7.2.12

A República chinesa de 1911: o fim da Dinastia Manchu dos Qing

Sun Yat-sen, primeiro presidente da China. Foto: Getty Images

Sun Yat-sen, primeiro presidente da China
Foto: Getty Images

Desgastada e desmoralizada por sucessivas concessões e derrotas sofridas durante o século XIX e começos do XX, frente às potências colonialistas europeias e o Japão, a Dinastia Manchu dos Qing, que então governava a China Imperial, praticamente não ofereceu resistência quando foi golpeada por um levante civil e militar iniciado em outubro de 1911, em Wuchang, no interior do país.
O acontecimento mais significativo do golpe - o prego derradeiro martelado no caixão da Dinastia Qing (1644-1912), que ocupava a Cidade Proibida de Pequim - foi o triste e vergonhoso resultado da Revolta dos Boxers, acontecimento dramático que ocorrera na capital no ano de 1900.
A Revolta dos Boxers foi uma rebelião anticolonialista promovida por lutadores de artes marciais do Movimento Yihetuan, uma seita ultranacionalista denominada de 'boxers' pelas autoridades ocidentais, que se insurgiram à revelia do governo. Começaram por atacar as missões religiosas cristãs e matando chineses convertidos. Indignados com os privilégios que os estrangeiros gozavam em solo chinês, entre eles o direito de extraterritorialidade (que colocava um inglês, um francês, um russo ou um alemão fora do alcance da lei local), tomaram Pequim submetendo ao sítio por quase dois meses o Bairro das Embaixadas de Pequim (Dongjiaominxiang), um verdadeiro enclave colonialista no coração da China.
'Ajam como os hunos'
A resposta das oito potências europeias e dos Estados Unidos ao golpe foi devastadora. O imperador alemão Guilherme II recomendou às tropas que partiam para o Oriente que agissem 'como os hunos', que arrasassem tudo o que vissem pela frente. Aos alemães, além da esquadra inglesa, juntaram-se ainda os exércitos de inúmeras outras nações (britânicos, australianos, franceses, japoneses, russos, austríacos, norte-americanos e italianos) que, formando a coligação dos Oito Países, num total de 49 mil soldados, fizeram uma marcha implacável sobre a capital da China ocupando-a em 14 de agosto.
A coligação, devido a sua superioridade tecnológica, rapidamente deu fim aos boxers. Para que a vexação dos chineses fosse ainda maior, depois de saquearem a metrópole, os invasores transformaram a Cidade Proibida, morada histórica dos imperadores, num grande quartel. Além de arrancarem mais concessões (econômicas, comerciais e territoriais) da Imperatriz Cixi, a coligação dos Oito Países exigiu uma pesada indenização pelos gastos que tiveram ao invadir o país e obrigaram as autoridades chinesas a elas mesmas executarem os líderes da rebelião nativista. Quem deveria ficar com as mãos manchadas de sangue dos patriotas eram os carrascos da monarquia manchú e não os europeus vitoriosos.
Punição aos derrotados
No dia 7 de setembro de 1901, a monarquia Qing assinou um protocolo - denominado como Protocolo dos Boxers - com os representantes das potências colonialistas (incluindo além das já citadas, a Bélgica, Espanha e a Holanda), pelo qual a China assumia:
1) indenizá-las com 450 milhões de liang de prata ao longo dos 39 anos seguintes, sobre o qual acrescentava uma taxa de 4% o que no final iria perfazer um total de 980 milhões (equivalente a U$ 333 milhões, valor este que se transformariam no final em U$ 700 milhões, na cotação da época)
2) o Bairro das Legações Estrangeiras ficaria vedado aos chineses e os estrangeiros poderiam trazer suas tropas para nele acamparem caso fosse novamente necessário. Comprometeu-se ainda em desmantelar a fortaleza de Dagu e aceitar que soldados colonialistas ocupassem pontos estratégicos da estrada-de-ferro que ligava Pequim ao porto de Shanhaiguan.
Com o Protocolo dos Boxers, a monarquia Qing apenas confirmava uma histórica política de sujeição aos interesses estrangeiros que vinha dos tempos da primeira Guerra do Ópio (1839) e que se ampliara no transcorrer do século XIX com uma série de favores e vantagens dadas aos estrangeiros que fizeram do país 'a colônia de todas as colônias', segundo o líder patriota Sun Yat-sen, ou ainda 'um melão enfatiado'.
Sem esquecer-se de mencionar a exigência dos anglo-franceses em fazer com que, após a Segunda Guerra do Ópio (1860), o governo chinês fosse obrigado a liberar o consumo da droga. O historiador Jonathan D. Spence calculou que ao redor de 1900 havia 40 milhões de usuários de ópio, sendo que 15 milhões deles já eram dados como casos perdidos, totalmente dominados pelo vício.
Certamente que na entrada do novo século a China tinha o maior mercado de entorpecentes do mundo. Parte considerável do povo buscava no ópio um sonolento consolo para suportar as sucessivas desgraças nacionais. O que não deixa de ser impressionante é como a monarquia manchu conseguiu manter-se no poder por tanto tempo ainda. Talvez fosse simplesmente o peso da inércia de um regime milenar que teimava em sobreviver apesar de tudo em meio a uma sociedade profundamente conservadora. Afinal, desde 221 a.C. os chineses eram governados por um só trono, isto é, há mais de dois mil anos.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/historia/noticias/0,,OI5547097-EI16742,00-A+Republica+chinesa+de+o+fim+da+Dinastia+Manchu+dos+Qing.html

Guerra da Ossétia do Sul

Por Antonio Gasparetto Junior
A Guerra da Ossétia do Sul foi um conflito envolvendo Ossétia do Sul e Geórgia, em 2008.
A Ossétia do Sul integrou durante a Guerra Fria a União das Repúblicas Socialistas e Soviéticas. Como integrante dos países do Leste Europeu, foi adepta do socialismo durante o período bipolarizado do mundo. Com a decadência da União Soviética e do Socialismo na década de 1980, ambos guinaram para o final. Em 1989, após a queda do Muro de Berlim, a Ossétia do Sul declarou sua independência em relação à União Soviética.

Mais grave que a declaração de independência à União Soviética, foi a declaração semelhante em relação à Geórgia. A Ossétia do Sul era uma região reconhecida por vários países como integrante do território da Geórgia. Mas, aproveitando o rompimento com a União Soviética, a Ossétia do Sul também declarou independência à República Socialista Soviética Georgiana. A postura da Ossétia do Sul gerou um conflito imediato com a Geórgia que se estendeu por três meses. Em 1990, Ossétia do Sul e Geórgia geram novo conflito, só que desta vez mais extenso. O novo embate se prolongou até 1992, só chegou ao fim porque Ossétia do Sul, Geórgia e Rússia acertaram a criação de uma força de paz.

Assim, desde a queda da União Soviética, Ossétia do Sul representou uma região tensão no Leste Europeu por causa do interesse da Geórgia em continuar com a soberania do local. Em abril de 2008, o tenso clima da região se acentuou. A Geórgia argumentou que a Ossétia do Sul havia derrubado um avião tripulado em seu território. Várias acusações e provocações se seguiram de ambos os lados, a Rússia interveio e negou os acontecimentos, mas a instabilidade era latente.



A Guerra da Ossétia do Sul começou em agosto de 2008 como fruto do crescente clima de tensão na região. A Geórgia se empenhou em reconquistar a soberania na região, sobretudo porque esta cresceu em importância estratégica na rota do transporte energético. Com a guerra em vigência, a Rússia passou a apoiar a Ossétia do Sul e os Estados Unidos apoiaram a Geórgia, embora os estadunidenses negassem qualquer ligação com o conflito.

A capital da Ossétia do Sul foi palco de vários tiroteios e bombardeios no mês de agosto de 2008. A Geórgia investiu numa ofensiva que representou uma declaração de guerra. A comunidade internacional se pronunciou contra o conflito. A Organização das Nações Unidas tentou encerrar a guerra, mas não obteve êxito. A tensão era tamanha que a Rússia recusou um pedido de cessar-fogo dos georgianos no dia 11 de agosto, pois alegaram que mesmo com um pedido de trégua a Geórgia continuava usando força militar.

Só no final do mês de agosto, no dia 26, que a Rússia decidiu reconhecer Ossétia do Sul e também Abecásia como regiões independentes. Em resposta, a Geórgia rompeu as relações diplomáticas com Moscou e, passado o conflito, a tensão ganhou mais espaço para crescer entre os países da região.

Fontes:
http://meridiano47.info/2008/08/31/guerra-na-ossetia-do-sul-a-georgia-como-foco-de-conflito-entre-a-russia-e-o-ocidente-por-rodrigo-wiese-randig/
http://resistir.info/russia/ossetia_08ago08.html
http://www.marxist.com/guerra-ossetia-do-sul.htm
http://igniteapparel.wordpress.com/2008/08/08/war-breaks-out-in-russia-us-urges-cease-fire/

África pré-colonial

África Pré-colonial: um mosaico de culturas desenvolvidas na região subsaariana.

A grande maioria das populações africanas empregadas como mão-de-obra escrava no empreendimento colonial americano foi trazida de regiões da África Subsaariana. Compreendendo uma extensão que vai do Senegal até a Angola, diversas populações subsaarianas, pertencentes ao tronco lingüístico banto, se fixaram ao longo das regiões de savana formando diferentes culturas. As aldeias ali formadas surgiam em terrenos onde a caça e a agricultura se mostravam mais viáveis.

Esse tempo em que as aldeias se formaram foi marcado por diferentes deslocamentos populacionais motivados por conflitos tribais, desastres naturais ou crescimento demográfico. Ao longo de sua história, diversas tribos passaram a entrar em contato e, posteriormente, formaram pequenos Estados. Essa primeira experiência política mais complexa possibilitou o desenvolvimento de um articulado comércio de gêneros agropecuários.

As condições hostis dessa região acabaram sendo propulsoras de uma série de práticas que marcaram os costumes destes povos africanos. As doenças e intempéries climáticas faziam com que a capacidade de manter uma prole extensa fosse extremamente valorizada. A virilidade sexual era compreendida como um dado que distinguia socialmente os indivíduos. A título de exemplo, observa-se a grande recorrência de esculturas representando a figura de mulheres grávidas.

De forma geral, a economia se organizava em torno da posse coletiva das terras. Um chefe tribal ordenava a distribuição de lotes de terra mediante o pagamento de uma determinada tributação. A divisão de tarefas no trabalho agrícola contava com a participação de homens e mulheres. As famílias agregavam uma ampla extensão de indivíduos que englobava filhos, esposas, parentes mais pobres, agregados e escravos. A prática da escravidão nessas culturas contava com uma complexa organização.

Os escravos mais prestigiados eram utilizados para os combates militares entre as tribos rivais. Outra parcela de escravos trabalhava junto aos camponeses e acabavam sendo incorporados ao ambiente familiar. Alguns escravos chegavam a desfrutar de alguns privilégios e poderiam até mesmo ter algum tipo de posse. A inserção social de escravo só não acontecia na livre escolha de uma esposa ou na participação das questões políticas.

As práticas religiosas destas tribos africanas contavam com uma grande variabilidade de crenças. Um exemplo dessa questão pode ser claramente observado nas concepções que regiam a relação dos indivíduos com a natureza. Em algumas culturas, as manifestações naturais eram temidas e vistas como uma conseqüência direta do comportamento dos deuses. Dessa forma, diversos rituais eram desenvolvidos com o propósito de apascentar tais forças. Em outras culturas, animais eram compreendidos como representantes de determinadas virtudes e características.

A partir do processo de expansão marítima empreendido pelas nações européias e o desenvolvimento do tráfico negreiro, diversas dessas culturas foram profundamente transformadas. No ambiente colonial, várias das tradições foram reinterpretadas à luz das demais culturas que conviviam no continente americano. Contudo, as poucas características aqui levantadas sobre as culturas africanas, demonstram a existência de todo um modo de vida rico e diverso, estabelecido antes do contato com o “europeu civilizado”.

Por Rainer Sousa
Fonte:

Doutor Hipócrates | O Pai da Medicina

Grécia 460 a.C. - 357 a.C.

O juramento pronunciado pelos médicos de todo o mundo, ao iniciarem a profissão, resume uma fórmula antiqüíssima, atribuída a Hipócrates:
“Prometo que, ao exercer a medicina, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência; penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos e minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra; nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens. Se o infringir, ou dele me afastar, suceda-me o contrário”.

Hipócrates viveu no século V a.C. e determinou normas de comportamento para os médicos que são válidos em todas as épocas, sejam quais forem os progressos da ciência.

A ele são atribuídos os seguintes escritos: O juramento, Tratado sobre o Mal Sagrado, Os Ares, as Águas e os Lugares, O Prognóstico, o primeiro e terceiro livro do Tratado sobre Epidemias, A Medicina Antiga e os Aforismos.

A coleção Hipocrática está entre as primeiras obras que abordam a medicina como ciência natural e experimental.

Ele separou a medicina da filosofia, tirando-a do caminho da especulação abstrata para colocá-la na trilha do estudo racional. Em outras palavras, recorreu à razão para avaliar os dados extraídos da experiência.

Hipócrates estabeleceu os passos principais a serem seguidos pelo médico: primeiro, descobrir os sintomas ou sinais da doença; depois, o diagnóstico, ou seja, a identificação da moléstia; em seguida, a terapia, isto é, os meios de cura.



Fonte:
http://faustomoraesjr.sites.uol.com.br/hipocrates.htm

Erastótenes




Erastótenes (276-194 a.C.) era filósofo e astrônomo. Também conhecedor da Matemática, usou a trigonometria para calcular a circunferência da Terra.

Ele observou que nos dias 20 e 21 de junho o ângulo que os raios de Sol faziam com a superfície da Terra na cidade de Siena (hoje Aswãn) era de 90 graus.

Nos mesmos dias, esse ângulo era de 7 graus para a cidade de Alexandria.

Por meio de relatos de viajantes, Erastótenes sabia que a distância entre as duas cidades era de cerca de 5000 estádios, ou 206 250 metros.

Mais uma vez usando trigonometria, ele foi capaz de calcular a circunferência da Terra.

Chegou ao resultado de 28000 milhas, ou 45 000 km. Uma precisão razoável, já que o valor real é de 40076 Km.



Fonte: http://mathematikos.psico.ufrgs.br/disciplinas/ufrgs/mat010392k2/ens22k2/xyz

Movimento Militar Brasileiro de 1964


Movimento Militar de 1964
O Movimento militar de 1964, foi o movimento deflagrado na noite de 31 de março de 1964, em Minas Gerais, sob o comando do general Olímpio Mourão Filho, contra o governo instituído do presidente João Goulart, que foi derrubado no dia seguinte.

O movimento estendeu-se até 1985.

Embora a abertura política tenha sido instaurada a partir de 1979, só em 1985 tomou posse um presidente civil, José Sarney, ainda eleito pelo Congresso Nacional de forma indireta.

Apoiado por empresários, proprietários rurais e setores da classe média, o movimento reagiu principalmente às “reformas de base” propostas pelo governo com o apoio de partidos de esquerda, acusando o presidente de pretender estabelecer uma “república sindicalista”.

O período caracteriza-se pelo autoritarismo, supressão de direitos constitucionais, perseguição policial e militar, e utilização da tortura para obter a confissão dos presos e seqüestrados que se opunham ao regime.

A liberdade de expressão nos meios de comunicação foi suprimida mediante a adoção da censura prévia.

Foi de extrema importância para os governos militares o papel desempenhado pelo Serviço Nacional de Informação (SNI), criado pelo general Golbery do Couto e Silva.

Chegando ao poder, os militares realizaram profunda alteração constitucional, promulgaram o Ato Institucional nº 1 — que cassou mandatos, suspendeu a imunidade parlamentar e direitos políticos — e promoveram a eleição, pelo Congresso Nacional, de um novo presidente, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que governou até 1967.

Os partidos políticos foram abolidos e instalado o bipartidarismo.

No campo econômico foi definido um modelo baseado no binômio desenvolvimento/segurança.

O planejamento centralizado contribuiu para a estatização da economia, desempenhando o Estado atividades de gerenciamento da produção.

Como ocorreu em outros países, a crise mundial da década de 1970 agravou o problema econômico brasileiro, acentuando a concentração de renda e os problemas das populações mais pobres.


Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/movmi.html

Planos Econômicos do Brasil Pós-ditadura

A última eleição indireta de um candidato civil, em 1985, marca o fim do Regime Militar, mas a transição para a democracia só se consolida em 1988, no governo Sarney, quando é promulgada a nova Constituição por uma Assembléia Constituinte. A volta aos padrões democráticos não é suficiente para superar os graves problemas sociais e econômicos advindos da inflação e do endividamento externo. Para enfrentar seus desafios, os governos dos Presidentes José Sarney e Fernando Collor irão praticar sete planos consecutivos de combate à inflação: Cruzado (início de 1986), Cruzadinho (meados de 1986), Cruzado II (final de 1986), Bresser (junho de 1987), Verão (janeiro de 1989), Collor (março de 1990) e Collor 2 (janeiro de 1991). O fracasso ou má condução desses planos levou o país a uma hiperinflação, com a moeda desvalorizada em três decimais duas vezes no período de três anos. Somente em 1994, com a elaboração do Plano Real, durante o governo Itamar Franco, e sua manutenção e desenvolvimento no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, o país veio a conhecer uma relativa estabilidade monetária, ora e outra ameaçada pelas sucessivas crises dos mercados internacionais.

O Cruzado
Como medida de combate à inflação, o governo Sarney adota em 1986 novo padrão monetário, o cruzado, equivalente a mil vezes a moeda anterior, o cruzeiro, e representado por Cz$. A exemplo dos procedimentos anteriores, as cédulas do antigo padrão recebem um carimbo com indicação do valor correspondente em cruzados. A efígie do Presidente Juscelino Kubitschek, que figurava nas cédulas de 100.000 cruzeiros, volta a aparecer na nova nota de 100 cruzados. Posteriormente, novas cédulas são postas em circulação, contendo a legenda DEUS SEJA LOUVADO. Figuras da vida cultural brasileira são agora introduzidas em vez dos tradicionais vultos da história política: em 1987 e 1988, além da nota de 500 cruzados com a efígie do compositor Villa-Lobos, circulam as de 1.000 com o retrato do escritor Machado de Assis, de 5.000 com o do pintor Cândido Portinari e de 10.000 com o do cientista Carlos Chagas.

100 cruzados, Centenário da Lei Áurea, aço inoxidável, 1988

No lugar das antigas moedas de cruzeiro, foram cunhadas, entre 1986 e 1988, as moedas de aço inoxidável de 50, 20, 10, 5 e 1 centavos; as de 5 e 1 cruzados, que substituíram as cédulas de 5.000 e 1.000 cruzeiros; e, de 1987 a 1988, as de 10 cruzados também em aço. As moedas de 100 cruzados surgiram em 1988 para comemorar o centenário da assinatura da Lei Áurea e traziam a efígie de criança, homem ou mulher negros, junto com a saudação africana Axé. O conjunto de estrelas ao lado do valor simbolizava o número cem, para facilitar a leitura pelos deficientes visuais.


O Cruzado Novo

200 cruzados novos, Centenário República, prata, 1989

No ano de 1989, verifica-se nova desvalorização de três decimais no padrão monetário, que passou a denominar-se cruzado novo, representado por NCz$, procedendo-se à carimbagem das cédulas de 10.000, 5.000 e 1.000 cruzados, que passaram a valer 10, 5 e 1 cruzados novos. Entram em circulação as cédulas de 100 e 50 cruzados novos, homenageando os poetas Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade e, para comemorar a passagem do centenário da Proclamação da República, a de 200 cruzados novos. No ano seguinte, faz-se a última emissão em papel-moeda desse padrão, a cédula de 500 cruzados novos, que homenageia o naturalista Augusto Ruschi.

100 cruzados novos, Banco Central do Brasil, estampa A, 1989

Quanto às moedas, ainda em comemoração ao centenário da Proclamação da República, foram cunhadas em 1989 as de prata, no valor de 200 cruzados novos, e as de aço inoxidável, no valor de 1 cruzado novo, com a efígie da República. Entre 1989 e 1990, foram cunhadas moedas de aço inoxidável de 50, 10, 5 e 1 centavos de cruzado novo, tendo no reverso estrelas que simbolizavam os algarismos do valor em braile. Traziam, respectivamente, a figura da rendeira, garimpeiro, jangadeiro e boiadeiro.


O Cruzeiro

1000 cruzeiros, Banco Central do Brasil, estampa A, 1990

Em 1990, nova reforma monetária modificou a unidade do sistema, que volta a denominar-se cruzeiro, sem que houvesse entretanto alteração dos valores. As cédulas de 500, 200, 100 e 50 cruzados novos receberam carimbos apenas para corrigir a designação da moeda. Houve, em seguida, a emissão das cédulas definitivas naqueles valores, salvo das notas de 50 cruzeiros, que foram substituídas por moedas. A inflação desenfreada exigiu a emissão de cédulas de valores mais elevados: a primeira, de 1.000 cruzeiros, homenageava o sertanista Cândido Rondon; em seguida, circularam duas cédulas de 5.000 cruzeiros, a primeira, provisória, com a efígie da República, e a segunda, definitiva, dedicada ao maestro e compositor Carlos Gomes. Em 1991, circulam as notas de 10.000 cruzeiros, com a figura do médico Vital Brazil, e a de 50.000 cruzeiros, com a do folclorista Luís da Câmara Cascudo, esta última introduzindo, em caráter experimental, três barras verticais e paralelas acima dos algarismos indicativos do valor, para auxiliar sua identificação por pessoas com deficiência visual. Em 1992, aparece a nota de 100.000 cruzeiros, trazendo no anverso o desenho de um beija-flor e, no reverso, as cataratas do Iguaçu. Em 1993, no auge da inflação, surge a cédula de maior valor de face já impressa no Brasil: a de 500.000 cruzeiros, dedicada ao escritor Mário de Andrade, retomando assim as homenagens a expoentes da cultura brasileira.


500 cruzeiros, V Centenário do Descobrimento da América, prata, 1992

Quanto à moedagem, foram cunhadas em 1990, nos valores de 50, 10, 5 e 1 cruzeiros, peças de aço inoxidável, tendo no reverso a representação de tipos humanos brasileiros, como a baiana, o seringueiro e o salineiro. A partir de 1991, deixa de ser fabricada a moeda de 1 cruzeiro e, no ano seguinte, são lançadas as de 1.000, 500 e 100 cruzeiros, sempre de aço inoxidável, retratando a fauna brasileira.

Em 1992 surge a moeda de 5.000 cruzeiros, em aço inoxidável, dedicada aos 200 anos da morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Neste ano também são lançadas as moedas comemorativas do V Centenário do Descobrimento da América e da II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.


O Cruzeiro Real

5, 10, 50 e 100 cruzeiros reais, aço inoxidável, 1993

Em 1993, já no governo Itamar Franco, a moeda é novamente desvalorizada em três decimais: o cruzeiro passa a chamar-se cruzeiro real, representado por CR$, com as duas letras grafadas em maiúsculas para diferenciá-lo do Cr$ da unidade anterior. As cédulas de 500.000, 100.000 e 50.000 cruzeiros recebem um carimbo, passando a representar 500, 100 e 50 cruzeiros reais. Nesse mesmo ano surgiram as cédulas definitivas do novo padrão, nos valores de 5.000 e 1.000 cruzeiros reais (originalmente desenhadas para representar 5 milhões e 1 milhão de cruzeiros, que não chegaram a entrar em circulação), a primeira trazendo a figura do gaúcho (acompanhando a série dos tipos regionais) e a segunda, a efígie do educador Anísio Teixeira. Os crescentes índices de inflação, que atingiram mais de 40% em abril de 1994, levaram ao lançamento da cédula de 50.000 cruzeiros reais, mostrando outro tipo regional, a baiana.

5000 cruzeiros reais, Banco Central do Brasil, estampa A, 1994, reverso

As poucas moedas do padrão cruzeiro real, sempre cunhadas em aço inoxidável, acompanhavam a temática da fauna brasileira: as de 10 cruzeiros reais traziam a figura do tamanduá e a de 5 a da arara. Completando a série, surgiram em fins de 1993 as de 100 e 50 cruzeiros reais com os desenhos do lobo-guará e da onça-pintada, em substituição aos mesmos valores expressos em papel-moeda.


O Real

25 centavos, aço inoxidável, 1994

Tendo a inflação alcançado o alarmante índice de 3.700% nos primeiros onze meses de duração do cruzeiro real, o governo Itamar Franco passou a adotar, a partir de março de 1994, um indexador único da economia, designado Unidade Real de Valor (URV), para estabelecer uma proporção entre salários e preços, que se transformaria em nova moeda quando todos os preços, em tese, estivessem estáveis em termos de URV.

Essa estabilidade pressuposta ocorreu a 1° de julho de 1994, quando a URV, equivalendo a 2.700 cruzeiros reais, passou a valer 1 real, representado pelo símbolo R$. As cédulas do novo padrão, impressas tanto no país quanto no estrangeiro, com matrizes fornecidas pela Casa da Moeda do Brasil, acompanhavam a temática da fauna brasileira, tendo as notas de 100, 50, 10, 5 e 1 reais respectivamente as figuras da garoupa, onça-pintada, arara, garça e beija-flor. Todos os valores tinham estampada a efígie da República no anverso.

Grande ênfase foi dada às moedas: surgiram na mesma data, nos valores de 1 real e de 50, 10, 5 e 1 centavos, cunhadas em aço inoxidável, tendo numa das faces a efígie da República. Meses depois, dada à escassez de troco, tornou-se necessária a cunhagem de moedas de 25 centavos, também de aço inoxidável, com os mesmos elementos das demais, porém com o desenho alterado para permitir melhor identificação.


1 real, Banco Central do Brasil, estampa A, 1994, reverso

Em 1994, procedeu-se à cunhagem de várias moedas comemorativas: a de prata, de 2 reais, para festejar os 300 anos de instalação da primeira Casa da Moeda do Brasil; e as de ouro, de 20 reais, e de prata, de 4 reais, para homenagear o quarto campeonato de futebol, conquistado pela seleção brasileira na Copa dos Estados Unidos. Em 1995, o Banco Central do Brasil, responsável pela emissão de moeda no país, também celebrou a passagem dos 30 anos do início de suas atividades com o lançamento da moeda de prata de 3 reais; e o piloto Ayrton Senna foi homenageado com a cunhagem de moedas de ouro e de prata, respectivamente nos valores de 20 e de 2 reais; celebrando o cinqüentenário da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO, foram cunhadas moedas de aço inoxidável nos valores de 25 e 10 centavos, trazendo no anverso imagens alusivas à agricultura e reverso idêntico às em circulação.

Em 1998, procurando valorizar o conceito do dinheiro metálico entre a população brasileira, o governo lançou nova família de moedas mais pesadas e facilmente diferenciáveis, para atender à demanda da sociedade, principalmente de idosos e deficientes visuais.

A partir de abril do ano 2000, o Branco Central colocou em circulação uma cédula de 10 reais, comemorativa dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, feita de polímero, material plástico ultra-resistentes, que permite a aposição de elementos de segurança de última geração, até agora inéditos no meio circulante brasileiro. A nota contém na face a efígie de Pedro Álvares Cabral, cujo nome aparece abreviado (Pedro A. Cabral), o mapa "Terra Brasilis", a legenda indicativa do valor sobre a qual foram aplicadas microimpressões; no verso, uma estilização do mapa do Brasil com quadros impressos por calcografia e off-set, nos quais aparecem fisionomias típicas do povo brasileiro (índio, branco, negro e mestiço). Um fio de segurança percorre anota de alto a baixo, com propriedade magnética para leitura por equipamento eletrônico de seleção e contagem. Há ainda impressões em alto relevo, fundos especiais, filtro verificador, imagem latente e elemento visível sob luz ultravioleta, que dificultam sobremaneira a contrafação da cédula.


Fonte:
http://www44.bb.com.br/appbb/portal/hs/moeda/MoedaNova.jsp

Partenon de Atenas

O Pártenon, célebre templo da ordem dórica e o maior da Acrópole de Atenas, foi construído no século V a.C. (entre os anos 447 e 438 a.C.) e dedicado a Atenea Parthenos, uma das deusas mais importantes de mitologia grega. Na mitologia romana, chegou a ser identificada com a deusa Minerva, também conhecida como Palas Atenéia. O templo foi projetado pelos arquitetos Ictinos de Mileto e Calícrates, embora sua concepção esteja de certa forma relacionada a figura do escultor Fídias.

Havia no interior do templo de Partenon uma estátua da deusa Atena, feita inteiramente de ouro e marfim, muito mais alta que um homem, mas que nada restou, além de modelos em argila que seus devotos guardavam, ou das descrições que deixaram os viajantes.


Fonte:
http://www.pegue.com/artes/partenon.htm

Ditadura no Chile: Augusto Pinochet no poder

Juliana Miranda - Grupo Escolar
O Chile foi comandado pelo ditador Augusto José Ramón Pinochet Ugarte. Pinochet foi um general do exército e se tornou presidente depois do golpe militar de 11 de setembro de 1973. Isso aconteceu depois da deposição e do suicídio do então presidente Salvador Allende. Pinochet governou o Chile entre 1973 e 1990. Esse pode ser considerado o período mais autoritário e próspero a história chilena. Mas como foi a vida do ditador chileno?

Pinochet era filho de um militar francês. Aos 18 anos de idade entrou para a Academia Militar de Santiago do Chile, onde terminou seus estudos em 1937. Em 1940 se casou com Lucía Hiriat Rodríguez, com quem teve 5 filhos.

Desde então, Augsto Pinochet seguiu carreira militar, sendo que em 1968 foi promovido a comandante-general e em 1971 a general de divisão e nomeado comandante-general do Exército de Santiago.

Depois do golpe militar e em seus 17 anos de comando, o ditador reprimiu a união dos partidos de esquerda e todos que eram oposição ao seu governo. Estima-se, que, em apenas 4 meses depois do golpe militar, 20 mil pessoas já tinham sido assassinadas e 30 mil presos políticos torturados a mando do general. Seu governo foi condenado pela comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas, justamente pela forma cruel com que tratava seus opositores. Entre 1978 e 1980, Pinochet organizou plebiscitos a fim de dar aparência de legalidade à ditadura. Porém, a partir de 1982 o Chile começou a entrar em declínio econômico.

Em 1986, Augusto Pinochet sofreu um atentado promovido pela Frente Patriótica Manuel Rodrigues. Cinco guarda-costas morreram e o próprio ditador quase foi eliminado com seu neto. Desde então, a oposição ao estilo de regime do ditador foi crescendo. Em 1989, ele foi pressionado pela comunidade internacional a realizar um plebiscito e isso abriu espaço para protestos populares contra seu regime. Depois das primeiras eleições nesse período, o Gerenal Augusto Pinochet entregou o poder em 1970 ao democrata-cristão Patricio Aylwin.

Pinochet conseguiu se manter como o responsável pelas Forças Armadas chilenas até 1998, quando então passou a ocupar o cargo de senador vitalício do país (cargo criado por ele).

Fora do poder, o ex-presidente-ditador respondeu a diversos processos na justiça por seus crimes durante a ditadura. Porém, os juízes tinham de obter o levantamento do tamanho da imunidade que gozava o ditador, que acumulava cargos de ex-presidente e senador vitalício e por isso necessitava fórum especial. Além das torturas, pesava contra Pinochet o desvio de verba pública e contas em paraísos fiscais. Mais de US$ 20 milhões teriam sidos roubados pelo comandante. Somente em barras de ouro, estima-se que o ditador possuía 190 milhões de dólares em um banco de Hong Kong.

Augusto Pinochet faleceu em 3 de dezembro de 2006, vítima de um ataque cardíaco, aos 91 anos de idade. Provavelmente sua família ainda disfruta das barras de ouro e do dinheiro desviado pelo ditador e torturador chileno.
Fonte: Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar

Augusto dos Anjos

Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no engenho Paud'Arco, Vila do Espírito Santo, Paraíba, em 20 de abril de 1884. De uma família de proprietários de engenhos, assistiu, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Retorna à capital paraibana, onde leciona literatura brasileira; casa-se em 1910. Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e passa a dedicar-se ao magistério, lecionando no Colégio Pedro II. Em 191 1 morre prematuramente seu primeiro filho. No ano seguinte, publica Eu, seu único volume de poesias. Em 1914, transfere-se para Leopoldina, Minas Gerais, para assumir a direção de um grupo escolar. Morre, após dez dias de fortíssima gripe, em 12 de novembro de 1914.
Augusto dos Anjos é um poeta único em nossa literatura. Sua obra é a soma de todas as tendências (ou de todos os ismos, como se costuma dizer) da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Curiosamente, sua obra apresenta traços do Expressionismo alemão sem que, no entanto, ele tenha conhecido a teoria dessa tendência de vanguarda. Se por um lado Augusto dos Anjos pode ser considerado o poeta do "mau gosto", do escarro, dos vermes, por outro é também um cientificista. Numa mesma poesia, ao lado de um verso como:
"Ah! Um urubu pousou na minha sorte!"
encontramos:
"Também, das diatomáceas da lagoa A criptógama cápsula se esbroa
Ao contato de bronca destra forte:"
Caso raro: fazendo uma poesia formalmente trabalhada, em linguagem cientificista-naturalista e, ao mesmo tempo, marcada por . uma "vulgaridade" incrível, Augusto dos Anjos conseguiu conquistar uma popularidade acima das expectativas. E o que mais aproximou .. o poeta da massa de leitores foi exatamente seu pessimismo, sua angústia em face de problemas e distúrbios pessoais, bem como das incertezas do novo século que despontava, trazendo consigo a ameaça de uma guerra mundial. Por isso a presença constante da , morte em sua obra; depois dela, a desintegração, os vermes apenas:
"E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!"
("Idealização da humanidade futura")
"Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!"
("O Deus-Verme")
No famoso soneto "Psicologia de um vencido", revelador a partir do título, temos a recorrência dessa visão de mundo, das imagens e palavras antipoéticas, e um sugestivo auto-retrato, que se assemelha a uma caricatura, rompendo com os limites estéticos do belo e do feio, numa postura típica dos melhores expressionistas:
"Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!"