1.10.12
Colocação de um espartilho, 1910s-1940
Colocação de um espartilho, 1910s-1940







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Fonte O Corsetiere
Sigmund Freud

Freud se embasou na mitologia grega para desenvolver parte dos princípios da psicanálise.
Considerado o criador da psicanálise, Sigismund Schlomo Freud nasceu na Morávia, em 8 de maio de 1856. Freud era filho de um pequeno comerciante judeu chamado Jacob Freud. Em seus primeiros anos de vida, o pequeno Freud teve de enfrentar a instabilidade de uma vida ameaçada pelas perseguições anti-semitas que tomavam conta da Europa naquele período. Aos três anos de idade, sua família finalmente se fixou no bairro judeu de Leopoldstadt, em Viena.
Aos oito anos de idade, um pequeno distúrbio doméstico serviu de referência para vários dos postulados que foram desenvolvidos pelo “pai da psicanálise”. Certo dia, o pequeno Freud urinou no quarto de seus pais, causando a ira de seu progenitor que ralhou com ele dizendo que não seria nada na vida. Depois disso, se tornou um aluno aplicado maravilhado pela cultura francesa. Quando jovem, os escritos de Goethe e as teorias de Charles Darwin o inspiraram a estudar medicina.
Durante seus estudos, teve interesse pela pesquisa nos campos da zoologia e da fisiologia. Tempos depois, buscando incrementar sua condição financeira, Sigmund Freud ingressou no Hospital Geral de Viena, aonde foi diplomado como neurologista. Depois disso, conseguiu uma bolsa de estudos para matricular-se no curso de madame Charcot, que lecionava no Hospital de La Salpêtière, em Paris. Segundo algumas de suas cartas, as idéias de sua nova mestra lhe causavam grande entusiasmo.
Concluindo esse primeiro ciclo de estudos, Freud retornou à Viena com o objetivo de mostrar à Sociedade de Medicina suas pesquisas sobre a histeria. Duramente criticado pelos seus colegas de profissão, o estudioso decidiu tomar novos rumos que pudessem ampliar suas perspectivas sobre o assunto. Entre 1892 e 1895, desenvolveu novos estudos com o apoio direto de Wilhelm Fliess e Josef Breuer. Nessa época, utilizou pela primeira vez a hipnose como meio de cura para um caso de uma paciente histérica.
O sucesso obtido no caso motivou Freud e Breuer a produzirem a obra “Estudos sobre a histeria”, que descrevia toda a experiência desenvolvida em torno desse caso. Paralelamente, Freud e Fliess trocaram uma longa série de correspondências onde discutiam sobre a bissexualidade, a etiologia sexual, as neuroses humanas e o complexo de Édipo. Durante longos quinze anos, os dois amigos trocaram correspondências onde discutiam temas afins.
Nos primeiros anos de século XX, Freud promovia diversas reuniões com jovens médicos interessados em descobrir os princípios da psicanálise. Nessa mesma época, foram publicadas importantes obras do pensamento freudiano como “Interpretação dos Sonhos” (1900), “Fragmento de análise de um caso de histeria” (1905), “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade” e “O delírio dos sonhos”, estes dois últimos publicados em 1907.
Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Freud sofreu com os distúrbios do conflito e a perda de sua filha Sophie. O sangrento combate e a tristeza pela morte de um ente querido serviram de pano de fundo para que ele escrevesse, em 1923, "O Ego e o Id", livro onde discorreu sobre as contradições que inserem os atos humanos entre a preservação da vida e a busca pela morte. Na mesma época, conheceu Marie Bonaparte, uma princesa grega que se tornou uma das maiores entusiastas das teorias freudianas.
Na década de 1930, a vida de Freud foi mais uma vez abalada com as abruptas transformações instituídas pela campanha anti-semita imposta pelo regime nazista. No ano de 1936, o governo de Hitler ordenou expressamente a queima das obras assinadas pelo médico judeu. Espirituoso, Freud comentou que o acontecimento o alegrava, pois o regime totalitário de Hitler dava um grande salto ao preferir queimar os livros aos seus autores.
Contudo, a radicalização do nazismo provocou um terrível incidente quando as tropas da SA invadiram e assaltaram a sua residência. Sem ter condições de comprar um visto que o deixasse escapar dos horrores da Alemanha nazista, Sigmund Freud contou com o auxílio financeiro e a intervenção política de Marie Bonaparte. Idoso e atacado por um terrível câncer no maxilar, Freud se refugiou em Londres, aonde faleceu em 23 de setembro de 1939.
Por Rainer Sousa
Fonte:
Fotografias a cores do interior Hindenburg, 1930
- Wikipedia










Fonte: http://www.retronaut.co/2011/04/inside-the-hindenburg-in-colour/
Morre aos 95 anos em Londres o historiador Eric Hobsbawm
ntelectual é considerado um dos maiores historiadores do século XX.
Ele escreveu 'A era dos extremos', 'A era do capital' e outras obras.

O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu de pneumonia nesta segunda-feira (1º) aos 95 anos no hospital Royal Free deLondres, informou sua família.
O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século XX e escreveu "A era das revoluções", "A era do capital", "A era dos impérios", "Era dos extremos", entre outras obras.
Ele também era um entusiasta e crítico do jazz, escrevendo resenhas para jornais sobre o gênero musical e publicando o livro "História social do jazz".
Sua filha, Julia Hobsbawm, disse que "Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres". "Ele fará falta não apenas para sua esposa há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo", disse.
'Muito comovida pela total gentileza e pelascondolências de amigos e desconhecidos hoje
pelo meu amável e incomparável pai. Muito
obrigada', escreveu a filha de Hobsbawm, Julia
(Foto: Reprodução)
"Até o fim, ele estava se esforçando ao máximo, ele estava se atualizando, havia uma pilha de jornais em sua cama", completou a filha.
Na manhã desta segunda-feira, Julia escreveu em seu perfil no Twitter que se sentia "comovida" pela "gentileza e pelas condolências de amigos e desconhecidos hoje pelo meu amável e incomparável pai" (leia o tuíte, em inglês).
Trajetória
Eric John Ernest Hobsbawm nasceu de uma família judia em Alexandria, Egito, em 9 de junho de 1917. Seu pai era britânico, descendente de artesãos da Polônia e Rússia, e a família de sua mãe era da classe média austríaca.
Hobsbawn cresceu em Viena, Áustria, e em Berlim, Alemanha.
Ele aderiu ao Partido Comunista aos 14 anos, após a morte precoce de seus pais. Na ocasião, ele foi morar com seu tio. Na escola, ele informou o diretor que ele era comunista e argumentou que o país precisava de uma revolução.
"Ele me fez umas perguntas e disse 'Você claramente não faz ideia do que está falando. Faça o favor de ir à biblioteca e veja o que consegue descobrir'", disse em uma entrevista à BBC em 2012. "E então eu descobri o Manifesto Comunista [de Karl Marx] e foi isso", relatou, indicando o começo de sua formação marxista.
Em 1933, quando Hitler começava a subir no poder na Alemanha, Hobsbawm foi para Londres, Inglaterra, onde obteve cidadania britânica.
O historiador se filiou ao Partido Comunista da Inglaterra em 1936 e continuou membro da legenda mesmo após o ataque das forças soviéticas à Hungria em 1956 e as reformas liberais de Praga em 1968, embora tenha criticado os dois eventos. O ex-líder do Partido Neil Kinnock chegou a chamar Hobsbawm de "meu marxista predileto"
Anos depois ele disse que "nunca havia tentado diminuir as coisas terríveis que haviam acontecido na Rússia", mas que acreditava que no início do projeto comunista um novo mundo estava nascendo.
Durante a II Guerra Mundial, Hobsbawm foi alocado a uma unidade de engenharia que a presentou a ele, pela primeira vez, a classe proletária. "Eu não sabia muito sobre a classe proletária britânica, apesar de ser comunista. Mas, vivendo e trabalhando com eles, pensei que eram boas pessoas", disse à BBC em 1995.
O historiador aprovou neles a "solidariedade, e um sentimento muito forte de classe, um sentimento de pertencer junto, de não querer que ninguém os derrubasse".
Hobsbawm afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana".
Ele veio ao Brasil em 2003 participar da primeira edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), evento do qual foi estrela.
Hobsbawm afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana" (Foto: AFP/©Effigie/Leemage)Vida acadêmica
Hobsbawm estudou no King's College de Londres e começou a dar aula na Universidade de Birkbeck em 1947, mais tarde tornando-se reitor da instituição. Ele também passou temporadas como professor convidado nos Estados Unidos e lecionou na Universidade de Stanford, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade de Cornel.
Em 1998, ele recebeu o título de Companhia de Honra. O prêmio, raramente concedido a historiadores, o colocou ao lado de ilustres como Stephen Hawking, Doris Lessing e Sir Ian McKellan.
Seu colega historiador A.J.P. Taylor, morto em 1990, disse que o trabalho de Hobsbawm se destacava pelas explicações precisas dos acontecimentos pelo interesse em pessoas comuns.
"A maior parte dos historiadores, por uma espécie de mal da profissão, se interessa somente pelas classes mais altas e pressupõem que eles mesmos fariam parte destes privilegiados se tivessem vivido um século ou dois atrás - uma possibilidade muito remota", escreveu Taylor. "A lealdade do Sr. Hobsbawm está firmemente do outro lado das barricadas", disse.
Eric Hobsbawm durante uma feira do livro emLeipzig, em 1999 (Foto: Eckehard Schulz/AP)
Obras
O primeiro livro de Hobsbawm, "Rebeldes primitivos", publicado em 1959, é um estudo dos que ele chamava de "agitadores sociais pré-políticos", incluindo ligas de camponeses sicilianos e gangues e bandidos metropolitanos, um exemplo de seu interesse pela história das organizações da classe trabalhadora.
No mesmo ano, ele escreveu uma obra sobre jazz e começou a colaborar como crítico para a revista "New Statesman" usando o pseudônimo Francis Newton, em homenagem ao trompetista comunista de Billie Holiday.
Em 1962, ele publicou "Era da revolução", primeiro de três volumes sobre o que chamou de "o longo século XIX", cobrindo o período entre 1789, ano da Revolução Francesa, e 1914, começo da I Guerra Mundial. Os seguintes foram "Era do capital" (1975) e "Era dos impérios" (1987).
O quarto livro da sequência, "Era dos extremos" (1994), retratou a história até 1991, o fim da União Soviética, foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais.
Suas memórias, publicadas quando tinha 85 anos, elencaram os momentos cruciais na história europeia moderna nos quais ele viveu e foram best-seller.
Seu último livro é "Como mudar o mundo", de 2011, e é um compilado de textos escritos desde a década de 1960 sobre Karl Marx e o marxismo.
De acordo com o jornal britânico "The Guardian", ele tem um livro em revisão a ser publicado em 2013.
O historiador britânico Eric Hobsbawm posa durante a primeira edição da Flip, em 2003; ele foi considerado a estrela daquela edição (Foto: Divulgação)







































