O Feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média.
A sociedade feudal era composta por duas classes sociais básicas: senhores e servos. A estrutura social praticamente não permitia mobilidade, sendo portanto que a condição de um indivíduo era determinada pelo nascimento, ou seja, quem nasce servo será sempre servo. Utilizando os conceitos predominantes hoje, podemos dizer que, o trabalho, o esforço, a competência e etc, eram características que não podiam alterar a condição social de um homem. O senhor era o proprietário dos meios de produção, enquanto os servos representavam a grande massa de camponeses que produziam a riqueza social.
Esse sistema se caracteriza pela exploração do trabalho servil, responsável por toda a produção. O servo não é considerado um escravo, porém não é um trabalhados livre. O que determina a condição servil é seu vínculo com a terra, ou seja, o servo está preso a terra. Ao receber um lote de terra para viver e trabalhar, e ao receber (teoricamente) proteção, o servo esta forçado a trabalhar sempre para o mesmo senhor feudal, não podendo abandonar a terra.
No mundo feudal não existiu uma estrutura de poder centralizada. Não existe a noção de Estado ou mesmo de nação. Portanto consideramos o poder como localizado, ou seja, existente em cada feudo. É importante visualizar a figura do rei que durante este período não mais exercia seu poder soberano.
O feudo era a unidade produtiva básica. Imaginar o feudo é algo complexo, pois ele podia apresentar muitas variações, desde vastas regiões onde encontramos vilas e cidades em seu interior, como grandes “fazendas” ou mesmo pequenas porções de terra. Para tentarmos perceber o desenvolvimento socioeconômico do período, o melhor é imaginarmos o feudo como uma grande propriedade rural.
Crise do Feudalismo
Depois de longos anos de devastação e desordem, começava certa estabilidade econômica. O castelo, centro das atividades econômicas, ia perdendo sua importância. O progresso do comércio artesanal, as feiras medievais, a cidade burguesa incompatível com o feudo ofereciam chances de lucro e atrativos do comércio.
A partir do século XII, ocorreram várias transformações na Europa que contribuíram para a crise do sistema feudal:
--> O aumento da circulação das moedas, principalmente nas cidades. Este fator desarticulou o sistema de trocas de mercadorias, característica principal do feudalismo;
--> As Cruzadas proporcionaram a volta do contato da Europa com o Oriente, quebrando o isolamento do sistema feudal;
--> O surgimento da burguesia, nova classe social que dominava o comércio e que possuía alto poder econômico. Esta classe social foi, aos poucos, tirando o poder dos senhores feudais;
--> Com o aumento dos impostos, proporcionados pelo desenvolvimento comercial, os reis passaram a contratar exércitos profissionais. Este fato desarticulou o sistema de vassalagem, típico do feudalismo.
No final do século XV, o feudalismo encontrava-se desarticulado e enfraquecido. Os senhores feudais perderam poder econômico e político. Começava a surgir as bases de um novo sistema, o CAPITALISMO.
Bibliografia
GUZZO, Maria Auxiliadora. Enciclopédia do estudante: história geral. São Paulo: Moderna, 2008
Enciclopédia Barsa, volume 5. Encyclopedia Britannica Editares Ltda. Rio de Janeiro : Melhoramentos,1964, p.257-259
Enciclopédia Barsa, volume 9. Encyclopedia Britannica Editares Ltda. Rio de Janeiro : Melhoramentos,1964, p.64
O Ciclo do Capitalismo. Por Janisson Nascimento. Publicado em: julho 07, 2007. Disponível em:
O que é Capitalismo? Fonte: Colégio Santo Agostinho – RJ. Publicado em 25/12/2007. Disponível em
O Capital, por Mansoe, Publicado em: janeiro 05, 2007. Disponível em
Capitalismo. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado em setembro 23, 2008. Disponivel em
Mundo Vestibular. Capitalismo, Segunda Parte. Disponível em:
23.9.10
Feudalismo e sua Crise
Capitalismo Industrial
O capitalismo industrial é uma nova fase desse sistema econômico, que surge em meio a um processo de revoluções políticas e tecnológicas, na segunda metade do século XVIII. Com essa nova fase é superado o capitalismo comercial, também chamado de mercantilismo, que surgiu em fins do século 14 e vigorou até então. Muitos fatores econômicos, sociais e políticos contribuíram para o desenvolvimento dessa nova forma de capitalismo.
Até o século XVIII, o comércio era a principal atividade econômica da Europa, proporcionando grandes lucros à burguesia comercial. Nesta época começaram a surgir novas técnicas de produção de mercadorias. Como exemplo se pode citar a invenção da máquina a vapor, do tear mecânico e, conseqüentemente, dos lucros da burguesia. Surgiu, deste modo, um novo grupo econômico, muito mais forte que a burguesia comercial. Cabia a burguesia industrial a maior parte dos lucros, enquanto a grande maioria dos homens continuava pobre. Uns continuaram trabalhando a terra arrendada, outros tornaram-se operários assalariados. Essa situação histórica é conhecida como Revolução Industrial.
O primeiro país a realizar a Revolução Industrial foi a Inglaterra, em 1776. Posteriormente, já no século XIX, outros países realizaram a Revolução Industrial: França, Alemanha, Bélgica, Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão.
O capitalismo industrial, firmando-se como novo modo de vida, fez com que o trabalho assalariado se tornasse generalizado. O homem passou, assim, a comprar o trabalho de outro homem por meio de salário. A Revolução Industrial tornou mais intensa a competição entre os países industriais, para obter matérias-primas, produzir e vender seus produtos no mundo, fazendo surgir um novo colonialismo no século XIX – o imperialismo.
As potências industriais européias invadiram e ocuparam grades áreas dos continentes africano e asiático. Fundaram colônias e exploraram as populações nativas, pagando baixos salários pelo seu trabalho. Além de fornecer matérias-primas para as indústrias européias, as colônias eram também grandes mercados consumidores de produtos industriais. Os países americanos, apesar de independentes de suas metrópoles européias – Portugal, Espanha e Inglaterra –, não escaparam dessa dominação colonial, principalmente da Inglaterra.
Os países latino-americanos, inclusive o Brasil, continuaram como simples vendedores de matérias-primas e alimentos para as indústrias européias e como compradores dos produtos industriais europeus.
A Revolução Industrial levou a um aumento da produção, dos lucros e, também, da exploração do trabalho humano. O trabalhador foi submetido a longas jornadas de trabalho, 14 horas ou mais, recebendo baixos salários. Não eram somente adultos que se transformavam em operários: crianças de apenas seis anos empregavam-se nas fábricas, executando tarefas por um salário menor que o do adulto. Essa situação levou os trabalhadores a se revoltarem. Inicialmente eram revoltas isoladas, mas, depois, os operários se organizaram em sindicatos, para lutar por seus interesses. E os trabalhadores descobriram uma arma para lutar contra a exploração de sua força de trabalho – a greve.
Assim, a primeira metade do século XX, marcado por significativos avanços tecnológicos, foi também um período de grande instabilidade econômica e geopolítica. Além da Primeira Guerra mundial, ocorreu a Revolução Russa de 1917, a crise de 1929, e a Grande Depressão, a ascensão do nazi-fascismo na Europa e a Segunda Guerra Mundial (1939- 1945). Nessas poucas décadas, o capitalismo passou por crises e transformações, adquirindo novos contornos.
Bibliografia
GUZZO, Maria Auxiliadora. Enciclopédia do estudante: história geral. São Paulo: Moderna, 2008
Enciclopédia Barsa, volume 5. Encyclopedia Britannica Editares Ltda. Rio de Janeiro : Melhoramentos,1964, p.257-259
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O Ciclo do Capitalismo. Por Janisson Nascimento. Publicado em: julho 07, 2007. Disponível em:
O que é Capitalismo? Fonte: Colégio Santo Agostinho – RJ. Publicado em 25/12/2007. Disponível em
O Capital, por Mansoe, Publicado em: janeiro 05, 2007. Disponível em
Capitalismo. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado em setembro 23, 2008. Disponivel em
Mundo Vestibular. Capitalismo, Segunda Parte. Disponível em:
Capitalismo Financeiro
O Capitalismo Financeiro tem se transformado desde a Revolução Industrial até os dias atuais, o sistema era restrito a uma parte da Europa e Estados Unidos. O surgimento do Capitalismo Financeiro (ou Monopolista) no Século XIX está diretamente ligado com o forte crescimento econômico que se registrava neste período de plena expansão da Revolução Industrial.
Não é mais possível distinguir o capital industrial do capital bancário. Fala-se agora em capital financeiro.. Era "financeiro" pois os bancos participavam ativamente na atividade econômica (emprestando dinheiro às empresas ou investindo diretamente), e era também intervencionista, já que o Estado intervinha para restringir o poder dos monopólios. Pode se resumir como a época em que o grande comércio/grande indústria são controlados pelo poder econômico dos bancos e de outras instituições financeiras.
Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comercio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.
Bibliografia
GUZZO, Maria Auxiliadora. Enciclopédia do estudante: história geral. São Paulo: Moderna, 2008
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O Ciclo do Capitalismo. Por Janisson Nascimento. Publicado em: julho 07, 2007. Disponível em:
O que é Capitalismo? Fonte: Colégio Santo Agostinho – RJ. Publicado em 25/12/2007. Disponível em
O Capital, por Mansoe, Publicado em: janeiro 05, 2007. Disponível em
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Capitalismo Comercial
O surgimento do capitalismo comercial, no início da Idade Moderna (entre os séculos XV e XVIII), está fundamentado tanto no progresso econômico dos séculos XVI - XIII quanto na crise dos séculos XIV - XV. O primeiro fator contribuiu para a formação da burguesia, o desenvolvimento da vida urbana, o incremento da produtividade agrícola e artesanal, a intensificação do comércio e o despontar de um sistema financeiro. O segundo fator desorganizou de tal maneira a sociedade européia, que tornou necessária a intervenção do Estado, recém-nascido, para superar as dificuldades.
No século XV, o comércio já era a principal atividade econômica da Europa. Os comerciantes, ou a classe burguesa, já tinham acumulado grandes capitais realizando o comércio com a África e a Ásia, através do mar Mediterrâneo. O capital tornou-se a principal fonte de riqueza, substituindo a terra, do período feudal. O capital podia ser acumulado ou obtido: por meio da ampliação cada vez maior do comércio; por meio da exploração do ouro e da prata.
A expansão do comércio gerou a necessidade de se aumentar a produção, principalmente a artesanal. Os artesãos mais ricos começaram a comprar as oficinas dos artesão mais pobres. Estes se transformaram, então, em trabalhadores assalariados, e o número de empregados nas oficinas foi aumentando.
A fase de acumulação do capital por meio do lucro obtido com o comércio e, ainda, por meio da exploração do trabalho do homem, seja o assalariado ou o escravo, recebeu o nome de Capitalismo Comercial ou Mercantilismo. Nesta fase do capitalismo, nos séculos XV e XVI, ocorreu a expansão marítimo-comercial. A expansão marítima européia fez ressurgir o colonialismo.
Foi o período das Grandes Navegações e descobrimentos, das conquistas territoriais, e também da escravização e genocídio de milhões de nativos da América e da África.
Grande acumulo de capitais se dava na esfera da circulação, ou seja, por meio do comercio, daí o temo capitalismo comercial para designar o período. A economia funcionava segundo a doutrina mercantilista, que, em sentido amplo, pregava a intervenção governamental na economia, a fim de promover a prosperidade nacional e aumentar o poder do Estado.
Nesse sentido, defendia a necessidade de acumulação de riquezas no interior dos Estados, e a riqueza e o poder de um país eram medidos pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que possuíam.
Esse princípio ficou conhecido como metalismo. Após a descoberta de ouro e prata na América houve um enorme fluxo de metais preciosos para a Europa, sobretudo para a Espanha, Reino Unido e Portugal.
Outro meio de acumular riquezas era manter uma balança comercial sempre favorável, daí o esforço para exportar mais que importar, garantido saldos comerciais positivos. Assim, o Estado deveria ser forte para apoiar a expansão marítima e o colonialismo, que garantiram alta lucratividade, já que as colônias eram obrigadas a vender seus produtos às metrópoles a preços baixos e a comprar delas o que necessitavam a preços altos.
Bibliografia
GUZZO, Maria Auxiliadora. Enciclopédia do estudante: história geral. São Paulo: Moderna, 2008
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O Ciclo do Capitalismo. Por Janisson Nascimento. Publicado em: julho 07, 2007. Disponível em:
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Capitalismo. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado em setembro 23, 2008. Disponivel em
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NOMENCLATURA BINOMIAL DE LINEU
- Todo ser vivo possui um nome científico;
- Todo nome científico é composto por duas palavras. A primeira se refere ao Gênero da espécie, e o segundo, ao epíteto (ou nome) específico, que é o que caracteriza a espécie em questão;
- Os nomes científicos, quando escritos, devem estar destacados em itálico. Em casos em que os nomes estejam sendo redigidos à mão; ou em outras situações nas quais utilizar o itálico se apresente inviável, tais nomenclaturas devem estar grifadas;
- A primeira letra do nome científico deve ser apresentada em maiúsculo e a primeira letra do epíteto específico, em minúsculo;
- A partir da segunda vez que se escreve o nome de determinada espécie, o Gênero pode se apresentar abreviado. Ex: Cachorro - Canis familiaris - C. familiaris.
Observação: há casos em que indivíduos são, ainda, divididos em subespécies, como é o caso das tartarugas gigantes de Galápagos (Chelonoidis nigra abingdoni, C. nigra hoodensis, etc.). Nestas situações, valem as mesmas regras, sendo que tanto o epíteto específico quanto o epíteto subespecífico devem apresentar todas as letras em minúsculo.
Alguns nomes científicos:
Ser humano - Homo sapiens
Leão - Panthera leo
Tigre - Panthera tigris
Barata-americana - Periplaneta americana
Milho - Zea mays
Ipê-amarelo - Tabebuia alba]
Mariana Araguaia
Civilização Etrusca
INTRODUÇÃO
Civilização Etrusca, cultura criada e desenvolvida na península italiana pelo povo da Etrúria, durante o primeiro milênio a.C. Na época de seu maior poder, entre os séculos VII e V a.C., a Etrúria provavelmente englobava toda a Itália.
HISTÓRIA
No século IX a.C., os etruscos estabeleceram-se na Toscana procedentes da Ásia Menor. Aproximadamente no século VI a.C., várias cidades-estados dominavam suas respectivas regiões geográficas. Constantemente suas cidades independentes se aliavam. Em resposta, é provável que os romanos, gregos e cartagineses também se unissem contra os etruscos. Aproximadamente no século V a.C., o poder etrusco foi desafiado e severamente reduzido. A esquadra de Siracusa derrotou uma frota aliada etrusca em Cumas. No século III a.C., os romanos, após submeter a maior parte do centro e sul da península da Itália, dirigiram sua atenção para o norte. Os laços entre Roma e Etrúria se fortaleceram no século I a.C., quando os etruscos aceitaram a oferta de cidadania romana.
ESTRUTURA POLÍTICA E MILITAR
Os etruscos nunca lograram uma verdadeira unidade nacional, embora cidades individuais enviassem colonos a regiões vizinhas e, com freqüência, estabelecessem alianças diplomáticas. A forma característica de organização governamental era a confederação de cidades. Os etruscos, no período de maior poder, possuíam uma força militar impressionante, embora provavelmente não fosse coordenada entre as cidades-estados. A frota era muito poderosa e praticamente dominou o Mediterrâneo durante quase dois séculos.
ECONOMIA
Os etruscos foram influenciados pelos comerciantes do leste do Mediterrâneo. Os fenícios foram os primeiros a chegar, possivelmente no século VIII a.C. Os gregos desafiaram a supremacia fenícia. No século VI a.C., a rede mercantil etrusca incluía intercâmbios de bens com a Gália e com os povos tartesos e de Ampúrias.
RELIGIÃO
Muitos elementos da religião etrusca foram adotados pelos romanos, inclusive os conceitos do regresso cíclico da idade de ouro e o rito de sacrifícios humanos.
LÍNGUA
Os eruditos consideram que não pertence à família de línguas indo-européias. O alfabeto etrusco é similar ao grego, porém o vocabulário e a gramática são diferentes. O alfabeto romano, com modificações, deriva do etrusco.
ARTE E ARQUITETURA
A arte etrusca revela sua relação com a grega e com a do Egito e Ásia Menor. Também mostra elementos itálicos. O templo etrusco situava-se segundo um eixo simétrico de orientação norte-sul sobre um pódio alto. A maioria das cidades etruscas era construída em forma quadrangular com fortificações. Fora das cidades existiam cemitérios que continham as tumbas familiares, construídas sob a terra e com vários aposentos. As esculturas etruscas mais famosas são de terracota, incluindo esculturas em tampas de sarcófagos, como por exemplo um casal jacente de Caere. Os artistas de Vulci sobressaíram-se esculpindo imagens em calcário, como as Esfinges e o Leão alado. Os etruscos eram excepcionais trabalhadores do bronze: a Loba, a Quimera e as estátuas de tamanho natural de Arringatore constituem bons exemplos. As pinturas etruscas que chegaram até nós consistem em afrescos sobre paredes de pedra e tetos de tumbas cobertos de pinturas, em particular nas de Tarquinii e nos arredores de Clusium. No primeiro período, o desenho é forte, as cores, brilhantes e uniformes. As pinturas do século IV a.C. em diante, influenciadas pela arte helenística, foram mais realistas no estilo. Desenvolveram uma louça polida e característica, o púcaro negro. Trabalharam o bronze e esculpiram jóias de ouro, prata e marfim. A influência da arte etrusca sobre os romanos foi evidente desde o século VI a.C. até a proeminência dos estilos gregos no século III a.C. Ver tambémArte e arquitetura da Grécia; Arte e arquitetura de Roma.
Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/etrusca.html
13.9.10
Resumo: Casa Grande E Senzala
O patriarca detém o controle sobre escravos, familiares, os filhos e seus descendentes, sua cônjuge, entre outros elementos que se abrigam em sua propriedade agrária. A casa-grande atua como um símbolo que agrega a todos, pois manifesta o potencial de acolher os membros que compõem esta comunidade. Gilberto rejeita a concepção de que o brasileiro, por sua prática constante da mestiçagem, seja inferior a outros povos. Ele reforça a idéia de que a miscigenação concretizada entre ibéricos, indígenas e africanos, contribuiu para a constituição cultural positiva do povo que se desenvolveu em terras brasileiras. O sociólogo desenvolve neste livro sua tese, expondo o nascimento da sociedade brasileira do ponto de vista da rotina na casa do grande senhor. Esta edificação é um instrumento do autor para representar o próprio país no período colonial, fundado sobre a monocultura do açúcar. Nesta terra recém-descoberta a natureza inclemente é vista como uma barreira a ser vencida, antes de se lograr o desenvolvimento da civilização. Tentando conquistar riqueza e fama, o colonizador europeu enfrenta a barbárie e, aos poucos, constrói um universo pretensamente civilizado. As famílias que se destacam neste país emergente, por seu poder e sua influência, instauram espaços pioneiros na esfera pública e assim fortalecem laços de soberania e autoridade, gerando teias interativas que se estendem por todas as partes. Desta união de interesses entre núcleos familiares poderosos nasce o Estado, quase como um fator secundário. Quanto ao escravo, ele tem um papel de destaque na composição da sociedade brasileira, segundo Freyre, agindo até mesmo na essência do povo brasileiro. Esta concepção, somada à visão do autor sobre a sexualidade do brasileiro, abordada explicitamente, impregna esta obra de um potencial subversivo sem igual, o qual requer ainda hoje uma investigação mais profunda, que revele todo seu potencial oculto. Resumo GILBERTO FREIRE - ?CASA GRANDE E SENZALA?? O Brasil é o inferno dos negros, o purgatório dos brancos e o paraíso das mulatas.?Contexto Histórico:· Década DE 20, 30: modernização, industrialização;· Queda da elite dos Senhores de Terras;· O africano faz parte dessa elite (da família patriarcal);· Não haveria família patriarcal sem escravos;· No Brasil existe racismo, mas não há apartaide (separação), porque não houve, no país, guerras sociais (entre brancos e negros);· Produz a obra em 1933, momento em que o Brasil discute a inclusão do negro na sociedade;· Pensamento social: ?O híbrido é a cruza do preto com o branco, o híbrido é fraco?;· Culturalmente, durante 3 séculos o Brasil comeu carne seca e farinha. Era uma alimentação fraca. O uso de outros tipos de alimento, foi trazido pelos africanos.Brasil ? ColôniaBASE DA EXPLORAÇÃOLATIFUNDIOTÉCNICA DE EXPLORAÇÃOESCRAVIDÃOADMINISTRAÇÃOFAMÍLIA ARISTOCRATA (PATRIARCAL)ASPECTO SOCIALHIBRIDISMOSobre Casa Grande & Senzala:· Gilberto Freire SE autodenomina escritor ensaísta;· Aproxima o leitor da experiência: traz o mundo da casa grande e da senzala para o leitor;· Vai muito além da documentação;· Casa Grande & Senzala é o 1º. Vol. de uma trilogia sobre a família patriarcal no Brasil. (2º: Soldados e Mucambos, 3º: Ordem e Progresso);· GF nasceu em 1900, em Pernambuco. Seu pai era professor. Estudou nos EUA;· Era um senhorzinho de engenho;· Sem a Senzala não há Casa Grande. Sem Casa Grande e Senzala, não há família patriarcal;· GF explica através da cultura, e não através da miscigenação racial, a história da formação do Brasil;· Para Freire, o híbrido é fraco pela má alimentação, não pela miscigenação, pois, de acordo com seu pensamento, os negros eram os mais fortes;· Gilberto Freire, assim como Varnhagen, defende a colonização. Para ele, a colonização é ?o estabelecimento de um sistema de produção de riqueza na selvageria?. A partir de uma sociedade agrária e mão-de-obra escrava.· Para GF, o híbrido não deveria acabar, como declaravam os naturalistas da época. Para ele, a família patriarcal é a base da sociedade brasileira.· Portugal navega para fazer comércio. É uma expansão marítima comercial, ou seja, Portugal não tinha intenção de explorar, colonizar;· A dominação se dá por causa da comercialização do pau-brasil· A colonização moderna é inventada pelos portugueses, onde o Estado doa terras para que o português a torne produtiva;· Havendo muita terra e pouca gente, cria-se o latifúndio. O escravo é necessário como técnica de produção da grande propriedade, administrada por um aristocrata de uma nobre família portuguesa;· É necessário a formação da família, pois desta forma, se dá a colonização. A miscibilidade portuguesa possibilitou que esses donos de terras desposassem índias. O núcleo familiar no Brasil é a voz da coroa lusitana na Colônia; FAMÍLIA PATRIARCAL LATIFÚNDIO ESCRAVIDÃO HÍBRIDO ARISTOCRACIA E IGREJAO Índio:O índio fracassou com a inchada, porém o africano potencializa o projeto, tal era sua eficiência;O africano introduz o costume de comer legumes, frutas e verduras, o português e o índio só comiam farinha e peixe;A senzala de Freire é africana, não ameríndia. O índio migra para o sertão, enquanto as fazendas patriarcais encontram-se do litoral de Pernambuco ao Rio de Janeiro (zona da cana-de-açúcar.);Religião e Catequese:Em Portugal, era costume usar mão-de-obra de presos homicidas ou ladrões. Uma dessas penas era chamada de galé. (os remadores de naus)Os criminosos religiosos eram trazidos para o Brasil.Por outro lado, vinham também os Jesuítas para catequizar os índios, onde recebiam a incumbência de controlar esses imigrantes criminosos;A Igreja passa a ser maleável, pois não dá conta de controlar estes criminosos religiosos, mas tenta proteger o índio destes desertores;O discurso religioso prega a disseminação do cristianismo entre o índio e o africano. Baseando-se no fato de que tenta amenizar a violência contra os escravos na fazenda;Igreja e Estado brigam todo o tempo. Porém o Estado apóia-se na Igreja para controlar a Colônia.A Questão do Apartaide:Há uma afetividade entre os negros e brancos por inúmeros motivos:A ama de leite é a escrava;Os filhos de escravos brincam com as crianças brancas;Os híbridos nascidos de escravas com o Senhor, em grande parte das vezes, recebe um pedaço de terra do pai, ou na partilha de sua herança. Com isto, este passa a cultivar e comercializar, inserindo-se na sociedade;O português já tinha uma cultura sociável com os negros: o português tem miscibilidade, maleabilidade e bicontinentalidade;A falta de orgulho da raça é uma característica do português, pois o país é resultado de uma inevitável mistura de raças, diferentemente de outros países da Europa. No séc. VIII, os muçulmanos invadem a Península Ibérica, e, apesar de expulsarem os árabes e os africanos politicamente, a população negra e muçulmana continua no país. Sendo assim, o português tem facilidade de se relacionar física, social e intelectualmente com o outro;É um povo que não é dotado de orgulho de raça, maleável quanto ao clima, pois Portugal, em certas épocas do ano, tem um clima quase tropical. Fonte: Por Ana Lucia Santana
Acidente com o Césio-137
Um dos maiores acidentes com o isótopo Césio-137 teve início no dia 13 de setembro de 1987, em Goiânia, Goiás. O desastre fez centenas de vítimas, todas contaminadas através de radiações emitidas por uma única cápsula que continha césio-137. O instinto curioso de dois catadores de lixo e a falta de informação foram fatores que deram espaço ao ocorrido. Ao vasculharem as antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia (também conhecido como Santa Casa de Misericórdia), no centro de Goiânia, tais homens se depararam com um aparelho de radioterapia abandonado. Então tiveram a infeliz ideia de remover a máquina com a ajuda de um carrinho de mão e levaram o equipamento até a casa de um deles. O maior interesse dos catadores era o lucro que seria obtido com a venda das partes de metal e chumbo do aparelho para ferros-velhos da cidade. Leigos no assunto, não tinham a menor noção do que era aquela máquina e o que continha realmente em seu interior. Após retirarem as peças de seus interesses, o que levou cerca de cinco dias, venderam o que restou ao proprietário de um ferro-velho. O dono do estabelecimento era Devair Alves Ferreira que, ao desmontar a máquina, expôs ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), um pó branco parecido com o sal de cozinha que, no escuro, brilha com uma coloração azul. Ele se encantou com o brilho azul emitido pela substância e resolveu exibir o achado a seus familiares, amigos e parte da vizinhança. Todos acreditavam estar diante de algo sobrenatural e alguns até levaram amostras para casa. A exibição do pó fluorescente decorreu 4 dias, e a área de risco aumentou, pois parte do equipamento de radioterapia também fora para outro ferro-velho, espalhando ainda mais o material radioativo. Algumas horas após o contato com a substância, vítimas apareceram com os primeiros sintomas da contaminação (vômitos, náuseas, diarreia e tonturas). Um grande número de pessoas procurou hospitais e farmácias clamando dos mesmos sintomas. Como ninguém fazia ideia do que estava ocorrendo, tais enfermos foram medicados como portadores de uma doença contagiosa. Dias se passaram até que foi descoberta a possibilidade de se tratar de sintomas de uma Síndrome Aguda de Radiação. Somente no dia 29 de setembro de 1987, após a esposa do dono do ferro-velho ter levado parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária, é que foi possível identificar os sintomas como sendo de contaminação radioativa. Os médicos que receberam o equipamento solicitaram a presença de um físico nuclear para avaliar o acidente. Foi então que o físico Valter Mendes, de Goiânia, constatou que havia índices de radiação na Rua 57, do Setor Aeroporto, bem como nas suas imediações. Diante de tais evidências e do perigo que elas representavam, ele acionou imediatamente a Comissão Nacional Nuclear (CNEN). O ocorrido foi informado ao chefe do Departamento de Instalações Nucleares, José Júlio Rosenthal, que se dirigiu no mesmo dia para Goiânia. No dia seguinte a equipe foi reforçada pela presença do médico Alexandre Rodrigues de Oliveira, da Nuclebrás (atualmente, Indústrias Nucleares do Brasil) e do médico Carlos Brandão da CNEN. Foi quando a secretaria de saúde do estado começou a realizar a triagem dos suspeitos de contaminação em um estádio de futebol da capital. A primeira medida tomada foi separar todas as roupas das pessoas expostas ao material radioativo e lavá-las com água e sabão para a descontaminação externa. Após esse procedimento, as pessoas tomaram um quelante denominado de “azul da Prússia”. Tal substância elimina os efeitos da radiação, fazendo com que as partículas de césio saiam do organismo através da urina e das fezes. As remediações não foram suficientes para evitar que alguns pacientes viessem a óbito. Entre as vítimas fatais estava a menina Leide das Neves, seu pai Ivo, Devair e sua esposa Maria Gabriela, e dois funcionários do ferro-velho. Posteriormente, mais pessoas morreram vítimas da contaminação com o material radioativo, entre eles funcionários que realizaram a limpeza do local. O trabalho de descontaminação dos locais atingidos não foi fácil. A retirada de todo o material contaminado com o césio-137 rendeu cerca de 6000 toneladas de lixo (roupas, utensílios, materiais de construção etc.). Tal lixo radioativo encontra-se confinado em 1.200 caixas, 2.900 tambores e 14 contêineres (revestidos com concreto e aço) em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, onde deve ficar por aproximadamente 180 anos. No ano de 1996, a Justiça julgou e condenou por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) três sócios e funcionários do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (Santa Casa de Misericórdia) a três anos e dois meses de prisão, pena que foi substituída por prestação de serviços. Atualmente, as vítimas reclamam da omissão do governo para a assistência da qual necessitam, tanto médica como de medicamentos. Fundaram a Associação de Vítimas contaminadas do Césio-137 e lutam contra o preconceito ainda existente. O acidente com Césio-137 foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares. Fonte:
4 descobertas que frustraram as promessas da genética
Quando os cientistas concluíram o mapeamento do genoma humano, em 2000, o mundo festejou o que seria uma revolução na ciência. O “código da vida” havia sido decifrado, o que significava que, em coisa de 10 anos, daria para prever e evitar as doenças mais misteriosas com remédios feitos especialmente para o nosso DNA. Acontece que os 10 anos já se passaram e nada disso aconteceu. Ninguém sabe por que o câncer, por exemplo, ataca pessoas saudáveis de repente. E ainda não há como “desligar” o gene que está relacionado à doença de Parkinson. Mas por que esse enorme #FAIL aconteceu? Com base na reportagem de capa da revista SUPER deste mês, listamos 4 descobertas recentes que “atrapalharam” os cientistas por desmentir teorias antes tidas como certas. Para saber como a ciência está contornando o problema e descobrir se a genética ainda tem chance de dar certo, só comprando a revista (porque não vamos entregar o ouro assim de bandeja, né?). 1- Acreditava-se que cada gene fabricava uma única proteína, mas a verdade é que cada gene pode produzir várias delas. 2- Os genes não agem sozinhos, como se pensava. 3- O chamado “DNA lixo”, antes considerado inútil, na verdade regula a interação entre os genes. 4- O código genético não é imutável. Fonte:
Os genes têm a nobre função de fabricar proteínas, que são as responsáveis por regular tudo o que acontece no nosso organismo – da absorção de gorduras à determinação de características pessoais como a cor do cabelo. Até aí, tudo certo. Mas acreditava-se que cada gene fabricava uma só proteína. Isso significa que, se os cientistas identificassem cada gene com a proteína correspondente, seria possível saber exatamente em qual deles precisaríamos mexer quando ficássemos doentes. Simples. O problema é que se descobriu que um gene pode estar ligado à produção de várias proteínas, o que complica tudo.
As células definitivamente são mais complexas do que se imaginava. Além de poder produzir várias proteínas, um gene ainda pode interagir com outros genes não só para fabricar outras proteínas, mas também para dar novas funções a células. Por serem relações tão complexas, fica difícil (ou até impossível) identificar e alterar um único gene pra curar ou evitar uma doença – a menos que se trate de doenças raras que afetam realmente um gene específico.
Os genes são raros no DNA: a maior parte da espiral é formada por trechos que não fabricam proteínas. Mas estudos aprofundados revelaram que esse DNA lixo não é nada inútil e não pode ser desprezado. Pelo contrário: ele é uma espécie de chefão dos genes, regulando a interação entre eles. Problemão para a genética, que agora também precisa dar atenção especial a esse material outrora renegado.
Pois é, meu caro. Não pense que o seu belo código genético está imune a tudo e ficará para sempre do jeitinho em que está. O sistema imunológico pode agir sobre os seus cromossomos e ativar ou desativar combinações de DNA. Isso quer dizer que algumas doenças podem ser realmente imprevisíveis e, mesmo se não forem, não daria para confiar 100% em um tratamento que afete o DNA, já que ele também pode não ser permanente.
Como as grandes religiões encaram o momento da morte?
(Este é o 1º capítulo de uma série sobre rituais fúnebres. Em outubro, veja como é o velório das religiões mais populares do mundo) “Foi Alá quem te criou, quem te sustentou, e é ele quem te fará morrer”, Suräh 30:40 “Pois do pó viestes, e ao pó retornarás”, Bereshit 3:19 NADA DE ENFEITEpor Sheyla Miranda
Os muçulmanos creem que, como o nascimento, a morte está nas mãos de Deus. Vivendo conforme os ensinamentos divinos, não há por que temer a morte. Assim, seguem tranquilos para a reencarnação. Os últimos momentos são de recolhimento e de reconhecimento da supremacia e da bondade do todo-poderoso Alá. Islâmicos que morrem em jihad (luta pela fé) não passam por isso, pois iriam direto para o paraíso.
PREPARO PURO
Familiares e amigos do mesmo sexo do falecido despem e lavam o cadáver de três a cinco vezes, começando pelo lado direito, para devolver pureza à alma. Os orifícios são tapados com algodão e o corpo é coberto por um sudário branco e perfumado com cânfora.
PALAVRA FINAL
Parentes e amigos recitam o shahãdah, oração contra o demônio e de afi rmação sobre a não existência de outro deus além de Alá. Essas devem ser as últimas palavras ouvidas pelo moribundo para que se conscientize da importância de encontrar Alá na eternidade.
Para a maioria dos cristãos, na morte, o espírito vai para o céu ou para o inferno - para os católicos, há o purgatório e, para outras denominações, a morte é um sono até o dia do juízo. O destino varia de acordo com o que o morto fez em vida. Por isso, quando um cristão morre, familiares e amigos consolam uns aos outros pela perda, além de orar para que o falecido seja perdoado de seus pecados e alcance o paraíso. Cristãos protestantes recém-falecidos são vestidos com roupas habituais e costuma-se retirar qualquer adorno de seu corpo.
ÚLTIMA BÊNÇÃO
Se um católico está para morrer, o padre faz a extrema-unção, passando o óleo dos enfermos – azeite de oliva benzido em missa – em seis partes do corpo: olhos, narinas, boca, ouvidos, mãos e pés. Enquanto isso, faz orações e pede a Deus que perdoe a pessoa pelos males cometidos.
LIVRE ENFIM
Alguns cristãos também abrem as janelas logo depois de uma morte, para que corra vento no ambiente e a alma do falecido se sinta livre. Pela tradição católica, o corpo deve ser bem lavado, ungido com perfume e especiarias e vestido com boas roupas. Todo cuidado serve para preparar o morto para a vida eterna.
Segundo uma parábola, uma mulher procura Buda para reviver o filho. Buda pede a ela grãos de mostarda de uma casa em que nunca tenha morrido alguém. A mãe não encontra e entende que teria de conviver com a morte.
CHEIRO DE VIDA
Velas são acesas no oratório doméstico ou de onde ocorreu o óbito – o corpo fica próximo a ele. O rosto é coberto com um pano branco e acendem-se incensos a sua volta. Um monge budista é chamado para ler textos sagrados e confortar a família.
A morte não é uma tragédia, mas algo natural. Os judeus se veem como “hóspedes temporários” de passagem pela Terra. Ou seja, a alma sobrevive mesmo que o corpo tenha falecido. Se foram bons e dignos em vida, a alma será recompensada no além. E é para que siga iluminada que amigos e familiares cumprem uma série de rituais.
As janelas do local do óbito de um judeu são abertas, e acessórios como joias, relógios e até perucas são retirados do morto, para que ele não encontre o criador portando objetos mundanos.
SIMPLES ASSIM
O caixão deve ser arranjado rápido, seguindo um padrão: ser de madeira, forrado com um pano preto e adequado ao tamanho do corpo, estampando a estrela de Davi. Os caixões dos judeus devem ser parecidos para lembrar que a morte iguala todos.
Acreditam na reencarnação, ou seja, que a alma volta várias vezes à vida até se libertar. A vida na Terra é parte de um ciclo de nascimento, morte e renascimento. Logo que alguém falece, iniciam-se rituais para desprender a alma do corpo – geralmente cremado – sem traumas e para que ela encontre nova casa – um corpo humano ou de animal, de acordo com o comportamento na vida anterior
LIMPEZA FESTIVA
O corpo do falecido é lavado, untado com óleo e pasta de sândalo e vestido com boas roupas, como se fosse a uma festa; as mulheres são penteadas e os homens, barbeados. Uma mortalha de tecido recobre o corpo dos pés à cabeça, mas o topo do crânio fica descoberto
AO AR LIVRE
Quando um hindu está prestes a morrer, o corpo é deitado no chão, a céu aberto, com a cabeça voltada para o sul. A prática, cultivada em regiões da Índia e em outros países, inicia o desprendimento entre corpo e alma
CONSULTORIA Cecilia Ben David, coordenadora pedagógica do Centro da Cultura Judaica; Swami Krishna Priya Ananda, mestre espiritual da Sociedade Internacional Gita do Brasil; Cido Pereira, padre da Arquidiocese de São Paulo; Shake Juma, do Centro de Estudos e Divulgação do Islã; Padman Samten, lama do Centro de Estudos Budistas Bodisatva
