27.11.10

Quais foram as principais guerras entre países da América do Sul?

Foram três: a Guerra do Paraguai e a do Pacífico, no século 19, e a Guerra do Chaco, no século 20. Apesar desses entreveros, a América do Sul é calma quando comparada a outras partes do mundo. Os especialistas atribuem isso a quatro motivos:

• Equilíbrio militar

Os países da região mantêm um certo equilíbrio entre suas Forças Armadas, o que acaba desestimulando ataques contra os vizinhos.

• Isolamento da região

A América do Sul está distante das principais áreas de tensões econômicas e geopolíticas globais.

• Mediações aceitas

Os países sul-americanos têm disposição de mediar crises entre eles e de aceitar essas mediações.

• Sentimento cultural

O sentimento de união cultural entre populações de diferentes países desestimula os confrontos.

Mas isso não quer dizer que as coisas por aqui sejam 100% pacíficas. No mapa você vê detalhes das três principais guerras e de outros conflitos recentes.

É hora do pau!

Maior guerra na região provocou a morte de quase 400 mil pessoas

EQUADOR X PERU

Quando - 1995

Cerca de 50 soldados peruanos e 30 equatorianos morreram quando as Forças Armadas dos dois países entraram em choque em janeiro de 1995. Tudo por causa da disputa territorial por uma remota região fronteiriça de selva, onde existem reservas de ouro, urânio e petróleo. Em 1998, Equador e Peru assinaram um tratado de paz definindo suas fronteiras

GUERRA DO PACÍFICO

Quando - 1879 a 1883

De um lado, o Chile; do outro, Peru e Bolívia. A briga começou com uma disputa pelo controle de parte do deserto de Atacama, território rico em recursos minerais. Os chilenos venceram a guerra, tendo perdido cerca de 5 mil homens, contra 9 mil peruanos e mil bolivianos. Após o conflito, a Bolívia deixou de ter acesso ao oceano Pacífico

ARGENTINA X CHILE

Quando - 1978

A posse de três ilhotas no extremo sul do continente quase causou uma guerra entre os países, então governados por ditaduras militares. Esquadrões navais foram para a região, mas a mediação do papa João Paulo II evitou o conflito. Um tratado de paz assinado em 1984 determina que as ilhas pertencem ao Chile, mas dá direitos de navegação à Argentina

COLÔMBIA X VENEZUELA

Quando - 1987

Barcos de guerra das Marinhas colombiana e venezuelana chegaram perto de entrar em combate nas águas do golfo da Venezuela, disputadas pelos dois lados e ricas em petróleo. A crise não chegou a resultar em guerra, e se dissipou depois que ambos os governos suspenderam seus alertas militares

GUERRA DO CHACO

Quando - 1932 a 1935

Na disputa pela região do Chaco, área útil para a criação de gado e até com petróleo, Paraguai e Bolívia travaram uma guerra desastrosa. Foram cerca de 50 mil bolivianos mortos e mais 40 mil paraguaios. Ao final do conflito, toda a região do Chaco foi ocupada pelo Paraguai e a economia da Bolívia entrou em colapso

GUERRA DO PARAGUAI

Quando - 1864 a 1870

Foi a primeira e mais sangrenta guerra da região. Segundo algumas estimativas, o número de mortos passou de 350 mil, dos quais cerca de 50 mil brasileiros. Brasil, Argentina e Uruguai enfrentaram o Paraguai num conflito provocado por disputas por poder regional, áreas de fronteiras e tarifas comerciais. A Tríplice Aliança derrotou os paraguaios.

Fonte: Mundo Estranho

Quais foram as maiores levas de imigração para o Brasil?

As principais levas de imigração para o Brasil ocorreram entre meados do século 19 e a primeira metade do século 20. "Portugueses, italianos, espanhóis, japoneses e alemães constituíram os principais fluxos em termos quantitativos", diz a socióloga Ethel Kosminsky, da Unesp de Marília (SP). A entrada no país de mais de 4 milhões de estrangeiros dessas nacionalidades teve dois momentos bem diferentes. Até a primeira metade do século 19, muitos vinham atraídos por terras oferecidas pelo governo brasileiro, principalmente para ocupar o sul do país. A partir de 1870, a coisa mudou. Nessa época, o principal produto de exportação do Brasil era o café, e sua produção baseada no uso da mão-de-obra escrava estava em crise - o tráfico de escravos já havia sido suspenso e a abolição total da escravatura viria em 1888. A saída encontrada pelo governo e pelos grandes fazendeiros para substituir os trabalhadores libertos foi incentivar a vinda de mão-de-obra de fora do país. Assim, a nova geração de imigrantes chegava não para ter sua terrinha, mas para trabalhar duro nas lavouras, principalmente em São Paulo. Para atrair os estrangeiros, pagavam-se as passagens de navios e eram oferecidos alojamentos temporários até o imigrante arrumar trabalho. No século 20, essa política de apoio à imigração passaria por altos e baixos. Em 1902, por exemplo, uma crise na indústria cafeeira levou à redução dos incentivos aos estrangeiros. Após a Primeira Guerra (1914-1918), porém, o fluxo migratório voltaria a crescer, dessa vez impulsionado também por trabalhadores de outras nacionalidades, como poloneses, judeus e russos. O período posterior à Segunda Guerra (1939-1945) seria marcado pela chegada de outro tipo de estrangeiro: os refugiados de países afetados pelo conflito, como chineses, que se deslocavam com a ajuda de organismos internacionais. A partir de 1960, outros povos, como bolivianos e coreanos, passaram a desembarcar aqui, mas o ritmo migratório para o Brasiljá era bem menor e diminuiria ainda mais nas décadas seguintes.


Terra nostra

Italianos e portugueses foram os mais numerosos e alemães, um dos grupos pioneiros

PORTUGUESES

Quantos vieram: mais de 1,6 milhão

Em que época: a partir da metade do século 19

É claro que os portugueses estão por aqui desde o descobrimento, mas os que vieram para o Brasil após nossa independência, em 1822, são considerados imigrantes. Eles se espalharam por todo o país, mas a maior concentração ocorreu no Rio e em São Paulo. O uso do mesmo idioma e a falta de crescimento econômico de Portugal no século 19 foram os principais motivos a incentivar a migração para o Brasil

ITALIANOS

Quantos vieram: mais de 1,5 milhão

Em que época: a partir de 1870

Os primeiros a chegar vinham principalmente do norte da Itália. No século 20, porém, predominaram os imigrantes vindo do centro-sul e do sul do país. São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais foram os principais destinos. A maior parte dos que se fixaram em São Paulo ganhou subsídios para vir trabalhar em lavouras ou como operários; já os do Rio Grande do Sul migraram por conta própria, tornando-se pequenos agricultores

ESPANHÓIS

Quantos vieram: mais de 700 mil

Em que época: a partir de 1872

Os imigrantes espanhóis só foram menos numerosos que portugueses e italianos - entre as décadas de 1870 e 1970, representaram cerca de 14% dos estrangeiros que desembarcaram aqui, contra 31% de italianos e 31% de portugueses. Foi a colônia que mais se concentrou no estado de São Paulo e teve como principal ocupação o trabalho nas lavouras de café. Os espanhóis foram ainda os europeus que chegaram com mais crianças e grupos familiares

ALEMÃES

Quantos vieram: mais de 200 mil

Em que época: a partir da primeira metade do século 19

Um dos primeiros grupos a chegar, os alemães - e cidadãos de outras nacionalidades de idiomas germânicos, como austríacos e suíços - se fixaram principalmente nos estados da região Sul. Muitos viraram pequenos proprietários rurais, ocupando terras oferecidas pelo governo. O período de maior desembarque de alemães no Brasil foi em 1920, quando a Alemanha estava destroçada pela derrota na Primeira Guerra

"TURCOS"

Quantos vieram: mais de 50 mil

Em que época: a partir de 1870

Embora viessem principalmente da Síria, do Líbano e de outros pontos do Oriente Médio, esses imigrantes passaram a ser chamados de "turcos" no Brasil, pois na época tais regiões faziam parte do Império Turco-Otomano. A crise econômica do império - que logo se desmancharia, dando origem à República da Turquia - incentivou a migração. Aqui, a maior parte de sírios e libaneses se dedicou ao comércio e se fixou principalmente no estado de São Paulo

JAPONESES

Quantos vieram: cerca de 250 mil

Em que época: a partir de 1907

No início do século 20, a Itália dificultou a migração subsidiada para oBrasil. Então, esse tipo de política se voltou para o Japão, que tinha interesse em exportar a mão-de-obra excedente no país. Entre 1932 e 1935, um terço dos imigrantes que entraram no Brasil eram nipônicos. Os estados preferidos foram São Paulo e, em menor escala, o Paraná. Chegaram para trabalhar em lavouras, mas aos poucos viraram pequenos agricultores.

Fonte:

Mundo Estranho

Quais estados brasileiros já mudaram de capital?

Passa de uma dezena o número de províncias e estados brasileiros que já tiveram suas capitais transferidas de uma cidade para outra - ou que simplesmente tiveram seu nome mudado. Essas trocas ocorreram desde meados do século 19 até o período do governo militar (1964-1985) e foram provocadas pelos mais diversos motivos: da construção de novas capitais planejadas para esse fim - como é o caso de Belo Horizonte (MG) - à simples mudança de nome para homenagear políticos famosos - como ocorreu com João Pessoa (PB). Na tabela abaixo, montada com a ajuda da historiadora Fabiana Lopes da Cunha, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), você confere todas as vezes em que as capitais de nossos estados e províncias mudaram de lugar ou de nome.


Endereço novo

Das 11 trocas, quatro foram apenas de nome, e não de cidade

MUDANÇA SÓ DE NOME

Estado/província - Alagoas

Capital antiga - Alagoas

Passou a se chamar - Maceió

Ano - 1839

Estado/província - Amazonas

Capital antiga - Barra do Rio Negro

Passou a se chamar - Manaus

Ano - 1856

Estado/província - Paraíba

Capital antiga - Paraíba

Passou a se chamar - João Pessoa

Ano - 1930

Estado/província - Sergipe

Capital antiga - São Cristóvão

Passou a se chamar - Aracaju

Ano - 1855

MUDANÇA DE CIDADE

Estado/província - Ceará

Capital antiga - Aquiraz

Nova capital - Fortaleza

Ano - 1810

Estado/província - Goiás

Capital antiga - Goiás

Nova capital - Goiânia

Ano - 1937

Estado/província - Mato Grosso

Capital antiga - Vila Bela

Nova capital - Cuiabá

Ano - 1835

Estado/província - Minas Gerais

Capital antiga - Ouro Preto

Nova capital - Belo Horizonte

Ano - 1893

Estado/província - Pernambuco

Capital antiga - Olinda

Nova capital - Recife

Ano - 1827

Estado/província - Piauí

Capital antiga - Oeiras

Nova capital - Teresina

Ano - 1852

Estado/província - Rio de Janeiro

Capital antiga - Niterói

Nova capital - Rio de Janeiro

Ano - 1975

Fonte: Mundo Estranho

Quais eram os principais tipos de gladiador?

TRÁCIO
Havia pelo menos seis tipos de gladiadores comuns e outros dois a cavalo. Os trácios eram os únicos a lutar com a sica, uma espada curva. Como usavam um escudo pequeno, eles tinham também chapas de metal para proteger as pernas. O capacete com plumas era outra marca registrada

SECUTOR
Treinado para encarar o retiarius, era um "tanque de guerra" bem protegido. Tinha um grande escudo retangular e capacete mais liso (para não prender na rede do retiarius) e com pequenos buracos para os olhos (para evitar as pontas do tridente). Sua arma era uma espada

DIMACHAERI
Há poucos registros sobre este tipo de gladiador - os historiadores não sabem ao certo nem quem ele enfrentava nas arenas. Mas, pelo fato de usar só duasespadas, alguns especialistas acreditam que o dimachaeri era um dosgladiadores mais bem treinados

RETIARIUS
Era o tipo mais ágil e veloz, mas também o mais indefeso, pois tinha pouca proteção - nem sequer usava capacete. Encarava gladiadores "pesados",como o secutor, usando só uma rede e um tridente. Para finalizar a luta, contava ainda com uma adaga

MURMILLO
Tinha o apelido de "homem-peixe" por usar um capacete com o desenho de um peixe na lateral. As armas e proteções eram similares às do secutor, podendo variar o escudo. As lutas entre trácios, murmillos e retiarius eram consideradas os verdadeiros clássicos das arenas

HOPLOMACHUS
Homenageava os guerreiros das falanges gregas, por isso portava uma lança, que podia ser usada junto com uma adaga ou com uma espada. Tinha boas proteções para o corpo, como o secutor, mas precisava se virar apenas com um pequeno escudo circular

ANDABATI
A cavalo, os andabatis se enfrentavam com um capacete com o visor tampado. É isso mesmo, um combate às cegas, sem escudo e portando apenas uma espada! Eles não eram do mesmo nível dos outros gladiadores e serviam mais como um "alívio cômico" durante os jogos

EQUITES
Gladiadores montados bem mais sérios que os andabati, combatiam entre si com uma lança e um escudo circular médio. Em alguns duelos, trocavam a lança por uma espada. Os equites podiam lutar em pares ou em grupos - atuando como uma cavalaria

MULHERADA DE PEITO
Pode acreditar: no Império Romano rolava também combates entre mulheres. Aliás, esses duelos eram eventos especiais na programação dos jogos. Alguns pesquisadores acreditam que, para "animar a torcida", as gladiadoras não usavam capacetes e lutavam com pelo menos um seio aparecendo

NÃO VALIA TUDO
Lutas tinham algumas regras e até juiz acompanhando os combatentes

GOLPE FINAL
Poupar a vida de um gladiador era decisão do patrocinador da luta. Mas a torcida influenciava. Ao gritar missa, ela pedia que a vida do perdedor fosse poupada; ao berrar jugula, queria ver a execução com um golpe certeiro na jugular!

DE OLHO NO LANCE
Pouca gente sabe, mas havia uma espécie de juiz, que entrava em ação quando um gladiador estava dominado. O tal "juiz" ouvia do patrocinador dos jogos e da torcida o veredicto final: se o lutador derrotado devia ser morto ou poupado

UMA MÃOZINHA
A luta acabava quando um gladiador morria durante o combate. Mas, às vezes, o perdedor era dominado pelo rival ainda com vida. Nessas horas, o gesto de rendição era levantar um dos braços com o dedo indicador para cima. Quando isso rolava, o juiz era acionado

ARSENAL MILITAR
Armas tradicionais dos legionários romanos também faziam sucesso nas arenas

TRIDENTE
Arma que intimidava e tinha o alcance de uma lança. As três pontas serviam ainda para desarmar o adversário - a lâmina da espada do rival ficava presa entre elas

ADAGA
Possuía corte nos dois lados da lâmina e uma ponta extremamente afiada. Assim como o gládio, fazia parte do arsenal carregado pelos legionários romanos

ESPADA CURVA
Original da Trácia - região entre a atual fronteira da Grécia com a Turquia -, era um pouco mais leve e longa que outras espadas da época, possibilitando cortes rápidos

REDE
Tinha pesos nas bordas, como uma rede de pesca. Funcionava tanto para manter o adversário a distância, como para imobilizá-lo ao ser lançada sobre ele

GLÁDIO
Clássica espada romana, o gládio não era muito longo - tinha cerca de 70 cm. Ideal para luta a média distância, era uma arma tanto de corte como de perfuração

LANÇA
Além desta lança - a hasta, que era mais longa -, havia ainda o pilo (um tipo de dardo para arremesso). O equites era o único gladiador que usava o pilo

Fonte: Mundo Estranho

Quais eram as principais máquinas de guerra na Antiguidade?

As primeiras armas não individuais já eram usadas pelos soldados do Império Assírio, por volta do século 8 a.C. - entre essas máquinas primitivas, destacavam-se os aríetes, usados para derrubar muralhas. Mas foram os gregos, a partir de meados do século 5 a.C., que turbinaram o desenvolvimento dessas engenhocas com a aplicação de princípios de física e a mistura de materiais como couro, chifre, madeira e metal na construção (as invenções destas páginas são daquela época). Eram máquinas usadas em cercos ou no campo de batalha, lançando flechas e pedras contras concentrações de soldados inimigos. As invenções gregas foram incorporadas pelos romanos, que as aperfeiçoaram, tornando-as mais poderosas e eficientes, com alcance ampliado. Mas a autoria não pode ser creditada apenas aos povos ocidentais: no Oriente, engenheiros militares que trabalhavam para os vários reinos então existentes na China desenvolviam suas próprias máquinas de guerra, em linhas gerais bem semelhantes às empregadas por seus contemporâneos europeus. Essas invenções viram seu domínio terminar com um "pó". Elas continuaram a ser amplamente empregadas até meados do século 14, quando o uso da pólvora começou a disseminar-se pela Europa e pela China, tornando obsoletas as antigas máquinas de guerra.

Do arco da velha

Arsenal incluía de megaescada inclinável a lança- chamas primitivo

HELEPOLIS

ÉPOCA - Século 4 a.C.

QUEM USAVA - Habitantes de Atenas (cidade grega) e da Macedônia

Usada no ataque a cidades muradas, essa torre para cerco podia ter mais de 40 metros de altura e pesava em torno de 150 toneladas. Feita de madeira reforçada com placas de ferro, movia-se sobre oito rodas, cada uma com quase 5 metros de altura

PONTO FORTE - Enorme poder destrutivo, com espaço para tropas e armas de infantaria

PONTO FRACO - Além de exigir terreno plano para ser manobrada, era cara e difícil de construir e operar

ANDARES - Eram nove, ao todo. Nos inferiores ficavam as catapultas. Nos de cima ficavam os arqueiros

PROPULSÃO - Levada no braço, a torre era manejada por pelo menos 200 homens

SAMBUCA

ÉPOCA - Século 5 a.C.

QUEM USAVA - Habitantes de Colophon (cidade grega, atual Turquia)

Com capacidade para cerca de dez homens, a engenhoca servia para desembarcar tropas em castelos. A máquina era empurrada até a muralha, e a unidade de ataque desembarcava

PONTO FORTE - Permitia superar a maioria das muralhas, independentemente de sua altura ou resistência

PONTO FRACO - Construída de madeira e couro, era altamente inflamável

TETO - Feito de peles de animais, protegia os soldados das flechas inimigas

ARTICULAÇÃO - Feita de metal, permitia o movimento de gangorra da engenhoca

CONTRAPESO - Duas toneladas e meia de pedras faziam a frente da máquina se erguer

CATAPULTA DE FLECHAS

ÉPOCA - Século 4 a.C.

QUEM USAVA - Várias cidades gregas

Grande arco de madeira montado sobre um cavalete. Servia para disparar flechas - em alguns modelos, pedras - com muita força

PONTO FORTE - Precisão e impacto no alvo, graças ao mecanismo de disparo

PONTO FRACO - Exigia conhecimento especializado para ser construída

CORDAS - Feitas com tendões de bois, eram esticadas por um mecanismo de alavancas

ARÍETE

ÉPOCA - Século 4 a.C.

QUEM USAVA - Várias cidades gregas

Montado dentro de uma carroça, um poste ficava preso por correntes ao teto do veículo e fazia movimento pendular, sendo usado para bater contra muralhas e portões

PONTO FORTE - Era capaz de enfraquecer e derrubar seções inteiras das muralhas inimigas

PONTO FRACO - Difícil de manobrar em terreno acidentado, podia ser bloqueado por valetas

COBERTURA - Feita de camadas de algas marinhas e peles de boi, era à prova de fogo

POSTE - Feito de madeira com ponta de metal (geralmente bronze), mais resistente

LEVA FOGO

ÉPOCA - Século 5 a.C.

QUEM USAVA - Habitantes de Tebas (cidade grega)

Esta máquina consistia de duas carroças de madeira que suportavam um caldeirão com brasa - por sua vez, soprado por um fole que alimentava suas chamas

PONTO FORTE - Eficiente para incendiar paliçadas (barreiras feitas com estacas de madeira)

PONTO FRACO - Poder limitado contra construções de pedra

CANO OCO - Feito de ferro, transmitia os sopros do fole ao caldeirão

CALDEIRÃO - Nele, ardia uma mistura de carvão, enxofre e piche.

Fonte: Mundo Estranho

Por que os nazistas queriam exterminar os judeus?

Essa questão ainda divide os historiadores. Há aqueles para quem exterminar os judeus sempre fez parte dos planos de Hitler. Outros acreditam que essa política foi endurecendo aos poucos, até chegar ao terrível assassinato em massa. Mas não há dúvida de que a semente do anti-semitismo germinou bem antes de os nazistas chegarem ao poder na Alemanha (na década de 30). No final do século XIX, já havia, na Europa, uma boa dose de preconceito. Preconceito por motivos econômicos - os judeus eram vistos como manipuladores das finanças no mundo - e religiosos - eram acusados de terem entregue Jesus Cristo aos romanos. Na Alemanha, em particular, o anti-semitismo ganhou mais força por causa de teorias biológicas racistas. Os judeus eram classificados como uma "raça deformada", uma ameaça à "raça ariana" - descendentes dos árias, uma das etnias que formaram as populações européias.

Nessa visão preconceituosa, não eram só os judeus que deveriam ser perseguidos, mas outros supostos obstáculos à "pureza racial", como os ciganos, os deficientes físicos e os homossexuais, também assassinados em grande número nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Fonte: Mundo Estranho

Por que Nero mandou pôr fogo em Roma?

Calma lá! Os historiadores modernos acreditam que o mais provável é que o fogo tenham nascido por um acidente - e não provocado por Nero. A única certeza é que houve realmente um incêndio arrasador, que começou entre 18 e 19 de julho do ano 64 d.C. e destruiu boa parte de Roma, causando grande quantidade de mortes, embora o número total não seja conhecido. Um dos motivos do mistério é que os registros sobre o incêndio foram escritos várias décadas depois - não há testemunhos deixados por pessoas que tenham presenciado o fato. A teoria que põe a culpa em Nero parte da seguinte idéia: ele queria fazer uma grande reforma urbana na cidade, pondo bairros inteiros abaixo para erguer construções mais modernas. Aí, para apressar essa repaginação na metrópole, Nero teria mandado tascar fogo geral! A outra teoria - a do fogo acidental - é de que as chamas surgiram em algum dos cubículos de madeira do imenso "camelódromo" que ficava ao lado do Circo Máximo, o maior dos hipódromos romanos. Nero pode não ter feito essa loucura, mas também foi acusado de matar a mãe! Na edição do mês que vem, a gente conta essas e outras insanidades dos imperadores romanos.

É uma brasa, mora!

Chamas detonaram dois terços da cidade

1. A maioria dos historiadores acredita que o incêndio que destruiu Roma surgiu perto do Circo Máximo, um hipódromo romano. Nas redondezas, havia um "camelódromo": centenas de cubículos de madeira ocupados por astrólogos, prostitutas e cozinheiros, que usavam o fogo para cozinhar e iluminar o ambiente

2. Na noite de 18 ou 19 de julho do ano 64 d.C., o calor do verão em Roma era intenso e as chamas de um desses cubículos se alastraram. Por causa do clima quente e da enorme quantidade de madeira, o fogo se espalhou, atingindo lojas de materiais inflamáveis da área

3. Para piorar, estaria soprando em Roma um forte vento no sentido sudeste, que teria atiçado as chamas e feito com que o fogo se espalhasse com rapidez pela cidade, deixando pouco tempo para que as pessoas fugissem pelas ruelas estreitas e tortuosas

4. A área mais povoada de Roma era ocupada por precários prédios de até cinco andares, feitos de madeira, tijolos e alvenaria. O fogo teria se disseminado primeiro por esses prédios e, em seguida, teria avançado para os setores mais ricos, destruindo as sólidas construções onde vivia a nobreza

5. Horas depois do início do fogo, uma gigantesca nuvem de fumaça cobria toda a cidade. Pessoas que tiveram suas casas arrasadas e testemunharam a morte de parentes entraram em desespero: em vez de fugir, elas preferiram se suicidar, jogando-se às chamas

6. Nas ruas, pessoas tentavam combater o incêndio jogando água com baldes. Algumas caíam mortas por asfixia ou morriam ao ser pisoteadas. Alguns relatos dizem que as tentativas de apagar o fogo foram impedidas por bandidos, interessados em saquear as casas abandonadas

7. E Nero nessa história? Segundo boatos, o imperador romano teria subido ao teto de seu palácio e começado a tocar sua lira, enquanto apreciava os efeitos do fogo. Outros relatos desmentem essa versão, argumentando que Nero chegou a participar de brigadas para conter o incêndio - e que as chamas destruíram até o seu palácio

8. Para conter o incêndio, grandes áreas de Roma foram demolidas para eliminar do caminho do fogo tudo o que pudesse alimentá-lo. As versões são de que o incêndio durou entre cinco e sete dias. As áreas destacadas em vermelho e laranja foram gravemente afetadas pelo desastre. Apenas a região em verde escapou de sofrer danos.

Fonte: Mundo EstranhoMundo Estranho

26.11.10

O que são os Zumbis?

Todo mundo já ouviu falar em vodu, palavra que se tornou sinônimo de magia negra e bruxaria da pesada praticamente no mundo todo. Trata-se, na verdade, de um culto religioso praticado nas ilhas caribenhas chamadas Antilhas, principalmente o Haiti, baseado em rituais de possessão e com origem africana - obviamente, parente do candomblé brasileiro e da santería cubana. Para os adeptos do vodu, o zumbi seria como um morto-vivo, fabricado por feiticeiros ressuscitando um cadáver, para transformá-lo em um trabalhador braçal sem vontade própria - mais que um escravo, um autômato de carne. As figuras de zumbis tornaram-se parte do imaginário popular ao inspirarem dezenas de filmes de terror, como o clássico White Zombie, de 1932. Porém, o assunto foi estudado a sério por pelo menos um cientista, o antropólogo e etnobotânico canadense Wade Davis. No início da década de 80, ele passou uma temporada no Haiti, descrita em dois livros:

A Serpente e o Arco-Íris (1986), adaptado para o cinema por Wes Craven (famoso pela série A Hora do Pesadelo), e Passage of Darkness (1988, inédito no Brasil). Davis investigava a hipótese de os zumbis serem pessoas colocadas em estado de transe e catalepsia por meio de um veneno. Sua conclusão foi de que os sacerdotes usavam um pó à base de uma neurotoxina (substância danosa ao sistema nervoso) encontrada em peixes como o baiacu. A narrativa teve impacto imediato na comunidade científica, mas logo foi rejeitada pela maioria - especialmente por um químico japonês especialista em tetrodotoxina, a tal substância. Outros testes foram realizados na amostra do pó comprado de um sacerdote vodu pelo estudioso canadense, mas não se chegou a nenhum resultado definitivo.

A palavra "zumbi" é igualmente cercada de mistério, mas sua origem pode estar nos termos nzambi ou nzumbi, que, em alguns idiomas do oeste africano, significam "divindade" ou "espírito ancestral" - possivelmente a mesma raiz do nome do nosso Zumbi, líder dos escravos rebeldes do célebre Quilombo de Palmares, no Brasil Colonial do século XVII.

Fonte: Mundo Estranho

O que foi o movimento sufragista?

Foram diversas campanhas realizadas a partir de meados do século XIX para garantir às mulheres da Inglaterra e dos Estados Unidos algo então inédito para elas: o sufrágio, direito de votar em eleições políticas. Desde as antigas civilizações da Grécia e de Roma às democracias surgidas na Europa após a Revolução Francesa (1789), o voto feminino nunca havia sido permitido. "O movimento sufragista tem suas origens na urbanização e na industrialização do século XIX", diz a historiadora Lidia Possas, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Quando mudaram do campo para as cidades, para trabalhar nas fábricas, as mulheres passaram a se conscientizar mais de seus direitos. A escritora inglesa Mary Wollstonecraft (1759-1797) foi a grande pioneira da defesa do voto feminino, em livros e manifestos publicados a partir de 1792.

Suas idéias se espalharam para os Estados Unidos e, décadas depois, influenciaram duas ativistas da luta contra a escravidão: Elizabeth Cady Stanton (1815-1902) e Susan Anthony (1820-1906). Em 1852, as duas se uniram para reivindicar também a participação das mulheres na democracia. Apesar de o movimento ter sido mais forte na Inglaterra e nos Estados Unidos, o primeiro país a permitir o voto feminino foi a Nova Zelândia, em 1883.

Fonte:

Mundo Estranho

O que foi o Movimento de Maio de 68 na França?

Foi uma grande onda de protestos que teve início com manifestações estudantis para pedir reformas no setor educacional. O movimento cresceu tanto que evoluiu para uma greve de trabalhadores que balançou o governo do então presidente da França, Charles De Gaulle. "Os universitários se uniram aos operários e promoveram a maior greve geral da Europa, com a participação de cerca de 9 milhões de pessoas. Isso enfraqueceu politicamente o general De Gaulle, que renunciou um ano depois", diz o historiador Alberto Aggio, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Franca (SP). O começo de tudo foi uma série de conflitos entre estudantes e autoridades da Universidade de Paris, em Nanterre, cidade próxima à capital francesa. No dia 2 de maio de 1968, a administração decidiu fechar a escola e ameaçou expulsar vários estudantes acusados de liderar o movimento contra a instituição. As medidas provocaram a reação imediata dos alunos de uma das mais renomadas universidades do mundo, a Sorbonne, em Paris. Eles se reuniram no dia seguinte para protestar, saindo em passeata sob o comando do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit. A polícia reprimiu os estudantes com violência e durante vários dias as ruas de Paris viraram cenário de batalhas campais. A reação brutal do governo só ampliou a importância das manifestações: o Partido Comunista Francês anunciou seu apoio aos universitários e uma influente federação de sindicatos convocou uma greve geral para o dia 13 de maio. No auge do movimento, quase dois terços da força de trabalho do país cruzaram os braços. Pressionado, no dia 30 de maio o presidente De Gaulle convocou eleições para junho. Com a manobra política (que desmobilizou os estudantes) e promessas de aumentos salariais (que fizeram os operários voltar às fábricas), o governo retomou o controle da situação. As eleições foram vencidas por aliados de De Gaulle e a crise acabou.

Paris em pé de guerra

Universitários montaram barricadas nas ruas e usaram pedras para enfrentar a polícia

No dia 6 de maio de 1968, uma passeata foi convocada pela União Nacional de Estudantes da França e pelo sindicato dos professores universitários. O objetivo era protestar contra a invasão da Universidade de Sorbonne pela polícia. A marcha teve a participação de mais de 2 mil estudantes, professores e simpatizantes do movimento, que avançaram em direção à Sorbonne, sendo violentamente reprimidos pelos policiais. A multidão se dispersou, mas alguns manifestantes começaram a erguer barricadas, enquanto outros lançavam pedras contra os soldados, que foram obrigados a bater em retirada. Depois de se reagrupar, a polícia retomou a ofensiva, disparando bombas de gás lacrimogêneo e prendendo centenas de estudantes. Alguns dias depois, em 10 de maio, outras concentrações voltaram a acontecer em Paris. A multidão ergueu novas barricadas e se preparou para resistir ao ataque policial, que aconteceu no começo da madrugada. Os confrontos duraram até o amanhecer do dia seguinte, resultando na prisão de outras centenas de manifestantes, além de deixar um grande número de feridos.

Fonte: Mundo Estranho