documentos.



Maria Beasely – bote salva-vidas

Um dia, em 1882, Maria Beasely olhou para o mar e decidiu que não queria mais ver ninguém morrer em desastres marítimos. A partir desse pensamento ela inventou o bote salva-vidas. Beasely também inventou uma máquina de fazer de barris, o que a fez extremamente rica.





Florence Parpart – geladeira moderna

Florence Parpart inventou a geladeira elétrica moderna em 1914. Em 1900, Parpart também recebeu uma patente para uma aprimorada máquina de limpeza de ruas, que foi comercializada em algumas cidades americanas.



Dr. Shirley Jackson – Invenções nas telecomunicações

A física teórico Dr. Shirley Jackson foi a primeira mulher negra a receber um Ph.D. do MIT, em 1973. Enquanto trabalhava na Bell Laboratories, suas invenções de telecomunicações incluem o fax portátil, tons de telefone, células solares, cabos de fibra óptica, bem como a tecnologia por trás do identificador de chamadas e chamada em espera.



Gertrude Bell Elion – Primeiros remédios contra AIDS, Leucemia e Herpes

A americana Gertrude Bell Elion criou medicações para suavizar sintomas de doenças como Aids, leucemia e herpes, usando métodos inovadores de pesquisa – seus remédios matavam ou inibiam a produção de patógenos, sem causar danos às células contaminadas. Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1988.



A cerveja

Quem diria! A bebida favorita dos homens foi inventada por uma mulher! Segundo o historiador Beer Jane Peyton, as mulheres da Mesopotâmia antiga foram as primeiras a desenvolver, vender e até mesmo beber cerveja. Embora possa ser difícil de definir exatamente quem, é seguro afirmar que as mulheres de lá fabricavam cerveja. Então, da próxima vez que você levantar um copo, faça um brinde a Ninkasi, a deusa suméria da fabricação de cerveja!



Hypatia de Alexandria – Hidrômetro

Hypatia de Alexandria, uma das figuras mais respeitadas em segmentos como a matemática, astronomia e filosofia, inventou o hidrômetro, por volta do ano 400 D.C, sendo um instrumento que mensura o volume de água e que até os dias atuais ainda é utilizado.



Mary Phelp Jacob – Sutiã

Usando dois lenços de seda e uma fita, no ano de 1913 Mary Phelp Jacob inventou o sutiã, ao perceber que os espartilhos, única peça debaixo superior das mulheres da época, eram meio desconfortáveis. Mary melhorou a comodidade na vida de várias mulheres.



Margaret Knight – Sacola de papel

Margaret Knight recebeu sua patente para uma máquina que poderia produzir sacos quadrados de fundo em 1871, depois de uma longa batalha legal com um maquinista companheiro, Charles Anan, que tentou roubar seu trabalho, argumentando que uma invenção tão brilhante não poderia ter sido inventado por uma menina. Este senhor foi felizmente esquecido pela história. Além disso, quando Knight tinha 12 anos de idade, ela inventou um dispositivo de segurança para fábricas de algodão que é usado ainda hoje.



Dra. Maria Telkes – Energia solar residencial

A física e energia solar pioneira Dra. Maria Telkes uniu-se com uma senhora igualmente foda, a arquiteta Eleanor Raymond, para construir a primeira casa totalmente aquecida por energia solar em 1947



Nancy Johnson – A máquina de sorvete

Nancy Johnson inventou o freezer de sorvete, em 1843, o patenteamento de um projeto que ainda é usado até os dias atuais, mesmo após o advento da fabricantes de sorvete elétrica. Obrigado, Nancy Johnson. Obrigado.



Anna Connelly – A Escada de incêndio

Este dispositivo, de modo vital tanto para a segurança pública e os hábitos tabágicos dos hipsters urbanos, foi inventado em 1887 por Anna Connelly



Josephine Cochran – Lava-Louças

No ano de 1886, a milionária socialite norte americana Josephine Cochran, cansada de ao realizar seus luxuosos jantares, ter que deixar as criadas se preocupando bastante tempo com a higienização das louças e talhes, acabou inventando a lavadora automática de louças.



Chu Ming Silveira – Orelhão Publico

Nascida em Shangai e naturalizada brasileira, Chu Ming Silveira desenvolveu o primeiro orelhão público. Que foi instalado em São Paulo na década de 70. Sua invenção fez tanto sucesso que menos de 2 anos depois, os orelhões foram implantados nas vias públicas de Sampa e da Cidade Maravilhosa também.



Katharina “Käthchen” Paulus – paraquedas dobrável

Katharina “Käthchen” Paulus, nascida em 1868, dedicou a sua vida à aviação – especialmente balonismo e paraquedismo. Foi a primeira mulher alemã a ser aeronauta profissional e a mulher aeroespacial mais famosa da sua época. A sua experiência permitiu-lhe desenvolver o primeiro paraquedas dobrável que não envolvia a construção volumosa de madeira e metal. A sua invenção sustentava-a em todos os aspetos: Katharina Paulus sobreviveu a muitos saltos sem lesões graves.











Fonte:http://pensadoranonimo.com.br/24-mulheres-que-revolucionaram-o-mundo-com-suas-invencoes/

Cinco curiosidades sobre D. Pedro I

Com estas cinco curiosidades sobre D. Pedro I, você poderá entender melhor a vida desse importante personagem que marcou a história do Brasil e de Portugal.




por: Cláudio Fernandes


Cinco curiosidades sobre D. Pedro I

D. Pedro I foi um dos principais responsáveis pela Independência do Brasil


D. Pedro I, o primeiro chefe político do Brasil independente e um dos principais protagonistas da Independência, foi um homem de biografia tumultuada, tido como herói e vilão (a depender da fase histórica) – tanto em Portugal quanto no Brasil –, com vícios e virtudes bastante acentuados. Neste texto, elencamos cinco aspectos de sua vida que ajudam a compreender um pouco mais de sua história.

1) Hiperatividade

D. Pedro I, segundo filho de D. João VI de Portugal e D. Carlota Joaquina, nasceu em 12 de outubro de 1798. Permaneceu em Portugal até próximo aos 10 anos de idade, já que teve que sair do país natal com toda a Família Real rumo ao Brasil. Isso ocorreu no contexto das guerras napoleônicas. Passando a adolescência e a juventude no Brasil, D. Pedro revelou-se um sujeito frenético e efusivo. Segundo a historiadora Isabel Lustosa, D. Pedro era “possivelmente, o que hoje os médicos diagnosticam como uma pessoa hiperativa. Vivia em permanente movimento, não sabia o que era sossego, repouso, tédio e também não conheci a fadiga.”[1]


Essa hiperatividade pode ser notada em outra descrição da mesma historiadora. Segundo Lustosa, D. Pedro era:

[…] matinal, dinâmico, sóbrio (quase não bebia, apenas um copo de vinho do Porto nas refeições, acompanhado de muito copos de água), ocupara integralmente o seu tempo. Levantava-se da cama entre cinco e seis horas da manhã, e segundo reverendo Walsh, “por já estar acordado, não se mostra disposto a deixar os outros continuarem dormindo”, começando a disparar sua espingarda de caça pelo palácio até que a família inteira estivesse de pé. [2]

Essas características de personalidade foram determinantes para a vida política do primeiro imperador do Brasil.

2) Ataques epilépticos

D. Pedro, porém, sofria da mesma moléstia que acometeu personalidades como os escritores F. Dostoiévski e Machado de Assis: a epilepsia. Os seus ataques epilépticos passaram a ocorrer desde pelo menos 1811. Como narra também Isabel Lustosa:

Já em 1811, no Rio de Janeiro, com a idade de treze anos, há notícias de ataques de convulsão sofridos por d. Pedro. Cinco anos depois, o marquês de Valada escrevia ao marquês de Aguiar dizendo: “O nosso adorado príncipe tinha sofrido em um dia três ataques sucessivos de acidentes, padecendo pela primeira vez a mesma enfermidade da Sereníssima Senhora Infanta d. Isabel Maria”. Por ocasião das solenidades pelo aniversário de d. João VI, em 13 de maio de 1816, na revista às tropas, todo o público presenciou o ataque epiléptico sofrido pelo príncipe. [3]

3) Traições a Leopoldina da Áustria

A primeira esposa de D. Pedro foi Maria Leopoldina, arquiduquesa da Áustria, filha do imperador austríaco Francisco I. Leopoldina era cunhada de Napoleão, já que sua irmã, Maria Luísa, fora casada com o imperador francês. Além disso, Leopoldina teve uma educação esmeradíssima, sob a supervisão do ministro de Francisco I, príncipe de Metternich. Tinha muito interesse em mineralogia e botânica. Foi também amiga do músico Schubert e do poeta Goethe.

Leopoldina e D. Pedro casaram-se em 13 de maio de 1817, em Viena. Entretanto, não demorou muito para que o agitado marido levasse a cabo a infidelidade. A principal amante de D. Pedro I foi Domitila de Castro Canto e Mello, que receberia o título de Marquesa de Santos. D. Pedro e Domitila começaram o seu romance em agosto de 1822, um mês antes da Independência concretizar-se. O caso, ao contrário de outros que o imperador tivera, tornou-se público e escandaloso, a ponto de Domitila valer-se da má fama para galgar os degraus da corte brasileira. O primeiro posto na corte que recebeu de D. Pedro foi o de primeira-dama da imperatriz Leopoldina, fato que ocorreu em 4 de abril de 1825.

Mas os escândalos sexuais de D. Pedro foram ainda mais além, chegando ao ponto de se relacionar com uma irmã casada da Marquesa de Santos. Isso também narra Isabel Lustosa:

Mal se iniciara o romance com Domitila, o “insaciável estroina”, como o chama um biógrafo, já se metia sob os lençóis de Maria Benedita, irmã mais velha da amante e casada com Boaventura Delfim Pereira. D. Pedro precisaria a data de pelo menos um dos encontros que manteve com Benedita em carta a um amigo. Falando de seus filhos bastardos, refere-se àquele “que foi feito naquela noite de 27 de janeiro de 1823 e nasceu em 5 de novembro do mesmo ano, por um motivo bem simples, que a mãe não era burra”. [4]

4) Abdicação do trono brasileiro

Em 7 de abril de 1831, D. Pedro I, imperador já há quase dez anos, abdicou do trono em favor de seu filho Pedro de Alcântara (futuro D. Pedro II). Essa abdicação resultou de intensas manifestações da elite política brasileira insatisfeita com seu reinado. A economia, por exemplo, percorreu sérios caminhos à época, a ponto de o Banco do Brasil ter que ser fechado. A saída do imperador, nascido em Portugal, e a expectativa de se alçar ao trono outro imperador propriamente brasileiro (Pedro II) apascentavam os ânimos dos opositores de D. Pedro.

5) Guerra contra o irmão e morte por tuberculose, em 1834

Após a abdicação, D. Pedro I passou um tempo na Inglaterra. Quando seu irmão, D. Miguel, tentou usurpar o trono português – à época pertencente à filha de D. Pedro, D. Maria II, a quem o imperador (que sucedeu o pai, D. João VI, após a morte deste em 1826) também havia confiado o cargo –, teve início a Guerra Civil Portuguesa. Essa guerra tornou-se intensa nos anos de 1833 e 1834, mas D. Pedro I, que era chamado de D. Pedro IV, em Portugal, conseguiu derrotar seu irmão e restituir o trono à filha.

Entretanto, a tuberculose, que não tinha tratamento eficaz à época, já consumia o imperador por dentro, ainda que contasse apenas 36 anos de idade. Em 24 de setembro, D. Pedro faleceu em Lisboa. Como diz Otávio Tarquínio de Sousa:

[…] os tiros em funeral anunciaram […] que o […] Libertador já não existia”. A 25 foi o seu cadáver autopsiado: “Raro era o órgão indispensável à vida que não apresentasse lesões. O coração e o fígado hipertrofiados. O pulmão esquerdo denegrido, friável, sem aparência vesicular quase todo, apenas numa pequena porção da parte superior era permeável ao ar. Os rins, onde fora encontrado um cálculo, inconsistente, esbranquiçados. O baço amolecido, a desfazer-se todo.” [4]

NOTAS

[1] LUSTOSA, Isabel. D. Pedro I – Um herói sem nenhum caráter. Companhia das Letras: São Paulo, 2006.

[2] LUSTOSA, Isabel. Idem.

[3] LUSTOSA, Isabel. Ibidem.



[4] SOUSA, Otávio Tarquínio de. “A vida de Dom Pedro I” (tomo 3º). In: História dos Fundadores do Império (Volume II). Senado Federal, Conselho Editorial, 2015. p. 1035.


Fonte:http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/cinco-curiosidades-sobre-d-pedro-i.htm

27.3.17

A Libertação de Buchenwald, abril de 1945



Das fotografias indispensáveis ​​tiradas durante a Segunda Guerra Mundial, a imagem de Margaret Bourke-White de sobreviventes em Buchenwald, em abril de 1945 - "olhando para os seus salvadores aliados", como diz a revista LIFE , "como tantos cadáveres vivos" Entre os mais assustadores. Os rostos dos homens, jovens e velhos, olhando para trás do fio, "mal conseguiam acreditar que seriam libertados de um campo nazista onde a única libertação seria a morte", atestam com uma terrível eloquência às profundezas da depravação humana E, talvez ainda mais poderosamente, aos lineaments sem medida da resistência humana.

O que poucas pessoas se lembram da imagem dos sobreviventes de Bourke-White, entretanto, é que ela nem apareceu na VIDA até 15 anos depois que ela foi feita,



























































Fonte:http://www.vintag.es/2012/04/liberation-of-buchenwald-april-1945.html