Abril de 1945: Montese |
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Pracinhas travam em Montese batalha mais sangrenta do país desde a Guerra do Paraguai - Força total brasileira expele tropas alemãs da cidade italiana e permite uma passagem tranqüila dos Aliados rumo ao vale do rio Pó |

Ímpeto descomunal: tropa da FEB avança pela rua durante a violenta conquista de Montese
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A ação envolveu, pela primeira e única vez, as guarnições da artilharia, os três regimentos de infantaria e o esquadrão de reconhecimento verde-amarelos. O 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, que avançaria rumo a Serreto-Paravento-Montelo, estava no centro da formação ofensiva, sendo sua peça principal. À direita, alinhava-se o 2º Batalhão, e à esquerda, o 1º. Assim, no dia 14 de abril, às 13h30, os brasileiros atacaram Montese, fazendo sua estréia na traiçoeira guerra urbana - bem mais complicada que os combates na montanha, por literalmente esconder um problema em cada esquina.
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Ao final dos combates, Montese estava praticamente arrasada: das 1.121 casas do burgo, nada menos que 833 foram destruídas. A pugna também ceifou 189 munícipes. A Força Expedicionária Brasileira levou a cabo uma campanha irrepreensível quanto à conquista do objetivo, mas as marcas trazidas do front seriam indeléveis: cerca de 450 baixas, entre mortos e feridos, no que pode ser considerada a mais sangrenta batalha envolvendo forças brasílias desde a Guerra do Paraguai. Foi a última grande peleja dos pracinhas no Velho Mundo - e, ao menos em Montese, não seria esquecida. Em homenagem aos "generosos libertadores" - como os expedicionários ficariam conhecidos na região -, uma das praças da cidade ganhou o epíteto de Piazza Brasile. Giusto, giustissimo.
Fonte: Veja