7.12.12

Sionismo

Ficheiro:CoffeePalestineStereo.jpg
Por Felipe Araújo

O sionismo foi o movimento que impulsionou a decisão da criação de um Estado independente para os judeus no território palestino. Com a realização do Primeiro Congresso Sionista, em 1897, os sionistas marcaram seu nome na história. Sion é uma colina de Jerusalém que deu origem ao termo.



Com aspirações nacionalistas, os sionistas pregavam que, na Bíblia, existia uma área chamada Canaã, que seria o território de Israel. O nome mais importante entre o grupo foi Theodor Herzl, judeu de origem húngara que fundou o movimento. Ele publicou a obra “Estado Judeu”, livro que apresentava um programa com o qual poderia ser resolvida a questão dos judeus. A obra começa a ganhar diversos adeptos, entre eles, Max Nordau, que começou a divulgar as ideias de Herzl e difundir seus conceitos na Europa.

Entre os principais objetivos dos sionistas no Primeiro Congresso Sionista Mundial, podem ser citados: afirmação dos judeus por esforço conjunto, colocando em destaque a questão judaica, e a continuidade histórica dos judeus e sua fatal de identificação com a Palestina.

Outro episódio que deu maior sustentação para o movimento sionista foi a Declaração de Balfour, realizada pelo lorde inglês Balfour e que favorecia a criação do Estado de Israel como um lar nacional para os judeus na Palestina. Outro fator decisivo foi a autorização dada pela Liga das Nações em 1922.

A maior realização sionista foi a efetiva criação do Estado de Israel. Porém, com a fundação deste território, tiveram início os conflitos entre palestinos e judeus. Estes embates foram ampliados durante os anos 30, quando ocorreu um imenso processo de emigração de judeus perseguidos pelo nazismo, que encontraram refúgio em Israel. Até hoje, esta questão ainda não foi solucionada.

De acordo com Vladimir Jabotinsky, líder sionista, no livro “A muralha de ferro”: “Não cabe pensar em uma reconciliação voluntária entre nós e os árabes, nem agora nem num futuro previsível, Todas as pessoas bem intencionadas, salvo os cegos de nascimento, compreenderam há muito a completa impossibilidade de se chegar a um acordo voluntário com os árabes da Palestina para transformar a Palestina de país árabe em um país de maioria judia. (…) Tente achar ao menos um exemplo de colonização de um país que aconteceu com o acordo da população nativa”.

Fontes:
http://sionismo.net/http://www.infopedia.pt/$sionismohttp://www.cprepmauss.com.br/documentos/declaracaodebalfourde191789221.pdfhttp://www.midiaindependente.org/pt/green/2004/02/274417.shtml

Sumerianos



Por Felipe Araújo

Primeiros povos que habitaram a região da Mesopotâmia, os sumerianos eram asiáticos e, até hoje, suas origens não foram bem definidas. De acordo com alguns historiadores, eles teriam surgido na região central do continente asiático. Outra característica dos sumerianos que causa dúvidas é o seu idioma, considerado aglutinante e que integra o grupo asiânico. Os primeiros registros destes povos têm data no quarto milênio, quando pequenos grupos migratórios chegaram de forma gradual à Baixa Mesopotâmia. A existência dos sumerianos foi dividida em quatro períodos, definidos de acordo com fenômenos apresentados por eles: época do desenvolvimento da glíptica, da escultura, da escrita e da Astrologia.



A sociedade dos sumerianos configurava-se da seguinte forma: viviam em comunidades urbanas e as decisões governamentais eram definidas em assembleias de anciões. Porém, este panorama foi sendo alterado ao longo dos anos. Tais assembleias fora perdendo a importância e, em seu lugar, o poder de decisão foi concentrado em uma só pessoa que era conhecida como petesi, lugal ou ensi.

Durante o século XXIV a.C., a expansão dos sumerianos foi contida pelas invasões dos povos semitas. Entre os grupos de semitas, os acadianos foram importantes para a cultura sumeriana, pois a assimilaram e fundaram a Monarquia de Agadê, um pequeno Estado. Outra contribuição do povo sumeriano está no campo das artes. Sua literatura, encontrada em diversos tabletes feitos de argila, apresenta textos cuneiformes com uma produção variada e prolífica para a época. Uma curiosidade é que estas obras eram anônimas. Esta característica difere bastante dos tempos atuais, onde uma das realizações maiores para o autor é ver seu nome consagrado pela obra que produz. Na civilização suméria, o artista era, antes de tudo, um artífice, ou artesão, que não tinha a menor preocupação em ver seu nome ser perpetuado na história. Na arte sumeriana, não havia intenção de originalidade ou inovação, era apenas uma arte remunerada ou gratuita, muitas vezes encomendada.

A maior parte da produção de textos deste povo apresenta assuntos como: listas de objetos, balanços de finanças, contratos e assuntos de economia. Entre outros temas, são encontradas obras jurídicas, que apresentam alguns dispositivos para solucionar casos isolados e particulares. Entre estes registros, o mais conhecidos e antigo é o Código de Ur-Namu, com data em2050 a.C. Este documento faz a descrição de antigos costumes que foram transformados em leis e enfatiza penas pecuniárias relacionadas a delitos, substituindo as penas talianas.

Fontes:
http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/sumerios-acadios.htmhttp://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/historia/historia_geral_idade_antiga/povos_da_mesopotamia/civil_mesopotamica_sumeriahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Sumerianoshttp://www.olhatecnologia.net/temasdiversos/Sumerios.txt

Veja a primeira fotografia do iceberg que afundou o Titanic

Veja a primeira fotografia do iceberg que afundou o Titanic
Imagem foi feita por capitão de outro barco, 2 dias antes do acidente.
Valor de venda pode chegar até US$ 10 mil em leilão nos EUA.

A primeira fotografia do iceberg que supostamente afundou o Titanic em 1912 vai ser vendida em um casa de leilões de New Hampshire, no nordeste dos EUA.

A foto em preto e branco mede 24 por 20 centímetros e foi tirada em 12 abril de 1912, dois dias antes da colisão que provocou o naufrágio e a morte de 1.502 pessoas.
A foto em preto e branco foi tirada em 12 abril de 1912 (Foto: RR AUCTION/W.F.WOOD/AFP)

A casa de leilões RR Auction qualifica a obra em seu site de 'assombrosa e extremamente original', assinalando que foi tirada pelo capitão do navio a vapor S.S. Etonian, W. F. Wood, que a assina. A fotografia conta com anotações entre as quais se incluem algumas coordenadas muito próximas ao local onde o navio naufragou.

Até agora, só se contava com dois desenhos do iceberg feitos por Frederick Fleet, vigia de guarda do Titanic, e Joseph Scarrott, marinheiro do navio.

O leilão acontece no dia 13 de dezembro e o preço de saída está entre 8 mil dólares e 10 mil dólares.

Além da instantânea, também serão postas à venda outros 400 objetos relacionados ao navio, entre eles peças de roupa dos passageiros e mobília da embarcação.

O Titanic colidiu com um iceberg em sua viagem inaugural de Southampton (Reino Unido) para Nova York na noite do dia 14 de abril de 1912, o que provocou seu afundamento quase três horas mais tarde, nas primeiras horas do dia 15, ao sul da Terranova (Canadá).

Morreram 1.502 das 2.224 pessoas a bordo, enquanto os restos do navio, submersos a 4.000 metros de profundidade, só foram encontrados em 1985


Fonte: G1

sunitas

Sunismo

Os sunitas formam o maior ramo do Islão, ao qual no ano de 2006 pertenciam 84%[1] do total dos muçulmanos. A maioria dos sunitas acredita que o nome deriva da palavra Suna (Sunna), que se refere aos preceitos estabelecidos no século VIII baseados nos ensinamentos de Maomé e dos quatro califas ortodoxos. Alguns afirmam, porém, que o termo deriva de uma palavra que significa "um caminho moderado", referindo-se à ideia de que o sunismo toma uma posição mais neutra do que aquelas que têm sido percebidas como mais extremadas, como é o caso dos xiitas e doscaridjitas.

História


No Islã, o desacordo político manifestou-se muitas vezes pelo desacordo religioso. O exemplo mais antigo disto foi que 30 anos após a morte de Maomé (Muhammad), a comunidade islâmica mergulhou numa guerra civil que deu origem a três grupos. Uma causa próxima desta guerra civil foi que os muçulmanos do Iraque e do Egito ressentiram-se do poder do terceiro califa e dos seusgovernadores; outra causa foi a de rivalidades comerciais entre facções da aristocracia mercantil.

Após o assassinato do califa, a guerra eclodiu entre grupos diferentes, todos eles lutando pelo poder. A guerra terminou com a instauração de uma nova dinastia de califas que governavam desdeDamasco.

Um dos grupos que surgiram desta disputa foi o dos sunitas. Eles tomam-se como os seguidores da sunna ("práctica") do profeta Maomé tal como relatada pelos seus companheiros (a sahaba). Os Sunitas também acreditam que a comunidade islâmica (ummah) se manterá unida. Eles desejavam reconhecer a autoridade dos califas, que mantinham o governo pela lei e persuasão. Os sunitas tornaram-se o maior grupo islâmico.

Dois outros grupos menores surgiram também deste cisma: Os xiitas e os kharijitas, também conhecidos por "dissidentes". Os xiitas acreditavam que a única liderança legítima era a que vinha da linhagem do primo e genro de Maomé, Ali. Os xiitas acreditavam que o resto da comunidade cometera um erro grave ao eleger Abu Bakr e seus dois sucessores como líderes. Já os kharijitas inicialmente apoiaram a posição dos xiitas de que Ali era o único sucessor legítimo de Maomé, e ficaram decepcionados quando Ali não declarou a guerra no momento em que Abu Bakr tomou a posição de califa, crendo que isto era uma traição ao seu legado por Deus. Ali foi mais tarde assassinado pelos kharijitas com uma espada envenenada.

Base para a teologia

Os sunitas baseiam a sua religião no Alcorão e na Suna, como está registrada nos livros de hadith. As coleções hadith de Sahih Bukhari e Sahih Muslim são consideradas pelos sunitas como as coleções mais importantes. Para além destes dois livros, os sunitas reconhecem quatro outros livros hadith de autenticidade credível (apesar de não tão alta como os de Bukhari e de Muslim), todos juntos eles constituem os chamados "Seis Livros" ou também referenciados como Kutubi-Sittah.

Visão de outros grupos

Os sunitas não são unânimes quanto às suas visões dos xiitas. No entanto, os sunitas não consideram as diferenças entre xiitas e sunitas comparáveis às diferenças entre os diferentes mazahib do Fiqh (direito islâmico) sunita. Uma pequena minoria acredita que os xiitas (especificamente os Jafaryia ou Os dos doze) podem ser considerados como uma "quinta madhab" do Islão.

Um decreto da prestigiosa Universidade Al-Azhar no Egipto, apoiando este último ponto de vista foi amplamente condenado por académicos sunitas em todo o mundo. Geralmente, a maioria dos sunitas considera o xiismo como um grupo herege, rebelde, mas dentro do Islão.

No entanto, todas as três tendências estabelecidas dentro do sunismo, os Berailvi, os Deobandi e os Wahhabi consideram os xiitas como apóstatas (desertores) do Islão.

Por outro lado, grupos como a Nação do Islão, Ahmadiyya, e Ismailis são considerados como hereges pela maioria dos sunitas e por isso estão fora do Islão.

Na Rússia do século XIX (no Tartaristão e na Ásia Central), uma nova teologia do sunismo surgiu, conhecida como o Jadidismo ouEuroislão. A sua principal qualidade foi a tolerância para com outras religiões.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Judeu alemão relembra infância como vizinho de Hitler


Edgar Feuchtwanger viveu na mesma rua que líder nazista.
Pai foi enviado a campo de Dachau.

O judeu alemão Edgar Feuchtwanger
(Foto: Arquivo Pessoal e BBC)




Um judeu alemão relatou à BBC como foi passar uma parte de sua infância como vizinho do líder nazista Adolf Hitler.

O historiador Edgar Feuchtwanger contou que tinha apenas cinco anos quando Hitler se mudou para a rua onde ele morava com a família.

Ele se lembra de sua mãe falando naquela época de como eles tinham menos leite porque "o leiteiro deixou muitas garrafas" na casa do líder nazista.

Feuchtwanger cresceu em um bairro rico de Munique e ainda se lembra da primeira vez que viu Hitler caminhando na rua. Foi no começo da década de 30, quando ele saiu para um passeio com sua babá. Na época, Feuchtwanger tinha oito anos.

Feuchtwanger viu o líder nazista vestido com um casaco e chapéu, saindo de um prédio de apartamentos.

"Ele olhou diretamente para mim. Acho que não sorriu", diz.

Algumas pessoas pararam e gritaram a saudação "heil Hitler". Em resposta, ele levantou o chapéu antes de entrar no carro que o esperava.

"Claro que eu sabia quem ele era, mesmo sendo um menino. Como chanceler, ele dominava toda a cena (política do país)", conta Feuchtwanger.
Pai de Edgar, Ludwig Feuchtwanger, em foto de
arquivo pessoal (Foto: Arquivo Pessoal)

Sem medo
Naquele momento, porém, a figura de Hitler ainda não gerava medo em Feuchtwanger. "Apenas fiquei curioso de ver ele ali", afirma.

O alemão de 88 anos admite que é estranho lembrar do líder nazista como um vizinho. "Falo sobre como vivi na mesma rua que Hitler como se não fosse grande coisa", diz. "É difícil pensar que pessoas que você viu quase diariamente foram responsáveis por virar o mundo de cabeça para baixo."

Em seu caminho para a escola, Feuchtwanger passava em frente ao prédio onde ficava o luxuoso apartamento do líder nazista, na Prinzregentenplatz, 16, e parava com frequência para tentar ver o chanceler.

"Hitler vinha a Munique nos finais de semana. Sabíamos que ele estava em casa quando podíamos ver os carros estacionados do lado de fora", lembra.

A chegada de Hitler era marcada pelos pneus cantando. Ele vinha em um comboio de três carros, com um grupo de guarda-costas e, logo, um som de botas batendo no chão podia ser ouvido de longe.

As pessoas costumavam parar para saudar o líder nazista. "Toda a coisa nazista estava sendo inculcada em nós na escola", explica Feuchtwanger, acrescentando que os professores faziam as crianças da época desenharem suásticas ou listar os inimigos da Alemanha.
Mãe de Feuchtwanger em foto de arquivo pessoal
(Foto: Arquivo Pessoal)

Visita da Gestapo
Na metade da década de 30 algumas famílias de judeus alemães ainda não se sentiam ameaçadas pelo nazismo, mas isso mudou rapidamente.

O irmão mais velho do pai de Feuchtwanger, Lion, por exemplo, era um autor de teatro famoso por sua posição contra o nazismo e depois de uma viagem, não voltou mais para a Alemanha.

Os pais de Feuchtwanger pensavam que, de alguma forma, poderiam não ser atingidos pelo nazismo.

No dia 10 de novembro de 1938, porém, oficiais da Gestapo foram a casa da família logo pela manhã para levar o pai de Feuchtwanger, Ludwig. "Eles não o trataram mal. Minha mãe foi muito corajosa", conta o historiador.

Pouco depois, a Gestapo voltou com caminhões e caixas para levar os livros mais valiosos da grande biblioteca da família. "Eles disseram que iriam 'garantir a segurança dos livros'", afirma.

Os dois episódios ocorreram em meio a uma grande onda de violência organizada de nazistas contra judeus na Alemanha e partes ocupadas da Áustria.

Presos em casa
A partir deste momento, Feuchtwanger não podia mais sair de casa nem ir para a escola e passou a conviver apenas com a mãe e familiares próximos.

"Nos sentíamos muito impotentes, (pensando) que alguém poderia nos matar e ninguém faria nada."

A família esperou por notícias de Ludwig durante seis semanas e tudo o que sabiam é que ele tinha sido levado com um dos tios de Feuchtwanger para o campo de Dachau, perto de Munique.

Um dia, sem aviso, o pai de Feuchtwanger foi liberado e chegou em casa exausto e doente.

Quando ele voltou, a família tomou a decisão de deixar a Alemanha e, com a ajuda de familiares que já estavam fora do país, todos conseguiram os vistos para ir para a Grã-Bretanha.

Em fevereiro de 1939, Feuchtwanger e seu pai embarcaram em um trem para Londres. Ludwig voltou para pegar o resto da família e, em maio daquele ano, todos estavam na Inglaterra.

Eles nunca mais voltaram à Alemanha e apenas Feuchtwanger visitou Munique na década de 50.

Ele estudou em Cambridge e deu aulas na Universidade de Southampton, além de publicar vários livros de história e biografias. Casou-se com uma britânica e teve três filhos.

Fonte: G1

Leis de Nuremberg


Por Antonio Gasparetto Junior
Ficheiro:Bundesarchiv Bild 183-2004-0312-505, Nürnberg, Reichsparteitag, Grundstein Kongreßhalle.jpg
As Leis de Nuremberg fazem parte de um texto elaborado por Adolf Hitler para ser adotado pelos nazistas.



No início da década de 1930, Adolf Hitler assumiu a liderança política da Alemanha, país que passava por uma grave crise econômica e moral em função das consequências da Primeira Guerra Mundial e da Crise de 1929. Hitler foi considerado pela população alemã como um grande líder que seria capaz de resgatar o prestígio e a grandeza dos germânicos, o que o fez receber grande apoio da população. O regime estabelecido pelo novo líder do país era autoritário, tudo estava submetido ao seu controle. Se por um lado ele conseguiu reorganizar o país e oferecer esperança à população, por outro lado sua política aumentou a instabilidade no continente europeu e suas decisões conduziram o continente à Segunda Guerra Mundial.

No dia 15 de setembro de 1935, Adolf Hitler estava reunido com os demais membros do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores em Nuremberg por ocasião de seu sétimo congresso anual. Em uma sessão extraordinária foram adotados alguns textos que Hitler sugeriu, entre eles estavam: a Lei da Bandeira do Reich, a Lei da Cidadania do Reich e a Lei da Proteção do Sangue e Honra Alemães. Esse conjunto de leis formava o que ficou conhecido como asLeis de Nuremberg.

A adoção das Leis de Nuremberg fundamentavam toda a ação e a ideologia do nazismo, o que inclui a perseguição aos judeus na sociedade alemã. As leis determinavam a segregação racial, a proibição da união matrimonial, da coabitação, de relações sexuais e qualquer outro tipo de relacionamento do povo alemão com os judeus. Estes eram qualificados como indivíduos de segunda categoria.

As Leis de Nuremberg refletiriam em uma das consequências mais desastrosas da história da humanidade. Ainda antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, a caça aos judeus já faria parte das ações nazistas. Mas, além disso, essa segregação racial seria absorvida e realmente praticada pela população germânica. Ao invadir a Polônia em 1939, Hitler e seu exército nazista eram motivados por questões estratégicas de guerra e também pela crença na limpeza étnica. Durante a Segunda Guerra Mundial, os chamados campos de concentração receberiam milhões de judeus para executarem trabalho escravo, servirem como cobaias de experiência e, sobretudo, para serem exterminados. A morte de mais de seis milhões de judeus, chamada de Holocausto ou Shoah, foi um dos eventos mais trágicos da humanidade. Com o fim do conflito armado e a derrota do nazismo, as consequências das Leis de Nuremberg e os crimes contra a humanidade cometidos pelos nazistas foram julgados na mesma cidade em que suas ações foram regulamentadas, no Tribunal de Nuremberg.




Fonte:

O homem das cavernas era um verdadeiro artista?


Entenda as divergências entre historiadores que tentaram descobrir a motivação dos primeiros humanos para pintar







por Frédéric Belnet

Antes mesmo de aparecer em rochas ao ar livre por volta de 10.000 a.C., a arte pré-histórica já era exprimida nas profundezas das cavernas desde aproximadamente 32.000 a.C. Em 1880, o arqueólogo amador espanhol Sanz de Sautuola, o primeiro a decifrar a natureza das pinturas pré-históricas na caverna de Altamira, na Espanha, foi ridicularizado num primeiro momento. Mas a sua ideia ganhou terreno e, em 1901, a revelação das 180 gravuras e pinturas da caverna de Font-de-Gaume, na França, explodiu.

Historiadores divergem sobre o objetivo do homem das cavernas ao pintar como “uma enorme bomba no mundo pré-histórico”, de acordo com o abade Breuil, que participou do achado arqueológico. A ideia foi então aceita de forma definitiva e unânime em 1902, com o mea-culpa feito pelo arqueólogo Émile Cartailhac: o homem paleolítico foi, de fato, um artista!

A fauna é o tema dominante em 90% das obras desse período histórico: mamutes, bisões, cavalos, cervos, cabritos, muito bem proporcionados e detalhados a ponto de interessar os zoólogos sobre o aspecto de certas espécies extintas. Mas não há nem cenário natural nem vegetação que mostrem esses animais em seu meio natural. Eles eram pintados lado a lado, ou se sobrepunham nas paredes, muitas vezes sem que se levassem em conta seus respectivos tamanhos.

As figuras humanas — homens quase sempre com o pênis ereto, mulheres e às vezes híbridos, meio homem, meio animal — são muito raras e eram esboçadas ingenuamente, de maneira simples. As mãos, no entanto, aparecem com frequência: mãos chamadas positivas, cobertas com corante e em seguida carimbadas na parede, ou mãos ditas negativas, aplicadas como um estêncil, sobre as quais se assoprava um jato de tinta. Às vezes, a mão parece amputada, faltando um ou mais dedos — estes estavam provavelmente dobrados, como nas cavernas de Gargas, nos Pireneus, onde 144 pinturas desse tipo aparecem. Alguns defendem a ideia de um “código”...

Símbolos da feminilidade também são observados nas imagens: triângulos pélvicos, chamados de “vulvas”, ou glúteos de perfil. Finalmente, outros sinais mais misteriosos apareceram a partir do período aurignacense (40.000 a.C. a 25.000 a.C.) e multiplicaram-se no período magdaleniano (17.000 a.C. a 10.000 a.C.): círculos, retângulos, linhas, pontos, às vezes misturados com as figuras de animais.

Apenas duas cores eram utilizadas, isoladamente ou combinadas: o preto e o vermelho. A primeira era obtida do carvão de madeira ou de osso. A segunda era produzida a partir de ocre, uma argila vermelha ou castanho-amarelada. Aplicados em pontos grossos, justapostos para formar o desenho, esses pigmentos podiam também ser lançados na parede pelo sopro, após serem dissolvidos e colocados na boca. Os artistas utilizavam de forma inteligente as paredes, rachaduras e saliências para dar profundidade às obras.

Na caverna de Chauvet, na França, imagens descobertas em 1994 mostram que homem de Cro-Magnon utilizava outras técnicas. Ele raspava a parede antes de pintá-la, para obter uma “tela” branca, e esfumaçava as cores. Ainda mais surpreendente é o fato de essas 400 pinturas datarem de 32 mil anos: são as mais antigas conhecidas no mundo. Perto de Marselha, a caverna Cosquer, descoberta em 1985, mostra, entre as 177 representações animais de 19 mil anos, focas, peixes, pinguins e um ser humano com cabeça de foca. Em Lascaux, finalmente, a “Capela Sistina da pré-história”, como disse Breuil, o homem realizou há 17 mil anos uma obra monumental — mais de 2 mil temas —, que continua a impressionar até os dias de hoje.

Como interpretar essas representações? O Homo sapiens simplesmente reproduziu seu meio ambiente pelo prazer da arte? Essa explicação está hoje abandonada: as obras, produzidas cuidadosamente à luz de tochas nas profundezas de cavernas, pouco acessíveis, permanecem invisíveis sem que haja uma fonte de luz externa. Tratava-se de um bestiário sagrado? Mas, se um animal tem um valor de totem, por que pintar tantas espécies no mesmo local? E o que dizer das lanças perfurando, às vezes, esses animais? Simbolização mágica da caça, para garantir uma boa caçada? Era o que o abade Breuil chamava de magia simpática. Mas esses animais “feridos” não correspondiam aos ossos fossilizados das espécies consumidas. E, ainda, como explicar os signos abstratos? Extremamente matemática, a abordagem dita estruturalista, defendida por André Leroi-Gourhan, vê em cada uma dessas cavernas decoradas uma mensagem simbólica global, organizada de forma espacial — uma mensagem que permaneceu sem ser decifrada, apesar da adesão de um bom número de historiadores da pré-história a essa hipótese. Mas, depois das recentes descobertas como a da caverna de Chauvet, tal hipótese já se sustenta.

A explicação mais recente é a do xamanismo, levantada por Jean Clottes. Ele vê as cavernas como santuários religiosos, decorados para criar um ambiente mágico; as formas geométricas seriam frutos das visões dos xamãs durante os transes. Essa teoria não é unânime. De qualquer forma, essas obras corroboram, finalmente, a definição de arte dada pelo dicionário Larousse: “Criação de objetos ou encenações específicas, destinadas a provocar no homem um estado particular de sensibilidade, mais ou menos relacionado ao prazer estético”.


Fonte: 

Desobediência Civil


Por Antonio Gasparetto Junior

Desobediência Civil é uma maneira de protestar contra um governo opressor.


O conceito de Desobediência Civil é proveniente do ensaio escrito por Henry David Thoreau em 1849. Inicialmente, seu texto foi intitulado de Resistência ao Governo Civil traçando as linhas principais de sua ideia de auto-aprovação. O ensaio de Henry dizia que não seria preciso lutar fisicamente contra um governo ou sistema político caracterizado pelo autoritarismo ou pela opressão, seria suficiente e efetivo que a população não apoiasse o sistema e que também não permitisse que o governo apoiasse os movimentos populacionais.

O ensaio de Henry David Thoreau serviu para formular o conceito de Desobediência Civil e influenciou muitas pessoas que compartilharam da ideia. Embora outros intelectuais já tivessem tocado em assunto semelhante muito antes de Henry Thoreau, desde Sófocles na Grécia Antiga até Immanuel Kant, foi ele que recebeu a fama pela formulação do conceito. Isso porque Henry Thoreau foi o primeiro a efetivamente tratar das condutas de desobediência a um governo estabelecido, o que não era foco no pensamento de teóricos anteriores.

A leitura da Desobediência Civil de Henry Thoreau influenciou muitos movimentos no mundo. O conceito apresentado pelo autor inglês serviu de tática na luta de colônias africanas e asiáticas em busca da liberdade. Na Ásia, o caso mais emblemático de prática das formulações de Henry se deu com as ações lideradas por Mahatma Gandhi, que mobilizou a população da Índia para libertar seu país da exploração inglesa. Mais tarde, foi a vez de Martin Luther King adotar as proposições do conceito de Desobediência Civil para liderar os negros estadunidenses em uma campanha por direitos civis, uma vez que, embora a escravidão já tivesse sido abolida no país há muitos anos, os negros sofriam com condições inferiorizadas impostas pela sociedade branca dos Estados Unidos.

Juridicamente, hoje, a Desobediência Civil é considerada uma forma de expressão do Direito de Resistência que possui cunho jurídico, mas não precisa de leis para garantia. A Desobediência Civil está no mesmo patamar jurídico do Direito de Greve e do Direito de Revolução, o qual se refere ao direito do povo de resguardar sua soberania quando é ofendida.

Fonte:
THOREAU, Henry David. A Desobediência Civil.

A Periodização Histórica e seus Significados



É evidente que a divisão da História em periodos tem hoje, mais um caráter didático do que propriamente histórico. De uma maneira geral, a atual divisão da história em períodos peca sobretudo porque:


a) tem em conta somente a civilização ocidental, desprezando as culturas do Oriente;
b) os períodos históricos são desigualmente distribuídos quanto a sua extensão.
c) obriga a uma série de subdivisões que nem sempre se coadunamI com a divisão geral.

Diante do exposto, aceita-se a divisão tradicional, levando-se em conta, porém, o valor relativo. Uma primeira grande divisão da História é baseada no fato de haver o homem deixando a posteridade documentos escritos. Temos então, uma Pré-História e uma História propriamente dita. A História divide-se ainda em quatro grande períodos:

1) Pré-História (Origem do Homem - 4000 a.C.)


Paleolítico (até 10.000 a.C.): por viver da caça e da coleta, o homem era nômade (não tinha habitação fixa) e vivia coletivamente.
Neolítico (10.000 - 4.000 a.C.): com a revolução agrária, o homem tornou-se sedentário (tem habitação fixa).
Teve início a transição do coletivismo para o individualismo.
Agrupados em comunidade, firmaram os rudimentos (primeiras noções) das trocas, da propriedade e da urbanidade.

2) Idade Antiga (4.000 a.C. - 476 d.C.)
Abrange o desenvolvimento das antigas civilizações orientais e clássicas (egípcia, mesopotâmica, hebraica, persa, grega, romana etc.) terminando na queda do Império Romano do Ocidente (476 a.C.)


3) Idade Média (476 - 1453)
Compreendida entre a queda do Império Romano do Ocidente e a tomada de Constantinopla pelos turcos (1453).

4) Idade Moderna (1453 -1789)
Que principia com a queda de Constantinopla e termina com a Revolução Francesa de 1789.

4) Idade Conteporanea (dias atuais)

Vocabulário

I - Coadunam: (coadunar): Juntar, incorporar, reunir, para a formação de um todo.


Fonte: http://www.algosobre.com.br

As Reações Contra a Separação de Portugal


Os governos e os militares de algumas províncias reagiram contra a Independência. Essas autoridades eram portuguesas e queriam que o Brasil continuasse unido a Portugal. Desta maneira, não aceitaram a autoridade de D. Pedro I. As reações contra a independência foram mais fortes nas seguintes províncias: Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e Cisplatina, atual Uruguai.

Para lutar contra as tropas revoltosas, ao lado das forças populares, o imperador contratou militares estrangeiros. O principal deles foi o Lord Cochrane, comandante das tropas brasileiras que conquistaram as províncias rebeles, durante o ano de 1823. D. Pedro I enfrentou também a guerra da Província Cisplatina, tendo reconhecido a independência daquela província em 1828.

Diferentemente do Brasil, as nações latino-americanas haviam proclamado a independência e adotado a república como forma de governo. Por isso, não queria, reconhecer a independência brasileira, pois o Brasil continuava sendo uma monarquia conduzida por um imperador português. Somente em 12 essa resistência começou a ser vencida, quando o México reconheceu a independência brasileira.

Os Estados Unidos da América foram o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil em 1824. Tal medida tinha fundamento pelo fato dos americanos serem contrários ao colonialismo europeu, defendendo o lema "A América para os Americanos". Na verdade, já existia o interesse em estender sua influência sobre o continente.

Portugal também não queria reconhecer a independência brasileira. Porém, em 1825, com a intermediação da Inglaterra, que emprestou o dinheiro, a coroa lusitana recebeu uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas a ser paga pelo Brasil, em troca do reconhecimento da nossa independência. Além disso, seria concedido a D. João VI o título honorário de Imperador do Brasil.

Após o reconhecimento oficial da Inglaterra, os demais países da Europa seguiram o mesmo exemplo. Contudo, o Reino Inglês exigiu o cumprimento de uma série de exigências, como por exemplo, que o Brasil acabasse com o tráfico negreiro.


Fonte: http://www.algosobre.com.br