30.9.11

Samuel Morse


Samuel Morse

Inventor norte-americano (27/4/1791-2/4/1872). Ganha notoriedade com a criação do sistema de sinais conhecido como código Morse, que tornou mais eficiente a comunicação por telégrafo. Samuel Finley Breese Morse nasce em Charlestown, estado de Massachusetts.

Estuda no Yale College e se interessa pela eletricidade, ainda pouco compreendida na época, e pela pintura de retratos em miniatura. Estuda pintura na Inglaterra e, ao voltar aos Estados Unidos (EUA), faz retratos considerados obras-primas do gênero.

Entre 1826 e 1845, funda a National Academy of Design, tornando-se o primeiro presidente da instituição. Além da atividade artística, continua as pesquisas na área da eletricidade e, no início da década de 1830, cria o telégrafo elétrico.

Monta o primeiro aparelho em 1835. Em 1839 conclui o trabalho de elaboração do código Morse. O sistema utiliza uma combinação de pontos, traços e pausas para transmitir informações por meio de impulsos telegráficos ou visuais. Em 1843 utiliza o sistema para construir a primeira linha telegráfica, que liga Baltimore a Washington.

No ano seguinte transmite a primeira mensagem: "What hath God wrougth!" (Que obra fez Deus!). Morre rico em Nova York. Sua fortuna deve-se à proliferação de linhas telegráficas nos EUA.


Fonte:
http://www.algosobre.com.br/biografias/samuel-morse.html

Fonte Imagem:
http://history.sandiego.edu/gen/images3/1844morse.jpg

Idade do Ferro

A Idade do Ferro foi um período onde os humanos de todo o mundo começaram a aprender a extrair e derreter este metal para fabricar armas, ferramentas e utensílios.

Este período é uma das Eras ou Idades em que os estudiosos no assunto dividiram a pré-história dos humanos, de acordo com a evolução dos mesmos.

Seqüencialmente, existe a Idade da Pedra, a do Bronze e a do Ferro, cujas denominações indicam o tipo de material usado pelos homens para construir suas ferramentas.

Não se sabe exatamente onde e quando o ferro começou a ser explorado pelos humanos, uma vez que isso aconteceu em diferentes épocas, dependendo do avanço técnico de cada povo.

A técnica de derretimento do ferro é mais complicada do que a de outros minérios como o estanho e o cobre e requer vários estágios para que o metal fique puro, sem fragmentos de pedras.

Objetos feitos com ferro fundido datados de 3000 a.C. foram encontrados no Egito, mas sabe-se que os Hititas só o descobriram por volta de 1900 a.C. e, durante o seu império, aprenderam a aperfeiçoar as técnicas de fundição e uso deste minério.

Nesta época, os Hititas espalharam seu conhecimento avançado no manuseio do ferro por toda a Europa e região do Mar Mediterrâneo, marcando definitivamente o fim da Idade do Bronze para muitos povoados locais. Cerca de novecentos anos mais tarde, a indústria do ferro já movimentava centenas de pessoas que migravam de seus povoados para trabalhar na extração do minério.

A produção em massa de utensílios de ferro trouxeram pessoas da Ásia para a Europa e vice-versa, iniciando o uso deste minério na Grécia e norte da Itália.

Por volta do ano 600 a.C., foi a vez de os chineses aprenderem a usar este material e, pouco tempo depois, eles desenvolveram fornos de fundição tecnicamente superiores aos europeus, que só começaram a usá-los na Idade Média. Estes fornos produziam um ferro de altíssima qualidade, muito mais puro do que já se havia visto.

Com um material resistente, os chineses começaram a fabricar armas, como machados e espadas, e utensílios como enxadas e foices, que os ajudaram a desenvolver ainda mais sua agricultura, revolucionando seus campos de plantações.

O uso do ferro foi, ao longo dos anos, se espalhando pelo mundo, chegando na África por volta de 400 a.C. e tornando-se conhecido dos Celtas por volta de 450 a.C.. Na América, porém, não se tem conhecimento do uso deste material antes da chegada dos europeus.


Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/idaf.html

Movimento Militar Brasileiro de 1964

Movimento Militar de 1964
O Movimento militar de 1964, foi o movimento deflagrado na noite de 31 de março de 1964, em Minas Gerais, sob o comando do general Olímpio Mourão Filho, contra o governo instituído do presidente João Goulart, que foi derrubado no dia seguinte.

O movimento estendeu-se até 1985.

Embora a abertura política tenha sido instaurada a partir de 1979, só em 1985 tomou posse um presidente civil, José Sarney, ainda eleito pelo Congresso Nacional de forma indireta.

Apoiado por empresários, proprietários rurais e setores da classe média, o movimento reagiu principalmente às “reformas de base” propostas pelo governo com o apoio de partidos de esquerda, acusando o presidente de pretender estabelecer uma “república sindicalista”.

O período caracteriza-se pelo autoritarismo, supressão de direitos constitucionais, perseguição policial e militar, e utilização da tortura para obter a confissão dos presos e seqüestrados que se opunham ao regime.

A liberdade de expressão nos meios de comunicação foi suprimida mediante a adoção da censura prévia.

Foi de extrema importância para os governos militares o papel desempenhado pelo Serviço Nacional de Informação (SNI), criado pelo general Golbery do Couto e Silva.

Chegando ao poder, os militares realizaram profunda alteração constitucional, promulgaram o Ato Institucional nº 1 — que cassou mandatos, suspendeu a imunidade parlamentar e direitos políticos — e promoveram a eleição, pelo Congresso Nacional, de um novo presidente, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que governou até 1967.

Os partidos políticos foram abolidos e instalado o bipartidarismo.

No campo econômico foi definido um modelo baseado no binômio desenvolvimento/segurança.

O planejamento centralizado contribuiu para a estatização da economia, desempenhando o Estado atividades de gerenciamento da produção.

Como ocorreu em outros países, a crise mundial da década de 1970 agravou o problema econômico brasileiro, acentuando a concentração de renda e os problemas das populações mais pobres.


Fonte:
http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/movmi.html

Leonardo Fibonacci

Leonardo Fibonacci ( filho de Bonacci) ou Leonardo Pisano, filho de um próspero encarregado de negócios das cidades de Veneza, Pisa e Gênova, nasceu em Pisa em 1175 e passou parte da juventude no norte da Africa, onde travou contato com a cultura árabe. Em seguida viajou pelo mediterrâneo, visitando o Egito, a Síria, a Grécia, A Sícília e Cosntantinopla, o que lhe permitiu estudar vários sistemas aritméticos então existentes. Convencido que o método hindú-arábe era o melhor de todos, passou a dedicar seus esforços a transmiti-los a seus compatriotas italianos, o que o afastou totalmente de suas atividades comerciais de sua família.

De volta à Itália, publicou em 1.202 sua primeira obra , o Liber Abaci, onde pela primeira vez um cristão discorria sobre álgebra. As palavras iniciais do Liber Abaci são históricas : "Estes são os nove símbolos hindus 9,8,7,6,5,4,3,2,1. Com eles, mais o símbolo 0, que em árabe é chamado zéfiro, qualquer número pode ser escrito. ". E foi assim que os algarísmos arábicos foram introduzidos na Europa em 1.202.

Em 1.220 Leonardo escreveu a Pratica Geometriae e em 1.228 um edição enriquecida e ampliada do Liber Abaci. A estas alturas, sua reputação de grande matemático já era conhecida e, em 1.225, quando de passagem por Pisa, o imperador Frederico II decidiu promover uma espécie de competição para testar a habilidade de Leonardo. Uma das questões propostas por um conselheiro do imperador foi encontrar, pelos métodos euclidianos, um segmento x que satisfizesse a equação : x3 + 2x2+10x-20 = 0


Leonardo provou que o problema não poderia ser resolvido com régua e compasso (únicos instrumentos permitidos por Euclides ) mas deu uma solução numérica aproximada, correta até a nona casa decimal. A obra de Leonardo foi importantíssima pois inspirou inúmeros seguidores, principalmente na Itália, e representou um marco na história da ciência Ocidental.


Fonte:
O Romance da Equações Algébricas - Gilberto G Garbi

http://sandroatini.sites.uol.com.br/fibonacc.htm

Euclides da Cunha

Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo, município do Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1866. Órfão, foi criado por tias na Bahia, onde fez os primeiros estudos. Mais tarde, matricula-se na Escola Politécnica do Rio, transferindo-se depois para a Escola Militar. Positivista e republicano, desacata o então Ministro da Guerra, sendo expulso do estabelecimento em 1888. No ano seguinte, após a proclamação da República, reingressa na Escola Superior de Guerra, formando-se em Engenharia Militar e Ciências Naturais. Em 1896, discordando dos rumos tomados pela República, desliga-se definitivamente do exército. Em 1897, abandona o Rio de Janeiro, fixando-se em São Paulo. Como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, é enviado a Canudos, na Bahia, para cobrir a revolta que lá explodira; de volta a São Paulo, desliga-se do jornal. Em seguida, é chamado para planejar a construção de uma nova ponte em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo. Nessa época, redige Os sertões, publicado em 1902.
Em 1903 é eleito membro do Instituto Histórico e Geográfico e da Academia Brasileira de Letras. Entre 1905 e 1906, designado para tratar de problemas de fronteira no norte do país, estuda profundamente Amazônia. Retornando ao Rio de Janeiro, é nomeado professor de Lógica no Colégio Pedro II. É assassinado no Rio de Janeiro, no dia 15 de agosto de 1909.
Embora apresente uma visão de mundo profundamente determinista - no prefácio de Os sertões cita Hypolite Taine, o "pai do determinismo" -, cientificista e naturalista, Euclides da Cunha deve ser estudado como um pré-modernista pela denúncia que faz da realidade brasileira, trazendo à luz, pela primeira vez em nossas letras, as verdadeiras condições de vida do Nordeste brasileiro. Daí o caráter revolucionário de Os sertões, como se pode ver na apresentação da obra, feita pelo autor:
"Intentamos esboçar, palidamente embora, ante o olhar de futuros historiadores, os traços atuais mais expressivos das sub-raças sertanejas do Brasil."
Para tanto, trata em sua obra da Campanha de Canudos, documento vivo dos contrastes entre o Brasil que "vive parasitariamente à beira do Atlântico" e aquele outro Brasil dos "extraordinários patrícios" do sertão nordestino. Ao mesmo tempo, para ele Canudos é um símbolo dos erros cometidos pela República, que avaliou de forma equivocada os problemas nacionais - a revolta no sertão baiano foi considerada um foco monarquista que colocava em risco a vida republicana.
Em seus primeiros artigos sobre Canudos, quando estava na redação de O Estado de S. Paulo, Euclides da Cunha tachava a revolta liderada por Antônio Conselheiro de "foco monarquista", embora já demonstrasse preocupação com as condições subumanas do povo da região. Nessa época, sua visão era influenciada pelas informações que recebia, as quais primeiramente passavam por um "filtro" no Rio de Janeiro. Só quando pisou o solo baiano, como correspondente de guerra do jornal paulista, é que compreendeu o drama de Canudos em toda a sua extensão e o porquê daquela rebelião: percebeu que não se tratava de uma luta por um sistema de governo, mas sim contra uma estrutura que já se arrastava por três séculos. Afirma o autor:
"(...) Aquela campanha lembra um refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo."
Este é um outro importante aspecto do livro - a denúncia do extermínio de aproximadamente 25 mil pessoas no interior baiano. Se a princípio pretendia apenas fazer um relato da luta, Euclides da Cunha acabou realizando um verdadeiro painel do sertão , nordestino. A obra é dividida em três partes:
• A terra - Uma detalhada descrição da região, respaldada em seus amplos conhecimentos das Ciências Naturais: a geologia, o clima (há um capítulo intitulado "Hipóteses sobre a gênese das secas") e o relevo. Essa parte é ilustrada por mapas do relevo e da hidrografia feitos pelo próprio Euclides da Cunha.
• O homem - Um elaborado trabalho sobre a etnologia brasileira: a ação do meio na fase inicial da formação das raças, a gênese dos mestiços; uma brilhante análise de tipos distintos, como o gaúcho e o jagunço; nesse cenário introduz a figura mística de Antônio Conselheiro. Ao falar sobre o homem do sertão, Euclides da Cunha criou um verdadeiro bordão: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte".
• A luta - Só nesta terceira parte da obra Euclides relata o conflito; nas duas primeiras descreve o cenário e os personagens. Dessa forma, justifica a luta. Seu relato do dia-a-dia da guerra é a denúncia de um crime.
Assim, Euclides da Cunha vai colocar-nos diante de um país diferente do que até então se costumava retratar: a um Peri, a uma Iracema, a um tupi de "I-Juca Pirama", contrapõe o sertanejo, o jagunço, a "sub-raça". Sem dúvida, "o sertanejo é, antes de tudo, um forte", por conseguir sobreviver em condições tão adversas.
Antônio Conselheiro - representante natural do meio em que nasceu
A história de Antônio Conselheiro, ou melhor, Antônio Vicente Mendes Maciel, começa no sertão cearense, numa luta entre a rica família dos Araújos e a família Maciel, de pequenos criadores de gado; esse conflito durou um século, como tantos pelo interior nordestino. Antônio Vicente nasceu em meio a essa disputa, e em 1855 vamos encontrá-lo em Quixeramobim, levando uma "vida corretíssima e calma".
"A partir de 1858 todos os seus atos denotam uma transformação de caráter. Perde os hábitos sedentários. Incompatibilidades de gênio com a esposa ou, o que é mais verossímil, a péssima índole desta, tornam instável a sua situação.
Em poucos anos vive em diversas vilas e povoados. Adota diversas profissões."
Algum tempo depois, "foge-lhe a mulher, raptada por um policial. Foi o desfecho. Fulminado de vergonha, o infeliz procura o recesso dos sertões, paragens desconhecidas, onde lhe não saibam o nome. Desce para o sul do Ceará. E desaparece."
Antônio Maciel só iria reaparecer dez anos depois, já como o místico Antônio Conselheiro:
"(...) E surgia na Bahia o anacoreta sombrio, cabelos crescidos até aos ombros, barba inculta e longa; face escaveirada; olhar fulgurante; monstruoso, dentro de um hábito azul de brim americano; abordoado ao clássico bastão em que se apoia o passo tardo dos peregrinos..."

Educação moral (De Aristóteles)

Discursus:
Aristóteles (384-322 a.C.) morreu há mais de 2300 anos, mas suas teses e concepções são discutidas até hoje. Platão, seu principal preceptor, considerava-no a própria inteligência encarnada, apesar de sua gagueira. Durante a Idade Média, ele era tido, nada mais, nada menos, como o filósofo. Foi só a partir da era moderna, sobretudo depois de Thomas Hobbes e René Descartes, que seu prestígio foi empalidecido, muito por causa do ataque direcionado à doutrina escolástica medieval, verdadeiro alvo das críticas Iluministas. O século XX tratou de reabilitar as teorias mais importantes do antigo filósofo macedônio, graças ao desapontamento com as promessas racionalistas de amadurecimento da humanidade, mal cumpridas pela modernidade.

O projeto pedagógico de esclarecimento das idéias, característico dos filósofos modernos, não obteve o êxito esperado e, de fato, as atrocidades cometidas em nome da razão: o advento da guerra de extermínio e a possibilidade real de extinção da espécie humana, por obra de suas próprias invenções, puseram em xeque as "nobres" pretensões de autores da altura de John Locke, David Hume, Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant. Assim, o ceticismo a respeito do projeto emancipatório da modernidade proporcionou o resgate de pensadores que se pretendia terem sido superados. Entre os antigos, aquele que obteve maior atenção dos chamados filósofos pós-modernos foi justamente o estagirita Aristóteles.

A retomada da filosofia aristotélica permitiu que se enfrentasse diretamente as teorias pedagógicas modernas, ponto dos mais caros para o Esclarecimento. Por ser um escritor completo, em Aristóteles também podem ser encontradas idéias próprias sobre como educar as gerações, embora o fato de ser estrangeiro (meteco) entre os helenos, não autorize seu vínculo a uma perspectiva típica da educação (paideia) helênica, propriamente dita. Porém, esse é um detalhe que, na maioria das vezes, se ignora no estudo da filosofia clássica.


Aprendendo a Ser Bom:
O ensaio "Aristotle on Learning to Be Good" (Sobre o Ensino do Bem em Aristóteles), de M.F. Burnyeat, incluído na coletânea Essay on Aristotle's Ethics (Ensaios sobre a Ética de Aristóteles), editada por Amélie Oksenberg Rorty, não se detém a esse "por menor" para traçar a pedagogia aristotélica do ensino da ética. A Ética a Nicômaco é o texto básico na apreensão da doutrina educacional de Aristóteles, mormente se levado a sério a lenda que diz ter sido essa obra escrita para seu filho Nicômaco. Talvez seguindo essa linha de raciocínio, é que Burnyeat se apoie exclusivamente no principal texto da ética aristotélica, com o objetivo de saber se, diante da imperfeição humana, é possível estabelecer uma prática de ensino que fomente o desenvolvimento moral, através do conhecimento da virtude.

A possibilidade de ensino da virtude e sua própria compreensão fora tema da filosofia clássica desde Sócrates -para quem aquela não poderia ser adquirida sem antes ser conhecida. Já no Platão da teoria das reminiscências, a virtude só poderia ser conhecida pela visão atenta que a alma teria de sua forma, num mundo das idéias ulterior. Só um contínuo ciclo de reencarnação possibilitaria a compreensão plena do bem por seres humanos imperfeitos. A alma platônica seria ainda dividida em três partes distintas responsáveis pelo movimento de áreas específicas do corpo: a superior relacionada com a cabeça, a média com o tronco e a inferior, os membros.

A meta de Burnyeat, diante desses antecedentes, é caracterizar a postura aristotélica como aquela que admitiria a possibilidade de seres humanos imperfeitos serem capazes de, em vida, vislumbrar o bem por meio de um desenvolvimento moral ao longo do tempo. Nesse sentido, sua interpretação parte dos conceitos de bem humano e fraqueza de vontade (akrasia), embora essa última não seja exaustivamente explorada. Visa-se, portanto, encontrar a matéria-prima que precisa ser trabalhada para o amadurecimento moral, além dos desejos e sentimentos que motivam uma pessoa responsável a refletir sobre sua vida como um todo, ao qual o seu comportamento atual está integrado. Essa investigação histórica da vida de uma pessoa, de um certo modo, contrasta com o ponto de vista intelectual, cuja preocupação está voltada apenas para as razões e o raciocínio que levam alguém a ser considerado responsável moralmente.

O autor admite que, apesar de simples, a teoria do desenvolvimento moral aristotélica, ao propor um crescimento moral por meio de estágios cognitivos e emocionais, ajuda a fornecer uma interpretação inovadora sobre a fraqueza da vontade. O ponto de partida de Aristóteles está na definição do que é o bem humano, ou seja a felicidade. Aquele que, de início, já possui esse potencial poderá por intermédio do ensino vir a saber o porque de sua necessidade. O homem ótimo já possui isso que é chamado bem e conhece o porque de sua necessidade. O homem bom sabe o que é esse bem, mas não o porque. A este a aprendizagem das práticas adequadas poderá ser útil para explicar e justificar a existência desse bem.

As coisas nobres e justas são um pré-requisito para o esclarecimento do que é tal bem. As ações que concordem com as virtudes viabilizam esse conhecimento. Entretanto, não será apenas pela aplicação geral de regras que isso ocorrerá. Além disso, faz-se necessária uma certa percepção orientada para reconhecer e praticar as virtudes em circunstâncias específicas. Para tanto, o iniciante deve ser introduzido aos bons hábitos. O método a ser empregado, então, não será o indutivo ou meramente perceptivo, mas de o de uma prática intensiva que acostume a pessoa a uma conduta nobre e justa. Essa prática ativaria o potencial cognitivo de aprendizagem moral. Gradualmente, a dificuldade inicial do jovem iria ceder ao desejado estado de engajamento no processo de formação, adquirindo um maduro senso de valores.

O aprendiz avançaria, assim, em estágios de internalização do entendimento do que é bom, fazendo com que o hábito aprimore a sabedoria prática do porque o bem é o ponto de partida e algo a ser buscado como fim último. O aprendizado do bem não simplesmente habilita a pessoa a nomear o nobre e o justo, mas guia a conduta na descoberta da verdade. O entendimento do porque complementa a correção e a perfeição final da percepção subjetiva do que é bom. Desse modo, para entender a teoria pedagógica de Aristóteles, dever-se-ia ter em mente que só alguns terão acesso aos benefícios de seu argumento em favor do bem. Outros precisarão ter a alma cultivada. Enquanto restará ainda aqueles que, só pela força, se deixarão ser guiados pela razão e não pela paixão.

A quem faltar o gosto pelas coisas nobres e justas não poderá conhecer a virtude. Esta só pode ser ensinada ou encorajada aos que tiverem inclinação para tal. A nobreza de caráter é o ponto de partida para o desenvolvimento moral de uma pessoa, pois o amante da nobreza é nobre. Ao longo do tempo, o prazer que alguém sente pelas ações nobres e justas cresce com seu cultivo e prática.

O sentido fraco de ensino como aquisição de informação deve ser suplantado por um mais forte em que o engajamento de cada um faz com que o prazer cresça à medida que o conhecimento é internalizado. A virtude da temperança permite que se distinga a justa medida dos prazeres, em detrimento do prazer animalesco exagerado. Com isso, surge o prazer de aprender a agir virtuosamente, por meio de uma correta educação. O caráter de cada prazer forma a conduta virtuosa ou a viciosa. Só o prazer das virtudes conduz às ações nobres. O seu cultivo faz com que se aprenda por si mesmo o prazer das boas ações na prática.

Contudo, a aquisição do prazer das ações nobres por si mesmo não garante o entendimento, apesar de fornecer o ponto de partida para educação moral. Além do mais, é preciso que haja um sentimento de vergonha para que o ensino pleno da virtude possa ser internalizado. Caso ele falte, só a punição externa e a dor farão com que a pessoa se abstenha das coisas erradas. A vergonha é o sentimento responsável pela recepção da educação moral(1).


Incontinência:
Em Platão, a condição tripartida da alma explicava o fato das motivações pelas coisas nobres e justas estarem na parte média, durante a juventude. Quando as avaliações da motivação são ainda irrefletidas ou precipitadas. Nesse sentido, tanto para Platão, como para Aristóteles e os antigos helenos em geral, só o cultivo contínuo alavancaria essa motivação na direção do desenvolvimento da deliberação correta sobre a coisa certa a fazer. A avaliação das ações dependeria, então, das suas fontes motivacionais. Para cada uma delas há um objeto ou razão respectivos, o que leva à consideração da fraqueza da vontade, no instante em que o desenvolvimento moral da pessoa não permitir que ela faça a relação adequada entre motivos razoáveis, objetos e ações nobres e justas.

O desenvolvimento integrado da sabedoria prática e da virtude depende, por conseguinte, de uma atribuição racional de valores. Pois os desejos, como diz Aristóteles, devem estar em consonância com os princípios racionais(2). E quem não tiver o ponto de partida necessário deve ser submetido por sanções externas. O amadurecimento do sentimento interno da vergonha proporciona à vontade um motivo novo e mais refletido para a conduta virtuosa. Afinal, a meta do estudo da ética é a ação e não meramente o conhecimento do bem humano(3).

O tema da fraqueza da vontade é introduzido, aqui, a fim de explicar o porque do entendimento se inclinar ora para os desejos corporais, ora para a virtude da temperança, que o relacionamento social molda. Para Aristóteles, a ética não serve ao incontinente, pois este se deixa levar diretamente pelas paixões(4). Porém, quanto à formação dos desejos, há dois tipos de pessoas e modos diferentes de condução. A deliberação é o procedimento prático que articula o bem geral desejado com uma ação particular que todos têm o poder de realizar. Esse desejo pelo bem é concretizado pela visão racional da boa vida. Ele é escolhido após uma deliberação do que está ao alcance da pessoa realizar. Isto é, os desejos são formados à luz de um raciocínio orientado pelo bem.

Nesse contexto, a incontinência consiste na influência de um desejo contrário ao desejo racional, o que caracteriza a imaturidade da pessoa. Doutro modo, a fraqueza de vontade pode ser resultado de uma confusão, ou deliberação equivocada. Neste caso, a precipitação é que produz o erro de raciocínio e não os apetites. Para agir bem, é preciso pensar nas conseqüências. Tais erros são evitados quando a vida da pessoa é encarada como um todo, envolvendo a compreensão do bem humano.

A fraqueza de vontade é um fato da natureza humana. O homem continente é aquele que, ao contrário do incontinente, está habilitado a escolher o melhor silogismo que oriente uma ação virtuosa. Os incontinentes agem segundo o momento e suas ações são isoladas. Mesmo, assim, eles são considerados responsáveis pelos seus atos. A natureza humana deve ser forjada por um hábito de longo prazo.

Tal como o que é bom, as paixões estão na raiz do crescimento das pessoas. Desejos e sentimentos fazem parte das categorias necessárias para educação, motivando as mudanças nas diversas etapas do desenvolvimento moral. Segundo Platão, as três partes da alma teriam concepções diferentes sobre o desejo a ser perseguido. O conflito entre elas seria a incontinência. Em Aristóteles, no entanto, as três categorias de valor -nobreza/vilania; prestígio/injúria, prazer/dor-, ao serem relacionadas com as três partes da alma, explicariam porque os continentes e incontinentes encontrariam o bem e o prazer em ações incompatíveis. Destarte, o papel da educação seria mostrar o que é nobre, justo e a concepção de bem a ser seguida racionalmente. O caráter do continente é firme e seguro. Por isso, o homem bem formado não pode ser incontinente(5).


Referência Bibliográfica:
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco; trad. Leonel Vallandro e Gerd Borheim. - São Paulo: Abril Cultural, 1973.

BURNYEAT, M. F. "Aristotle on Learning to Be Good", in RORTY, A.O.(Ed.). Essay on Aristotle's Ethics. - Berkeley: University of California Press, 1980.


Notas:
1. Veja BURNYEAT, M.F. "Aristotle on Learning to Be Good", pp.69-79.

2. Veja ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco, 3, 12, 1119b 13-18.

3. Veja BURNYEAT, M.F. Op. Cit, pp. 79-81.

4. Veja ARISTÓTELES, Op. Cit, 1, 3, 1095a 2-11.

5. Veja BURNYEAT, M. F. Idem, pp. 82-88.



Fonte:
http://www.discursus.hpg.ig.com.br/antiga/burnyeat.html

Cartografia

Cartografia é a arte de conceber, de levantar, de redigir e de divulgar os mapas. A manutenção da rota de um avião ou navio , a análise e definição de estratégias militares de ataque e defesa , a localização de jazidas e possíveis vias de acesso , ou a simples orientação rodoviária numa viagem de turismo , todas essas atividades exigem mapas específicos com diferentes objetivos e usuários : este é o campo da cartografia.

Com a atual tecnologia que nos permite olhar o planeta através dos olhos eletrônicos priviligiadamente posicionados dos satélites, não há mais segredos para seus contornos. Mas por séculos a situação foi diferente: para que o homem pudesse desenhar mapas e localizar-se no planeta foi imprescíndivel que ele olhasse para o céu, mais precisamente para os astros, e utilizasse a matemática...

Movidos pela necessidade os homens das primeiras civilizações já rabiscavam representações gráficas dos lugares por que passavam, isso talvez mesmo antes de começarem a escrever. O mapa mais antigo que sobreviveu até hoje é uma placa de argila encotrada nas ruínas da cidade de Gasur, cerca de 300 Km ao norte da Babilônia, desenhado por volta de 2 300 a.C.. Medindo 7 cm, tão pequeno que cabe na palma da mão, ele mostra o Rio Eufrates cercado por montanhas.

É bem provavel que os chineses tenhan sido os precursores , pois há indicios de que sua cartografia tenha aparecido por volta do século IV a.C. e era voltada não apenas para localização mas para fins administrativos (impostos, fronteiras) e militares. Tambem com fins administrativos os egpicios desenvolveram suas técnicas. Utilizando seus conhecimentos matemáticos aplicavam o princípio da triangulação para medir a área das terras.

A Grécia contudo, desenvolveu as bases cintíficas da observação. A escola pitagórica e o sábio Aristóteles desenvolveram a idéia de esfericidade da Terra, medida por Erastótenes. Devemos ao astrônomo Hiparco ( e a Matemática ) a idealização do sistema de coordenadas geográficas . O trabalho clássico "Guia de Geografia", obra de Ptolomeu, lançou as bases da geografia matemática e da cartografia.

Durante o período romano e Idade Média a cartografia sofreu um período de estagnação e até retrocesso. A influência religiosa foi marcante em todo o período medieval e os mapas mais utilizados eram os de T em O, pois eram feitos mostrando a Terra em formato circular divida em 3 partes (como a Trindade) cortada por braços de mar em T representando as regiões citadas na Bíblia: a Europa á esquerda , a África à direita e a Àsia (sede do paraíso terrestre) acima.

Nesse período foram os árabes que deram impulso à cartografia, traduzindo clássicos como o de Ptlomeu e desenvolvendo suas prórprias técnicas, que só voltariam à Europa no período das cruzadas e do comércio marítimo das cidades italianas que precisavam de cartas náuticas para suas atividades comerciais.

O ciclo das grandes navegações foi o responsável pela retomada definitiva do progresso na cartografia, já que os mapas precisavam de maior exatidão. Data de 1512 o mapa-mundi Orbis typus universalis tabula, do veneziano Jerônimo Marini, que é o primeiro em que se registra o nome do Brasil. É dessa época o apogeu da cartografia dos países baixos (como a Holanda, por exemplo que tinha colônias por várias partes do mundo) e um dos nomes mais importantes da cartografia: Gerard Mercator que criou a projeção que leva o seu nome, própria para mapas náuticos, segundo a qual os meridianos são ângulos retos aos paralelos de latitude.

No século XVIII a Academia de Ciências de Paris com o fim de resolver as questões levantadas por Cassini e Newton sobre a forma da Terra mediu o arco do meridiano terrestre. A medição provou que Newton estava certo: A Terra tinha a forma de um elipsóide de revolução, cujo eixo menor coincidia com o eixo de rotação. Resolveram então adotar o elipsóide como forma matemática correspondente a um geóide médio - o geóide é um sólido geométrico irregular que corresponde quase exatamente ao esferóide terrestre.


Fonte:http://mathematikos.psico.ufrgs.br/disciplinas/ufrgs/mat010392k2/ens22k2/xyz/cartografia.htm

Consolidação Colonial Brasileira

Na Europa nesse período ocorreu:

- Na Idade Moderna, a Holanda não aceita o domínio espanhol que estava sendo exercido nos países baixos, pois sua doutrina Calvinista (Religião Calvinista) visava a expansão, e não aceitaria seguir regras impostas pela Espanha.

- A Holanda cria a Companhia das Índias Ocidentais, que voltava aos assuntos relacionados a América do Sul, e a Companhia das Índias Orientais, que cuidava dos assuntos nas colônias Africanas.

No Brasil:
O Brasil vivia o seu período do apogeu do açúcar, e a Holanda com a Cia. das Índias Ocidentais tentam invadir Salvador, mas essa missão falha, sendo estes expulsos do Brasil. Mas após o fortalecimento da Holanda com o roubo de navios brasileiros, alguns carregados de prata, outros de açúcar, ela se fortaleceu. Invadiu Pernambuco, mas inicialmente estava sofrendo forte pressão dos grupos locais, que adotavam táticas onde eles se reuniam no interior e atacavam os holandeses de surpresa. Calabar, descontente com a administração Portuguesa se alia aos holandeses e os levam aos grupos reunidos no interior, com isso a Holanda conseguiu massacrar as resistência locais, e formou sua colônia no Brasil.

A Holanda envia Maurício de Nassau para administrar a nova colônia. Este inicialmente trata de solucionar os problemas junto com os Srs. de engenho, oferecendo recursos para modernizar os engenhos, para ampliar o cultivo da cana-de-açúcar e solucionar a falta de mão-de-obra escrava. Ele também investe no saneamento básico de Pernambuco, traz cientistas para cá, aplicou a liberdade de credo pela variedade de religião existente na região, com exceção dos jesuítas, os quais Mauricio expulsou para barrar as forças contra o Protestantismo. Maurício criou também a Câmara dos Escabinos, com a finalidade de administrar politicamente a região. Era formada por holandeses e srs. de engenho, com maior poder para os colonos. Novamente a elite manda.

Em Portugal está acontecendo a Restauração, isto é, retomar aadministração do países das mãos da Espanha, tirando Felipe II do trono. Para isto Portugal contou com a ajuda da Inglaterra e Holanda, com esta houve um acordo de trégua dos 10 anos, onde o Duque de Bragança (novo rei) não faria nada contra a Holanda.

Com os altos investimentos nesses conflitos, as reservas de dinheiro da Holanda abaixam, e com isso, a Cia. das Índias Ocidentais dá ordem a Maurício de Nassau para cobrar empréstimos antigos, aumentar os impostos e aumentar os juros. Este, consciente das dificuldades que o Brasil estava sofrendo em um período de decadência da cana-de-açúcar, sendo atacada por pragas, sofrendo queimadas, e outros problemas, ele se recusa a cumprir esta ordem, e é demitido.

Como revolta as medidas tomadas pela Holanda, o Maranhão inicia a revolta contra a atual metrópole, e Portugal com o fim da Trégua dos 10 anos, ajuda a expulsa-los. Esta revolta chama-se Insurreição Pernambucana

Expulsos, os Holandeses vão para as Antilhas, e conhecendo as técnicas de produção do açúcar, começam a produzir este produto mais barato e de melhor qualidade

O Brasil que tinha por base os lucros na exportação do açúcar entra em crise, e Portugal, totalmente dependente da produção brasileira, entra em crise também.

Portugal na época do apogeu do açúcar, onde mesmo com lucros reduzidos por deixar a refinação e comercialização do açúcar para a Holanda, costumava importar muitos produtos luxuosos, voltados para a corte e a elite. Sua balança comercial permanecia equilibrada nessa época. Mas com a crise açucareira a economia portuguesa entra em déficit, passando a importar mais que exporta, então o Conde de Ericeira aplica as Leis Pragmáticas, proibindo a importação de alguns produtos. As leis não surtiram muito efeito após principalmente a um acordo entre Portugal e a Inglaterra para o vinho.

Como outra saída, Portugal decidiu cultivar no Brasil alguns produtos voltados para a exportação e o mercado interno, principalmente português. Plantaram o fumo para usa-lo na troca de escravos, o algodão para fazer roupas e exportar, aguardente para trocar escravos, mandioca e milho para utilizar na alimentação, buscaram as drogas do sertão para ajudar na farmácia, o gado para fazer a interiorização e ajudar no transporte, e o contínuo, mas não tão acentuado cultivo da cana-de-açúcar.

Nesse período de crise foi que se acentuou a interiorização do Brasil, pois os fazendeiros criadores de gado só poderiam trabalhar na pecuária à 100 léguas do litoral, então com isso ajuda-se a povoar o interior e a explora-lo. Deste gado se retirava a carne verde (fresca) e seca, couro, chifre, força motriz e leite. O cultivo do gado era feito nos currais, onde o gado ficava solto em uma área atrás do melhor local para se alimentar. O lucro gerado era voltado ao mercado interno, e o pagamento do peão era feito com a quarta, isto é, a cada 4 cabeças de gado, 1 era dele. Com isso ficava possível a mobilidade social, com um peão podendo virar um fazendeiro.

As drogas do sertão como a baunilha, guaraná, ervas aromáticas e ervas medicinais eram retirados principalmente da Amazônia por nativos e jesuítas, e com isso Portugal ajudou a garantir o domínio sobre essa terra frágil ao ataque estrangeiro.

No nordeste surgiu as Entradas, expedições oficiais que adentravam o interior em busca de metais preciosos, reconhecimento geográfico ou qualquer outra riqueza para Portugal.

Em São Paulo surgiram as Bandeiras, que eram expedições particulares que adentravam o interior atrás de riquezas, como ouro. Existia a Bandeira Apresadora, que buscava o nativo gentio para utilizar na mão-de-obra; a Bandeira Prospectora, que visava buscar metais precisos; e a Bandeira de Sertanismo de Contrato, que deviam destruir nativos e quilombos.

Nessa época surge o Tratado de Madri e o de Badajós, que configuram hoje nosso território, praticamente.


Fonte:
http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/bras-col.htm


Guerra do Libano

O Líbano que se libertou da França em 1945, é região do Oriente Médio sujeito a constantes conflitos. De um lado, estão os muçulmanos – sunitas e xiitas -, que correspondem à maioria da população, de outro, os vários grupos cristãos – maronitas, ortodoxo e armênios católicos e protestantes -, que controlam as atividades e detêm a hegemonia política. Agravando a situação acrescenta-se a interfer6encia de grupos estrangeiros apoiando cada uma das facções . Os palestinos, representados pela OLP, apoiavam os muçulmanos, e os israelenses alinhavam-se aos cristãos.

Apartir da década de 1970, os conflitos se agravaram por pressões político-religiosos dos muçulmanos, que exigiam maior representativa política, e também pela instalação de grupos palestinos no sul do Líbano.

Em 1976, a Síria interveio no norte do país, e em 1982, Israel ocupou o sul, expulsando os guerrilheiros da OLP. Em 1986, os sírios ocupam Beirute, a capital do Líbano, sem consequir uma efetiva composição política entre cristãos e muçulmanos.

Com ingerencia sírias, israelenses, dos extremistas xiitas do Hezbollah e outras facções estrangeiras, além dos próprios líbano , a incorporação de soluções políticas e diplomáticas, em substituição à confrontação violenta de duas décadas que devastou quase inteiramente o país, tem encontrado suficiente resistência para não se viabilizar completamente. Porém, para um país de quase 4 milhões de habitantes, com um saldo de 150 mil mortos nos conflitos e quase 500 mil pessoas desajoladas de suas residências, os continuados entendimentos, em meio à complexidade dos fatores envolvidos, permitem vislumbrar o fortalecimento do processo de pacificação do Líbano.

Fonte:Pesquisas e Trabalhos escolares no Grupo Escolar

Guerras Francesas de Religião (1559-1598)

Série de confrontos políticos e sociais provocados pela fraqueza da dinastia Valois frente ao conflito religioso e à rivalidade aristocrática.

O calvinismo teve um forte impacto nas cidades, nas universidades e na nobreza da França do início do século XVI.

Henrique II proibiu o protestantismo, mas o número de conversões cresceu. Francisco II continuou com a perseguição.

Durante a regência de Catarina de Medici, ocorreu uma expansão dos huguenotes. Porém, a aliança com os Guise deu continuidade à política antiprotestante.

Os huguenotes, dirigidos por Luís I de Bourbon, incitaram a revolta e conquistaram algumas cidades, mas o confronto terminou com a derrota dos protestantes.

Durante os quatro anos seguintes, Catarina de Medici tratou de manter a instável situação de paz existente entre as duas facções. No entanto, no outono de 1567, os huguenotes voltaram a rebelar-se.

A paz de Saint-Germain permitiu aos huguenotes o direito de controlar quatro fortificações, o que colocava em questão a autoridade real sobre todo o território francês.

Carlos IX promoveu o matrimônio de sua irmã Margarida de Valois com o huguenote Henrique de Navarra.

Só que, assustado com rumores de uma conspiração protestante, ordenou a matança dos líderes huguenotes que haviam chegado a Paris para as bodas, episódio que passou à história como a Noite de São Bartolomeu.

O banho de sangue não tardou a estender-se pela capital e as cidades da província.

A matança provocou outra guerra, quando os huguenotes conseguiram a liberdade religiosa em todas as cidades, salvo Paris, e o controle de oito fortalezas. Os extremistas católicos, liderados pela família Guise, formaram a Liga Católica.

A sexta guerra de religião forçou os huguenotes um retorno à situação existente em 1570.

Em 1589, o huguenote Henrique de Navarra ascendeu ao trono com o nome de Henrique IV, mas foi rejeitado pelos católicos.

Ainda que muitos duvidassem da sinceridade da sua conversão ao catolicismo, o país estava cansado de guerras e rebeliões camponesas, motivo pelo qual as cidades e os nobres defensores da Liga renderam-se e juraram lealdade à Coroa.

O Edito de Nantes (1598) concedeu liberdade religiosa aos huguenotes e a defesa de um grande número de cidades fortificadas ao sul e a oeste da França.

Não obstante, seus privilégios foram abolidos por Luís XIII e Luís XIV.

fonte: http://www.slimsite.hpg.ig.com.br/francesa.html