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Cenas de rua de São Paulo, Brasil em 1862 e 1887




Estas fotos mostram cenas de rua de São Paulo, Brasil em 1862 e 1887. Foram tomadas pelo Militão Augusto de Azevedo (1837-1905), considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX.





Câmara de Cadeia, Câmara e Júri, 1862





Igreja e convento do Colégio, 1862





Igreja e Praça da Sé, 1862





Igreja de Madonna dos Remédios, 1862





Vista da cidade de São Paulo dos Piques, 1862





Rua Comércio, 1862





Rua Cruz Preta, 1862





Rua Direita, 1862





Rua Glória, 1862





Montanha do Palácio, 1862





Piques wall, 1862





Rua Quitanda, 1862





Rua Rosário em direção a Praça da Sé, 1862





Rua Rosário em direção à igreja, 1862





Rua São Bento, 1862





Rua Constituicão, 1962





Rua Tabatinguera, 1862





Vista da Ordem Terceira e Convento de São Francisco, 1862





Igreja da madonna de Remédies e quadrado de reunião, 1887





Rua Comércio, 1887





Rua Direita, 1887





Rua Florencio de Abreu, antiga rua Constituicão , 1887





Rua Glória, 1887





Rua Imperatriz, antiga rua do Rosário na Igreja, 1887





Rua Imperatriz, antiga rua do Rosário, 1887





Rua João Alfredo, antiga Ladeira do Palácio, 1887





Palácio, secretariado e igreja do Colégio, 1887





Rua Praça da Sé e Imperador, 1887





Rua Principe, antiga rua Cruz Preta, 1887





Assembléia provincial e câmara municipal, 1887





Rua Quitanda, 1887





Praça São Francisco, 1887





Rua Tabatinguera, 1887


Veja como alguns efeitos do filme silencioso foram feitos na década de 1920



Quando você não pode confiar em um computador para melhorar (ou falso) uma cena de filme, você precisa improvisar. E nos tempos dos filmes mudos, os cineastas eram realmente muito bons em criar formas criativas para preparar efeitos especiais. Era uma classe mestra de usar ângulos de câmera específicos, juntar tiros juntos, usar pinturas de vidro fosco e torcer as perspectivas para que as coisas pareçam tão realistas quanto possível.

Silent Movie GIFs é um excelente recurso que revela como as coisas costumavam ser feitas no passado. Ele detalhou muitos exemplos famosos em uma postagem maravilhosa aqui . É uma leitura divertida para qualquer um.




1. Harold Lloyd pendurado em um relógio na Segurança Último! (1923)





Quando o Safety Last! Foi feito, não foi viável inserir um fundo falso usando projeção traseira ou tela verde, então eles usaram um truque de perspectiva. O conjunto foi construído à altura certa para a subida de Lloyd, mas no telhado de um prédio do outro lado da rua. Quando Lloyd subiu mais alto, o conjunto foi movido para edifícios mais altos.






2. Charlie Chaplin que patina em patins em uma loja de departamentos em tempos modernos (1936)





Um bom exemplo da técnica clássica de fabricação de filmes de pintura mate de vidro. Parte do fundo foi pintada em um pedaço de vidro, que foi colocado na frente da câmera.






3. Truque de olho de Colleen Moore em Ella Cinders (1926)





As duas metades de seu rosto foram filmadas separadamente, usando um tiro mate. Basicamente, um pedaço de vidro com metade do quadro pintado de preto foi colocado na frente da câmera, de modo que apenas um lado o filme foi exposto. O filme foi então bobinado, o vidro foi trocado por um com o preto do outro lado. A chave era evitar que a câmera ou a mudança de rosto de Moore na posição durante o disparo, ou o efeito fosse arruinado.






4. Mary Pickford beija-se na bochecha em Little Lord Fauntleroy (1921)





Ver dois Mary Pickfords no mesmo tiro não foi nada novo para o público, também foi feito em Stella Maris três anos antes. Décadas mais cedo, Georges Méliès descobriu como aparecer várias vezes em um tiro usando mattes e dupla exposição. Mas em uma dupla exposição normal, o ator não pode se mover de uma parte do quadro para outro sem arruinar o efeito.

O famoso cineasta Charles Rosher conseguiu o efeito de ter o Pickford movido atrás de seu próprio rosto com uma silhueta muito detalhada de Pickford pintada em vidro e usando uma armação de metal que impediu a câmera se mover. O tiro de três segundos levou 15 horas de trabalho para obter direito.






5. Douglas Fairbanks desliza para baixo uma vela em The Black Pirate (1926)





O método para alcançar esse tiro muito copiado foi descoberto pelo irmão de Fairbanks, Robert, um engenheiro. A câmera e a vela foram colocadas em um ângulo. A faca Fairbanks estava conectada a uma polia escondida e contrapeso. As hélices de avião foram usadas para que as velas se espalhem.






6. Buster Keaton passa por uma ponte quebrada em Sherlock Jr. (1924)





Outro tiro mate. A parte inferior do quadro estava apagada, alinhando-se com o topo da ponte, e Keaton foi filmado enquanto a ponte ainda estava intacta. A filmagem dos caminhões foi filmada separadamente com parte da ponte removida. Conseguir o tempo certo deve ter sido difícil.

A parte no final não é um truque de câmera, Keaton realmente fez isso.






7. Jesus cura alguns leprosos em Ben-Hur (1925)





Karl Struss, outro famoso diretor de fotografia, desenvolveu uma técnica usando um filtro de cor para alcançar esse efeito. Quando o filtro foi ajustado, a maquiagem leprosa das mulheres não era mais visível no filme. Struss usou a mesma técnica, em reverso, para a famosa cena de transformação no Dr. Jekyll e Hyde (1931).





Fonte:http://www.vintag.es/2017/04/see-how-some-cool-silent-film-effects.html#more

11 coisas que você não sabia sobre Frida Kahlo



Única. Intensa. Revolucionária.



Frida Kahlo pode ser considerada uma mulher a frente de seu tempo. E não é para menos. Apaixonada pela arte e motivada pela intensidade inerente á vida, Frida se transformou em um ícone do surrealismo e do universo feminino na década de 50. E fez com que sua força se perpetuasse no tempo.


Mesmo com todas as intempéries que a vida lhe impôs (poliomielite na infância e o acidente de ônibus na adolescência que deixou sérias sequelas), Frida foi uma feminista, incorporou com autenticidade símbolos mexicanos e indígenas em sua arte e teve um relacionamento explosivo com Diego Rivera.


Se o que você está precisando é de uma 'pitadinha' de inspiração para seguir em frente, que tal conhecer um pouco mais sobre a vida – incrível – de Frida, que prometem fazer você se apaixonar (mais ainda) por ela?

1. Ela viu beleza em meio à tragédia

BETTMANN VIA GETTY IMAGES




A inspiração de Frida para suas pinturas e fotografias, vieram de suas angústias e dificuldades em lidar com sua própria condição. Quando criança, Frida contraiu poliomielite que deixou uma lesão no seu pé esquerdo, e ganhou o apelido de 'Frida perna de pau'.

Mais tarde, em 1925, a artista sofreu um acidente em que teve múltiplas fraturas e precisou fazer 35 cirurgias. Foi nesse período, em que ficou presa à sua cama e com problemas na coluna, que começou a pintar e retratar suas angústias e frustrações em suas criações.

A biógrafa Hayden Herrera, no livro Frida – A Biografia, cita uma fala da artista que demonstra a vontade de viver:


"Por eu ser jovem", ela disse, "o infortúnio não assumiu o caráter de tragédia: eu sentia que tinha energias suficientes para fazer qualquer coisa em vez de estudar para virar médica. E, sem prestar muita atenção, comecei a pintar."
2. Transformou suas limitações em arte

BETTMANN ARCHIVE



Cheias de cores e ricas em elementos florais, as roupas de Frida Kahlo viraram tendência e ícones de estilo e até ganharam exposição e livro só para elas.

Enquanto, na verdade, sua autenticidade era uma forma de esconder suas deficiências provocadas pelo acidente, em 1925, e pela poliomielite que teve quando pequena, que deixou sequelas em seu pé esquerdo.

Seus sapatos, inclusive, eram adaptados exclusivamente para ela, com um salto maior do que o outro para nivelar sua altura. Seus 'corpetes', na verdade, eram coletes ortopédicos.
3. Viveu um relacionamento controverso

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Na maioria de suas obras, Frida se autorretratou: as angústias, as vivências, os medos e principalmente o amor incondicional que sentia pelo marido, o pintor e muralista mexicano, Diego Rivera, com quem se casou em 1929.

Frida batalhou para se casar com Diego, que era um homem mais velho -- e sua família, de certa forma, tentou se opor a isso.

Os dois viveram de forma intensa um relacionamento difícil de explicar (e muitas vezes abusivo) até para pesquisadores.

A psicanalista Gina Khafif Levinzon escreve:


"A tenacidade com que ela mantinha a ligação com Diego podia estar baseada em uma tentativa de dominar a situação traumática, ou ainda em uma forma de manutenção do elo com a "mãe morta", a mãe ausente e deprimida. Por meio da pintura e de seus autorretratos, Frida Kahlo podia ser "mãe de si mesma", e encontrava um canal criativo para lidar com suas emoções e sua dor."

Frida e Diego chegaram até a se separar, mas só conseguiram ficar longe um do outro por um ano. Entre brigas, separações, relações extraconjugais de ambas as partes, etc. foram os dois que, de certa forma, projetaram o cenário das artes latino-americanas para o mundo.
4. Frida sofreu três abortos

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Após muitos altos e baixos na carreira e na vida ao lado de Diego Rivera, Frida sofreu três abortos. Em um dos registros encontrados em seu diário, ela afirma:


"A pintura tem preenchido a minha vida. Perdi três crianças e uma série de coisas que poderiam ter preenchido esta vida miserável. A pintura substituiu tudo. Eu acho que não há nada melhor do que o meu trabalho."

Não á toa, uma de suas litografias mais famosas reflete a imagem de uma mulher sendo anatomicamente estudada. Em outras, ela explorou o anseio em se tornar mãe de outra forma: expressando o nascimento de si mesma e talvez, confortando sua desilusão ao se pintar como uma criança no colo de uma mulher. Tudo em nome da superação da dor infinita de não poder ser mãe. A litografia e as outras pinturas podem ser vistas neste link.
5. Teve uma perna amputada

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Com o tempo, Frida foi ficando mais sensível e seu estado de saúde também. Em 1950, em decorrência da poliomielite que teve na infância, os médicos diagnosticaram que seria necessário amputar sua perna direita, o que a fez entrar em depressão. Mesmo assim, a artista continuou a pintar: uma de suas últimas obras foi "Natureza Morta (Viva a Vida)".
6. Viveu um romance com Trotsky

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Amigos de revolucionários da época, Frida e Diego chegaram a abrigar um dos ícones da revolução russa em casa: Leon Trotsky, sua mulher e netos foram acolhidos pelo casal. O que é menos sabido é que Trotsky e Frida tiveram um romance que durou quase um ano e havia recém terminado quando Rivera o descobriu. Eis uma evidência.

A foto acima foi feita em 9 de janeiro de 1937 quando Trotsky e sua esposa chegaraam em Tampico, no Mexico, e foram rodeados de policiais. Frida e Diego também aparecem na imagem. Ambos foram receber o revolucionário que, por um curto período de tempo, de exilou no México.

No livro Frida - A Biografia, a historiadora Hydden Herrera escreve:


"Sem dúvida, a óbvia admiração de Diego pelo russo tornava a situação ainda mais intensa. Um caso com o amigo e ídolo político do marido seria a retaliação perfeita para a traição de Rivera com sua irmã Cristina. Em todo caso, Frida fez uso de todos os seus consideráveis poderes de sedução para atrair Trotsky."

Ou seja, o tórrido mas breve affair foi em parte motivado pelo desejo de vingança, sugere a autora, fundamentando a tese juntamente com informações adquiridas com a transcrição de cartas de todos os envolvidos no caso. Mas isso não quer dizer que Frida não tenha se envolvido profundamente com Trotsky.
7. Era bissexual

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Na biografia escrita por Hydden Herrera, não fica explícita a bissexualidade de Frida. A historiadora chama a atenção para a presença implícita desta característica – que ela interpreta como sinal de uma complexa dualidade psíquica – curiosamente estimulada ou até negligenciada por Diego Rivera.

Ela escreve:


"Rivera estimulava os casos homossexuais de Frida; alguns dizem que era porque, sendo um homem mais velho, Diego não conseguia (ou não queria) satisfazer sexualmente sua esposa mais jovem. (...) Não há dúvida de que ela sentia fortes necessidades sexuais. (...) A ideia que tinha da vida era fazer amor, tomar um banho e fazer amor de novo. Estava na natureza dela."

Existem outros relatos que dizem que, ao sofrer com os adultérios constantes do marido, que chegou a levar para a cama a irmã dela, para se vingar, Frida começa também ter relações sexuais com outras mulheres, inclusive com quem o marido já havia tido relacões.

Mas dizer que Frida começou a se relacionar com mulheres apenas para dar o troco é reduzi-la a um papel que não cabe às figuras femininas. Ambas as hipóteses citadas acima são facilmente contestadas e só nos deixam apenas uma evidência sobre Frida: ela vivia seus romances com intensidade.
8. Frida cursou faculdade de medicina

BETTMANN ARCHIVE



Frida tinha um destino traçado: antes de começar sua carreira nas artes, ela chegou a fazer alguns anos de faculdade de medicina no México. Mas sua relação com as artes vinha desde pequena, quando, seu pai, Guillermo Kahlo, fazia pinturas autorais para passar o tempo e tiravas fotografias.

Ele foi quem deu força e apoiou Frida em tudo o que fez.

Frida, inclusive, gostava de se vestir com roupas masculinas desde a adolescência e era vista como "estranha" e até "moleca" por algumas pessoas da família, exceto seu pai que, muitas vezes, incentivava a ousadia que Frida tinha ao desconstruir conceitos e ultrapassar barreiras culturais.
9. Ganhou homenagem na capa da Vogue

NICHOLAS MURAY/VOGUE MEXICO



Em 2012, a Vogue México deixou de lado as modelos para sua capa de novembro e estampou a publicação com Frida.

Quase 60 anos após a morte da artista mexicana, com imagem feita pelo fotógrafo Nickolas Muray, Frida estampou pela primeira vez a capa de uma revista de moda como um ícone.

A capa com a artista fazia parte da divulgação de uma ação da revista que exibiu no Museu Frida Kahlo (Casa Azul), em Coyoacan, suas roupas, joias, sapatos e objetos pessoais. Todas as peças foram exibidas ao público pela primeira vez.
10. Morreu jovem
GETTY IMAGES

Na madrugada do dia 13 de julho de 1954, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi encontrada morta dentro de casa. Ela tinha 47 anos.

As últimas palavras foram encontradas em seu diário: "Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais". O caderno com diversas anotações secretas da artista virou livro.
11. Mexer nos baús do casal era proibido
BETTMANN ARCHIVE

Após a morte da pintora, Diego Rivera exigiu 15 anos de segredo para os pertences do casal. No entanto, ele morreu três anos depois e deixou Dolores Olmedo, uma colecionadora de arte, como administradora de seu acervo e ela se recusou a dar acesso às peças até para o Museu Frida Kahlo.

Somente após sua morte, em 2004, os objetos foram desbloqueados e formaram a exposição sobre as roupas e pertences de Frida nunca antes vistos pelo público.


Fonte:http://www.huffpostbrasil.com/2014/07/26/10-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-frida-kahlo-e-que-vao-te-ins_a_21671995/

Cientistas descobrem que casal petrificado em Pompeia é formado por homens


Tomografia digital e testes de DNA revelaram que as múmias apelidadas como "abraço de donzela" são homens jovens e que podem ter sido amantes
Reprodução/Twitter
Figuras petrificadas em abraço eterno em Pompéia eram homens sem grau de parentesco que podem ter sido amantes

Quando a cidade de Pompeia, na Itália, foi atingida por uma chuva de cinzas resultante da erupção do vulcão Vesúvio, há quase dois mil anos, dois cidadãos se abraçaram e assim ficaram petrificados ao longo dos séculos, como todo o resto da cidade.

Leia também: Cientistas descobrem a maior pegada de dinossauro do mundo (com 1,75 metros!)


Presas em um abraço eterno, essas figuras de Pompeia ficaram conhecidas como “as duas donzelas” desde que foram descobertas. Entretanto, uma tomografia digital e testes de DNA revelaram que se tratam de dois homens e não, mulheres.

Por mais que seja impossível determinar qual era a natureza do relacionamento entre eles, a análise determinou que certamente "não têm parentesco". Por isso, pesquisadores dizem que não se pode descartar a possibilidade de que tenham sido amantes.

O arqueólogo Vittorio Spinazzola criou moldes de gesso das figuras depois que foram descobertas na Casa del Criptoportico, no começo do século passado. Desde 2015 pesquisadores tentam descobrir mais sobre “as duas donzelas” e outras 86 vítimas preservadas.



A cidade foi destruída pela erupção, que aconteceu no ano 79, e estimam-se que milhares de pessoas perderam suas vidas. Recentemente, pesquisadores conduziram análises extensas dos dentes e ossos das vítimas. Foi assim que descobriram que “as duas donzelas” eram, na verdade, homens.

“Pompeia nunca para de me surpreender”, disse o superintendente do sítio arqueológico, Massimo Osanna ao "Daily Mail". “Sempre imaginamos que fosse um abraço entre mulheres, mas uma tomografia e testes de DNA revelaram que são homens”.

As análises de dentes e ossos revelaram que os rapazes tinham 18 e 20 anos, mas pode ser que o segundo fosse mais velho. Da forma como estão posicionados, um homem está com a cabeça no peito do outro.



Por mais que haja especulação quanto ao relacionamento entre os dois, a verdade nunca poderá ser verificada. “A possibilidade de eles serem amantes é apenas uma hipótese que não pode ser descartada”, disse Osanna.

Mas uma coisa é certa: as duas donzelas, que na verdade são cavalheiros, não tinham grau de parentesco. “Quando descobrimos que não eram duas garotas, alguns pesquisadores sugeriram que havia conexão emocional entre eles”, finalizou o chefe da equipe de pesquisa de Pompéia, Stefano Vanacore.

Link deste artigo: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2017-04-10/pompeia.html

Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2017-04-10/pompeia.html

Os segredos de Getúlio Vargas




Getúlio Vargas com a filha Alzira nos anos 1930




“Vai, rapariguinha, eu estou bem acompanhado e no momento não estou precisando de você.” Era assim que Getúlio Dornelles Vargas ralhava com a filha, Alzira Vargas. Ela trabalhava como auxiliar de gabinete do Presidente da República. Dizia fazê-lo por amor ao pai. No último mandato de Getúlio – entre 1951 e 1954 –, acompanhou-o dia e noite. Sua devoção lhe permitia dizer verdades que o presidente não ouvia de mais ninguém senão dela. Na prática, Alzirinha dizia tudo o que pensava, e chegava a tratar o pai pelo informal “tu”. Certo dia, irritada com a teimosia pouco diplomática dele, irrompeu no gabinete e criticou: “Eu te considero um dos piores políticos que jamais conheci. Não tens paciência para as intriguinhas normais, ficas indócil quando a administração do país é prejudicada pela política e te rebelas contra a burocracia.” Getúlio respondeu: “Acho que tu tens um pouco de razão”.HERDEIRA Com a neta Celina (c. 1946-1947). Alzira e Celina organizaram a história do político

O episódio faz parte das memórias de Alzira Vargas Amaral Peixoto. Uma parte delas se converteu em um best-seller, o livro “Getúlio Vargas, meu pai”, lançado em 1960. A outra permaneceu inédita. O livro é reconhecido como clássico do memorialismo político. A narrativa passional de uma filha devotada ao pai poderoso acrescentou drama a uma tragédia: o suicídio do presidente aos 72 anos com um tiro no coração na madrugada de 24 de agosto de 1954. Alzira se sentiu traída porque o pai escondeu dela o gesto extremo e a “Carta Testamento”, que seria divulgada naquela manhã. Ele a havia dispensado com o costumeiro “vai, rapariguinha”.

Alzira nunca mais veria aquela madrugada acabar, e relembraria dela até morrer, aos 78 anos, em janeiro de 1992. Tornou-se detentora dos segredos do pai. Seu desejo era publicar um segundo volume para completar as memórias, já que o primeiro cobria até o ataque dos integralistas ao Palácio Guanabara em 1938, no início do Estado Novo (1937-1945). Queria avançar pela Segunda Guerra, passando pela deposição, o exílio e a volta de Getúlio. Mas não conclui o projeto. Os textos inéditos são agora reunidos e incluídos na segunda parte da nova edição de “Getúlio Vargas, meu Pai”, lançado pela Companhia das Letras. O caráter fragmentário do material não impede que ele traga revelações e detalhes ignorados sobre o governo e a intimidade de Getúlio e sua relação com Alzira, a quem considerava a sua “segunda consciência”.PESQUISA Celina Vargas (e o busto de Getúlio) editou as memórias e os manuscritos de Alzira, como o de 1938, sobre o Estado Novo

INTRIGAS

“Getúlio foi a sua paixão”, diz a socióloga Celina Vargas do Amaral Peixoto, filha única de Alzira e do político Ernani do Amaral Peixoto e neta de Getúlio. “Adorava escrever e vivia às voltas com a papelada do pai.” Segundo Celina, Alzira recebia os brasilianistas à mesa da sala de jantar, onde espalhava os documentos para comentá-los. O material foi doado à Fundação Getúlio Vargas e constituiu o primeiro acervo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdo/FGV). Celina organizou o Cpdo e contou com a ajuda de Alzira. Nos últimos anos, Celina se ocupou em organizar a pilha de escritos de Alzira, folhas soltas e dezenas de blocos de rascunho escritos com letra graúda à tinta vermelha de caneta esferográfica.

“Minha mãe tinha prazer em escrever”, diz Celina. “Ela queria tirar do texto aquilo que chamava de ‘alzirices’.” Ou seja, sua petulância e rebeldia, sua visão nada glamurosa da vida palaciana. “Eu dizia a ela que as ‘alzirices’ é que davam graça ao texto.” A organização dos textos segue o critério cronológico e abarca os 24 anos que vão do Estado Novo à morte de Getúlio. “Juntei fragmentos para formar um relato”, afirma Celina. “Minha mãe foi criada como uma gaúcha tradicional, para cozinhar e cuidar das crianças. Aos poucos, foi mostrando um caráter forte, formou-se e adquiriu uma visão do processo político.”
Celina tinha 10 anos quando o avô se suicidou e lembra da noite de 23 de agosto em que ela e a prima foram levadas pelos pais de Niterói para pernoitar no apartamento de Getúlio no Rio, pois a família estava ameaçada de detenção. “Lembro-me de tudo. A atmosfera era ameaçadora, mas não senti medo”, conta. “Isso porque minha mãe me passou a lição que havia aprendido com os pais. Costumava dizer: ‘Dos covardes a história não fala. Vamos estudar e trabalhar. Coragem!’”

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Alzira começou a trabalhar com o pai em 1932, como arquivista. Em 1937, quando concluía o curso de Direito, foi nomeada auxiliar de gabinete. Casou-se em 1939 com o oficial da Marinha Ernani do Amaral Peixoto, ajudante de ordens da Presidência. O casal morou em Washington, hospedando-se na residência do embaixador Oswaldo Aranha, amigo da família. Foi então que Alzira se encontrou com o presidente americano Franklin Roosevelt e se tornou emissária e tradutora de Getúlio, que não sabia inglês – lia francês, espanhol e italiano.

“Comecei a penetrar nos secretos meandros do mundo político”, escreve Alzira. Ela tomou contato com as intrigas e tentativas de corrompê-la com dinheiro, presentes e cantadas. Há revelações sobre a história e sobre a intimidade. Entre as históricas, mostra como o pai desarticulou as tentativas de golpe comunista e integralista, em 1935 e 1938 – pretextos para a decretação do Estado Novo. Nessa fase, Getúlio tentou servir trabalhadores e empresários. Ele foi chamado, como ela lembra, de “o pai dos pobres e a mãe dos ricos”. Recorda-se de um encontro de Getúlio com um grupo de empresários em 1935. O ditador discutiu a futura Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas só ouviu deles reclamações sobre impostos e obrigações. Saiu furioso da reunião. No carro, ao lado de Amaral Peixoto, comentou: “Burgueses burros! Estou tentando salvá-los e eles não entenderam.”



1 de 3 GUERRA Alzira com o embaixador americano Jefferson Caffery (c.1942) PRÓ-ALIADOS “Havia interesse de uma visita de meu pai aos Estados Unidos tão grande que recordo de haver escrito para ele dizendo: ‘É tal o desejo deste país em sua vinda que começo a pensar que o motivo principal é mostrar a cara aos americanos para verem que um ditador pode não ser tão feio como pintam’.”






2 de 3 ACIDENTE Getúlio recebe colegiais no Palácio Guanabara em 1942 NO HOSPITAL “Encontrei meu pai deitado em uma cama de hospital. Reconheceu-me apenas para se queixar de fortes dores em sua perna direita, e que não lhe haviam até o momento dado o menor alívio. Estava a perna dentro de uma precária calha de arame forrada de algodão. Sabia que ele só se queixava quando era demais.”






3 de 3 SUICÍDIO Getúlio e Alzira (c. 1951-1954) CARTA TESTAMENTO “Disse-lhe que precisava ter mais cuidado com seus escritos para que não fossem parar em mãos desonestas. Pediu-me o papel de volta e, batendo levemente em meu rosto, disse: “Sua bisbiloteira. Não é nada disso que você está pensando. Você me conhece, e ficou com o papel”





Sobre a entrada do Brasil na Segunda Guerra com os Aliados, Alzira mostra que Getúlio era disputado pelos “germanófilos” e pelos “entreguistas” americanófilos. Segundo ela, Getúlio simpatizava com os americanos e declarou guerra a Hitler em agosto 1942. No início do ano, organizou reuniões diplomáticas com os americanos, onde Alzira exerceu um papel essencial. Getúlio a instruía a municiar os jantares de gala com dois itens que os americanos consideravam essenciais: muita bebida e mulher bonita.

UM TROTE
Entre os erros que ela aponta no pai, está o fato de ele ter enviado a militante Olga Benário aos nazistas e ter deixado que seu irmão Benjamin formasse a Guarda Pessoal da Presidência, composta de capangas gaúchos desgrenhados, a quem ela apelidou ironicamente de “anjinhos”. Foram eles os responsáveis pelo atentado contra o maior opositor do governo, o jornalista Carlos Lacerda, que vitimou seu guarda-costas, o major Rubens Vaz, em 5 de agosto de 1954 – “uma das maiores asneiras do século”, segundo ela. A “asneira” precipitou a crise institucional e uma conspiração que ela chama de “golpe de gabinete”.

Alzira também se debruça sobre as tragédias familiares e o caráter do pai, capaz de se calar, de se irritar e até de pregar peças. Um dia ela encontrou seu escritório revirado: a máquina de escrever debaixo da mesa e os papéis desorganizados. Descobriu que o trote era do “maroto” Getúlio. Alzira se comove, como quando viu o pai chorar pela morte do filho Getulinho, em 1942, aos 24 anos. Sua reação à tragédia foi perguntar ao médico sobre como a alma saía do corpo – logo ele, um homem “construtivamente cético”. Ela detalha o acidente de carro que Getúlio sofreu em maio de 1942. Com a perna fraturada, ele ficou internado por meses. Boatos surgiram: ele teria morrido e Amaral Peixoto e Alzira agora governavam o Brasil. Getúlio então se fez fotografar recebendo visitas de crianças.
Fonte:http://istoe.com.br/os-segredos-de-getulio-vargas/

10 coisas que você provavelmente não sabia sobre Eva Braun, esposa infame de Hitler

Eva Braun foi a amante e depois a esposa de Adolf Hitler. Braun e Hitler se mataram em 30 de abril de 1945, no dia seguinte ao casamento - uma alternativa decidida a cair nas mãos das tropas inimigas.

1. Eva foi enviada para uma escola de convento


Galerie Bilderwelt / Hulton Archive / Getty Images

Eva Braun nasceu em fevereiro de 1912 em Munique. Enquanto se aproximava de seus anos de adolescência, seus únicos interesses pareciam roupas, maquiagem e meninos. Embora seus pais produzissem as três de suas filhas em várias aulas, a Eva obteve notas médias e não parecia se destacar em nenhum assunto específico, além de esportes. Eva foi descrita como um pouco chata durante a adolescência e, como medida cautelar, seus pais sentiram que era sábio mantê-la no meio de um convento escolar. Eva decidiu que não era um bom ajuste e em esforços para obter independência financeira de seus pais, ela se candidatou a um emprego em um estúdio de fotografia. Ela conseguiu o emprego e isso mudaria sua vida para sempre.


2. Eva não tinha idéia de quem Adolf Hitler estava quando começou seu namoro



Keystone / Hulton Archive / Getty Images

A loja que a contratou pertencia ao fotógrafo pessoal de Hitler, Heinrich Hoffmann. Eva Braun conheceu Hitler em outubro de 1929, quando tinha apenas 17 anos e acabava de começar a trabalhar lá. Houve uma atração instantânea entre os dois e ele foi apresentado a ela sob um nome falso. Ela o chamou de Sr. Wolf em entradas diárias, e em uma carta a sua irmã descrevendo seu primeiro encontro com sua nova paixão por 23 anos de idoso. Mesmo depois que lhe disseram o seu verdadeiro nome e sobre o seu trabalho na política, ela ficou completamente sem noção e simplesmente declarou que não seguia a política.


3. Ela era muito mais influente do que os historiadores dão crédito para



Jornais Express / Arquivo Hulton / Getty Images

Eva pode não ter sido um tomador de decisão onde os atos criminosos do partido nazista estavam preocupados, mas ela era uma parte importante do círculo interno de Hitler. Enquanto ela estava completamente desinteressada na política, sua lealdade a Hitler lhe valia uma posição forte na hierarquia. Na verdade, Albert Speer e Joseph Goebbels trabalharam duro para ganhar seu favor e se aproximar de Hitler. Alguns até alegaram se Eva Braun não gostava de alguém, eles não seriam convidados para Berghof, a casa de Hitler nos Alpes.


4. Eva criou uma imagem perfeitamente calma de Hitler



Galerie Bilderwelt / Hulton Archive / Getty Images

Eva era bastante o obturador e sua fotografia era usada para criar uma imagem de Hitler que simplesmente não era verdade. Ela acumulou bastante a coleção de fotos e filmes de Hitler, e assustadoramente o retrataram como uma pessoa normal e atenciosa.

Ela tirou retratos de Hitler com os filhos de amigos da família e filmou filmes caseiros que o retratavam como um homem de família. Eva capturou tudo e talvez essas fotografias encenadas sejam como ela realmente o viu ou o que ela esperava que ele pudesse ser.


5. Eva Braun jogou um papel artístico na propaganda nazista e obteve grande lucro



Galerie Bilderwelt / Hulton Archive / Getty Images

Ela vendeu sua fotografia da vida íntima de Hitler para Heinrich Hoffmann. Na verdade, muitos dos seus famosos livros ilustrados da chamada vida privada de Hitler foram realmente disparados por Eva. Ela fez uma vida considerável desses momentos da Kodak. Ela era uma mulher jovem e rica, apenas um filme em casa ganhou 20 mil pontos.


6. Eva se atira no peito



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Eva tentou suicídio até o final de 1932. Tirou uma das pistolas de seu pai e atirou no peito. Ela sentia falta do coração dele e, quando achou, ela insistiu que o médico pessoal de Hitler a tratasse. O fato de ela ter insistido no médico de Hitler levou as pessoas a acreditar que só conseguiu obter a atenção e a simpatia de Hitler. Funcionou. Hitler veio correndo ao seu lado com presentes, desculpas e promessas.


7. Ela sofreu uma dose excessiva de pílulas porque Hitler não a chamou por três meses



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Eva tentou suicídio mais uma vez em maio de 1935, tomando pílulas para dormir. Encontrado garanhado em seu diário foi: "Deus, eu tenho medo que ele não responda hoje. Eu decidi em 35 comprimidos desta vez e vai realmente ser um negócio "inoperante". Se for o caso, ele teria alguém chamado. "Essa segunda tentativa em sua própria vida lhe valeu uma moradia de três quartos de seu" Lobo ", e em 1936 eles estavam vivendo juntos no chalé Berghof de Hitler, nos Alpes da Baviera.


8. Eva passou os últimos dias da guerra despreocupada



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No final da guerra e no final de sua vida, Eva estava exatamente onde queria estar e com o homem que ela amava. Ela realmente acreditava em Hitler e provou mais de uma vez que estava disposta a morrer por ele. Ele recompensou sua lealdade e o casal finalmente se casou.


9. Eva Fed Em Paranóia de Hitler



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Hitler acreditava que ele estava cercado por traidores e Eva alimentou seus delírios. Ela apoiou plenamente a idéia de ele morrer de "morte do herói", em vez de acabar à mercê de seus inimigos. Algumas fontes afirmam que mesmo Albert Speer e Martin Bormann começaram a temê-la nos últimos dias - ela queria morrer naquele bunker com Hitler.


10. Eva casou horas de Hitler depois que ele teve seu cunhado matado



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Em 28 de abril de 1945, Hitler matou a lei do irmão de Eva Braun. Hermann Fegelein foi encontrado bêbado, tentando fugir da Alemanha e na posse de bens roubados de Berlim. Ele também estava na companhia de uma mulher que não era a irmã de Eva. Aparentemente, a mulher escapou de uma janela quando os nazistas chegaram para transportar Fegelein para o bunker de Hitler. Hitler decidiu que essa mulher misteriosa deve ter sido um espião e Fegelein foi arrastada e atirada. Hitler e Eva se casaram algumas horas depois e, em vez de ir em uma lua de mel, suicidaram-se no dia seguinte, 30 de abril de 1945. Ela tinha apenas 33 anos.

Fonte:http://www.vintag.es/2017/04/10-things-you-probably-didnt-know-about.html