4.10.11

Quem eram os bobos da corte?

Tudo indica que eram os melhores comediantes da sua época, a Idade Média. Ao contrário do que muita gente pensa, esses plebeus pagos para entreter a nobreza e a realeza não eram loucos, nem faziam parte do time de vítimas de deformidades físicas, como corcundas e anões, que muitas cortes adotavam como circo particular. "Os bobos da corte não eram nada bobos. Eles possuíam várias habilidades: versejavam, faziam malabarismos e mímica. Eram, principalmente, gente com talento, sabedoria e sensibilidade para divertir os outros", afirma o historiador Nachman Falbel, da USP.
Principalmente nos séculos XIV e XV, o bobo fazia parte do grupo de artistas sustentados pelas cortes, junto com pintores, músicos e poetas. Quem melhor definiu sua posição junto aos poderosos foi o gênio do teatro inglês William Shakespeare (1564-1616), que destacou a figura dos bobos dando a eles papéis de grande importância em sua obra. "Em peças como Rei Lear e A Noite de Reis, o bobo é o mais esperto dos personagens. Ele tem licença para falar aquilo que ninguém mais ousa dizer", diz John Milton, professor de Literatura Inglesa da USP. A liberdade do personagem é tão grande que ele chega a criticar os próprios reis, com comentários ácidos e que divertem o público. "No teatro de Shakespeare, o público não ri dos bobos da corte, ri junto com eles", afirma Milton.
Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-eram-os-bobos-da-corte

Por que os dias da semana têm "feira" no nome?

por Marina Motomura
"Feira" vem de feria, que, em latim, significa "dia de descanso". O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para a presença do termo somente na língua portuguesa. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar. Mas espera aí: se feria é dia de descanso, por que se usa "feira" apenas nos dias úteis? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses - no espanhol, no francês e no italiano, os deuses conti- nuam batendo ponto dia após dia. As únicas exceções assumidas pelos nossos irmãos bigodudos - e depois incorporadas nas colônias portuguesas - foram sábado e domingo (Prima Feria, na Semana Santa), que derivam, respectivamente, do hebreu shabbat, o dia de descanso dos judeus, e do latim Dies Dominicus, o "Dia do Senhor". Desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que Deus havia criado a Terra em seis dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias.
É dia de feira Em outras línguas, o mais comum é homenagear deuses ou astros nos dias da semana
Língua, dia da semana - Espanhol / Mesmas explicações do Francês e Italiano
Domingo - Domingo / Dia do Senhor
Segunda-feira - Lunes / Dia da Lua
Terça-feira - Martes / Dia de Marte
Quarta-feira - Miércoles / Dia de Mercúrio
Quinta-feira - Jueves / Dia de Júpiter
Sexta-feira - Viernes / Dia de Vênus
Sábado - Sábado / Dia do shabbat
Língua, dia da semana - Sueco / mesmas explicações do norueguês
Domingo - Söndag / Dia do Sol
Segunda-feira - Måndag / Dia da Lua
Terça-feira - Tisdag / Dia de Tyr, deus nórdico da guerra
Quarta-feira - Onsdag / Dia de Woden ou Odin, deus supremo dos nórdicos e pai de Tyr
Quinta-feira - Torsdag / Dia de Thor, deus nórdico do trovão
Sexta-feira - Fredag / Dia de Freyja, mulher de Woden e deusa da beleza
Sábado - Lördag / Dia do banho
Língua, dia da semana - Alemão
Domingo - Sonntag / Dia do Sol
Segunda-feira - Montag / Dia da Lua
Terça-feira - Dienstag / Dia de Tyr
Quarta-feira - Mittwoch / Média semana
Quinta-feira - Donnerstag / Dia do trovão
Sexta-feira - Freitag / Dia de Freyja
Sábado - Samstag / Dia do shabbat
Língua, dia da semana - Inglês
Domingo - Sunday / Dia do Sol
Segunda-feira - Monday / Dia da Lua
Terça-feira - Tuesday / Dia de Tyr
Quarta-feira - Wednesday / Dia de Woden
Quinta-feira - Thursday / Dia de Thor
Sexta-feira - Friday / Dia de Freyja
Sábado - Saturday / Dia de Saturno
Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-os-dias-da-semana-tem-feira-no-nome

É verdade que existem bombas atômicas perdidas no fundo do mar?

Há muito mistério sobre o assunto, mas é provável que sim. Um dos únicos estudos disponíveis sobre o tema foi realizado pela organização ambientalista Greenpeace, em 1989. Baseados em reportagens e em documentos sigilosos do Exército americano, os pesquisadores chegaram a uma conta alarmante: existem nada menos que 60 ogivas nucleares abandonadas no fundo dos oceanos! "De 1989 para cá, não há notícias de novas armas perdidas, mas ainda se sabe muito pouco sobre os segredos dos programas nucleares dos Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido", diz o cientista político Joshua Handler, especialista em armas nucleares da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e responsável pela pesquisa do Greenpeace.

Esse perigoso arsenal submarino teria sido uma herança principalmente de acidentes com navios ou aviões carregados de armas nucleares, ainda nos tempos da Guerra Fria. Se essas bombas perdidas existirem de fato, a possibilidade de um desastre é real. "A alta pressão e a corrosão no fundo domar podem fazer com que o urânio ou o plutônio enriquecido vazem para o ambiente. Isso pode atingir toda a vida marinha do local e, em casos mais graves, poluir a costa ou dar origem a chuvas radioativas. Para o ser humano, dependendo do grau de contaminação, os efeitos podem ser mortais", afirma o ambientalista Sérgio Dialetachi, do Greenpeace Brasil.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/e-verdade-que-existem-bombas-atomicas-perdidas-no-fundo-do-mar


Pequena entente

Por Emerson Santiago
Recebeu o nome de Pequena Entente uma aliança política formada entre os anos de 1920-21 por três países, Checoslováquia, Romênia e Iugoslávia. Seus objetivos específicos foram a contenção de revisionismo húngaro (alimentado pelos termos do seu tratado de paz da I Guerra Mundial, o denominado “Tratado de Trianon” – cada uma das potências vencidas na guerra teve o seu tratado específico, sendo o da Alemanha, o principal ator entre as potências derrotadas, o famoso Tratado de Versalhes) e pela prevenção de uma restauração dos Habsburgos. Encorajados em especial pelos esforços de Edvard Beneš, então ministro dasrelações exteriores da Checoslováquia de 1918 até 1935, as três nações selaram sua aliança a partir de três tratados bilaterais de aliança defensiva e econômica. Tal união estava intimamente ligada à França por laços financeiros e obrigações acordadas com cada um dos países.

A Polônia colaborou em alguns momentos, mas nunca fez parte efetivamente da aliança. Iugoslávia e Roménia formariam também a denominada Entente dos Balcãs, em 1934.

O temor destes três países, o chamado revisionismo húngaro, consistia em uma possível reação contra as disposições da paz de Trianon. A Hungria perdera cerca de 70% de seu território pré-primeira guerra, cinco das suas dez cidades mais populosas, e um enorme contingente de húngaros passaram a habitar outros países que não a Hungria, em especial, a Checoslováquia, a Romênia e a Iugoslávia, que circundavam o território húngaro “mutilado”. Estes três passaram a ter importantes áreas de seus países com população predominantemente húngara. O segundo motivo de formação da Entente, embora pouco provável, era uma possível restauração da monarquia dos Habsburgo e o consequente desejo de reconquistar os antigos territórios dominados por esta extinta potência da Europa central.

Os objetivos gerais da Pequena Entente e de sua sucessora, a Entente dos Balcãs, em conjunto, foram a preservação do status quoterritorial, estabelecida pelos tratados de Versalhes, Saint-Germain, Trianon, Neuilly e, contra os esforços da Alemanha, Hungria, Itália, e da Bulgária para que esses tratados fossem revistos, além da prevenção da Anschluss (união) entre a Alemanha e a Áustria. Além disso, esta união promovia o estreitamento dos laços econômicos entre os seus membros. A Pequena Entente seria umprojeto bem-sucedidoem seus objetivos até a ascensão de Hitler na Alemanha, quando o prestígio francês na região foi gradualmente substituído pela penetração econômica alemã e consequente pressão política. Sua decadência começou em 1936, acabando por ser efetivamente extintaapós a divisão da Checoslováquia pelo Pacto de Munique em 1938.

Bibliografia:
Pequeña Entente (em espanhol). Disponível em <http://www.historiasiglo20.org/GLOS/pequentente.htm>. Acesso em: 25 set. 2011.

Fonte:

InfoEscola: Navegando e Aprendendo

Muralha Aureliana

Por Antonio Gasparetto Junior
A Muralha Aureliana foi erguida em Roma durante o reinado dos imperadores Aureliano e Probo.

Durante o século III, Roma passou por um processo de expansão de seu território que foi muito além do território ocupado no decorrer do período republicano, quando foi construída a Muralha Serviana. Entretanto, Roma permaneceu muito tempo sem edificações no território conquistado, deixando evidente a necessidade de se construir melhores defesas. A situação se tornou latente quando tribos bárbaras cruzaram as fronteiras da Germânia e o exército romano teve que ser mobilizado para o combate. Outras invasões também ocorreram e Roma passou por muitas dificuldades nesse período para manter o território e rechaçar os inimigos.

Todas as invasões e as constantes ameaças sofridas formam o que é chamado de crise do século III em Roma. Para resolver a questão da vulnerabilidade romana, o imperador Aureliano ordenou, como medida de emergência, a construção de uma muralha, cujo projeto foi o maior realizado por Roma depois de muitas décadas. A Muralha Aureliana levou cinco anos para ser construída, entre 271 e 275, e contou com a incorporação de edifícios já existentes para acelerar o processo e conter gastos. Uma grande área atrás da muralha foi preparada para dar passagem às sentinelas e para permitir que as defesas fossem reforçadas em qualquer necessidade. Mas o próprio imperador Aureliano nem chegou a ver a muralha, pois faleceu antes do fim da construção.

Muito se questiona sobre a real efetividade da Muralha Aureliana, já que a área coberta era muito pequena em relação a todo o território. Ela servia mais para desencorajar a tática dos bárbaros em suas tentativas de sitiar cidades. É bem mais aceitável que o grande benefício da muralha resultou no fortalecimento político de Aureliano que, através de sua demonstração pública de poder, demonstrou a confiança na lealdade do povo romano.

A Muralha Aureliana englobava todas as Sete Colinas de Roma, o Campo de Marte e o distrito do Trastevere. Eram 19 Km de extensão cercando uma área de 13,7 Km², seus muros eram construídos de concreto com tijolo com dimensões de 3,5 metros de espessura por 8 metros de altura. Somente durante o período de Honório, em 401, que a muralha e os portões receberam fortificações. As reformas incorporaram a Tumba de Adriano e dobraram a altura da muralha, sendo que a construção passou a contar com 383 torres, 7020 almenaras, 18 portões principais, 5 poternas, 116 latrinas e 2066 janelas externas.

Em 545, o rei dos ostrogodos, Totila, preparou uma ofensiva com a intenção de destruir a muralha como estratégia para impedir o Império Bizantino de defender Roma nas Guerras Góticas. O ataque resultou na queda de um terço da muralha. Mas a Muralha Aureliana permaneceu com sua grande importância até o século XIX definindo ainda os limites da cidade de Roma e também oferecendo formas de defesa. Só foi derrubada em 1870 quando osbersaglieri do Reino da Itália conquistaram Roma. Todavia, ainda há uma boa parte da Muralha Aureliana de pé em bom estado de conservação. É um dos mais significativos pontos turísticos da Itália e conta com o Museu da Muralha que oferece informações sobre a construção e a utilização da muralha na defesa de Roma.

Fonte:
SOUTHERN, Pat. The Roman Empire from Severus to Constantine, Routledge, 2001.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralha_Aureliana
Foto: http://www.rome-in-italy.com/aurelian-walls.html

Muralha Serviana

Por Antonio Gasparetto Junior
A Muralha Serviana foi construída para proteger a cidade de Roma na antiguidade.

Roma é uma referência de civilização na História Antiga. Desde o nascimento da cidade houve um processo de expansão e, simultaneamente, vários conflitos. Tudo isso fazia com que a cidade necessitasse atentar para sua defesa que, por muitas vezes, acabava ficando vulnerável. A primeira forma de defesa dos romanos foi um agger, que nada mais é do que uma circunvalação do território ou uma elevação feita com areia, terra ou caliça. No caso de Roma, foi erguida essa defesa ao redor da cidade no início do século VI a.C. por iniciativa do rei romanoSérvio Túlio.

Naturalmente, o agger construído pelo rei romano não foi capazde proporcionar a segurança necessária para Roma, pois não consistia em uma forma de defesa sólida e imponente. O saque ocorrido na cidade romana no século IV a.C. foi um grande ataque sofrido por Roma que levou aos governantes a se preocuparem novamente com a defesa, ampliando o sistema de proteção oferecido pelo agger.

Muralha Serviana (linha azul) e Muralha Aureliana (linha vermelha)

A Muralha Serviana foi construída ao longo do mesmo traçado que apresentava o agger de Sérvio Túlio, esse reforço que substituiu o antigo sistema de defesa utilizando as fortificações precedentes e foi erguido já durante o período republicano de Roma.

A iniciativa da construção da Muralha Serviana é atribuída aos sensores de Roma Espúrio Servílio Prisco e Quinto Clélio Sículo, os quais ordenaram a abertura de vários canteiros de obras simultaneamente para acelerar o processo de fortificação da cidade a partir de 378 a.C.. O resultado da obra foi um grande muro em torno da cidade apresentando 3,6 metros de espessura, 11 Km de comprimento e mais de 12 portas.

A Muralha Serviana é a segunda fortificação na história de Roma, seu posicionamento completo não é conhecido pelos historiadores e arqueólogos. Algumas partes da muralha chegaram a ser restauradas pelo imperador Augusto, enquanto algumas passagens foram transformadas em arcos de vários significados. Esse processo de reformas é o quefacilita na reconstituição do sistema de defesa de Roma, já que sua origem é de uma fase muito inicial da cidade.

Durante o período republicano e o período do Império de Roma, a cidade iria se expandir cada vez mais, conquistando territórios progressivamente. Mais uma vez, a defesa utilizada pelos romanos se tornaria vulnerável e necessitaria de um reforço ou uma ampliação. É nesta ocasião que o imperador Aureliano inicia a construção de uma nova muralha para fortificar a defesa dos romanos e levando em consideração da expansão do território. A nova construção ficou conhecida como Muralha Aureliana e foi erguida para substituir a então inferior Muralha Serviana. Mas esta só foi superada no século III, o que demonstra que por muito tempo permaneceu como referência de defesa da cidade para os romanos.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralha_Serviana
Foto: http://www.vroma.org/images/raia_images/index.html
Ilustração: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Map_of_ancient_Rome.svg

Muralha de Adriano

Por Antonio Gasparetto Junior
A Muralha de Adriano foi uma fortificação construída para dar proteção ao Império Romano.

Desde sua fundação, Roma sempre foi provida de grandiosidade que a caracterizou como uma grande civilização. E como tal, uma marca muito peculiar dos romanos foi a expansão territorial que levou a formação do famoso Império Romano. Muitos territórios foram conquistados pelos romanos, e também muitos povos, acarretando no grande crescimento de Roma. Toda essa grande área para se controlar acarretava naturalmente na vulnerabilidade, o que preocupava muito os governantes.

Durante o século II, Roma estava, como de costume, em expansão militar pelo continente europeu, conquistando novos territórios. Foi o imperadorAdriano que percebeu a inviabilidade de manter a expansão do império em todas as direções. Para controlar as ameaças possíveis nas fronteiras já existentes, Adriano optou por interromper a expansão e manter o que já era de posse de Roma sob controle.

A Muralha de Adriano foi um reflexo dessa política do imperador de manter o controle do território romano já existente como forma de proteger o império de possíveis ameaças. Adriano ordenou a construção de uma muralha com uma estrutura defensiva capaz de prevenir contra as investidas militares de tribos que habitavam a região da Escócia, pois era a localidade que determinava o limite ocidental do Império Romano comandado por Adriano.

A Muralha de Adriano foi construída em pedra e madeira ao norte da Inglaterra e ficou pronta no ano 126. O resultado final representa a mais extensa estrutura construída pelo Império Romano, estendia-se por 118 Km. Seuprojeto de construção determinava que cada centúria era obrigada a levantar sua parte da muralha, fazendo com que os próprios soldados das legiões romanas fossem os incumbidos diretos pela construção. A muralha foi finalizada apresentando 4,5 metros de altura e 2,5 metros de largura, sendo que ainda havia no seu topo uma estrada com um metro de largura para facilitar a comunicação e os transportes. A extensão da muralha era intercalada por torres de observação e quarteis para as tropas de guarnição.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralha_de_Adriano

Voto de Cabresto

Por Emerson Santiago
Ficou popularmente conhecido como voto de cabresto o sistema tradicional de controle de poder político por meio do abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública para favorecimento pessoal ou de simpatizantes políticos.
Nas regiões mais pobres do Brasil a prática foi (e, de certo modo ainda é) bastante recorrente, uma das principais características do que se costuma definir como corononelismo. Desde os tempos do Império, onde se realizaram as primeiras eleições do Brasil como país independente, a prática da fraude eleitoral é uma praga de difícil combate. No período áureo do coronelismo, no início do século XX, o eleitor só precisava levar um pedaço de papel com o nome do seu candidato e depositar na urna. Tratava-se de um papel qualquer, trazido de casa mesmo. Para os coronéis, bastava entregar a cada um de seus empregados um papel já preenchido, e como a grande maioria destes “eleitores” era analfabeta, estes apenas assinavam seus nomes (lembrando que analfabetos não podiam votar). Isso não era de modo algum problema para os coronéis, já que eles mesmos escreviam nos papéis o que bem desejassem. Como os criados não sabiam ler, muitas vezes eles votavam sem sequer saber o que estava escrito no papel que depositavam na urna. Aliás, era prática do coronel fornecer o transporte a estes pretensos eleitores, que recebiam as “instruções” ao irem votar.

As regiões do vasto interior do Brasil estavam cheias desta figura, um grande fazendeiro que exercia poder total sob uma comunidade de camponeses humildes, pela via moral ou pela força mesmo. Assim, este utilizava de seu poder econômico para garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Quando o convencimento pela via econômica não surtia efeito, o coronel recorria à violência para que os eleitores de seu “curral eleitoral” obedecessem às suas ordens. Com um sistema de voto era aberto, ficava fácil para os capangas do “candidato” pressionar e fiscalizavar os eleitores para que votassem nos candidatos “indicados”. Outras formas conhecidas de fraude eleitoral eram a compra de votos, votos fantasmas e as troca de favores.

Com a Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, a situação mudaria lentamente. Em 1932 entra em vigor o primeiro Código Eleitoral do Brasil, que garante o voto secreto, medida fundamental para o início de uma maior correção nas eleições. Por outro lado, o fator social iria influenciar também, pois, a população rural iria gradualmente mudar do campo para as cidades, engraquecendo assim, naturalmente, o poder do coronel. Com a instalação do sistema de voto por meio da urna eletrônica, em 1996, as chances de fraude foram consideravelmente diminuídas.

Bibliografia:
DANNEMANN, Fernando Kitzinger. Voto de cabresto. Disponível em . Acesso em: 01 out. 2011.
Fonte:http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/voto-de-cabresto/

Ano dos Cinco Imperadores

Por Antonio Gasparetto Junior
O Ano dos Cinco Imperadores é o nome que se dá para o momento em que cinco indivíduos reivindicaram o título de imperador romano.
O ano 193 é uma data muito conturbada na história de Roma Antiga. O ano é marcado por uma série de conflitos internos que levam a uma grande disputa pela ocupação do cargo de imperador, sendo que criou-se uma contenda entre cinco pessoas reclamando a oficialidade do cargo máximo no Império Romano.

Ainda no ano anterior, 192, foi assassinado o imperador Cômodo bem na véspera da virada de ano, dia 31 de dezembro. O ano virou sem haver em Roma um imperador, o qual só seria declarado no primeiro dia do ano 193. O prefeito Pertinax foi quem ocupou o lugar de Cômodo como imperador romano, todavia não permaneceu muito tempo no poder. Os conflitos para se ocupar o posto máximo em Roma eram constantes e ferozes. Pertinax foi assassinado pela própria guarda pretoriana no dia 28 de março do mesmo ano, ou seja, não chegou a ser imperador nem por quatro meses.

Com o cargo de imperador em aberto mais uma vez, foi feito um leilão pelo título de imperador entre Dídio Juliano e Tito Flávio Sulpiciano, o qual era padrasto de Partinax e estava ocupando o cargo de prefeito da cidade de Roma. Os dois ofereceram grandes quantias em dinheiro para que os soldados romanos fossem fieis a cada um. Flávio propôs 20000 sestércios para cada soldado, enquanto Dídio Juliano ofereceu 25000 sestércios. Tendo em vista a oferta mais volumosa de Dídio Juliano, este foi declarado imperador pelo senado no dia 28 de março do mesmo ano.

Mesmo havendo um leilão para se definir o legítimo imperador de Roma e saindo nele vencedor Dídio Juliano, o problema não acabou aí. Foi justamente o motivo para se iniciar uma grande disputa pelo título de imperador envolvendo cinco pessoas. Além de Tito Flávio, outros três romanos entraram na disputa pelo posto de imperador: Prescénio Níger, Clódio Albino e Séptimo Severo. O primeiro era proveniente da Síria, o segundo da Britânia e o terceiro de Panónia. O acirramento da disputa começou por ação de Séptimo Severo, que marchou para Roma com o intuito de derrubar o proclamado imperador Dídio Juliano. E foi o que aconteceu, no dia primeiro de junho de 193 ele invadiu Roma, capturou o imperador e o decapitou. Séptimo Severo foi ainda mais rígido, demitiu toda a guarda pretoriana e executou todos os soldados que tinham participado do assassinato do imperador Pertinax. Sua ação não foi o resultado de uma vingança contra o assassinato do imperador por seus próprios soldados, na verdade Séptimo Severo queria apenas eliminar o convívio com traidores declarados e impedir que o mesmo pudesse acontecer com ele próprio. Isso lhe permitiu consolidar seu poder em Roma e o permitiu entrar em conflito com Pescénio Níger. Severo o enfrentou em Cízico e Niceia no ano de 193, mas a vitória definitiva só aconteceu em 194 quando o derrotou em Isso.

Em meio a toda essa disputa de poder, Clódio Albino se aproximou de Séptimo Severo. Os dois estabeleceram certo pacto e Clódio ficou confiante de que seria proclamado imperador na sucessão de Séptimo Severo. Mas o desenvolvimento dos fatos mostrou que Severo tinha outras intenções, levando Clódio Albino a se rebelar contra aquele que ofereceu apoio. Em 195, Clódio Albino se autoproclamou imperador de Roma e gerou um confronto aberto com Séptimo Severo. Os dois reuniram seus exércitos e entraram em combate na disputa pelo posto de imperador, o resultado foi a derrota e morte de Clódio Albino na Batalha de Lugdunum no dia 19 de fevereiro de 197. Após anos de conflitos entre vários indivíduos para ocupar o trono romano, Séptimo Severo enfim consolidou seu poder ao derrotar o último dos cinco concorrentes ao posto de imperador romano.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano_dos_cinco_imperadores

A Formação da Europa Medieval

Durante o Baixo Império, Roma foi sendo atingida por uma longa crise social, econômica e política. Entre os fatores que contribuíram para isso, estavam:
* O aumento dos impostos.
* O emfraquecimento do comércio e das atividades urbanas.
* O crescimento do número de miseráveis entre a plebe.
* As desordens sociais e políticas.

Além desses fatores, dois outros são fundamentais para se entender a decadência e a queda de Roma: a crise do escravismo e as invasões bárbaras.


O modo de vida dos germanos
Antes do contato com o Império Romano, o modo de vida dos povos germanos foi marcado pelas seguintes caracteristicas:


Organização social
Famílias que se transformavam em clãs, depois em tribos e logo se trasformavam em assembléia de guerreiros.


A economia
Se destacavam na criação de animais com bois, porcos, carneiros e agricultura.


A justiça
A justiça entre os germânicos não se orientava por leis escritas.

Um tipo de prova muito ultilizado nos julgamentos era o ordarlio. O acusado de algum crime tinha de segurar um ferro quente ou pisar em brasas. Se resitisse à dor, era considerado inocente.


A religião
Os germanos eram politeístas. Adoravam diverços deuses, que representavam forças poderosas da natureza. Os principais deuses eram Odim e Thor.


Retirado do Livro: História e Reflexão 6. Resumido por Marcos


Fonte:
http://www.tarefadecasa.hpg.ig.com.br/formacaodaeuropamedieval.htm