28.7.10

Por que uma civilização colapsa?

por Robert Lamb - traduzido por HowStuffWorks Brasil.




Antes de se tornar ruína, Chichen Itza era o local onde os maias ofereciam o coração de seres humanos em sacrifício
© Richard Gillard / iStockphoto
Antes de se tornar ruína, Chichen Itza era o local onde os maias ofereciam o coração de seres humanos em sacrifício
Quase todo continente tem suas ruínas - lugares onde apenas pedras contam a história das civilizações caídas. Elas podem estar situadas sob a terra, na sombra das copas de uma floresta ou cercada pela fervilhante indústria de uma cidade moderna. Ainda assim, todas elas instigam as mesmas perguntas: Como pode algo tão grande ter desaparecido? Por que as civilizações desmoronam?

Antes de ponderarmos como uma civilização cai, vamos dar uma olhada em como ela floresce. Um incêndio, por exemplo, demanda oxigênio e combustível. Remova um deles da equação e a chama se extingue. As civilizações são mais difíceis de definir, mas ainda demandam um número de requsitos para prosperar.

Os historiadores oferecem listas variadas de critérios por civilização, mas a maioria dessas listas incluem os seguintes fatores importantes:

  • População grande e centralizada
  • Alimentos em excesso
  • Governo centralizado
  • Unidade religiosa
  • Divisão de trabalho complexa
  • Dinheiro coletado por meio de impostos

Essa lista dificilmente cobre tudo, mas ela deve dar uma ideia das várias colas que mantêm uma civilização junta, bem como o que pode dar errado.

Naturalmente, qualquer dano a essa população grande e centralizada pode potencialmente levar ao colapso de uma civilização. Tal desgraça pode vir na forma de uma guerra genocida, A civilização maia, por exemplo, desapareceu da proeminência depois que a invasão espanhola, no século 16, trouxe guerras, doenças e a intenção da cultura estrangeira de espalhar seus próprios sistemas de fé e governo. A população maia diminuiu seriamente, e o que sobrou mudou sob as regras de seus conquistadores. Esse padrão existe através da história gravada, datando antes mesmo das primeiras civilizações conhecidas da Suméria, na Mesopotâmia, que entrou em colapso sob a pressão de invasões recorrentes no segundo milênio antes de Cristo.

Mudanças ambientais também podem varrer uma civilização do mapa, especialmente se elas impactam no suprimento de alimentos. Arqueólogos acreditam que uma seca de 300 anos dizimou o império acadiano (também na Mesopotâmia) entre 2200 e 2.500 antes de Cristo. Cientistas também citam a seca como a razão da queda do Império Khmer, do Camboja, entre os séculos 9 e 14.

Outros colapsos escapam da classificação fácil e envolvem vários fatores atuando ao longo de séculos. É impossível apontar para uma razão para a queda do Império Romano, mas discussões levam os acadêmicos a defender a hipótese de atritos com tribos bárbaras no exterior e decadência no interior.

O motor econômico romano dependia da conquista e da escravidão, o que se provou insustentável no longo prazo. Menos conquistas significou menos escravos baratos, o que, por sua vez, significou menos recursos humanos para manter as rodas da indústria, da agricultura e da infraestrutura girando. Enquanto isso, os administradores romanos degradavam a moeda por meio de opressivas taxações e inflação.

Os antigos anasazis, da América do Norte, representam outro modelo interessante de civilização que sofreu colapso. Eles praticavam agricultura e astronomia. Construíram habitações elaboradas nas rochas, mas as abandonaram. Historiadores apontam para inúmeros fatores no seu declínio, incluindo guerras e temperaturas muito mais frias em 900 d.C., que impediam o cultivo. Outros estudos ainda atribuem sua decadência a uma crise religiosa desagregadora que levou muitos anasazis a migrar para o sul para seguir a nova fé evangélica.

Da população à religião, um número de fatores agem da subsistência de uma civilização. Se muitos deles falham, contudo, as coisas inevitavelmente degringolam.

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Fontes

Aliados

Por Antonio Gasparetto Junior
Os Aliados foram os países vencedores da Segunda Guerra Mundial.

A Segunda Guerra Mundial assumiu proporções muito maiores do que a Primeira Guerra Mundial. Esta eclodiu por causa do desequilíbrio gerado na Europa com uma nova fase de colonialismo causada pela corrida por dominação de áreas de influência ideológica e escoação dos produtos industrializados. Neste contexto, a Alemanha, país tardiamente unificado, se destacou por acirrar a tensão no continente europeu, a ponto de, em 1914, romper umaguerra chamada de mundial.

Bandeira da União Soviética

O fim do primeiro conflito mundial deixou profundas marcas nos derrotados, especialmente na Alemanha, a qual foi o país que mais sofreu punições após o término da guerra. A grave situação social e a condenação desmoralizante abriram espaço para o surgimento de ideologias autoritárias e de extrema direita no país, o que foi encarnado pelo carismático líder Adolf Hitler. A Alemanha, mesmo com as sanções militares sofridas com as punições da guerra, voltou a se equipar militarmente fazendo ressurgir intensamente uma tensão de ambiente de guerra no continente Europeu.

A Segunda Guerra Mundial teve início em 1939, todavia desta vez os conflitos armados extrapolariam o continente europeu. O adjetivo “mundial” se fez valer, no sentido de que conflitos armados aconteceram em vários continentes, ocasionando a participação na guerra de países de todos os continentes. O novo conflito colocou em choque os países chamados do Eixo com os Aliados.

Bandeira do Reino Unido

Os Países do Eixo foram os estimuladores do conflito com suas doutrinas radicais. Reuniam a Alemanha nazista sob o comando de Adolf Hitler, a Itália fascista de Benito Mussolini e o império nipônico Japonês. Os adversários identificavam o eixo a ser combatido como Roma-Berlim-Tóquio.

Contra os Países do Eixo se reuniram os países Aliados. Estes representavam basicamente os mesmos que formaram a Tríplice Entente durante a Primeira Guerra Mundial. No comando dessa força de coalizão estavam os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Soviética.

O Reino Unido esteve na guerra desde o começo por ser a grande potência mundial e considerado inimigo do nazismo de Hitler. Já os Estados Unidos entraram na guerra após o ataque japonês sofrido em suas bases militares em Pearl Harbor, no Pacífico. Enquanto a União Soviética aderiu ao conflito pelo rompimento do pacto nazi-soviético em 1941, marcado pela invasão do exército alemão em território soviético. Assim se uniram as principais forças dos Aliados.

Bandeira dos Estados Unidos

Vários outros países integraram as forças Aliadas na Segunda Guerra Mundial, sendo que China, Polônia e a parte da Françalivre foram grandes aliados no combate, ocuparam o segundo escalão entre o grupo.

Formavam ainda o grupo dos Aliados: Austrália, Nova Zelândia, Nepal, África do Sul, Canadá, Noruega, Bélgica,Luxemburgo, Países Baixos, Grécia, Iuguslávia, Panamá,Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Haiti,Honduras, Nicarágua, Guatemala, Cuba, Coréia,Checoslováquia, México, Etiópia, Iraque, Bolívia, Irã,Colômbia, Libéria, Romênia, Bulgária, San Marino, Albânia,Hungria, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela,Turquia, Líbano, Arábia Saudita, Argentina, Chile eDinamarca.

O Brasil também aderiu aos Aliados após ter navios naufragados no Atlântico Sul por submarinos alemães. Sendo que o Brasil foi o único país da América do Sul a enviar tropas para os combates em território europeu. As Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB) realizaram importante campanha militar em território italiano no final da guerra.

A Segunda Guerra Mundial chegou ao fim com a vitória dos Aliados sobre os Países do Eixo. As tropas soviéticas tiveram ação fundamental derrotando pela primeira vez o poderoso exército nazista, esmagando-o cada vez mais até atingir Berlim pelo lado Oriental. Enquanto isso, a força dos Aliados, sob comando de Estados Unidos e Reino Unido, derrotava os inimigos até atingir Berlim pelo lado Ocidental, em 1945. Com Itália e Alemanha abatidas, a guerra acabou no Oriente quando os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre a última potência do Eixo, o Japão.

Fonte: InfoEscola: Navegando e Aprendendo

Revolução Chinesa

Revolução Chinesa
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Enraíza-se numa luta de caráter nacionalista, na primeira metade do século XX, e numa vitória socialista que, ao contrário do que afirmava a teoria marxista, não se baseia num operariado urbano desenvolvido, como acontece na Rússia, e sim no campesinato.


Primeira fase
Desde 1905, o Partido Nacionalista (Kuomintang) de Sun Yat-sen tenta depor a dinastia mandchu. Mas o movimento está dividido. Em Nanquim, Sun é eleito presidente de uma assembléia revolucionária. Em Pequim, Yuan Chegai é nomeado primeiro-ministro pela Assembléia Nacional. Quando o imperador abdica, Sun concorda que Yuan se torne presidente provisório em março de 1912. Mas este proclama-se imperador em 12 de dezembro de 1915. Sua morte no ano seguinte lança o país na anarquia. No sul, com a ajuda russa, Sun reorganiza o Kuomintang e instala um governo republicano em Cantão. No norte, Pequim é disputado pelo governador mandchu Jiang Tsolin e pelo republicano general Fong Huxiang. Em Xangai, começam a surgir focos de resistência do PC, fundado em 1o de julho de 1921 e que se alia ao Kuomintang em 1923.


Kuomintang contra o PC
Depois da morte de Sun, em 1925, seu cunhado, Chiang Kai-shek , comanda o Exército nacionalista e conquista Hankow em janeiro de 1927, Xangai em 21 de março e Nanquim, em 24 de março. Nesta última instala seu governo. O massacre e a expulsão dos comunistas de Xangai dá início à luta entre o Kuomintang e o PC, em 1927. No ano seguinte as campanhas no norte resultam na unificação. Chiang passa a presidir um Conselho de Estado, que concentra todos os poderes e Nanquim substitui Pequim como capital. Nos anos seguintes, Chiang pacifica o vale do Yang-Tsé, na guerra civil contra o Exército Vermelho, criado em 1928. Tenta expulsar os comunistas de Kiangsi, forçando-os a iniciar, sob o comando de Mao Tse-tung e Chou Enlai, a Grande Marcha até Shensi (1934).


China na Segunda Guerra
Durante a 2a Guerra Mundial, a China fica dividida em três regiões: uma ocupada pelos comunistas, uma sob controle nacionalista e uma invadida pelo Japão, desde 1931. A reduzida atividade militar do país favorece a reorganização das forças comunistas no norte e leste. Paralelamente, o Kuomintang deteriora-se, desmoralizado pela corrupção de seus dirigentes.


Formação da República Popular da China
A guerra civil se alastra e, entre 1945 e 1947, os comunistas instalam um governo provisório, decretam a reforma agrária, denominam suas tropas de Exército Popular de Libertação (EPL) e, apesar do ajuda americana ao Kuomintang, ampliam o domínio das áreas rurais e das pequenas e médias cidades. Em 1949 conquistam grandes cidades, como Nanquim e Pequim. Proclamam a nova República Popular em 1o de outubro e forçam a retirada do governo e do exército do Kuomintang para Taiwan (Formosa ). A conquista do restante do território chinês é completada em 1950.


Mao Tse-tung (1893-1976)
Fundador do Partido Comunista Chinês, do Exército Popular de Libertação e da República Popular da China, nasce numa família de pequenos proprietários de Changcha. É enviado a Pequim para cursar a escola secundária e a universidade e se envolve no movimento democrático de 4 de maio de 1919. Ao voltar a Iennan, organiza círculos de estudo da teoria marxista. Participa do congresso de fundação do Partido Comunista, em 1921, em Xangai, mas é considerado herético por sugerir que a revolução chinesa deve ser camponesa, e não liderada por operários industriais. Passa a advogar construção de bases revolucionárias no campo, contra a opinião da maioria dos dirigentes. Essas bases acabam sendo decisivas para a sobrevivência das forças comunistas, que se salvam do golpe militar de Chiang Kai-shek em 1927. Mesmo assim, as opiniões estratégicas de Mao continuam em minoria até a derrota do Exército Popular de Libertação frente à quinta ofensiva das forças do Kuomintang, em 1935, que resulta na Longa Marcha. Durante essa retirada de 100 mil homens através de 12 mil km para Iennan, Mao é eleito o principal dirigente do PC e comandante do EPL. Estabelece seu quartel-general na província de Shensi, região que permanece sob o controle do Exército Popular. Em 1939 casa-se com Chiang Ching, uma artista de Xangai, apesar da oposição de outros dirigentes, como Chou Enlai. Durante a 2a Guerra, faz uma aliança com o Kuomintang para defender o território chinês e amplia as bases sob seu domínio. Em 1948 lança uma ofensiva final sobre o governo e estende o domínio do governo popular socialista sobre toda a China. Acumula os cargos de secretário-geral do PC e presidente da República e dirige as transformações radicais no país. Em 1966 lança a Revolução Cultural e usa o movimento para libertar-se de seus opositores e inimigos dentro do próprio PC. No início dos anos 70, sob influência de Chou Enlai, começa a conter as tendências mais esquerdistas, inclusive as lideradas por sua mulher, Chiang Ching, e promove uma abertura do país ao mundo ocidental. Em 1971 reata relações diplomáticas com os Estados Unidos e ingressa na ONU. As disputas pelo poder acirram-se no país. Com a morte de Chou Enlai no início de 1976, Mao vê crescer o poder de seu vice-primeiro-ministro, Deng Xiaoping, mais tarde seu sucessor.


Grande Salto à Frente
Em 1958 Mao adota um plano de comunização radical, com a coletivização forçada da terra, um grande esforço industrial e forte repressão contra os oposicionistas. A experiência fracassa e faz crescer os atritos ideológicos com a URSS, que resultam, em 1960, na retirada da assistência tecnológica soviética. A postura chinesa mais agressiva leva a uma guerra de fronteira com a Índia em 1961.


Revolução cultural
Movimento popular liderado por Mao entre 1966 e 1969 contra seus opositores no aparelho do Estado e no Partido Comunista, acusados de tentar restaurar o capitalismo. Todos os hábitos, costumes e tradições passados são considerados burgueses e reacionários. Os intelectuais são perseguidos e enviados para o campo, a fim de “reeducar-se” por meio de trabalhos forçados. Surge a Guarda Vermelha, formada por estudantes que se guiam pelo livro de citações de Mao . A partir de 1967, com a instauração da Comuna de Xangai, a luta pelo poder se transforma em conflito entre diferentes facções que se proclamam intérpretes fiéis de Mao. A Revolução Cultural termina em 1969 com a destituição do presidente Liu Xiaoqi.


Transição
Choques entre comandos rivais do EPL ameaçam envolver o país numa guerra civil. Mao envelhece. O primeiro-ministro Chou Enlai, no cargo desde 1949, melhora as relações entre a China e o Ocidente e leva o país a entrar na ONU em 1971. O grupo do ministro da Defesa, Lin Piao, tenta um golpe de Estado em 1973. A disputa se agrava em 1976, quando morrem Chou Enlai e Mao. São presos Chiang Ching, viúva de Mao, e seus aliados da chamada Gangue dos Quatro, que haviam desempenhado papéis importantes na Revolução Cultural. A transição se completa em 1978, com o afastamento do secretário-geral do PC, Hua Guofeng, e a ascensão ao poder do vice-presidente do partido, Deng Xiaoping.


Chiang Ching (1914-1991)
Atriz na juventude, é quarta esposa do dirigente comunista chinês Mao Tse-tung, com quem se casa em 1939. Fica mundialmente conhecida a partir de 1965, como a principal dirigente da Revolução Cultural chinesa e uma das organizadoras da Guarda Vermelha, organização paramilitar da juventude maoísta. Com a morte de Mao em 1976, é afastada do poder e presa. É condenada à morte em 1981, durante o processo contra a chamada Gangue dos Quatro – os dirigentes da Revolução Cultural –, acusada de mandar matar milhares de oposicionistas. Em sua defesa, afirma que limitava-se a cumprir ordens de Mao: “Eu era apenas o seu cachorrinho”. Sua pena é comutada para prisão perpétua em 1983. Doente a partir de 1988, suicida-se em 1991.


Deng Xiaoping (1904- )
Sucessor de Mao Tse-tung no comando da China. Com 16 anos integra um programa de estudo e trabalho na França, onde adere ao Partido Comunista. De volta ao país passa a organizar forças a favor de Mao Tse-tung. Participa da Longa Marcha com Mao mas depois passa a ser acusado de ser pouco ortodoxo em relação aos princípios maoístas. Em 1966 é demitido do cargo de secretário-geral do partido e submetido à humilhação pública pela Guarda Vermelha. Depois de algumas tentativas frustradas, volta à política depois da prisão da Gangue dos Quatro e da mulher de Mao. Recupera a liderança no final da década de 70 e internacionalmente passa a ser considerado o responsável pela modernização do país. Começa a perder popularidade na década de 80 ao defender posições da ala mais radical do partido. Em 1989 manda reprimir com violência as manifestações pacíficas de estudantes na Praça da Paz Celestial em Pequim.


Fonte:
http://www.thamazer.hpg.ig.com.br/rchinesa.html

Revolução Copernicana


Revolução Copernicana
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Foto de Nicolau Copérnico

Em 1510 Nicolau Copérnico rompe com mais de dez séculos de domínio do geocentrismo. No livroCommentariolus diz pela primeira vez que a Terra não é o centro do Universo e sim um entre outros tantos planetas que giram em torno do Sol. Enfrenta a oposição da Igreja Católica, que adotara o sistema aristotélico como dogma e faz da física um campo de estudoespecífico.

Para muitos historiadores, a revolução copernicana se consolida apenas um século depois com as descobertas telescópicas e a mecânica de Galileu Galilei (1564-1642) e as leis de movimentos dos planetasde Joannes Kepler (1571-1630).


Heliocentrismo
"O centro da Terra não é o centro do mundo (Universo) e sim o Sol." Este é o princípio do heliocentrismo (que tem o Sol - do grego hélio - como centro), formulado por Nicolau Copérnico e marco da concepção moderna de Universo. Segundo o heliocentrismo, todos os planetas, entre eles a Terra, giram em torno do Sol descrevendo órbitas circulares órbitas circulares.


Nicolau Copérnico (1473-1543)
Nasce em Torum, na Polônia. Estuda matemática, os clássicos gregos, direito canônico (em Bolonha, na Itália) e medicina (em Pádua, Itália) e só depois se dedica exclusivamente à área que realmente lhe interessava: a astronomia. Em 1513 constrói um observatório e começa a estudar o movimento dos corpos celestes. A partir dessas observações, escreve Das revoluções dos corpos celestes com os princípios do heliocentrismo. Copérnico revoluciona a idéia que o homem tinha de si mesmo (visto como imagem de Deus e por isso centro de tudo) e dá novo impulso a todas as ciências ao colocar a observação e a experiência acima da autoridade e dos dogmas.


Fonte:
http://www.thamazer.hpg.ig.com.br/rcopernicana.html

Limites Territoriais do Brasil

Limites Territoriais do Brasil
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Os primeiros tratados referentes ao Novo Mundo foram a bula Intercoetera de 1493, realizada pelo papa Alexandre VI e o Tratado de Tordesilhas (1494) que dividiam os domínios de Portugal e Espanha a 370 léguas das ilhas Cabo Verde. Sendo que as terras que ficassem a oeste pertenceriam à Espanha e a leste, a Portugal.

No século XVII a expansão territorial da colônia portuguesa aumentou devido ao bandeirismo e à pecuária.

A ameaça das invasões externas (principalmente dos franceses) e as revoltas indígenas obrigam Portugal a uma ocupação efetiva do litoral do Norte e Nordeste. Por outro lado a expansão da pecuária, a ação dos bandeirantes e as missões jesuíticas desrespeitaram por sua vez o Tratado de Tordesilhas.

Foram necessários então uma série de novos tratados para definir os limites da colônia. Os primeiros foram os Tratados de Utrecht, um em 1713 com a França que definia o rio Oiapoque como limite entre a Guiana Francesa e o Brasil. O outro em 1715 com a Espanha que se comprometia a devolver a colônia de Sacramento para Portugal.

A colônia do Sacramento continuou objeto de disputa entre portugueses e espanhóis, a 13 de janeiro de 1750 foi assinado o Tratado de Madri que definia que a Espanha ficaria com Sacramento e em troca Portugal receberia a região de Sete Povos das Missões (hoje RS).

Vários problemas marcaram este acordo, Portugal não conseguiu ocupar a região das Missões devido à hostilidade dos índios guaranis, organizados pelos jesuítas; além do mais Portugal não queria entregar Sacramento. Esta era de importância vital para o comércio, pois controlava o acesso à região produtora de prata em Potosi, feito por via fluvial.

Pelo Acordo do Pardo em 1761, o Tratado de Madri foi anulado. Com a Guerra dos Sete Anos, a Espanha aliada a França, invadiu a colônia de Sacramento invadindo a colônia portuguesa e tomando todo o Rio Grande do Sul até a região da Ilha de Santa Catarina.

Em 1º de outubro de 1777, assinou-se o Tratado de Santo Ildefonso onde os espanhóis concordam em devolver a Ilha de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, mas em troca ficariam com Sacramento e a região das Missões. Este último foi confirmado pelo Tratado de Badajós em 1801.

Porém por razões político-econômicas, D. João VI em 1816 envia tropas à região e a anexa ao Brasil com o nome Província Cisplatina. A situação só se resolveria em 1828 quando lá foi criada a República do Uruguai.

No ano de 1900 a Questão do Amapá vem a baila, os franceses reivindicavam então uma boa parte daquele território, em detrimento do Tratado de Utrecht. O governo da Suíça foi escolhido como mediador e graças a atuação do Barão do Rio Branco o limite do rio Oiapoque foi mantido.

Depois de 1870 houve o desenvolvimento da produção da borracha na região amazônica. Houve então uma invasão de nordestinos na região do atual Estado do Acre, que na época pertencia à Bolívia, no intuito de trabalhar nos seringais. Em 1902 ocorre um movimento de brasileiros para anexar esta região ao Brasil.

Em 1903 foi assinado o Tratado de Petrópolis onde o Acre seria incorporado ao Brasil em troca de uma indenização em dinheiro de 2 milhões de libras além de a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.


Fonte:
http://www.sosprofessor.hpg.ig.com.br/Historia/limites_territoriais_do_brasil.htm

A DESCOBERTA DA PENICILINA

Alexandre Fleming: o pesquisador que descobriu o poder dos fungos do gênero Penicillium.

A descoberta da penicilina se deu de forma acidental, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming, em 1928. Pesquisando substâncias capazes de combater bactérias em feridas, esqueceu seu material de estudo sobre a mesa enquanto saía de férias. Ao retornar, observou que suas culturas de Staphylococcus aureus estavam contaminadas por mofo e que, nos locais onde havia o fungo, existiam halos transparentes em torno deles, indicando que este poderia conter alguma substância bactericida.

Ao estudar as propriedades deste bolor, identificado como pertencente ao gênero Penicillium, Fleming percebeu que ele fornecia uma substância capaz de eliminar diversas bactérias, como as estafilococos: responsáveis pela manifestação de diversas doenças, tanto comuns quanto mais graves. A substância recebeu o nome de “penicilina”.

Tal achado, comprovadamente inofensível para as células animais, foi isolado, concentrado e purificado em laboratório alguns anos depois, por Howard Florey e Ernst Chain. Na época da Segunda Guerra Mundial, esta substância foi produzida em larga escala, por fermentação, salvando milhares de vidas.

A penicilina tornou-se disponível para a população civil na década de 40: mesma época em que os três pesquisadores ganharam o prêmio Nobel de Medicina por suas descobertas, estas capazes de impedir a morte e complicações de doenças como pneumonia, sífilis, difteria, meningite, bronquite, dentre outras.

Atualmente a penicilina é utilizada de forma menos frequente em razão de seu uso indiscriminado – causando a seleção das bactérias e consequentemente, ao longo do tempo, resistência a este antibiótico. Assim, hoje a Amoxicilina é o antibiótico mais amplamente utilizado no tratamento de doenças bacterianas.



MOVIMENTO FEMINISTA

O feminismo: movimento que marcou as várias transformações ocorridas na década de 1960.

A década de 1960 significou um ponto de grandes inflexões para a sociedade contemporânea. Nos EUA, o “baby-boom” do pós-guerra estabeleceu o surgimento de uma geração de jovens inseridos na prosperidade material e tecnológica de um mundo em plena transformação. As novas conquistas obtidas no campo dos transportes, da medicinae da eletrônica causavam a configuração de uma época aparentemente cingida pelo signo da modernidade.

Contudo, observamos também a deflagração de uma revisão de valores responsável pela transformação dos papéis ocupados por homens e mulheres na sociedade. Já durante a Segunda Guerra, a maciça inserção das mulheres no mercado de trabalho estabeleceu um novo campo de possibilidades para aquela que antes era vista como a “rainha do lar”. A partir desse processo de relativa emancipação, muitas delas reivindicaram novos campos de conquista nunca antes imaginados.

Quando alcançamos a década de 1960, o advento da pílula anticoncepcional permitiu uma libertação dos comportamentos sexuais antes restritos à monogamia e às relações matrimoniais. Paralelamente, o meio intelectual também passou a se voltar para a essa questão com a difusão de livros de autoras que se interessavam em desconstruir o papel da mulher na sociedade. Entre outras obras, podemos destacar “O Segundo Sexo” de Simone Beauvoir e “A mística do feminino” de Betty Friedan.

A partir de então, muitas mulheres saíram às ruas com o intuito de reivindicar os mesmos diretos assegurados pela constituição liberal de seus países. Entre outras questões, lutavam para que as faixas salariais de homens e mulheres fossem devidamente equiparadas. Nesse aspecto, percebemos que entre as décadas de 1960 e 1970 o feminismo havia se consolidado enquanto movimento político integrado a muitas outras bandeiras de lutas civis e minoritárias.

Em resposta a tais movimentações, aconteceu a adoção de várias políticas de igualdade que visavam responder aos anseios estabelecidos no período. Instituições de defesa dos direitos das mulheres e outros órgãos de natureza governamental passaram a sensibilizar outras parcelas da sociedade com respeito a essa causa. Com isso, observamos que muitas bandeiras de luta passaram a ser prestigiadas pela aprovação de leis específicas.

A partir da década de 1980, o feminismo pareceu perder a sua força. A causa deixou de ser uma meta a ser alcançada depois que os próprios representantes do Estado reconheceram a legitimidade de tais reivindicações. Contudo, essa faceta da história contemporânea ainda se desdobrou em uma mudança de comportamento que rompeu com os paradigmas tradicionais da família e, até mesmo, do homem. A vitória feminista ainda ecoa em transformações ainda visíveis no nosso cotidiano.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

O MANIFESTO COMUNISTA

Manifesto Comunista: um marco fundamental no desenrolar do pensamento comunista.

Para a Europa, o século XIX foi um grande palco para importantes agitações sociais, políticas e econômicas que marcariam a sua trajetória durante várias décadas. Entre outros fatores que explicam essa movimentação, podemos destacar rapidamente o papel exercido pela Revolução Industrial, formadora de uma nova lógica econômica, e a Revolução Francesa, experiência disseminadora de novos ideais que abalavam a ordem do Antigo Regime.

Impregnada por esses dois acontecimentos, vemos que a Europa do século XIX foi marcada pela agitação de operários que, em diversos centros urbanos, discutiam as suas demandas de forma intensa. Já nessa época, os ingleses marcaram presença com a agitação promovida pelo movimento cartista, onde a “Carta do Povo” revelava uma tentativa de pensar e definir as demandas que abraçavam os milhares de trabalhadoresdas fábricas e lojas da Europa.

Em pouco tempo, novos ideais surgiam como uma resposta a toda uma massa responsável pela produção de riqueza na era industrial. Vivenciando bem essa época, Karl Marx e Friedrich Engels atuavam como importantes pensadores sobre as contradições que marcavam a sociedade burguesa. Paralelamente, vários trabalhadores aglomeravam-se em pequenas sociedades, interessadas na luta contra a miséria e na desigualdade de sua própria classe.

Rodeados por tantas manifestações de transformação, Marx e Engels realizaram a produção do chamado “Manifesto Comunista”. Encomendado pela chamada “Liga dos Justos” – uma sociedade de operários alemães alocados em Londres, o documento dizia que os operários deveriam se organizar para que a classe trabalhadora realizasse uma mudança de grande profundidade. O que se propunha era uma grande comunhão em que os trabalhadores se pusessem a serviço de um grande objetivo comum.

Lançando a proposta de uma revolução trabalhadora, o manifesto teve a preocupação em apontar as falhas do Estado Liberal. Visto como simples representante do interesse da sociedade burguesa, essa forma de governo deveria ser combatida para que assim, as diferenças sociais fossem verdadeiramente combatidas. Por tal razão, o Manifesto Comunista afastava-se das propostas socialistas que simplesmente reconfiguravam as relações sociais, econômicas e políticas vigentes.

Publicado em 1848, o manifesto somente se popularizou quando uma nova onda de mobilizações começou a desenvolver-se nos fins do século XIX. Em pouco tempo, várias edições e traduções viriam espalhar-se pelo Velho Mundo e alcançar outras sociedades expandidas pelo mundo. Daí em diante, vemos que uma obra de aproximadamente vinte páginas fez-se reconhecida pelos vários partidos, acontecimentos históricos e reflexões que ainda marcam nossa vida presente.

Por Rainer Sousa
Mestre em História