29.6.11

Hans Christian Oersted (1777 - 1851)

Hans Christian Oersted (1777 - 1851)
Em um ensaio publicado em 1813 ele previu que deveria existir uma ligação entre a eletricidade e o magnetismo. Em 1819, durante uma aula de Eletricidade, aproximou uma bússola de um fio percorrido por corrente. Com surpresa, observou que a agulha se movia, até se posicionar num plano perpendicular ao fio. Quando a corrente era invertida, a agulha girava 180º, continuando a se manter nesse plano. Esta foi a primeira demonstração de que havia uma relação entre eletricidade e magnetismo.

Esse efeito, que foi chamado efeito de Oersted, pode ser verificado com uma pilha comum de 3 volts, um pedaço de cobre e uma bússola de bolso. Faça o fio passar sobre o vidro da bússola. Ligue uma ponta do fio a um dos pólos da pilha e a outra ao polo oposto. Assim que fizer a segunda ligação, a agulha da bússola mudará de direção: deixará de apontar para o Norte para se colocar perpendicular ao fio de cobre.

A descoberta do efeito de Oersted levou à fabricação dos primeiros galvanômetros. O galvanômetro compõe-se de uma agulha imantada , circundada por uma bobina de fio metálico. Quando a corrente elétrica atravessa a bobina, a agulha se desvia - evidenciando a passagem da corrente. O desvio para um lado ou para o outro, indica o sentido em que a corrente está fluindo pelo fio. Dependendo da intensidade da corrente este desvio pode ser maior ou menor.



Oersted publicou suas observações sobre o fenômeno em 1820. No mesmo ano, apresentou-as em Paris, causando grande interesse entre os pesquisadores.

Sua descoberta acidental, ocorrida no meio de uma aula, pode hoje ser vista como a iniciadora de um novo ramo de estudos: o Eletromagnetismo.

Oersted foi professor e conferencista de grandes recursos, dedicando-se ainda a escrever alguns artigos sobre filosofia. Em 1824, fundou uma sociedade para divulgar os conhecimentos científicos entre o povo.

Fonte:
http://br.geocities.com/saladefisica3/biografias/oersted.htm

A escala Fahrenheit

Daniel Gabriel Fahrenheit

Os primeiros termoscópios foram construídos geralmente por médicos e meteorologistas e não físicos, como pensamos. Em meio aos estudos sobre temperaturas, havia vários astrônomos realizando pesquisas nessa área.

Em meio a esses astrônomos, podemos identificar o sueco Celsius e também o dinamarquês Ole Roemer, que ficou conhecido no ano de 1676 por apresentar pela primeira vez uma evidência dizendo que a velocidade da luz era finita e não infinita como pensavam.

Roemer construiu vários termômetros abertos, nos quais utilizou também diversos tipos de álcool. Ao construir uma escala termométrica, Roemer atribuiu o grau zero à temperatura mais baixa de sua escala; assim ele evitou trabalhar com temperaturas negativas. Naquela época, era possível chegar à temperatura mais baixa através de uma mistura de partes proporcionais de gelo, água e determinado tipo de sal.

Pela familiaridade, ou por lidar com medidas de ângulos, o número 60 foi atribuído à temperatura de ebulição da água. Ainda em sua escala, ele marcou a temperatura de fusão do gelo como sendo 7,5 graus; e à temperatura do corpo humano ele atribuiu o valor de 22,5 graus.

Fahrenheit (Daniel Gabriel Fahrenheit) foi um físico alemão nascido em Danzig, na atual Polônia. A fim de conhecer os trabalhos de Roemer, Fahrenheit o visitou na Dinamarca. Ao retornar de sua viagem, Fahrenheit passou a realizar aperfeiçoamentos nos termômetros construídos por Roemer.

Foi por volta de 1717 que Fahrenheit construiu um termômetro mais preciso do que todos os que tinham sido construídos naquela época. Inicialmente, Fahrenheit adotou as escalas elaboradas por Roemer, mas logo conseguiu determinar entre um grau Roemer e outro muito grande, e, para conseguir maior precisão, dividiu o grau Roemer por 4.

Ao realizar as medidas correspondentes com sua escala, Fahrenheit passou a classificar a temperatura de ebulição da água de 60 graus Roemer (60ºR) para 240 graus Fahrenheit (240ºF), a temperatura de fusão do gelo passou de 7,5ºR para 30ºF, e a temperatura do corpo humano passou de 22,5ºR para 90ºF.

Pelo fato de os valores terem sido encontrados utilizando um termômetro não muito preciso, Fahrenheit achou melhor fazer alguns ajustes, sendo que um deles foi baixar um pouco o 0ºR, usando um tipo diferente do sal usado por Roemer na mistura gelo + água. Após esses reajustes, Fahrenheit chegou à escala Fahrenheit que conhecemos hoje.

Por Domiciano Corrêa Marques da Silva

Fonte: http://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/a-escala-fahrenheit.htm


Segunda Conferência de Paz de Haia

Por Emerson Santiago
Em 15 de junho de 1907 instalou-se solenemente a assembleia que daria início à II Conferência de Paz de Haia, realizada em Haia (Den Haag) na Holanda, convocada pela Rainha Wilhelmina da Holanda e o Czar Nicolau II da Rússia com o objetivo de evitar um conflito de dimensões mundiais, como realmente aconteceria sete anos depois com a eclosão da Primeira Guerra Mundial. A Primeira Conferência de Haia ocorreu em 1899, e tratou basicamente de estabelecer regras associadas ao comércio internacional, seus procedimentos e sobre a busca de solução pacífica de resolução de controvérsias comerciais.

O espaço entre as duas convenções foi de um dramático aumento das políticas estatais que abraçavam o imperialismo, acirrando a competição entre as potências nos campos político e econômico. Era esse o cenário em que os dois monarcas entenderam como imprescindível a convocação de uma segunda conferência que se concentrasse especialmente nas resoluções de conflitos entre duas ou mais nações.

Nesta segunda conferência participaram 44 nações europeias, asiáticas e americanas, e apesar de ter falhado em sua principal meta, tal cimeira retém uma importância histórica devido à decisão de se criar uma corte internacional permanente de justiça, dedicada a analisar conflitos internacionais. Esta corte receberia o nome de Corte Internacional de Justiça, popularmente conhecida como Corte de Haia, configurando-se em uma experiência inédita no âmbito internacional até aquela época, onde a guerra era vista como parte da agenda de qualquer país. Pela primeira vez o ser humano seria apresentado a uma instituição que buscaria a garantia da paz e a erradicação de conflitos.

O Brasil, como país soberano, foi convidado a enviar um representante à conferência. Naquele momento, chegava à presidência da república o mineiro Afonso Pena, e assim como seu antecessor, Rodrigues Alves, ele mantém na pasta das Relações Exteriores o Barão do Rio Branco, que será o responsável pela indicação do jurista Rui Barbosa como representante brasileiro à conferência. Tanto o presidente como o chanceler e o próprio Rui Barbosa tinham plena consciência da pequena expressão do Brasil no cenário mundial, especialmente entre as grandes potências, e sabiam que a participação em Haia destinava-se a ser de mero coadjuvante, assim como acontecera na anterior.

Contrariando as expectativas, na segunda reunião da convenção, de 15 de junho a 18 de outubro de 1907, brilhou de modo surpreendente a todos os representantes estrangeiros o gênio do jurista baiano, cujos discursos pronunciados em Haia são até hoje considerados peças das mais célebres da história da diplomacia brasileira.

Com a sua participação em Haia, Rui Barbosa certamente atingiu um dos pontos altos de sua carreira, deixando sua marca naquela conferência como um defensor das pequenas potências, e para o Brasil em particular, discursando sobre a igualdade jurídica dos estados. É justamente devido aos pronunciamentos de Rui que se garantiu a rejeição a uma hierarquia entre as nações independentes nos tribunais, sendo importante sua oposição ainda em relação ao conceito de um “tribunal de presas”, onde se pretendia qualificar a importância das nações de acordo com a tonelagem de sua marinha mercantil, algo que prejudicaria especialmente as nações latino-americanas.

Bibliografia:
SZKLAROWSKY, Leon Frejda. A segunda Conferência de Paz de Haia. Jus Navigandi, Teresina, ano 12, n. 1579, 28 out. 2007. Disponível em: ;http://jus.uol.com.br/revista/texto/10582 . Acesso em: 26 jun. 2011.

BATISTA, Silvio da Costa Bríngel. 104 anos da II Conferência de Paz de Haia. Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/10582 . Acesso em: 26 jun. 2011.

Fonte: http://www.infoescola.com/historia/segunda-conferencia-de-paz-de-haia/

Plano de Aula - O Muro de Berlim e outras barreiras físicas

Bloco de Conteúdo
História das representações e das relações de poder

Conteúdo
Nações, povos, lutas, guerras e revoluções

Mais sobre História

REPORTAGEM
Linha do tempo do Muro de Berlim
Objetivo
- Correlacionar os acontecimentos do passado e da atualidade (com base na história da construção do Muro de Berlim e nas barreiras físicas que ainda existem em alguns países).


Conteúdo
- Guerra Fria e o tempo presente.

Anos
8º e 9º.

Tempo estimado
Sete aulas.

Material necessário
Computador com acesso à internet, um mapa-múndi para cada equipe, cartolinas, canetas, filme Adeus, Lênin!, documentário Muro de Berlim, imagens do período, blogs e sites confiáveis para a pesquisa (como abr.io/pesquisa-veja e abr.io/pesquisa-folha).

Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual
Previamente, apresente imagens do Muro de Berlim e de barreiras de outros países ao aluno com deficiência intelectual e ofereça a ele alguns textos de apoio para que saiba o que será trabalhado nas aulas seguintes. Sugira que, na discussão sobre os trechos do filme ele contribua, contando o que aprendeu com as imagens e com os materiais de apoio oferecidos. Se necessário, amplie o tempo de escrita da dissertação para o aluno com deficiência ou proponha que esse trabalho seja feito em duplas ou em pequenos grupos. O aluno também deve colaborar na elaboração dos paineis e na apresentação da pesquisa para a turma. Conte com a ajuda do responsável pelo AEE para que ele aprenda como pesquisar informações na internet.

Desenvolvimento
1ª etapa
Antes do início do trabalho, assista ao documentário Muro de Berlim e ao filme Adeus, Lênin!. Selecione trechos que considera importantes para o entendimento da Guerra Fria e da criação do Muro de Berlim. Em sala, comunique aos alunos que eles assistirão aos trechos previamente selecionados e oriente-os a tomar nota do que consideram mais importante (por exemplo, o conflito principal, personagens e fatos históricos retratados). Essas anotações darão subsídios para a discussão inicial e servirão para estimular nos alunos uma postura de pesquisa durante a exibição dos filmes. Em seguida, mostre algumas imagens do período previamente selecionadas e promova uma discussão sobre as cenas e o contexto histórico apresentado. Estimule a participação de todos. Conte que eles vão pesquisar sobre o Muro de Berlim e as barreiras físicas que ainda segregam pessoas e culturas e, em grupos, vão produzir uma apresentação. Peça que escrevam uma dissertação sobre as informações discutidas até aqui.

2ª etapa
Introduza uma conversa sobre a existência de outros muros que ainda estão presentes no mundo (cite os casos das Coreias do Sul e do Norte, Israel e Palestina, a fronteira do México com os EUA e de Belfast, na Irlanda do Norte). No mapa-múndi, localize esses países. Conte que eles vão pesquisar sobre esses casos e, em grupo, vão produzir uma apresentação.

3ª etapa
Entregue um mapa-múndi para cada equipe e peça que pesquisem sobre uma das barreiras físicas comentadas em aula. Indique blogs e sites confiáveis para a consulta e navegue com a turma. É provável que, nessa etapa, os alunos descubram novas barreiras, além das já citadas. Essas descobertas podem ser incorporadas ao trabalho. Peça que anotem as informações e iniciem a seleção dos materiais para a apresentação do trabalho final.

4ª etapa
Circule pela sala e acompanhe a pesquisa das equipes, fazendo intervenções quando necessário. Peça que elaborem painéis para apresentação. Explique que eles devem conter uma introdução (síntese do contexto histórico e imagens dos conflitos que levaram à criação das barreiras entre os países), um desenvolvimento do tema (as consequências dessas separações para seus habitantes ao longo desse período até os dias de hoje) e uma conclusão (o que a equipe aprendeu e as semelhanças desses episódios pesquisados com o conteúdo estudado em sala no início do projeto).

5ª etapa
Cada equipe deverá apresentar seu painel. Promova a discussão dos trabalhos e incentive a participação de todos. Por fim, peça a reescrita da dissertação feita no início.

Produto final
Painéis sobre o Muro de Berlim e as demais barreiras.

Avaliação
Observe a participação da turma em todas as etapas do trabalho, levando em conta todos os materiais produzidos (textos e painéis).

Consultoria: Juliano Sobrinho
Professor da Universidade Nove de Julho (Uninove).
Fonte:

Rodada Uruguai

Por Emerson Santiago
É conhecida como “Rodada Uruguai“, a última reunião de países para a discussão das diretrizes de comércio internacional sob os auspícios do GATT (General Agreement on Tariffs and Trade), fórum de debates sobre a matéria comercial internacional estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, resultado de uma falta de consenso em se criar a OIC (Organização Internacional de Comércio), que finalmente após a rodada Uruguai seria estabelecida com o nome como é conhecida atualmente, OMC (Organização Mundial do Comércio).
Esta última rodada do GATT foi realizada em Punta del Este, sendo iniciada em setembro de 1986 e concluída em 1994, O acordo comercial obtido após esta rodada é considerado quase que de modo unânime como um dos mais importantes realizados dentro do sistema de trocas mundial nas últimas décadas, não só pelo fato da matéria elencada em seu conteúdo abordar temas importantes, mas também por ficar decidido que ficaria incluído no documento final todos os acordos e arranjos concluídos desde 1947 (ano da criação do GATT), além de anexos ao acordo em particular que cria a OMC, que não fora prevista em Punta del Este, mas cuja criação foi considerada importante para que abrigasse dentro de uma única moldura institucional todas as conquistas e progressos obtidos nos acordos criados naqueles mais de quarenta anos de rodadas sob o âmbito do GATT.

É necessário mencionar que a OMC (WTO, em sua sigla em inglês, mais comumente utilizada) não é uma substituta direta, ou uma simples continuação do GATT, pois no mesmo documento que cria a instituição são abordados mais assuntos além da criação da instituição em si e do campo em que esta atuaria, além do fato de que determinadas obrigações do GATT continuam em voga, devendo ser cumpridas, pois sete textos extras foram concluídos naquela rodada, não diretamente relacionados à OMC. A conclusão das discussões no âmbito da Rodada Uruguai passaria a ser chamada de GATT 1994.

Em suma, podemos citar os assuntos que receberam atenção e regulamento resultantes dos dispositivos do GATT 1994:

Acordo Constitutivo de criação da OMC – relacionado à criação da atual Organização Mundial do Comércio
Acordos diretamente relacionados ao GATT 1994 – conjunto de sete textos, o qual compõem, junto com o texto básico de 1947, além de outros textos básicos adicionais, o chamado GATT 1994.
Protocolo de Marraqueche associado ao GATT 1994 / acesso aos mercados – tratam-se de listas criadas pelos países que tratam do acesso aos mercados e das barreiras a este associadas, produzida em reunião em Marraqueche, Marrocos, dentro das discussões da Rodada Uruguai.
Acordo sobre agricultura – lida com a necessária reforma do comércio agrícola e da redução aos subsídios de exportação.
Acordo sobre têxteis e confecções – fortaleceu as poucas regras estabelecidas até o momento, propiciando eventual integração do setor ao GATT
Acordo sobre Medidas de Investimento relacionadas ao comércio – acordo sobre TRIMs (Agreement on Trade Related Investment Measures), reconhecendo novas medidas de investimento.
Acordo sobre a implementação do artigo VI do Acordo Geral (Antidumping) – negociada a terceira versão de um acordo interpretativo ao artigo VI do Acordo Geral (GATT), sendo o primeiro resultado da Rodada Kennedy e o segundo da Rodada Tóquio, sobre o problema do dumping.
Acordo sobre salvaguardas – expande e clarifica as disposições do artigo XIX do Acordo Geral (GATT)
Acordo geral sobre Comércios de Serviços – aqui, três grandes vetores foram projetados: um acordo-quadro com obrigações básicas aplicáveis a todos os membros; anexos relativos a situações especiais de determinados setores considerados em particular; e, um conjunto de listas nacionais de compromissos iniciais de liberalização assumidos pelas diferentes partes, podendo ser ampliado futuramente.
Acordos sobre barreiras técnicas ao comércio (TBT), valoração aduaneiras e licenças para importação – previamente discutido nas duas rodadas anteriores, o TBT será aperfeiçoado em vários de seus dispositivos.
Acordos sobre regras de origem e sobre inspeção prévia aos embarques – neste assunto, os países limitaram-se a criar um comitê no âmbito do GATT e um comitê técnico específico sob os auspícios do Conselho de Cooperação Aduaneira, em Bruxelas, tendo por finalidade, em três anos, harmonizar as regras existentes, exceto as relacionadas a preferências tarifárias.
Acordo sobre subsídios e medidas compensatórias – neste tópico, chegou-se a várias interpretações e aplicações específicas sobre os artigos VI, XVI e XXIII do GATT, que não tinham sido tratados na Rodada Tóquio.
Acordo sobre Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio – Acordo sobre TRIPs (Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights), tratando de cláusula da nação mais favorecida em relação à matéria, copyrights, patentes, desenhos industriais, etc. e medidas para o cumprimento do direitos a serem protegidos.
Entendimentos sobre regras e procedimentos referentes à solução de Controvérsias (DSU) – aqui fortaleceu-se substancialmente o sistema, tornando-o semelhante ao atual. dinamizando as decisões em vários aspectos relacionados ás soluções de controvérsias.
Bibliografia:
LAMPREIA, Luís Felipe Palmeira . Resultados da Rodada Uruguai: uma tentativa de síntese . Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40141995000100016&script=sci_arttext . Acesso em 19/06/2011.
Fonte:http://www.infoescola.com/economia/rodada-uruguai/

Eventos marcam os 50 anos da construção do Muro de Berlim

Klaus Wowereit inaugura foto do Muro de Berlim




Tiveram início as comemorações que lembram os 50 anos da construção do Muro de Berlim. Eventos e fotos em grande formato espalhadas pela cidade lembram as vítimas do regime de fronteira da antiga Alemanha Oriental.


Klaus Wowereit inaugura foto do Muro de Berlin

Tiveram início nesta terça-feira (14/06) as comemorações que lembram os 50 anos da construção do Muro de Berlim. Como ato de abertura, o prefeito da capital alemã, Klaus Wowereit, inaugurou uma enorme foto do Muro, disposta na antiga torre de vigilância Schlesischer Busch, no bairro de Treptow. A partir desta quarta-feira, 24 fotos de grande formato em preto e branco serão expostas em 11 locais da cidades, lembrando o percurso do Muro. As fotos históricas registram a cidade dividida em 1961 e nos anos seguintes. Wowereit ressaltou que a memória das vítimas e das consequências da construção do Muro são uma das preocupações centrais de Berlim. O Muro de Berlim começou a ser erguido em 13 de agosto de 1961. A barreira circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, e tinha cerca de 155 km de perímetro. O Muro persistiu por mais de 28 anos, até cair em 9 de novembro de 1989. Calcula-se que ao menos 136 pessoas tenham morrido no Muro devido ao regime de fronteira da antiga República Democrática Alemã (RDA). Vergonha e luto O prefeito Wowereit descreveu o dia 13 de agosto de 1961 como "dia da vergonha e do luto”, que provocou inúmeras tragédias em Berlim. "Muitos morreram, famílias e amigos foram separados, relações de trabalho cortadas", recordou.

Para o próximo dia 13 de agosto, o diretor da Fundação Muro de Berlim, Axel Klausmeier, anunciou vários eventos, inclusive uma comemoração central com a presença do presidente alemão, Christian Wulff, a se realizar no memorial do Muro na rua Bernauer Strasse. O dia será totalmente dedicado às vítimas, disse Klausmeier.

Nesse contexto, a partir da meia-noite do dia 13 de agosto, biografias das vítimas do Muro serão lidas diante do memorial. Ao meio-dia, será feito um minuto de silêncio pela cidade. A seguir, corais e cantores de Berlim entoarão juntos a canção popular Die Gedanken sind frei (os pensamentos são livres), na Bernauer Strasse.

No período da noite, os organizadores informam que pretendem reunir fugitivos do Muro e pessoas que ajudaram nas fugas, para um encontro no memorial.

LF/dpa/epd
Revisão: Carlos Albuquerque
Fonte:DW

Pragmatismo Ecumênico e Responsável

Por Emerson Santiago
Recebeu o nome de “Pragmatismo Ecumênico e Responsável” a política exterior brasileira realizada durante a administração do general Ernesto Geisel (1974-1979). Seguindo a tradição dos governos militares anteriores, o conjunto de orientações e atos dos representantes brasileiros no exterior recebia um “título”, que de certa forma guardava o conceito sob o qual iria se orientar a política externa brasileira naquele determinado período. Assim, através da leitura da expressão “Pragmatismo Ecumênico e Responsável” teremos uma visão panorâmica de como o Brasil se comportou no cenário internacional durante este período dentro do regime militar.

Para se obter uma ideia precisa do que foi a diplomacia do Pragmatismo Responsável faz-se necessário analisar a expressão em seu significado semântico puro e ao mesmo tempo colocá-la no contexto em que foi elaborada, no meio da década de 1970, com os desafios que o Brasil enfrentava à época. Da palavra “pragmatismo” extraímos a noção de que o Brasil conduziria sua política externa desvinculada de princípios ideológicos, em um momento ainda bastante marcado pela Guerra Fria; a expressão “ecumênico”, vinda de ecumenismo, é utilizada para descrever o processo de busca de unidade, externando a ênfase que o governo dava ao consenso de todos setores da sociedade em atingir um objetivo comum de desenvolvimento; tal pragmatismo seria ainda conduzido de modo responsável, buscando inserir o país internacionalmente, servindo sobretudo aos interesses nacionais.

O cenário internacional era bastante movimentado, com bastantes fatos novos. A República Popular da China fora recentemente admitida na ONU no lugar da República da China (Taiwan); a Guerra do Vietnã, já sem a participação direta dos EUA encaminhava-se para um final favorável aos comunistas de Ho Chi Minh; Portugal vivia uma revolução que acabara com 42 anos de regime facista, desmantelando seu império colonial e dando origem a vários novos países de língua portuguesa independentes na África; e, talvez o fato mais marcante para o país, em particular no setor econômico, a primeira crise do petróleo, que desequilibraria as contas internacionais brasileiras de modo drástico, forçando ainda mais o aumento da inflação.

A política do pragmatismo era ainda influenciada pela meta principal do governo, que era a abertura lenta e gradual a ser implementada. Com todos esses paradigmas apresentados, a velha divisão esquerda/direita, capitalismo/comunismo perdeu importância. Necessitando de capitais, o governo foi buscar novos mercados, entre eles o do bloco socialista, com o Brasil reestabelecendo laços com a União Soviética e o Leste Europeu. Além do Leste Europeu o Brasil buscava contato com a China Popular e Angola, naquele momento já sob o governo marxista do MPLA.

O Brasil ainda entraria em polêmica com os Estados Unidos acerca da questão dos Direitos Humanos. As mortes de Vladimir Herzog e Manuel Fiel Filho em flagrante tortura realizada em dependências do Exército fizeram a má fama do Brasil internacionalmente. O governo reagiu de modo rancoroso, distanciando-se discretamente do governo americano.

Vale lembrar a destacada atuação do chanceler Antonio Francisco Azeredo da Silveira, responsável pela condução da política externa. É digno de menção a sua participação na aproximação com a Argentina e no reconhecimento imediato das independências de Angola e Guiné-Bissau, além do apoio à causa palestina.

Bibliografia:
SPEKTOR, Matias . Origens e direção do Pragmatismo Ecumênico e Responsável (1974-1979) . Disponível emhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292004000200007. Acesso em 16/06/2011.

JULIÃO, Taís Sandrim . A atuação multilateral do Brasil sob o governo de Ernesto Geisel: as dinâmicas do Pragmatismo Ecumênico e Responsável (1974-1979) . Disponível emwww.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/rhs/article/view/163/244. Acesso em 16/06/2011.

Fonte: InfoEscola: Navegando e Aprendendo

Pedra do Ingá ou Itaquatiara

A Pedra do Ingá, foi o primeiro monumento arqueológico tombado como patrimônio nacional 1944; na realidade é um sítio arqueológico rochoso com dezenas de inscrições, onde pela qual não se conhece qual à sua origem e está localizado no município de Ingá, distante cerca de 100 km de João Pessoa - na beira do rio Ingá de Bacamarte. Os arqueólogos classificam à Pedra do Ingá como "Itaquatiara"- que em tupi significa "pedras pintadas", embora as inscrições estejam esculpidas em baixo relevo e não pintadas, onde no bloco rochoso principal , com 24 metros de comprimento e quase 4 metros de altura, podemos observar à maioria das inscrições que formam um fabuloso painel com dezenas de gravuras, provavelmente produzidas pelo uso de instrumentos de pedra que "guardariam" dados sobre o cotidiano e de acontecimentos marcantes do homem pré-histórico que ali viviam.

Pedra do Ingá ou Itaquatiara
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29 de junho de 1958 - Brasil é campeão do mundo!

Brasil é campeão do mundo. Jornal do Brasil: 1º de julho de 1958.


O Brasil não entrou como favorito na Copa da Suécia. O trauma sofrido na final do Mundial de 50fez com que nossa seleção realizasse uma fraca campanha na Copa da Suíça e estreasse como coadjuvante na competição de 58. O jogo, no entanto, começou a virar para o nosso lado na terceira disputa, contra a União Soviética, quando o técnico Vicente Feola revelou ao mundo a carta que tinha na manga: um rei chamdo Pelé.

Aos 17 anos de idade, Pelé, ao lado de Garrincha, foi essencial para que a equipe batesse a URSS por 2 a 0. Apesar de não ter feito gols, o jovem mineiro mostrou ao mundo o talento que, depois, o faria ser reconhecido como o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

O dia do confronto final, contra os donos da casa, viria apenas no dia 29 de junho de 1958, após o grupo memorável emplacar goleadas históricas durante a sua trajetória. O estádio de Estocolmo, lotado com mais de 50 mil pessoas, parecia um caldeirão. A torcida, dividida entre o amor à pátria e a admiração pela brilhante campanha feita pela Seleção Brasileira, aplaudia cada jogada.

Vestindo pela primeira vez o uniforme azul reserva, o time de Zagallo, Vavá, Didi, Pelé e Garrincha sentia-se usando o “manto de Nossa Senhora Aparecida”: nada podia para-los; nem mesmo o gol marcado pela equipe sueca aos 4 minutos do primeiro tempo. Num contra-ataque de Garrincha, aos 9 minutos, Vavá recebeu a bola perto da grande área e marcou para os brasileiros empatando o jogo. Pouco
tempo depois, o mesmo Vavá fez seu segundo gol na partida alavancando a máquina canarinha que não podia mais ser freada. Com mais um gol de Vavá, outro de Zagallo dois de Pelé, a seleção abençoada venceu a Suécia por 5 a 2 e pode, enfim, levantar a Taça Jules Rimet, consagrando-se campeã.

Era início de uma nova era. Era de vitórias, a era de ouro da Seleção Brasileira, que só terminaria em 1970, com o tricampeonato e a despedida definitiva do Rei Pelé de mundiais.
Fonte: Jblog

5 tratamentos psiquiátricos bizarros que caíram em desuso

Ana Carolina Prado


Até que se entendessem as doenças mentais, muita coisa absurda já foi feita para dar um jeito nos loucos. De choque térmico por infecção pelo protozoário da malária (!) a perfurações no crânio (ambos tendo rendido o Prêmio Nobel a seus criadores!), listamos 5 “tratamentos” bizarros já usados para curar males psiquiátricos.

1- Infecção por malária

Estamos nos anos 30 e a sífilis, incurável nessa época, é a maior causa de demência no mundo. Ninguém sabe o que fazer com tanta gente paranóica, violenta e incontrolável nos manicômios. Mas aí o médico austríaco Julius Wagner von Jauregg observou que, quando essas pessoas contraíam alguma doença que provocasse episódios de febre alta e convulsão, a loucura ia embora. O que o doutor Julius fez, então? É. Ele colocou o sangue contaminado de um soldado com malária em nove pacientes com paresia crônica, a demência que ocorre em um estágio avançado da sífilis, para que elas contraíssem febre alta e tivessem convulsões. O resultado foi impressionante e até lhe rendeu um Premio Nobel em 1927: ele conseguiu recuperação completa em quatro desses pacientes e uma melhora em mais dois. “Parece absurdo dar o Prêmio Nobel a alguém que infectava os pacientes com a malária, mas o desespero na época era muito grande”, diz Renato Sabbatini, neurocientista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Esse tratamento, obviamente, era muito perigoso (você melhorava da loucura, mas ganhava a malária de presente) e deixou de ser usado nos anos 60, com a descoberta de antibióticos e medicamentos próprios para problemas mentais.

2- Terapia por choque insulínico

Em 1927, o neurologista e psiquiatra polonês Manfred Sakel pesou a mão na dose de insulina que aplicou em uma paciente diabética (que era, dizem, uma cantora lírica famosa na época) e ela entrou em coma. Mas o que poderia ter sido um desastre virou uma bela descoberta: a mulher tinha psicose maníaco-depressiva e obteve uma notável recuperação de suas faculdades mentais. Então Sakel descobriu que o tratamento era eficaz para pacientes com vários tipos de psicoses, particularmente a esquizofrenia. “Esta foi uma das mais importantes contribuições jamais feitas pela psiquiatria”, diz Sabbatini. A técnica passou a ser usada em todo o mundo, mas o entusiasmo inicial diminuiu depois que estudos mostraram que a melhora era, na maioria das vezes, temporária. Sem contar, é claro, que era extremamente perigoso. Assim, esse tratamento também caiu em desuso após a descoberta de medicamentos mais adequados.

3- Trepanação

Achados arqueológicos mostram que a trepanação, cirurgia em que era aberto um buraco (geralmente de 2,5cm a 3,5 cm de diâmetro) no crânio das pessoas, já era feita em várias partes do mundo 40 mil anos atrás. A cirurgia era realizada em rituais religiosos para liberar a pessoa de demônios e espíritos ruins – quando, na verdade, ela era vítima de doenças mentais. Até hoje é realizada por algumas tribos da África e da Oceania para fins rituais e em alguns centros modernos de neurologia para aliviar a pressão intracraniana em caso de fortes pancadas na cabeça, por exemplo. Mas não só. “Se esse procedimento for feito por algum outro motivo, isso é bizarro e perigoso”, afirma Sabbatini. Mas existem organizações hoje que defendem essa técnica “como forma de facilitar o movimento do sangue pelo cérebro e melhorar as funções cerebrais que são mais importantes do que nunca para se adaptar a um mundo em cada vez mais rápida evolução”. Isso é o que diz o site de um grupo internacional em defesa da trepanação, que defende que qualquer pessoa que deseje melhorar suas funções mentais e sua qualidade de vida deve poder realizar o procedimento.

4- Lobotomia


Os cirurgiões americanos Walter Freeman e James Watts, que aperfeiçoaram a técnica da lobotomia.

A trepanação deu origem a outro procedimento macabro: a lobotomia, incisão pequena para separar o feixe de fibras do lobo pré-frontal do resto do cérebro. Como isso provoca o desligamento na parte das emoções, pessoas agitadas se acalmavam como se tivessem tomado tranquilizantes. Essa técnica, criada pelo neurologista português Antônio Egas Moniz, foi realizada pela primeira vez em 1935 e também lhe rendeu um Nobel, em 1949. Os resultados foram tão bons, que a lobotomia começou a ser usada em vários países como uma tentativa de reduzir psicose e depressão severa ou comportamento violento em pacientes que não podiam ser tratados com qualquer outro meio (na ocasião, não havia muitos). O problema é que a técnica, que deveria ser o último recurso, passou a ser usada maciçamente nos manicômios para controlar comportamentos indesejáveis – inclusive em crianças agitadas e adolescentes rebeldes. Entre os anos de 1945 e 1956, mais de 50,000 pessoas foram sujeitas a lobotomia no mundo inteiro. E os efeitos colaterais eram horríveis: a pessoa virava um vegetal – sem emoções, apáticas para tudo. Com o aparecimento de drogas efetivas contra ansiedade, depressão e psicoses, nos anos 50, e com a evidência de seu abuso difundido e efeitos colaterais, a lobotomia foi deixando de ser usada.

5- Mesmerismo

O médico austríaco Franz Anton Mesmer acreditava ser possível aliviar sintomas clínicos e psicológicos passando imãs sobre o corpo de seus pacientes – procedimento conhecido como mesmerismo. “Mesmer acreditava que os fluidos do corpo eram magnetizados e que muitas doenças físicas e mentais eram causadas pelo desalinhamento desses fluidos. Ele também achava que era possível obter os mesmos resultados sem os imãs, passando apenas as mãos sobre o corpo do paciente”, explica o professor de psicologia Renato Sampaio Lima, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ahhh, o poder da sugestão. Era tudo picaretagem. Ou efeito placebo, para ser mais exato. Esta arte de cura disseminou-se entre outros praticantes no século XVIII e chegou aos Estados Unidos no início do século XIX. Mesmer foi expulso de vários países e cidades porque não conseguiu provar a eficiência do seu método, mas ganhava uma grana dos crédulos. “Em todos os lugares em que ele foi, a comunidade médica o repudiou. Ele pegava madames com doenças psicossomáticas leves, fáceis de tratar com placebo, e baseava o seu prestigio nesse efeito”, completa Sabbatini. O suposto sucesso não dependia das técnicas usadas, mas no seu poder de persuasão. Após muitas críticas, a prática do mesmerismo caiu em desuso no início do século XX.

Fonte:
Superinteressante