7.10.20

10 fatos interessantes sobre a escravidão na Roma Antiga



Escravidão é uma das instituições mais controversas do passado. Vemos a escravidão como um negócio cruel, imoral e intolerável, uma forma de negócio inaceitável de carne humana por dinheiro que ninguém poderia tolerar.

Para os antigos, no entanto, a escravidão fazia parte da paisagem cotidiana, uma instituição social totalmente reconhecida e perfeitamente integrada ao material social geral. O que se segue é uma lista de dez fatos interessantes sobre a escravidão na Roma Antiga , juntamente com muitos relatos de primeira mão. pode ouvir as vozes e opiniões das pessoas sobre este assunto controverso.


Escravidão na Roma Antiga
FATOS INTERESSANTES SOBRE A ESCRAVIDÃO NA ROMA ANTIGA:

POPULAÇÃO ESCRAVA:


Escravidão na Roma Antiga

A sociedade romana antiga tinha uma alta proporção de população escrava. Alguns calculam que 90% da população livre que vivia na Itália no final do primeiro século aC tinha ancestrais que haviam sido escravos (McKeown 2013: 115). A proporção de escravos era tão significativa que alguns romanos deixaram relatos escritos sobre os perigos dessa situação: “Certa vez, foi projetado no Senado que os escravos deveriam se distinguir das pessoas livres por suas vestes. Por outro lado, percebeu o quão grande o perigo poderia ser, se nossos escravos passassem a nos contar ”. Estimativas modernas sobre a população escrava na Itália fornecem aos Estados Unidos uma cifra de cerca de 2 milhões no final do período republicano, uma proporção escravos / livres de cerca de 1: 3 (Hornblower e Spawforth 2014: 736).

REVOLTA DE ESCRAVOS:


Escravidão na Roma Antiga

Existem vários levantes de escravos registrados na história romana. Um escravo sírio chamado Eunus foi o líder de uma dessas revoltas durante o período de 135-132 aC, que ocorreu na Sicília. Diz-se que Euno se apresentou como um profeta e afirmou ter várias visões místicas. De acordo com Diodorus Siculus [The Library: 35.2], Eunus conseguiu influenciar seus seguidores com um truque que fez faíscas e chamas saírem de sua boca. Os romanos derrotaram Euno e esmagaram a revolta, mas esse exemplo pode ter inspirado outra rebelião de escravos na Sicília em 104-103 aC. A revolta de escravos mais famosa da Roma antiga é aquela liderada por Spartacus. O exército romano lutou contra a força de Spartacus por 2 anos (73–71 aC) antes que eles pudessem reprimir a rebelião.

ESTILOS DE VIDA VERSÁTEIS:


Escravidão na Roma Antiga

As condições de vida e as expectativas dos escravos na Roma antiga eram versáteis, fortemente ligadas às suas ocupações. Os escravos preocupados com atividades exaustivas como agricultura e mineração não tinham perspectivas promissoras. A mineração, em particular, tinha a reputação de ser uma atividade brutal.
Os escravos domésticos, por outro lado, podiam esperar um tratamento mais ou menos humano e, em alguns casos, tinham a oportunidade de ficar e administrar algum dinheiro e outras formas de propriedade para si próprios. Essa propriedade, chamada de "peculium", seria legalmente propriedade do mestre do escravo, mas em termos razoáveis, o escravo teria permissão para usar o dinheiropara seus próprios fins. Eventualmente, se o escravo tivesse propriedade suficiente, ele poderia tentar comprar sua própria liberdade e se tornar um “homem livre”, uma classe social entre os escravos e, portanto, os homens livres. Como um homem livre, o escravo ainda seria legalmente parte da casa de seu senhor.

O ESCRAVO ROMANO MAIS FAMOSO?


Escravidão na Roma Antiga

Spartacus é o nome de um escravo romano de origem trácia, indiscutivelmente o escravo romano mais renomado de todos os tempos . Ele escapou de um campo de treinamento de gladiadores situado em Cápua em 73 aC, levando cerca de outros 78 escravos com ele. Spartacus e seus homens tiraram o máximo proveito das desigualdades patológicas da sociedade romana recrutando milhares de escravos alternativos e camponeses destituídos. Partacus e seus homens desafiaram as autoridades romanas e a máquina militar por 2 anos. Frontinus [Stratagems: 1.5.22] relatou que o exército de Spartacus empregava cadáveres presos a estacas fora de seu acampamento e equipados com armas. À distância, isso dava a impressão de que os militares eram maiores e mais organizados do que realmente eram.

A revolta foi finalmente esmagada pelo general romano Crasso. Spartacus foi morto, no entanto seu nome e atos tornaram-se imortais e mantidos vivos na memória de Roma . Ainda hoje, sua história inspirou inúmeros livros, séries de TV e filmes. depois da derrota do exército de Spartacus, mais de 6.000 escravos que participaram da revolta crucificaram ao longo da estrada entre Roma e Cápua, a Via Appia.

PROPRIEDADE DO ESCRAVO:


Escravidão na Roma Antiga
Possuir escravos era um adepto comum entre os cidadãos romanos, apesar de sua posição social. Mesmo os cidadãos romanos mais pobres podem possuir um escravo ou 2. No Egito Romano , é provável que os artesãos tivessem cerca de 2 ou 3 escravos cada. Os mais ricos podem possuir muito mais. Também sabemos que Nero possuía cerca de 400 escravos que trabalhavam em sua residência urbana. Está registrado que um rico romano chamado Gaius Caecilius Isidorus tinha 4.166 escravos no momento de sua morte (Hornblower e Spawforth 2014: 736).


DEMANDA ESCRAVA:


Escravidão na Roma Antiga

A demanda de escravos em Roma era alta por uma série de razões. Com a única exceção de cargos públicos, os escravos eram aceitos em quase todas as atividades. Conseqüentemente, a mineração e outras ocupações de consumo, conjuntamente, tinham uma alta demanda de trabalho humano que atendia aos escravos. Trabalho doméstico e agricultura foram 2 ocupações onde os escravos estavam conjuntamente em alta demanda. Além disso, a gestão de escravos é um tópico incluído em vários manuais romanos sobre agricultura que sobreviveram. Em seu material escrito conhecido como On Farming, Varro recomenda que mão de obra gratuita seja utilizada em locais insalubres. A lógica por trás dessa dica é que, ao contrário da morte de agricultores livres, a morte de escravos tem um impacto monetário negativo (Hornblower e Spawforth 2014: 736).

AQUISIÇÃO DE ESCRAVOS:


Escravidão na Roma Antiga

Os escravos podem ser adquiridos de quatro maneiras principais: como cativos de guerra, como vítimas de ataques piratas e banditismo, por comércio ou por reprodução. Durante estágios completamente diferentes da história romana, algumas dessas estratégias foram mais relevantes do que outras. Durante a primeira expansão do Império Romano. Por exemplo, um grande número de cativos de guerra transformados em escravos.
Está registrado que em uma ocasião durante o curso de um dia, pelo menos 10.000 pessoas listadas como escravas e enviadas para a Itália. Isso pode indicar que as fronteiras entre a pirataria e o comércio como forma de obtenção de escravos são confusas.

INSTITUIÇÃO NÃO QUESTIONADA:



Escravidão na Roma Antiga

Temos a tendência de visualizar a escravidão como uma instituição imoral e cruel. No entanto, não há nenhuma prova de questionamento sério da escravidão na sociedade romana. Todas as principais forças econômicas, sociais e jurídicas da Roma antiga conspiraram para criar um sistema perpetuante da escravidão. Os escravos eram considerados o reverso das pessoas livres, um contrapeso social necessário. A liberdade cívica e a escravidão eram duas faces de uma moeda semelhante. Mesmo quando regras humanas adicionais foram introduzidas para melhorar as condições de vida dos escravos, isso fez muito pouco para reduzir a escravidão. Simplesmente o tornou mais tolerável.

ESCRAVOS FUGITIVOS:


Escravidão na Roma Antiga

A fuga de escravos de seus senhores era um problema típico entre proprietários de escravos. A maneira de lidar com isso era contratar caçadores de escravos profissionais conhecidos como fugitivarii. Quem rastrearia, capturaria e devolveria o escravo ao seu dono em troca de uma taxa. Às vezes, os proprietários anunciavam recompensas pelo retorno dos fugitivos e, em casos diferentes, eles próprios tentavam localizar os fugitivos (Hornblower e Spawforth 2014: 736-737). Outra técnica curiosa para combater escravos fugitivos era o uso de coleiras de escravos com instruções sobre para onde devolvê-los.
Um exemplo remanescente diz: Eu sou Asellus, escravo de Praeiectus, que é funcionário do Departamento de Suprimento de Grãos. Na verdade, escapei do meu posto. Detenha-me, pois eu realmente fugi. Leve-me de volta às lojas do barbeiro perto do templo de Flora.

LIBERDADE DE ESCRAVO:


Escravidão na Roma Antiga

Na sociedade romana, o proprietário de escravos tinha a opção de conceder liberdade aos seus escravos. Esse método foi chamado de manumissão. Isso pode ser conseguido de várias maneiras: pode muito bem ser concedido pelo proprietário de escravos como um presente pela lealdade e serviço do escravo, pode muito bem ser ganho pelo escravo pagando ao mestre uma quantia em dinheiro e, portanto, comprando sua liberdade, ou em alguns casos, o mestre acharia conveniente libertar um escravo.

Do ponto de vista legal, os escravos não tinham o direito de representar seus senhores. Em alguns casos, a liberdade do escravo pode muito bem ser completa. Em casos alternativos, o escravo anterior ainda teria a obrigação de produzir serviços para seu antigo mestre. Esperava-se que os ex-escravos que eram qualificados em alguma profissão prestassem seus serviços especializados gratuitamente aos seus antigos senhores. Os ex-escravos até tinham a possibilidade de se tornarem cidadãos romanos e, geralmente, podiam (ironicamente) se tornar proprietários de escravos.

A escravidão na Roma Antiga desempenhou um papel vital na sociedade e também na economia. Além do trabalho, os escravos realizavam vários serviços domésticos e podem muito bem ser usados ​​em empregos e profissões altamente qualificados. Contadores e médicos geralmente eram escravos. Os escravos gregos, em particular, podem ser altamente educados. Como a escravidão moderna, a escravidão na Roma antiga era uma instituição abusiva e degradante onde a crueldade era comum. Escravos não qualificados, ou aqueles condenados à escravidão como pena, trabalhavam em fazendas, minas e engenhos.

Hoje, a escravidão é proibida e ilegal ao ser metade da regra Ato de Direitos Humanos do Reino Unido de 1998 e a Lei da Convenção Europeia de Direitos Humanos de 2003, bem como o Artigo 4 da Convenção Europeia de Direitos Humanos proíbe a escravidão.


Religião no Egito Antigo



Ao longo dos milênios, os egípcios mantiveram alguns costumes religiosos com traços comuns aos da religião mesopotâmica, mais evidentes em datas de grande importância, nas quais predominavam celebrações às figuras dos deuses.
O politeísmo egípcio

A civilização egípcia depende do rio Nilo, que fertiliza o território que se estende ao longo de suas margens, rodeado pelo deserto. Os egípcios viviam em uma faixa de terra estreita e muito longa, e as distâncias entre o norte e o sul eram muito grandes.


Cada região tinha seus próprios deuses, incorporados pelas outras regiões à medida que o país foi se unificando. Por isso, os egípcios tinham um grande número de deuses – sua religião era politeísta.

Entre os muitos deuses egípcios, nem todos tinham a mesma importância. Ao longo da história do Egito antigo, os reis que ocuparam o trono tentaram colocar seu deus favorito no cume do panteão de sua capital. Uma característica singular em relação aos povos vizinhos era a forma de animais assumida por esses deuses.
Os deuses egípcios
Amon: Seu nome significa “o oculto” e representa os poderes invisíveis do universo. Foi o deus principal de Tebas.
Anúbis: Era o deus da mumificação e dos mumificadores, o guardião das tumbas e das portas do além. Tinha cabeça de chacal.
Rá: Era a personificação do Sol, o rei do firmamento. Foi um dos deuses mais importantes na mitologia egípcia.
Hórus: Representado por um falcão, era o deus do céu e o protetor da realeza. Os monarcas eram vistos como a encarnação de Hórus.
Ísis: Mãe de Hórus e esposa de Osíris. Protegia contra os perigos e curava as enfermidades.
Maat: Simbolizava a ordem cósmica garantida pelo rei.
Osíris: Representava os ciclos de morte e a volta à vida. Era o deus dos mortos que haviam sido bem mumificados e enterrados, já que isso lhes levaria à ressurreição.
Ptah: Era o deus dos artesãos, considerado um deus criador de coisas.
Ápis: Era representado sob a forma de um touro. Seu culto relacionava-se com o de Ptah e Osíris.
Seth: Representava as secas, as grandes tormentas, as inclemências do mar, mas seu papel era necessário, já que permitia que os demais deuses impusessem a ordem.
Thot: Era representado com cabeça de ave. Era o deus da sabedoria. Foi ele quem inventou a escrita.
Aton: O disco solar. Era um deus secundário até que, durante o reinado de Aquenaton, foi elevado ao alto do panteão.
O poder do faraó

Os egípcios acreditavam que, graças ao faraó, as colheitas cresciam, o gado sobrevivia, a ordem das estações se mantinha e o Nilo transbordava no momento adequado, para irrigar as terras agrícolas, tornando-as férteis. Pensavam que seus reis eram invencíveis porque possuíam poderes divinos.


O faraó, porém, se convertia verdadeiramente em deus quando morria. Por isso, seu túmulo era tão importante e também servia como templo para o culto ao rei divinizado que, do além, continuava cuidando do Egito e de seus habitantes.

O poder do faraó, graças à religião, era muito grande, e era difícil que se duvidasse dele. Apesar da estabilidade que caracterizou a sociedade egípcia durante mais de três milênios, também houve revoltas, faraós destronados e épocas com muitos reis, que combatiam entre si.
Os egípcios e a morte

Os egípcios acreditavam que se podia viver depois da morte se o cadáver fosse conservado e realizados corretamente alguns rituais. Para conservar o corpo, o mumificavam. Tinham tanto interesse em lutar contra os efeitos da morte que alcançaram grande perfeição no procedimento de conservar cadáveres, de tal maneira que, mesmo com o passar de longos séculos, é possível reconhecer as feições dos mortos mumificados.

Junto aos mortos eram enterrados alguns textos que explicavam tudo que deviam fazer para chegar ao além. No princípio, no Império Egípcio (há 4500 anos), apenas os faraós, que se convertiam em deuses depois da morte, tinham esses textos em seus túmulos. Mais adiante, esse privilégio foi também concedido aos membros de sua família. Esses primeiros textos encontram-se escritos nos muros interiores de suas pirâmides e formam os chamados Textos das pirâmides.

Durante o Império Médio, há 4000 anos, também os altos funcionários reais podiam ter seus próprios textos funerários escritos em seus caixões, os chamados Textos dos caixões.

A partir do Império Novo, há 1600 anos, encontram-se nos túmulos rolos de papiro escritos, conhecidos como o Livro dos mortos. Eram muito acessíveis, e por isso muitas pessoas poderiam dispor desses guias para viajar ao além, segundo as crenças egípcias.
As pirâmides

Essas construções, utilizadas no Antigo Egito para guardar o cadáver dos reis, estão entre as maiores obras arquitetônicas da Antiguidade. Têm sobrevivido durante quase 5000 anos, e sua grandeza nos impressiona até hoje.

Para os egípcios, as pirâmides tinham finalidade religiosa muito importante, porque serviam de morada para o rei morto. Acreditava-se que, de lá, o faraó protegia todo país, além de ser também local de culto ao falecido rei-deus.

As pirâmides, que lembram uma grande montanha e que parecem unir o céu à terra, destacavam-se claramente no terreno plano do Egito.
A religião monoteísta na época do faraó Aquenaton

Em meados do século XIV a.e.c, o faraó Aquenaton quis impor no Egito o culto de seu deus preferido, Aton, que representava o disco solar. Pouco a pouco, os demais deuses foram deixados de lado na religião oficial. Todas as orações, rituais e tradições religiosas terminaram por ter como centro o deus Aton, a quem se considerou o criador da terra e dos homens.

O representante de Aton era o próprio faraó Aquenaton. Além disso, os sacerdotes e seus templos deixaram de ser tão necessários porque se poderia adorar Aton em qualquer lugar, sempre que fosse visível o disco solar. Com esse deus, não existia necessidade de nenhum intermediário além do faraó.

Era um deus de fácil compreensão para todos, já que se tratava do Sol. Não necessitava de grandes e complicadas explicações para que se entendesse seu poder. Além disso, era um deus universal, já que o disco solar aparece em todo lugar. Portanto, podia ser aceito por todas as nações estrangeiras conquistadas nessa época pelo Egito. Esse culto, quase exclusivo para Aton, que há muito tem aparecido como monoteísmo, desapareceu depois da morte do faraó Aquenaton, mas deixou hinos de grande força poética.

No Hino a Aton, do qual reproduzimos fragmentos abaixo, são utilizados recursos poéticos similares aos que podemos encontrar em outras religiões e em livros monoteístas, como na Bíblia.


Tu único deus, nenhum outro é como tu! Tu criaste a terra conforme a tua vontade, estando só (…) a humanidade, os gados, todos os rebanhos, tudo quanto no terra caminha sobre pés, e os existem lá em cima voando com suas asas (…). Senhor de todos os países, que te alças por eles, tu Aton diurno, grande em majestade. Ninguém te conhece, senão teu filho Aquenaton, porque a ele te destes a conhecer em teus planos e em teu poder.

Por: Paulo Magno da Costa Torres

Disponível em:https://www.coladaweb.com/religiao/religiao-egipcia

Burguesia Medieval



A burguesia medieval começou a surgir após o século XI. Era composta por cambistas, comerciantes e artesãos urbanos que conseguiram, aos poucos, acumular riquezas. Embora os burgueses tivessem poder econômico, o poder político ainda pertencia à nobreza e ao clero, que eram os grandes proprietários de terras neste período.
Surgimento da burguesia

Durante os primeiros séculos da Idade Média, as atividades no campo tornaram-se mais importantes do que as atividades urbanas. Geralmente, as cidades medievais eram pequenas e tinham poucos moradores.


Com o desenvolvimento do comércio após o século XI, as cidades passaram a desempenhar novos papéis. Muitas delas foram formadas ou cresceram em razão da atração que exerciam sobre os camponeses livres, que se dirigiam para esses centros com o intuito de vender seus produtos (vinho, cereais, lã etc.), e também sobre os servos, que buscavam fugir das difíceis condições e da cobrança de altas taxas existentes nos senhorios.

O crescimento do comércio incentivou o surgimento de grandes feiras na Europa, que duravam vários dias – ou até mesmo semanas – e aconteciam, em média, uma ou duas vezes por ano. Essas feiras reuniam mercadores de várias regiões, que comercializavam os mais diversos produtos, como pimenta, lã, madeira, sedas, corantes, tapetes, porcelanas, essências, entre outros.

Nelas, surgiram também os primeiros cambistas, que exerciam suas atividades de troca e exame das moedas em bancos de madeira. Eles também ofereciam letras de câmbio para substituir o pagamento imediato de moedas.


O crescimento das cidades medievais ocorria sem quaisquer planejamentos, de maneira desordenada, com ruas estreitas e tortuosas, cercadas por casas de madeira de dois ou três andares. Os centros das cidades continham, na maioria das vezes, a catedral, o edifício da administração e a praça do mercado.Ilustração da praça de um mercado no século XV, que consta na obra O cavaleiro errante, do marquês Tommaso III, de Saluzzo, na Itália.
Cambistas e letras de câmbio

Para compreender o processo de surgimento da burguesia, é importante conhecer os conceitos relacionados a seguir, que, mesmo após muitos séculos, ainda são utilizados.
Cambistas: considerados os “primeiros banqueiros”, eram comerciantes especializados na troca de diferentes moedas. Muitas vezes, prestavam serviços aos mercadores, em viagem, que precisavam trocar moedas estrangeiras por moedas locais. Com o crescimento de suas atividades, passaram, também, a oferecer empréstimos.
Letra de câmbio: documento mercantil trocado entre banqueiros. O sistema funcionava da seguinte maneira: o banqueiro “A” recebia de algum mercador viajante um depósito em moedas. Em troca do depósito, o banqueiro “A” fornecia ao mercador viajante uma letra de câmbio, ou seja, uma carta direcionada ao banqueiro “B”, estabelecido no local para onde estava se dirigindo o mercador viajante. Na carta do banqueiro “A”, havia a indicação para que os valores equivalentes ao depósito fossem pagos ao mercador viajante, quando este apresentasse a letra de câmbio ao banqueiro “B”. Esses documentos surgiram em razão da diversidade de moedas existentes na Europa e, também, dos perigos de transportar grandes valores de uma região para outra.
Burgos e burgueses

As cidades fortificadas por grandes muralhas eram conhecidas como burgos, e seus habitantes, naquela época, eram chamados de burgueses.

A casa de um burguês medieval com boas condições econômicas poderia ter vários cômodos, o que já demonstrava um espírito incipiente de individualidade e privacidade nas cidades. Muitos deles eram destinados às atividades profissionais: funcionavam, por exemplo, como depósitos de matérias-primas, loja com abertura para a rua, salas de trabalho e acomodações para os artesãos etc.

Aos poucos, nobres e comerciantes burgueses passaram a dividir os mesmos espaços nas cidades e a desenvolver empreendimentos conjuntos: os burgueses casavam-se com os nobres em busca de prestígio e títulos nobiliários, e os nobres casavam-se com os burgueses em busca de riquezas materiais.
Cartas de franquia

As cidades medievais eram, em geral, localizadas em terras de nobres ou bispos, a quem os moradores deviam impostos e prestação de serviços. Os habitantes das cidades poderiam se libertar desses mecanismos de controle por meio da compra das cartas de franquia, documentos vendidos pelos nobres ou bispos, dando aos moradores o direito de administrar as cidades, eleger seus representantes – em geral, grandes comerciantes ou banqueiros –, além de se isentar dos antigos impostos.
Corporações de ofício

Nas cidades medievais, surgiram as corporações de ofício, isto é, associações que reuniam artesãos ligados a um mesmo ramo de atividades (sapateiros, marceneiros, ferreiros, tecelões etc.). Cada corporação definia as regras para ingressar nas profissões, bem como a quantidade, a qualidade e os preços praticados sobre os produtos. Essas medidas garantiam maior controle de qualidade e evitavam a concorrência entre os associados. Os membros das corporações de ofício eram auxiliados em casos de doença e também na velhice.

Essas corporações eram dirigidas por
mestres, proprietários da oficina, das ferramentas e das matérias-primas utilizadas.
Eles ensinavam, alimentavam e hospedavam os aprendizes. Depois de algum tempo e de muita prática, os aprendizes poderiam se tornar oficiais, ou seja, começavam
a receber pagamento em dinheiro pelos
seus serviços. Após alguns anos, os oficiais
poderiam se tornar mestres, desde que passassem por uma prova para comprovar suas habilidades e dispusessem de dinheiro para abrir a própria oficina.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

Disponível em:https://www.coladaweb.com/historia/burguesia-medieval

3.10.20

Expedicionários 01 - Força Expedicionária Brasileira (F.E.B) Eis aqui alguns expedicionários. 46 Pracinhas

Gostaria de compartilhar uma pesquisa que a tempos venho fazendo em Jornais e publicações da época da segunda guerra. Nesta pesquisa encontrei vários expedicionários retratados. Eis as fotos de alguns deles com as referidas identificações.

Abilio Nunes dos Passos


Afonso Kath

Afonso Klein

Alvino Hornburg

Antônio Carlos Ferreira

Antônio Cruchaki

Antônio Gonsalves

Antônio Marraschi

Ari Costa

Aristides Fioravanti

Arnoldo Hornburg

Augusto Braatz

Avelino P. Silva

Bruno Scheibel

Carlos F. Vasel

CARLOS HENRIQUE BESSA


Carlos Walter Hertel


Deurmith Genu



Dulio Lopes

Ewaldo Schwartz

Fidels Stinghen

Francisco de Mello Salustiano

Germano Karger

Guilherme Emmendoerler

Gumercindo da Silva

Hamilton Silva e Costa

Haroldo Schneider

Harry Hadlich

Inacio de Loiola de Freitas Virgolino

Joaquim Noronha Lopes

Jorge Ersching

José Clemeneano de Carvalho

José Franco

José Ribeiro

João Zapella

Milton Alves

Moacyr Albino Wuo

Oswaldo Harger

Otacilio Soares

Paulo Fatigatti de Morais

Rudolfo Hornburg

Samuel da Silva Pires

Silvio de Mattos

Venicio Carlini

Vitalino Martins da Fonseca

Walter Carlos Hertel



Fonte das fotos:


Dantas, Arquimedes, Jornal Correio do povo, sábado 28 de Julho de 1945. Jaraguá do Sul, Santa Catarina.


Jornal Correio do povo, Quinta feira 9 de Maio de 1945. Jaraguá do Sul, Santa Catarina.


Jornal Correio do povo, 6 de setembro de 1995. Jaraguá do Sul, Santa Catarina.


Jornal Correio do povo, 12 de junho de 1998. Jaraguá do Sul, Santa Catarina.


O Colegial, Órgão dos Alunos do Colégio Catarinense 23 de novembro de 1945, Florianópolis, Santa Catarina.


Revista da Semana, Numero 13 de 31 de Março de 1945, Rio de janeiro, Rio de Janeiro.


Histórias da Feb, Pode subir somos amigos, Texto de Ricardo Lavecchia.


Banco de Dados Da Feb, Núcleo Cultural Augusto Maranhão, pagina 15.


Revista da Semana, Número 44 de 28 de outubro de 1944, paginas 8,9,10,11,12,13. Rio de janeiro, Rio de Janeiro.


Revista da Semana, Numero 15 de 4 de abril de 1945, paginas, 16,17, Rio de janeiro, Rio de Janeiro.


Revista da Semana, Numero 35 de 19 de setembro 1945, paginas 11, 12, 13, 14, 15. Rio de janeiro, Rio de Janeiro.


Revista O Malho, Abril de 1944, Ano XLII, Numero 51, Gráfica Pimenta de Mello, Rio de Janeiro.


Revista O Malho, Fevereiro de 1945, Ano XLIII, Numero 61, Gráfica Pimenta de Mello, Rio de Janeiro.


Jornal a Manhã, Sábado 16 de Dezembro de 1944, numero 1031, Rio de Janeiro.


Jornal a Manhã, Sábado 4 de agosto de 1945, numero 1223, Rio de Janeiro.


Jornal a Manhã, Sábado 16 de Dezembro de 1944, numero 1031, Rio de Janeiro.


Jornal a Manhã, Terça Feira 18 de setembro de 1945, numero 1261, Rio de Janeiro.


Revista A Noite Ilustrada, 13 de Março de 1945, numero 837, Rio de Janeiro.


Jornal Diretrizes, 18 de outubro de 1945, Ano VIII, numero 331, Rio De Janeiro.


Jornal O Globo Expedicionário. Quinta Feira 2 de Novembro de 1944, Rio de Janeiro.


Jornal a Noite. Quarta Feira 22 de agosto de 1945, Ano XXXV, numero 12038, Rio de Janeiro.


Gazeta de Paraopeba, 28 de outubro de 1945, Ano XXXV, numero 1905, Paraopeba, Minas Gerais.


Revista do Exército Brasileiro, Volume 154, Primeiro quadrimestre de 2018, Edição Especial, Rio Janeiro.


Jornal O São Gonçalo, História Relembre a cobertura de OSG na 2ª Guerra Mundial, Enviado Direto da Redação 09/05/2020 às 08:10h, Disponível em: https://www.osaogoncalo.com.br/.../historia--relembre-a... Acesso em: 3 de outubro de 2020,