A Suméria (ou Shumeria, ou Shinar; na bíblia, Sinar; egípcio Sangar; ki-en-gir na língua nativa), geralmente considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia (o Iraque da atualidade), apropriadamente posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em cerca de 5000 a.C. Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural, e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I. Sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas. Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela Assíria. Duas importantes criações atribuídas aos sumérios são a escrita cuneiforme, que provavelmente antecede todas as outras formas de escrita, tendo sido originalmente usada por volta de 3500 a.C.; e as cidades-estados - a mais conhecida delas sendo, provavelmente, a cidade de Ur, construída por Ur-Nammu, o fundador da terceira dinastia Ur, por volta de 2000 a.C. O termo "sumério" é na verdade um exônimo aplicado (e, provavelmente, cunhado) pelos acádios. Os sumérios autodescreveram-se como sag-gi-ga (o povo de cabeças negras) e chamaram sua terra Ki-en-gi, o lugar dos senhores civilizados. A palavra acadiana Shumer possivelmente representa esse nome num dialeto diferente. A respeito dos sumérios, donos de língua, cultura (e, provavelmente, aparência) diferentes da dos seus vizinhos semíticos e sucessores, acredita-se que foram invasores ou migrantes, apesar de que seja difícil determinar exatamente quando esses eventos ocorreram ou mesmo suas origens geográficas. Alguns arqueólogos afirmam que os sumérios procediam, de fato, das planícies mesopotâmicas. Outros sugerem que o termo 'suméria' deveria se restringir à língua sumeriana, baseando-se no fato de que não havia grupos étnicos 'sumérios' avulsos. O próprio termo 'sumério' é geralmente usado para se referir a uma língua isolada no campo daLingüística, já que ela não pertence a nenhuma família lingüística conhecida - ao contrário do acádio, por exemplo, que pertence ao hamito-semítico, ou às chamadas línguas afro-asiáticas. A origem e a história antiga dos sumérios ainda são pouco conhecidas. Sabe-se que no final do período neolítico, os povos sumerianos, vindos do planalto do Irã, fixaram-se na Caldéia e fundaram diversas cidades autônomas, verdadeiros Estados independentes, como Ur, Uruk, Nipur e Lagash. A primeira cidade que conseguiu estabelecer controle sobre a totalidade da Suméria foi Kish. Mais tarde, Kish, Ur e Erech travaram renhida luta pela hegemonia na região suméria. Após um período de domínio dos reis elamitas (que viviam no sudoeste do atual Irã), os sumérios voltaram a gozar de independência. As cidades de Lagash, Umma, Eridu, Uruk e principalmente Ur tiveram seus momentos de glória. Pouco depois os acádios - grupos de nômades vindos do deserto da Síria - começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumérias, terminando por dominar as cidades-estados desta região por volta de 2550 a.C.. Mesmo antes da conquista, porém, já ocorria uma síntese entre as culturas suméria e acádia, que se acentuou com a unificação dos dois povos. Os ocupantes assimilaram a cultura dos vencidos, embora, em muitos aspectos, as duas culturas mantivessem diferenças entre si, como por exemplo - e mais evidentemente - no campo religioso. Mais tarde, por volta de 2369 a.C., Sargão, o Velho, patési da cidade de Ágade, unificou a maioria das cidades-templos. O grande rei acádio, guerreiro e conquistador, tornou-se conhecido como "soberano dos quatro cantos da terra". Apesar da unificação, as estruturas políticas da Suméria continuaram existindo. Os reis das cidades-estados sumerianas foram mantidos no poder e reconheciam-se como tributários dos conquistadores acadianos. O império criado por Sargão desmoronou após um século de existência, em conseqüência de revoltas internas e dos ataques dos guti, nômades originários dos montes Zagros, no Alto do Tigre, que investiam contra as regiões urbanizadas, porque a sedentarização das populações do Oriente Médio lhes dificultava a caça e o pastoreio. Por volta de 2150 a.C., os guti conquistaram a civilização sumério-acadiana.Depois disso, a história da Mesopotâmia parecia se repetir. A unidade política dos sumério-acadianos era destruída pelos guti, que, por sua vez, eram vencidos por revoltas internas dos sumério-acadianos. O domínio intermitente dos guti durou um século, sendo substituído no século seguinte (cerca de 2100 a.C.–1950 a.C.) por uma dinastia proveniente da cidade-estado de Ur. Expulsos os guti, Ur-Nammur reunificou a região sobre o controle dos sumérios. Foi um rei enérgico, que construiu os famosos zigurates e promoveu a compilação das leis do direito sumeriano. Os reis de Ur não somente restabeleceram a soberania suméria, mas também conquistaram a Acádia. Nesse período, chamado de renascença sumeriana, essa civilização atingiu seu apogeu, mas esse foi o último ato de manifestação do poder político da Suméria. Uma vez que os estados locais cresceram em força bruta os sumérios começaram a perder sua hegemonia política sobre a maioria das partes da Mesopotâmia. Atormentados pelos ataques de tribos elamitas e amoritas, o império ruiu. Nesta época, os sumérios desapareceram da história, mas a influência de sua cultura nas civilizações subseqüentes da Mesopotâmia teve longo alcance. Os amoritas fundaram a Babilônia. Os hurrianos da Armênia estabeleceram o império de Mitanni na parte norte da Mesopotâmia por volta de 2000 a.C., enquanto os babilônios controlavam o sul. Ambos os grupos defendiam-se dos egípcios e dos hititas. Esses últimos derrotaram Mitani, mas foram expulsos pelos babilônios. Os cassitas, entretanto, venceram os babilônios em 1400 a.C.. Os cassitas foram depois vencidos pelos elamitas por volta de 1150 a.C.. Os sumérios habitaram várias cidades-estados, cada uma erigida em torno de seus respectivos templos, dedicados ao deus a cuja proteção a cidade competia. Estas cidades, grandes centros mercantis, eram governadas por déspotas locais denominados patésis, supremo-sacerdotes e chefes militares absolutos, auxiliados por uma aristocracia, constituída porburocratas e sacerdotes. O patési controlava a construção de diques, canais de irrigação, templos e celeiros, impondo e administrando os tributos a que toda população estava sujeita. As cidades-estados sumerianas, tradicionalmente, eram cidades-templos. Isto porque os sumérios acreditavam que os deuses haviam fundado as cidades para que fossem centros de cultos. Mais tarde, segundo a religião, os deuses limitavam-se a comunicar os soberanos as plantas das cidades e dos santuários. A ligação dos patésis aos ritos da cidade era extremamente íntima. Os templos estavam ligados ao poder estatal e suas riquezas eram usufruídas pelos soberanos, considerados intermediários entre os deuses e os homens. Junto com os tempos das cidades, homenageando o seu deus patrono, não raramente eram erguidos zigurates - pirâmides de tijolos maciços cozidos ao sol, que serviam de santuários e acesso aos deuses quando desciam até seu povo. Dentre cidades mais importantes do território sumério estavam Eridu, Kish, Lagash, Uruk, Ur e Nippur. Com o desenvolvimento dessas cidades, a tentativa de supremacia duma sobre a outra tornou-se inevitável. O resultado foi um milênio de embates quase incessantes sobre o direito de uso de água, rotas de comércio e tributos a tribos nômades Os sumérios mantinham uma produção de cevada, grão-de-bico, lentilha, milhete, trigo, nabo, tâmara, cebola, alho, alface,alho-poró e mostarda. Eles também criavam gado, carneiro, cabra e porco. Além disso usavam bois como opção principal no trabalho de carga e burros como animal de transporte. Os sumérios pescavam peixes e caçavam aves galináceas. A agricultura suméria dependia muito da irrigação, sendo efectuada através do uso de canais, barragens, diques e reservatórios. Os canais requeriam reparos freqüentes e a remoção contínua de lodo. O governo ordenava a determinados cidadãos a tarefa de trabalhar nos canais, apesar de os ricos poderem ser dispensados. Com o uso de canais os fazendeiros irrigavam seus campos e então drenavam a água. Depois deixavam que os bois macerassem a terra e matassem as ervas daninhas. O passo seguinte era dragar os campos com picaretas. Depois de secar, eles os aravam, gradavam e varriam três vezes, pulverizando-os depois com um alvião. Os sumérios ceifavam durante a fase seca do outono em equipes de três pessoas, consistindo de um ceifador, um enfardadore um feixador. Os fazendeiros usavam um tipo de colheitadeira arcaica para separar a cabeça dos cereais de seus respectivostalos, para então usar um tipo de trenó de triagem, que separava o grão dos cereais. Em seguida peneiravam a mistura de grãos e debulhos. Artigo Principal: Arte da Suméria A planície Tigre-Eufrates carecia de minerais e árvores. As edificações sumérias compreendiam estruturas planoconvexas feitas de tijolos de barro, desprovidas de argamassa ou cimento. Uma vez que tijolos planoconvexos são de composição relativamente instável, os pedreiros sumerianos adicionavam uma mão extra de tijolos, postos perpendicularmente a cada poucas fileiras. Aí então preenchiam as lacunas com betume, engaço, cana e cizânias. Construções feitas com tijolos de barro, entretanto, acabam se deteriorando, de forma que eram periodicamente destruídas, niveladas e reconstruídas no mesmo lugar. Essa constante reconstrução gradualmente elevou o nível das cidades, de modo que se ergueram acima da planície à sua volta. Os aterros resultantes (chamados em inglês de tell) são encontrados através do antigo Oriente Próximo. O tipo mais famoso e impressionante dentre as edificações sumérias chama-se zigurate, uma construção de largas, amplas plataformas sobrepostas em cujo topo encontravam-se templos. Esse maciço edifício de celsa estatura pode ter sido a inspiração para aTorre de Babel bíblica. Selos cilíndricos sumerianos também descrevem casas construídas com cana, similares àquelas construídas pelos árabes das terras baixas da parte sul do Iraque até anos recentes. Por outro lado, templos sumérios e palácios fizeram uso de materiais e técnicas mais avançadas como reforços (suporte para os tijolos), recessos (quinas), pilastras e pregos de argila. O historiador Alan Marcus diz que "os sumérios ostentavam uma perspectiva circunspecta sobre a vida." Um sumério escreveu: "Lágrimas, lamento, angústia e depressão residem dentro de mim. Tolhe-me o sofrimento. O perverso destino me aprisiona e faz com que cesse a vida minha. Sou banhado por uma doença maligna." Um outro escreveu: "Por que me contam entre os ignorantes? A comida encontra-se em todo lugar, e ainda assim minha comida a fome proporciona. Durante o dia a partilha era orçada; e o orçamento de minha partilha, prejudicada." Apesar de que as mulheres poderiam alcançar um status mais elevado na Suméria do que em outras civilizações, a cultura permanecia predominantemente masculina. Empreendedores e criativos, os sumérios estabeleceram relações comerciais com vários povos da costa do Mediterrâneo e do Vale do Indo. Descobertas de obsidiana em locais longínquos da Anatólia e no Afeganistão remontam a Dilmun (hoje Bahrain, um principado no Golfo Pérsico), e vários selos inscritos na grafia dos povos do Vale do Indo sugerem uma rede consideravelmente extensa de comércio antigo, centrado nos limites do Golfo Pérsico. A Epopéia de Gilgamesh refere-se ao comércio, com terras longínquas, de mercadorias como madeira, já que esse item representava um material escasso na Mesopotâmia. O cedro do Líbano era especialmente apreciado. Os sumérios usavam escravos, embora esses não representassem a maior parte da economia. Mulheres escravas trabalhavam como tecelãs, prensadoras, moleiras e carregadoras. A cerâmica sumérica decorava vasos com pinturas em óleo de cedro. Os ceramistas utilizavam furadeiras arqueadas para produzir o fogo necessário ao cozimento da cerâmica. Os pedreiros e ourives sumérios não só conheciam como faziam uso de marfim, ouro, prata, galena e lápis-lazúli. Como em qualquer sociedade pré-moderna, os sumérios possuíam um conhecimento limitado de diagnose e tratamento médicos. Laxantes, purgantes e diuréticos formavam a maioria dos remédios daquele povo. Determinadas cirurgias também eram postas em prática. Os sumérios manufaturavam salitre, conseguido a partir da urina, do cal, de cinzas e do sal. Eles combinavam esses materiais com leite, pele de cobra, casco de tartaruga, cássia, murta, timo, salgueiro, figo, pêra, abeto e/ou tâmara. A partir daí, misturavam esses agentes com vinho, usando o resultado obtido de duas formas: ou passando o produto como se fosse umapasta, ou então misturavam-no com cerveja, consumindo o remédio por via oral. Os sumérios explicavam a doença como uma conseqüência do aprisionamento, e conseqüente tentativa de escape, de umdemônio dentro do corpo humano. O objetivo do remédio era persuadir o demônio a acreditar na idéia de que continuar residindo naquele corpo seria uma experiência desagradável. Comumente os sumérios colocavam um carneiro ou cabra próximo ao doente, esperando atrair o demônio para dentro do corpo do animal, que, então, seria morto. No caso de não haver ovelhas à disposição, tentavam a sorte com uma estátua, que, se conseguisse transferir o demônio para dentro de si, seria coberta de betume. As cidades sumérias eram defendidas por muralhas. Os sumérios engajavam-se em guerras de sítio entre suas cidades, e as muralhas de tijolos de barro obviamente não podiam deter os inimigos, que já conheciam o material. O exército sumério consistia, em sua maior parte, na infantaria. A infantaria leve carregava machados de guerra, adagas elanças. A infantaria de linha de frente também usava capacetes de cobre, capas de feltro e saias (kilts) de couro. Os sumérios inventaram a carruagem, à qual atavam onagros (burros selvagens). Essas carroças antigas não funcionavam tão bem em combate quanto os modelos construídos a posteriori, e alguns sugeriram que as carroças serviam primeiramente como meio de transporte, embora o time de guerra sumério carregasse machados de guerra e lanças. A carroça, ou carruagem, suméria constituía de um dispositivo quatro-rodas manejado por uma equipe de duas pessoas e ligado a quatro onagros. A carroça era composta por cestas entretecidas, e as rodas possuíam um sólido design triplo. Os sumérios usavam fundas e arcos simples (só mais tarde a humanidade inventaria o arco composto.) Artigo Principal: Mitologia Suméria Tratar dum assunto tal como a "Religião Suméria" pode ser complicado, uma vez que as práticas e crenças adotadas por aquele povo variaram largamente através do tempo e distância, cada cidade possuindo sua própria visão mitológica e/ou teológica. Entre as principais figuras mitológicas adoradas pelos sumérios, é possível citar An (ou Anu), deus do céu; Nammu, a deusa-mãe; Inanna, a deusa do amor e da guerra (equivalente à deusa Ishtar dos acádios); e Enlil, o deus do vento. Cada um dosdeuses sumérios (em sua própria língua, dingir - no plural, dingir-dingir ou dingir-a-ne-ne) era associado a cidades diferentes, e a importância religiosa a eles atribuída intensificava-se ou esmorecia dependendo do poder político da cidade associada. Segundo a tradição suméria, os deuses criaram o ser humano a partir do barro com o propósito de serem servidos por suas novas criaturas. Quando estavam zangados ou frustrados, os deuses expressavam seus sentimentos através de terremotos ou catástrofes naturais: a essência primordial da religião suméria baseava-se, portanto, na crença de que toda a humanidade estava à mercê dos deuses. Os sumérios acreditavam que o universo consistia num disco plano fechado por uma cúpula de latão. Já a vida após a morte envolvia uma descida ao vil submundo, onde se passava a eternidade numa existência deplorável, em uma espécie de inferno. Os templos sumérios consistiam de uma nave central com corredores em ambos os lados, flanqueados por aposentos para os sacerdotes. Numa das pontas do corredor achavam-se um púlpito e uma plataforma construída com tijolos de barro, usada para sacrifícios animais e vegetais. Granéis e depósitos geralmente se localizavam na proximidade dos templos. Mais tarde, os sumérios começaram a construir seus templos no topo de colinas artificiais, terraplanadas e multifacetadas: esses templos especiais chamavam-se zigurates! Exemplos da tecnologia suméria incluem: serras, couro, cinzéis, martelos, braçadeiras, brocas, pregos, alfinetes, anéis,enxadas, machados, facas, lanças, flechas, espadas, cola, adagas, odres de água, caixas, arreios, barcos, armaduras, aljaves,bainhas, botas, sandálias e arpões. Os sumérios possuíam três tipos de barco: Os sumérios são geralmente considerados os inventores da astronomia, o estudo da observação dos astros. Nas ruínas das cidades sumérias escavadas por arqueólogos desde o principio do século XX, foram encontradas muitas centenas de inscrições e textos deste povo sobre suas observações celestes. Entre estas inscrições existem listas especificas deconstelações e posicionamento de planetas no espaço, bem como informações e manuais de observação. Existem textos especificos sobre o sistema solar e o movimento dos planetas em torno do sol, na sua ordem correta. Muitas destas inscrições, cuja idade ultrapassa os 4.500 anos de idade, estão agora conservadas no Museu do Antigo Oriente Próximo[1] (Vorderasiatisches Museum), uma conjunto de 14 salas na ala sul do Museu Pérgamo (Pergamonmuseum). Papiro A língua suméria é uma língua isolada, o que significa que não está diretamente relacionada a nenhuma outra língua conhecida, apesar das várias tentativas equivocadas de provar ligações com outros idiomas. A língua suméria é aglutinante, ou seja, osmorfemas (as menores unidades com sentido da língua) se justapõem para formar palavras. Credita-se aos sumérios a invenção do sistema cuneiforme de escrita (caracteres em forma de cunha), que foi utilizada por toda a Mesopotâmia e povos vizinhos. Os próprios acádios, após invadirem e conquistarem a Suméria, adotaram o sistema cuneiforme daquele povo para materializar a própria língua (similarmente ao que há hoje entre o português e o inglês, por exemplo, onde ambos usam o mesmo alfabeto para representar idiomas diferentes). A escrita cuneiforme começou como um sistema pictográfico, onde o objeto representado expressava uma idéia. Um barcomarcado por determinados sinais, por exemplo, poderia significar que ele estava carregado ou vazio. Com o tempo, os cuneiformes passaram a ser escritos em tabuinhas de argila, nos quais os símbolos sumérios eram desenhados com um caniçoafiado chamado estilete. As impressões deixadas pelo estilete tinha forma de cunha, razão pela qual sua escrita terminou sendo chamada de cuneiforme. Um corpo extremamente vasto (muitas centenas de milhares) de textos na língua suméria sobreviveu, sendo que a maioria está gravada nas tabuinhas de argila citadas no parágrafo anterior. A escrita suméria está grafada em cuneiforme e é a mais antiga língua humana escrita conhecida. Os tipos de textos sumérios conhecidos incluem cartas pessoais e de negócios e/ou transações comerciais, receitas, vocabulários, leis, hinos e rezas, encantamentos de magia e textos científicos incluindomatemática, astronomia e medicina. Inscrições monumentais e textos sobre diversos objetos, como estátuas ou tijolos, também são bastante comuns. Muitos textos sobrevivem em múltiplas cópias pelo fato de terem sido transcritos repetidamente por escribas "estagiários". A escola de Edubba (termo sumério que significa "Casa de Tabuinhas"), por exemplo, era um dos centros de aprendizagem onde arquivos e escritos literários eram guardados (ou seja, grafados) em tabuinhas de argila. Edubba foi um dos primeiros centros acadêmicos e um dos primeiros receptáculos de sabedoria de que se tem conhecimento. A compreensão dos textos sumérios hoje em dia pode ser problemática até mesmo para especialistas. Os textos mais antigos são os mais difíceis, pois não mostram a estrutura gramatical da língua de forma sólida Os sumérios talvez sejam mais lembrados devido às suas muitas invenções. Muitas autoridades lhes dão crédito pelas invenções da roda e do torno de oleiro. Seu sistema de escrita cuneiforme foi o primeiro sistema de escrita de que se tem evidência, pré-datando os hieróglifos egípcios em pelo menos 75 anos. Os sumérios estavam entre os primeiros astrônomos, possuindo a primeira visão heliocêntrica de que se tem conhecimento (a próxima apareceria por volta de 1.500 a.C. por parte dos Vedas na Índia). Afirmavam também que sistema solar constituía-se de 5 planetas (apenas 5 planetas podiam ser vistos a olho nu). Desenvolveram também conceitos matemáticos usando sistemas numéricos baseados em 6 e 10. Através desse sistema, inventaram o relógio com 60 segundos, 60 minutos e 12 horas, além do calendário de 12 meses que usamos atualmente. Também construíram sistemas legais e administrativos com cortes judiciais, prisões e as primeiras cidades-estados. A invenção da escrita possibilitou aos sumérios o armazenamento do conhecimento e a possibilidade de transferi-lo a outros. Isso levou à criação de escolas, à educação e oficialização da matemática, religião, burocracia, divisão de trabalho e sistema de classes sociais. Também os sumérios inventaram a carroça e, possivelmente, as formações militares. Inventaram a cerveja. O mais importante de tudo, talvez, seja o fato de que, de acordo com muitos acadêmicos, os sumérios foram os primeiros a domesticar tanto plantas como animais. No caso do primeiro termo, através de plantações sistemáticas e da colheita de uma descendência de grama mutante, conhecida atualmente como einkorn, e de sementes de milho e de trigo. Com relação ao segundo termo (i. é, os animais), os sumérios os domesticaram através do confinamento e da procriação de carneiros ancestrais (similares à cabra montês e ao gado selvagem (búfalos)). Foi a primeira vez que essas espécies foram cultivadas e criadas em larga escala. Essas invenções e inovações facilmente colocam os sumérios entre uma das culturas mais criativas de toda a antiguidade, e mesmo da história. Nota: Na seqüência abaixo, todos os anos são a.C.. Foi nessa época também, que ocorreu o pior El Niñoda história, tão poderoso que consegui afetar algo que rarissimamente chega a essas regiões matando milhares dos habitantes dessa regiãoHistória
Civilização Acadiana
Renascença Sumeriana
Declínio
Administração e Política
Agricultura e Caça
Arquitetura
Cultura
Economia e Comércio
Medicina
Características Militares
Religião
Tecnologia
Astronomia
Língua e Escrita
Legado
Cronologia
2030 - Nova quebra da unidade acádio-sumeriana, desta vez pelos elamitas
7.12.10
SUMÉRIA
BABILÔNIA
Soldados Americanos em frente da reconstrução das ruínas da Babilônia (2003) Babilônia (Babilónia) se refere à capital da antiga Suméria e Acad, na Mesopotâmia. No moderno Iraque, localiza-se a aproximadamente 110 km ao Sul de Bagdád. O nome vem do grego Babel, que significa "confusão". Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra. Foi provavelmente fundada por volta de 3800 a.C. Teve um papel significativo na história da Mesopotâmia. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Os Arameus, assírios e os Caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O rei assírio Assurbanipal venceu a luta em 648 a.C., e foi sucedido por Nabucodonosor II. Liderados por Nabucodonosor (que também construiu os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo), os babilônios destruíram Jerusalém em 587 A.C., levando os judeus ao exílio babilônico. O rei persa Ciro, o Grande, derrotou os babilônicos em 539 A.C., e libertou os judeus de seu exílio. Na cultura hebraica, a Babilônia se tornou um inimigo arquétipo do povo de Deus. Várias referências à Babilônia ocorrem naBíblia. No Novo Testamento, especialmente no livro Apocalipse, referências à Babilônia são comumente interpretadas por algumas religiões cristas como referências a Roma, como metáfora do poder do Império Romano. Outras denominações cristãs, fazem outras leituras. Arte da Babilônia Os jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck. A arte da Babilônia desenvolveu-se no reino antigo do Oriente Próximo; sua capital era Babilônia, cujas ruínas estão próximas da cidade de Al Hillah, no Iraque. Provavelmente, a cidade foi fundada no quarto milênio a.C., tornando-se o centro de um vasto império no século 18 a.C., sob o reinado de Hamurabi. O povo babilônio mais antigo era herdeiro direto da civilização suméria, que inspirou a arte da sua primeira dinastia. A partir do século 17 a.C., a Babilônia foi dominada por outros povos e de 722 a 626 a.C. esteve sob o controle da Assíria. A Babilônia atingiu seu período de apogeu e prestígio depois de ter colaborado para a derrota dos assírios. Nabucodonosor II, cujo reinado se estendeu de 605 a 562 a.C., reconstruiu a capital como uma das maiores cidades da Antiguidade e foi, provavelmente, o responsável pelos famosos jardins suspensos da Babilônia, dispostos de forma engenhosa em terraços elevados, irrigados por canais provenientes do rio Eufrates. A melhor visão do esplendor da arquitetura babilônica pode ser obtida através da Porta de Ishtar (575 a.C.) uma luxuosa estrutura de tijolos esmaltados reconstruída noMuseu Staatliche, na antiga Berlim Oriental. Fonte: Wikipédia
ÍNDIA ANTIGA
A civilização indiana é uma das mais antigas do mundo, tendo mais de 4000 anos. Tendo sido colonizada pela Inglaterra, tornou-se independente em 1947. Tem sido uma democracia desde então. A História Antiga do Extremo Oriente tem uma extensão muito maior do que a do Ocidente, chegando até o ano 1192 da era cristã, exceto na China, cuja Antigüidade se estendeu até 220 d.C, com a queda da Dinastia Han. Por volta do ano 4000 a.C., chegavam ao norte do vale do rio Indo povos nômades, provavelmente pastores. Em 2000 a.C., já existiam núcleos urbanos organizados que dominavam a metarlugia do bronze, notadamente Mohenjo-Daro e Harapa. Da relação entre as cidades Mohenjo-Daro e Harapa, surgiu a civilização harapiana, que já ocupava todo o vale do rio Indo. A historiografia indiana (desenvolvida a partir de 1945) revela que, na metade do segundo milênio a.C., os habitantes do vale do rio Indo deixaram a região. Eles fugiam dos povos arianos, vindos da Ásia Central. Os árias (como os arianos chamavam a si próprios) eram originários do que hoje é o sul da Europa. Também existe a hipótese do atual sudoeste da Rússia. Percorrendo pelo Cáucaso a região do atual Irã, entraram em cisão entre os séculos XVIII a.C. e X a.C. Uma parte dos árias penetrou o norte do vale do rio Indo por volta do ano 1500 a.C., dando início ao período védico, porque o que se sabe dessa época foi obtido a partir de épicos como Mahabharata e Ramayana e a partir do Veda (ou Vedas). Os antigos habitantes da região que não conseguiram se estabelecer em outros lugares foram escravizados. Os que conseguiram fugir foram dominados posteriormente com a expansão ária. No ano 800 a.C., os árias já tinham estendido seus domínios até a confluência do rio Ganges com o rio Tamuna. A partir do século VI a.C., os árias começaram a desenvolver diversos reinos, como Rajá Poros (no Pundjab e no Sind),Ganges, Kosala (ao norte da pensínsula do Decã) e Magadha (no sul da região que abrange o rio Ganges). O reino de Magadha, entretanto, destacou-se, exercendo hegemonia sobre os demais. No período que se estendeu do século VI a.C. ao século IV a.C., desenvolveu-se o sânscrito como língua escrita e o bramanismo como corrente religiosa. Os reis dessa época são pouco conhecidos, exceto Bimbisara e Ajataçatru, ambos da Dinastia Siçunaga. O primeiro reinou em Magadha de 523 a.C. até 491 a.C., quando assumiu Ajataçatru, que reinou até 459 a.C. Nesse período, Ciro II, então imperador da Pérsia, ocupou o que hoje é a cidade Cabul, capital do Afeganistão. A ocupação naquela região se estendeu no governo persa de Dario I, que invadiu o Pundjab, o Sind e a região do Peshawar. Mais tarde, Alexandre, o Grande ocupou a região, chegando a ultrapassar os antigos limites persas, o que gerou muitas insurreições. Alexandre fundou várias províncias no Pundjab. Os gregos só foram expulsos quando Chandragupta Maurya, membro da corte de Magadha, então sob a Dinastia Handa, liderando os exércitos de seu reino e do reino de Ganges, invadiu, em 320 a.C., o Pundjab. Depois da vitória, voltou a Magadha e estabeleceu a Dinastia Maurya. Sob o governo de Bindusara, filho e sucessor de Chandragupta Maurya, Magadha conheceu um período de expansão, que chegou ao ápice sob o governo de Açoka (273 a.C.-232 a.C.), filho de Bindusara. O reino de Magadha então ocupou toda a Índia, exceto a península do Decã e a região do atual Afeganistão. O domínio estabelecido por Açoka era instável, por isso, após sua morte, houve rebeliões internas, que, somadas à expansão grega no Ocidente e à expansão chinesa no Oriente, provocaram, em 187 a.C, a assunção da Dinastia Sunga. No início do século II a.C., o reino grego da Bactria ou Bactriana (ao sul da próspera província da Sogdiana) invadiu o Pundjab, onde permaneceram até o final do século, quando foram batidos pela tribo indiana dos citas e pártias. Em 30 a.C., um grupo vindo Ásia Central ocupou a região da Bactriana, estabelecendo lá um reino efêmero, Kuchan. Já nessa época, formava-se no Decã o reino dos Andras, que conheceu o apogeu no período que se estendeu do século II d.C. ao século IV d.C., período em que manteve contatos com o Império Romano. Em Magadha, após uma série de dinastias pouco conhecidas, foi instaurada por Chandragupta I, no ano 320 d.C., a Dinastia Gupta, tendo alcançado o florescimento no governo de Chandragupta II. Em meados do século V, os hunos heptalitas ou hunos brancos invadiram o território da atual capital do Afeganistão e a Bactriana, de onde passaram a atacar os indianos. Magadha perdeu o domínio sobre grande parte da Índia, ocupando somente a região do rio Ganges. No século VII, os muçumanos chegaram ao oeste da Índia. Em 1192, o Islamismo já exercia grande influência nas camadas populares, principalmente porque pregava a igualdade de todos perante Deus, o que era visto como um modo de acabar com o vigente sistema de castas. Na Índia antiga, vigorava o sistema de castas, em que os sacerdotes (brâmanes) e os guerreiros (kshatriyas) cumpunham a nobreza, em detrimento dos camponeses (sudras) e dos comerciantes (vaishyas), sempre explorados e oprimidos, o que se assemelhava à organização das civilizações ocidentais. O sistema de castas tomou forma em aproximadamente 600 a.C., quando os árias, de pele clara, escravizaram os nativos, de pele escura. O nome deste padrão de divisão social veio da palavra varna, que significa "cor" Fonte: Wikipédia Linhas gerais
Antigüidade
Formação do reino de Magadha
Formação da Dinastia Gupta
Influência islâmica
Sociedade
FENÍCIA
A Fenícia foi um antigo reino cujo centro se situava na planície costeira do que é hoje o Líbano e a Síria, no Mediterrâneooriental. A civilização fenícia tinha uma cultura centrada no comércio marítimo. Entre os séculos X a.C. e I a.C., os fenícios criaram entrepostos comerciais ao longo de todo o Mediterrâneo, chegando às costas atlânticas da península Ibérica e norte da África. Seus principais adversários comerciais, e, consequentemente, bélicos, eram os gregos, que, paradoxalmente, são uma de suas primeiras e mais importantes influências, principalmente os micênios, sociais e políticas. Infelizmente, os fenícios não deixaramliteratura ou registros escritos em materiais resistentes ao tempo, e por esse motivo o que se sabe da sua escrita provém apenas de curtas inscrições em pedra. As suas cidades principais foram Sídon, Tiro, Biblos e Beritus (atual Beirute), na Costa do Levante. No norte da África, existiram Cartago, Útica dentre outras. Na atual Itália, no extremo oeste da ilha da Sicília, havia uma cidadela portuária estratégica, rodeada de muralhas, chamada Motya . Sarepta, no sul da Fenícia, região do atual Oriente Médio, é onde se realizaram as mais profundas escavações arqueológicas. Os Fenícios chegaram à Espanha e a atual Itália, fundando colônias onde hoje repousam cidades como Cádiz (ESP) e Palermo e Cagliari (ITA). A marinha fenícia era uma das mais poderosas do mundo antigo. Com a frota feita a base de cedro, árvore típica da região, símbolo inclusive registrado na bandeira do Líbano. Suas embarcações dotadas de aríetes de proa, quilha estreita e vela retangular eram velozes e mais fáceis de manobrar. Com isso, os fenícios mantiveram sua superioridade naval por séculos. Quando a Pérsia tomou controle da Fenícia, no século VI a.C., os persas passaram a utilizar a engenharia naval fenícia para tentar controlar o Mediterrâneo, o que não era tão mal visto pelos fenícios, já que os persas lhes davam certa autonomia política e religiosa, e os gregos eram seus inimigos há séculos. Na espedição de Xerxes em 480 a.C., havia três dos mais renomados "almirantes" fenícios em sua frota. Em certa feita, durante o reinado do rei persa Cambises II da Pérsia, os persas contavam com o apoio naval dos fenícios para conquistar o norte da África. Mas os navios retrocederam após um ataque aoEgito, pois constava nos planos dos persas um ataque à colônia fenícia de Cartago. Após o século V a.C., quando a Fenícia foi ocupada pelos macedônios de Alexandre, o Grande, a Fenícia deixou de existir como uma unidade política, e seu território original deixou de ser governada pelos fenícios. Vale lembrar que Alexandre tem fortes raízes na Grécia, inimigos dos fenícios. No entanto, suas colônias ao longo da costa do Mediterrâneo, como Cartago naTunísia, Gadir na Espanha, Panormo na Sicília e Tingis (atual Tânger, no Marrocos) continuaram a prosperar como importantes portos e entrepostos comerciais, especialmente aquela primeira cidade, que se tornaria centro da civilização fenícia. A influência fenícia declinou após as derrotas nas Guerras Púnicas contra o Império Romano, no século II a.C.. O nomeFenícia deriva do nome grego da área:Φοινίκη Phoiníkē. O nome Espanha vem de uma palavra fenícia que significa "costa de coelho".Quanto à religião, os fenícios eram politeístas, e talvez admitissem sacrifícios humanos. Na Bíblia, o rei Hiram I de Tiro é mencionado como tendo cooperado com o rei Salomão na organização de uma expedição ao Mar Vermelho e na construção do Templo de Salomão. Este templo foi construído de acordo com desenho fenício, e as suas descrições são consideradas como a melhor descrição existente que temos do que terá sido um templo fenício. Os fenícios da Síria também eram chamados siro-fenícios. A escrita utilizada baseava-se num alfabeto fenício, que inovava em relação a outros sistemas de escrita da antiguidade por basear-se em sinais representando sons, ao invés de pictogramas. Esse alfabeto é ancestral de grande parte dos alfabetos usados no mundo (como o grego, o latino, o árabe e o hebraico). Os fenícios foram um povo de comerciantes com descendência de Cam que saíram do norte da região hoje conhecida comoLíbano para o norte da África em busca de novas rotas e que por um grande período de tempo dominaram o comércio noMediterrâneo. Assim, os fenícios fundaram portos e cidades em lugares tão longínquos quando a costa norte da África e aEspanha.Discute-se a validade de vestígios de presença fenícia na costa da Grã-Bretanha. Após períodos consecutivos de dominação assíria, persa e macedônica, a região de origem dos fenícios perdeu seu poder, ao passo que uma das colônias fenícias do Mediterrâneo, Cartago, ascendeu como um dos portos mais importantes do Mediterrâneo. Em um intervalo de 120 anos, entre os séculos III e II a.C., os fenícios de Cartago disputaram o controle do mediterrâneo com o Império Romano nas chamadas Guerras Púnicas. Após sua derrocada, em 146 a.C., pouco restou da cultura fenícia no Mar Mediterrâneo. Fonte: WikipédiaBreve história
Os fenícios
POVO BÁRBARO
A palavra "bárbaro" é derivada do grego, depois adaptado para o latim, para designar povos de fora da Grécia, em alusão aos persas, cujo idioma gutural os gregos entendiam como "bar-bar-bar". Porém, foi no Império Romano que a expressão passou a ser usada com mais freqüência. O preconceito com os povos que não compartilhavam os mesmos hábitos e costumes é natural dos habitantes dos grandes centros econômicos, sociais e culturais, e caracteriza-se pelo etnocentrismo. Atualmente, a expressão "bárbaro" significa não civilizado, brutal, cruel, etc. Era um termo pejorativo que não condizia com a realidade pois, apesar de não compartilharem de alguns aspectos da cultura romana e não falarem o latim, tais povos tinham cultura e costumes próprios. Cada um dos povos chamados "bárbaros" era bastante distinto e esta designação abrangia tanto os hunos, de origem oriental, como povos germânicos, como os godos, e celtas, como os gauleses. As nações bárbaras se tornaram cada vez mais numerosas e aos poucos foram invadindo e tomando conta dos territórios romanos, causando a queda do império do ocidente em 476 d.C. Bárbaros era como eram conhecidos pelos romanos os povos que viviam à margem de seu império, com língua, religião e costumes distintos dos considerados civilizados. Era também como foram designados principalmente os povos de origem germânica que, entre 409 e 711, invadiram aEuropa. Os bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram rapidamente a cultura e língua romanas da Península Ibérica; contudo, e como as escolas romanas foram encerradas, o latim foi libertado para começar a evoluir sozinho. Porque cada tribo bárbara falava latim de maneira diferente, a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de línguas bem diferentes (Galaico-Português, Espanhol e Catalão). Acredita-se, em particular, que os suevos sejam responsáveis pela diferenciação lingüística dos portugueses e galegos quando comparados com os castelhanos. As línguas germânicas influenciaram particularmente o português em palavras ligadas à guerra e violência, tais como "Guerra". As invasões se deram em duas ondas principais. A primeira com penetração dos bárbaros e a assimilação cultural Romana. Os bárbaros tiveram uma certa "receptividade" a ponto de receber pequenas áreas de terra. Com o passar do tempo, seus costumes, língua, etc. foram se perdendo, mesmo porque não havia uma renovação do contingente de pessoas. Uma segunda leva foi mais vagarosa, não teve os mesmos benefícios dos ganhos de terra e teve seu contingente de pessoas aumentado devido à proximidade das terras ocupadas com as fronteiras internas do Império Romano. Fonte: WikipédiaLista de povos bárbaros
