A vitória de Accio abriu uma nova era: Roma, centro político do Mediterrâneo, progressivamente iria adaptar-se à administração das vastas Tenas que compunham seu império, e dar forma legal ao governo militar, que se superpusera aos órgãos políticos da cidade – Estado. Em 27 AC, Otávio adotou o cognome de Augusto, ao mesmo tempo que se consumava a transposição constitucional, por meio de um compromisso com as principais instituições da república; em princípio, o Senado dividiria a s tarefas administrativas e políticas com a autoridade militar. Transição Tal compromisso deu origem ao regime que vigorou na primeira fase do império (27 AC - até o fim do séc. II DC), cuja denominação de Principado, deriva do título de princeps, assumido em 28 AC por Augusto e daí em diante pelos chefes de Estado. As ressonâncias republicanas desse Título (princeps senatus, primeiro da lista senatorial) refletem a posição constitucional do governante. Característica O principado, assim, caracteriza-se por uma, dupla base política. De um lado, a autoridade civil, conferida ao príncipe pela Tribunícia potestas, que lhe proporcionava o direito de convocar o Senado e os comícios, tornava-o inviolável enquanto tribúno da plebe. Ampliavam essa autoridade certas prerrogativas extraordinárias, tais como as faculdades de incluir e recomendar nomes de candidatos as magistraturas (nominatio ecommendatio), o direito de nomear funcionários imperiais nas províncias, o direito de adlectio, seja, de inscrever no álbum senatorial indivíduos sem qualificações do cursus honorum, a direção da política exterior e o poder de legislar por atos pessoais. O Problema do “Optimus Princeps” Acabou-se a nostalgia da liberdade republicana e acabaram-se a s discussões sobre César e Pompeu. A monarquia reflete a hegemonia romana e permanece sendo o regime mais desejável. “Como é preferível ter somente um mestre que servir !” Mas aprendeu-se a opor dominatio e principatus. O principado foi corrompido pelos príncipes maus. O que se queria é que o príncipe fosse “excelente” em vez de “feliz” ou “grande”. O príncipe ideal deve ser um “homem” sem querer ser igualado aos “deuses” deverá ser um “cidadão” e não um “tirano”, deve ser um “pai” sem comportar-se como “senhor”, porque ele é definido também por oposição ao pior dos príncipes. O príncipe não é muito jovem num muito velho; Tem um talho elegante, o corpo “aperfeiçoado pelo trabalho e os membros robustecidos pelos exercícios”; o semblante grave, mas afável. Percebe-se que é um homem de ação, capaz de mudar os trajes civis para vestir a farda de guerra. Nada de principesco nem de sagrado, mas uma majestade que afasta as imoderações demagógicas e que inspira uma veneração de caráter religioso. Ele anda a pé, permite aos concidadãos que se aproximem, sem se irritar comas reclamações que fazem. Sabe também divertir-se conversando com pessoas de cultura ou caçando; o príncipe leva a vida de um senador com um pouco mais de aparato. A idade do despotismo esclarecido: Flávios e Antoninos O PODER exercido pelos sucessores; de Augusto foi meramente pessoal e seu modo de vida mais do que discutível: a atmosfera de sua corte era de intriga, crime e escândalo. Cresceu, por isso, entre as classes dirigentes do império uma forte oposição ao principado como instituição. Os pregadores da moralidade estóica, cuja influência sabre as camadas esclarecidas da sociedade aumentava firmemente, forraram uma teoria que se chocava com os pontos de vista mantidos pelos imperadores posteriores a Augusto. Consideravam estes a sua autoridade como um direito pessoal, firmado na ligação com o falecido imperador; de acordo com os estóicos, porém, era falso considerar o principado como algo que pretendesse apenas gratificar a ambição pessoal, ou como um despotismo baseado na violência e na força. 0 poder, diziam ele, era confiado por Deus ao homem moral e intelectualmente superior ao resto da comunidade, e seu exercício adequado era um dever imposto por Deus, uma pesada obrigação pessoal. 0 governante, príncipe ou rei, não era um senhor, segundo o ensinamento estóico, mas um seno da humanidade e devia trabalhar para o bem de todos, e não em prol de seus interesses próprios e de sua manutenção no poder. Essa teoria não era nova: fora criada e sustentada pelos cínicos, passando destes aos estóicos e dela haviam participado muitos dos melhores governantes da Idade Helênica. Foi também, em certas proporções, a fundação de uma moralidade nova o que Augusto ditou a seus contemporâneos, pelas palavras de Horácio, e especialmente à classe que servia ao Império por ele criado. Quase toda a sociedade romana a adotou aos poucos, e seus defensores acabaram por impô-la à consideração dos governantes. Tal ponto de vista era defendido com ousadia por muitas das vítimas do reinado de terror de Nero. Os acontecimentos que se seguiram à morte de Nero porém provaram que a monarquia, qualquer que fosse a sua forma, era inevitável, e que só essa forma de governo era reconhecida pela massa do povo e especialmente pelo exército, e que uma campanha para restauração do antigo sistema senatorial não era apenas inútil, mas infinitamente prejudicial, porque poderia levar à guerra civil, com todos os seus horrores. Por isso, o aparecimento de uma nova dinastia no trono, por mais que devesse ao acaso a sua ascensão, não provocou nenhum protesto da sociedade romana. Os homens esperavam que o principado regenerado realmente desse ao mundo um exemplo do poder nas mãos “do melhor”, exercido com o devido respeito pela Constituição estabelecida, e sem prejuízo dos privilégios desfrutados pelas classes superiores. Essa esperança não foi decepcionada pelos reinados de Vespasiano e de seu filho mais velho, Tito. Vimos que o primeiro, pelo menos teoricamente, considerava seu governo uma continuação do principado de Augusto, e que o segundo realmente se aproximou do ideal estóico. Mas de fato o poder de Vespasiano dependia inteiramente de sua ligação com os exércitos. Isso se prova pelo título de imperator que, como Augusto, adotou como nome pessoal, reafirmando com isso o seu comando dos soldados e também a natureza hereditária e sem limites de sua autoridade. O mesmo podemos deduzir de suas persistentes tentativas de restringir a sucessão à própria família. Seu esquema foi vigorosamente contestado pela oposição, afirmando esta que o herdeiro do trono devia ser “o melhor dos melhores” – em outras palavras, o melhor entre os senadores – e que o parentesco com o atual governante deveria ser ignorado. Essa posição provocou uma tensão ainda em vida de Vespasiano. Ele e seu filho Tito, porém, reinaram apenas doze anos, durante os quais ocuparam totalmente da recuperação do Estado, especialmente de suas finanças, arruinadas pela extravagância doentia de Nero e pelo custo da guerra civil dos anos 69 e 70 de nossa era. Evitaram ambos, por isso, levar a questão às conseqüências finais, mantendo-se sempre que possível dentro dos limites da Constituição de Augusto. Domiciano, o filho mais novo de Vespasiano e o terceiro da dinastia Flávia, tornou impossível qualquer meio-termo. Rejeitou a teoria do “melhor homem” como governante do Estado e, mais ainda, tirou as conclusões lógicas inevitáveis dessa rejeição. Tomando o caminho trilhado por César e seguido por Antônio e Calígula, Domiciano acentuou em todos os seus atos a natureza absoluta de seu poder e a condição sagrada de sua pessoa. Demandava uma submissão cega a e confiava apenas no exército, que subornou com um aumento considerável de salários, tanto dos oficiais como dos soldados. Havia, porém, e como mais tarde veremos, razões políticas e militares para tal aumento. A tentativa para transformar-se num autocrata do tipo helênico contrariava as esperanças e as idéias da sociedade romana e encontrou intensa oposição em todas as classes. O descontentamento do Senado foi esmagado com grande crueldade, sob a alegação de combate aos “filósofos”, ou, em outras palavras, a todos os que apoiavam e pregavam a nova teoria de uma relação adequada entre os governantes e seus súditos. O espírito de oposição, porém, não se limitava a Roma: difundiu-se também nas províncias. O mundo helênico e Alexandria, sua capital intelectual, há muito alimentavam o descontentamento. Os filósofos que, como Dión Crisóstomo, haviam sido expulsos de Roma atacavam com eloqüência a “tirania”, defendendo a teoria do poder real tal como exposta pelos estóicos. Apolônio de Tiana, filósofo e profeta, clarividente e miraculoso, tornou-se um ídolo. Finalmente, Domiciano tombou, vítima de um conspiração palaciana. Embora a ocasião de sua morte tenha sido acidental, foi indubitavelmente provocada pelo crescente ressentimento contra sua política. Como sucessor de Domiciano, o Senado e os exércitos proclamaram Caio Coceio Nerva, que pertencia a antiga e nobre família romana. A substituição de governo se fez sem derrame de sangue. Nerva, que era muito respeitado mas já idoso, reinou de 96 a 98. Começou fazendo concessões à opinião pública. Uma de suas primeiras ações foi adotar Marco Úlpio Trajano, de família romana residente na Espanha, universalmente conhecido como hábil e experimentado general e também como defensor sincero da teoria estóica de governo. Com Nerva e Trajano tem início um novo capítulo da história do principado, no qual a característica principal é a harmonia entre a autoridade suprema e a comunidade. Esta reconhecia, de uma vez por todas, o principado como indispensável e se prontificou a servi-lo. Em troca, o princeps aceitava a teoria estóica do poder imperial, integralmente, e tacitamente se comprometia a respeitar os sentimentos e a manter os privilégios da classe dominante. Também se comprometia a respeitar as antigas forma constitucionais, e a agir, pelo menos na aparência, não como monarca de poder ilimitado, mas como o primeiro e o melhor cidadão, como tal livremente reconhecido pelo Estado. Nenhuma modificação essencial do principado resultou dessas concessões. Pelo contrário, o poder do princeps aumentou com a reconciliação com a comunidade, tornou-se menos limitado e mais autocrático. Os senadores, felizes por conservarem seus privilégios e sua alta posição no Estado, estavam prontos a se submeterem, tornando-se apenas um órgão consultivo do imperador. Não obstante, este estava moralmente comprometido pela aceitação sob pressão da opinião pública, da teoria estóica do dever de governante – comprometido ainda por aceitar a teoria sem reservas e conformar a ela seu comportamento pessoal. Isso se evidencia claramente pelo fato de renunciarem à idéia de um império hereditário, à transmissão do poder dentro da mesma família, o que se tornou ainda mais fácil pelo fato de não terem vários imperadores herdeiros direitos. A adoção substituiu, portanto, a herança, e os imperadores tentavam honestamente escolher para seus sucessores os melhores homens ou os jovens mais promissores da aristocracia. Tal sistema de adoção produziu resultados excelentes. Roma não teve uma sucessão de governantes capazes, honestos, trabalhadores, patriotas e consciosos como nos primeiros 75 anos do século II. Os imperadores diferenciam pelo caráter, temperamento e origem: alguns pertenciam à nobreza italiana, outros à provincial, mas todos puseram em prática o mesmo princípio e colocaram acima de tudo o dever de trabalhar pelo Estado, pelo império e pelo bem-estar de seus súditos. Após o curto reinado de Nerva, as bases da nova política foram lançadas pelo cuscessor, Trajano, que reinou de 98 a 117. De todos os sucessores de Augusto, Trajano é o mais notável. Foi um grande gênio militar e um estadista de visão, que compreendeu claramente os problemas imediatos do império e os perigos que o ameaçavam externamente. Além disso, era excelente administrador, influindo em todos os detalhes do governo e dirigindo pessoalmente seus subordinados, que escolhia cuidadosamente entre a aristocracia governante. Sua correspondência com Plínio, representante típico de uma classe de servidores públicos bem-nascidos e educados, proporciona um exemplo notável de colaboração honesta entre governante e seus subordinados, pelo bem do Estado.
Bibliografia 1. A história Social do Brasil Géza Alföldi 2. História de Roma M. Rostovtzeff 3. Coleção Universitária de Ciências Humanas (O Direito Romano) - Jean Marie Engel, Jean Remy Palanque 4. Enciclopédia Mirador
Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/principado-romano.html
5.3.14
Principado Romano
Síria
Localizada no Oriente Médio, a Síria é a segunda potência militar árabe, superada apenas pelo Egito. Seu território é dominado pelo Deserto Sírio. As áreas férteis ficam no litoral, nas Montanhas Antilíbano e na bacia do Rio Eufrates, no nordeste do país. A economia é baseada na exploração de petróleo, principal produto de exportação. A Síria possui ainda reservas de gás, fosfato e minério de ferro e produz algodão, trigo e cevada. O país é governado por um regime autoritário e nos últimos anos vem estreitando relações com os Estados Unidos. A Síria tem potencial turístico, com atraentes praias na costa mediterrânea e castelos medievais da época das cruzadas.
FATOS HISTÓRICOS - Na Antiguidade, a Síria compreendia os atuais Estados da Síria, Líbano, Israel e Jordânia, além de parcelas do Egito, Turquia e Iraque. Habitada inicialmente por povos de origem semita, sofre invasões de outros grupos étnicos, sendo dividida ou incorporada a diversos impérios. Entre 661 e 750, a conquista muçulmana faz da cidade síria de Damasco a capital do Império Árabe. Entre 1516 e 1918, a Síria é submetida ao domínio do Império Turco-Otomano.
Formação do Estado - O nacionalismo ganha expressão durante a 1º Guerra Mundial (1914 - 1918), na Grande Revolta Árabe contra o domínio Turco, liderada pelo xerife Hussein. Em 1918, Faiçal, filho de Hussein, conquista Damasco. O Reino Unido, traindo a promessa de independência feita aos árabes, assina um acordo secreto com a França, dividindo uma vasta região do Oriente Médio. O mandato da Síria e do Líbano é outorgado aos franceses, e Faiçal, então rei da Síria, é obrigado a fugir do país. O domínio francês vai até o final da 3º Guerra Mundial (1939-1945). Em 1946, por decisão da ONU, as tropas francesas e inglesas abandonam a Síria e o Líbano. O primeiro governo independente sírio é deposto por um golpe militar em março de 1949. Novo golpe militar restabelece o regime constitucional em 1954. Cresce a partir daí a influência do Partido Baath. A Síria afasta-se politicamente dos EUA e passa a receber armas da União Soviética.
Nacionalismo, estatismo, não-alinhamento (em relação aos EUA e à URSS) aproximam durante a década de 50 a Síria do Egito. Em fevereiro de 1958, um plebiscito aprova a fusão dos dois países na República Árabe Unida, com forte hegemonia egípcia. Logo, porém, surgem divergências e um golpe militar separa a Síria do Egito, em 1961.
Guerra dos Seis Dias - Um novo golpe militar, em 1966, leva ao poder a ala radical do Partido Baath, tendo à frente Nuredin Al-Atasi. O novo governo mantém relações tensas com o Egito e aproxima-se cada vez mais da URSS. No início de 1967, a Síria perde as estratégicas Colinas de Golã, na Guerra dos Seis Dias. Após a guerra, aumenta a disputa entre as alas direita e esquerda do Partido Baath. Em novembro de 1970, a ala direita chega ao poder por meio de um sangrento golpe militar liderado pelo ministro da Defesa, general Hafez Assad. Em outubro de 1973, aproveitando a festa judaica do Yom Kippur (Dia do Perdão), a Síria e o Egito atacam Israel. Mais um desastre militar: no contra-ataque, as forças israelenses chegam a 40 km de Damasco. O Conselho de Segurança da ONU obtém o cessar fogo e Israel retira suas tropas.
Intervenção no Líbano - Em 1976, a Síria intervém na guerra civil do Líbano, patrocinando várias facções em luta. Para eliminar qualquer obstáculo à sua hegemonia no Líbano, o governo sírio articula uma facção dissidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) contra a liderança de Yasser Arafat (1929-). Em 1983, após violentos combates, o chefe palestino e 4 mil seguidores deixam o Líbano. No plano interno, Hafez Assad comanda um regime autoritário. No o ano de 1982, como represália a atentados da Confraria Muçulmana, organização de perfil tradicionalista, o governo desencadeia uma brutal repressão contra a cidade síria de Hamah, matando mais de 20 mil pessoas.
Guerra do Golfo - Isolado no mundo árabe e bastante dependente do apoio soviético, Assad aproveita-se da Guerra do Golfo (1990/91) para dar uma guinada na política externa e apóia a intervenção norte-americana no Kuweit, chegando a enviar tropas à Arábia Saudita. Em retribuição, obtém dos EUA o sinal verde para impor ao Líbano (onde mantém 30 mil soldados de prontidão) uma solução síria para a guerra civil.
Reformas na legislação para atrair capitais estrangeiros, distensão com Israel e algumas medidas liberalizantes no âmbito interno (como a extinção da pena de morte) são as mudanças após a Guerra do Golfo. Em agosto de 1994, o Partido Baath vence as eleições legislativas. Em dezembro de 1995, o governo anistia centenas de presos políticos.
Em junho de 1996, o serviço de inteligência dos EUA revela a ocorrência de atentados a bomba em cidades sírias e os atribui a novos focos de tensão com a Turquia. Os motivos seriam o apoio sírio a uma facção separatista curda e o acordo de cooperação militar que a Turquia assinou com Israel. No mesmo mês, a Síria desloca 40 mil soldados para a fronteira com a Turquia.
Relações com Israel - Com os acordos de paz entre palestinos e israelenses, iniciados em setembro de 1993, a Síria perde a posição de liderança árabe nas negociações multilaterais com Israel. Em janeiro de 1994, o presidente dos EUA Bill Clinton ( 1946-), reúne-se com Assad, que garante que a Síria quer normalizar as relações com Israel. O presidente sírio no entanto exige retirada total de Israel das Colinas de Golã. Em dezembro de 1995, Síria e Israel definem pontos básicos para um acordo de paz. O processo é interrompido em março de 1996, quando a Síria não reprova os atentados terroristas em Israel. No mês seguinte, Israel ataca o sul do Líbano, em represália a ataques do grupo Hezbollah, que a Síria permite que atue no território libanês. As negociações de paz são praticamente paralisadas com a eleição, em maio de 1996, do primeiro ministro israelense Binyamin Netanyahu.
NOME OFiClAL: República Árabe da Síria (AIJumhuriya al-'Arabiya as-Suriya. Capital: Damasco. Nacionalidade: síria. Idioma: árabe (oficial), curdo. Religião: islamismo 86% (sunitas 74%, alawitas xiitas 12%), cristianismo 8,9%, druzos 3%, outros 2,1% (1992). Moeda: libra síria; cotação para 1 US$: 26,60 em out./1996.
GEOGRAFIA - Localização: sudoeste da Ásia. Características: planície costeira estreita e fértil, limitada pelas cordilheiras do Líbano e Antilíbano, paralelas à costa maciços vulcânicos (S), depressão central (metade do território), platô desértico (S). Clima: mediterrâneo (litoral), árido (interior). Área: 185.180 km2. População: 15,2 milhões (1996). Composição demográfica: árabes 88,8%, curdos 6,3%, outros 4,93% (1981). Cidades principais (hab.): Aleppo (1.591.400), Damasco (1.549.900) Hims (644.200), AI Ladhiqiyah (306.500), Hamah (229.000) (1994). Patrimônios mundiais: antigas cidades de Damasco, de Bosra e de Aleppo; Sítio Arqueológico de Palmyra.
GOVERNO: república parlamentarista com chefe de Estado forte. Divisão administrativa: 14 distritos. Chefe de Estado: presidente Hafez AI-Assad (Baath) (desde 1971). Chefe de governo: primeiro-ministro Mahmoud Az-Zoubi (Baath) (desde 1987). Principais partidos: do Renascimento Árabe Socialista (Baath), Frente Nacional Progressista Socialista Árabe, Comunista, Unidade Socialista Sírio-Árabe. Legislativo: unicameral - Assembléia do Povo com 250 membros (84 reservados a candidatos independentes) eleitos por voto direto para mandatos de 4 anos. Constituição em vigor 1973.
ECONOMIA - Agricultura: algodão (699,1 mil t), frutas (1,7 milhão t), verduras e legumes (1,9 milhão t) (1996). Pecuária: ovinos (11,8 milhões), caprinos (1,2 milhão) bovinos (750 mil) (1996). Pesca: 5,6 mil t (1993). Minérios: petróleo (222,6 mil t), rocha fosfática (1,5 milhão t), gás natural (5 bilhões m3) minério de ferro (70 mil t) (1995). Indústria: petrolífera, química, carvão, manufaturas de borracha e de plástico, textil, vestuário, calçados e couro, alimentícia, bebidas e tabaco. Parceiros comerciais: França, Itália, Alemanha, Líbano, Japão.
Fonte: GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/siria.html
Chacarera
Pertence ao folclore vivo, pois ainda se dança ao natural nos ambientes populares de algumas províncias. A respeito disse La Nusta que é possível encontrar em Catamarca, Salta, Tucumán, Santiago Del Estero, sul de Jujuy, La Rioja, Cuyo e parte de Córdoba.
Enquanto as versões musicais antigas da a Chacarera, podemos mencionar, entre outras, as de Andrés Chazarreta (1911,1916,1920,etc), as de Manuel Gómez Carrillo (1920 e 1923), etc.
Características Gerais
Espécie folclórica da República Argentina, com exceção do litoral argentino, sua prática é conhecida por ser praticada em quase todo país. Pertence as danças de caráter vivo, de parceiros soltos e independentes. Sua origem é difícil de determinar, está emparelhada com as outras espécies como o Gato, o Escondido, o Marote, o Palito, o Ecuador e o Remedio, entre outras.
Modos Utilizados
As Chacareras são em sua maioria “bimodais”, utilizando a escala com terceiras paralelas. Também existe Chacareras exclusivamente em modo menor e em menor proporção.
Variações
- Chacarera double: originada de Santiago Del Estero, se diferencia da Chacarera porque ao se dançar há um giro depois da mudança e antes de dar a volta redonda, parte do rombo que se agrega ao começar. Ainda em alguns casos se emprega o avanço e retrocesso reto;
- Chacerera truca: agrega-se há um tempo médio ao final que lhe dá uma característica de sincronia difícil de acompanhar com instrumentos ao dançar.
- Chacarera larga: com alguns lances mais largos que a double, em especial o agregado de um contragiro.
Existem 4 tipos de Chacareras perfeitamente diferentes no território nacional:
- La Santigueña
- La Tucumana
- La Chaqueña
- La Cordobesa
Origens
Poucos testemunhos escritos nos documentam suas origens, mas se acredita que começou depois de 1850, nas províncias do norte, centro e oeste da Argentina.
Segundo a tradição oral, nasceu em Santiago Del Estero, além disso o eixo de sua existência está nas províncias chacareras, que melhor definem essa teoria.
A primeira versão musical é a de Andrés Chazarreta, em 1911.
Pertence a um grupo de danças malandras, de ritmo ágil e caráter muito alegre e festivo, gozo da aceitação do ambiente rural e também dos salões cultos do interior até finos do século passado, espalhando por todo país, exceto no litoral e na Patagônia. É uma das poucas vigentes, ao dizer que ainda se dança em Santiago Del Estero – onde se arranjou com firmeza – e em Tucumán, Salta, Jujuy, La Rioja, Catamarca e Córdoba.
Há poucos documentos que nos contam sua história, mencionam que é a mais antiga e se dançava em Tucumán em 1850. musicalmente consta de 4 frases nas quais se cantam as coplas e um interlúdio que é somente instrumental, intercalado depois da primeira e segunda copla e também serve de introdução. Este interlúdio é uma característica coreográfica, já que pode durar de 6 a 8 compassos, e varia da mesma forma a duração desta – ou acompanhamento musical que se utiliza genericamente de uma guitarra, violino, acordeom e pressuposto, o bombo, que se traja com seus típicos repiques. Na coreografia se introduz uma figura que é o avanço e o retrocesso, que consta de 4 compassos o igual que em quase todas as nossas danças consta como partes. A segunda se dança igual a primeira, mais invertendo como é característica, a posição inicial.
Indumentária feminina: sapatos de couro com salto médio. Vestido de zaraza em duas pesças: saia rodada e adornada com amplas rendas aplicadas. Bata abotoada na frente com rendas posto com sobresaia e outro na borda das mangas e au redor do pescoço. Penteado com uma ou duas traças soltas.
Indumentária masculina: botas adornadas com ou sem esporas. Bombacha e jaqueta típica, cortona de bordas retas e adornado de “alforcitas” o ninho de abelha chamadas “encarrujadas”. Camisa qualquer, branca o de cor, faixa, puxador com rastro, ou cinta larga com bolsos. Lenço de seda no pescoço com as pontas meio para as costas. Sombreiro de abas largas, nas cores cinza, marrom e preto. Faca na cintura. Pode-se dançar de dois pares “em quarto” ou compartilhadas, em cujo caso os bailarinos se localizam nos vértices do quadro imaginário, tendo cada cavaleiro ao frente a seu colega e à esquerda à dama contrária. As figuras que se compartilham são a volta inteira e meia volta.
Uma Chacarera que fez história
A história musical do folclore argentino se remonta as primeiras criações crioulas, muitas delas baseadas na literatura do Ciclo do ouro espanhol, e a fusão lenta e constante que sofreu com as influencias de natureza indígena.
Este folclore, puro e descontaminado, começou a registrar-se musicalmente, mas sem verso, no final do século XVIII e começo de XIX. Já em meados de 1800 começa um processo de “acriolamento” e de divulgação da musica e dança.
Nos últimos anos do século XIX e começo de XX, da mão de Mecenas do Folclore e Dr. Ernesto Padilla e recopiadores da valia de Andrés Chazarreta, ou Juan Alfonso Carrizo, o folclore resgata-se e divulga-se por todo centro e norte do país. Já na década de 1920 se começa a “projetar” as guitarras cuyanas por uma lado e a companhia de arte nativo de D. Chazarreta por outro fazem chegar o folclore a Buenos Aires: ali se registra o primeiro grande cambio na estética musical.
Um novo cambio se produz com o surgimento da poesia salteña da mão de Dávalos, Portal, Perdiguero, etc, e na dança que leva a cabo Santiago Ayala, o chúcaro.
Mas é uma Chacarera, criada em Tucumán, por poetas e músicos salteños: os irmãos Nuñez (Pepe e Geraldo) que introduz uma nova estética, estilizada e muitas vezes resistida...esta é a Chacarera de 55. A continuação transcreve uma nota na qual se reproduzem os ambientes e personagens que rodearam esta criação musical que impõem um antes e depois na música folclórica Argentina.
Fonte: GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/chacarera.html
Floriano Peixoto
Floriano Vieira Peixoto foi um importante político brasileiro. Ele nasceu no dia 30 de abril de 1839, em Ipioca, distrito da cidade de Maceió, no Alagoas.
Vindo de uma família pobre de lavradores, Floriano Peixoto acabou criado pelo tio, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto.
Floriano Peixo estudou o ensino primário em Maceió. Em seguida, foi enviado pela família para o Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Militar. Nessa fase de sua vida, Floriano tinha apenas 16 anos de idade.
Na juventude, ao entrar para o exército brasileiro, foi enviado para a Guerra do Paraguai. Ele desempenhou o papel de ajudante general-de-campo durante todo o conflito.
Depois de voltar da guerra, Floriano Peixoto encontrou o Brasil vivendo o auge do movimento republicano. Ele não quis fazer parte da conspiração e também não entrou para o combate das tropas republicanas que estavam rebeladas.
No dia da Proclamação da República, Floriano Ase negou a atacar as tropas republicanas, alegando que no Paraguai, ele lutava contra inimigos, mas que não iria lançar fogo contra brasileiros. Depois disso, ele mesmo acabou fazendo parte do movimento republicano.
Já instaurada a República no Brasil, Floriano Peixoto iniciou sua carreira política em altos cargos do governo. Primeiro, ele ocupou o Ministério da Guerra, em 1890. Em seguida, foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca, em 1891.
Após a renúncia de Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto assumiu a presidência do Brasil, cargo que ocupou até 1894.
Durante a presidência de Floriano Peixoto, a política nacional foi tocada no chamado sistema "mão de ferro". Floriano Peixoto era apontado como um presidente ditador e enérgico.
Durante seu governo ele teve que agir para conter várias rebeliões. Por isso, ficou conhecido como o “Consolidador da República”.
Depois de concluir o mandato como presidente da república, Floriano abandonou a política. Ele faleceu na cidade de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895. A cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, recebeu esse no em homenagem a Floriano Peixoto.
Fonte: GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/floriano-peixoto.html
Guerra dos Tapuias
Juliana Miranda
A Guerra dos Tapuias aconteceu nos sertões da Capitania do Rio Grande do Norte. O conflito foi uma tentativa de expulsar os índios da região para o desenvolvimento da pecuária.
Os tapuias eram considerados "bárbaros". Durante as décadas de 1670 e 1680, os tapuias enfrentavam vários conflitos com os vaqueiros. Os indígenas ficaram numa situação de imobilidade com o avanço da pecuária e construíram uma barreira contra a colonização, o chamado “muro do demônio".
Os dois povos entraram num conflito violento, levando à "Guerra dos Bárbaros", ou "Levante Geral dos Tapuias". Os portugueses acreditavam estar lutando contra o próprio demônio nos sertões brasileiros.
Os Tapuias eram os não tupis, povo indígena agressivo, que passou a destruir fazendas, matar seus moradores, invadir igrejas e destruir imagens sacras. Os índios eram cruéis e foram capazes, até mesmo, de matar e arrancar o coração do padre Amaro Barbosa.
Os conflitos armados duraram mais de meio século. Os colonos lutavam pela propagação da fé católica na região e pela expansão das atividades pecuárias.
Os tapuias eram adeptos do canibalismo e, inicialmente, se saíram melhor nas batalhas por conhecerem bem o sertão do Brasil.
Com o tempo, os colonos passaram a realizar emboscadas e ataques surpresa para tentarem vencer os índios. No entato, em determinado momento os portugueses decidiram mudar o rumo da guerra e passaram a atrair os tapuias para lutar a seu lado.
Ajudando os portugueses, os índios iriam combater seus inimigos nas lutas intertribais e receberiam terras de sesmaria. Depois desse acordo, muitos índios se tornaram vassalos da Coroa portuguesa.
Em 1690, frei Manuel da Ressurreição, interino no governo-geral do Brasil, decidiu eliminar os tapuias das capitanias do Norte. O capitão Matias Cardoso de Almeida recebeu patente de mestre de campo e governador da guerra. Ele recebeu ordens para degolar ou escravizar os índios.
Fonte: GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/guerra-dos-tapuias.html
Fascismo Ibérico
Durante o período entre-guerras, os regimes totalitários encontraram singular momento de avanço entre as nações européias.
Muitas delas arrasadas pela Primeira Guerra Mundial, viram-se na necessidade de recorrer a ferrenhas ditaduras na esperança de reaver seu crescimento e desenvolvimento perdidos.
Os dois exemplos mais bem acabados desse contexto foram o fascismo italiano, de Mussolini, e o nazismo alemão, de Hitler.
Contudo, outros países europeus sofreram a ação de regimes repressores ultranacionalistas, como a Espanha e Portugal.
Essas duas nações não tinham atravessado o processo de industrialização que assolou a Europa durante o século XIX, tendo continuado atrasadas e essencialmente agrárias.
Além disso, o regime monárquico de ambas ainda obedecia às mãos conservadoras e incapazes da aristocracia local, o que descontentava as classes burguesas e enfraquecia não só a economia, mas a própria existência da monarquia.
Não demoraram, portanto, a surgir movimentos republicanos, tanto de direita quanto de esquerda.
Em Portugal, uma República Parlamentar de leve tendência esquerdista foi instalada em 1910, mas derrubada em 1926 por um golpe militar.
O regime, formalmente inaugurado em 1928, tinha como ministro da Fazenda Antonio de Oliveira Salazar, que baseou sua política no modelo de Mussolini.
Com isso, conseguiu satisfazer os burgueses e fez crescer seu prestígio nacional. Sua influência aos poucos ia tornando-se decisiva e ele passou a preparar a ditadura.
Em 1930, fundou a União Nacional, movimento ultranacionalista de pretensões corporativistas e, em 1932, assumiu a condição de chefe de estado, iniciando o totalitarismo.
No ano seguinte, promulgou-se a Constituição que inaugurava o Estado Novo e que trazia todos os princípios fascistas por excelência: adoção do partido único, proibição das manifestações populares, criação de polícia política, propaganda de massa, perseguição aos inimigos do regime etc.
A ditadura salazarista, ao contrário dos períodos de Hitler e Mussolini, atravessou a Segunda Guerra e chegou à década de 70.
No ano de 1970, Salazar morreu, mas a ditadura ainda duraria mais quatro anos, quando um movimento militar deu início à redemocratização do país (via a chamada Revolução dos Cravos). Já na Espanha, embora o quadro fosse bastante similar ao português, a adoção do regime totalitarista se deu especialmente em virtude da prodigiosa expansão dos movimentos revolucionários esquerdistas, que visavam derrubar a monarquia arcaica e parlamentarista, que não conseguia impulsionar o desenvolvimento do país.
À expansão do movimento anarquista e do Partido Comunista, somavam-se as lutas separatistas de bascos e catalães e a crise marroquina.
Todo esse contexto levou a Espanha a uma crise constitucional sem precedentes em sua história e logo ficou claro que a esquerda seria vitoriosa frente àquela caótica situação. Por isso, a monarquia, a burguesia, a aristocracia, o clero, o exército e os grandes proprietários de terras uniram-se em torno de um objetivo: impedir a ascensão esquerdista.
Para tanto, levaram a cabo, secretamente, um golpe militar, cujo objetivo era manter formalmente a monarquia e instalar na Espanha uma ditadura.
Assim foi feito e, em 1923, o general Miguel Primo de Rivera assumia a chefia do governo golpista.
Imediatamente, foram copiados os príncipios fascistas italianos: adoção de partido único, fim das greves etc.
Porém, a crise mundial de 1929 colocou à prova o regime de Rivera, que não conseguiu manter-se.
Ante a pressão popular, o general foi obrigado a deixar o cargo e convocar eleições para 1931.
Logo, todas as tendências esquerdistas (socialistas, anarquistas, sociais-democratas, liberais, separatistas, comunistas etc.) uniram-se e formaram uma coalizão, que venceu esmagadoramente o pleito.
Proclamou-se a República, o que forçou o rei a abdicar. No entanto, assim que chegaram ao poder, todas essas tendências da coalizão passaram a divergir acerca da melhor forma de conduzir o governo. Fragmentada, a aliança enfraqueceu-se e a República não pôde estabilizar-se satisfatoriamente. Percebendo o impasse esquerdista, a direita se reorganizou e formou a Falange, partido nacional-socialista de claras tendências fascistas. Mesmo assim, em 1936, a coalizão conseguiu sair vitoriosa das eleições, dando início a um programa de amplas reformas no campo. A direita não tolerou a decisão e iniciou os preparativos para a intervenção armada (já que contava com o apoio do exército). No mesmo ano, as tropas, comandadas pelo general Francisco Franco, deram início à Guerra Civil.
Os republicanos receberam ajuda soviética e auxílio das Brigadas Vermelhas, formadas por voluntários do mundo todo, mas os franquistas contavam com financiamento maciço alemão e italiano.
Potências, como a Inglaterra e a França, mantiveram-se neutras.
Resultado: a coalizão foi esmagada e, em 1939, a capital Madri foi tomada.
Franco assumiu poderes totalitários e instalou o regime de terror, que duraria até 1975.
Ou seja, assim como o período salazarista, o fascismo espanhol conseguiu atravessar a Segunda Guerra Mundial e ser deposto apenas durante a década de 70, mesmo com a derrocada de Hitler e Mussolini, que os tinha inspirado.
Fonte:
http://www.sosprofessor.hpg.ig.com.br/Historia/fascismo_iberico.htm
Augusto Comte
Fundador da Religião da Humanidade
Augusto Comte, cujo nome completo era Isidore-Auguste-Marie-François-Xavier Comte, nasceu em 19 de janeiro de 1798, em Montpellier, e faleceu em 5 de setembro de 1857, em Paris. Filósofo e auto-proclamado líder religioso, deu à ciência da Sociologia seu nome e estabeleceu a nova disciplina em uma forma sistemática.
Fatos importantes:
Luiz XVIII, Rei de França
Segundo julgamento de Augusto Comte, foi no reinado de Luiz XVIII, irmão de Luiz XVI, que a França gozou o mais honesto, o mais nobre e o mais liberal de todos os regimens. Foi rei de França de 1814 a 1824.
Auguste Comte e Saint Simon
Em 1817, Augusto Comte foi apresentado por um dos seus camaradas ao Conte Saint Simon, de quem foi secretário durante sete anos e que afinal, desencantado com sua orientação filosófica, com ele rompeu suas relações em 1824. Augusto Comte durante toda a vida lastimou esse tempo perdido com um homem que não possuia a cultura científico-filosófica indispensável ao papel que pretendia desempenhar.
Carlos X, Rei de França
Com a morte de Luiz XVIII, sobe ao trono, seu irmão, Carlos X que governa a França no período de 1824 a 1830. A França inicia a conquista da Argélia, contrariando todos os sentimentos altruísticos de Augusto Comte.
Exposição oral da Filosofia Positiva
Em 2 de abril de 1826, em sua residência, na rua Faubourg Montmatre, 13, iniciou Augusto Comte a exposição oral da Filosofia Positiva. A assistência era a mais seleta possível: Alexandre Humbolt, Blainville, Poinsot, Dunoyer, Tourier, Broussais, Montebello, Gustave d'Eichthal, Cerclet, alunos da Escola Politécnica, médicos e alguns curiosos.
Augusto Comte doente
Os assistentes que tinham ouvido entusiasmados as três primeiras lições de Filosofia Positiva, ficaram surpresos ao voltarem para a quarta conferência e encontrarem fechada a porta de seu apartamento. Augusto Comte havia enlouquecido: ludibriado pela infeliz companheira, a quem erguera da deshonra e esgotado pelos trabalhso intelectuais.
A Terrível Confissão de Augusto Comte
Augusto Comte, fora de si, se ajoelha diante dos abades Lamentais e Gerbert, confessando todos os males que lhe afligiam; conta-lhes a amargura de sua vida e com a razão transtornada mostra-lhes as traições de sua esposa Carolina Massin.
Fonte: GrupoEscolar.com: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/augusto-comte.html

