2.9.15

Jogo de Damas



Esse trabalho irá mostrar um pouco sobre o jogo de Damas, falar sobre sua história e os estilos que podem ser encontrados em suas próprias modalidades, suas regras e tudo o que se deve saber para começar a jogar.


Sem mais embromações, você verá o b-a-ba do jogo de Damas, que é belo em sua real natureza.
I – A HISTÓRIA DO JOGO

Afirmações sobre as origens do jogo de Damas pecam geralmente pela falta de bases históricas sérias. Não faltam exemplos:


“INVENTADO NA GRÉCIA POR PALOMEDES”
“O JOGO DE DAMAS É MÃE DO XADREZ”
“INVENTADO DURANTE O CERCO DE TRÓIA” (MONTEIROS-1591)
“INVENTADO POR MARCO AURÉLIO” (CANALEJAS-1650)



Quantas mais?

Achados arqueológicos mostram jogos de cálculo que datam de há milhares de anos, originários da antiga civilização egípcia e conhecida pelo nome de Senet.

Embora não se tenha documentos que elucidem suas regras, parece guardarem alguma semelhança com o jogo de damas.

Presume-se que alguns destes jogos tenham sido levados para a antiga Grécia e dado origem ao Petia, sobre o qual são encontradas referencias.

A expansão romana deve ter sido um vetor para a divugalgação do Petia grego. Documentos que nos esclarecem com segurança sobre suas regras não foram encontrados, embora a este jogo haja bastantes referências na literatura desse tempo, citando nominalmente campeões e comentado a sua popularidade. Não existem duvidas que ele tenha sido a base do atual jogo de Damas dada a sua semelhança de tabuleiro, movimentos e objetivos.

El Marro (Monteiros-1591).

Beira o ridículo a afirmação que o nome Damas lhe teria sido dado pelo fato de que eram as senhoras, as damas, que o praticavam nos salões da Idade Media.

É tido como cento como certo que o moderno Xadrez deriva do Chatrani, que por sua vez deriva do Chaturanga, cujo berço foi possivelmente a Índia, passando posteriormente à Pérsia.

Tudo leva a crer que estes jogos eram desconhecidos dos romanos.

O encontro do Xadrez e o jogo de Damas devem ter acontecimento por volta do Século IX, NA Europa, o que nega de forma definitiva qualquer paternidade de um em relação ao outro.

A época do aparecimento do tabuleiro de cores também é imprecisa.

Originalmente, nos dois jogos, o tabuleiro era constituído apenas por retas que cruzavam,como ainda são hoje os tabuleiros do xadrez japonês e chinês.

É a literatura espanhola do séc XVI que nos trás, de forma definitiva, informações precisas com a publicação dos primeiros livros sobre o jogo de Damas.

Conhecimentos acumulados, talvez durante séculos, são apresentados:abertura bem estruturadas que mantêm ate hoje, golpes de aberturas, como o conhecido golpe da Abertura Espanhola, batizada no Brasil com esse nome em homenagem a essa combinação; a “Forçada” e inúmeros finais práticos fazem parte da matéria.Dentre estes finais se destaca a “Barca”, como é conhecido em Portugal o final de três damas contra dama na grande diagonal com pedra em h8.

O problema, com temas que se consagram, ocupa nessa literatura um merecido espaço

Que dizer de um jogo que desafia séculos? Os tesouros de sua beleza e os mistérios indecifráveis da sua aparenta simplicidade continuam a mantê-lo vivo, apaixonante e desafiante, a ser motivo de imensa bibliografia, de pesquisas sem fim.
II – A HISTÓRIA DO JOGO DE DAMAS NO BRASIL

Tem-se como certo, considerado sua já grande popularidade na Europa antes da época dos descobrimentos,que o jogo de Damas tenha sido introduzido no Brasil pelos primeiros colonizadores.

Ibéricos, franceses, holandeses e árabes exerceram influência nas regras e modalidades jogadas no Brasil.

O trabalho de divulgação, a publicação de literatura brasileira e a organização de competições, fruto de intensas atividades desenvolvidas pela Confederação Brasileira de Jogo de Damas a nível estadual e nacional, conseguiram unificar as regras ate há pouco muito diversificadas. Foram adotando as regras e regulamentos da Fédération Mondiale du Jeu de Dames nas duas modalidades: 64 casas e 100 casas
III –VARIANTES DO JOGO DE DAMAS

O jogo de damas, difundido que foi por todo o mundo, acabou por receber alterações, dependendo da região em que é jogado. Também foram feitas modificações nas regras, visando dinamizar o jogo. A seguir, algumas variantes do jogo.

DAMAS DIAGONAIS: Nesta variante, o tabuleiro é colocado diagonalmente entre os jogadores. As 12 peças são colocadas nas casas claras do tabuleiro. Obviamente, o primeiro movimento sempre oferecerá ao adversário uma peça para ser tomada. Mas no mais, o jogo se desenvolve como o jogo de damas normal.
Outra possibilidade das damas diagonais, é o jogo com nove peças para cada lado existindo tão somente três casas para coroação.

Damas Italianas: as regras são as mesmas das Damas tradicionais, com as seguintes mudanças: o tabuleiro é colocado de modo a ficar uma casa branca à esquerda; as peças não podem tomar a Dama; se um jogador não tomar uma peça quando for possível fazê-lo, perde o jogo; e quando houver mais de uma opção para tomada de peças, deverá optar o jogador por tomar a peça mais valiosa, isto é, a Dama.

Damas Inglesas: mesmas regras das Damas tradicionais, excetuando-se o fato do jogador poder optar por capturar qualquer peça e não fazer obrigatoriamente a jogada que o permita tomar o maior número de peças.

Damas Russas: As únicas alterações com relação às regras oficiais, são o fato de a tomada não ser obrigatória e o fato de, no caso de uma tomada em série, se a peça passar pela ultima fileira, será promovida a Dama e continuará a jogada já como Dama.

Perde-Ganha: Variante que me parece absolutamente hilária: as regras são as mesmas do jogo oficial, mas, nesta variante, aquele que ficar sem peças é quem ganha. O jogador, portanto, deve oferecer suas peças ao adversário, o mais rápido possível, de modo a ficar sem peças.
IV – TABULEIRO DE 64 CASAS

A partida se desenvolve sobre um tabuleiro quadriculado, com 64 casas, sendo que as casas são de cores diferentes, colocadas intercaladamente. O tabuleiro será colocado com a casa escura da primeira fileira a esquerda. Os jogadores sentam-se em posições opostas, de frente para o tabuleiro.

Cada jogador tem 12 peças da mesma cor, cor essa diferente das peças do adversário. Essas peças ocupam as casas escuras das três primeiras fileiras, a partir da posição de cada jogador.
As peças movimentam-se exclusivamente sobre as casas escuras, uma casa por vez. A exceção é justamente a tomada de uma peça do adversário, quando então a peça de um jogador salta sobre a peça do adversário, vindo a ocupar a casa vazia imediatamente após a peça pulada. Esta peça é então excluída do jogo.

O movimento de tomada pode ser seqüencial, isto é, havendo possibilidade, diversas peças podem ser tomadas no mesmo movimento. A tomada é obrigatória, a não ser que haja duas possibilidades distintas, quando então o jogador poderá optar por tomar uma ou outra peça. Mas a tomada será obrigatória sempre que uma situação permitir a tomada de um numero maior de peças (a chamada “Lei da Maioria”).
As peças movimentam-se sempre para frente, exceto quando para realizar uma tomada, quando é permitido o movimento para trás.

Ao atingir a primeira fileira do lado adversário, uma peça é promovida a “dama”. É a chamada “coroação”. Para diferenciar a dama das demais peças, sobre ela será colocada outra peça. A dama move-se livremente, em linha reta, quantas casas quiser. Porém, para tomar uma peça adversária, é obrigada a parar na casa vazia subseqüente àquela. Se a peça atingir a última fileira durante uma tomada em série, e for prosseguir tomando outras peças, ela NÃO será promovida a Dama. Isto só ocorre se a peça terminar o movimento na ultima fileira.

Considera-se uma partida empatada, quando tiverem sido jogados 20 lances sucessivos, sem que haja tomado de pedra, ou, após uma mesma posição apresentar-se por três vezes, com o mesmo jogador .Vence a partida aquele que tomar todas as peças do adversário.

TABULEIRO DE 100 CASAS




As regras são praticamente as mesmas do jogo no tabuleiro de 64 casas. As diferenças ficam, obviamente, por conta do tabuleiro, maior, sendo que os jogadores iniciam a partida com 20 peças cada, ocupando as 4 primeiras fileira, 5 peças por fileira. As condições de empate são: 25 lances sucessivos, sem a tomada de peças; se não existirem mais de três damas, ou duas damas e uma peça, ou uma dama e duas peças contra uma dama, o empate ocorrerá após 16 movimentos; no caso de duas damas contra uma dama e uma pedra contra uma dama ou uma dama contra dama, o empate ocorrerá após cinco movimentos.
V -REGRAS DO JOGO DE DAMAS CLÁSSICAS

ÂMBITO

1- As REGRAS DO JOGO DE DAMAS CLÁSSICAS são de aplicação obrigatória em todo o Território Nacional.

MATERIAL

2- O jogo de Damas Clássicas é fisicamente constituído por uma placa plana de forma quadrado e fundo não brilhante, dividido em 64 quadrados de 4 a 5 cm de lado, impressos alternadamente a escuro (preto ou castanho) e claro (branco ou creme), a que se dá o nome de Tabuleiro e por 24 Peças, com 3 a 4 cm de diâmetro e 0,6 a 0,8 cm de espessura, sendo 12 de cor branca e 12 de cor preta, tudo fabricado em materiais diversos.

GENERALIDADES

3- Os quadrados escuros do tabuleiro denominam-se Casas às quais se atribui uma numeração de 1 a 32, com início na primeira casa inferior direita, seguindo a contagem da direita para a esquerda e de baixo para cima, sempre do lado onde se encontram as brancas, denominando-se a diagonal que liga a casa 1 à casa 32, rio.

4- A numeração descrita será utilizada em todas as anotações e publicações, devendo os números representativos da casa de partida e de chegada de cada lance ser separado por traço de união.

5- O tabuleiro poderá conter, nas margens, a numeração das casas laterais.

6- O tabuleiro coloca-se de forma a que o vértice inferior, à direita de cada jogador, seja casa.

7- Para início do jogo, as peças de cada cor colocam-se sobre as primeiras doze casas de cada lado do tabuleiro. (Diagrama 2)

EVOLUÇÃO

8 – No Jogo de Damas existem dois tipos de peças: os Peões, com que se inicia o jogo, e as Damas que são peões que conseguem atingir o extremo oposto do tabuleiro.

9- Sempre que um peão ocupe uma das quatro casas do extremo oposto do tabuleiro, o condutor da cor contrária colocará sobre ele uma das peças capturadas, coroando-o como Dama.

10- Se não houver ainda peça para coroar o peão este valerá, na mesma, como dama, até à respectiva coroação.

11- O peão que se transforma em dama só será permitido que ele jogue depois de efetuado o lance da cor contrária.

12- Quer os Peões quer as Damas têm dois movimentos: sem captura e com captura.

a) Peão sem captura – os peões movem-se sobre o tabuleiro, sempre para frente e na diagonal, ocupando uma das casas contíguas vagas, não tomando no seu percurso qualquer peça de cor contrária.

b) Peão com captura – sempre que um peão, ao iniciar o seu movimento, tenha numa casa contígua peça de cor contrária, existindo a seguir casa vaga, saltará por cima da peça; ocupará essa casa vaga tomando a referida peça. O peão capturará no mesmo lance o maior número possível de peças.

c) Dama sem captura – a dama move-se em diagonal, percorrendo as casas vagas que quiser, para diante ou para trás, não tomando no seu percurso qualquer peça de cor contrária e não podendo mudar dessa diagonal.

d) Dama com captura – se a dama tiver, numa das suas diagonais, peça de cor contrária, ainda que em casa não contígua, seguida de uma ou mais casas vagas, saltará por cima da peça ocupando uma qualquer dessas casas. Se continuar a encontrar peças nessas condições, repetirá obrigatoriamente esse movimento. A dama, após ter saltado sobre, pelo menos, uma peça, terá que

mudar para diagonal perpendicular, desde que nessa diagonal existam peças que possa tomar, continuando o seu movimento até capturar as peças possíveis.

13- A dama não poderá saltar por cima de qualquer peça da sua cor ou de peças de cor contrária colocadas em casas contíguas, nem passar duas vezes sobre a mesma peça. Pode, no entanto, passar mais do que uma vez por cima de uma casa livre.

14- Quando qualquer peão ou dama efetuar lance em que tome mais do que uma peça, só depois de concluído o percurso se permite retirar qualquer peça do tabuleiro.

CAPTURA DE PEÇA

15- Na captura de peças existem três leis, não interessando se a peça que toma é peão ou dama:

a) Obrigatoriedade – A captura é obrigatória

b) Quantidade – Em hipóteses simultâneas de captura é obrigatória tomar o maior número de peças.

c) Qualidade – Em hipóteses simultâneas de captura de um mesmo número de peças é obrigatória tomar as peças com maior valor, valendo cada dama mais do que cada peão.

PARTIDAS E ABERTURAS

16- Dá-se o nome de partida, ao conjunto de jogos, que deverá ser em número par, a efetuar entre dois jogadores.

17- Dá-se o nome de abertura, aos lances iniciais de cada jogo.

18- O jogo inicia-se com lance das peças brancas, atribuídas por sorteio a um dos jogadores, desenrolando-se até ao fim com lances alternados das duas cores.

19- Em partida de abertura livre os jogadores conduzirão, em jogos alternados, as peças brancas e as peças pretas, com a abertura que desejarem.

20- Em partida de abertura sorteada – primeiros lances atribuídos por sorteio – os jogadores iniciarão alternadamente cada uma das aberturas determinadas por esse sorteio.

RESULTADO

21- Atribui-se Derrota ao jogador quando:

a) Perca todas as peças;

b) As suas peças estejam prisioneiras na sua vez de jogar;

c) Exceda o tempo previsto por regulamento;

d) Abandone o jogo;

e) Seja punido oficialmente com esse resultado.

22- Atribui-se EMPATE ao jogador quando:

a) Atinja o número de lances previsto pelas leis de lances limitados;

b) Atinja a mesma posição de jogo, num mínimo de três vezes, seguidas ou alternadas, mesmo que dentro da lei de lance limitado, e o adversário reclame;

c) Acorde com o adversário tal desfecho, no desenrolar do jogo;

d) Seja punido oficialmente com esse resultado.

LANCES LIMITADOS

23- Existem duas Leis de lances limitados à tentativa de ganhar o jogo:

a) Vinte Lances – Quando, por qualquer dos adversários, forem efetuados 20 lances de Dama(s) sem que qualquer das cores tenha efetuado movimento de peão, captura ou entrega de peça, considera-se o jogo empatado. Sempre que um dos tipos de lance mencionado for concretizado, a contagem reiniciar-se-á no lance seguinte. A referida contagem deverá ser efetuada por qualquer dos adversários, assim que surja posição passível de aplicação desta regra.

b) Forçada – Quando um dos jogadores possuir apenas três damas e o outro apenas uma, permitem-se 12 lances, incluindo o de captura, contados após a cor das três damas ocupar o rio, para se ganhar o jogo. Assim, mesmo que haja ganhado no lance seguinte, considera-se o jogo empatado.

LANCE OBRIGATÓRIO

24- Quando o jogador toque numa das suas peças jogáveis – sem que previamente indique que apenas a deseja ajeitar – é obrigado a efetuar lance com essa peça. Um lance só se considera terminado quando, após a deslocar uma peça o jogador a houver largado.

LANCE IRREGULAR

25- Considera-se irregular o lance contrário ao preceituado nos números anteriores. Em jogo anotado a respectiva ratificação será efetuada, desde o lance em que existe a irregularidade, retomando-se o jogo a partir desse ponto. Em jogo não anotado, a obrigação de ratificar um lance irregular só existirá se o adversário não o validar com o lance imediato.

26- É ainda considerado irregular o ato de suster uma peça para calcular a jogada, assim como sistematicamente movimentar uma peça sem a largar, voltando atrás para a jogar para outra casa.

CASOS OMISSOS

27- Os casos omissos serão tratados, conforme o seu âmbito, pelos Árbitros, Diretores de Prova, Órgãos das Associações Distritais ou Regionais e da Federação Portuguesa de Damas.

Autoria: Akemi Yaeda

Fonte:http://www.coladaweb.com/curiosidades/jogo-de-damas
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Como fazer Paper



Para a ABNT (1989) paper é um pequeno artigo científico, elaborado sobre determinado tema ou resultados de um projeto de pesquisa para comunicações em congressos e reuniões científicas, sujeitos à sua aceitação por julgamento.




Os propósitos de um paper são quase sempre os de formar um problema, estudá-lo, adequar hipóteses, cotejar dados, prover uma metodologia própria e, finalmente, concluir ou eventualmente recomendar.

O paper é intrinsecamente técnico, podendo envolver fórmulas, gráficos, citações e pés de página, anexos, adendos e referências.

Num paper a opinião do autor é velada e tem a aparência imparcial e distante, não deixando transparecer tão claramente as crenças e as preferências do escritor.

Para Carmo-Neto (1996) os dados de um paper são geralmente experimentais, mensuráveis objetivamente; mesmos os mais intuitivos ou hipotéticos sempre imprimem um certo pendor científico, e quase sempre são formados a partir de uma metodologia própria para aquele fim.
Estrutura

Um paper deve conter os seguintes elementos:
Título;
Nome completo do(s) autor(es);
Resumo e/ou Abstract;
Introdução;
Revisão da Literatura;
Metodologia;
Desenvolvimento;
Resultados;
Discussão dos Resultados;
Conclusão;
Anexos e/ou Apêndices;
Bibliografia.

Embora um paper apresente número de páginas variado, de 15 à 20 páginas é o tamanho aceitável.
Utilização
Trabalho final de disciplinas de Cursos de Especialização, de Mestrado e de Doutorado;
Apresentação em congressos;
Publicações periódicas de papers, ex. READ (Revista Eletrônica de Administração – PPGA/EA/UFRGS).

Fonte:http://www.coladaweb.com/como-fazer/paper
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A importância da cerâmica no Estudo da Antigüidade





A cerâmica mais antiga conhecida até hoje procede do Japão e data do IV milênio a.e.c. No Oriente Médio, cerâmica apareceu três mil anos depois e pode afirmar-se que se tratou de uma invenção independente. Em todo o mundo, a cerâmica associa-se à vida urbana sedentária, dado que o seu volume e a sua fragililade não a tornam adequada ao estilo de vida nômade dos povos caçadores e coletores.
A cerâmica é um dos instrumentos mais úteis com que contam os arqueólogos do Oriente Médio, dado que em toda a região se encontra uma grande quantidade de fragmentos. Os recipientes de cerâmica são de difícil confecção e muito frágeis. As peças quebradas não podiam ser utilizadas novamente e eram jogadas fora. Felizmente, a argila cozida é quase indestrutível. conserva-se sob quase todas as condições. Muitas povoações estão cobertas por uma camada de cacos depois de o vento e a chuva terem erodido a superfície do terreno.
O estudo da cerâmica proporciona muita informação. A procedência da argila pode ser determinada por análises científicas, dado que a composição química das argilas utilizadas pelos recipientes varia. Até sem a ajuda da análise é fácil distinguir entre diversos tipos de cerâmica. A mistura que se acrescenta à argila pode ser de vários tipos: areia, resíduos, cabelos etc. Cada uma deixa a sua marca na fabricação do recipiente. A confecção deste varia segundo as condições nas quais é feito. Especialmente a presença ou a ausência de oxigênio nas câmaras de cozimento modifica a cor da argila, que varia de vermelho (com oxidação) a cinzento ou preto (reduzida). Existe uma grande disparidade em formas e tamanhos, de pratinhos planos a enormes talhas. Algumas eram modeladas à mão e completadas com a junção de peças de argila em forma de bolinhas, de lâminas ou de anéis. Outras eram prensadas em móveis, ou ainda aquelas a que se dava forma em um torno lento (a partir de 4500 a.e.c.) ou em um torno rápido (a partir de 2000 a.e.c.). O tratamento dado à superfície também variava: alisava-se, esmaltando-a com uma fina camada de argila líquida, ou pintava-se com pigmentos de argila; podia-se polir, gravar, cinzelar, estampar ou fazer incrustações e, depois de 1500 a.e.c. vitrificar.
As técnicas de fabricação e de decoração diferem segundo as regiões e as épocas, de modo que a cerâmica presta um grande serviço no momento de datar um período. É muito útil para os tempos pré-históricos ou para outras épocas nas quais as fontes escritas não são abundantes. Além disso, os fragmentos recolhidos na superfície de um povoado podem ser utilizados para datar o momento de ocupação do lugar e para determinar as alterações nas características de uma região através do tempo. A cerâmica é também um indicador da atividade comercial e das influências culturais.
Apesar de os grandes traços do desenvolvimento dos estilos cerâmicos nas diferentes regiões do Oriente Médio serem bem conhecidos, é necessário prosseguir os estudos para aperfeiçoar a cronologia e compreender melhor os pormenores da fabricação e da distribuição da cerâmica na Antigüidade.




Fonte:http://www.historia.templodeapolo.net/textos_ver.asp?Cod_textos=220&value=A%20import%C3%A2ncia%20da%20cer%C3%A2mica%20no%20Estudo%20da%20Antig%C3%BCidade%20&liv=&civ=Civiliza%C3%A7%C3%A3o%20Sum%C3%A9ria#topo

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Batalha do Riachuelo - o que foi, resumo, história


O que foi, data, Guerra do Paraguai, quem venceu, resumo, 1865, história, quando aconteceu





Batalha do Riachuelo (obra de Victor Meireles)





O que foi



A Batalha do Riachuelo foi um dos principais eventos militares ocorridos durante a Guerra do Paraguai. Aconteceu no dia 11 de junho de 1865, nas margens do rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai (situado na província de Corrientes, Argentina).



História



Esta batalha naval colocou de um lado os paraguaios e de outro os brasileiros. O Paraguai, sem conexão com o mar, queria muito controlar os rios da bacia do Prata, pois significava uma saída para o Oceano Atlântico, ou seja, uma via de transporte de pessoas e mercadorias.



Na fase inicial da guerra, o Paraguai já havia feito importantes conquistas militares, ocupando regiões da Argentina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Se saíssem vencedores da Batalha do Riachuelo, iriam controlar os rios Paraná e Paraguai e dar um importante passo na conquista do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Desta forma, poderiam fazer comércio com outros países e até receber armas da Europa.



Vitória brasileira na Batalha do Riachuelo



A estratégia paraguaia era boa. Aproveitariam o nevoeiro intenso da madrugada para atacar os navios de guerra brasileiros. Porém, um dos navios paraguaios apresentou um problema e fez com que todos outros chegassem atrasados (9h da manhã) para o ataque, num momento que o nevoeiro já havia passado. Com boas condições climáticas e visuais, as forças navais brasileiras, lideradas pelo Almirante Barroso venceram o Paraguai nesta importante e estratégica batalha.



Alguns dados da Batalha do Riachuelo:



- A frota brasileira era composta por nove navios de guerra. Já a frota paraguaia possuía 8 navios de guerra.

- Cerca de 2.500 militares brasileiros combateram na Batalha do Rioachuelo.

Fonte:http://www.historiadobrasil.net/brasil_monarquia/batalha_riachuelo.htm
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Dente humano de 560 mil anos é encontrado na França

AFP / Raymond Roig


Descoberta aconteceu em Tautavel, próximo a Perpignan, um dos sítios pré-históricos mais importantes do mundo.
Da AFP

Uma arqueóloga voluntária francesa de 16 anos e um colega de 20 encontraram na semana passada no sudoeste da França o dente de um adulto que viveu há 560.000 anos, uma descoberta importante, segundo os pesquisadores.

"Um dente grande de adulto - de homem ou mulher, não se sabe - foi encontrado durante as escavações em um nível do solo que sabemos que remonta de 580.000 a 550.000 anos, porque utilizamos diversos métodos de datação diferentes", explicou nesta terça-feira à AFP a paleoantropóloga Amélie Viallet, de 39 anos.

"É uma descoberta importante porque temos poucos fósseis humanos deste período na Europa", acrescentou.





"É uma peça do quebra-cabeças que nos faltava para contribuir na resolução da pergunta crucial: o homem de Neandertal, de 120.000 anos, é proveniente de uma única linhagem?", acrescentou a paleoantropóloga.

Tautavel, um povoado próximo a Perpignan, é um dos sítios pré-históricos mais importantes do mundo.

Neste mesmo lugar, onde milhares de voluntários fazem escavações há 50 anos, já haviam sido encontrados mais de 140 restos de esqueleto do "homem de Tautavel", que viveu há 450.000 anos.

Na tarde de quinta-feira, Camille, de 16 anos, e Valentin, de 20, trabalhavam com um pincel quando encontraram o dente, contou Viallet.

Fonte:http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/dente-humano-de-560-mil-anos-e-encontrado-na-franca
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Como era o sexo na Idade Média?



por Marina Motomura

Na era medieval, a vida entre quatro paredes ficou mais recatada por causa da influência da Igreja Católica. No mundo ocidental, tudo que era relacionado ao sexo - exceto a procriação - passou a ser pecado. Até pensar no assunto era proibido! O único que se dava bem era o senhor feudal: além de colocar cinto de castidade em sua esposa, ele tinha o direito de manter relações sexuais com qualquer noiva em seu feudo na primeira noite do casamento dela. A datação tradicional da Idade Média vai de 476, queda do Império Romano do Ocidente, a 1453, queda de Constantinopla. Já no Oriente, em países asiáticos, a liberdade sexual era maior. Os homens orientais podiam, por exemplo, ter quantas mulheres quisessem, desde que conseguissem sustentar todas. "Mas o segundo casamento tem de ter autorização da primeira esposa. Isso foi feito para a mulher não ficar sozinha e desamparada", diz o historiador Claudio Umpierre Carlan, professor da Universidade Federal de Alfenas (MG) e pesquisador da Unicamp.

PROIBIDÃO

Sexo era pecado e deveria ser evitado a todo custo

Paquera

Por volta do século 12, surgiu o chamado amor cortês. Na corte, o cavaleiro levava o lenço da mulher amada. Mas era uma amor platônico e infeliz - como os casamentos eram arranjados por interesses econômicos, o cavaleiro e a dama quase nunca ficavam juntos. Os noivos arranjados muitas vezes só se conheciam por meio de retratos pintados a óleo

Posições

Só uma posição era consentida pela Igreja: a missionária (atual papai-e-mamãe). Ela tem esse nome porque os missionários cristãos queriam difundir seu uso em sociedades onde predominavam outras práticas. Para os cristãos, ela é a única posição apropriada porque, segundo são Paulo, a mulher deve sujeitar-se ao marido. O recato entre quatro paredes era tamanho que, em alguns lares mais tradicionais, o casal transava com um lençol com um furo no meio!

Masturbação

Para desincentivar o prazer sexual solitário, surgiram nessa época os mitos de que os meninos ficavam com espinhas ou calos nas mãos caso se masturbassem. Se uma menina se tocasse, ou estava tendo um encontro com Satã ou havia sido enfeitiçada por bruxas. A paranoia era tão grande que muitos tomavam banho vestidos - até o banho era considerado um ato libidinoso

Casamento

A família da noiva, que podia casar logo após a segunda menstruação, pagava um dote (dinheiro ou bens) ao noivo, que tinha, geralmente, entre 16 e 18 anos. Mas havia proibições, claro: o papa Gregório I proibiu o casório entre primos de terceiro grau, e Gregório III proibiu a união de parentes de até sexto grau!

Ciência

A anatomia não evoluiu muito na era medieval, mas os conhecimentos técnicos para evitar o sexo, sim! Não há consenso entre os historiadores sobre a invenção do cinto de castidade, mas acredita-se que o modelo mais antigo seja o de Bellifortis, de 1405. Feito de metal, ele tinha aberturas farpadas que permitiam urinar, mas não copular. Também foi inventada a infibulação, técnica de costura da vagina para garantir a fidelidade da mulher ao senhor feudal quando ele viajava

Homossexualidade

A relação homossexual era chamada sodomia e era crime com pena de morte, além de ser considerada heresia pela Igreja - os homossexuais poderiam até ser queimados em fogueiras. No Oriente, era aceito - mas na surdina. Por exemplo, em exércitos em guerra, era preferível a relação entre soldados do que recorrer a prostitutas

Prostituição

Como os homens não podiam ter prazer com as esposas, com quem só transavam para procriação, a procura por prostituas era grande. Ao mesmo tempo em que eram malvistas pela sociedade e pela Igreja, as profissionais do sexo tinham que doar metade de seus lucros ao clero - foi o que instituiu o papa Clemente II (1046-1047)

Pecados

Segundo a suma teológica de são Tomás de Aquino, documento escrito de 1265 a 1273, havia dois tipos de pecado pela luxúria:

- Pecado contra a razão

Fornicação e adultério, por exemplo

- Pecado contra a natureza

São os pecados que contrariam a ordem natural do ato sexual. Aí se incluem masturbação, sexo com animais, homossexualidade e a prática antinatural do coito. Leia-se: não podia ser feito sexo em orifícios não naturais (boca e ânus), mesmo que fosse entre marido e mulher!

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-era-o-sexo-na-idade-media
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O que foi o Experimento Filadélfia?



por Bruna Estevanin



1. Em 28 de outubro de 1943, a Marinha dos EUA supostamente teria conseguido deixar o destroier USS Eldridge invisível. E mais: a embarcação teria sido teleportada da Filadélfia para a base naval de Norfolk. O marinheiro Carl Allen estava em Norfolk, a bordo do Liberty USS Andrew Furuseth, e teria visto quando o navio militar surgiu, envolto numa névoa verde

2. Allen alegou ter sido a única testemunha, porque o fenômeno durou poucos instantes e vários tripulantes do Eldridge morreram ao se fundir com o navio no teleporte de retorno. Segundo conspirólogos, os sobreviventes foram enviados a centros psiquiátricos militares, onde sofreram lavagem cerebral para esquecer tudo, e declarados como "perdidos em missão"

3. A façanha seria uma aplicação da Teoria do Campo Unificado, de Albert Einstein. O físico realmente trabalhava para a Marinha. Em uma carta de junho de 1943, dizia ao tenente Stephen Bruneauer: "Tenho uma ideia de um aparato eletromagnético para esse propósito que gostaria de apresentar a vocês". Em outra, afirmava que "o experimento me parece ser o único modo de confirmação"

4. Anos depois, Allen passou a mandar cartas para o astrônomo Morris K. Jessup, autor da ficção científica The Expanding Case for the UFO (1955). Allen enviou anonimamente às autoridades uma cópia desse livro, com anotações sobre a "experiência". Essa versão "comentada" chegou a ser lançada por membros da Marinha e ficou conhecida como "Edição da Varo"

5. Interrogado pela Marinha, Jessup começou a investigar a história. Em 19 de abril de 1959, marcou um encontro com o dr. Manson Valentine para revelar uma importante descoberta. Mas, no dia seguinte, foi encontrado morto em seu carro, num estranhosuicídio com monóxido de carbono. Teria sido uma queima de arquivo?

6. Em 1969, Allen finalmente veio a público. Apareceu no Escritório de Pesquisa de Fenômenos Aéreos, no Arizona, e confessou que a história tinha sido inventada. Dez anos depois, porém, voltou atrás e colaborou com os autores Moore & Berlitz em The Philadelphia Experiment: Project Invisibility, o livro que cristalizou essa teoria da conspiração na cultura pop

7. Em 1984, a história inspirou o filme Projeto Filadélfia, com Nancy Allen (estrela da trilogia RoboCop). A película fez surgir uma nova testemunha. Alfred Bielek, suposto responsável pelo setor eletrônico do USS Eldridge, alegou que havia sofrido lavagem cerebral e só relembrou tudo o que havia acontecido ao assistir ao longa-metragem

8. Segundo Bielek, a experiência teria acontecido em 12 de agosto, e não em outubro. E havia sido muito mais que um teletransporte: ele havia viajado pelo tempo, de 1943 a 1983 (assim como havia sido descrito no filme). Além disso, a fenda temporal criada pelo campo magnético atraiu óvnis para a Terra e um deles tinha sido capturado pela Marinha dos EUA

Curiosidade

Allen realmente existiu: segundo registros da Previdência Social, morreu em 1994, no Colorado



Por outro lado...

Diversos registros não indicam nada de incomum na trajetória do USS Eldridge

- O diário de bordo do Eldridge não relata nenhuma atividade anormal ao longo de 1943 e a Marinha nega ter realizado qualquer projeto

- O Eldridge continuou navegando normalmente até 1951, quando foi entregue à Grécia. Suas viagens estão disponíveis para consulta no site da Marinha dos EUA

- Os registros do USS Andrew Feruseth indicam que ele já não estava em Norfolk na data da suposta experiência

- Einstein era consultor em outro projeto, que nada tinha a ver com invisibilidade ou teleporte. Ele desenvolvia um mecanismo magnético para repelir as minas submarinas alemãs, que só em 1942 afundaram mais de mil embarcações dos Aliados

- Hoje existem várias pesquisas de sucesso envolvendo invisibilidade, mas todas funcionariam apenas para certos comprimentos de onda. Por exemplo, aviões podem ficar "invisíveis" para radares, mas não para a luz

- Tudo o que se conhece sobre invisibilidade atualmente não tem relação com a Teoria do Campo Unificado de Einstein

- A filha de Jessup acredita que o suicídio foi verídico, já que, segundo ela, o pai estava deprimido após passar por um divórcio recente e ter recebido críticas hostis a seu livro



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FONTES US Navy, Naval History and Heritage Command, filme ProjetoFiladélfia(1984), documentário The Philadelphia Project Experience, do History Channel, e sites UFO, Universia, The Philadelphia Experiment from A-Z, E-Telescope e USS Venture

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-foi-o-experimento-filadelfia
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1945: Capitulação do Japão na Segunda Guerra Mundial



Em 2 de setembro de 1945, o Japão assinou a declaração de capitulação da Segunda Guerra Mundial. Pouco antes, a Força Aérea dos Estados Unidos havia arrasado as cidades de Hiroshima e Nagasaki com bombas nucleares.


Delegação japonesa a bordo do USS Missouri


"(...) O inimigo começou a empregar uma nova e especialmente cruel bomba, capaz de matar muitas pessoas inocentes e cujo poder de destruição é incalculável. Se continuássemos a lutar, isto significaria não apenas o colapso e a destruição da nação japonesa, como também levaria ao extermínio completo da civilização humana (...)"

Estas foram as palavras do imperador Hirohito, pronunciadas alguns dias após o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. No dia 2 de setembro de 1945, o império japonês capitulou.

"Nós ganhamos o jogo", afirmou Harry S. Truman, então presidente americano, logo após a assinatura da rendição japonesa, efetuada no navio de guerra USS Missouri.

Até então, o império japonês se impunha com uma estratégia agressiva: em 1937, tomou a China. Num ataque-surpresa, em 7 de dezembro de 1941, destruiu a esquadra americana ancorada na base naval de Pearl Harbor, no Havaí.

Meio ano depois, o Japão ocupou o Sudeste da Ásia e a maior parte do Pacífico Ocidental, um enorme território que chegava até a fronteira da Índia e à Austrália. Tais façanhas foram possíveis graças ao acordo de 1939, que criou o "Eixo" Alemanha-Itália-Japão, e ao pacto de não-agressão com a União Soviética.

Fanatismo, apesar da derrota

A virada militar em favor dos Aliados ocorreu quando os americanos venceram as batalhas navais de Midway e do Mar de Coral, em 1942. O resultado foi a perda da supremacia aérea e marítima do Japão na região. Apesar da evidente derrota, os mais fanáticos continuavam resistindo, à medida que os aliados se aproximavam da ilha.


Foto de Hiroshima, de abril de 1946, mostra a dimensão dos estragos provocados pela bomba atômica lançada sobre a cidade em 6 de agosto de 1945

O lançamento das bombas nucleares sobre Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, e a declaração de guerra da União Soviética contra o Japão levaram o imperador Hirohito a exigir de seu governo o fim incondicional da guerra, apesar da resistência de outros dirigentes políticos e militares.

Até hoje se questiona a real necessidade de empregar bombas atômicas já no final da guerra. Muitos americanos acreditam que seu lançamento obrigou a rendição japonesa e evitou a morte de milhares de soldados de seu país.

Entretanto, o historiador e ex-funcionário do Departamento de Estado Americano Gar Alperovitz discorda: "Acho que o presidente conhecia outras possibilidades de acabar com a guerra até mais rapidamente. Na verdade, é preciso dizer: quando lançou a bomba, o presidente muito provavelmente sacrificou também a vida de americanos". Apesar da rendição, ainda levou um bom tempo até os japoneses se distanciarem de sua política expansionista.


Autoria Michael Marek (ms)

Fonte: DW
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Escravidão, ilustração e abolicionismo



passar séculos em estranho silêncio sobre a permanência da servidão e da escravidão, a intelectualidade ocidental, destacando-se os integrantes do Iluminismo anglo-francês, passaram a denunciar o horror e a desumanidade da instituição servil. O século XVIII, justamente quando o tráfico negreiro foi mais intenso e lucrativo para os mercadores, conheceu ao revés uma crescente indignação moral contra a utilização da mão de obra cativa na vida produtiva das sociedades. A conseqüência direta disso foi o surgimento de sociedades filantrópicas e abolicionistas, tanto em Londres como em Paris, que fizeram intensa agitação em favor da abolição do tráfico e do fim dos grilhões que prendiam seres humanos, criando desde então um cenário favorável para que, especialmente após a Revolução francesa de 1789, a instituição servil se visse condenada para sempre.


Charles de Secondat, barão de Montesquieu ironizou os escravagistasFoto: Reprodução

Origem do tráfico
"Um dia os homens brancos chegaram em barcos com asas, que brilhavam no sol como se fossem facas. Eles travaram duras batalhas com os Nogla e cuspiram fogo sobre eles."
Tradição oral Pende.

Ainda que a escravidão não fosse desconhecida na África, sendo que a compra venda de aprisionados era praticada há muito tempo entre os traficantes árabes e os sobas, régulos e outros chefes tribais africanos, foi com a descoberta da América no final do século XV que o tráfico negreiro atingiu dimensões de um grande negócio, vindo a se tornar um dos maiores do mundo de então, em sua primeira fase da globalização.

Nos decênios seguintes à viagem de Colombo, centenas de feitorias portuguesas, holandesas e inglesas, foram instaladas nas saliências da África Ocidental – na Costa dos Escravos e no Golfo de Benin - para dedicarem-se exclusivamente ao translado da mão de obra africana apresada, transportando-a a ferros para as grandes plantações de açúcar, de tabaco, e para minas situadas no Novo Mundo.

Os atraentes produtos coloniais, somados às incontáveis riquezas encontradas a toda hora no subsolo da América, produziram uma fome insaciável por braços africanos, absorvidos no Novo Mundo como se fora carvão humano para energizar a revolução econômica do mercantilismo europeu.

Grande parte do intercambio mercantil entre a Europa, África e Américas (especialmente entre 1650 e 1850), o tristemente famoso “Comércio Triangular”, foi tomado pelas naus dos negreiros que nada mais eram senão que masmorras flutuantes cruzando o oceano empurradas por grandes velas, em cujos porões agrilhoados iam os africanos aterrorizados pelo estalar das chibatas e pelos gritos dos capatazes.

Os padecimentos do tráfico
No período que vai de 1450 a 1850, calcula-se que de 12 a 15 milhões de negros teriam sido conduzidos ferreteados em navios pelos modos mais desumanos possíveis até serem descarregados nos portos do Brasil, da América do Norte e das Índias Ocidentais (estima-se que 20% deles morreram nas viagens devido às péssimas condições existentes a bordo).

Como testemunhou Alexander Falcolnbridge ( An Account of the Slave Trade on the Coast of África, 1788 ), antes de embarcarem num negreiro e serem marcados com ferro-em-brasa, eles eram submetidos a um detalhado exame feito pelos compradores europeus que, por primeiro, avaliavam a idade do escravo, verificando em seguida o seu estado de saúde.

Alertavam-se em perceber se ele estava afligido por qualquer enfermidade, deformado ou com os olhos ruins e os dentes estragados, mancando, mal dos joelhos, ou com as costas muito encurvadas. Se o pobre se apresentava sem condições para trabalhar, era rejeitado. Nada diferente, pois, do que o ritual que envolvia a compra de gado ou de cavalos. Eram, pois, as regras da zoologia as que imperavam no tráfico.



Mercadejando escravosFoto: Reprodução

A bordo, a situação deles era ainda pior. Espremidos em porões superlotados, insalubres e fétidos, sem as mínimas condições de higiene, eles viajam acorrentados uns aos outros pelas mãos e pelos pés até o seu destino final. A maioria das mortes durante a longa travessia atlântica era provocada pela varíola e a disenteria, outros conseguiam de algum modo praticar o suicídio negando-se a comer fosse o que fosse e alguns simplesmente, acometidos pela nostalgia, se deixavam apagar de tristeza, era o chamado banzo.

Ainda assim, mesmo com um número significativo de perdas, os lucros eram extremamente atraentes: uma peça adquirida na costa da África por mais ou menos US$ 25 era revendida na América, um tanto depois, por US$ 150, e às vezes bem mais. Por conseguinte, um magote de 500 ou 700 cativos levado por um veloz “negreiro” rendia algo como US$ 7,5 mil a US$ 10,5 mil de uma só vez, o que fez com que o tráfico de escravos fosse um dos mais atrativos empreendimentos aos olhos dos homens de negócio europeus.

Não só deles, como de reis, bispos e outros grandes senhores também, que, apesar de seus rogos de fidelidade aos céus de Jesus e às santas igrejas, não refugaram em meter-se naquele “negócio do diabo”, sujo mas muito bem recompensado. (*)

(*) Antes de alcançarem os pontos de embarque, eles eram trazidos pelos caçadores de escravos dos confins da África em longas caravanas a pé sob o olhar vigilante do chicoteador e a mira dos arcabuzes. Segundo um dos tantos testemunhos disso: “Os escravos estão comumente presos pelo mesmo par de correntes, a perna direita de um na perna esquerda do outro. Devido a elas eles só podem caminhar muito devagar. Cada grupo de quatro escravos encontra-se preso pelo pescoço[um aparelho denominado libambo]. Eles são libertados das suas correntes a cada manhã na sombra de uma árvore quando eles são encorajados a cantarem algumas canções para levantarem o ânimo: ainda que alguns deles sustentem sua situação com estupenda coragem, a maioria encontra-se abatida e passa o dia numa espécie de sombria melancolia com os olhos presos ao chão.” (observação do aventureiro escocês Mungo Park – Travels to the interiors of África, 1799)
Tráfico transatlântico (1650-1900) (exportações de escravos por região)REGIÕES DA ÁFRICA Nº DE ESCRAVOS PERCENTUAL
Senegâmbia 479.900 4,7
Guine superior 411.200 4,0
Guiné 183.200 1,8
Costa do Ouro 1.035.600 10,1
Golfo de Benin 2.016.200 19,7
Golfo de Biafra 1.463.700 14,3
Angola 4.179.500 40,8
Moçambique 470.900 4,6
Total 10.240.200 100,0


Fonte: Paul E. Lovejoy – Transformation in Slavery, Cambridge University Press,2000.
Tráfico transatlântico (1450-1900) (importação por região)REGIÃO Nº DE ESCRAVOS PERCENTUAL
Brasil 4.000.000 35,4
Império Espanhol 2.500.000 22,1
Índias Ocidentais britânicas 2.000.000 17,7
Índias Ocidentais francesas 1.600.000 14,1
América do Norte britânica 500.000 4,4
Índias Ocidentais Holandesas 500.000 4,4
Índias Ocidentais Dinamarca 28.000 0,2
Europa (e ilhas) 200.000 1,8
Total 11.328.000 100,0


Fonte: Hugh Thomas – The Slave Trade. Nova York: Simon & Schuster,1997.

Iluminismo e Escravidão
O ponto de partida intelectual deflagrador do Movimento Abolicionista na época das Luzes deu-se por meio de um capítulo de Charles Louis de Secondat, barão de Montesquieu (1689-1755), intitulado da Escravidão dos Negros ( L´Esprit de Lois, Livre XV, cap.6, 1748 ), no qual o renomado pensador ironiza, “com o pincel de Molière”, como disse dele Voltaire, o fato do cristianismo dizer-se uma religião igualitária ao tempo em a sociedade de um modo geral convivia com o vergonhoso fato de que católicos e protestantes tivessem escravos ou auferissem lucros comandando o tráfico transatlântico.

Havia uma enorme contradição, por igual, em muitos europeus estarem deslumbrados por viverem no século do Iluminismo, marcado por notáveis avanços tecnológicos (a máquina-a-vapor, o para-raio, o tear mecânico, etc) ao tempo em que, a maioria deles, aceitava pacifica e acriticamente a exploração brutal dos negros nas colônias do ultramar.


Os Iluministas ao vislumbrarem a possibilidade da instalação do Reino da Felicidade aqui na terra e não mais no Céu, como a teologia cristã exaltava, entenderam a escravidão como uma excrescência inadmissível nos tempos do progresso e do avanço cientifico, além de ser uma instituição totalmente desumana.

Não poderia haver aperfeiçoamento ético dos homens e das mulheres, - uma das bandeiras da Ilustração – com eles presos por correntes e flagelados pelo açoite. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), no seu Discours sur l´origine et les fondements de l´inegalité parmi lês hommes (Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de 1754), considerou a sua simples existência como prova evidente da decadência da sociedade civilizada.

Louis de Jaucourt (1704-1779), homem sábio, de múltiplos conhecimentos, encarregado do verbete “Tráfico de Negros” daEncyclopedie , edição de 1776, condenou-a com veemência, denunciando-a como uma aberta violação “da religião, das leis naturais, e de todos os direitos da natureza humana”.

Voltaire (1696-1778), por sua vez, no verbete “Escravidão” do Dictionnaire Philosophique , de 1764, afirmou ironicamente que bastava perguntar-se mesmo ao mais miserável dos reduzidos ao cativeiro, ao mais carcomido deles, se preferiam a liberdade ou não, para ter-se uma posição definitiva sobre o problema. A Razão, portanto, repudiou a continuidade da Escravidão, sendo que coube a ele aclarar para o mundo, como se fora um potente farolete, as condições bárbaras que imperavam nos porões dos negreiros e nas senzalas das lavouras americanas.

Nas vésperas da Revolução, Jacques Brissot, futuro deputado girondino, funda a “Société des amis des Noirs”, a Sociedade dos Amigos dos Negros, em 1788 (que contava entre os seus quadros personalidades como Mirabeau, Condorcet, La Fayette, Étienne-Charles de Loménie de Brienne, o abade Henri Grégoire, o duque Dominique de La Rochefoucauld, Louis Monneron, Léger-Félicité Sonthonax e Jérôme Pétion de Villeneuve). A abolição da escravidão, todavia, apesar do emprenho parlamentar do abade Gregoire e do empenho do filósofo Condorcet, somente foi aprovada em 4 de fevereiro de 1794, na época da Convenção, e não quando se deu a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em agosto de 1789. (*)

(*) O principal porto atlântico francês com “vocação negreira” foi o de Nantes, no país do Loire: de 1703 a 1831, armou 756 “negreiros”, e entre 1703 a 1793 foram 1.336 que transportaram 450 mil escravos embarcados da costa da África (7.5% de um total de 6 milhões traficados no século XVIII). Napoleão, quando cônsul-geral, atendendo ao pedido dos colonos franceses das Antilhas, especialmente os da Martinica e de São Domingo (Haiti), centros produtores de açúcar, resolveu reinstituí-la pela lei de 20 de maio de 1802, o que provocou uma grande rebelião de ex-escravos, liderada por Toussaint-Loverture.


Bibliografia


Condorcet - Réflexions sur l’esclavage des nègres. Neufchatel : Société Typographique, 1781.
Davis, David Brion, - Slavery and Human Progress. Nova York: Oxford University Press,1986.
“ - The Problem of Slavery in Western Culture. Nova York: Oxford University Press, 1966.
Dorigny, Marcel – Gainot, Bernard - Société des Amis des Noirs (1788-1799) Paris: Edition UNESCO-EDICEF, 1998.
Himmelfarb, Gertude – La idea de la compasión : la ilustración británica vs. la francesa. Liberalismo.org
Montesquieu – O Espírito das Leis. São Paulo: Martins Fontes, 2005
Rousseau, Jean-Jacques – Discurso sobre a origem e os fundamentos da Desigualdade. São Paulo. Martins Fontes: 2005.
Smith, Adam – La riqueza de las naciones. México-Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 1958.
Smith. Adam – Teoria dos sentimentos morais. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Voltaire – Dictionnaire Philosophique. Paris: Folio France, 1994.
Wood, Marcus - The Poetry of Slavery: An Anglo-American Anthology, 1764-1865. Oxford University Press, 2004.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/historia/escravidao-ilustracao-e-abolicionismo,842d714ec9246410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
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Ditadura no Chile: Augusto Pinochet no poder





Por Juliana Miranda

O Chile foi comandado pelo ditador Augusto José Ramón Pinochet Ugarte. Pinochet foi um general do exército e se tornou presidente depois do golpe militar de 11 de setembro de 1973. Isso aconteceu depois da deposição e do suicídio do então presidente Salvador Allende. Pinochet governou o Chile entre 1973 e 1990. Esse pode ser considerado o período mais autoritário e próspero a história chilena. Mas como foi a vida do ditador chileno?

Pinochet era filho de um militar francês. Aos 18 anos de idade entrou para a Academia Militar de Santiago do Chile, onde terminou seus estudos em 1937. Em 1940 se casou com Lucía Hiriat Rodríguez, com quem teve 5 filhos.

Desde então, Augsto Pinochet seguiu carreira militar, sendo que em 1968 foi promovido a comandante-general e em 1971 a general de divisão e nomeado comandante-general do Exército de Santiago.

Depois do golpe militar e em seus 17 anos de comando, o ditador reprimiu a união dos partidos de esquerda e todos que eram oposição ao seu governo. Estima-se, que, em apenas 4 meses depois do golpe militar, 20 mil pessoas já tinham sido assassinadas e 30 mil presos políticos torturados a mando do general. Seu governo foi condenado pela comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas, justamente pela forma cruel com que tratava seus opositores. Entre 1978 e 1980, Pinochet organizou plebiscitos a fim de dar aparência de legalidade à ditadura. Porém, a partir de 1982 o Chile começou a entrar em declínio econômico.

Em 1986, Augusto Pinochet sofreu um atentado promovido pela Frente Patriótica Manuel Rodrigues. Cinco guarda-costas morreram e o próprio ditador quase foi eliminado com seu neto. Desde então, a oposição ao estilo de regime do ditador foi crescendo. Em 1989, ele foi pressionado pela comunidade internacional a realizar um plebiscito e isso abriu espaço para protestos populares contra seu regime. Depois das primeiras eleições nesse período, o Gerenal Augusto Pinochet entregou o poder em 1970 ao democrata-cristão Patricio Aylwin.

Pinochet conseguiu se manter como o responsável pelas Forças Armadas chilenas até 1998, quando então passou a ocupar o cargo de senador vitalício do país (cargo criado por ele).

Fora do poder, o ex-presidente-ditador respondeu a diversos processos na justiça por seus crimes durante a ditadura. Porém, os juízes tinham de obter o levantamento do tamanho da imunidade que gozava o ditador, que acumulava cargos de ex-presidente e senador vitalício e por isso necessitava fórum especial. Além das torturas, pesava contra Pinochet o desvio de verba pública e contas em paraísos fiscais. Mais de US$ 20 milhões teriam sidos roubados pelo comandante. Somente em barras de ouro, estima-se que o ditador possuía 190 milhões de dólares em um banco de Hong Kong.

Augusto Pinochet faleceu em 3 de dezembro de 2006, vítima de um ataque cardíaco, aos 91 anos de idade. Provavelmente sua família ainda disfruta das barras de ouro e do dinheiro desviado pelo ditador e torturador chileno.


Fonte: http://www.grupoescolar.com/pesquisa/ditadura-no-chile-augusto-pinochet-no-poder.html

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