28.6.15

INTERCEPTOR G5 - COMO RESPONDER COMENTÁRIOS QUE NÃO APARECEM O ESPAÇO D...

20.6.15

1600: Giordano Bruno queimado



No dia 17 de fevereiro de 1600, Giordano Bruno era queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, sob acusação de heresia e blasfêmia.



"Posso ter sido qualquer coisa, menos blasfemador." Esta frase teria sido dita por Giordano Bruno no dia de sua execução. Em 17 de fevereiro de 1600, ele foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, onde é relembrado desde 1899 com um monumento.

Ao contrário de Galileo Galilei (1564–1642), Bruno negou-se a refutar a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler (1571–1630) de que a Terra girava em torno do Sol. Além disso, por ser padre e teólogo, suas heresias e dúvidas em relação à Santíssima Trindade, por exemplo, partiam de dentro da Igreja e foram interpretadas como um ato de insubordinação ao papa.

Nascido numa família da nobreza de Nola (próximo ao Vesúvio) em 1548, inicialmente chamava-se Fellipo Bruno. Aos 13 anos, começou a estudar Humanidades, Lógica e Dialética em Nápoles, no mesmo convento em que São Tomás de Aquino vivera e ensinara.

Em 1565, aos 17 anos, recebeu o hábito de dominicano, ocasião em que mudou o nome para Giordano. Ordenado sacerdote em 1572, continuou seus estudos de Teologia no convento, concluindo-os em 1575.

Fuga das autoridades eclesiásticas

Sua vida acadêmica foi marcada pela fuga constante das autoridades eclesiásticas. Lecionou em Nápoles, Roma, Gênova, Turim, Veneza, Pádua e Londres, antes de se mudar para Paris em 1584. Passou o período de 1586 a 1591 em Praga e nas cidades alemãs de Marburg, Wittenberg, Frankfurt e Helmstedt, onde escreveu a que é considerada sua principal obra: Sobre a associação de imagens, os signos e as ideias.

Apesar das advertências de amigos, voltou para a Itália em 1591, convicto de que na liberal Veneza não cairia nas garras da Inquisição. Mas logo foi preso e levado para Roma, onde passou seu últimos anos na prisão.

Giordano Bruno teria caído numa armadilha ao retornar à Itália. Na Feira do Livro de Frankfurt de 1590, uma dupla de livreiros a serviço do nobre veneziano Giovanni Mocenigo o teria convidado a ir a Veneza ensinar Mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, na qual era um perito. Pouco depois de sua volta, desentendeu-se com Mocenigo, que o trancou num quarto e chamou os agentes da Inquisição.

Encarcerado na prisão de San Castello no dia 26 de maio de 1592, seu julgamento começou em Veneza, foi transferido para Roma em 1593 e chegou à fase final na primavera europeia de 1599. Durante os sete anos do processo romano, Bruno negou qualquer interesse particular em questões teológicas e reafirmou o caráter filosófico de suas especulações.

Essa defesa não satisfez os inquisidores, que pediram uma retratação incondicional de suas teorias. Como se mantivesse irredutível, foi condenado devido à sua doutrina teológica de que Jesus Cristo era apenas um mágico de habilidade incomum, que o Espírito Santo era a alma do mundo e que o demônio seria salvo um dia.

Ao ouvir sua sentença, a 8 de fevereiro de 1600, teria dito aos juízes: "Vocês pronunciam esta sentença contra mim com um medo maior do que eu sinto ao recebê-la".

Contribuição intelectual decisiva

A Congregação do Santo Ofício, presidida pelo papa Clemente 8 (1592–1605), ainda concedeu ao "herege impertinente e pertinaz" oito dias de clemência para um eventual arrependimento.

A capitulação de Bruno teria um forte efeito propagandístico num ano da "graça" como o de 1600. Mas ele preferiu enfrentar a pena de morte a renegar suas ideias. Seus trabalhos foram publicados no Índex em agosto de 1603 e só foram liberados pela censura do Vaticano em 1948.

Segundo os historiadores, Giordano Bruno prestou uma contribuição intelectual decisiva para acabar de vez com a Idade Média. Morto aos 52 anos, tornou-se um mártir do livre pensamento. Ele foi vítima da intolerância religiosa típica da chamada Contrarreforma, a batalha travada pela Igreja Católica contra a Igreja Reformada.

O martírio de Giordano Bruno em 1600, seguido do julgamento de Galileo Galilei em 1616, abriu um fosso de desconfiança entre a ciência e a religião.


Autoria Norbert Ahrens (gh)

Fonte: DW
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Como fazer capas de trabalhos e monografias


Veja abaixo exemplos de capas, folhas de rosto e folha final de trabalhos:

Modelo de Folha de Rosto válida para qualquer trabalho:



Modelo de Folha de Rosto para Monografia:



Modelo de Folha de Rosto para Pós-graduação:



Modelo de Capa para Teses:



Modelo de Folha Final de Mestrado/Doutorado:

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Como Fazer um Seminário



Seminário é um procedimento metodológico, que supõe o uso de técnicas (uma dinâmica de grupo) para o estudo e pesquisa em grupo sobre um assunto predeterminado.


O seminário pode assumir diversas formas, mas o objetivo é um só: leitura, análise e interpretação de textos dados sobre apresentação de fenômenos e / ou dados quantitativos vistos sob o ângulo das expressões científicas-positivas, experimentais e humanas.

De qualquer maneira, um grupo que se propõe a desenvolver um seminário precisa estar ciente da necessidade de cumprir alguns passos:
determinar um problema a ser trabalhado;
definir a origem do problema e da hipótese;
estabelecer o tema;
compreender e explicitar o tema- problema;
dedicar- se à elaboração de um plano de investigação (pesquisa );
definir fontes bibliográficas, observando alguns critérios;
documentação e crítica bibliográficas:
realização da pesquisa;
elaboração de um texto, roteiro, didático, bibliográfico ou interpretativo.



Para a montagem e a realização de um seminário há um procedimento básico:

1º o professor ou o coordenador geral fornece aos participantes um texto roteiro apostilado, ou marca um tema de estudo que deve ser lido antes por todos, a fim de possibilitar a reflexão e a discussão;

2º procede-se à leitura e discussão do texto-roteiro em pequenos grupos.

Cada grupo terá um coordenador para dirigir a discussão e um relator para anotar as conclusões particulares a que o grupo chegar;

3º cada grupo é designado para fazer:
exposição temática do assunto, valendo-se para isso das mais variadas estratégias: exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes etc.Trata-se de uma visão global do assunto e ao mesmo tempo aprofunda-se o tema em estudo;
contextualizar o tema ou unidade de estudo na obra de onde foi retirado do texto, ou pensamento e contexto histórico-filosófico-cultural do autor;
apresentar os principais conceitos, idéias e doutrinas e os momentos lógicos essenciais do texto (temática resumida, valendo-se também de outras fontes que não o texto em estudo);
levantar os problemas sugeridos pelo texto e apresentar os mesmos para discussão;
fornecer bibliografia especializada sobre o assunto e se possível comentá-la;

4º plenário-é a apresentação das conclusões dos grupos restantes. Cada grupo, através de seu coordenador ou relator, apresenta as conclusões tiradas pelo grupo.

O coordenador geral ou o professor faz a avaliação sobre os trabalhos dos grupos, especialmente do que atuou na apresentação, bem como uma síntese das conclusões.

Outros métodos e técnicas de desenvolvimento de um seminário podem ser acatados, desde que seja respeitado o plano de prontidão para a aprendizagem.

Finalizando, apontamos que todo tema de um seminário precisa conter em termos de roteiro as seguintes partes:
introdução ao tema;
desenvolvimento;
conclusão.

Fonte: Guia para a elaboração de trabalhos escritos – UFRGS

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Como Fazer uma Resenha



A resenha é um tipo de resumo crítico, contudo mais abrangente: permite comentários e opiniões, inclui julgamento de valor, comparação com outras obras da mesma área e avaliação da relevância da obra em relação às outras do mesmo gênero, por isso normalmente a resenha é uma tarefa para especialistas no assunto, como professores de determinada área.


Segundo Andrade (1997), resenha é um relato minucioso das propriedades de um objeto, ou de suas partes constitutivas; é um tipo de redação técnica que inclui variadas modalidades de textos: descrição, narração e dissertação. Estruturalmente, descreve as propriedades da obra (descrição física da obra), relata as credenciais do autor, resume a obra, apresenta suas conclusões e metodologia empregada.
Estrutura

A resenha deve ser escrita em terceira pessoa, implicando em certa neutralidade, o que é limitado, porque na seleção e organização do texto já ocorre intenção de quem escreve.
Elementos de Identificação

Uma resenha deve conter os seguintes elementos:
Autor;
Título;
Local da Publicação;
Editora;
Data;
Edição;
Tamanho;
Autoria;
Resumo;
Tipo de Livro;
Bibliografia;
Apreciação.

Fonte: Guia para a elaboração de trabalhos escritos – UFRGS

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Como Fazer Projetos de Pesquisa



Guia para a confecção de projetos de pesquisa

O presente texto apresenta aos alunos alguns aspectos formais de um Projeto de Pesquisa. A exposição dos diferentes capítulos que compõem referido projeto (introdução; objetivos; justificativa; metodologia e bibliografia) e de seu conteúdo têm por objetivo formular uma proposta de padronização para os diferentes cursos.



Vale confessar previamente para evitar falsas expectativas: este pequeno texto tem pretensões muito modestas e objetivos meramente didáticos. Seus objetivos são apresentar ao aluno alguns aspectos formais do Projeto de Pesquisa, ao mesmo tempo em que são transmitidas certas informações que podem simplificar sua vida acadêmica.

Um Projeto de Pesquisa é composto de elementos pré-textuais, formado por capa e sumário; elementos textuais, compostos de Introdução, Objetivos, Justificativa e Metodologia; e elementos pós textuais, do qual fazem parte Cronograma e Bibliografia.

A atenção recairá, aqui, sobre os elementos textuais que compõem o projeto. Comecemos, pois, por alguns aspectos gráficos importantes. O texto do corpo do projeto deve ser redigido em fonte tamanho 12 e espaçamento duas linhas. A melhor fonte para os títulos é a Arial e para o texto a fonte Times New Roman ou similares com serifa, que facilitam a leitura de texto longos. O papel tamanho A4 é o recomendável.

As margens são as seguintes: esquerda, 4,0 cm; direita 2,5 cm; superior 3,5 cm; inferior 2,5 cm. As páginas devem ser numeradas no canto superior direito, tendo início naquelas referentes aos elementos textuais – capa e sumário não são numerados, muito embora entrem na contagem de páginas (Garcia, 2000).
Introdução

Nem todos os modelos de projetos de pesquisa incluem uma introdução. Muitas vezes passa-se diretamente aos objetivos. Mas é bom não esquecer de que quem lê um projeto lê muitos. É sempre conveniente, portanto, introduzir o tema da pesquisa, procurando captar a atenção do leitor/avaliador para a proposta. A redação, como nos demais capítulos, deve ser correta e bem cuidada. Uma leitura prévia e atenta de Medeiros (1999) poderá ajudar muito na hora de escrever o texto. Para as dúvidas mais correntes da Língua Portuguesa verificar Garcia (2000) e Martins (1997). Dicionários também são imprescindíveis nessa hora.

Na Introdução, é de se esperar que seja apresentado o tema de pesquisa. Escolher um tema é, provavelmente, uma das coisas mais difíceis para um pesquisador iniciante. Pesquisadores experientes costumam desenvolver técnicas de documentação do trabalho científico que lhes permitem não só extrair de seus arquivos tais temas como trabalhá-los concomitantemente.

Mas um estudante de graduação geralmente não acumulou o volume de informações necessário para tal empreendimento. Um bom começo, portanto, é conhecer o que outros já fizeram, visitando bibliotecas onde seja possível encontrar monografias de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Tais trabalhos podem servir como fonte de inspiração, além de familiarizar o aluno com os aspectos formais, teóricos e metodológicos do trabalho científico.

A primeira regra para a escolha do tema é bastante simples: o pesquisador deve escolher um tema do qual goste. O trabalho de pesquisa é árduo e, às vezes, cansativo.

Sem simpatizarmos com o tema, não conseguiremos o empenho e a dedicação necessárias.


A segunda regra é tão importante quanto a primeira: o pesquisador não deve tentar abraçar o mundo. A tendência dos jovens pesquisadores é formular temas incrivelmente amplos, geralmente resumidos em uns poucos vocábulos: A escravidão; a Internet; A televisão; A Música Popular Brasileira; O Direito Constitucional; Os meios de comunicação; são alguns exemplos. É preciso pensar muito bem antes de seguir esse caminho. O pesquisador inexperiente que enveredar por ele terá grandes chances de produzir um estudo superficial, recheado de lugares comuns.



O tema deve ser circunscrito tanto espacial como temporalmente. “A escravidão”, por exemplo, é um tema dos mais amplos. Escravidão na Roma Antiga? No Brasil contemporâneo? No Estados Unidos à época da Guerra de Secessão? No livro A República, de Platão? A escravidão por dívidas na Grécia Antiga? Temas apoiados em palavras e sentido muito amplo, como “influência” e “atualidade”, também devem ser evitados. O pesquisador deve se perguntar se o tema escolhido não permite perguntas do tipo: O quê? Onde? Quando?

No capítulo 2 do livro de Umberto Eco, Como se faz uma tese, é possível encontrar uma excelente ajuda para a escolha do tema de pesquisa, ilustrada com vários exemplos (Eco, 1999, p. 7-34).

Uma terceira regra vale ser anunciada: o tema teve ser reconhecível e definido de tal maneira que seja reconhecível igualmente por outros (Eco, 1999, p. 21). Ou seja, deve ser aceito como um tema científico por uma comunidade de pesquisadores.

Uma vez anunciado o tema da futura pesquisa, é conveniente o pesquisador descrever qual foi sua trajetória intelectual até chegar a ele. Como se sentiu atraído por esse tema? Que matérias despertaram seu interesse durante a graduação? Que autores lhe inspiraram?

Apresentado o tema é hora seguir adiante e expor os objetivos propriamente ditos da pesquisa.
Objetivos

Este capítulo deve começar de forma direta, anunciando para o leitor/avaliador quais são os objetivos da pesquisa: “O objetivo desta pesquisa é…”; “Pretende-se ao longo da pesquisa verificar a relação existente entre…”; “Este trabalho enfocará…”; são algumas das formas às quais é possível recorrer.

Vários autores desenvolvem em trabalhos de metodologia do trabalho científico e intelectual o tema da documentação pessoa. Bons guias para tal são Severino (2000, p. 35-46) e Salomon (1999, p. 121-143), mas a descrição realizada por Mills (1975, p. 211-243) continua insuperável.

Se na Introdução era apresentado o tema, no capítulo Objetivos será abordado o problema, bem como as hipóteses que motivarão a pesquisa científica. A pergunta chave para este capítulo é “o que se pretende pesquisar?”

Um problema científico tem a forma de uma questão, de uma pergunta. Mas é uma questão de tipo especial. É uma pergunta formulada de tal maneira que orientará a investigação científica e cuja solução representará uma ampliação de nossos conhecimentos sobre o tema que lhe deu origem. Uma resposta provisória a este problema científico é o que chamamos de hipótese. A pesquisa científica deverá comprovar a adequação de nossa hipótese, comprovando se ela, de fato, é uma solução coerente para o problema científico anteriormente formulado.

Franz Victor Rudio apresenta, em seu livro, uma série de interrogações que podem ajudar o jovem pesquisador a escolher o seu tema de investigação e verificar sua viabilidade:

“a) este problema pode realmente ser resolvido pelo processo de pesquisa científica?

b) o problema é suficientemente relevante a ponto de justificar que a pesquisa seja feita (se não é tão relevante, existe, com certeza, outros problemas mais importantes que estão esperando pesquisa par serem resolvidos)?


c) Trata-se realmente de um problema original?

d) a pesquisa é factível?

e) ainda que seja ‘bom’ o problema é adequado para mim?

f) pode-se chegar a uma conclusão valiosa?

g) tenho a necessária competência para planejar e executar um estudo desse tipo?

h) os dados, que a pesquisa exige, podem ser realmente obtidos?

i) há recursos financeiros disponíveis para a realização da pesquisa?

j) terei tempo de terminar o projeto?

l) serei persistente?” (Rudio, 1999, p. 96).

Alguns autores recomendam a separação dos objetivos gerais dos objetivos específicos ou do objetivo principal dos objetivos secundários.3 Para atingir seus objetivos mais gerais ou o objetivo principal, será necessário percorrer um caminho de pesquisa que o levará até eles. São etapas da pesquisa que fornecerão a base para abordar de maneira mais direta e pertinente o objetivo principal.

Essa separação é procedente do ponto de vista analítico. Mas os diferentes momentos da pesquisa só se justificam na medida em que ajudarão a esclarecer o problema principal. Não é preciso fazer essa separação em subcapítulos desde que fique claro quais são os objetivos gerais e quais são específicos, qual é o principal e quais os secundários.

Exemplifiquemos esses momentos da pesquisa. Se aluno se propuser a estudar a proposta de contrato coletivo de trabalho, por exemplo, é de bom tom, antes de discutir

suas diferentes versões, fazer um breve histórico da legislação trabalhista brasileira. Se, por outro lado, pretende estudar os escritos políticos de Max Weber, inevitavelmente terá que começar por uma reconstituição do contexto político e intelectual da Alemanha do início do século. Sem esclarecer esses objetivos secundários ou específicos, dificilmente poderá levar a cabo sua pesquisa de maneira aprofundada.
Justificativa

Chegou a hora de dizer porque a universidade, o orientador ou uma instituição de financiamento deve apostar na pesquisa proposta. Neste capítulo é justificada a relevância do tema para a área do conhecimento científico à qual o trabalho está vinculado. A pergunta chave deste capítulo é “por que esta pesquisa deve ser realizada?”

Ver, por exemplo, Lakatos e Marconi (1992).

Vários autores, entre eles Lakatos e Marconi (1992), colocam o capítulo da justificativa antes dos objetivos. A inversão não faz muito sentido: como justificar o que ainda não foi apresentado? A ordem Objetivos, primeiro, e Justificativa, depois, parece ser a melhor do ponto de vista lógico.

É nas justificativas que o pesquisador deve apresentar o estado da arte, ou seja o ponto no qual se encontram as pesquisas científicas sobre o tema escolhido. O diálogo com os principais autores ou correntes interpretativas sobre o tema deve ser levado a cabo neste capítulo.

Já que é aqui que serão feitas o maior número de citações ou referências bibliográficas, vamos repassar brevemente as técnicas de citação e referência. Se a citação tiver até duas linhas, ela pode ser reproduzida em itálico, no corpo do parágrafo.

E não esquecer, “a citação deve ser direta e deve vir entre aspas, como todas as citações e com indicação da fonte seja em rodapé, seja pelo sistema autor/data.”

(Henriques e Medeiros, 1999, p. 127). Quando a citação tiver três ou mais linhas ela deverá iniciar um novo parágrafo e estar digitada com um espaçamento entre linhas 1,5, um espaço antes, um depois e recuo à esquerda.4 É o que ensina Medeiros:

“No trabalho científico, as citações com até duas linhas são incluídas no parágrafo em que se faz referência a seu autor. Já as transcrições de três linhas ou mais devem ser destacadas, ocupando parágrafo próprio e observando-se recuo e aspas no início e no final da citação.” (Medeiros, 1999, p. 104)

Na barra de ferramentas do Word há o botão Aumentar Recuo, muito útil nessas situações, outra possibilidade é criar o estilo Citação, através do menu Formatar Estilo, com espaçamento entre linhas 1,5 e recuo esquerdo 2,5cm.

Quando uma citação vier intercalada por outra citação, está última virá entre aspas simples (‘ ’) Vale ainda lembrar que supressões no texto citado devem ser assinaladas por reticências entre parênteses – (…) –; e que destaques no texto transcrito devem ser feitos com itálico, assinalando ao final, entre parênteses a expressão “grifos nossos”

Até aqui utilizamos a técnica autor/data, a recomendada para as monografias e publicações da UniABC. Outra opção é a técnica referência de rodapé. Neste caso, a indicação do autor, do título do livro e da página vão no rodapé.6 Para isso deve ser utilizado o menu Inserir Notas do Word e escolha Nota de rodapé e AutoNumeração.
Metodologia

Neste capítulo o pesquisador deverá anunciar o tipo de pesquisa (formulador, descritivo ou exploratório) que empreenderá e as ferramentas que mobilizará para tal (Cf. Moraes, 1998, p. 8-10 ). A pergunta chave que deve ser respondida aqui é “como será realizada a pesquisa?”


“Trata-se de explicitar aqui se se trata de pesquisa empírica, com trabalho de campo ou de laboratório, de pesquisa teórica ou de pesquisa histórica ou se de um trabalho que combinará, e até que ponto, as varias formas de pesquisa. Diretamente relacionados com o tipo de pesquisa serão os métodos e técnicas a serem adotados.” (Severino, 1996, p. 130)



O pesquisador deverá esboçar a trajetória que seguirá ao longo de sua atividade de pesquisa. Para tanto deverá destacar: 1) os critérios de seleção e a localização das fontes de informação; 2) os métodos e técnicas utilizados para a coleta de dados; 3) os testes previamente realizados da técnica de coleta de dados. Ao contrário do que geralmente se pensa, dados não são necessariamente expressos em números e processados estatisticamente. O tipo de dados coletados durante a pesquisa depende do tipo de estudo realizado. Eles tanto podem ser o resultado de:

1. pesquisa experimental;
2. pesquisa bibliográfica;
3. pesquisa documental;
4. entrevista;
5. questionários e formulários;
6. observação sistemática
7. estudo de caso
8. relatórios de estágio.” (Pádua, 1998, p. 132)

Para estas e outras regras de citação ver Segismundo Spina (1984, p. 55)
Cronograma

No cronograma o pesquisador deverá fazer um planejamento das atividades ao longo do tempo que você dispõe para a pesquisa. Ele é uma excelente ferramenta para controlar o tempo de trabalho e o ritmo de produção. Ao mesmo tempo, servirá para o orientador ou a agência financiadora acompanhar o andamento da pesquisa. Também aqui há uma pergunta chave: “quando as diferentes etapas da pesquisa serão levadas a cabo?”

A forma mais fácil de organizar um cronograma é sob a forma de uma tabela.

Com algumas variações tais normas são apresentadas, entre outros, por Severino (1996, p. 90-93) e Medeiros (1999, p. 1789-183). Embora Medeiros aconselhe a reprodução de todos os dados da obra no rodapé, tal medida é desnecessária, uma vez que eles se encontram na bibliografia do Projeto.

Para esquemas de capítulo metodológico ver Barros e Lehfeld (1999, p. 36-37) e Salomon (1999, p.222).

Para tanto pode ser utilizado o menu Tabela do Word para inseri-la. Depois devem ser selecionadas as células que é necessário marcar e com o comando Bordas e Sombreamento do menu Formatar preenchê-las, conforme o exemplo abaixo:


1º mês

2º mês

3º mês

4º mês

5º mês

6º mês


Revisão bibliográfica


Aplicação de questionários


Processamento dos dados


Observação no local da pesquisa


Entrevistas


Redação da monografia


Bibliografia
BARROS, Aidil de Jesus Paes de e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 8.ed. Petrópolis: Vozes, 1999.
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 15.ed. São Paulo: Perspectiva, 1999.
GARCIA, Maurício. Normas para elaboração de dissertações e monografias. (Online,26.05.2000, http://www.uniabc.br/pos_graduacao/normas.html.
HENRIQUES, Antonio e MEDEIROS, João Bosco. Monografia no curso de Direito.São Paulo: Atlas, 1999.
LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1992.
LAVILLE, Christian e DIONNE, Jean. A construção do saber. Manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre/Belo Horizonte: Artmed/UFMG, 1999.
MARTINS, Eduardo. Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo. 3.ed. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 1997.
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica. A prática de fichamentos, resumos, resenhas. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1999.
MILLS, C. Wright. A imaginação sociológica. 4.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
MORAES, Reginaldo C. Corrêa de. Atividade de pesquisa e produção de texto. Textos Didáticos IFCH/Unicamp, Campinas, n. 33, 1999.
PÁDUA, Elisabete Matallo Marchesini. O trabalho monográfico como iniciação à pesquisa científica. In: CARVALHO, Maria Cecília M. de. Construindo o saber.Metodologia científica: fundamentos e técnicas. 7.ed. Campinas: Papirus, 1998.
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 24.ed. Petrópolis:Vozes, 1999.
SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 8.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 20.ed. São Paulo:Cortez, 1996.
SPINA, Segismundo. Normas para trabalhos de grau. São Paulo: Ática, 1984.

Fonte: http://www.coladaweb.com/como-fazer/projetos-de-pesquisa
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Dissertação



A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada idéia. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.



No discurso dissertativo propriamente dito, não se verifica, como na narração, progressão temporal entre as frases e, na maioria das vezes, o objeto da dissertação é abstraído do tempo e do espaço.


Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:

1. toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
2. em conseqüência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
3. a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
4. impõem-se sempre o raciocínio lógico;

a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa).

O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a idéia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal idéia.

Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (idéia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. (idéia secundária)”.

Exemplo:

Idéia central da dissertação – A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente.

Desenvolvimento da dissertação – A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios:
A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício.
A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem.
A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia.
O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente.
O problema dos sem-terra preocupada cada vez mais a sociedade brasileira.

O parágrafo em uma dissertação pode processar-se de diferentes maneiras:

1 – Enumeração – Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, classificação ou aleatoriamente na dissertação.


Exemplo: O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de tv.



Exemplo: Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas.

Enumeração:
A Santa Missa em seu lar
Terço Bizantino
Despertar da Fé
Palavra de Vida
Igreja da Graça no Lar

1- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios sociológicos e poluição.

2- Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime.

3- A gravidez na adolescência é um problema seriíssimo, porque pode trazer muitas conseqüências indesejáveis.

4- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.

5- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias.

2 – Comparação – A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação, que confronta idéias, fatos, fenômenos em uma dissertação e apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.

Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real“. (Arthur Schopenhauer)

3 – Causa e consequência – A frase nuclear, muitas vezes, encontra no seu desenvolvimento um segmento causal na dissertação (fato motivador) e, em outras situações, um segmento indicando consequências (fatos decorrentes).

Exemplo: O homem, dia a dia, perde a dimensão de humanidade que abriga em si, porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam.

O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós, de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa.

4 – Tempo e Espaço – Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de idéias, processos.

Exemplos:

Tempo – A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. Primeiro, o homem aprendeu a grunhir. Depois deu um significado a cada grunhido. Muito depois, inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa.

Espaço – O solo é influenciado pelo clima. Nos climas úmidos, os solos são profundos. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas, isto é, uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias, a camada do solo é pouco profunda. (Melhem Adas).

5 – Explicitação – Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar, exemplificar e aclarar as idéias para torná-las mais compreensíveis.

Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém sangue vermelho-vivo, recém oxigenado. Na artéria pulmonar, porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”.

Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes idéias:
A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil.
O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas.
A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro.
A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.

Depois de delimitar o tema da dissertação, deve fazer a estruturação do texto.
A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:

1- Introdução – deve conter a idéia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida na dissertação.


2- Desenvolvimento – exposição de elementos que vão fundamentar a idéia principal da dissertação que pode vir especificada através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da causa e da conseqüência, das definições, dos dados estatísticos, da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da idéia. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima.



3- Conclusão – é a retomada da idéia principal, que agora deve aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação. (um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento.

Observe o texto abaixo:

Vida ou Morte

INTRODUÇÃO

A grande produção de armas nucleares, com seu incrível potencial destrutivo, criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez, os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta.

DESENVOLVIMENTO

A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que, se fossem usadas num conflito mundial, as conseqüências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza, pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões.

CONCLUSÃO

Só resta, pois, ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. Ou os homens aprendem a conviver em paz, em escala mundial, ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma, daqui a algum tempo. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano, p. 47).

Na introdução, o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade), no desenvolvimento, ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão, conclui o seu pensamento inicial, com base nos argumentos.

Na dissertação, pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico, particular. Às vezes, uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável, mas se for particularizada torna-se aceitável. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. (sentido específico)

Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas idéias a respeito do tema abordado, fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. Nesse caso, tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente, o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica, clara e coerente.

O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente, as possíveis reações do leitor e por isso, deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações, a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. As evidências são o melhor argumento.

As referências bibliográficas estar de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

A bibliografia final da dissertação deve seguir o seguinte padrão:
Autor – último sobrenome com letra maiúscula, separado da vírgula dos outros prenomes; (ponto e dois espaços ou travessão).
Título – sublinhar ou colocar em itálico; (ponto).
Anotador ou tradutor – (ponto)
Número da edição – se for a primeira , não se indica. Algarismo arábico, ponto, ed. (vírgula).
Casa publicadora – nome da casa (vírgula)
Ano da Publicação – em algarismo arábico (ponto)
Número de páginas ou volumes – em algarismos arábicos (ponto) Abrevia-se p. e não pág ou pg.
Ilustrações – se necessário (ponto)
Série ou coleções – em algarismos arábicos, entre parênteses (ponto)
Por: Renan Bardine
Fonte: http://www.coladaweb.com/redacao/dissertacao/

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Citação e Referência


Citar e Referenciar

O âmago de todo o trabalho monográfico é produzido através da recolha da informação relevante e possível sobre um determinado assunto. Para isso, é necessário relacionar cientificamente tudo o que é exposto, através de uma correta fundamentação dos dados implicados, designadamente, expondo citações e confrontando autores diversos.


Apenas as referências utilizadas no texto, e só estas, deverão constar na bibliografia final.

Apontamentos de aulas, conferências, etc., não têm admissibilidade científica, senão quando publicadas e devidamente referenciadas. Na eventual ausência de elementos comprovativos, os dados bibliográficos (ou outros) não deverão ser utilizados como parte integrante do trabalho. Deve-se evitar referenciar fontes cuja consulta seja difícil ou impossível, tais como comunicações pessoais, eventos sem atas, e documentos de circulação restrita ou temporária.



As fontes originais deverão ser referidas através da metodologia “autor-data” ou Sistema “Harvard”, junto da citação ou do(s) autor(es) referenciado(s). Caso se trate de uma citação direta, ou da reconstrução pessoal e precisa de uma determinada parte do texto original, as indicações serão acrescidas das páginas consultadas (ver exemplos seguintes).

Exemplo 1:

O primeiro autor a abordar este tema foi Aguilar (1967), num estudo sobre as formas pelas Quais os gestores obtêm informação relevante sobre os eventos que acontecem no ambiente geral (externo) da empresa.

Exemplo 2:

A investigação levada a cabo até hoje nesta área demonstra que a importância, que a análise estratégica externa tem para as empresas, pode ser inferida pela forma como as atividades de análise são integradas no processo de planejamento estratégico (Costa, 1997, p. 3).

As citações retiradas do texto original poderão ser de dois tipos: parafraseadas, ou diretas. A citação direta consiste na transcrição fiel do texto do próprio autor, que, caso seja inferior a duas linhas de texto, aparecerá entre aspas no corpo do documento (exemplo 3). Caso a citação exceda as duas linhas de texto, será destacada e em letra de fonte menor (tamanho 10) conforme apresentado no Exemplo 4.

As citações, entre aspas, deverão possuir a sinalética “(…)” sempre que não se produza inteiramente um período ou um parágrafo (Exemplo 3).

Exemplo 3:

De fato, e conforme Costa (1997, p. 3) argumenta, “(…) à medida que as empresas crescem em tamanho e complexidade, as suas necessidades de planejamento estratégico formal aumentam.”

Exemplo 4:

O conhecimento destes eventos permite aos gestores a identificação das principais tendências na sua área de negócios, podendo orientar as ações das suas empresas de forma consonante. Com base nos resultados deste estudo, Aguilar (1967, p.VII) definiu análise estratégica externa como: A recolha e análise de informação sobre eventos no ambiente empresarial externo, cujo conhecimento assistirá os gestores na sua tarefa de programar e conduzir o futuro da empresa.

Quando se pretende citar um autor que foi inicialmente referido por outro – fonte indireta – deverá utilizar-se os termos “cit. in”.

Exemplo 5:

De acordo com Jain (cit. in Costa 1997), a eficácia do planejamento estratégico está diretamente relacionada com a capacidade de análise estratégica externa.

Exemplo 6:

A eficácia do planejamento estratégico está diretamente relacionada com a capacidade de análise estratégica externa (Jain cit. in Costa 1997).

As interpretações ou resumos do autor da Monografia no interior das citações deverão estar assinaladas através de parênteses retos “[ ]”.

Exemplo 7:

A eficácia do planejamento estratégico [como modo de desenvolvimento formal da estratégia] está diretamente relacionada com a capacidade de análise estratégica externa (Jain, cit. in Costa 1997).

Nos casos de inclusão ou de referência textual de uma obra com três ou mais autores, no corpo do texto a referência aparecerá da seguinte forma: Smith et al. (1991), ou (Smith et al., 1991).

Exemplo 8:

Segundo Costa et al. (1997), para que se possam tomar decisões estratégicas informadas, é necessário que os gestores estejam bem documentados sobre o seu ambiente de negócios.

Para que se possam tomar decisões estratégicas informadas, é necessário que os gestores estejam bem documentados sobre o seu ambiente de negócios (Costa et al., 1997).

É cada vez mais freqüente utilizar fontes de informação em forma digital ou na internet. Deve-se no entanto ter em conta que muitos desses documentos são temporários, e que o seu endereço muda freqüentemente, pelo que se devem evitar se existirem alternativas. Deve-se ter em conta também que muita da informação na internet corresponde a publicações pessoais, isto é, não passam por um processo de revisão como as publicações escritas; a credibilidade a atribuir a essa informação deve ser pois devidamente avaliada. Note-se que muitas vezes não é necessário incluir as páginas citadas na bibliografia, podendo o endereço dessas páginas ser dado no próprio texto

Fonte:http://www.ufp.pt.

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Como Fazer Bibliografia



Normas de referência bibliográfica




1) Obra completa – Pessoas físicas
1.1 – Um autor, dois autores, até três autores

Sequência – sobrenome todo em letras maiúsculas, o nome somente com inicial maiúscula.

Título do livro em itálico. Se houver subtítulo escrever com letra normal.
Local de publicação: nome da editora, seguido pelo ano de publicação.

Exemplos:
Um autor
RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
Dois autores
LOURENÇO, Eva; MARCONI, Maria. Ensino Superior. 5 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
Três autores
TAFNER, Malcon Anderson; TAFNER, José; FISHER, Juliane. Metodologia do trabalho acadêmico. Curitiba: Juruá, 1998.

OBSERVAÇÃO: No caso mais de um autor, usa-se o nome do autor na mesma ordem do livro, não é obrigado ser em ordem alfabética.
1.2 – Mais de três autores

Sequência – sobrenome em letra maiúscula, nome seguido et al. Título da obra em itálico. Local de publicação: editora, ano de publicação.

Exemplo:
BARROS, Helena Dias et al. Educação: escola especial. Porto alegre: Mirassol, 1999.
1.3 – Autor e título repetido

Sequência – Se o autor e o título forem repetidos, mas diferirem as edições, usam-se dois traços.

Exemplo:
GARCIA, Othon. Comunicação em prosa moderna. 2 ed. Rio de janeiro: FGV, 1978.
_______ . _______ . 8. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1980.
1.4 – Autor estrangeiro (obra traduzida)

Sequência – Sobrenome em letra maiúscula, nome. Seguido o nome do tradutor, título, local de publicação: editora, ano de publicação.

Exemplo:
BODENHEIMER, Edgar. Crad. Enéas Marzono. Ciência do direito: Sociologia e metodologia teórica. Rio de Janeiro: Farence, 1996.
1.5 – Auditoria desconhecida

Sequência – Inicia-se pelo título. O termo anônimo não deve ser usado em substituição ao nome desconhecido.

Exemplo:
Metodologia do ensino superior. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1967.

1.6 – Séries e coleções

Sequência – Sobrenome em maiúscula e nome. Título da obra e subtítulo (este não é sublinhado e é separado por dois pontos). Nome do organizador da obra. Local de publicação: editora, ano da publicação.

Exemplo:

• CUNHA, Euclides da. Euclides da Cunha: Trechos escolhidos. Organizado por João Etiene Filho. Rio de Janeiro: Agir, 1961. 114p. (Nossos Clássicos, 54).
1.7 – Responsável intelectual. Organizador (org.), coordenador (coord.), Editor (ed.), Compilador (comp).

Sequência – Obras que englobam contribuições de vários autores entram pelo responsável pela publicação:

Exemplo:
BRANDÃO. Alfredo de Barros L. (comp.). Modelos de contratos. Procurações. Requerimentos e petições. 5. ed. São Paulo: Trio, 1974.
1.8 – Sobrenomes compostos e com indicações de parentesco.

Sequência – Inicia-se com o sobrenome em letra maiúscula, nome. Título da obra. Edição. Local e ano de publicação.

Exemplo:
MODESTO – SIQUEIRA, Clóvis A. Inquérito Policial. 7ed. Cuiabá: Juruá, 1976 (prática, processos e jurisprudência, 18).
1.9 – Parte do livro e publicações
1.9.1 – O autor do capítulo é o mesmo do livro

Sequência – Sobrenome e nome do autor. Título da obra e do capítulo. Edição e local de publicação.

Exemplo:
MEDEIROS, João Bosco. Correspondência: Técnicas de comunicação criativa. 6ed. São Paulo: Atlas, 1991.
1.9.2 – Autor do livro difere do autor do capitulo.

Sequência – É essencial apresentar sobrenome (maiúsculo), nome. Título da obra. Nome do autor do capítulo. Título do capítulo. Local e data da publicação.

Exemplo:
ABRAMO, Perseu. Pesquisa em ciência sociais. In: HIBRANO, Sedi (org). Pesquisa social: projeto planejamento. São Paulo: TAQ, 1979.


2) Publicações seriadas (revistas e jornais)
2.1 – Publicação considerada no todo
2.1.1 – Suplementos, números especiais, fascículos inteiros.

Sequência – Os elementos essenciais são: Título da publicação, título da parte (se houver), local de publicação, editora, numeração do ano e/ou volume, numeração do fascículo, as informações de períodos e datas de sua publicação e as particularidades que identificam a parte.

Exemplo:
CONJUNTURA ECONÔMICA. As 500 maiores empresas do Brasil. Rio de janeiro: FGV, v. 38, nº 9, set. 1984. 135 p . Edição especial.
2.1.2 – Jornal (considerado no todo)


Sequência – Os elementos essenciais são: autor (se houver), título, subtítulo (se houver), título de jornal, local de publicação, seção, caderno ou parte do jornal e paginação correspondente.



Exemplos:
Com autor
PALERMO, Alfredo. Vida universitária: a saga de uma faculdade. Comércio da França. França, 30 jun. 1991. Caderno D. p. 40.
Sem autor:
BIBLIOTECA climatiza seu acervo. O Globo. Rio de Janeiro. 4 mar. 1989. p. 11.
2.2 – Publicação consideradas em parte
2.2.1 – Artigos de revistas e jornais sem autor(es).

Sequência – Primeira palavra do título da noticia em maiúsculas. Nome do jornal sublinhado, local da publicação, data da publicação, nome do mês abreviado em minúscula, página em que se encontra o artigo (se tratar de nota bibliográfica).

Exemplo:
COLÉRA Cresce 1. 700% na fronteira peruana. Folha de São Paulo, São Paulo, 18 jun. 1991, p. 1-9.
2.2.2 – artigos de revistas e jornais com autor (es).
Matéria de revista-assinado

Sequência – Sobrenome e nome do autor do artigo. Título do artigo. Nome do periódico sublinhado, local de publicação, número do periódico, páginas compreendidas pelo artigo. Mês abreviado. Ano da publicação.

Exemplo:
ALCÂNTARA, Eurípides. A redoma do atraso. Veja, São Paulo: Abril, ano 24, nº 25, p. 42 – 43, jun. 1991.
Matéria de jornal assinado

Sequência – Sobrenome e nome do autor do artigo. Nome do artigo, (não sublinha). Nome do jornal. Local da publicação, data, o mês aparece abreviado em minúscula. Ano da publicação, páginas (se tratar de nota, não deve aparecer em bibliografia).

Exemplo:
RIBEIRO, Efrém. Garimpeiros voltam a invadir área ianomâmi. Folha de São Paulo, São Paulo, 18 jun. 1991, p. 1 – 10.
2.2.3 – Suplementos ou seções de jornais

Sequência – Autor (se houver), título do jornal, local e data publicação, seção, caderno e departamento do jornal, página correspondente.

Exemplo:
NAVES, Gringos dão banho de beleza. Folha de S. Paulo. São Paulo, 16 maio, 1999. Folha turismo, caderno 8, p.13.
3) Documentos oficiais
3.1 – Leis

Sequência – Elementos essenciais: jurisdição ou cabeçalho da entidade (no caso de tratar de normas), título, numeração e data. Se necessário ao final acrescenta notas relativas a outros dados.

Exemplo:
BRASIL. Constituição ( 1988 ). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1988.
3.2 – Decretos


Sequência – Elementos essenciais: jurisdição ou cabeçalho da entidade, título, numeração e data.



Exemplo:
BRASIL. Consolidação das leis do trabalho. Decreto – lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. aprova a consolidação das leis do trabalho. Lox – Coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v. 7, 1943.
3.3 – Portarias

Sequência – Elementos essenciais são: jurisdição ou cabeçalho da entidade, título, numeração e data. Ementa e dados da publicação.

Exemplo:
SÃO PAULO (Estado). Portaria nº 42.822, de 20 de Janeiro 1998. sobre a desativação de unidades administrativas de órgão da administração direta e das autarquias do estado e da providencia diretas. São Paulo, n. 3, p. 217 – 220, 1998.
3.4 – Acórdãos, decisões e sentenças das cortes ou tribunais.

Sequência – Ordem dos elementos: Local, nome da corte ou tribunal, acórdão, tipo e número de recurso, partes litigantes, nome do relator, data, indicação da publicação que divulgou o acórdão.

Exemplo:
BRASIL. Supremo Tribunal. Deferimento de pedido de extradição. Extradição nº 410. Estados Unidos da América.
3.5 – Pareceres, Resoluções e Processos

Sequência – Jurisdição, título, numeração e data, ementa e dados da publicação.

Exemplo:
BRASIL, Congresso. Senado. Resolução nº 17, de 1991. autoriza o desbloqueio de letras financeiras do tesouro do estado do Rio Grande do Sul, através de revogação do parágrafo 2º, do artigo 1º da resolução nº 72, de 1970. Coleções de leis da República federativa do Brasil, Brasília-DF, v. 183, p.1156 – 1157, maio/junho. 1991.
4) Multimeios ou materiais especiais
4.1 – Fitas de vídeo / DVD

Sequência – Título, créditos (diretor, roteirista e outros), elenco relevantes, local, produtora, data, especificação do suporte em unidade física.

Exemplo:
OS PERIGOS do uso de teóricos. Produção de Jorge Ramos. Coordenação de Maria Izabel Azevedo. São Paulo, Le Studio Canal, 1983. ! fita de vídeo ( 30 min. ), VHS, son, color
4.2 – Fita Cassete / CD

Sequência – Compositor(es), título, subtítulo (se houver), produtor, local, gravadora, data.

Exemplo:
FAGNER, R. Revelação, Rio de Janeiro: CBS 1988. 1 fita cassete (60 min), 33 13 rpm, sonoro.
4.3 – Filmes


Sequência – Título, subtítulo (se houver), créditos (diretor croteiristas…) elenco relevante, local, produtora, data, especificação do suporte em unidade física.

Exemplo:
AMAZONIA (filme). Primo Carbonari, 1955. 11min. son. color. 16mm (série didáticos)
4.4 – Disco (vinil / CD / DVD)

Sequência – Compositor ou intérprete, titulo, produtor, local, gravadora, data.

Exemplo:
SIMONE, Face a Face. (S.I): emi.Odeon, BRASIL, p 1977. 1 cd (ca.40min), Remasterizado em digital
5) Documentos Eletrônicos
5.1 – Referencias obtidas na internet (rede eletrônica)

Sequência – Autor, título, produto, indicações de responsabilidade, endereço eletrônico e data de acesso.

Exemplo:
CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPE. 4.ed. 1996. Recife. Anais eletrônico. Recife: UFPE, 1996. em: < http:// www.propesq.ufpe.br/ anais / anais. htm >. Acesso em 21 jan. 1997.
5.2 – Informações obtidas de Home Pages.

Sequência – Autor, título, produto, endereço eletrônico e data de acesso.

Exemplo:
BOOK ANNOUNCEMENT, 18 may, 1997. Produced by 1. Drummond. Disponível em: < http: // www. Btr. Br / bionner / DB search? BIOLINE – L + READC + 5 > Acesso em 25 maio 1998
5.3 – Informações obtidas via base de dados

Sequência – É essencial aparecer autor, título, subtítulo, indicações de responsabilidade e data.

Exemplo:
JUNGMAN Renato. “A superveniência de acontecimentos e imprevisível como causa da revisão dos contratos, “revista da ordem dos advogados de Pernambuco, Recife, 5-6-7. 1964, p – 145.
5.4 – Informações obtidas via CD ROM

Sequência – É obrigatório identificar autor, título, indicações de responsabilidade e data.

Exemplo:
EDITORA CONSULEX, Biblioteca jurídica virtual. 2002, diapositivos (cd rom).
5.5 – Informações obtidas via Disquete / Pen Drive

Sequência – É essencial identificar autor, título, produto e data.

Exemplo:
MENDES, Ferreira Filho. Entrevista concedida á… (disquete). Bambu. 2000
BIBLIOGRAFIA

LAKATOS. Eva Maria, MARCONI. Marina de Andrade. Referencias bibliográficas. In: ______. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2001. p. 181 – 199.

MEDEIROS. João Bosco. Redação Científica: A prática de Fechamento, resumo, resenhas. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

Fonte:http://www.coladaweb.com/como-fazer/bibliografia
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Apresentação em Público



Assim como em todas as atividades complexas há a necessidade de elaboração de um plano esquemático com a finalidade de otimizar os esforços e maximizar o nível de captação e compreensão dos ouvintes.

Como planejar a apresentação em público?

a) Conhecer os tipos psicológicos, técnicos e nível cultural dos ouvintes, adequando a mensagem em linguagem apropriada;

b) Formular precisamente objetivos a serem alcançado;

c) Definir o conteúdo a ser exposto, estabelecendo de maneira precisa à profundidade de como será tratado e os pontos chaves a serem reforçados;

d) Organizar a exposição em quadros sinópticos de tal maneira que cada assunto esteja bem entrosado com o anterior e com o posterior, lembrando anéis encadeados;

e) Prever exemplos, situações e formas a serem utilizadas propiciando a participação de todos, tornado a exposição mais objetiva;

f) Estabelecer o material de apoio, utilizando de maneira eficiente e eficaz, o maior número de recursos áudio visuais;

g) Redigir o texto completo;

h) Planificar o tempo de cada parte a ser apresentada;

i) Se tiver que memorizar alguma coisa, memorize somente os quadros sinópticos ou os esquemas básicos;

j) É bom saber que os grandes comunicadores se preparam muito e sabem que não vão dizer tudo, mas a preparação permitirá que seja bem feito o que for comunicado;

k) Programar se necessário a realização de ensaio antecipado, gravando e ouvindo cada ensaio, até que se sinta satisfeito com os resultados, obtendo desta forma maior segurança no ato da apresentação;

l) Prever a distribuição do material didático sempre no final, à não ser que seja necessário o acompanhamento do mesmo;

m) Criar método de avaliação para verificar a eficácia das atividades desenvolvidas.


Execução da apresentação

INTRODUÇÃO: Os ouvintes terão uma global do assunto, preparando-se para ouvi-lo e poderem analisá-lo. É o momento onde:

São apresentados os objetivos da exposição;

São apresentados os conteúdos a serem expostos, relacionando-os conhecimentos anteriores dos ouvintes e explanando possíveis formas de utilização;

É verificado se os ouvintes têm o domínio dos pré-requisitos necessários a compreensão do assunto.

DESENVOLVIMENTO: É a fase onde os conteúdos são apresentados aos ouvintes devendo o expositor observar as seguintes qualidades básicas:

Expor com clareza

Para conseguir esta qualidade é necessário:

a) Fazer um plano, um esquema de apresentação;

b) Quem não tem prática, não deve confiar na memória nem na improvisação;

c) Conhecer o tema de maneira muito mais ampla e profunda do que se pretendo comunicar;

d) Não se preocupar dramaticamente em dizer tudo o que preparou. Os oradores experientes sabem que do que preparam falam em média 70% a 80%, o restante é improvisação;

e) Usar linguagem adequada aos ouvintes;

f) Ilustrar as apresentações com material didático variado;

g) Incentivar a participação do público em cada item apresentado e no final discussão do tema global.

Paciência

Sem demonstrar enfado ou fraqueza, a paciência é útil quando representa a soma da tolerância, compreensão e sabedoria.

Discorrer de maneira Interessante

O expositor, para falar de maneira cativante deve:

a) Manter a voz em altura, volume e intensidade conveniente com o tamanho e acústica do recinto;

b) Preocupar-se com a postura, gestos e expressão corporal;

c) Modulação agradável com inflexões atinentes ao assunto principal, de modo a evitar a cadência monótona;

d) Evitar os cacoetes verbais e demais vícios de linguagem. Corrigir os defeitos de fala. Por exemplo: voz nasal e gagueira psicológica;

e) Intercalar durante a exposição, de maneira conveniente, situações pitorescas, engraçadas, humorísticas, a fim de quebrar a monotonia;

f) Formular perguntas, mesmo que possam ter respostas mudas. As interrogações sempre motivam o raciocínio do auditório.

g) Quando possível, criar suspense, despertar a vontade para prestar atenção e esperar com ansiedade positiva a conclusão.

Desenvolver com lógica a argumentação

Cuidar para não cair em contradições, que acabam desacreditando o orador. Evitar deduções precipitadas. Respeitamos a lógica do ouvinte e sua argumentação.

Adaptabilidade

Devemos adaptar o plano aos tipos e temperamentos dos ouvintes, além de possuir um grande tato para jamais ferir o amor próprio do auditório.

Simplicidade

Falar com naturalidade e espontaneidade para ser entendido e não admirado. Devemos usar palavras simples, comuns, adequadas ao tema, ao grupo e ao momento.

Entusiasmo

Comunicar sem entusiasmo dificilmente conseguirá contagiar um grupo.

Conquistar a simpatia dos ouvintes

Para comunicar bem, antes de tudo é preciso aprender a comunicação consigo próprio. Para haver comunicação eficiente com os outros, é preciso que o comunicador desenvolva a auto-comunicação

Outra barreira à comunicação é a tendência de algumas pessoas julgarem, apreciarem, desaprovarem ou “picharem” dramaticamente as afirmações dos outros.

Ainda outro obstáculo seria ter sentimentos negativos com relação à pessoa ou grupo que está comunicando. Uma forma de superar estas e outras barreiras é o hábito da empatia, na qual o indivíduo se coloca no lugar, no ponto de vista do outro ou outros, captando sua idéias e motivações.
Gestos e Posturas na apresentação em público

Mediante a uma apresentação ou qualquer tipo de explanação, o importante é que nossas ações gestos e posturas sejam naturais. Não existe técnica que possa ser mais importante que a naturalidade. Para isto, é preciso buscar o auto conhecimento, aprender a sentir o próprio corpo, saber do que é capaz, observar suas dimensões e limites, ter consciência de sua força para identificar o pensamento e o sentimento e descobrir suas possibilidades de expressão, verificar como ocorre o movimento dos braços, das mãos, das pernas, da cabeça, enfim, sentir como age e reage o próprio corpo e ai sim, gesticular bem.

A postura também é de muita importância em uma apresentação, pois a postura e as atitudes antes de falar, poderão predispor o ânimo dos ouvintes de forma favorável ou contrária à sua apresentação.

As Pernas

As pernas dão sustentação ao corpo e podem dependendo do posicionamento, tornar a postura um elemento positivo na sua comunicação ou, ao contrário, ser um fator tão desfavorável que poderá destruir a apresentação.

Erros mais comuns:
Movimentação desordenada;
Apoio incorreto;
Cruzamento dos pés em forma de “x” (quando sentado);
Animal enjaulado;
A gangorra;
Rigidez;
Cruzar e descruzar;
Espreguiçadeira.

A posição correta em pé

A posição é que se fique de frente para o público, posicionado sobre as duas pernas, possibilitando bom equilíbrio ao corpo. Para evitar o cansaço provocado por causa da postura num tempo prolongado, jogue o peso do corpo sobre uma perna, ora sobre a outra, sem que o auditório perceba, bastando para isso flexionar levemente uma das pernas, sem quebrar a elegância da postura.

O deslocamento das pernas precisa seguir a inflexão da voz e o ritmo, a cadência e a velocidade da fala. Se a frase for pronunciada com velocidade mais intensa, o movimento das pernas para se aproximar ou recuar também deverá ser mais rápido, se, ao contrário, a velocidade das palavras for mais lenta, o movimento das pernas também terá de ser mais vagaroso.

A posição correta sentado

Quando você fala sentado poderá colocar os dois pés no chão, demonstrando firmeza na atitude e permanecendo esteticamente correto, ou cruzar uma perna sobre a outra, deixando as costas encostadas e o pé da perna que fica por cima sem apoio. A postura também não precisa ser uma ou outra, você deverá alterar a posição das pernas até para não se cansar.

Braços e mãos

O importante, como já foi dito, é que se preze a naturalidade. Mas devemo-nos ater ao excesso ou à falta de gesticulação.

Erros mais comuns:
Mãos atrás das costas;
Braços cruzados;
Gestos abaixo da linha da cintura;
Gestos acima da linha da cabeça;
Apoiar-se sobre a mesa, cadeira, etc.
Postura para ler em público

Primeiro ponto a ser considerado na postura, para ler em público é como segurar o papel. Segure o papel elegante, não muito baixo, para que possa ser lido, nem muito alto, para que não esconda o seu rosto dos ouvintes. Conserve-o na parte superior do peito. Se a folha de papel servir apenas como um roteiro numa apresentação, ou se a fala for mais embaixo, entre a linha da cintura e a parte inferior do peito.

Detalhes que sobressaem

Pulseiras reluzentes, grandes anéis e outros objetos que sobressaiam muito aos olhos da platéia, costumam desviar a atenção, tirando a concentração dos ouvintes. Se um desses detalhes estiver atrapalhando a sua exposição, não tente escondê-lo durante a apresentação, retire-o antes de falar.

Com referência às roupas, é importante que estejam de acordo com o seu estilo, mas que corresponda também à expectativa dos ouvintes.

Comunicações verbais eficientes

Todo mundo fala, mas as pesquisas têm demonstrado que poucos comunicam. Uma boa parcela das pessoas finge prestar atenção. Os que realmente conseguem comunicar são os eloq-entes. A palavra é normalmente uma faculdade comum, quando tem eloquência.

Já verificamos que as comunicações verbais eficientes estão baseadas na lógica e na dialética, e seu fim principal é convencer pela análise ou discussão dos fatos e de idéias.
Avaliação

Para poder se ter a certeza da eficácia da exposição, o expositor dever analisá-la, criando então um instrumento através do qual se obterá informações sobre os procedimentos, podendo eventualmente corrigir suas falhas.
Bibliografia
1. POLITO, Reinaldo – “Gestos e posturas para falar melhor” – SP, Saraiva, 1987.
2. RONCA, A. A. Scar – “Técnicas pedagógicas: Domesticação ou desafio à participação?” – RJ, Vozes, 1984.
3. Seminário sobre técnicas de apresentação, Campinas, Junho 1986 – Como criar bons originais para transparências e projetá-los corretamente.
4. SENAI – “Treinamento e aperfeiçoamento de pessoal” – Técnicas didáticas – SP, Julho 1978.
5. T.P.D. – IOB Comunicações verbais.

Por: Renan Roberto Bardine

Fonte: http://www.coladaweb.com/como-fazer/apresentacao-em-publico

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