A FORÇA EXPEDICIONARIA BRASILEIRA (FEB), com 25.334 militares e comandada pelo General João Baptista Mascarenhas de Moraes, chegou à Itália entre 2 de julho de 1944 e 9 de fevereiro de 1945. A FEB era composta pela 1ª Divisão de Infantaria Brasileira e pela 1st Fighter Aviation Group, equipado com aeronave P47 Thunderbolt. Faltava equipamento, o uniforme de serviço de infantaria não era adequado para os climas frios e neve que eles encontrariam nos Apeninos - muitos deles nunca o tinham visto e nunca tiveram que suportar temperaturas de 20 graus abaixo. zero - e também era muito semelhante ao dos soldados alemães. As tropas brasileiras, assim que desembarcaram em Nápoles, foram totalmente reequipadas e treinadas pelos americanos.
As unidades da FEB foram implantadas em 5 de novembro de 1944 na área abaixo do Monte Castello, imediatamente a leste do Monte Belvedere, reduto da segunda linha profunda da Linha Verde, originalmente chamada de Linha Gótica, defendida pela 232ª Divisão de Infantaria Alemã composta por especialistas veteranos da frente russa. O primeiro assalto de militares brasileiros às defesas de Monte Castello, na noite entre 28 e 29 de novembro, causou a perda de 190 mortos, feridos e desaparecidos. Um segundo ataque, lançado em 12 de dezembro, resultou na perda de 250 soldados, incluindo mortos, feridos e desaparecidos.
Em fevereiro de 1945, a 10ª Divisão Americana de Montanha, a primeira e única divisão americana de tropas alpinas, formada por montanhistas e escaladores experientes e treinados, entrou na linha, que, como parte da operação Encore, atacou com sucesso os postos de observação do Artilharia alemã no Monti della Riva na noite entre 18 e 19 de fevereiro e, em 23 de 19 de fevereiro de três direções diferentes, o reduto alemão de Monte Belvedere. Enquanto os americanos avançavam em direção ao Monte della Torraccia, no território de Iola di Montese, às 5h30 do dia 21 de fevereiro os soldados da divisão brasileira foram ao ataque ao Monte Castello e, após lutas violentas, no final da tarde conquistaram o cume enquanto os alemães recuaram ao longo da estrada em direção à cidade de Castel d'Aiano que será ocupada pelos americanos no dia 5 de março. O ataque dos pracinhas (como eram carinhosamente chamados os soldados brasileiros) foi apoiado pelo 1º Grupo de Caças Brasileiro.
Após uma estabilização da frente por cerca de quarenta dias, a Ofensiva da Primavera começa em 14 de abril, que levará ao rompimento de todas as defesas alemãs tanto nos Apeninos quanto nas planícies e uma corrida para o vale do Pó e o rio Pó. paraA divisão de infantaria brasileira foi implantada à esquerda da formação ofensiva com a tarefa de tomar a cidade de Montese e as duas colinas, Monte Buffone e Montello, que a dominam. Foi uma luta muito dura, travada entre os dias 14 e 18 de abril de casa em casa, e, ao final da batalha, a ocupação de Montese causou 34 mortos, 382 feridos e 10 desaparecidos nas fileiras brasileiras. Em 17 de abril, o 3º batalhão do 6º regimento chegou a Montebuffone, mas nunca conseguiu atingir a altitude mais alta. Quando o batalhão se viu exausto após a perda de dezenas de homens, o comando brasileiro decidiu suspender o ataque e manter as posições alcançadas. Em 18 de abril o comando alemão percebeu que o avanço das tropas americanas de 10 paraA divisão de Montagna no lado em direção a Rocca di Roffeno arriscou cercar as forças alemãs e, portanto, decidiu se desvencilhar das colinas acima de Montese e se retirar. Montese foi "palco da mais árdua e sangrenta vitória do exército brasileiro na Itália".
Alemães,
após terem abandonado as posições nas montanhas acima de Montese, retiraram-se em direção a Zocca, continuando a bombardear as linhas brasileiras com tiros de artilharia. Zocca é libertado pelos brasileiros em 21 de abril, que chegará à estrada do vale no dia 22. Em 23 de abril elementos do 6º regimento entram em Marano e elementos do 11º regimento entram em Vignola. Os dois regimentos dirigem-se então para Piacenza, ao longo do sopé, capturando, no vale do Rio Taro (Fornovo), o que restou da 90ª Divisão Italiana e seu comandante General Mario Carloni e a 148ª Divisão de Infantaria Alemã e seu Comandante Geral Otto Fretter Pico. O fim da guerra na Itália vê a FEB rumo a Alessandria. O saldo final das operações ultramarinas da Força Expedicionária Brasileira reporta a 25.
Bibliografia:
- “A II guerra mundial .. O Brasil e Monte Castello” Memória do Exército Brasileiro e do Jornal do Brasil. Editado por: Fundação Armando Alvares Penteado Edição: outubro de 2005.
- Do Brasil a Montês ... história, memória e amizade 1943 - 2008. Edição: 2008
- Cronologia da 10ª Divisão de Montanha Americana na Segunda Guerra Mundial. Editado por John Imbrie traduzido por Andrea e Giuliano Gandolfi Edição 2013.
23.10.20
Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Linha Gótica
Labels: FEB
Fernão de Magalhães e a primeira circum-navegação do planeta
Há cinco séculos, navegador português partia para encontrar passagem que liga Atlântico e Pacífico no extremo sul do continente americano. Celebrado sobretudo no século 19, hoje o culto a Magalhães é questionado.
Réplica da nau Victoria, que completou a volta ao globo iniciada por Magalhães
Na Espanha, a partir de 10 de agosto de 2019 festeja-se um evento desencadeado por obra do acaso: o 500º aniversário da partida para a primeira circum-navegação do planeta, iniciada por Fernão de Magalhães. Cavaleiro endurecido pelas lutas e marinheiro à prova de tempestades desde jovem, ele não poderia imaginar que faria uma contribuição vital para a primeira volta ao redor da Terra.
Magalhães nasceu no norte de Portugal por volta de 1480, numa família da baixa nobreza. Católico convicto, ele foi influenciado pela visão de mundo religiosa da Baixa Idade Média e pela ideia de cristianizar o planeta. Magalhães faz parte de uma mudança épica dos tempos, da Idade Média à era moderna.
Contando 12 anos quando Cristóvão Colombo "descobriu" a América, para o aventureiro intrépido e de boa constituição física o início da era colonial chegou na hora certa. Desde jovem, destacou-se em missões militares – provavelmente visando ascender à alta nobreza, segundo historiadores.
Magalhães foi o primeiro a chegar à Índia ou à Península da Malásia em navios portugueses de especiarias e de guerra. Durante oito anos lutou em palcos de guerra na Ásia e no norte da África. Em 1512, juntamente com outros navegadores, partu para as chamadas "Ilhas das Especiarias". Somente lá, nas lendárias terras pertencentes ao arquipélago das Molucas, no Sudeste Asiático, florescia a noz-moscada e, sobretudo, o cravo-da-índia.
Esses preciosos e exóticos intensificadores de sabor prometiam riqueza, pois eram pesados a ouro nos mercados europeus. A participação do navegador português na venda das especiarias ali adquiridas assegurou inicialmente sua subsistência, mas ao mesmo tempo despertou o desejo de mais.
Descoberta do Estreito de Magalhães, 500 anos atrás, custou dezenas de vidas
Após uma discussão com o rei de Portugal, a partir de 1517 Fernão de Magalhães passou a navegar sob bandeira espanhola. Seu patrão era o rei Carlos 1°, conhecido mais tarde como Carlos 5°, soberano do Sacro Império Romano Germânico.
O historiador Christian Jostmann conta que o teólogo e escritor espanhol Bartolomé de las Casas descreve Magalhães como pequeno e antes insignificante, mas extraordinariamente carismático. "Quando necessário, ele sabia se promover brilhantemente, conseguindo entusiasmar as pessoas sobre si próprio, suas ideias e grandes objetivos". Não é de admirar que tenha convencido o rei espanhol a financiar sua viagem às Molucas.
Mas não era apenas perspectiva de riqueza que fez Carlos 1° concordar, ele também foi movido por razões geopolíticas: no fim do século 15, Espanha e Portugal dividiram entre si o mundo então conhecido, mas não era claro a quem pertenciam as Molucas, hoje pertencentes à Indonésia.
Uma rota ao redor do Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, estava fora de questão por estar bloqueada pelos portugueses. Para evitar cruzar qualquer área reivindicada por seus conterrâneos, Magalhães planejou encontrar uma rota marítima ocidental para as Molucas. Desde Colombo, cerca de 500 navios haviam tentado em vão achar uma passagem através do continente americano.
A Armada das Molucas – cinco navios totalmente reformados, equipados com canhões – deixou Sevilha em 10 de agosto de 1519, partindo para Sanlúcar de Barrameda, no litoral do Oceano Atlântico. De lá, a frota zarpou com cerca de 240 tripulantes em 20 de setembro.
"Enriquecer, fundar colônias para a Espanha, cristianizar e, em nível pessoal, a perspectiva de ascensão social: com esses objetivos, Magalhães partiu", explica o historiador Christoph Jostmann, que se ocupou intensamente do navegador português. Em seu livro recente, Magellan oder Die erste Umsegelung der Erde (Magalhães ou a primeira circum-navegação da Terra), ele descreve vividamente o que o aventureiro e seus companheiros vivenciaram nessa primeira volta ao redor do globo: tempestades, calmarias, fome, sede, doenças, motins e conflitos mortais com os povos indígenas.
"Isso não tem nada a ver com romantismo da navegação", aponta Jostmann. "Cerca de 50 homens viveram por meses numa banheira de madeira, que talvez tivesse uma área de 150 metros quadrados, sem instalações sanitárias, sem cozinha, sem privacidade. A comida era modesta, quase não havia cuidados médicos; além disso, a incerteza de uma missão suicida."
Primeiro a frota navegou para as Ilhas Canárias; depois, ao longo da costa africana, até Serra Leoa. No ponto mais estreito, atravessou o Atlântico e alcançou o continente americano, na altura de onde hoje fica o Rio de Janeiro.
Continuou ao longo da costa leste da América do Sul, sempre em busca da hipotética passagem para o oeste, num processo extremamente penoso. A frota teve que atracar para passar o inverno, a situação de abastecimento ficou cada vez mais difícil, o clima a bordo dos navios foi piorando cada vez mais. Houve um motim.
Retrato de Fernão de Magalhães, no Museu Municipal de Sevilha
Magalhães se manteve perseverante: em 21 de outubro de 1520, descobriu um cabo e navegou entre a ponta sul do continente americano e a Ilha Grande da Terra do Fogo, num vasto labirinto de canais, embora um primeiro navio tenha se perdido. Outra caravela aproveitou a confusão para escapar de volta para a Espanha. Mas a tão esperada passagem através de águas marcadas pela tempestade foi encontrada, graças a muita sorte. A armada reduzida levara seis semanas para chegar ao Oceano Pacífico.
Do sudeste do Pacífico, Magalhães seguiu durante três meses e meio em direção noroeste, sem se deparar com ilhas habitadas. Fome, sede e doença ceifaram 19 vidas, antes que se encontrasse água fresca e comida numa das Ilhas Marianas. Trágico é que a frota passou perto de uma série de ilhas que poderiam lhe ter fornecido água e alimentos, sem notar sua existência.
Finalmente, as tripulações – os 150 marinheiros restantes – aportaram em 21 de março de 1521, como primeiros europeus nas Filipinas. Para Fernão de Magalhães, era a estação final: seu objetivo era tomar posse dessas ricas ilhas para a Espanha e, possivelmente, mais tarde tornar-se seu governador.
"Quando ele chega às Filipinas, faz uma apresentação tão espetacular, que os nativos se convertem ao cristianismo em grande número e se submetem à Espanha", relata o historiador Jostmann.
Mas nem todos. Ao tentar subjugar militarmente uma aldeia, em 21 de abril, Magalhães foi atingido por uma lança e um dardo envenenado e morreu. As caravelas restantes zarparam às pressas, tendo uma que ser afundada por não haver marinheiros suficientes.
Sob o comando de Juan Sebastián Elcano, os dois navios restantes partiram das Filipinas para as Ilhas das Especiarias. Ali, finalmente embarcaram a tão esperada carga. Para a volta, Elcano escolheu a rota do Cabo da Boa Esperança. O outro navio ainda restante fracassou no caminho do Pacífico.
Quase três anos após a partida da Armada das Molucas, a circum-navegação involuntária e não programada de Magalhães foi concluída por Elcano. Em 6 de setembro de 1522, a nau Victoria chegou ao porto espanhol de partida, Sanlúcar de Barrameda.
Dos 240 que partiram, cerca de 20 marinheiros sobreviveram e colheram a glória pela primeira circum-navegação historicamente documentada. Desde meados do século 19, a passagem ocidental homenageia Fernão de Magalhães com o nome Estreito de Magalhães.
Na época, Magalhães era exaltado por muitos intelectuais como herói e gênio. "Hoje, isso acabou e não se justifica", aponta Christian Jostmann, especialmente tendo em vista a posterior colonização. "É preciso entendê-lo como um ser humano em sua época", mas devendo-se também reconhecer sua ambição e força de vontade. Mas o historiador não vê qualquer razão para celebrar o navegador.
Disponível em:https://www.dw.com/pt-br/fern%C3%A3o-de-magalh%C3%A3es-e-a-primeira-circum-navega%C3%A7%C3%A3o-do-planeta/a-49966518
História dos números – Contagem, evolução do homem e matemática
A necessidade de contagem dos povos primitivos deu origem à história dos números, estes acompanharam a evolução do homem.
Outras Palavras
A história dos números é um marco na evolução do homem, visto que a necessidade de contagem surgiu na vida dos povos primitivos há mais de 30.000 anos. De modo geral, quem nunca contou nos dedos ou desenhou pauzinhos no papel?
Nossos antepassados deram o jeito deles para controlar a quantidade de animais, contar o tempo ou, simplesmente, fazer trocas de mercadorias. Ao passo que, usamos os números em quase tudo que fazemos. Eles estão presentes nos preços, telefones, endereços e no relógio.
Dessa forma, os povos das cavernas e grutas praticavam a matemática, mesmo antes dela existir. De fato, a história dos números envolve muitos povos, culturas e uma evolução longa, até chegar nos algoritmos que temos hoje.
História dos números
A história dos números começou com os caçadores e pescadores, que marcavam com riscos, cada animal que matavam ou frutos colhidos, com pedaços de ossos ou madeira.
Em outras palavras, eles faziam uma contagem da caça feita num determinado período, como também serviam para contar o tempo.
Matemática Legal
Ao passo que, o homem deixou de ser nômade para se fixar em um só lugar, daí começou a trabalhar com o cultivo de plantas e criação de animais.
No entanto, a forma de contagem utilizada se tornou ultrapassada, pois precisavam aprender a controlar o rebanho e prever as épocas de chuva, frio e calor.
Dessa forma, os povos antigos utilizam as pedras para representar cada animal. Assim, quando o seu rebanho entrava no cercado, as pedras dentro do saco eram retiradas, conforme a quantidade que entrava. A saber, caso sobrasse alguma pedra, o dono saberia que o animal se perdeu no caminho ou morreu.
Após formarem aldeias, foi necessário usar mais do que pedras, gravetos ou os próprios dedos para contagem. Agora não eram somente plantas, animais e terras, vieram o impostos, as guerras e, consequentemente, a necessidade de administrar o dinheiro que passou a circular entre os grupos primitivos.
Sobretudo, a palavra cálculo surgiu da prática de contagem do rebanho, visto que o nome derivado do latim significa “contas com pedras”.
Evolução do homem
Conforme a necessidade de registrar trocas do comércio e as transações financeiras, os povos sumérios inventaram a escrita. Nesse meio tempo, elaboraram símbolos para indicar quantidades, mais conhecidos como sistema numérico da Mesopotâmia.
Folha
Todavia, os registros eram feitos em tabletes de argila, mas isto não impediu que eles desenvolvessem tabuadas e uma representação posicional dos números com agrupamento de 60. Isto é, um considerável avanço para a história dos números.
Ademais, você já parou para imaginar como os egípcios construíram as pirâmides? A saber, eles tinham o sistema de numeração com sete números-chave, são eles: 1, 10, 100, 1.000, 10.000, 100.000 e 1.000.000.
Por conseguinte, os Maias criaram apenas três símbolos para escrever todos os números, eram: uma concha, um ponto e uma barrinha. Semelhantemente aos egípcios, esses povos usavam desenhos para representar cada número. No entanto, há uma única diferença dos Maias, porque eles usavam a base vinte e um símbolo para o zero.
Ainda mais, os gregos utilizavam os números com as letras do alfabeto, como por exemplo: α, β e γ. Estes símbolos representam o 1, 2 e 3. Interessante, não é?
Nesse ínterim, os pauzinhos também eram utilizados pelos chineses para fazer contagens, visto que os arqueólogos encontraram escritos orientais em cascos de tartaruga datados em cerca de 3 mil anos atrás. Isto prova mais uma vez que a história dos números é uma mistura de tradição, conhecimento e povos.
História dos números romanos
A história dos números não faz sentido sem os símbolos romanos, já que são muito utilizados até hoje. Nesse sentido, os números romanos possuem sete letras, são elas: I (1), V (5), X (10), L (50), C (100), D (500) e M (1000).
Stoodi
De modo geral, as regras de contagem são de forma ordenada, definido pela posição do número. Atualmente, os números romanos são utilizados para indicar os séculos, capítulos de livros, nomes antigos e ponteiros dos relógios.
Escola de Pitágoras
O grego Pitágoras foi primordial para a história dos números, visto que ele os considerava sagrados. Assim, quando chegou em sua idade adulta, fez uma longa viagem pelo Egito, Arábia, Babilônia e Índia.
Toda Matéria
Ao retornar para a Grécia, criou a famosa Escola de Pitágoras, onde os participantes não podiam revelar o que era ensinado e deveriam desistir de todas as suas posses.
Os alunos de Pitagóricos inventaram a raiz de dois, mais conhecida como raiz quadrada de dois: √2. Depois disto, fizeram outra descoberta importante para a história dos números, criaram os números irracionais.
Além de Pitágoras, existiram grandes pensadores da matemática, como Tales de Mileto, Euclides, Eratóstenes e Arquimedes.
O que achou dessa matéria sobre a história dos números? Se gostou, confira também: Conjuntos Numéricos – O que são, classificação e tipos de conjuntos
Fontes: Mundo Educação, EBC, Sou Matemática e GCF Global
Imagens: Outras Palavras, Matemática Legal, Folha, Stoodi e Toda Matéria
Disponível em: https://conhecimentocientifico.r7.com/vulcao-no-brasil/?utm_source=conhecimento&utm_medium=cpc&utm_campaign=proximo
Hebreus
Os hebreus formaram um povo cuja origem se encontra na antiga Palestina, atual Israel, localizada na região do Crescente Fértil, que era passagem obrigatória entre o Egito e a Mesopotâmia, entre a África e a Ásia, sendo, por isso, um território cobiçado por vários povos da região.
Seu estudo é de grande importância, pois os hebreus foram um dos primeiros a adotar uma crença monoteísta, ou seja, acreditavam em um único Deus, deixando uma importante herança espiritual à civilização ocidental.
Para o estudo dos hebreus, costuma-se utilizar a Bíblia como uma das principais fontes históricas. Os estudiosos, entretanto, têm grande dificuldade em determinar a exatidão histórica de alguns fatos ali relatados, porque a Bíblia foi escrita em diferentes épocas, transcrevendo acontecimentos que eram passados oralmente, de geração a geração.
Muitas passagens foram escritas em linguagem simbólica e a realidade confunde-se com as lendas e os mitos da época e da região. Algumas passagens bíblicas já foram confirmadas pelas pesquisas arqueológicas e outras continuam sendo pesquisadas.
Origem
De acordo com a historiografia tradicional, os hebreus teriam se originado de uma movimentação humana da Mesopotâmia para a Palestina em tempos que recuariam até o século XX a.C. Com seu chefe, Abraão, o primeiro patriarca, o povo teria sido guiado para o território palestino, numa migração em busca de melhores condições. A história dos patriarcas seria a primeira fase da experiência hebraica na Palestina.
Provável rota dos hebreus em direção a Canaã.
Períodos históricos
A história política dos hebreus divide-se em três períodos: governo dos patriarcas, governo dos juízes e governo dos reis.
Governo dos patriarcas
Segundo a Bíblia, os hebreus viviam em Ur, na Mesopotâmia, quando Abraão, o primeiro patriarca, recebeu uma missão divina: deveria conduzir o povo para Canaã, a Terra Prometida, por volta de 2000 a.C.
A viagem foi finalizada por Jacó, neto de Abraão, que mudou o nome para Israel, que significa combatente de Deus, e seus filhos deram origem a 12 tribos hebraicas.
Por volta de 1750 a.C., uma violenta seca obrigou o povo a deixar Canaã e ir para o Egito, atraído pela fertilidade do Rio Nilo.
A chegada dos hebreus coincidiu com o domínio dos hicsos, que, utilizando armas de ferro e cavalos, haviam derrubado o faraó. Durante o período hicso, os hebreus chegaram a ocupar cargos administrativos.
Em 1580 a.C., contudo, os hicsos foram expulsos do Egito, e os hebreus começaram a ser perseguidos e obrigados a pagar altos impostos ao faraó. Mais tarde, foram escravizados, até que, por volta de 1250 a.C., surgiu Moisés, que liderou o povo novamente rumo a Canaã, passagem narrada na Bíblia como o Êxodo, a saída em massa dos hebreus do Egito.
Governo dos juízes
Por volta de 1750 a.C., uma violenta seca obrigou o povo a deixar Canaã e ir para o Egito, atraído pela fertilidade do Rio Nilo.
A chegada dos hebreus coincidiu com o domínio dos hicsos, que, utilizando armas de ferro e cavalos, haviam derrubado o faraó. Durante o período hicso, os hebreus chegaram a ocupar cargos administrativos.
A volta para Canaã, de acordo com o texto bíblico, levou cerca de quarenta anos. O percurso foi marcado por conflitos contra cananeus e filisteus, que ocupavam a região quando os hebreus ali chegaram.
Para combatê-los, comandantes militares e chefes religiosos foram escolhidos pelas tribos para liderar o povo e ficaram conhecidos como juízes.
De todos os juízes, um dos mais conhecidos é Sansão, cuja força lhe foi arrancada por Dalila, ao cortar-lhe o cabelo. De acordo com a Bíblia, Dalila estaria a serviço dos filisteus.
Samuel, o último juiz, escolheu Saul para ser o rei dos hebreus, obedecendo a Jeová, que, segundo o texto bíblico, disse-lhe: “Eis aí o homem, este reinará sobre o meu povo.” (Samuel – I Reis 9, 17)
Governo dos reis
Após sua coroação, Saul centralizou o poder político e combateu os filisteus. O governo de seu sucessor, Davi, caracterizou-se por um grande desenvolvimento econômico. Ele também derrotou os filisteus e, após vencer o gigante Golias, transformou Jerusalém em capital do reino.
Salomão, filho de Davi, assumiu o poder após a morte do pai. Foi ele que construiu o Templo de Jerusalém, no qual, segundo a tradição, foi depositada a Arca da Aliança com as Tábuas da Lei. Também realizou grandes obras, como palácios e fortificações, e incentivou o desenvolvimento comercial.
Para custear essas obras e manter sua corte luxuosa, ele aumentou os impostos sobre a população e instituiu o trabalho obrigatório e o trabalho escravo, o que provocou grande descontentamento popular.
Reinos de Israel e Judá em 926 a.C.
Após sua morte, sua baixa popularidade e as rivalidades entre as 12 tribos provocaram a divisão do povo hebreu em dois reinos: o de Judá, ao sul, com a capital em Jerusalém, e o de Israel, ao norte, com capital em Samaria.
A divisão enfraqueceu o povo hebreu, que enfrentou sucessivas invasões e dominações. Em 722 a.C., os assírios conquistaram o Reino de Israel; em 587 a.C., os babilônios invadiram o Reino de Judá, destruíram o Templo de Jerusalém e levaram o povo como escravo para a Mesopotâmia, submetendo-os ao Cativeiro da Babilônia até 538 a.C., quando os persas dominaram a região mesopotâmica e permitiram que os judeus voltassem à Palestina. Nessa época, o Templo de Jerusalém foi reconstruído.
A região ainda foi dominada pelos macedônios e, mais tarde, pelos romanos. As revoltas contra o Império Romano eram frequentes e, em 70 d.C., sob o comando do general Tito (que se tornaria imperador), o Exército romano sufocou uma rebelião e destruiu o Templo de Jerusalém, provocando uma diáspora judaica.
Em 135 d.C., o imperador Adriano sufocou uma nova revolta e promoveu outra diáspora. Desde então, os hebreus tornaram-se uma nação sem pátria, culturalmente unidos pela língua, pelos costumes e, palestinos, que ainda não teve solução, estendendo-se por décadas.
Após o término da Segunda Guerra Mundial, em razão da perseguição nazista aos judeus, a ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, instituiu a criação do Estado de Israel, na Palestina. Contudo, esse fato gerou um sério conflito entre judeus e palestinos que se estende por décadas e ainda não foi solucionado.
Cultura hebraica
Os hebreus não ficaram conhecidos na história pela realização de grandes obras arquitetônicas, embora possamos lembrar aqui das ruínas do templo do rei Salomão. A comunidade hebraica antiga é reconhecida por sua tradição literária. A escrita fez dos hebreus o povo do Livro. Desde os Salmos, passando pelos Provérbios, pelo Livro de Jó, pelos relatos dos vários profetas, conhecemos uma literatura riquíssima e repleta de referências morais que formataram uma das culturas antigas mais influentes no mundo, incluindo aí o mundo contemporâneo.
Se quisermos pensar na crença monoteísta, devemos associá-la aos hebreus, pois este foi o povo antigo que por mais tempo defendeu ferrenhamente a ideia da existência de um único deus. O cristianismo e o islamismo são duas importantes religiões que nasceram da concepção religiosa hebraica antiga.
O cristianismo nasceu como uma seita judaica e se tornou uma religião de salvação universal, com a ruptura feita à tradição hebraica do “povo eleito”. Tal ruptura teve em Paulo de Tarso – um influente rabino que se converteu ao cristianismo – uma de suas maiores sustentações.
Já a religião islâmica nasceu na Idade Média, com a assimilação da tradição profética judaica por Maomé. A afirmação básica da fé islâmica é: “Alá é o único deus e Maomé é seu profeta”. Esta profissão de fé do islamismo revela a influência judaica em seu credo.
Economia
Em geral, a região ocupada pelos hebreus caracteriza-se pelo clima árido e é cortada por montanhas, sendo que as terras férteis se localizam às margens do Rio Jordão. Foi nessas terras que os hebreus desenvolveram a agricultura de frutas, como romã, legumes e grãos, como o trigo e a cevada, além da criação de ovelhas e cabras.
Acredita-se que a população realizava trocas comerciais nas cidades, principalmente.
Referência:
LÉVÊQUE, Pierre (Dir.). As primeiras civilizações: da Idade da Pedra aos povos semitas. Lisboa: 70, 2009.
Por: Wilson Teixeira Moutinho
Disponível em:https://www.coladaweb.com/historia/hebreus
"Estrela de judeu", símbolo de discriminação e morte
Há 75 anos, os nazistas decretavam para todos os judeus o uso da estrela de seis pontas sobre fundo amarelo. Ela se tornou um estigma de sua exclusão da sociedade e, mais tarde, do próprio Holocausto.
A partir de 1941, estrela amarela passou a ser obrigatória para cidadãos judeus na Alemanha nazista
Em sua origem, a estrela de Davi não representa um estigma, nem é um símbolo exclusivamente judeu. No entanto, desde a época do nazismo na Alemanha, a insígnia de seis pontas passou a ser associada ao Holocausto.
Com as Leis Raciais de Nurembergue, de 1935, os judeus passaram a ser cada vez mais excluídos da vida social. A legislação estipulava meticulosamente quem era judeu puro, meio-judeu, mestiço judeu de primeiro ou segundo grau, ou "suposto judeu" (Volljude, Halbjude, jüdischer Mischling ersten oder zweiten Grades, "Geltungsjude"). Mais tarde, a maioria deles seria obrigada a usar uma estrela amarela no peito.
"Tornar o inimigo interno visível"
Já antes da guerra, Reinhard Heydrich, chefe do Departamento Central de Segurança do Reich, especulava como os "inimigos internos" da Alemanha poderiam se tornar "visíveis para todo o mundo".
Reinhard Heydrich foi o "inventor" da estrela amarela para identificar judeus
Pouco depois da Noite dos Cristais, em novembro de 1938, quando em toda a Alemanha se incendiaram sinagogas e lojas de propriedade judaica foram depredadas, Heydrich escreveu: "Todo judeu nos termos das Leis de Nurembergue deve usar um determinado distintivo. Essa é uma possibilidade que facilita bastante muitas outras coisas."
Para o regime nacional-socialista, mais tarde a medida facilitaria sobretudo a localização dos judeus e sua deportação para campos de concentração, e não só na própria Alemanha.
Já no início da guerra, em setembro de 1939, impôs-se aos judeus na Polônia ocupada que usassem uma braçadeira branca com a estrela, na época ainda azul. À medida que a campanha de ocupação territorial avançava, os nazistas levaram para outros países a rotulagem obrigatória da população judaica.
De início, Hitler hesitou
Antes da guerra, o regime ainda se mostrava reticente. Em 1937, constatava-se uma hesitação tática mesmo de Adolf Hitler, ao declarar diante de funcionários do Partido Nacional-Socialista (NSDAP): "O problema da identificação já está sendo continuamente considerado há dois, três anos e, de um modo ou de outro, um dia será posto em prática, é claro. [...] É preciso agora ter o faro para perceber: 'O que eu posso fazer, o que não posso?'"
Àquela altura, para fora o ditador ainda se mostrava aberto a concessões, obviamente temendo uma reação internacional forte. Contudo, depois do início da guerra, as inibições se foram. Em 1941 o ministro da Propaganda Josef Goebbels sugeriu novamente a Hitler a identificação dos judeus, recebendo a permissão para tal em meados de agosto.
Em 1° de setembro de 1941 entrava em vigor a nova portaria policial. Ela especificava detalhadamente: "A estrela pintada de preto sobre um fundo de tecido amarelo, do tamanho de um pires de mão, com o dizer 'Jude' [...] deverá ser portada de forma visível, costurada sobre o peito esquerdo da vestimenta."
A portaria valia para todos os cidadãos judeus nos termos das Leis de Nurembergue, a partir de seis anos de idade, os quais, a partir daí, estavam proibidos de "se mostrar em público sem a estrela judaica". Quem tentasse esconder a "Judenstern" sob uma pasta, a lapela do casaco ou um cachecol, por exemplo, estava sujeito a punições severas por parte da Gestapo, que monitorava rigorosamente o uso visível do estigma.
Deportação de judeus teve início um mês após a obrigatoriedade do uso da estrela amarela
Preâmbulo para o Holocausto
A situação era desesperadora para os afetados. O filólogo e autor Victor Klemperer (1881-1960), embora viesse de família judia, se convertera ao protestantismo desde a Primeira Guerra. Mas isso não interessava aos nazistas: para eles, Klemperer era judeu. Em 1935, o especialista em línguas latinas perdeu sua cátedra em Dresden.
Ao ser obrigado a usar a estrela, ele escreveria em seu hoje célebre diário: "Ontem, quando Eva costurou a estrela judaica, um ataque de desespero alucinado em mim. Os nervos de Eva também estão nas últimas. [...] Eu próprio me sinto arrasado, não encontro equilíbrio."
Em 2013, a sobrevivente do Holocausto Ingre Deutschkron lembrou em cerimônia comemorativa no Parlamento alemão: "A maioria dos alemães com quem eu me deparava nas ruas de Berlim desviava o olhar quando percebia que eu usava a estrela, ou olhava através de mim, a estigmatizada, ou virava o rosto. [...] Sem dúvida, a estrela criou um isolamento discriminador para nós." Isolamento, discriminação, mas também controle.
A identificação por meio da estrela amarela era apenas o preparativo para o que os nazistas chamaram de "a solução final da questão judaica": o extermínio. Além do uso da insígnia, os judeus passaram a não poder mais deixar seus bairros sem permissão policial.
Assim se formou uma organização perfeita para o Holocausto. Não por acaso, em outubro de 1941, um mês apenas após a entrada em vigor da portaria, começava a deportação para os campos de extermínio. Victor Klemperer e Inge Deutschkron sobreviveram – milhões de outros, não.
Disponível em:https://www.dw.com/pt-br/estrela-de-judeu-s%C3%ADmbolo-de-discrimina%C3%A7%C3%A3o-e-morte/a-19518174
Teresa Cristina de Bourbon, “Mãe dos Brasileiros”
Dar dignidade histórica a Teresa Cristina de Bourbon e Imperatriz do Brasil, exumando-a do esquecimento da posteridade é um dever de uma "Mulher da terra de Nápoles".
A história que vamos contar é cheia de charme e aventura, e mais do que uma biografia em sentido estrito, queremos contribuir para uma reconsideração do período em que Itália e Brasil lançaram as bases de suas respectivas identidades nacionais. ) com fortes repercussões que atingem até hoje.
Teresa Cristina delle Due Sicilie (Nápoles, 14 de março de 1822 - Porto, 28 de dezembro de 1889) apelidada de "Mãe dos Brasileiros", foi a Imperatriz consorte de Pedro II do Brasil que reinou de 1831 a 1889.
Teresa Cristina era filha do então Duque da Calábria, que mais tarde ascendeu ao trono do Reino das Duas Sicílias, como Rei Francisco I, que mais tarde ficou órfão de seu pai em 1830. Sua mãe aparentemente a negligenciou após se casar com um jovem oficial em 1839. Ele cresceu em isolamento solitário, em um contexto de superstição religiosa, intolerância e conservadorismo. Ao contrário do pai ou da mãe, Teresa Cristina tinha um caráter doce e tímido. Ela não era agressiva e aprendeu a ficar satisfeita com as circunstâncias em que se encontrava. Ela não brilhava em beleza, mas ela nem era tão feia como alguns historiadores garibaldianos injustamente a descreveram, ela possuía uma bela voz que muitas vezes a levava a praticar canto. As pesquisas e estudos de Aniello Angelo Avella, realizados em fontes napolitanas e brasileiras, nunca explorados até agora, eles revelaram uma personalidade feminina de considerável profundidade humana e cultural, longe da figura submissa e discreta. Portanto, redescobrimos uma mulher enérgica, politicamente influente e prestadora de conselhos, amante e protetora das artes, música, arqueologia, pintura. Uma mulher que amou profundamente a terra brasileira. Graças à sua presença no Brasil, o período 1843-1889 (da chegada ao Rio de Janeiro até a morte no exílio) foi um dos períodos decisivos para a construção da identidade brasileira e, ao mesmo tempo, para o processo de integração entre Nápoles e Brasil. influente no nível político e dispensador de conselhos, amante e protetor das artes, música, arqueologia, pintura. Uma mulher que amou profundamente a terra brasileira. Graças à sua presença no Brasil, o período 1843-1889 (da chegada ao Rio de Janeiro até a morte no exílio) foi um dos períodos decisivos para a construção da identidade brasileira e, ao mesmo tempo, para o processo de integração entre Nápoles e Brasil. influente no nível político e dispensador de conselhos, amante e protetor das artes, música, arqueologia, pintura. Uma mulher que amou profundamente a terra brasileira. Graças à sua presença no Brasil, o período 1843-1889 (da chegada ao Rio de Janeiro até a morte no exílio) foi um dos períodos decisivos para a construção da identidade brasileira e, ao mesmo tempo, para o processo de integração entre Nápoles e Brasil.
Um dia, Vincenzo Ramirez, ministro do Reino das Duas Sicílias, encontrou-se em Viena com um enviado brasileiro que procurava sem sucesso uma noiva para seu imperador, o jovem Pedro II. No entanto, as casas reais europeias, às quais se dirigia, temiam que D. Pedro II desenvolvesse uma personalidade imprevisível como a do pai, o imperador D. Pedro I, conhecido pela sua infidelidade. Ramirez pareceu indiferente e ofereceu a mão de Teresa Cristina. O vínculo de amor era secundário em uma época em que o papel de uma consorte real era gerar herdeiros para seu marido e para a nação. Sendo uma princesa, os possíveis pretendentes eram muito limitados. A perspectiva de se casar com um imperador era uma oportunidade a não perder.
O governo das Duas Sicílias enviou a Pedro II um quadro com uma bela jovem, o que o levou a aceitar a proposta. O imperador ficou encantado com o retrato, dizendo que o tema parecia ser uma "princesa das fadas". Segundo o historiador James McMurtry Longo, a mulher retratada na pintura não era Teresa Cristina, mas outra pessoa, e "quando Pedro II descobriu o engano, era tarde demais". Devido aos complicados casamentos entre realezas, Teresa Maria estava ligada a Pedro II por tantos laços de consanguinidade, que exigiu a dispensa do Papa Gregório XVI antes que os acordos de casamento pudessem ser concluídos. A permissão foi concedida e um casamento por procuração ocorreu em 30 de maio de 1843 em Nápoles: Pedro II foi representado pelo irmão de sua noiva, o príncipe Leopoldo,
Uma pequena frota brasileira composta por uma fragata e duas corvetas partiu para as Duas Sicílias em 3 de março de 1843 para escoltar a nova imperatriz do Brasil. A esquadra brasileira, acompanhada por uma divisão naval napolitana composta por um navio da linha e três fragatas, voltou ao Rio de Janeiro com Teresa Cristina em 3 de setembro de 1843. Pedro II imediatamente subiu a bordo do navio e cumprimentou sua noiva. Ao ver este gesto impetuoso, a multidão gritou e os canhões dispararam de forma ensurdecedora em saudação. Teresa Cristina se apaixonou pelo novo marido à primeira vista. Ele era alto, loiro bem proporcionado, olhos azuis e considerado bonito, apesar de uma mandíbula pronunciada herdada de seus ancestrais Habsburgos. Ampliando o panorama histórico-cultural da época, ANIELLO ANGELO AVELLA (autor do livro " UM IMPERADOR NEAPOLITANO PARA OS TROPICS. TERESA CRISTINA DI BORBONE NO TRONO DO BRASIL ") também consegue derrubar a tese segundo a qual o casamento de Teresa Cristina foi um acontecimento fortuito, como afirma um certo tipo de historiografia. Pelo contrário, foi um acontecimento importante na política atlântica da diplomacia Com efeito, um novo reforço da união dinástica entre Bourbon e Bragança, deu-se com o casamento do irmão de Teresa, Luigi Conde de Áquila, com a irmã do imperador, Januária, ex-regente do trono brasileiro. Pelo contrário, foi um acontecimento importante na política atlântica da diplomacia Bourbon. Com efeito, um novo reforço da união dinástica entre Bourbon e Bragança, deu-se com o casamento do irmão de Teresa, Luigi Conde de Áquila, com a irmã do imperador, Januária, ex-regente do trono brasileiro. Pelo contrário, foi um acontecimento importante na política atlântica da diplomacia Bourbon. Com efeito, um novo reforço da união dinástica entre Bourbon e Bragança, deu-se com o casamento do irmão de Teresa, Luigi Conde de Áquila, com a irmã do imperador, Januária, ex-regente do trono brasileiro.

Dom Pedro II e Teresa Cristina
A cultura napolitana desse período brilhou nos diversos campos do pensamento, da pesquisa, da expressão artística e logo cruzou o oceano. Sob o alto patrocínio da imperatriz no Rio de Janeiro floresceram o artesanato e as atividades musicais e teatrais. Em vários escritos da época, a Baía de Guanabara era comparada ao Golfo Napolitano e se tornou o destino preferido de muitos súditos das Duas Sicílias, que aumentaram em número após a chegada de Teresa. Assim, a raiz napolitana se espalhou por todos os estratos sociais do tecido urbano 'carioca', ao contrário do modelo francês, dotando o novo estado de outros "modelos" para seu próprio desenvolvimento.
Uma grande paixão da Imperatriz Teresa Cristina foi a arqueologia, tanto a ponto de induzi-la a propor uma troca a seu irmão Ferdinando II, rei de Nápoles e das duas Sicílias, como se pode verificar pela correspondência no volume. Acima mencionados, os dois irmãos napolitanos, apaixonados pela arqueologia, estabeleceram, de fato, uma troca de alto valor cultural com um forte significado simbólico. Vários achados de Pompéia e Herculano partiram para o Rio enquanto diferentes artefatos e ferramentas dos índios brasileiros foram aumentar as já ricas coleções do Museu Real Bourbon de Nápoles (atual Museu Nacional). Além disso, depois de ter herdado algumas propriedades no Lazio de sua tia, a rainha da Sardenha Maria Cristina, Teresa Cristina promoveu uma campanha de escavação no local do antigo Veio,

Museu Nacional. Museu Imperial Petropoli
Graças à princesa napolitana, o Brasil hoje possui, com mais de 700 peças, o maior acervo de arqueologia clássica da América Latina. A "Coleção Teresa Cristina", fruto de uma intensa atividade arqueológica que desenvolveu na Itália, constitui, juntamente com os achados do Museu Nacional e os objetos expostos no Museu Imperial de Petrópolis, um dos maiores centros culturais italianos fora das fronteiras nacionais. Por um lado, objetos da Itália plantaram as sementes da tradição clássica em terras americanas. Por outro lado, o artesanato indígena do Brasil mostrava à Europa alguns aspectos de uma civilização distante que poderiam estimular a criatividade dos antigos continentes. Muitos desses objetos também enriqueceram o Museu Pigorini de Roma.
A avaliação da obra de Teresa Cristina não se limita ao campo artístico, pois influenciou significativamente, sobretudo, a composição dos fluxos migratórios. Foi criado um húmus no qual cresceram as grandes migrações do final do século XIX, que teriam visto a formação da maior colônia de emigrantes italianos no exterior. Como destaca o historiador Julio Cezar Vanni, a imperatriz conquistou a confiança do marido e passou a colaborar nas decisões do Estado. Para melhorar a situação da saúde pública e da educação, ele decidiu algumas facilidades para a Justiça brasileira para que muitos napolitanos, médicos, engenheiros, professores, farmacêuticos, enfermeiras, artistas, artesãos e operários qualificados ali viessem. O volume, acompanhado de correspondência, fotografias de grande importância e beleza,

Familia imperial
A morte de sua filha Leopoldina de febre tifóide em 7 de fevereiro de 1871 causou infelicidade na família imperial. Pedro II, resolveu fazer uma viagem à Europa no mesmo ano entre outros motivos para “alegrar” a sua esposa (como indica as suas palavras) e retribuir a visita aos seus quatro netos, filhos de Leopoldina que viviam em Coburg desde 1860. Teresa Cristina preferia a vida cotidiana no Brasil: "dedicar-se à família, às devoções religiosas e às obras de caridade". A visita à sua terra natal trouxe-lhe então memórias dolorosas: a sua família foi destronada em 1861 e o Reino das Duas Sicílias foi anexado ao que viria a ser o Reino da Itália.
A tranquila rotina doméstica terminou quando uma facção do exército se rebelou e derrubou Pedro II em 15 de novembro de 1889, proclamando a república e ordenando que toda a Família Imperial deixasse o Brasil. Ao ouvir a ordem de saída, um oficial disse à Imperatriz: "Renuncie, minha senhora". Ela respondeu: "Eu sempre tenho, mas como não chorar por ter que deixar essa terra para sempre!" Segundo o historiador Roderick J. Barman, os "eventos de 15 de novembro de 1889 quebraram seu estado emocional e fisicamente". Depois de adoecer durante a maior parte da travessia do Atlântico, Teresa Cristina e a família chegaram a Lisboa no dia 7 de dezembro.
De Lisboa o casal imperial seguiu para o Porto. Isabella e sua família partiram para a Espanha. Em 24 de dezembro, a Família Imperial recebeu a notícia oficial de que havia sido banida do país para sempre. Pedro II escreveu em seu diário em 28 de dezembro de 1889: ".. Ouvindo a reclamação da imperatriz, fui ver o que ela tinha. Ela estava resfriada com dor nos quadris, mas não tinha febre". Com o passar do dia, a respiração de Teresa Cristina tornou-se cada vez mais difícil e a insuficiência respiratória levou a uma parada cardíaca e morte às 14h.
Enquanto morria, Teresa Cristina disse a Maria Isabel Pinto de Andrade, Baronesa de Japurá: “Maria Isabel, não estou morrendo de doença, estou morrendo de dor e pesar”! As suas últimas palavras foram: "Tenho saudades da minha filha [Isabella] e dos meus netos, não posso abraçar o Brasil pela última vez, uma terra linda ... Porque não posso voltar" ... As ruas do Porto estavam apinhadas de gente que se reunia para assistir ao seu cortejo fúnebre. A pedido do marido, o corpo de Teresa Cristina foi sepultado na Igreja de São Vicente de Fora perto de Lisboa, onde foi sepultada no Panteão de Bragança. Seus restos mortais, junto com Pedro II, foram posteriormente repatriados para o Brasil em 1921 com grande alarde. Eles receberam um cemitério na catedral de Petrópolis em 1939.
A notícia de sua morte gerou luto sincero no Brasil.
Segundo o historiador Eli Behar, Teresa Cristina se destacou “pela discrição, que a impedia de se associar a qualquer movimento político, e pela ternura e caridade, que lhe valeram o nome de 'Mãe dos Brasileiros ". Opinião semelhante é expressa pelo historiador Benedito Antunes, que elogiou a imperatriz pelo patrocínio ao desenvolvimento cultural e científico: ele “promoveu a cultura de várias formas, trazendo artistas italianos, intelectuais, cientistas, botânicos, músicos, contribuindo assim para o progresso e enriquecimento da vida cultural da nação ”. Esse ponto de vista é compartilhado pela historiadora Eugenia Zerbini, que argumentou que, graças a ela, o Brasil hoje possui o maior acervo arqueológico clássico da América Latina.
Pouco antes de sua morte, Pedro II doou a maior parte de seus bens ao governo brasileiro, que foram divididos entre o Arquivo Nacional do Brasil, o Museu Imperial do Brasil, a Biblioteca Nacional do Brasil e o Instituto Geográfico. Pedro II impôs apenas uma condição: que o presente fosse em homenagem à sua falecida esposa, e por isso é atualmente conhecido como "Coleção Teresa Cristina Maria". A coleção é registrada pela UNESCO como parte do Patrimônio Mundial em sua memória do Programa Mundial. Por fim, Teresa Cristina é lembrada nos nomes de várias cidades brasileiras, como Teresópolis (no Rio de Janeiro), Teresina (capital do Piauí), Cristina (em Minas Gerais) e Imperatriz (no Maranhão).
Disponível em: https://www.positanonews.it/2014/08/teresa-cristina-di-borbone-madre-dei-brasiliani/141771/
A ORIGEM DO ENTERRO, DO VELÓRIO E DE OUTROS COSTUMES LIGADOS À MORTE
A origem do enterro, do velório e de outros costumes ligados à morte
1. O ato de enterrar os corpos é quase tão antigo quanto o próprio ser humano. Pesquisadores descobriram cemitérios estimados em 60000 a.C., com chifres de animais sobre os restos mortais, indicando que já existia o ritual de presentear o falecido.
2. A necessidade de “esconder” os corpos embaixo da terra, ou mesmo de pedras, tinha um sentido diferente do atual: corpos em putrefação atraíam animais. Sendo assim, essa era uma maneira de se proteger dos predadores.
3. Já o costume de velar os corpos tem outra origem. É provável que esse ritual tenha surgido na Idade Média, quando muitos dos utensílios domésticos, como copos e pratos, eram fabricados com estanho. As famílias com mais posses utilizavam copos desse metal para consumir bebidas alcoólicas, porém, a mistura das substâncias poderia deixar o sujeito “no chão”, causando uma espécie de narcolepsia. Quando encontrado, o corpo era recolhido e colocado sobre uma mesa. Assim, a família fazia uma vigília para ver se o “morto” iria acordar.
4. O nome “velório” surgiu das velas. O fato é que, sem luz elétrica na época, as pessoas passavam as noites segurando velas enquanto vigiavam o falecido. Daí a expressão “velar” o corpo.
5. Algumas religiões dizem que o velório deve durar 24 horas porque o espírito ainda está presente no corpo.
6. O povo hebreu criou o costume de sepultar os mortos, posteriormente adotado pela Igreja Católica.
7. O sepultamento, diferente do enterro, consiste em colocar o corpo em uma sepultura e não em uma cova.
8. Os sepultamentos dentro de igrejas eram muito comuns na Europa até que, no século XIV, a peste negra dizimou milhões de pessoas, fazendo com que não fosse possível comportar tantos corpos. Assim, os enterros foram instituídos.
9. No Brasil, os sepultamentos em igrejas existiram até a década de 20, quando foram construídos os primeiros cemitérios. Antes disso, apenas escravos e indigentes eram enterrados, enquanto os homens livres eram sepultados nas igrejas. Devido a esse costume, era possível “medir” o tamanho de uma cidade pela quantidade de igrejas que ela possuía.
10. Estima-se que o maior cemitério do mundo é o “Wadi Al-Salaam”, no Iraque, com mais de 5 milhões de corpos.
11. Já a cremação, técnica que reduz um corpo a cinzas, foi criada por volta de 1000 a.C. pelos gregos e romanos, que acreditavam que o sepultamento era para criminosos e seria mais digno ter o corpo cremado.
12. Até 1964, a Igreja Católica não permitia que seus fiéis fossem cremados. Atualmente, mesmo sem a proibição, o hábito do enterro ainda continua muito forte em países católicos.
13. No Brasil, quem não possui um espaço privado no cemitério é enterrado nas “quadras gerais”. Após três anos, o corpo é exumado e os restos são direcionados a um ossário.
14. Os valores para a cerimônia de velório e o enterro variam muito de cidade para cidade. O jornal Estado de Minas fez um levantamento na capital e verificou que os preços podem divergir de R$ 3,77 mil a R$ 43,6 mil.
15. Já o site Crematório Vila Alpina aponta que as cremações custam de R$ 4,5 mil a R$ 9 mil no país.
16. Enterrar um corpo em terreno privado, e não no cemitério, é considerado crime de ocultação de cadáver.
17. Na China, o preço do metro quadrado dos sepulcros chega a mais de R$ 20 mil.
18. Algumas funerárias oferecem transmissão ao vivo do velório para parentes e amigos que não podem comparecer.
19. Pensando em diminuir o impacto ambiental, já que o caixão, as roupas e o líquido tóxico da decomposição do corpo podem atingir os lençóis freáticos, foram criados caixões de material biodegradável. Porém, são pouco solicitados por sua aparência.
20. No início, os velórios eram realizados nas casas das famílias e todos os parentes e pessoas próximas compareciam e entregavam flores. Com o surgimento de lugares próprios para isso, muitos não podiam se deslocar até o local do velório e passaram a enviar as flores e cartas, que muitas vezes, na emoção do momento, não eram lidas. Para mostrar a todos que, mesmo não comparecendo, aquela pessoa se importava com o morto, passou-se a enviar flores e faixas com um recado em letras garrafais. Assim, todos os presentes poderiam saber quem enviou e a mensagem. Essa é a origem mais provável para a coroa de flores.
21. A tanatopraxia é uma técnica para conservar cadáveres e consiste em duas etapas. Na primeira, há a substituição do sangue por um fluido à base de formol. Depois, utilizando uma bomba de aspiração, são retirados gases e fezes. O corpo ainda é limpo, e o profissional cuida dos cabelos, da barba, das unhas e até da maquiagem do falecido.
Disponível em: https://www.diariors.com.br/site/entretenimento/curiosidades/18353-a-origem-do-enterro,-do-vel%C3%B3rio-e-de-outros-costumes-ligados-%C3%A0-morte.html
Batalha de Midway e a campanha das Aleutas em fotos raras, 1942-1943

Um bombardeiro de mergulho SBD-3 do Bombing Squadron Six, no convés do USS Yorktown. A aeronave foi pilotada por Ensign GH Goldsmith e ARM3c JW Patterson, Jr., durante o ataque de 4 de junho de 1942 contra o porta-aviões japonês Akagi. Observe os danos da batalha na cauda.
A Batalha de Midway foi um ponto de viragem na Guerra do Pacífico. Antes da Batalha do Mar de Coral em 7 a 8 de maio de 1942, a Marinha Imperial do Japão havia varrido todos os seus inimigos dos oceanos Pacífico e Índico. Na Batalha do Mar de Coral, os japoneses obtiveram uma vitória tática, mas sofreram uma derrota em nível operacional: não invadiram Port Moresby na Nova Guiné e montaram uma base a partir da qual seus aviões terrestres poderiam dominar os céus do norte Austrália. No entanto, a iniciativa militar geral ainda estava nas mãos dos japoneses. A força de ataque do porta-aviões ainda era a unidade aérea móvel mais forte do Pacífico, e o almirante Isoroku Yamamoto, o comandante da frota japonesa, esperava usá-la para destruir o que restava da Frota do Pacífico da Marinha dos EUA.
O plano de Yamamoto era atacar e então assaltar as duas ilhas que compõem o atol de Midway. Ele raciocinou que a Marinha dos Estados Unidos não poderia tolerar tal operação tão perto de sua base no Havaí, e ele acreditava - corretamente, como aconteceu - que o que restou da Frota do Pacífico dos Estados Unidos sairia de Pearl Harbor e se exporia ao poder de sua força de transporte e seus navios de guerra mais poderosos. Yamamoto queria que seus porta-aviões, liderados pelo vice-almirante Chuichi Nagumo, fizessem uma emboscada para qualquer porta-aviões e navios de superfície americanos que se aventurassem a contestar o ataque e assalto japoneses em Midway. Em vez disso, ele foi emboscado pelos três transportadores americanos - Yorktown, Enterprise e Hornet - que haviam navegado para o norte e o oeste do Havaí. Em apenas um dia - 4 de junho de 1942 - o Almirante Nagumo perdeu seus quatro porta-aviões para as unidades aéreas de seus oponentes americanos, enquanto os Estados Unidos
Por que Midway foi uma vitória tão crítica? Primeiro, o fato de a Marinha dos EUA perder apenas um porta-aviões em Midway significava que quatro porta-aviões (Enterprise, Hornet, Saratoga e Wasp) estavam disponíveis quando a Marinha dos EUA partiu para a ofensiva durante a campanha de Guadalcanal, que começou na primeira semana de agosto de 1942 Em segundo lugar, a marcha da Marinha Imperial Japonesa através do Pacífico foi interrompida em Midway e nunca reiniciada. Depois da Midway, os japoneses reagiriam aos americanos, e não o contrário. Na linguagem do Naval War College, a “iniciativa operacional” havia passado dos japoneses para os americanos. Terceiro, a vitória em Midway ajudou a estratégia aliada em todo o mundo.
Esse último ponto precisa de alguma explicação. Para compreendê-lo, comece colocando-se no lugar do presidente Franklin Roosevelt e do primeiro-ministro Winston Churchill no início de maio de 1942. A perspectiva militar em todo o mundo parece muito ruim para os Aliados. O exército alemão está destruindo uma ofensiva soviética para reconquistar Kharkov e em breve iniciará uma campanha para tomar o suprimento de petróleo da União Soviética no Cáucaso. Uma força alemã e italiana no norte da África está ameaçando o Canal de Suez. Os japoneses afetaram seriamente a Frota do Pacífico, expulsaram a Marinha Real britânica do Oceano Índico e ameaçam se unir aos alemães no Oriente Médio.
Se os japoneses e os alemães se unirem, eles vão cortar a linha de abastecimento britânica e americana através do Irã para a União Soviética e podem puxar as colônias britânicas e francesas no Oriente Médio para a órbita do Eixo. Se isso acontecer, a Grã-Bretanha pode perder o controle do Mediterrâneo Oriental e a União Soviética pode negociar um armistício com a Alemanha. Pior ainda, os chineses, sem ajuda dos Estados Unidos, também podem negociar um cessar-fogo com os japoneses. Para Churchill, há a perspectiva adicional e temida de que os japoneses possam desencadear uma revolta que tirará a Índia da Grã-Bretanha. Algo precisa ser feito para deter os japoneses e forçá-los a concentrar suas forças navais e aéreas no Pacífico - longe do Oceano Índico e (possivelmente) do Mar da Arábia.
Midway salva a decisão dos americanos e britânicos de concentrar seus principais esforços contra a Alemanha, e os militares americanos e britânicos estão livres para planejar sua invasão do Norte da África. A Marinha e os fuzileiros navais dos EUA também começam a planejar uma operação em Guadalcanal contra os japoneses. Como disse o contra-almirante Raymond Spruance - um dos comandantes da força-tarefa de porta-aviões da Marinha em Midway - depois da batalha: “Não tínhamos sido derrotados por essas forças japonesas superiores. A meio caminho para nós na época significava que aqui é de onde começamos, aqui é onde realmente saltamos em uma guerra dura e amarga contra os japoneses. ” Observe suas palavras: “... aqui é de onde começamos ...” Midway, então, foi um ponto de viragem, mas de forma alguma os líderes do Japão e da Alemanha estavam prontos para jogar a toalha.
Ao mesmo tempo em que a Batalha de Midway estava ocorrendo, uma força de ataque de porta-aviões japoneses milhares de milhas ao norte estava atacando as Ilhas Aleutas do Alasca. Depois de bombardear o porto holandês, as forças japonesas tomaram as pequenas ilhas de Attu e Kiska. Foi a primeira vez, desde a Guerra de 1812, que solo americano foi ocupado por um inimigo. Os japoneses cavaram e mantiveram as ilhas até meados de 1943, quando as forças americanas e canadenses as recapturaram em invasões brutais. A campanha é conhecida como “Batalha Esquecida”. Os historiadores militares acreditam que foi um ataque de distração ou finta durante a Batalha de Midway, com o objetivo de retirar a Frota do Pacífico dos EUA do Atol de Midway, já que foi lançado simultaneamente sob o mesmo comandante, Isoroku Yamamoto. Alguns historiadores argumentaram contra esta interpretação,
Porta-aviões USS Enterprise em Ford Island em Pearl Harbor, Havaí, no final de maio de 1942, sendo preparado para a Batalha de Midway.
Os torpedeiros TBD-1 do Torpedo Squadron Six abrem suas asas no convés da USS Enterprise antes de lançar um ataque contra quatro porta-aviões japoneses no primeiro dia da Batalha de Midway. Lançado na manhã de 4 de junho de 1942, contra a frota de porta-aviões japonesa durante a Batalha de Midway, o esquadrão perdeu dez das quatorze aeronaves durante o ataque.
Vista mostrando a popa do porta-aviões USS Enterprise no Pacífico em 1942.
Um caça Grumman F4F-4 “Wildcat” decola do USS Yorktown em patrulha aérea de combate, na manhã de 4 de junho de 1942. Este avião é o número 13 do Esquadrão de Combate Três, pilotado pelo Oficial Executivo do esquadrão, Tenente (jg) William N. Leonard. Observe a metralhadora calibre .50 à direita e colchões pendurados no cabo de segurança para proteção contra estilhaços.
O porta-aviões japonês Hiryu manobra para evitar as bombas lançadas pelas Forças Aéreas do Exército B-17 durante a Batalha de Midway, em 4 de junho de 1942.
LCdr Maxwell F. Leslie da Marinha dos EUA, comandante do esquadrão de bombardeio VB-3, vala no oceano próximo ao cruzador pesado USS Astoria, após atacar com sucesso o porta-aviões japonês Soryu durante a Batalha de Midway, em 4 de junho de 1942. Leslie e seu ala, o tenente (jg) PA Holmberg abandonou perto de Astoria devido ao esgotamento do combustível, depois que seu porta-aviões USS Yorktown estava sob ataque de aviões japoneses quando eles retornaram. Leslie, Holmberg e seus artilheiros foram resgatados por uma das baleeiras do cruzador. Observe um dos hidroaviões Curtiss SOC Seagull do cruzador na catapulta à direita.
Fumaça negra sobe de um tanque de petróleo americano em chamas, incendiado durante um ataque aéreo japonês à Naval Air Station Midway em Midway Atoll, em 4 de junho de 1942. As forças americanas mantinham uma pista de pouso com dezenas de aeronaves estacionadas na pequena ilha. O ataque causou muitos danos, mas a pista de pouso ainda podia ser usada.
Um SBD VB-8 pousa bem longe do centro, voando bem sobre a cabeça do Oficial de Sinalização de Aterrissagem a bordo do USS Hornet durante a Batalha de Midway, em 4 de junho de 1942.
Aeronave japonesa de ataque a bordo do tipo 97 do porta-aviões Hiryu em meio a pesado fogo antiaéreo, durante o ataque de torpedo ao USS Yorktown no meio da tarde de 4 de junho de 1942. Pelo menos três aviões são visíveis, o mais próximo já tendo lançado seu torpedo. Os outros dois estão mais baixos e mais próximos do centro, aparentemente recuando. A fumaça no horizonte no centro direito é de um avião que caiu.
A fumaça sobe do USS Yorktown depois que um bombardeiro japonês atingiu o porta-aviões na Batalha de Midway em 4 de junho de 1942. Explosões de fogo antiaéreo enchem o ar.
Cena a bordo do USS Yorktown, logo depois de ser atingida por três bombas japonesas em 4 de junho de 1942. A densa fumaça é de incêndios em suas tomadas, causados por uma bomba que os perfurou e destruiu suas caldeiras. Panorama feito a partir de duas fotos tiradas pelo fotógrafo 2ª classe William G. Roy do lado estibordo da cabine de comando, bem em frente à galeria de armas 5 ″ / 38. O homem com o martelo à direita provavelmente está cobrindo um buraco de entrada de bomba no elevador dianteiro.
Fumaça negra sai do porta-aviões Yorktown depois que ela foi atingida por aviões japoneses durante a Batalha de Midway, em 4 de junho de 1942.
Uma aeronave de ataque japonesa Tipo 97 é abatida enquanto tentava realizar um ataque de torpedo no USS Yorktown, durante a tarde de 4 de junho de 1942.
Caças da marinha durante o ataque à frota japonesa ao largo de Midway, em junho de 1942. No centro, um navio japonês em chamas é visível.
O porta-aviões japonês Soryu manobra para evitar as bombas lançadas pelas Forças Aéreas do Exército B-17 durante a Batalha de Midway, em 4 de junho de 1942.
O porta-aviões japonês Hiryu, fortemente danificado e incendiado, fotografado por um avião do porta-aviões Hosho logo após o nascer do sol em 5 de junho de 1942. O Hiryu afundou algumas horas depois. Observe o convés de vôo desmoronado sobre o hangar frontal.
Voando perigosamente perto, um fotógrafo da Marinha dos Estados Unidos teve esta espetacular vista aérea de um pesado cruzador japonês da classe Mogima, demolido por bombas da Marinha, na batalha de Midway, em junho de 1942. Placa de blindagem, convés de aço e superestrutura são uma massa desmoronada .
O USS Yorktown adere fortemente ao porto depois de ser atingido por bombardeiros japoneses e aviões torpedeiros na Batalha de Midway em 4 de junho de 1942. Um destróier está à direita para ajudar enquanto uma tripulação de resgate na cabine de comando tenta corrigir o porta-aviões atingido .
Tripulantes do USS Yorktown seguem seu caminho ao longo do convés de vôo inclinado do porta-aviões enquanto o navio tomba pesadamente, indo para seções danificadas para ver se eles podem consertar o navio danificado, em junho de 1942.
Depois que bombardeiros japoneses danificaram o USS Yorktown, tripulantes desceram cordas e escadas para pequenos barcos que os transferiram para navios de resgate, incluindo o destróier à direita, em 4 de junho de 1942 no Oceano Pacífico. Mais tarde, uma tripulação de resgate voltou ao navio abandonado e enquanto ela avançava em direção ao porto, um torpedo de um submarino japonês destruiu e afundou o Yorktown.
O destróier Hammann dos Estados Unidos, ao fundo, a caminho do fundo do Pacífico após ter sido atingido por um torpedo japonês durante a batalha de Midway, em junho de 1942. O Hammann fornecia energia auxiliar para o USS Yorktown danificado durante as operações de salvamento estavam em andamento. O mesmo ataque também atingiu o Yorktown, que afundou na manhã seguinte. Tripulantes de outro navio de guerra dos EUA, em primeiro plano, alinham-se na ferrovia enquanto seu navio está pronto para resgatar os sobreviventes.
Um marinheiro americano, ferido durante a Batalha de Midway, é transferido de um navio de guerra para outro no mar em junho de 1942.
Prisioneiros de guerra japoneses sob guarda em Midway, após seu resgate de um barco salva-vidas aberto pelo USS Ballard, em 19 de junho de 1942. Eles eram sobreviventes do porta-aviões Hiryu naufragado. Depois de ficarem presos por alguns dias em Midway, eles foram enviados a Pearl Harbor em 23 de junho, a bordo do USS Sirius.
A deserta e montanhosa Ilha Attu, no Alasca, tinha uma população de apenas 46 pessoas antes da invasão japonesa. Em 6 de junho de 1942, uma força japonesa de 1.100 soldados desembarcou, ocupando a ilha. Um residente foi morto na invasão, os 45 restantes foram enviados para um campo de prisioneiros japonês perto de Otaru, Hokkaido, onde dezesseis morreram enquanto estavam em cativeiro. Esta é uma foto da vila Attu situada no porto de Chichagof.
Em 3 de junho de 1942, uma força de ataque de porta-aviões japoneses lançou ataques aéreos durante dois dias contra a Base Naval do Porto Holandês e Fort Mears no Porto Holandês, Alasca. Nesta foto, bombas explodem na água perto do porto holandês, durante o ataque de 4 de junho de 1942.
As forças dos EUA assistem a uma enorme bola de fogo subir acima do porto holandês, no Alasca, após um ataque aéreo japonês em junho de 1942.
Defendendo o porto holandês, no Alasca, durante os ataques aéreos japoneses de 3 a 4 de junho de 1942.
Bombardeio de SS Northwestern e tanques de petróleo em Dutch Harbor, Alasca, por aeronaves japonesas baseadas em porta-aviões em 4 de junho de 1942.
Soldados norte-americanos combatem o fogo após um ataque aéreo de bombardeiros de mergulho japoneses em sua base em Dutch Harbor, Alasca, em junho de 1942.
Tanques de petróleo, o SS Northwestern, um navio de transporte encalhado e armazéns em chamas após ataques aéreos japoneses em Dutch Harbor, Alasca, em 4 de junho de 1942.
As ruínas de um navio bombardeado em Dutch Harbor, Alasca, em 5 de junho de 1942.
Aeronaves chamariz são preparadas por forças japonesas de ocupação na costa da Ilha de Kiska em 18 de junho de 1942.
Um trem de bombas é lançado de um avião das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos em território nas Aleutas, detido pelos japoneses em 1943.
Bombas lançadas de um bombardeiro americano detonado na Ilha de Kiska ocupada pelos japoneses, Alasca, em 10 de agosto de 1943.
Navio japonês encalhou no porto de Kiska, em 18 de setembro de 1943.
Dezenas de bombas caem de um bombardeiro americano em direção à Ilha Kiska ocupada pelos japoneses, no Alasca, em 10 de agosto de 1943. Observe as crateras dos bombardeios anteriores e as trincheiras em zigue-zague cavadas pelos japoneses.
Porto de Adak, nas Aleutas, com parte de uma enorme frota dos Estados Unidos fundeada, pronta para avançar contra Kiska em agosto de 1943.
O USS Pruitt lidera a nave de desembarque do USS Heywood em direção às praias de desembarque em Massacre Bay, Attu, no primeiro dia da invasão de 11 de maio de 1943 a Attu. Pruitt usou seu radar e holofote para guiar os barcos nove milhas através da névoa. O feixe do holofote é vagamente visível apontando para a popa do topo da casa do piloto. Cerca de 15.000 soldados americanos e canadenses desembarcaram com sucesso na ilha.
Barcos de desembarque despejando soldados e seus equipamentos na praia de Massacre Bay, Attu Island, Alaska. Esta é a força de desembarque sul em 11 de maio de 1943. As tropas americanas e canadenses assumiram o controle de Attu dentro de duas semanas, após ferozes combates com as forças de ocupação japonesas. Das tropas aliadas, 549 foram mortas e 1.148 feridas - das tropas japonesas, apenas 29 homens sobreviveram. As equipes funerárias dos EUA contaram 2.351 japoneses mortos e presumiu-se que outras centenas não foram encontradas.
Um membro canadense da força de desembarque conjunta americano-canadense aperta os olhos para ver uma metralhadora japonesa encontrada em uma trincheira na Ilha de Kiska, no Alasca, em 16 de agosto de 1943. Após a luta brutal na batalha para retomar a Ilha Attu, EUA e As forças canadenses estavam preparadas para lutar ainda mais em Kiska. No entanto, sem o conhecimento dos Aliados, os japoneses haviam evacuado todas as suas tropas duas semanas antes. Embora a invasão não tenha tido oposição, 32 soldados foram mortos em incidentes de fogo amigo, mais quatro por armadilhas explosivas e outros 191 foram listados como Desaparecidos em Ação.
Aviões japoneses destruídos, tambores de petróleo e gás são uma massa de escombros em Kiska, nas Ilhas Aleutas, em 19 de agosto de 1943, como resultado dos bombardeios dos Aliados.
Uma base de submarino anão fortemente danificada construída pelas forças japonesas de ocupação na Ilha de Kiska, foto tirada em 1943, depois que as forças aliadas retomaram a ilha.
Na Ilha de Kiska, depois que as tropas aliadas desembarcaram, esta lápide foi descoberta em um pequeno cemitério em meio às ruínas bombardeadas em agosto de 1943. A lápide foi feita e colocada por membros do exército japonês de ocupação, depois que eles enterraram um americano piloto que caiu na ilha. O marcador diz: “Dormindo aqui, um bravo herói aéreo que perdeu a juventude e a felicidade para sua terra-mãe. 25 de julho - Exército Nipônico ”
(Crédito da foto: US Navy / Library of Oongress).
Disponível em: https://rarehistoricalphotos.com/battle-of-midway-aleutian-campaign-pictures-1942-1943/


